Jornada Mundial da Juventude e Ásia nas intenções de oração do Santo Padre

O Vaticano divulgou nesta quinta-feira, 27, as intenções do Santo Padre para o mês de julho. Mensalmente, o Papa dedica suas orações a causas especiais e convida aos fiéis a unirem-se a ele por estas intenções. 

De modo especial, juntam-se ao Pontífice os membros do Apostolado da Oração que diariamente realizam seu oferecimento em intenção as orações do Papa.


A intenção geral de oração de Francisco é para que a Jornada Mundial da Juventude, que se realiza de 23 a 28 de julho no Rio de Janeiro (BR), encoraje todos os jovens cristãos a tornarem-se discípulos e missionários do Evangelho.

Como intenção missionária, o Papa intercede para que em todo o continente asiático estejam abertas as portas aos mensageiros do Evangelho.

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JMJ deve injetar R$ 273,9 milhões no varejo carioca

Estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, (CNC) estima que a Jornada Mundial da Juventude 2013 (JMJ), que acontece entre 23 a 28 de julho, deve gerar um movimento de R$ 273,9 milhões no comércio varejista do Estado do Rio de Janeiro, um excedente que equivale a 2,3% do total de vendas esperado para todo o mês de julho.

O ramo de hiper e supermercados deverá responder pela maior parcela (40,2% ou R$100,7 mi) das vendas decorrentes do evento religioso. Em seguida deverão se destacar os segmentos de combustíveis e lubrificantes (11,4% ou R$28,4 mi) e de vestuário e calçados (10,5% ou R$26,4 mi). A organização da JMJ estima que dois milhões de pessoas cheguem à cidade para participar do encontro.

Além do aumento no fluxo de consumidores, a Divisão Econômica da CNC considerou o desempenho recente do volume de vendas no Estado e o impacto que os últimos feriados municipais causaram no faturamento do setor varejista Fluminense. Os dados foram estimados a partir das pesquisas anual e mensal do comércio do IBGE.

Dom Raymundo Damasceno revela detalhes da visita do Papa a Aparecida

O cardeal arcebispo de Aparecida e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Raymundo Damasceno Assis, esteve esta semana no Vaticano para definir detalhes da visita do Papa Francisco a Aparecida.

Em entrevista concedida à Rádio Vaticano depois da cerimônia na basílica vaticana por ocasião da solenidade dos apóstolos Pedro e Paulo, dom Raymundo confirmou que a missa será celebrada dentro do Santuário, mas o Papa rezará com os romeiros na praça da basílica.

Confira a declaração de dom Raymundo:

“Encontrei o Papa na Santa Marta, onde passei esta semana, muito feliz, muito tranquilo e realmente contente com a sua viagem ao Brasil: ao Rio de Janeiro, para a Jornada Mundial da Juventude, e a Aparecida, no Santuário Nacional, onde ele quer manifestar seu amor e sua devoção a Nossa Senhora – invocada no Brasil com o título da Virgem da Conceição Aparecida, que é a padroeira de todo o nosso país, de todo o nosso povo. O Santo Padre chegará pela manhã, por volta das 10h. A missa será às 10h30 no interior da basílica. Acabei de conversar com o Santo Padre sobre isso e ele me disse: ‘após a celebração eu irei até a tribuna’, que hoje tem o nome do Papa Bento XVI, para rezar com o povo que estiver acompanhando a missa pelos telões na praça da basílica, na praça norte, e saudar este povo muito querido, que são os devotos, os romeiros de Nossa Senhora Aparecida. Deste modo, ele não vai ficar distante do povo. Além dessa aproximação que ele vai ter depois da missa na tribuna do Papa Bento XVI, ele vai percorrer o trecho da basílica até o seminário no papamóvel e retornará no papamóvel do seminário até a basílica, onde ele tomará o helicóptero de volta para o Rio de Janeiro na parte da tarde. O Santo Padre também estará no seminário, onde vai passar toda a tarde, fará ali sua refeição em companhia da comitiva, dos seminaristas, dos nossos formadores – um almoço, portanto, mais reservado. Deve abençoar uma imagem do frei Galvão, que nasceu na nossa arquidiocese, em Guaratinguetá, e esta imagem depois será levada em procissão bem mais tarde, numa época a ser determinada ainda, provavelmente no mês de outubro – na festa de frei Galvão -, para o local onde será construído o futuro santuário dedicado a este grande santo, o primeiro santo brasileiro. Também receberá no seminário, para um breve cumprimento, as irmãs dos mosteiros de clausura da nossa arquidiocese, são três mosteiros. Esta será a programação prevista para o Papa Francisco em Aparecida”.

Antes da missa, explicou ainda o cardeal Raymundo, o Papa passará pela chamada “Capela dos Apóstolos”, onde poderá contemplar a imagem de Nossa Senhora Aparecida, a imagem original. O trono onde fica a imagem é rotatório, o que permitirá que ela se volte para a capela onde estará o Santo Padre, para fazer a oração de consagração a Nossa Senhora.

“Essa consagração é praticamente a mesma que nós fazemos, com pequenas modificações, de modo que ela se tornará a partir da oração feita pelo Santo Padre a consagração oficial a Nossa Senhora Aparecida – que nós repetiremos depois da sua visita sempre após as missas, e nas consagrações que fazemos do nosso povo a Nossa Senhora Aparecida”, concluiu.

Fonte: Rádio Vaticano

O Papa pede não cair na tentação de ser cristãos sem Cristo

 Em sua homilia daMissa que presidiu na capela da Casa Santa Marta, o Papa Francisco exortou a não cair na tentação de ser cristãos sem Cristo, não ser cristãos “líquidos” que fundamentam sua vida sobre a areia e não sobre a rocha que é Jesus, nem ser cristãos muito rígidos que esquecem a alegria.
Rígidos e tristes. Ou alegres, mas sem ter ideia do que é a alegria cristã. São duas “casas”, de certa forma opostas, onde moram duas categorias de fiéis e onde, em ambos os casos, há um defeito grave: se fundamentam em um cristianismo feito de palavras e não se baseiam na “rocha” da Palavra de Cristo. O Papa Francisco fez esta descrição ao comentar o Evangelho de São Mateus, concretamente a conhecida passagem das casas construídas sobre areia ou rocha.
“Na história da Igreja sempre existiu duas classes de cristãos: aqueles que vivem somente de palavras e aqueles que vivem de ação e verdade. Sempre houve a tentação de viver o nosso cristianismo fora da rocha que é Cristo. O único que nos dá a liberdade para dizer ‘Pai’ a Deus é Cristo ou a rocha. É o único que nos sustenta nos momentos difíceis, não é mesmo? Como diz Jesus: ‘caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas a casa não caiu, porque estava construída sobre a rocha’, ai está a segurança, quando são as palavras, as palavras voam, não servem. Mas é a tentação destes cristãos de palavras, de um cristianismo sem Jesus, um cristianismo sem Cristo. E isto aconteceu e acontece hoje na Igreja: ser cristãos sem Cristo”.
O Papa analisou mais detalhadamente estes “cristãos de palavras”, revelando suas características específicas. Existe um primeiro tipo –definido “agnóstico”– “que em vez de amar a rocha, amam as palavras bonitas” e portanto, vivem flutuando sobre a superfície da vida cristã. E depois está o outro tipo que Francisco chamou “pelagiano”, que vive um estilo de vida sério e engomado. Cristãos, ironizou o Papa, que “olham o chão”.
“E esta tentação existe hoje. Cristãos superficiais que acreditam em Deus, em Cristo, mas de modo muito ‘leviano’: não é Jesus Cristo que dá o fundamento. São os agnósticos modernos. A tentação do agnosticismo. Um cristianismo ‘líquido’. Por outra parte, estão os que acreditam que a vida cristã deve ser levada tão seriamente que terminam por confundir solidez, firmeza, com rigidez. São os rígidos! Estes pensam que para ser cristão é necessário estar de luto, sempre”.
O Santo Padre disse logo que há muitos deste tipo de cristãos. Mas precisou que “não são cristãos, mas se disfarçam de cristãos”. “Não sabem –insistiu– quem é o Senhor, não sabem o que é a rocha, não têm a liberdade dos cristãos. E, para dizer de modo simples, não têm alegria”.
“Os primeiros têm certa ‘alegria’ superficial. Os outros vivem em um contínuo velório, mas não sabem o que é a alegria cristã. Não sabem gozar a vida que Jesus nos dá, porque não sabem falar com Jesus. Não se sentem acompanhados por Jesus, com essa firmeza que dá a presença de Jesus. E não só não têm alegria: não têm liberdade”.
O Papa disse para concluir que “aqueles são escravos da superficialidade, desta vida leviana, e estes são escravos da rigidez, não são livres. O Espírito Santo não encontra lugar nas suas vidas. É o Espírito o que nos dá a liberdade! O Senhor nos convida hoje a construir nossa vida cristã sobre Ele, a rocha, que nos dá a liberdade, que nos envia o Espírito, que nos faz ir adiante com a alegria, em seu caminho, em suas propostas”.

O Papa Francisco recebe a delegação do patriarcado ortodoxo de Constantinopla

Ao receber nesta manhã no Vaticano à delegação do Patriarcado ecumênico ortodoxo de Constantinopla, que chegou com ocasião da Solenidade de São Pedro e São Paulo, o Papa Francisco lhes indicou que “a vossa presença é o sinal do profundo laço que une, na fé, na esperança e na caridade, a Igreja de Constantinopla e a Igreja de Roma”.
O costume do intercâmbio de visitas com motivo das respectivas festas patronais se remonta a 1969.
Nesta ocasião, o Santo Padre remarcou que “o encontro fraterno é parte essencial do caminho rumo à unidade”.
A busca da unidade entre os cristãos é “uma urgência da qual, hoje mais que nunca, não podemos fugir. No nosso mundo que tem fome e sede de verdade, de amor, de esperança, de paz e de união, é importante para o nosso próprio testemunho poder finalmente anunciar em uma só voz a boa notícia do Evangelho e celebrar juntos os Divinos Mistérios da nova vida em Cristo!”.
“Sabemos bem que a unidade é primeiramente um dom de Deus pelo qual devemos incessantemente rezar, mas por nós todos espera a tarefa de preparar as condições, de cultivar o terreno do coração, a fim de que esta extraordinária graça seja acolhida”.
O Papa também elogiou a contribuição fundamental na busca da plena comunhão da Comissão mista internacional para o diálogo teológico que presidem o Metropolitano Ioannis e o cardeal Kurt Koch. Esse órgão elaborou diversos textos em comum e agora estuda a relação teológica e eclesiológica entre primado e sinodalidade na vida da Igreja.
A respeito, Francisco remarcou a relevância de que hoje “refletir juntos, na verdade e na caridade, sobre estas temáticas começando por aquilo que temos em comum, sem, todavia, esconder aquilo que ainda nos separa”.
“Não se trata de um mero exercício teórico, mas de conhecer a fundo as recíprocas tradições para compreendê-las e, às vezes, também para aprender com elas. Eu me refiro, por exemplo, à reflexão da Igreja católica sobre o sentido da colegialidade episcopal, e à tradição da sinodalidade, tão típica das Igrejas ortodoxas”.
O Santo Padre expressou que “Conforta-me saber que católicos e ortodoxos compartilham a mesma concepção de diálogo que não busca um minimalismo teológico sobre chegar a um compromisso, mas se baseia, em vez disso, no aprofundamento da única verdade que Cristo doou à sua Igreja e que não cessamos nunca de compreender melhor movidos pelo Espírito Santo”.
“Por isto, não devemos ter medo do encontro e do verdadeiro diálogo. Isso não nos afasta da verdade; em vez disso, através de uma troca de dons, nos conduz, sob a orientação do Espírito da verdade, à toda a verdade”.
Ao despedir-se da delegação ecumênica, que participará em 29 de junho daMissa pela Solenidade de São Pedro e São Paulo, o Papa invocou a intercessão de ambos os Santos, patronos da Igreja de Roma, assim como do Apóstolo André, patrono da Igreja de Constantinopla, “pelos nossos fiéis e pelas necessidades do mundo inteiro, sobretudo dos pobres, dos sofredores e de quantos são injustamente perseguidos por causa da sua fé”.

Alerta em Jerusalém: Escolas cristãs correm risco de serem fechadas

 Em três meses as cinco escolas cristãs da Faixa de Gaza poderiam não abrir mais suas portas. O Patriarca de Jerusalém dos Latinos, Dom Fouad Twal, informou que uma nova normativa das autoridades palestinas proibiria a partir do próximo mês de setembro as escolas mistas, o que inclui as cinco escolas cristãs da zona, três das quais são católicas.
Conforme informou em 25 de junho o L’Osservatore Romano, a norma entraria em vigor a partir do início do próximo ano escolar, e afetaria aproximadamente 1500 alunos católicos que se dividem na escola católica do Rosário, e nas duas que dependem do Patriarcado Latino.
Segundo uma nota publicada pelo Patriarcado, Dom Twal, deplorou esta iniciativa e manifestou a intenção de ter um encontro com os principais líderes políticos da zona para chegar a uma solução.
Nas escolas públicas da Faixa de Gaza, atualmente se aplica a partir dos nove anos o princípio das turmas separadas –meninos com meninos, meninas com meninas-, e com a nova lei, este princípio se aplicaria também às escolas privadas, todas mistas em Gaza.
Para o Patriarca “tais decisões são uma grande preocupação”, já que a nível material criariam um grande problema de logística como, por exemplo, procurar novos espaços, uma nova organização e a reestruturação do professorado. Com efeito, segundo a normativa, também os homens e as mulheres não estão autorizados a ensinar aos alunos de sexo oposto se estes forem maiores de dez anos.
“Além de ter que encontrar espaços adicionais para dobrar os locais, nossas escolas deveriam assumir mais pessoal. Não temos os meios necessários”, lamentou.
Dom Twal afirmou que espera discutir as questões com os ministros da Faixa de Gaza, e assinalou que esta decisão “não emana das altas autoridades”, mas de “um conselho”, por este motivo “tenho a intenção de me apresentar em Gaza, junto ao diretor das escolas na Palestina, o mais rápido possível para encontrar uma solução pelo bem dos alunos”.
As escolas católicas na Terra Santa são um meio para ajudar os cristãos a permanecerem na região e, além disso, a Igreja Católica através destas instituições quer ficar a serviço das crianças, em sua maioria muçulmanos, através deste âmbito educativo, cultural e pedagógico.
Além disso, converteram-se em um canal de amizade entre as famílias de Gaza, tanto cristãs como muçulmanas que vivem perto de al-Fatah e de a-Hamas.
“As escolas têm um valor religioso e social de grande importância”, e através delas e da presença dos alunos “há um verdadeiro canal de comunicação com os pais”, acrescentou o Patriarca.
“Acreditamos na importância da educação nas escolas onde se aprende a abertura aos outros. As crianças que aprendem e brincam juntas na escola, conquistam a virtude do diálogo para o futuro”, concluiu.
Por sua parte, o responsável pelas escolas do Patriarcado, Padre Faysal Hijazin, lançou um chamado à comunidade internacional e aos líderes políticos palestinos e assinalou que “chegou o momento de que os parlamentos, as instituições educativas, e todo mundo que trabalha no ensino elevem a voz para dar a conhecer o que poderia ocorrer dentro de pouco em Gaza”.
A comunidade católica trabalha “para enriquecer Gaza, abrindo à variedade das culturas. As pessoas mandam seus filhos para as nossas escolas justo porque podem assimilar esta abertura”, acrescentou.
Com esta norma, a permanência dos cristãos na terra de Jesus entra em sério perigo, especialmente neste momento em que a comunidade cristã na Terra Santa representa dois por cento da população, uma percentagem que marca um mínimo histórico.

 Em três meses as cinco escolas cristãs da Faixa de Gaza poderiam não abrir mais suas portas. O Patriarca de Jerusalém dos Latinos, Dom Fouad Twal, informou que uma nova normativa das autoridades palestinas proibiria a partir do próximo mês de setembro as escolas mistas, o que inclui as cinco escolas cristãs da zona, três das quais são católicas.
Conforme informou em 25 de junho o L’Osservatore Romano, a norma entraria em vigor a partir do início do próximo ano escolar, e afetaria aproximadamente 1500 alunos católicos que se dividem na escola católica do Rosário, e nas duas que dependem do Patriarcado Latino.
Segundo uma nota publicada pelo Patriarcado, Dom Twal, deplorou esta iniciativa e manifestou a intenção de ter um encontro com os principais líderes políticos da zona para chegar a uma solução.
Nas escolas públicas da Faixa de Gaza, atualmente se aplica a partir dos nove anos o princípio das turmas separadas –meninos com meninos, meninas com meninas-, e com a nova lei, este princípio se aplicaria também às escolas privadas, todas mistas em Gaza.
Para o Patriarca “tais decisões são uma grande preocupação”, já que a nível material criariam um grande problema de logística como, por exemplo, procurar novos espaços, uma nova organização e a reestruturação do professorado. Com efeito, segundo a normativa, também os homens e as mulheres não estão autorizados a ensinar aos alunos de sexo oposto se estes forem maiores de dez anos.
“Além de ter que encontrar espaços adicionais para dobrar os locais, nossas escolas deveriam assumir mais pessoal. Não temos os meios necessários”, lamentou.
Dom Twal afirmou que espera discutir as questões com os ministros da Faixa de Gaza, e assinalou que esta decisão “não emana das altas autoridades”, mas de “um conselho”, por este motivo “tenho a intenção de me apresentar em Gaza, junto ao diretor das escolas na Palestina, o mais rápido possível para encontrar uma solução pelo bem dos alunos”.
As escolas católicas na Terra Santa são um meio para ajudar os cristãos a permanecerem na região e, além disso, a Igreja Católica através destas instituições quer ficar a serviço das crianças, em sua maioria muçulmanos, através deste âmbito educativo, cultural e pedagógico.
Além disso, converteram-se em um canal de amizade entre as famílias de Gaza, tanto cristãs como muçulmanas que vivem perto de al-Fatah e de a-Hamas.
“As escolas têm um valor religioso e social de grande importância”, e através delas e da presença dos alunos “há um verdadeiro canal de comunicação com os pais”, acrescentou o Patriarca.
“Acreditamos na importância da educação nas escolas onde se aprende a abertura aos outros. As crianças que aprendem e brincam juntas na escola, conquistam a virtude do diálogo para o futuro”, concluiu.
Por sua parte, o responsável pelas escolas do Patriarcado, Padre Faysal Hijazin, lançou um chamado à comunidade internacional e aos líderes políticos palestinos e assinalou que “chegou o momento de que os parlamentos, as instituições educativas, e todo mundo que trabalha no ensino elevem a voz para dar a conhecer o que poderia ocorrer dentro de pouco em Gaza”.
A comunidade católica trabalha “para enriquecer Gaza, abrindo à variedade das culturas. As pessoas mandam seus filhos para as nossas escolas justo porque podem assimilar esta abertura”, acrescentou.
Com esta norma, a permanência dos cristãos na terra de Jesus entra em sério perigo, especialmente neste momento em que a comunidade cristã na Terra Santa representa dois por cento da população, uma percentagem que marca um mínimo histórico.
Via AciDigital

Papa e bispos devem crescer em colegialidade, afirma Francisco na imposição do pálio

O Papa Francisco presidiu na manhã deste sábado à Santa Missa na Basílica Vaticana, por ocasião da Solenidade dos Apóstolos São Pedro e São Paulo (no Brasil será celebrada neste domingo, 30), padroeiros da Igreja de Roma.

A cerimônia teve início com o rito da imposição do pálio, símbolo de comunhão com o Bispo de Roma, a 34 novos Arcebispos metropolitanos, entre os quais três brasileiros: Dom Antônio Carlos Altieri, da Arquidiocese de Passo Fundo (RS), Dom Sérgio Eduardo Castriani, Arcebispo de Manaus (AM), e Dom Moacir Silva, Arcebispo de Ribeirão Preto (SP).

A presença de Bispos de todo o mundo, disse o Papa em sua homilia, torna esta festa ainda mais jubilosa, pois constitui uma enorme riqueza que faz reviver, de certa forma, o evento de Pentecostes: “Hoje, como então, a fé da Igreja fala em todas as línguas e quer unir os povos numa só família”.

O Pontífice desenvolveu três pensamentos sobre o ministério petrino, guiados pelo verbo “confirmar”. Em primeiro lugar, confirmar na fé. O Evangelho fala da confissão de Pedro: “Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo”, uma confissão que não nasce dele, mas do Pai celeste. É por causa desta confissão que Jesus diz: “Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja”. “O papel, o serviço eclesial de Pedro tem o seu fundamento na confissão de fé em Jesus, o Filho de Deus vivo, tornada possível por uma graça recebida do Alto”, explicou Francisco, que todavia advertiu para o perigo de pensar de forma mundana. 

“Quando deixamos prevalecer os nossos pensamentos, os nossos sentimentos, a lógica do poder humano e não nos deixamos instruir e guiar pela fé, por Deus, tornamo-nos pedra de tropeço. A fé em Cristo é a luz da nossa vida de cristãos e de ministros na Igreja!”

Em segundo lugar, o Bispo de Roma é chamado a confirmar no amor. Na segunda leitura, São Paulo diz: “Combati o bom combate, terminei a corrida, permaneci fiel”. O combate ao qual o Apóstolo se refere não é o das armas humanas, “que infelizmente ainda ensanguenta o mundo”, mas o combate do martírio. 

“São Paulo tem uma única arma: a mensagem de Cristo e o dom de toda a sua vida por Ele e pelos outros. (…) O Bispo de Roma é chamado a viver e confirmar neste amor por Cristo e por todos, sem distinção, limite ou barreira. E não só o Bispo de Roma: todos vocês, novos arcebispos e bispos, têm a mesma tarefa: deixar-se consumar pelo Evangelho. A tarefa de não se poupar, sair de si a serviço do santo povo fiel de Deus.”

Por fim, o Sucessor de Pedro deve confirmar na unidade. Francisco se dirigiu diretamente aos Arcebispos para falar que a presença deles nesta cerimônia é o sinal de que a comunhão da Igreja não significa uniformidade e não só, é preciso reforçar a colegialidade: “Devemos caminhar por esta estrada da sinodalidade, crescer em harmonia com o serviço do primado”. 

Na Igreja, disse o Papa, a variedade sempre se funde na harmonia da unidade, como um grande mosaico onde todos os ladrilhos concorrem para formar o único grande desígnio de Deus. “E isto deve impelir a superar sempre todo o conflito que possa ferir o corpo da Igreja. Unidos nas diferenças. Não há outra estrada católica para nos unir. Este é o espírito católico, este é o espírito cristão: unir-se nas diferenças. Este é o caminho de Jesus!” 

Como é tradição desde 1969, uma delegação do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla participou da celebração – presença que é retribuída por ocasião da Festa de Santo André, em 30 de novembro.