QUINTA-FEIRA-SANTA: INSTITUÇÃO DA EUCARISTIA

A liturgia de Quinta-feira Santa é riquíssima de conteúdo. É o dia grande da instituição da Sagrada Eucaristia, dom do Céu para os homens; o dia da instituição do sacerdócio, nova prenda divina que assegura a presença real e actual do Sacrifício do Calvário em todos os tempos e lugares, tornando possível que nos apropriemos dos seus frutos. 

Aproximava-se o momento em que Jesus ia oferecer a Sua vida pelos homens. Era tão grande o Seu amor, que na Sua Sabedoria infinita encontrou modo de ir e de ficar, ao mesmo tempo. São Jose maria Escrivá, ao considerar o comportamento dos que se vêm obrigados a deixar a família e a casa, para ganhar o sustento noutras paragens, comenta que o amor do homem recorre a um símbolo: os que se despedem trocam uma recordação, talvez uma fotografia… Jesus Cristo, perfeito Deus e perfeito Homem, não deixa um símbolo, mas a realidade: fica Ele próprio. Irá para o Pai, mas permanecerá com os homens. Sob as espécies do pão e do vinho está Ele, realmente presente: com o seu Corpo, o seu Sangue, a sua Alma e a Sua Divindade.

Fonte: Pagina do Facebook “Te Adorarei”

Marthe Robin, o Milagre Vivo.

Na sua primeira carta aos coríntios, o apóstolo S. Paulo fala da “loucura da cruz” de Cristo como “sabedoria divina” em contraste com “a sabedoria deste mundo”. E afirma a propósito dos cristãos, na sua maioria gente humilde, simples, pobre e sem poder que acredita num “Messias crucificado” e foi escolhida por Deus para conhecer o seu poder e sabedoria, que “o que há de fraco no mundo é que Deus escolheu para confundir o que é forte. O que o mundo considera vil e desprezível é que Deus escolheu; escolheu os que nada são, para reduzir a nada aqueles que são alguma coisa” (1 Cor 1, 27-28).
Nestas palavras do Apóstolo retratam-se bem a figura e a obra de uma mulher tão extraordinária quanto estranha ao comum das pessoas. Falo de Marthe Robin, uma mística católica do século XX, que sem sair do seu leito de sofrimento, onde esteve retida durante a maior parte da sua vida, atraiu mais de 100 mil visitantes e deu origem a uma rede de comunidades denominada Foyers de Charité, presente em múltiplos países em todo o mundo.
Marthe Robin nasceu na aldeia francesa de Chateauneuf-de-Galaure, perto da cidade de Lyon, em 1902. Os pais eram camponeses e desde cedo ela começou a ajuda-los nos trabalhos agrícolas, especialmente na guarda do rebanho. Frequentou a escola e a catequese. Aos 10 anos, recebeu o crisma e fez a sua primeira comunhão. Segundo o seu testemunho, essa “foi uma tomada de posse de Nosso Senhor” que desde então bateu no seu coração e se apoderou dela.
Em 1918, manifestam-se os primeiros sintomas da doença que a iria paralisar: uma encefalite epidémica. A ciência e os tratamentos médicos não lhe alcançam melhoras senão temporariamente. Algumas amizades de pessoas que a visitam ajudam-na a crescer espiritualmente e dão-lhe algum conforto no sofrimento. Em 1925, faz a sua doação total a Deus escrevendo o seu ato de abandono. Desde 1929, acaba por ficar tetraplégica e com as vias digestivas inteiramente paralisadas. Num fenómeno inexplicável pela ciência, não consegue ingerir qualquer alimento sólido ou líquido. Durante mais de 50 anos, alimentar-se-ia apenas da comunhão eucarística, recebendo a hóstia consagrada às quartas-feiras. Faleceu em 1981 e, em 1986, foi aberto o processo para a sua beatificação.
O filósofo e escritor francês Jean Guitton, que a visitava frequentemente, lhe pediu conselho e escreveu uma biografia, considerava Marthe Robin uma sua “irmã na caridade”. Escreveu que ela “foi talvez a pessoa mais estranha, extraordinária e desconcertante da nossa época”. A pouco e pouco, começou a ser conhecida, a ponto de receber, no seu quarto, ao longo dos anos, inúmeras pessoas, mudando e marcando profundamente a vida de muitas delas. Ainda hoje, em cada mês, umas 3 mil pessoas continuam a visitar o seu quarto, para rezar e encontrar no seu testemunho consolo e encorajamento para as suas vidas.
Marthe Robin beneficiou de várias experiências místicas. Em 1921 e 1922, recebe a manifestação da Virgem Maria. Em 1927, durante um período de coma, Santa Teresinha do Menino Jesus manifestou-se anunciando-lhe que não ia morrer mas prolongar a sua missão no mundo inteiro. No ano seguinte, durante o Sacramento da Reconciliação, recebeu uma graça extraordinária que lança luz sobre o seu estado interior. Entendeu então que a sua vocação particular na Igreja seria a da oferta da sua dor, unida a Jesus, para a salvação de uma multidão de almas. Esta intuição foi-lhe confirmada no dia seguinte por Jesus numa visão. Desde então o seu sofrimento transfigura-se em amor e ela passa a sentir-se útil para os outros. A sua vida toma outra orientação: torna-se mais íntima de Jesus, sente-se a viver como se o coração de Jesus fosse a sua morada. Em 1931, começa a reviver semanalmente a paixão de Cristo, o que acontecerá até ao final da sua vida. Alimenta-se somente da Eucaristia. No seu diário escreveu: “Eu quero levar muitas, muitas almas a Jesus apenas por meu amor e pelo oferecimento completo de minha vida de doente, sem outra vontade exceto a de meu Deus, ou antes, por minha vontade plenamente unida à do meu Deus”.
A sua força espiritual e intuições começam a produzir frutos. Em 1934, funda uma escola para meninas. Dois anos depois, o encontro com o Padre Georges Finet e a colaboração que surgirá entre ambos dará lugar ao início dos retiros espirituais e à fundação dos Foyers de Charité, comunidades de fiéis leigos consagrados e de sacerdotes que se dedicam ao desenvolvimento espiritual e á formação das pessoas especialmente através de retiros. Esta comunidades estão presentes em mais de 75 lugares no mundo e foram reconhecidas em 1984 como associação privada de fiéis de direito internacional.
No seu sofrimento e através dele, Marthe Robin reconhece ter uma missão a cumprir e assume-a. Tornou-se uma fonte de espiritualidade e de força que ajudou e continua a ajudar muitos homens a viver com sentido, esperança e amor. Disse ela: “Toda  a luz que vem de Deus é um depósito a transmitir, um tesouro a fazer render, uma maravilha a anunciar”. E ainda: “A paz durável e profunda nasce na oração e mais frequentemente no sofrimento; ela é semelhante a um regato que corre límpido, calmo e pacífico entre duas margens floridas. É bom a paz, mil vezes melhor que o sucesso”.

Protestantes perguntam porquê a Igreja Católica não vai e vende todos seus “Bens Materiais” e doa o dinheiro para quem não tem, acho que essa pergunta eles deveriam fazer para o Malafaia, pro Valdomiro, pro R.R Soares e para tantos outros “Pastores Evangélicos” que enriquecem as custas dos seus fiéis que se envolvem em escândalos atrás de escândalos que sequer é televisionados e quando são televisionado se fala, as emissoras fazem pouco caso dos acontecimentos. Então querido irmão Protestante, faça um exame de consciência e reflita se seus “Pastores” são tão Santo assim como vocês pensam.

Autoria de Thais Ferreira

Apenas Leiam..

“O escritor russo Leon Tolstoi descreve numa pequena narração acerca de um soberano que pediu aos seus sacerdotes e sábios que lhe mostrassem Deus para que O pudesse ver. Os sábios não foram capazes de satisfazer este desejo.

Então um pastor, que estava precisamente a regressar do campo, ofereceu-se para assumir a tarefa dos sacerdotes e dos sábios. O rei aprendeu dele que os seus olhos não eram suficientes para ver Deus. Mas então ele quis pelo menos saber o que fazia Deus. Para poder responder a esta sua pergunta – disse o pastor ao soberano – devemos trocar a roupa. Com hesitação, mas estimulado pela curiosidade pela informação esperada, o soberano anuiu; entregou a sua roupa real ao pastor e fez-se vestir com o hábito simples do homem pobre. E eis que chega a resposta: ‘É isto que Deus faz’. De fato, o Filho de Deus, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, deixou o seu esplendor divino: ‘…despojou-se de si mesmo, assumindo a condição de servo e tornando-se semelhante aos homens; aparecendo com a forma humana, humilhou-se a si mesmo… até à morte de cruz’ (cf. Fl 2, 6 ss.).

Deus realizou, como dizem os Padres, o sacrum commercium, o intercâmbio sagrado: assumiu o que era nosso, para que pudéssemos receber o que era Seu, tornar-nos semelhantes a Deus.”

(SANTA MISSA CRISMAL – HOMILIA DE SUA SANTIDADE BENTO XVI – Basílica Vaticana – Quinta-feira Santa 05 de Abril de 2007.)

Excelente resumo feito pelo Papa Emérito Bento XVI em 20/04/2011 sobre a Quinta-feira Santa. Acompanhe abaixo, você que ainda tem dúvidas.



“A Quinta-Feira Santa é o dia no qual se faz memória da instituição da Eucaristia e do Sacerdócio ministerial. Durante a manhã, cada comunidade diocesana, reunida na Igreja Catedral em volta do Bispo, celebra a Missa crismal, na qual são abençoados o sagrado Crisma, o Óleo dos catecúmenos e o Óleo dos enfermos. A partir do Tríduo pascal e durante todo o ano litúrgico, estes Óleos serão usados para os Sacramentos do Baptismo, da Confirmação, das Ordenações sacerdotais e episcopais e da Unção dos Enfermos; nisto evidencia-se como a salvação, transmitida pelos sinais sacramentais, brota precisamente do Mistério pascal de Cristo; com efeito, nós somos remidos com a sua morte e ressurreição e, mediante os Sacramentos, bebemos daquela mesma fonte salvífica. Durante a missa crismal, amanhã, realiza-se também a renovação das promessas sacerdotais. Em todo o mundo, cada sacerdote renova os compromissos que assumiu no dia da Ordenação, para ser totalmente consagrado a Cristo na prática do sagrado ministério ao serviço dos irmãos. Acompanhemos os nossos sacerdotes com a nossa oração.

Na tarde de Quinta-Feira Santa tem efectivo início o Tríduo pascal, com a memória da Última Ceia, durante a qual Jesus instituiu o Memorial da sua Páscoa, cumprindo o rito pascal judaico. Segundo a tradição, cada família judaica, reunida à mesa na festa de Páscoa, come o cordeiro assado, fazendo memória da libertação dos Israelitas da escravidão do Egipto; assim no cenáculo, consciente da sua morte iminente, Jesus, verdadeiro Cordeiro pascal, oferece-se a si mesmo pela nossa salvação (cf. 1 Cor 5, 7). Pronunciando a bênção sobre o pão e o vinho, Ele antecipa o sacrifício da cruz e manifesta a intenção de perpetuar a sua presença no meio dos discípulos: sob as espécies do pão e do vinho, Ele torna-se presente de modo real com o seu corpo oferecido e com o seu sangue derramado. Durante a Última Ceia, os Apóstolos são constituídos ministros deste Sacramento de salvação; Jesus lava-lhes os pés (cf. Jo 13, 1-25), convidando-os a amarem-se uns aos outros como Ele os amou, dando a vida por eles. Repetindo este gesto na Liturgia, também nós somos chamados a testemunhar com os factos o amor do nosso Redentor.

Por fim, a Quinta-Feira Santa, é encerrada com a adoração eucarística, na recordação da agonia do Senhor no Jardim do Getsémani. Tendo deixado o Cenáculo, Ele retirou-se para rezar, sozinho, diante do Pai. Naquele momento de comunhão profunda, os Evangelhos narram que Jesus sentiu uma grande angústia, um tal sofrimento que o fez suar sangue (cf. Mt 26, 38). Consciente da sua iminente morte de cruz, Ele sente uma grande angústia e a proximidade da morte. Nesta situação, sobressai também um elemento de grande importância para toda a Igreja. Jesus diz aos seus: permanecei aqui e vigiai; e este apelo à vigilância diz respeito precisamente a este momento de angústia, de ameaça, na qual chegará o momento proditório [traiçoeiro], mas diz respeito a toda a história da Igreja. É uma mensagem permanente para todos os tempos, porque a sonolência dos discípulos não era só um problema daquele momento, mas é o problema de toda a história. A questão reside no que consiste esta sonolência, em que consistiria a vigilância à qual o Senhor nos convida. Diria que a sonolência dos discípulos ao longo da história é uma certa insensibilidade da alma ao poder do mal, uma insensibilidade a todo o mal do mundo. Não nos queremos deixar perturbar demasiado por estas coisas, queremos esquecê-las: pensamos que talvez não é tão grave, e esquecemos. E não se trata apenas de insensibilidade ao mal, quando deveríamos vigiar por fazer o bem, para lutar pela força do bem. É insensibilidade a Deus: eis a nossa verdadeira sonolência; esta insensibilidade pela presença de Deus que nos torna insensíveis também ao mal. Não ouvimos Deus – incomodar-nos-ia – e assim, naturalmente, também não ouvimos a força do mal e permanecemos no caminho do nosso bem-estar. A adoração nocturna da Quinta-Feira Santa, o estar vigilantes com o Senhor, deveria ser precisamente o momento para nos fazer reflectir acerca da sonolência dos discípulos, dos defensores de Jesus, dos apóstolos, de nós, que não vemos, não queremos ver toda a força do mal, e que não queremos entrar na sua paixão pelo bem, pela presença de Deus no mundo, por amor ao próximo e a Deus.

Depois, o Senhor começa a rezar. Os três apóstolos — Pedro, Tiago, João — dormem, mas de vez em quando acordam e ouvem o refrão desta oração do Senhor: «Não seja feita a minha vontade, mas a Tua». O que é esta minha vontade, o que é esta tua vontade, de que o Senhor fala? A minha vontade é «que não deveria morrer», que lhe seja poupado este cálice do sofrimento: é a vontade humana, da natureza humana, e Cristo sente, com toda a consciência do seu ser, a vida, o abismo da morte, o terror do nada, esta ameaça do sofrimento. E Ele mais do que nós, que sentimos esta natural repulsa à morte, este medo natural da morte, ainda mais do que nós, ele sente o abismo do mal. Sente, com a morte, também todo o sofrimento da humanidade. Sente que tudo isto é o cálice que deve beber, que se deve dar a si mesmo, aceitar o mal do mundo, tudo o que é terrível, a repulsa de Deus, todo o pecado. E podemos compreender como Jesus, com a sua alma humana, se sente aterrorizado perante esta realidade, que sente em toda a sua crueldade: a minha vontade seria não beber o cálice, mas a minha vontade está subordinada à tua vontade, à vontade de Deus, à vontade do Pai, que é também a verdadeira vontade do Filho. E assim Jesus transforma, nesta oração, a repulsa natural, a repulsa do cálice, da sua missão de morrer por nós; transforma esta sua vontade natural em vontade de Deus, num «sim» à vontade de Deus. O homem em si é tentado a opor-se à vontade de Deus, a ter a intenção de seguir a própria vontade, de se sentir livre unicamente se é autónomo; opõe a própria autonomia contra a heteronomia de seguir a vontade de Deus. Eis o drama da humanidade. Mas na verdade esta autonomia é errada e este entrar na vontade de Deus não é uma oposição a si, não é uma escravidão que violenta a minha vontade, mas é entrar na verdade e no amor, no bem. E Jesus puxa a nossa vontade, que se opõe à vontade de Deus, que procura a autonomia, puxa esta nossa vontade para o alto, rumo à vontade de Deus. Este é o drama da nossa redenção, que Jesus puxa para o alto a nossa vontade, toda a nossa repulsa à vontade de Deus e a nossa repulsa à morte e ao pecado, e une-a à vontade do Pai: «Não seja feita a minha vontade, mas a Tua». Nesta transformação do «não» em «sim», nesta inserção da vontade criatural na vontade do Pai, Ele transforma a humanidade e redime-nos. E convida-nos a entrar neste seu movimento: sair do nosso «não» e entrar no «sim» do Filho. A minha vontade existe, mas é decisiva a vontade do Pai, porque esta é a verdade e o amor.

Mais um elemento desta oração que me parece importante. As três testemunhas conservaram — como se lê na Sagrada Escritura — a palavra judaica ou aramaica com a qual o Senhor falou ao Pai, chamou-o: «Abbà», pai. Mas esta fórmula, «Abbà», é uma forma familiar da palavra pai, uma forma que se usa só em família, que nunca se usou em relação a Deus. Aqui vemos no íntimo de Jesus como fala em família, fala verdadeiramente como Filho com o Pai. Vemos o mistério trinitário: o Filho que fala com o Pai e redime a humanidade.

Mais uma observação. A Carta aos Hebreus deu-nos uma profunda interpretação desta oração do Senhor, deste drama do Getsémani. Diz: estas lágrimas de Jesus, esta oração, este brado de Jesus, esta angústia, tudo isto não é simplesmente uma concessão à debilidade da carne, como se poderia dizer. Precisamente assim realiza o cargo do Sumo Sacerdote, porque o Sumo Sacerdote deve levar o ser humano, com todos os seus problemas e sofrimentos, à altura de Deus. E a Carta aos Hebreus diz: com todos estes brados, lágrimas, sofrimentos, orações, o Senhor levou a nossa realidade a Deus (cf. Hb 5, 7 ss.). E usa esta palavra grega «prosferein», que é o termo técnico para o que o Sumo Sacerdote deve fazer para oferecer, para elevar as suas mãos.

Precisamente neste drama do Getsémani, onde parece que a força de Deus já não está presente, Jesus desempenha a função do Sumo Sacerdote. Além disso diz que neste acto de obediência, isto é, de conformação da vontade natural humana com a vontade de Deus, é aperfeiçoado como sacerdote. E usa de novo a palavra técnica para ordenar sacerdote. Precisamente assim se torna realmente o Sumo Sacerdote da humanidade e abre desta forma o céu e a porta da ressurreição.

Se reflectirmos sobre este drama do Getsémani, podemos ver também o grande contraste entre Jesus com a sua angústia, com o seu sofrimento, em confronto com o importante filósofo Sócrates, que permanece pacífico, sem se perturbar diante da morte. E este parece ser o ideal. Podemos admirar este filósofo, mas a missão de Jesus era outra. A sua missão não era esta total indiferença e liberdade; a sua missão consistia em carregar sobre si os nossos sofrimentos, todo o drama humano. E por isso precisamente esta humilhação do Getsémani é essencial para a missão do Homem-Deus. Ele carrega o nosso sofrimento, a nossa pobreza, e transforma-a segundo a vontade de Deus. E assim abre as portas do céu, abre o céu: esta tenda do Santíssimo, que até agora o homem fechou a Deus, está aberta a este sofrimento e obediência. Estas são algumas observações para a Quinta-Feira Santa, para a nossa celebração da noite da Quinta-Feira Santa.”

FONTE:http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/audiences/2011/documents/hf_ben-xvi_aud_20110420_po.html

Gurgel diz que Feliciano não é adequado para presidir comissão

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse no início da noite desta quarta-feira (20) que o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) “não está minimamente indicado” para presidir a Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Gurgel denunciou Feliciano ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo crime de discriminação em razão de uma frase supostamente homofóbica.
“Eu acho que não há nenhuma dúvida de que não é uma indicação adequada. É algo que se sucede dentro do Congresso Nacional, mas é algo que, a toda evidência, não se trata de indicação adequada. É uma pessoa que, por sua história de vida, por sua trajetória, não está minimamente indicado para presidir uma comissão importantíssima como essa”, disse Gurgel ao término da sessão do STF nesta quarta.
Gurgel falou que uma possível saída de Feliciano do cargo seria um “dado positivo”. “Acho que é um dado positivo que o próprio partido perceba que haverá pessoas mais vocacionadas para este cargo.”
Na tarde desta quarta, o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), se reuniu com o líder do PSC, André Moura (SE), para discutir sobre a situação do deputado no cargo.
Segundo Moura, o presidente da Câmara fez um apelo para que o deputado renuncie ao cargo na comissão, voltada à defesa das minorias. Feliciano é alvo de protestos pelo país. O líder do PSC se comprometeu com Henrique Alves a conversar com o pastor sobre a possibilidade de ele deixar o comando da comissão.