Chapecoense: vida do lateral Alan Ruschel pode ter sido salva por uma criança

Um menino de cerca de 10 anos de idade orientou os bombeiros para resgatarem o jogador Alan Ruschel numa área de montanha conhecida como “El Gordo”, no município colombiano de La Unión. As informações são da agência de notícias EFE e se baseiam no testemunho de moradores da região que ajudaram no deslocamento dos seis sobreviventes do acidente. Uma das testemunhas é Sergio Marulanda, que relata:

– Quando estávamos estacionando as caminhonetes, chegou uma criança e nos disse que alguns feridos estavam sendo retirados no outro lado. Um policial me disse: “O senhor foi o primeiro a chegar. Coloque a criança na caminhonete e vá a resgatar os feridos”.

As caminhonetes em questão são a 4×4 do próprio Sergio e as de outros quatro amigos, que foram acionados por um irmão de Sergio que é médico. Foi na caminhonete dele que as equipes de resgate deram seu máximo para estabilizar Alan Ruschel e levá-lo até o hospital. Ainda segundo o relato da testemunha, o lateral tinha pouca consciência naquele momento dramático:

– Ele foi agasalhado, perguntava pela família e pelos amigos e disse que sentia muita dor no quadril, porque tinha uma fratura.

Outra das equipes de resgate contou com a ajuda de Teobaldo Garay, capitão do Corpo de Bombeiros do Peru. Ele estava visitando a Colômbia e fez parte do grupo que ajudou a estabilizar o zagueiro Hélio Zampier Neto, o último sobrevivente a ser resgatado.

– Eu cuidava da cabeça e do pescoço [de Neto], porque o paciente chegou com traumatismo craniano severo e pouca consciência.

Carlos Ivan Márquez, diretor da União Nacional para a Gestão do Risco de Desastres, avalia que a operação de resgate foi “uma das mais rápidas” já registradas na Colômbia, graças à boa integração de meios aéreos e terrestres e à eficaz interação entre máquinas e homens.

Na foto em destaque acima, Alan Ruschel aparece à direita do goleiro Danilo, um dos jogadores que infelizmente faleceram na tragédia: Danilo chegou a ser resgatado com vida, mas não resistiu aos graves ferimentos.

Ao chegar ao hospital e ser encaminhado à sala de cirurgia, Alan Ruschel, que está noivo, comoveu os médicos, enfermeiros e o mundo todo ao fazer um pedido surpreendente: “Guardem a minha aliança“. Saiba mais neste artigo.

Além do menino colombiano de 10 anos que ajudou no resgate de Ruschel, outro garoto, sentado triste na arquibancada da Arena Condá em Chapecó, comoveu o planeta e teve sua imagem veiculada em capas de jornais de todo o mundo, simbolizando o choque e a dor perante a tragédia:

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Via Aleteia

Próximas JMJs terão temas com foco em Maria

O Vaticano anunciou nesta terça-feira, 22, os temas das próximas Jornadas Mundias da Juventude que serão realizadas em 2017, 2018 e 2019. Esta última será a edição internacional do evento, no Panamá. Os temas escolhidos pelo Papa Francisco trazem como foco a figura de Maria.

“Grandes coisas fez por mim o Onipotente (Lc 1, 49) será o tema para 2017 (32ª JMJ, âmbito diocesano); “Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus (Lc 1, 30) será o tema para 2018 (33ª JMJ, âmbito diocesano) e “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra (Lc 1, 38) será o tema para a edição internacional em 2019, no Panamá (34ª JMJ).

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Em comunicado emitido hoje, o órgão Vaticano para os Leigos, a Família e a Vida, responsável pela organização da Jornada, explica que o caminho espiritual indicado pelo Santo Padre prossegue com coerência a reflexão das últimas três JMJs (2014 a 2016), centradas nas Bem Aventuranças.

“Como sabemos, Maria é aquela que todas as gerações chamarão bem aventurada. No discurso preparado para o encontro com os voluntários da JMJ de Cracóvia, Papa Francisco ilustrava as atitudes da Mãe de Jesus, indicando-a como modelo a imitar”, explicou o Vaticano.

Os temas anunciados buscam dar ao itinerário espiritual das próximas jornadas uma forte conotação mariana, retomando, ao mesmo tempo, a imagem de uma juventude em caminho, animada pelas três virtudes teologais: fé, caridade e esperança.

O caminho proposto aos jovens também está em sintonia com o tema escolhido pelo Papa para o próximo Sínodo dos Bispos: “os jovens, a fé e o discernimento vocacional”.

Sobre a JMJ

A Jornada Mundial da Juventude, conhecida como JMJ, é um evento criado por São João Paulo II, em 1986, que reúne jovens católicos de todo o mundo. Tem o intuito de celebrar a fé em Jesus Cristo e mostrar o rosto jovem da Igreja. A maior reunião de jovens católicos do mundo tem atravessado gerações e fronteiras, e reunindo pessoas dos quatro cantos do planeta.

A última edição do evento foi realizada em julho de 2016 em Cracóvia, na Polônia, com o tema “Bem aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia” (Mt 5, 7), em harmonia com o Jubileu da Misericórdia proclamado pelo Papa Francisco para o período de 8 de dezembro de 2015 a 20 de novembro de 2016.

O Brasil foi sede da edição internacional do evento em 2013, ocasião que trouxe o Papa Francisco ao país em sua primeira viagem apostólica depois que foi eleito Papa em março do mesmo.

 

Via Canção Nova Noticias

Sobre a questão da absolvição do aborto:

1- a pena para o aborto continua sendo a excomunhão.

2- a praxis recente da Igreja, desde o papado de São João Paulo II, já era a de conceder a faculdade de levantar a pena de excomunhão dos penitentes arrependidos da prática, ou da cumplicidade, do aborto para os párocos em praticamente todas as dioceses.

3- A extensão desta faculdade à todos os padres não é um atenuante da pena, muito menos um salvo-conduto para o assassinato de crianças. Já absolvi dezenas de mulheres excomungadas, pois desde ordenado já tinha essa faculdade, e todas elas mostraram profundo arrependimento e, algumas delas, traumas horripilantes, mesmo passados anos do crime.

4- de modo que, facilitar o acesso à misericórdia e reconciliação com Deus, principalmente em tempos em que os fiéis acorrem cada vez menos à confissão, é uma decisão do Santo Padre que, em meio à tantas outras um tanto polêmicas, devemos louvar e agradecer.

Padre Gian Paulo

Qual a diferença entre corpo, alma e espírito??

No Novo Testamento a distinção entre corpo, alma e espírito aparece somente uma única vez. São Paulo assim diz na I Carta aos Tessalonicenses: “Que o próprio Deus da paz vos santifique inteiramente, e que todo o vosso ser – o espírito, alma e o corpo – seja guardado irrepreensível para a vinda do Senhor Jesus Cristo! (5,23). O Catecismo, por sua vez, explica essa passagem:

Por vezes ocorre que a alma aparece distinta do espírito. Assim, São Paulo ora para que nosso “ser inteiro, o espírito, a alma e o corpo”, seja guardado irrepreensível na Vinda do Senhor. A Igreja ensina que esta distinção não introduz uma dualidade na alma. “Espírito” significa que o homem está ordenado desde a sua criação para o seu fim sobrenatural, e que sua alma é capaz de ser elevada gratuitamente à comunhão com Deus. (367)

Atualmente existe uma tendência dos teólogos em dizer que o ser humano não possui alma, pois isto seria uma visão dualista, platônica e que não corresponderia ao pensamento bíblico, judeu. Nada mais equivocado.

No Antigo Testamento, durante muito tempo não se falou em “ressurreição dos corpos”. pelo contrário, cria-se que a pessoa vivia no “sheol”, eram “refrains”, cuja existência era sombria, até mesmo umbrátil.

Aos poucos, Deus foi revelando que aquelas “sombras” na verdade continuavam tendo personalidade e que os bons eram abençoados e os maus punidos. A ideia de que ao término de sua vida a pessoa era recompensada – embora ainda não se falasse em ressurreição – estava bem clara no Antigo Testamento como um segundo passo, já na época dos Profetas.

O terceiro passo começar a surgir. Após a morte, no fim dos tempos, o corpo e alma irão se unir e haverá a ressurreição dos mortos. Logo após vem o Novo Testamento.

Nosso Senhor Jesus Cristo diz ao Bom Ladrão na Cruz: “Em verdade te digo: hoje estarás comigo no Paraíso”(Lc 23,3). Ora, o “hoje” a que Ele se refere só pode dizer respeito à alma do Bom Ladrão, pois o corpo, evidentemente, seria sepultado, assim como o corpo de Jesus também o foi.

No Novo Testamento quando uma pessoa morre existe uma punição eterna ou uma recompensa eterna e no final dos tempos haverá também a ressurreição dos mortos. É uma distinção clara entre o corpo e a alma.

O Catecismo ensina que o corpo e a alma são uma só natureza humana, não são duas naturezas que se unem, mas uma só realidade e, com a ruptura dessa realidade única chamada morte, algo terrível acontece, algo que não estava nos planos de Deus. Mesmo assim o homem é corpo e alma, material e espiritual respectivamente.

Por que, então, São Paulo fala de “corpo, alma e espírito”? Recordando que a Igreja ensina com toda clareza que não são duas almas, mas corpo e alma. Existe, contudo, na única alma humana, o lugar onde Deus habita. Trata-se do “espírito”, ou seja, uma realidade sobrenatural que existe nos homens.

Assim, aqueles que são filhos de Deus batizados – corpo e alma – pelo fato de serem templo de Deus, possuem um “lugar” onde Deus habita. É possível dizer também que o lugar onde Deus habita enquanto Espírito Santo é que o se chama de “espírito”.

A alma como um todo é responsável por diversas coisas: inteligência, vontade, fantasias, etc., mas nem tudo isso é o lugar onde Deus habita. Este é lugar mais profundo do homem, onde ele é ele mesmo de tal forma que não é mais ele e sim Deus. “Interior intimo meo”, como definiu Santo Agostinho.

O ser humano não foi abandonado a si mesmo, natureza pura. Dentro de sua natureza existe uma outra natureza, o sobrenatural, a presença de Deus. A natureza agraciada por Deus (nos pagãos é a graça de Cristo). Mas os batizados possuem uma consistênvia ainda maior, pois podem e devem reconhecer que são filhos de Deus, templos do Espírito Santo.

Via Pe. Paulo Ricardo

Vocalista da banda “Os Gonzagas” fala sobre a vida de consagrado no meio artístico

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Há quem diga que não é possível conciliar uma carreira de sucesso com as coisas de Deus: os compromissos de shows, entrevistas, assédios e a agenda cheia de compromissos parecem não combinar com uma rotina de oração da Palavra de Deus, terço, Eucaristia e vida consagrada. Se você pensa assim, está muito enganado! Quem testemunha que é possível sim ser todo de Deus em uma carreira de música secular é o vocalista da banda “Os Gonzagas”, Felipe Alcântara, que faz um caminho de consagração numa comunidade católica, buscando antes de qualquer sucesso primeiramente fazer a vontade de Deus.

A banda “Os Gonzagas” tocou no Arraiá da Paz da Comunidade Católica Shalom da missão de João Pessoa (no sábado dia 18) e Felipe nos concedeu uma entrevista para falar sobre os desafios de testemunhar Cristo em todos os lugares. “Independente do trabalho e da função que se exerça, buscar viver a vida em Deus não é simples, pois Cristo mesmo nos disse que neste mundo passaremos por provações e tribulações” contou Felipe que diz que com ele não é diferente, pois está exposto num mundo  que há tanta prostituição, drogas, bebidas e tantas outras coisas que podem nos afastar de Deus.

Como membro da Comunidade Católica Fraterno Amor, que o mesmo faz parte, ele tem toda uma vivência de oração,  formações,  compromissos na comunidade onde ele admite que  nem sempre consegue seguir fielmente da maneira que gostaria, mas toda  semana procura viver um momento de unidade com sua comunidade, frequentando as formações, os momentos de orações e adoração. “E é assim mesmo a vida em Deus é de muita oração, e nada justifica você se afastar de Deus seja qual for sua função ou trabalho” nos lembra o vocalista que viver em Deus, segui-lo é uma escolha diária, uma luta para todo dia escolher a vontade de Deus.

E é assim que o cantor define sua vida como uma “vida de decisão”, de decisão pela vontade de Deus, de fazer a sua vontade sempre entregando tudo a Deus “ao acordar todos os dias, mesmo que acordando mal as vezes, Deus vem derramando seu amor e fazendo com que mesmo em um momento de oração que parecia que não daria resultados, seja repleto de frutos” explica.

E a comunidade vem sendo um canal de graça na vida do cantor, onde a unidade com seus irmãos de comunidade dá muita força para continuar nesse caminho missionário “o que vivo hoje foi uma profecia onde Deus falava que haveria uma nova oportunidade na música que no caso foi a participação no Programa “SuperStar” lembra o cantor.
Felipe reconhece a ação de Deus em sua vida e entende que hoje é  no meio musical que ele poderá testemunhar o seu amor a Deus ” eis-me aqui para fazer a vontade de Deus e cantar até onde Ele quiser”, afirma Felipe.

O artista teve sua experiência com Deus após a morte de seu pai, apesar de crescer em ambiente religioso o mesmo era muito racional e cético em relação a Deus.  E a partir da perda do pai o cantor abriu espaço para sentir um pouco mais do Amor de Deus, passando por uma série de experiências profundas com esse Amor, desde da oração em línguas até a própria profecia onde Deus em um momento de adoração o revelava toda essa nova oportunidade iria acontecer.

A música foi algo sempre presente na vida de Felipe, onde ele reconhece que foi Deus que o deu esse dom e sabe que nada é dele, que tudo é de Deus e a qualquer momento pode ser tirado dele e uma nova missão possa surgir para ele “ tudo que acontece na minha vida é por permissão de Deus, então só me resta escolher por Ele” nos falou o vocalista da banda “Os Gonzagas”.

Escolha diária de levar sempre que pode a palavra de Deus, como o que aconteceu na entrevista do dia da segunda-feira (13) no programa “Encontro”, onde ele pode falar um pouco de sua vida e de sua noiva que buscam ter um relacionamento casto, um namoro em Deus, segundo a sua vontade, e isso repercutiu muito nas redes sociais. Felipe diz ter ficado muito surpreso da maneira de como se deu a repercussão, pois ele não sabia o que falar e simplesmente pediu para que Deus falasse por ele, e foi o que aconteceu, o seu testemunho, evangelizou as pessoas que as escutaram e provocou questionamentos de se realmente era possível viver um namora daquele jeito.

Via: Com. Shalom

Conheça a história do jovem que se tornou católico após a JMJ

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O rapaz se chama Eduardo da Silva Campos e tem 22 anos. Em 2013, se uniu aos milhões de jovens na praia de Copacabana, Rio de Janeiro, para participar da Jornada Mundial da Juventude, apesar de ser protestante. Ele nasceu no protestantismo e, por 19 anos, recebeu os ensinamentos referentes às duas denominações pelas quais passou.

“Nunca fui cristão ‘meia boca’, sempre ativo e atuante, desempenhava a função de segundo secretário da congregação, integrante do ministério de louvor e da mocidade (grupo de jovens). Foram anos maravilhosos, não tenho motivos para desmerecer minha experiência cristã ‘extra Ecclesiam’. Tenho somente uma tristeza por não ser católico há mais tempo”, disse Eduardo à equipe donoticias.cancaonova.com.

Na entrevista, o jovem fala ainda dos motivos que o levaram a participar da Jornada, sobre o cartaz que levantou na Missa de Envio e também como está sua vida após abraçar a fé católica.

Na Solenidade de Pentecostes de 2014, Eduardo recebeu o Sacramento do Batismo e da Eucaristia, na Arquidiocese do Rio de Janeiro. O jovem deve receber o Sacramento da Crisma neste ano.

Confira a íntegra:

Como soube da JMJ? Quando e por que decidiu participar do evento?

“Fiquei sabendo da JMJ por meio de propagandas televisivas e comentários de ex-alunos católicos.”

De quais atividades você participou na Jornada? O que mais chamou sua atenção?

“Por estar trabalhando durante o período da JMJ, só pude comparecer na vigília no sábado e no domingo. Participei de todos os momentos nesses dois dias, desde a adoração ao Santíssimo até a Santa Missa de envio. Não tinha noção de nada do que estava acontecendo, todavia a beleza da unidade e da liturgia me encantavam. Dormi na praia, rezei com as pessoas, chorei bastante. Foi um momento sublime!”

Você exibiu um cartaz onde se dizia “evangélico”, mas também reconhecia o Ministério Petrino de Francisco. O que motivou a iniciativa do cartaz e o que o levou a enxergar o Papa desta forma, apesar de ser protestante?

“Tudo isso começou com Bento XVI, o Magno. Por meio de sua renúncia, todo o alvoroço em volta da renúncia e eleição de um Sumo Pontífice, chamou-me a atenção. Comecei então a pesquisar sobre a Igreja, o papado, sua missão, desde quando existe e qual é o motivo. Quanto mais procurava, mais dúvidas surgiam e a Igreja com seus documentos saciavam minhas dúvidas e anseios, coisa que no protestantismo não acontecia. A passagem do Evangelho de São Mateus 16,18 fixou na minha cabeça: “Também eu e digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja, e as portas do Hades nunca prevalecerão contra ela”. Nesse momento, ao ler essa passagem, entendi quem era o Papa: Pedro.”

Durante a Jornada, pensou em mudar de Igreja?

“Não. Queria tão somente conhecer a Igreja Católica por meio dos meus olhos e não por meio dos outros.”

E sobre sua experiência com o Papa Francisco, durante o evento…

“Foi  uma experiência ímpar! O Santo Padre passou por mim numa distância de cinco metros e fiquei arrepiado. Tive a oportunidade de me unir àquele povo que, emocionado, escutava a voz do pastor.”

Quanto aos muitos jovens católicos com os quais pôde se encontrar, como foi a experiência?

“Foi fantástica! Como eu estava com a camisa da JMJ, passei despercebido em alguns momentos (rsrs), porém sempre perguntavam o que estava carregando; então, eu mostrava o cartaz e todos ficavam admirados. Fui muito bem acolhido, todos me trataram muito bem.”

O que ficou da Jornada no seu coração?

“A concretização da unidade da Igreja perante meus olhos. Vi e vivi a Igreja em comunhão, diversidade de culturas, raças, países. Todos professando uma só fé, um só batismo, um só Senhor em sua Igreja Una e Santa. É a unidade na diversidade! Impagável!”

Quando se deu o “start” para sua conversão ao catolicismo?

“Como disse anteriormente, comecei a gostar da Igreja quando comecei a estudar sobre ela. Isso foi na época da renúncia do Santo Padre Bento XVI, hoje emérito. Acompanhei o conclave, vibrei com a eleição do novo Papa, nosso amado Papa Francisco, defendia a Igreja em alguns debates mesmo sendo protestante. Daí defino essa fase como ‘pré-start’ da conversão. As aulas do Padre Paulo Ricardo e o grupo do Facebook Escolástica da Depressão (EDD) me ajudaram muito. Muitas dúvidas, muitas perguntas, todas sanadas, todas respondidas com misericórdia. O ‘start’ se deu após a JMJ, quando ficava relembrando todo aquele momento, as experiências, as coisas que foram ditas por aquele povo.”

Como se deu o processo de transição? 

“Deu-se após a JMJ, quando ficou aquele gostinho de ‘quero mais’. A ‘liturgia’ (se é que podemos dizer assim) do culto protestante não me atraía mais. Eu já tinha me apaixonado pela liturgia latina, pela Missa e sua sincronia, organização, pelo latim (eu assistia Missas no YouTube, mas sem saber que eram na forma extraordinária), pelos paramentos (que até então  chamava de ‘roupas de padre’, pelo erguer da hóstia e do cálice. Era belíssimo aos meus olhos, parecia que tinha descoberto um tesouro.

Com isso, questionava-me o tempo todo, perguntava-me por qual motivo o pastor não usava aquelas ‘roupas de padre’, não tinha um altar na igreja, não tinha uma Tradição (sim, uma Tradição com “T” maiúsculo. Minha igreja até então não tinha nada que se ligasse com os santos apóstolos). Perguntava-me também: ‘Se Pedro está lá, por que estou aqui?’. Foi uma fase, como sempre digo, de muitas perguntas. Todavia, foi uma fase boa, na qual fui vendo que a Igreja, que outrora era um monstro, era na verdade minha verdadeira casa.”

Sua família e amigos, como reagiram à sua conversão?

“Foi turbulento! É até complicado entrar em detalhes. Não aceitaram de início (e com certeza não aceitam até hoje), tivemos brigas feias, muitas vezes troca de ofensas, mas com o tempo tudo se acalmou. Hoje, temos uma relação muito boa de amizade e fraternidade. Claro que eles aguardam ansiosamente o dia que eu ‘volte’, mas minha fé está bem enraizada e bem sei em quem tenho crido.”

E como foi sua chegada na Igreja Católica?

“O povo católico é um povo diferente, pois todo mundo é irmão de todo mundo. Não há distinção; é só chegar que esse povo estará de braços abertos. De início fui acolhido pelo Pe. Jorge Bispo, da paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Santa Cruz no Rio de Janeiro, posteriormente comecei a frequentar a Antiga Sé, minha atual paróquia. Os padres sempre muito acolhedores, verdadeiros pastores. O povo de Cristo é extraordinário, sempre caridoso (e curioso), acolheu-me com todo zelo possível. Houve também pessoas que se incomodaram com minha presença, todavia, Deus sempre interveio nessas situações.”

Como você vive sua fé hoje em dia? Tem dificuldades quanto à doutrina, hierarquia ou a Tradição católica?

“Minha fé, hoje em dia, é tão natural quanto a luz do sol que ilumina a face da Terra. Não tenho nenhuma dificuldade com a doutrina, hierarquia ou a Tradição. Sem a fé católica sou incompleto!”

Como é sua relação com a Virgem Maria? Foi uma aproximação fácil?

“Hoje, é uma relação normal de Mãe e filho. Logo que me converti, senti a vontade de rezar o terço. Fui numa loja e uma senhora me presenteou com um terço e um livrinho ensinando a rezá-lo. Ao rezá-lo no ônibus, indo para casa, senti uma presença muito forte, um arrepio intenso e uma vontade de chorar. Mas confesso que, a cada Ave-Maria, eu, em pensamento, dizia a Deus: ‘Senhor, se porventura eu Vos ofender, perdoe-me. Não quero pecar contra Ti’. Depois, com o tempo, as coisas se assentaram”.

Quais são seus planos para o futuro?

“Meus planos para o futuro… Bem, estou participando do GVA (Grupo Vocacional Arquidiocesano) aqui no Seminário São José. Acho que meu futuro dependerá do resultado desse discernimento. Contudo, peço aos irmãos que se lembrem de mim em suas orações diárias, nos terços e nas Missas. Que coloquem a mim e a minha família nessas intenções, entregando o meu futuro e o da minha família nas mãos de Deus.”

Via: Canção Nova

Qual a diferença entre corpo, alma e espírito??

No Novo Testamento a distinção entre corpo, alma e espírito aparece somente uma única vez. São Paulo assim diz na I Carta aos Tessalonicenses: “Que o próprio Deus da paz vos santifique inteiramente, e que todo o vosso ser – o espírito, alma e o corpo – seja guardado irrepreensível para a vinda do Senhor Jesus Cristo! (5,23). O Catecismo, por sua vez, explica essa passagem:

Por vezes ocorre que a alma aparece distinta do espírito. Assim, São Paulo ora para que nosso “ser inteiro, o espírito, a alma e o corpo”, seja guardado irrepreensível na Vinda do Senhor. A Igreja ensina que esta distinção não introduz uma dualidade na alma. “Espírito” significa que o homem está ordenado desde a sua criação para o seu fim sobrenatural, e que sua alma é capaz de ser elevada gratuitamente à comunhão com Deus. (367)

Atualmente existe uma tendência dos teólogos em dizer que o ser humano não possui alma, pois isto seria uma visão dualista, platônica e que não corresponderia ao pensamento bíblico, judeu. Nada mais equivocado.

No Antigo Testamento, durante muito tempo não se falou em “ressurreição dos corpos”. pelo contrário, cria-se que a pessoa vivia no “sheol”, eram “refrains”, cuja existência era sombria, até mesmo umbrátil.

Aos poucos, Deus foi revelando que aquelas “sombras” na verdade continuavam tendo personalidade e que os bons eram abençoados e os maus punidos. A ideia de que ao término de sua vida a pessoa era recompensada – embora ainda não se falasse em ressurreição – estava bem clara no Antigo Testamento como um segundo passo, já na época dos Profetas.

O terceiro passo começar a surgir. Após a morte, no fim dos tempos, o corpo e alma irão se unir e haverá a ressurreição dos mortos. Logo após vem o Novo Testamento.

Nosso Senhor Jesus Cristo diz ao Bom Ladrão na Cruz: “Em verdade te digo: hoje estarás comigo no Paraíso”(Lc 23,3). Ora, o “hoje” a que Ele se refere só pode dizer respeito à alma do Bom Ladrão, pois o corpo, evidentemente, seria sepultado, assim como o corpo de Jesus também o foi.

No Novo Testamento quando uma pessoa morre existe uma punição eterna ou uma recompensa eterna e no final dos tempos haverá também a ressurreição dos mortos. É uma distinção clara entre o corpo e a alma.

O Catecismo ensina que o corpo e a alma são uma só natureza humana, não são duas naturezas que se unem, mas uma só realidade e, com a ruptura dessa realidade única chamada morte, algo terrível acontece, algo que não estava nos planos de Deus. Mesmo assim o homem é corpo e alma, material e espiritual respectivamente.

Por que, então, São Paulo fala de “corpo, alma e espírito”? Recordando que a Igreja ensina com toda clareza que não são duas almas, mas corpo e alma. Existe, contudo, na única alma humana, o lugar onde Deus habita. Trata-se do “espírito”, ou seja, uma realidade sobrenatural que existe nos homens.

Assim, aqueles que são filhos de Deus batizados – corpo e alma – pelo fato de serem templo de Deus, possuem um “lugar” onde Deus habita. É possível dizer também que o lugar onde Deus habita enquanto Espírito Santo é que o se chama de “espírito”.

A alma como um todo é responsável por diversas coisas: inteligência, vontade, fantasias, etc., mas nem tudo isso é o lugar onde Deus habita. Este é lugar mais profundo do homem, onde ele é ele mesmo de tal forma que não é mais ele e sim Deus. “Interior intimo meo”, como definiu Santo Agostinho.

O ser humano não foi abandonado a si mesmo, natureza pura. Dentro de sua natureza existe uma outra natureza, o sobrenatural, a presença de Deus. A natureza agraciada por Deus (nos pagãos é a graça de Cristo). Mas os batizados possuem uma consistênvia ainda maior, pois podem e devem reconhecer que são filhos de Deus, templos do Espírito Santo.

Via Pe. Paulo Ricardo