Qual a diferença entre corpo, alma e espírito??

No Novo Testamento a distinção entre corpo, alma e espírito aparece somente uma única vez. São Paulo assim diz na I Carta aos Tessalonicenses: “Que o próprio Deus da paz vos santifique inteiramente, e que todo o vosso ser – o espírito, alma e o corpo – seja guardado irrepreensível para a vinda do Senhor Jesus Cristo! (5,23). O Catecismo, por sua vez, explica essa passagem:

Por vezes ocorre que a alma aparece distinta do espírito. Assim, São Paulo ora para que nosso “ser inteiro, o espírito, a alma e o corpo”, seja guardado irrepreensível na Vinda do Senhor. A Igreja ensina que esta distinção não introduz uma dualidade na alma. “Espírito” significa que o homem está ordenado desde a sua criação para o seu fim sobrenatural, e que sua alma é capaz de ser elevada gratuitamente à comunhão com Deus. (367)

Atualmente existe uma tendência dos teólogos em dizer que o ser humano não possui alma, pois isto seria uma visão dualista, platônica e que não corresponderia ao pensamento bíblico, judeu. Nada mais equivocado.

No Antigo Testamento, durante muito tempo não se falou em “ressurreição dos corpos”. pelo contrário, cria-se que a pessoa vivia no “sheol”, eram “refrains”, cuja existência era sombria, até mesmo umbrátil.

Aos poucos, Deus foi revelando que aquelas “sombras” na verdade continuavam tendo personalidade e que os bons eram abençoados e os maus punidos. A ideia de que ao término de sua vida a pessoa era recompensada – embora ainda não se falasse em ressurreição – estava bem clara no Antigo Testamento como um segundo passo, já na época dos Profetas.

O terceiro passo começar a surgir. Após a morte, no fim dos tempos, o corpo e alma irão se unir e haverá a ressurreição dos mortos. Logo após vem o Novo Testamento.

Nosso Senhor Jesus Cristo diz ao Bom Ladrão na Cruz: “Em verdade te digo: hoje estarás comigo no Paraíso”(Lc 23,3). Ora, o “hoje” a que Ele se refere só pode dizer respeito à alma do Bom Ladrão, pois o corpo, evidentemente, seria sepultado, assim como o corpo de Jesus também o foi.

No Novo Testamento quando uma pessoa morre existe uma punição eterna ou uma recompensa eterna e no final dos tempos haverá também a ressurreição dos mortos. É uma distinção clara entre o corpo e a alma.

O Catecismo ensina que o corpo e a alma são uma só natureza humana, não são duas naturezas que se unem, mas uma só realidade e, com a ruptura dessa realidade única chamada morte, algo terrível acontece, algo que não estava nos planos de Deus. Mesmo assim o homem é corpo e alma, material e espiritual respectivamente.

Por que, então, São Paulo fala de “corpo, alma e espírito”? Recordando que a Igreja ensina com toda clareza que não são duas almas, mas corpo e alma. Existe, contudo, na única alma humana, o lugar onde Deus habita. Trata-se do “espírito”, ou seja, uma realidade sobrenatural que existe nos homens.

Assim, aqueles que são filhos de Deus batizados – corpo e alma – pelo fato de serem templo de Deus, possuem um “lugar” onde Deus habita. É possível dizer também que o lugar onde Deus habita enquanto Espírito Santo é que o se chama de “espírito”.

A alma como um todo é responsável por diversas coisas: inteligência, vontade, fantasias, etc., mas nem tudo isso é o lugar onde Deus habita. Este é lugar mais profundo do homem, onde ele é ele mesmo de tal forma que não é mais ele e sim Deus. “Interior intimo meo”, como definiu Santo Agostinho.

O ser humano não foi abandonado a si mesmo, natureza pura. Dentro de sua natureza existe uma outra natureza, o sobrenatural, a presença de Deus. A natureza agraciada por Deus (nos pagãos é a graça de Cristo). Mas os batizados possuem uma consistênvia ainda maior, pois podem e devem reconhecer que são filhos de Deus, templos do Espírito Santo.

Via Pe. Paulo Ricardo

Vocalista da banda “Os Gonzagas” fala sobre a vida de consagrado no meio artístico

image

Há quem diga que não é possível conciliar uma carreira de sucesso com as coisas de Deus: os compromissos de shows, entrevistas, assédios e a agenda cheia de compromissos parecem não combinar com uma rotina de oração da Palavra de Deus, terço, Eucaristia e vida consagrada. Se você pensa assim, está muito enganado! Quem testemunha que é possível sim ser todo de Deus em uma carreira de música secular é o vocalista da banda “Os Gonzagas”, Felipe Alcântara, que faz um caminho de consagração numa comunidade católica, buscando antes de qualquer sucesso primeiramente fazer a vontade de Deus.

A banda “Os Gonzagas” tocou no Arraiá da Paz da Comunidade Católica Shalom da missão de João Pessoa (no sábado dia 18) e Felipe nos concedeu uma entrevista para falar sobre os desafios de testemunhar Cristo em todos os lugares. “Independente do trabalho e da função que se exerça, buscar viver a vida em Deus não é simples, pois Cristo mesmo nos disse que neste mundo passaremos por provações e tribulações” contou Felipe que diz que com ele não é diferente, pois está exposto num mundo  que há tanta prostituição, drogas, bebidas e tantas outras coisas que podem nos afastar de Deus.

Como membro da Comunidade Católica Fraterno Amor, que o mesmo faz parte, ele tem toda uma vivência de oração,  formações,  compromissos na comunidade onde ele admite que  nem sempre consegue seguir fielmente da maneira que gostaria, mas toda  semana procura viver um momento de unidade com sua comunidade, frequentando as formações, os momentos de orações e adoração. “E é assim mesmo a vida em Deus é de muita oração, e nada justifica você se afastar de Deus seja qual for sua função ou trabalho” nos lembra o vocalista que viver em Deus, segui-lo é uma escolha diária, uma luta para todo dia escolher a vontade de Deus.

E é assim que o cantor define sua vida como uma “vida de decisão”, de decisão pela vontade de Deus, de fazer a sua vontade sempre entregando tudo a Deus “ao acordar todos os dias, mesmo que acordando mal as vezes, Deus vem derramando seu amor e fazendo com que mesmo em um momento de oração que parecia que não daria resultados, seja repleto de frutos” explica.

E a comunidade vem sendo um canal de graça na vida do cantor, onde a unidade com seus irmãos de comunidade dá muita força para continuar nesse caminho missionário “o que vivo hoje foi uma profecia onde Deus falava que haveria uma nova oportunidade na música que no caso foi a participação no Programa “SuperStar” lembra o cantor.
Felipe reconhece a ação de Deus em sua vida e entende que hoje é  no meio musical que ele poderá testemunhar o seu amor a Deus ” eis-me aqui para fazer a vontade de Deus e cantar até onde Ele quiser”, afirma Felipe.

O artista teve sua experiência com Deus após a morte de seu pai, apesar de crescer em ambiente religioso o mesmo era muito racional e cético em relação a Deus.  E a partir da perda do pai o cantor abriu espaço para sentir um pouco mais do Amor de Deus, passando por uma série de experiências profundas com esse Amor, desde da oração em línguas até a própria profecia onde Deus em um momento de adoração o revelava toda essa nova oportunidade iria acontecer.

A música foi algo sempre presente na vida de Felipe, onde ele reconhece que foi Deus que o deu esse dom e sabe que nada é dele, que tudo é de Deus e a qualquer momento pode ser tirado dele e uma nova missão possa surgir para ele “ tudo que acontece na minha vida é por permissão de Deus, então só me resta escolher por Ele” nos falou o vocalista da banda “Os Gonzagas”.

Escolha diária de levar sempre que pode a palavra de Deus, como o que aconteceu na entrevista do dia da segunda-feira (13) no programa “Encontro”, onde ele pode falar um pouco de sua vida e de sua noiva que buscam ter um relacionamento casto, um namoro em Deus, segundo a sua vontade, e isso repercutiu muito nas redes sociais. Felipe diz ter ficado muito surpreso da maneira de como se deu a repercussão, pois ele não sabia o que falar e simplesmente pediu para que Deus falasse por ele, e foi o que aconteceu, o seu testemunho, evangelizou as pessoas que as escutaram e provocou questionamentos de se realmente era possível viver um namora daquele jeito.

Via: Com. Shalom

Conheça a história do jovem que se tornou católico após a JMJ

image

O rapaz se chama Eduardo da Silva Campos e tem 22 anos. Em 2013, se uniu aos milhões de jovens na praia de Copacabana, Rio de Janeiro, para participar da Jornada Mundial da Juventude, apesar de ser protestante. Ele nasceu no protestantismo e, por 19 anos, recebeu os ensinamentos referentes às duas denominações pelas quais passou.

“Nunca fui cristão ‘meia boca’, sempre ativo e atuante, desempenhava a função de segundo secretário da congregação, integrante do ministério de louvor e da mocidade (grupo de jovens). Foram anos maravilhosos, não tenho motivos para desmerecer minha experiência cristã ‘extra Ecclesiam’. Tenho somente uma tristeza por não ser católico há mais tempo”, disse Eduardo à equipe donoticias.cancaonova.com.

Na entrevista, o jovem fala ainda dos motivos que o levaram a participar da Jornada, sobre o cartaz que levantou na Missa de Envio e também como está sua vida após abraçar a fé católica.

Na Solenidade de Pentecostes de 2014, Eduardo recebeu o Sacramento do Batismo e da Eucaristia, na Arquidiocese do Rio de Janeiro. O jovem deve receber o Sacramento da Crisma neste ano.

Confira a íntegra:

Como soube da JMJ? Quando e por que decidiu participar do evento?

“Fiquei sabendo da JMJ por meio de propagandas televisivas e comentários de ex-alunos católicos.”

De quais atividades você participou na Jornada? O que mais chamou sua atenção?

“Por estar trabalhando durante o período da JMJ, só pude comparecer na vigília no sábado e no domingo. Participei de todos os momentos nesses dois dias, desde a adoração ao Santíssimo até a Santa Missa de envio. Não tinha noção de nada do que estava acontecendo, todavia a beleza da unidade e da liturgia me encantavam. Dormi na praia, rezei com as pessoas, chorei bastante. Foi um momento sublime!”

Você exibiu um cartaz onde se dizia “evangélico”, mas também reconhecia o Ministério Petrino de Francisco. O que motivou a iniciativa do cartaz e o que o levou a enxergar o Papa desta forma, apesar de ser protestante?

“Tudo isso começou com Bento XVI, o Magno. Por meio de sua renúncia, todo o alvoroço em volta da renúncia e eleição de um Sumo Pontífice, chamou-me a atenção. Comecei então a pesquisar sobre a Igreja, o papado, sua missão, desde quando existe e qual é o motivo. Quanto mais procurava, mais dúvidas surgiam e a Igreja com seus documentos saciavam minhas dúvidas e anseios, coisa que no protestantismo não acontecia. A passagem do Evangelho de São Mateus 16,18 fixou na minha cabeça: “Também eu e digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja, e as portas do Hades nunca prevalecerão contra ela”. Nesse momento, ao ler essa passagem, entendi quem era o Papa: Pedro.”

Durante a Jornada, pensou em mudar de Igreja?

“Não. Queria tão somente conhecer a Igreja Católica por meio dos meus olhos e não por meio dos outros.”

E sobre sua experiência com o Papa Francisco, durante o evento…

“Foi  uma experiência ímpar! O Santo Padre passou por mim numa distância de cinco metros e fiquei arrepiado. Tive a oportunidade de me unir àquele povo que, emocionado, escutava a voz do pastor.”

Quanto aos muitos jovens católicos com os quais pôde se encontrar, como foi a experiência?

“Foi fantástica! Como eu estava com a camisa da JMJ, passei despercebido em alguns momentos (rsrs), porém sempre perguntavam o que estava carregando; então, eu mostrava o cartaz e todos ficavam admirados. Fui muito bem acolhido, todos me trataram muito bem.”

O que ficou da Jornada no seu coração?

“A concretização da unidade da Igreja perante meus olhos. Vi e vivi a Igreja em comunhão, diversidade de culturas, raças, países. Todos professando uma só fé, um só batismo, um só Senhor em sua Igreja Una e Santa. É a unidade na diversidade! Impagável!”

Quando se deu o “start” para sua conversão ao catolicismo?

“Como disse anteriormente, comecei a gostar da Igreja quando comecei a estudar sobre ela. Isso foi na época da renúncia do Santo Padre Bento XVI, hoje emérito. Acompanhei o conclave, vibrei com a eleição do novo Papa, nosso amado Papa Francisco, defendia a Igreja em alguns debates mesmo sendo protestante. Daí defino essa fase como ‘pré-start’ da conversão. As aulas do Padre Paulo Ricardo e o grupo do Facebook Escolástica da Depressão (EDD) me ajudaram muito. Muitas dúvidas, muitas perguntas, todas sanadas, todas respondidas com misericórdia. O ‘start’ se deu após a JMJ, quando ficava relembrando todo aquele momento, as experiências, as coisas que foram ditas por aquele povo.”

Como se deu o processo de transição? 

“Deu-se após a JMJ, quando ficou aquele gostinho de ‘quero mais’. A ‘liturgia’ (se é que podemos dizer assim) do culto protestante não me atraía mais. Eu já tinha me apaixonado pela liturgia latina, pela Missa e sua sincronia, organização, pelo latim (eu assistia Missas no YouTube, mas sem saber que eram na forma extraordinária), pelos paramentos (que até então  chamava de ‘roupas de padre’, pelo erguer da hóstia e do cálice. Era belíssimo aos meus olhos, parecia que tinha descoberto um tesouro.

Com isso, questionava-me o tempo todo, perguntava-me por qual motivo o pastor não usava aquelas ‘roupas de padre’, não tinha um altar na igreja, não tinha uma Tradição (sim, uma Tradição com “T” maiúsculo. Minha igreja até então não tinha nada que se ligasse com os santos apóstolos). Perguntava-me também: ‘Se Pedro está lá, por que estou aqui?’. Foi uma fase, como sempre digo, de muitas perguntas. Todavia, foi uma fase boa, na qual fui vendo que a Igreja, que outrora era um monstro, era na verdade minha verdadeira casa.”

Sua família e amigos, como reagiram à sua conversão?

“Foi turbulento! É até complicado entrar em detalhes. Não aceitaram de início (e com certeza não aceitam até hoje), tivemos brigas feias, muitas vezes troca de ofensas, mas com o tempo tudo se acalmou. Hoje, temos uma relação muito boa de amizade e fraternidade. Claro que eles aguardam ansiosamente o dia que eu ‘volte’, mas minha fé está bem enraizada e bem sei em quem tenho crido.”

E como foi sua chegada na Igreja Católica?

“O povo católico é um povo diferente, pois todo mundo é irmão de todo mundo. Não há distinção; é só chegar que esse povo estará de braços abertos. De início fui acolhido pelo Pe. Jorge Bispo, da paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Santa Cruz no Rio de Janeiro, posteriormente comecei a frequentar a Antiga Sé, minha atual paróquia. Os padres sempre muito acolhedores, verdadeiros pastores. O povo de Cristo é extraordinário, sempre caridoso (e curioso), acolheu-me com todo zelo possível. Houve também pessoas que se incomodaram com minha presença, todavia, Deus sempre interveio nessas situações.”

Como você vive sua fé hoje em dia? Tem dificuldades quanto à doutrina, hierarquia ou a Tradição católica?

“Minha fé, hoje em dia, é tão natural quanto a luz do sol que ilumina a face da Terra. Não tenho nenhuma dificuldade com a doutrina, hierarquia ou a Tradição. Sem a fé católica sou incompleto!”

Como é sua relação com a Virgem Maria? Foi uma aproximação fácil?

“Hoje, é uma relação normal de Mãe e filho. Logo que me converti, senti a vontade de rezar o terço. Fui numa loja e uma senhora me presenteou com um terço e um livrinho ensinando a rezá-lo. Ao rezá-lo no ônibus, indo para casa, senti uma presença muito forte, um arrepio intenso e uma vontade de chorar. Mas confesso que, a cada Ave-Maria, eu, em pensamento, dizia a Deus: ‘Senhor, se porventura eu Vos ofender, perdoe-me. Não quero pecar contra Ti’. Depois, com o tempo, as coisas se assentaram”.

Quais são seus planos para o futuro?

“Meus planos para o futuro… Bem, estou participando do GVA (Grupo Vocacional Arquidiocesano) aqui no Seminário São José. Acho que meu futuro dependerá do resultado desse discernimento. Contudo, peço aos irmãos que se lembrem de mim em suas orações diárias, nos terços e nas Missas. Que coloquem a mim e a minha família nessas intenções, entregando o meu futuro e o da minha família nas mãos de Deus.”

Via: Canção Nova

Qual a diferença entre corpo, alma e espírito??

No Novo Testamento a distinção entre corpo, alma e espírito aparece somente uma única vez. São Paulo assim diz na I Carta aos Tessalonicenses: “Que o próprio Deus da paz vos santifique inteiramente, e que todo o vosso ser – o espírito, alma e o corpo – seja guardado irrepreensível para a vinda do Senhor Jesus Cristo! (5,23). O Catecismo, por sua vez, explica essa passagem:

Por vezes ocorre que a alma aparece distinta do espírito. Assim, São Paulo ora para que nosso “ser inteiro, o espírito, a alma e o corpo”, seja guardado irrepreensível na Vinda do Senhor. A Igreja ensina que esta distinção não introduz uma dualidade na alma. “Espírito” significa que o homem está ordenado desde a sua criação para o seu fim sobrenatural, e que sua alma é capaz de ser elevada gratuitamente à comunhão com Deus. (367)

Atualmente existe uma tendência dos teólogos em dizer que o ser humano não possui alma, pois isto seria uma visão dualista, platônica e que não corresponderia ao pensamento bíblico, judeu. Nada mais equivocado.

No Antigo Testamento, durante muito tempo não se falou em “ressurreição dos corpos”. pelo contrário, cria-se que a pessoa vivia no “sheol”, eram “refrains”, cuja existência era sombria, até mesmo umbrátil.

Aos poucos, Deus foi revelando que aquelas “sombras” na verdade continuavam tendo personalidade e que os bons eram abençoados e os maus punidos. A ideia de que ao término de sua vida a pessoa era recompensada – embora ainda não se falasse em ressurreição – estava bem clara no Antigo Testamento como um segundo passo, já na época dos Profetas.

O terceiro passo começar a surgir. Após a morte, no fim dos tempos, o corpo e alma irão se unir e haverá a ressurreição dos mortos. Logo após vem o Novo Testamento.

Nosso Senhor Jesus Cristo diz ao Bom Ladrão na Cruz: “Em verdade te digo: hoje estarás comigo no Paraíso”(Lc 23,3). Ora, o “hoje” a que Ele se refere só pode dizer respeito à alma do Bom Ladrão, pois o corpo, evidentemente, seria sepultado, assim como o corpo de Jesus também o foi.

No Novo Testamento quando uma pessoa morre existe uma punição eterna ou uma recompensa eterna e no final dos tempos haverá também a ressurreição dos mortos. É uma distinção clara entre o corpo e a alma.

O Catecismo ensina que o corpo e a alma são uma só natureza humana, não são duas naturezas que se unem, mas uma só realidade e, com a ruptura dessa realidade única chamada morte, algo terrível acontece, algo que não estava nos planos de Deus. Mesmo assim o homem é corpo e alma, material e espiritual respectivamente.

Por que, então, São Paulo fala de “corpo, alma e espírito”? Recordando que a Igreja ensina com toda clareza que não são duas almas, mas corpo e alma. Existe, contudo, na única alma humana, o lugar onde Deus habita. Trata-se do “espírito”, ou seja, uma realidade sobrenatural que existe nos homens.

Assim, aqueles que são filhos de Deus batizados – corpo e alma – pelo fato de serem templo de Deus, possuem um “lugar” onde Deus habita. É possível dizer também que o lugar onde Deus habita enquanto Espírito Santo é que o se chama de “espírito”.

A alma como um todo é responsável por diversas coisas: inteligência, vontade, fantasias, etc., mas nem tudo isso é o lugar onde Deus habita. Este é lugar mais profundo do homem, onde ele é ele mesmo de tal forma que não é mais ele e sim Deus. “Interior intimo meo”, como definiu Santo Agostinho.

O ser humano não foi abandonado a si mesmo, natureza pura. Dentro de sua natureza existe uma outra natureza, o sobrenatural, a presença de Deus. A natureza agraciada por Deus (nos pagãos é a graça de Cristo). Mas os batizados possuem uma consistênvia ainda maior, pois podem e devem reconhecer que são filhos de Deus, templos do Espírito Santo.

Via Pe. Paulo Ricardo

14 MOTIVOS LÓGICOS PARA FUGIR DO PROTESTANTISMO:

“E te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a MINHA Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela…” (Mateus 16,18). A partir deste versículo retirado de Mateus 16,18, é com muita confiança que podemos ter a certeza, de que Jesus quis fundar (EDIFICAR) sim a Igreja, e entregou a Pedro a sua única Igreja para continuar sua missão D’ele no mundo: Anunciar, acolher, curar, salvar e estabelecer o Reino de Deus.Portanto, esta mesma e única Igreja, prefigurada no antigo testamento com a ARCA DE NOÉ, tendo apenas um único condutor: NOÉ, e quem não entrou nela PERECEU, por isto a Igreja afirma: FORA DA IGREJA (Convocação de Deus) NÃO HA SALVAÇÃO .

Os QUATRO atributos desta Igreja fundada por Cristo, SUBSISTEM APENAS na Igreja Católica apostólica Romana. Que atributos são estes ?

1)- UNA – Uma só doutrina proclamada no mundo inteiro, uma só fé, um só Senhor e um só batismo (Efésios 4, 5) – Só encontramos isto na IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA, não encontramos isto nem nas Igrejas Ortodoxas e nem nas Comunidades Protestantes extremamente divididas entre si.

2)- SANTA – (No seu fundador Cristo e não homens pecadores, e confirmada em seus santos Canonizados com milagres e prodígios).

3)-CATÓLICA – Universal, presente no mundo inteiro e aberta a todos os povos, sem distinção – Também só vemos isto na IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA.

4)- APOSTÓLICA – Descendente legítima da hierarquia apostólica , bem como fiel a doutrina dos apóstolos ao longo de mais de 2000 anos de existência, a prova disto é que é taxada e acusada de atrasada, pois a verdade não muda é a mesma de sempre.

Para os que dizem que a verdadeira Igreja é aquela que é a pregação é acompanhada de sinais e prodígios de seus pastores, a própria palavra de Deus derruba por terra este argumento, pois está escrito:
Mateus 7,21: “Nem todos os que me dizem: Senhor! Senhor! entrarão no reino dos céus, mesmo que tenham feito milagres e expulsado demônios em nome de Jesus, naquele dia Ele dirá: Apartai-vos de mim para o fogo eterno, não vos conheço!!!.

Não acuso a quem nasceu no meio protestante de COVARDE, pois não tiveram culpa, mas aquele que sai da Igreja Católica para as seitas, seja por qualquer motivo SÃO COVARDES, pois se uma casa está com goteiras no telhado, a solução não é abandonar a casa, mas concertar o telhado, concorda ?

Quem age assim covardemente, vai abandonar sua família diante das dificuldades.

Parabenizo a todos os fieis Católicos que optaram por ficar e concertar o telhado da Santa mãe Igreja, e não ficar a atirar pedras.
Fica aqui a advertência de Cristo aos que conscientemente abandonam a única e verdadeira Igreja de Cristo:
João 4: 19 – “Eles Saíram do nosso meio, mas não eram dos nossos; pois, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco. Mas, [saíram] para que se mostrasse que nem todos são dos nossos, nem do número dos eleitos.

Portanto a Igreja Católica não esta evangelizando e salvando almas pro Senhor a 500, 200, ou alguns anos atrás, mas sim a mais de 2000 mil anos. Alguns dos “novos” (protestantes) querem tirar muita verdade de nossa história, porém aqui vai alguns dos motivos pelo qual não sou protestante:

1. Não sou protestante, por que: o protestantismo não existe desde o princípio do Cristianismo. Surgiu 1500 anos depois da era Apostólica. Suas igrejas são locais, regionais ou nacionais, não existindo uma Igreja Universal.

2. Não sou protestante, por que: atribuem a si próprios o direito de “interpretar a Bíblia”. Acreditam ter uma iluminação pessoal vinda do “Espírito Santo” sem intermediários, ou seja, sem a Igreja. O mais interessante, é a diferença que o “Espírito Santo” manifesta em cada uma das centenas (talvez milhares) de ramificações do protestantismo.

3. Não sou protestante, por que: a doutrina não tem unidade, as igrejas não são infalíveis em questões de moral e fé. Suas hierarquias não são rígidas, os preceitos são secundários. A salvação está em somente “crer em Cristo”, mas sabemos que não basta somente crer, pois, é preciso viver a fé, e vivê-la em santidade. Daí os Mandamentos. Daí a moral que a Igreja ensina. Dizer que a salvação vem somente do “crer” em Cristo, é continuar vivendo vida injusta ou dissoluta, é mentir à própria consciência.

4. Não sou protestante, por que: apesar deles lerem a Bíblia (embora sem alguns livros e com interpretações diversas) não possuem nenhuma autoridade superior Infalível, para declarar que uma palavra tem tal sentido, e exprime tal verdade.

5. Não sou protestante, por que: eles negam a Tradição oral. Sendo que na própria Bíblia, Paulo recomenda os ensinamentos de viva voz (Tradição) que nos foram transmitidos por Jesus e passam de geração em geração no seio da Igreja, sem estarem escritos na Bíblia. Confira em (2 TIM 1,12-14).

6. Não sou protestante porque, há passagens da Bíblia que eles não aceitaram como tais; a Eucaristia, por exemplo… Jesus disse claramente: “Isto é o meu corpo” (Mateus 26,26) e “Isto é o meu sangue” (Mateus 26,28).

7. Não sou protestante, por que: os “supostos intérpretes da Bíblia” não aceitam a real presença de Cristo no pão e no vinho consagrado, sendo que em (João 6,51) Jesus afirma: “O pão que eu darei, é a minha carne para a vidado mundo”. Aos judeus que zombavam, o Senhor tornou a afirmar: “Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do filho do homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. Pois a minha carne é uma verdadeira comida e o meu sangue é uma verdadeira bebida”.

8. Não sou protestante porque, os mesmos, não reconhecem o primado de Pedro, sendo que o próprio Jesus disse: “Tu és Pedro (Kepha) e sobre esta pedra (Kepha) edificarei a minha Igreja” (Mateus 16,18).

9. Não sou protestante, porque eles não aceitam o sacramento do perdão e da reconciliação. Sendo que Jesus entregou aos Apóstolos e seus sucessores, a faculdade de perdoar ou não os pecados, e agir em nome dele. “Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem não perdoardes, não serão perdoados” (Jo 20,23).

10. Não sou protestante porque Jesus disse que edificaria sua Igreja sobre Pedro (Mateus 16,18), e as igrejas protestantes são constituídas sobre Lutero, Calvino, Knox, Wesley, etc…Entre Cristo e estas denominações há um hiato…Somente a Igreja Católica remonta até Cristo.

11. Não sou protestante porque, Jesus prometeu à sua Igreja que estaria com ela até o fim dos tempos (Mateus 28,20), e os mesmos se afastam da única Igreja de Cristo, para fundar novas “igrejas”, que se vão dividindo, subdividindo e esfacelando cada vez mais, empobrecendo e pulverizando a mensagem do Evangelho.

12. Não sou protestante porque, quem lê um folheto protestante dirigido a Igreja Católica, lamenta o baixo nível das argumentações, sendo imprecisas, vagas, ou mesmo tendenciosas; afirmam gratuitamente sem provar as suas acusações; baseiam-se em premissas falsas, datas fictícias, anacronismos etc.

13. Não sou protestante, por que: eles protestam, criticam, censuram a fé Católica para substituí-la pela negação, pela revolta contra a autoridade do Papa etc. Esse é o laço que os une, pois a essência do protestantismo é a negação da Igreja Católica.

14. Não sou protestante porque, cada qual dá à Escritura o sentido que julga dar, e assim se vai diluindo e pervertendo cada vez mais a mensagem revelada.
João 4: 19 – “Eles Saíram do nosso meio, mas não eram dos nossos; pois, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco. Mas, [saíram] para que se mostrasse que nem todos são dos nossos, nem do número dos eleitos.

POR ISTO DIGO: SOU FELIZ POR SER CATÓLICO !!!

Fonte: Written By Beraká – o blog da família.

Quando a Dory me lembrou de Deus

image

A peixinha mais famosa do cinema está de volta! O filme “Procurando Dory” chega hoje as telonas e é, sem dúvidas, um dos filmes mais esperados pelas crianças (e adultos). Em “Procurando Nemo”, Dory ajudou ao peixe Marlin, a encontrar o seu filho Nemo que havia sido levado por mergulhadores. Desta vez, é a Dory que está à procura de sua família. Mas hoje não quero escrever uma crítica ao filme. Hoje quero falar de Deus! Mas o que tem a ver a Dory com Deus? Calma, eu já explico.

Para quem conhece a Dory, sabe que ela sofre de perda de memória recente, ou seja, em questão de segundos ela esquece tudo o que fez, ouviu, disse e viveu, e isso é que torna a personagem ainda mais cômica e única. Pois bem, é nesse ponto que eu queria chegar. Em uma recente homilia, o Papa Francisco disse: “na confissão, é verdade, há um juízo, porque o sacerdote julga, dizendo: ‘erraste nisto, fizeste…’. Mas é mais do que um juízo: é um encontro, um encontro com o Deus bom que perdoa sempre, que perdoa tudo, que sabe festejar quando perdoa e que esquece os teus pecados quando te perdoa”. Deus ESQUECE os meus, teus, vossos, os nossos, pecados! Um coração verdadeiramente arrependido, que se apresenta num confessionário buscando a reconciliação com Deus, tem em resposta a alegria do coração do Pai e a sua alma lavada pela misericórdia de Deus que tudo perdoa, e perdoando, esquece.

Costumamos comparar a nossa forma de perdoar, com a maneira única de Deus. Nós, mesmo quando perdoamos alguém, não esquecemos a dor ou o incômodo que aquela pessoa nos causou e por vezes pensamos que Deus é assim. Vamos ao confessionário arrependidos, recebemos a absolvição e mesmo assim, ficamos remoendo os pecados passados. Mas Deus não age dessa forma.

O amor de Deus é sempre fiel e constante. Ele não muda de acordo com as nossas faltas e acertos, mas desde sempre e para toda a eternidade o seu amor nos acompanha. E é uma profunda experiência com esse amor que tudo perdoa, que nos faz acreditar e ter esperança no futuro, na eternidade, onde não haverá dor e nem ranger de dentes.

Diferente da Dory que esquece tudo sem querer, Deus escolhe esquecer as nossas faltas por muito nos amar. Em Miqueias 7,18-19 diz:

“Qual deus é como tu, que tira a culpa e perdoa o crime, que não guarda para sempre a sua ira, porque prefere o amor? Manifesta novamente a tua misericórdia por nós, calca os pés as nossas faltas e lança no fundo do mar todos os nossos pecados”.

O Senhor lança os nossos pecados nesse mar de misericórdia e os apaga, deleta, esquece, dando-nos uma página em branco para um novo recomeço. E para completar, é Ele que vem ao nosso encontro para que reatemos um relacionamento com Ele. Na Sua humildade, mesmo sabendo que estamos errados, ele se abaixa para nos alcançar, para relacionar-se conosco, para constranger-nos mais uma vez o seu amor incondicional.

Há mais uma pequena semelhança entre Dory e Deus. A Dory não teme envolver-se com os bichinhos diferentes da espécie dela, e faz de tudo para comunicar-se com eles. Um exemplo disso é o conhecido “baleiês”. Deus, da mesma forma, não mede esforços para se comunicar conosco. Seja com a sua Palavra, seja pelas situações, seja pela boca de um irmão ou a vida de um santo. Em tudo Ele deseja nos comunicar o seu amor, para que assim possamos comunicá-lo aos outros.

Que jamais esqueçamos desse amor e misericórdia que nos transforma. Dizia São João Paulo II: “perdoar é amar até o fim”, e é dessa forma que Ele nos ama.

Ps.: Quando cair, não desista! Mergulhe no mar da misericórdia de Deus e “continue a nadar”.

Mayara Raulino

Via: Com. Shalom

No mundo, sem ser do mundo

“Eu não peço que os tires do mundo, mas que os guardes do maligno. Eles não são do mundo, como eu não sou do mundo. Consagra-os pela verdade: a tua palavra é a verdade. Assim como tu me enviaste ao mundo, eu também os enviei ao mundo” (Jo 17,15-18).

Em tempos recentes, o Papa Francisco, continuando um processo iniciado pelo seu predecessor, tem sinalizado com uma série de medidas a realização de reformas administrativas na Igreja. Trata-se de confrontar com o Evangelho, cada dia com maiores exigências, a prática dos cristãos e dos organismos de governo da Igreja. Por outro lado, pelo mundo inteiro cresce a consciência dos valores éticos a serem reconhecidos e respeitados no trato com a coisa pública. Em nosso país, pelo menos, a sensibilidade da sociedade se torna mais aguçada para reagir diante da corrupção e dos desmandos existentes nos vários níveis de poder. Aumentado o escândalo, a vigilância se torna mais atenta.

As parábolas de Jesus são tiradas dos fatos cotidianos ou da natureza para lançar luz sobre os acontecimentos e suscitar novas decisões nas pessoas. No Evangelho de São Lucas, recheado de sensibilidade pelos mais pobres, ganham relevo algumas delas, cuja atualidade se torna um verdadeiro presente de Deus para o nosso tempo. Um administrador ladino (Lc 16, 1-13) deve prestar contas de sua administração e, de acordo com os devedores de seu patrão, oferece-lhes um desconto extra. Hoje, tais acordos são milionários, com dinheiro que atravessa fronteiras para ser “lavado” ou entidades fictícias. E envolvem altas esferas dos poderes das diversas nações do mundo! Sabemos ainda que a esperteza dos interesses econômicos pode até ser justificada em nome do grande valor da paz. Não é de pouca monta o que corre pelo mundo com a fabricação e comercialização de armas.

Justamente agora, usando as armas bíblicas da oração e do jejum, na grande convocação feita pelo Papa Francisco, foram desconcertados os poderes do mundo. Ele pediu a verdadeira paz para não acrescentar uma guerra a mais às existentes.

Sua voz ressoou pelo mundo: “É possível percorrer o caminho da paz? Podemos sair desta espiral de dor e de morte? Podemos aprender de novo a caminhar e percorrer o caminho da paz? Invocando a ajuda de Deus, sob o olhar materno da Rainha da paz, quero responder: ‘Sim, é possível para todos!’ Queria que, de todos os cantos da terra, gritássemos: ‘Sim, é possível para todos!’ E mais ainda, queria que cada um de nós, desde o menor até o maior, inclusive aqueles que estão chamados a governar as nações, respondesse: ‘Sim, queremos!’ A minha fé cristã me leva a olhar para a cruz. Como eu queria que, por um momento, todos os homens e mulheres de boa vontade olhassem para a cruz! Na cruz podemos ver a resposta de Deus: ali à violência não se respondeu com violência, à morte não se respondeu com a linguagem da morte. No silêncio da cruz se cala o fragor das armas e fala a linguagem da reconciliação, do perdão, do diálogo, da paz. Queria pedir ao Senhor que nós cristãos e os irmãos de outras religiões, todos os homens e mulheres de boa vontade gritassem com força: ‘A violência e a guerra nunca são o caminho da paz!’ Que cada um olhe dentro da própria consciência e escute a palavra que diz: sai dos teus interesses que atrofiam o teu coração, supera a indiferença para com o outro que torna o teu coração insensível, vence as tuas razões de morte e abre-te ao diálogo, à reconciliação. Olha a dor do teu irmão. Penso nas crianças, somente nelas. Olha a dor do teu irmão, e não acrescentes mais dor, segura a tua mão, reconstrói a harmonia perdida; e isso não com o confronto, mas com o encontro! Que acabe o barulho das armas! A guerra sempre significa o fracasso da paz, é sempre uma derrota para a humanidade. Ressoem mais uma vez as palavras de Paulo VI: ‘Nunca mais uns contra os outros, não mais, nunca mais… Nunca mais a guerra, nunca mais a guerra!’ (Discurso às Nações Unidas, 4 de outubro de 1965). ‘A paz se afirma somente com a paz; e a paz não separada dos deveres da justiça, mas alimentada pelo próprio sacrifício, pela clemência, pela misericórdia, pela caridade’ (Mensagem para o Dia Mundial da Paz, de 1976). Irmãos e irmãs, perdão, diálogo, reconciliação são as palavras da paz: na amada nação síria, no Oriente Médio, em todo o mundo! Rezemos pela reconciliação e pela paz, e nos tornemos todos, em todos os ambientes, homens e mulheres de reconciliação e de paz” (Homilia na Vigília pela paz, no da 7 de setembro de 2013).

O Senhor pede aos cristãos, hoje como ontem, uma renovada fidelidade na administração dos bens do mundo e na procura do progresso e da paz, como consequência da escolha feita no coração de cada um. Um adequado senso de realismo ajudará a perceber os riscos existentes. Como o coração humano pode ser dissimulado e astucioso, vale a vigilância constante, suscitada pela oração, assim como a revisão de vida, a fim de que não se comece pelos centavos para depois chegar aos milhões no uso injusto dos bens da terra. É possível, sim, que a maldade e a corrupção entre nos ambientes da própria Igreja e na prática dos cristãos! É muito fácil acostumar-se ao “todo mundo faz”! Nivelar por baixo o comportamento já trouxe e trará mais ainda muitos desastres. E aos que pretendem cuidar por si dos próprios interesses, as normas de administração aconselham consultorias, que não são outra coisa senão a capacidade de ouvir os outros e levar em conta sua visão mais objetiva. Além disso, transparência é estrada a ser percorrida pelos cristãos presentes em qualquer campo da sociedade. E ela só faz bem!

Podemos acolher o Evangelho para estar no mundo sem ser ou se contaminar com o mundo, por meio de recomendações precisas e límpidas: “Quem é fiel nas pequenas coisas será fiel também nas grandes, e quem é injusto nas pequenas será injusto também nas grandes. Por isso, se não sois fiéis no uso do ‘dinheiro iníquo’, quem vos confiará o verdadeiro bem? E se não sois fiéis no que é dos outros, quem vos dará aquilo que é vosso? Ninguém pode servir a dois senhores. Pois vai odiar a um e amar o outro, ou se apegar a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro” (Lc 16, 10-13). É tarefa para uma vida inteira! Para alcançar tais objetivos, “que se façam súplicas, orações, intercessões, ação de graças, por todas as pessoas, pelos reis e pelas autoridades em geral, para que possamos levar uma vida calma e tranquila, com toda a piedade e dignidade. Isto é bom e agradável a Deus, nosso Salvador” (1 Tm 2, 1-2).

 

Via Canção Nova