AMOR DE DEUS

Meu filho, que o teu amor não seja repartido, dividido, interesseiro, mas espalhado em toda a parte, com vista a Deus, desinteressado. Cristo dar-te-á o conhecimento para entenderes o mistério desta palavra. Ama todos os homens como a ti mesmo; melhor ainda, ama o teu irmão mais do que a ti próprio; não busques apenas o que te convém a ti, mas o que é útil ao teu irmão. Despreza-te a ti próprio pelo amor do teu próximo, para que Cristo seja misericordioso e faça de ti um co-herdeiro do seu amor. Guarda-te de desprezares isto. É que Deus amou-nos primeiro e entregou o seu Filho à morte por nós. «Deus amou de tal forma o mundo, que entregou por ele o seu Filho único», diz o apóstolo João, testemunha da verdade (Jo 3,16). Aquele que caminha nesta senda de amor, graças ao seu labor, chegará prontamente à morada que é o objetivo dos seus esforços. Não penses, pois, meu filho, que o homem poderá adquirir o amor de Deus, que nos é dado pela sua graça, antes de amar os seus irmãos em humanidade.

Meu filho, aplica-te com toda a tua alma em adquirir o amor dos homens, no qual e pelo qual te elevarás ao amor de Deus que é o fim de todos os fins. Vãos são todos os trabalhos que não forem realizados na caridade. Todas as boas obras e todos os labores conduzem o homem até à porta do palácio real; mas é o amor que nos faz lá morar e repousar no seio de Cristo (Jo 13,25).

Papa diz que “servir os pobres nos conduz a Jesus” e pede orações por sua viagem ao Rio

5817Na oração do Angelus da manhã deste domingo, 20, Papa Francisco pediu aos fiéis, turistas e romanos que o aclamaram na praça São Pedro que o acompanhem com as orações na viagem que fará a partir de segunda-feira, 22, ao Rio de Janeiro.
Francisco desembarcará na cidade às 16h (hora local) e participará a partir de quinta, 25, da Jornada Mundial da Juventude. Seu primeiro evento público no Rio de Janeiro será a celebração da missa de acolhida, na praia de Copacabana, às 18h.
Dezenas de milhares de pessoas ouviram suas palavras neste domingo, e em meio a elas, o Papa entreviu uma faixa com os dizeres “boa Viagem”, o que lhe deu a ocasião para pedir aos fiéis que o acompanhem “espiritualmente” nesta Jornada.
Francisco disse ainda que no Rio e em todo o mundo esta será a “Semana da Juventude” e convidou os jovens a questionar-se sobre o caminho que devem seguir em suas vidas.
“Todos os que estarão no Rio querem ouvir a voz de Jesus: Senhor, o que devo fazer de minha vida? Vocês, jovens presentes aqui na praça, façam a mesma pergunta ao Senhor”.
Antes da oração mariana, Francisco falou aos fiéis a respeito do capítulo 10 do Evangelho de São Lucas, que narra a hospitalidade oferecida pelas irmãs Marta e Maria a Jesus em Betânia.
As duas foram acolhedoras com o Senhor, mas tiveram atitudes diferentes: enquanto Maria, aos pés do Senhor, escutava a sua palavra, Marta estava ocupada com seus afazeres, agitada por muitas coisas, e foi repreendida por Jesus. Com doçura, ele lhe explicou que se alguém quer verdadeiramente segui-lo, é necessário que se torne seu discípulo, escutando-o. Do contrário, não poderá agir em conformidade com a sua palavra.
“As obras de serviço e caridade do cristão não devem jamais se separar da oração, da escuta da Palavra do Senhor, assim como o fez Maria, aos pés de Jesus, comportando-se como uma discípula. E por isso, Marta foi repreendida”.
O Papa explicou que servir e orar são dois comportamentos importantes, mas não contrapostos; devem ser vividos em unidade e harmonia.
“A oração que não gera uma ação concreta em ajuda de nossos irmãos pobres, doentes, carentes, que precisam de nós, é uma oração estéril e incompleta. Por outro lado, quando no serviço eclesial se presta mais atenção no ‘fazer’, dando mais importância às funções e estruturas, corre-se o risco de servir apenas a sim mesmo e não a Deus, presente no irmão necessitado”.
Concluindo, o Papa citou São Bento, com o seu lema “ora et labora”, e lembrou que “é da contemplação, da relação da amizade que temos com o Senhor, que nasce em nós a capacidade de viver e de ter conosco o amor de Deus, sua misericórdia e ternura para com o próximo. E a consciência de que nossa atenção com o irmão carente e nosso trabalho de caridade nas obras de misericórdia nos aproximam do Senhor”.
No final do encontro, o Papa concedeu a sua bênção e desejou aos presentes “bom domingo” e “bom almoço”.
Fonte: Rádio Vaticano

 

Estátua de frei Galvão chega a Aparecida para bênção do Papa

5818A estátua de frei Galvão, primeiro santo brasileiro, que será abençoada pelo Papa Francisco, chegou na tarde deste sábado, 20, ao seminário Bom Jesus, local onde o pontífice irá abençoar a imagem e passar a tarde após missa na quarta-feira, 24.

A imagem estava desde a última terça-feira, 16, em um ateliê em Pindamonhangaba, quando foi retirada da entrada da cidade de Guaratinguetá para passar por um processo de restauração antes de receber a benção do Papa Francisco.
A peça saiu de Pindamonhangaba por volta das 12h e percorreu 48 quilômetros até chegar ao seminário Bom Jesus. O caminhão que carregava a imagem passou por ruas de Pindamonhangaba e pela Via Dutra. O trajeto, que de carro poderia ser feito em cerca de 30 minutos, levou duas horas.
A estátua, que tem oito metros de altura e 1,6 tonelada, levou cerca de uma hora para ser posicionada no pátio do seminário. Uma corda foi amarrada ao busto da imagem e o trabalho foi feito por oito homens com a ajuda de um caminhão. A imagem foi erguida e virada antes de ser colocada no local reservado para ela.
O arcebispo de Aparecida, dom Raymundo Damasceno, acompanhou o trabalho e afirmou que a estátua deve ficar por três meses no seminário Bom Jesus.
“Aqui é uma casa temporária para a estátua justamente pela presença do Papa que não poderá ir até Guaratinguetá. Após a missa, o Papa será acolhido aqui, receberá buquês de flores e em seguida virá abençoar a imagem”, disse.
Desde 1998, quando foi esculpida pelo artista plástico Irineu Migliorini, a estátua ficava no principal acesso à cidade natal de frei Galvão. De acordo com a arquidiocese de Aparecida, a Prefeitura de Guaratinguetá assinou um decreto autorizando a retirada da peça da entrada da cidade para que após a benção a estátua seja levada para o santuário de frei Galvão, no Jardim do Vale, em Guaratinguetá. A prefeitura não definiu se o monumento será substituído por outro semelhante.
Frei Galvão
Frei Antônio de Sant’Anna Galvão, o primeiro santo nascido no Brasil, nasceu em Guaratinguetá, em 1739. Permaneceu até os 13 anos na cidade, depois foi estudar na Bahia. O frei foi ordenado sacerdote em 1762 e completou os estudos teológicos no convento de São Francisco, em São Paulo. Viveu durante 60 anos na capital, até morrer em 23 de dezembro de 1822.
A canonização dependia de o Vaticano reconhecer dois milagres. A confirmação final ocorreu em dezembro de 2006, próximo à semana do Natal, com a autenticação do segundo milagre: salvar a vida da mãe e de seu bebê há sete anos, em São Paulo, 177 anos após a morte do religioso, em 1822. Orações ao beato teriam garantido que um parto de altíssimo risco fosse bem-sucedido.
Em 1998, o frei brasileiro que curava as pessoas em vida foi beatificado e reconhecido pelo Papa João Paulo II. Para se tornar beato, foram 11 anos de estudos de cerca de 30 mil milagres avaliados. Desta enorme quantidade de graças relatadas por fiéis, cinco foram escolhidas e uma enviada para Roma.
 
Fonte: G1

Justiça nega salvo-conduto a protesto ateu

Foi negado ontem à noite pela Justiça do Rio de Janeiro um pedido de salvo-conduto para garantir o direito de manifestação de associação de ateus, – a Atea, Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos – durante a Jornada Mundial da Juventude. Ou seja, os integrantes da Atea queria uma liminar que lhes garantisse o direito de portar, por exemplo, cartazes contra o catolicismo, por exemplo, sem correr o risco de prisão pelas Forças de Segurança.
Na petição, representantes da Atea argumentaram que o general José Alberto Abreu, comandante da 1a Divisão do Exército e coordenador de defesa de área da JMJ, disse numa entrevista que “quem tentar promover qualquer mobilização no espaço sob o controle das Forças Armadas será convidado a se retirar”.
O desembargador Luciano Rinaldi justificou, assim, a decisão em seu despacho:
– A condição de ateu deve ser respeitada, porquanto a ausência de crença também está inserida no campo da liberdade de orientação religiosa, protegida pelo texto constitucional. Contudo, essa condição não garante, sob qualquer pretexto, o pretenso direito de manifestação nos locais de livre exercício dos cultos religiosos e suas liturgias, que devem ser protegidos pelo estado, conforme determinação constitucional.
Lauro Jardim – Veja

 

Programação da Feira Vocacional conduz peregrino a um Itinerário Espiritual

Palco igreja, tendas acústicas, catolic point e espaço 180°, além de confessionários, estandes vocacionais e tenda de adoração a Jesus Sacramentado. Os espaços da Feira Vocacional da Jornada Mundial da Juventude (JMJ Rio2013) prometem aos peregrinos a experiência de um itinerário espiritual no parque da Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão. A partir de terça-feira, 23, os jovens já poderão participar de toda programação disponível.
A estrutura, que já está em fase de finalização, conta com mais de 100 estandes para a apresentação dos carismas das novas comunidades, movimentos, ordens e institutos religiosos. De acordo com o diretor da Feira, padre Leonardo Lopes, neste domingo, 21, começam a ser montados os 50 confessionários onde os sacerdotes ministrarão o sacramento em diversos idiomas. É na Feira também que o Papa Francisco vai confessar cinco jovens de diferentes nacionalidades.
>> Clique aqui e confira a programação da Feira Vocacional
No local acontece ainda parte da programação do Festival da Juventude, os Atos Religiosos. Shows, formação doutrinária, espiritual e humana e ainda dinâmicas ministradas pelos expositores acontecerão nas tendas acústicas.
O itinerário espiritual contempla também outros aspectos da juventude. No Catolic Point, os peregrinos poderão dançar e divertir-se ao som de música eletrônica católica animados por DJs da Pastoral da Evangelização Noturna.
Já no Espaço 180°, os jovens poderão praticar esportes radicais. De acordo com o padre Leonardo, o projeto buscou atrair todos os jovens e não apenas os que já têm interesse vocacional. Para ele, o objetivo é tornar a Feira atraente e um espaço no qual o jovem queira estar e não apenas passar.
Na quinta-feira, 25, os peregrinos vão poder participar de um jogo de vôlei contra a seleção feminina brasileira. O jogo será à tarde, em horário ainda a ser definido.
Voluntários na Feira
Cerca de 400 voluntários vão trabalhar na Feira Vocacional. Neste sábado, 20, os jovens participaram do treinamento específico dado pelo diretor do espaço. “O treinamento foi ótimo. Os voluntários estão empolgadíssimos, super interessados”, comentou animado padre Leonardo. Ele comentou ainda que os acessos à Feira já estão sinalizados para facilitar o deslocamento dos peregrinos.

Serviço:
Feira Vocacional
Local: Quinta da Boa Vista
Metrô e Trem: Estação São Cristóvão
De 23 a 26 de julho

Menino britânico de 8 anos é expulso de colégio e enviado a psicólogo por desenhar Jesus Cristo na cruz.

dibujo-jesus-222x300Por Alerta Digital | Tradução: Fratres in Unum.com – Um pai do Reino Unido está indignado depois que seu filho, de 8 anos, foi enviado pela escola de volta pra casa para que fosse submetido a uma avaliação psicológica após desenhar a figura de Jesus Cristo na Cruz.

O pai afirma que recebeu uma chamada, no início deste mês, da escola pública primária de Maxham, que o informava que seu filho havia criado um desenho violento. A imagem em questão representava um Jesus crucificado com um “x” que cobria seus lhos, para indicar que havia morrido na cruz. O menino também escreveu seu nome sobre a cruz, na placa do I.N.R.I, como se fosse uma assinatura.

O menino fez o desenho na sala de aula depois que o professor pediu aos alunos que pintassem algo que lhes recordava o Natal.

“Creio que o que ocorreu é que, por colocar o “x” nos olhos de Jesus, o professor se assustou e pensou que era uma imagem violenta”, afirma o pai, ainda sem acreditar. “O fizeram sair da escola antes de todo mundo e me recomendaram um psiquiatra para fazer nele uma avaliação”. A escola, de fato, exigia esta avaliação antes que o menino pudesse regressar às aulas, afirmou o pai.

O menino está tão traumatizado com o incidente que foi necessário trocá-lo de escola.

“Eu vejo lá no fundo aquela faixa onde está escrito ‘Boa Viagem!’”.

1005749_436655993109120_1146527711_nAssim, o Papa Francisco dirigiu-se à multidão reunida na Praça São Pedro – após recitar a Oração mariana do Angelus neste domingo -, para introduzir o tema da Jornada Mundial da Juventude, pedindo a todos que acompanhem espiritualmente, com orações, a JMJ e sua peregrinação:

“Lá estarão tantos jovens, de todas as partes do mundo. E eu acho que esta poderia se chamar a Semana da Juventude: sim, a Semana da Juventude! Os protagonistas desta semana serão os jovens. Todos aqueles que irão ao Rio querem escutar a voz de Jesus, escutar Jesus: “Senhor, o que devo fazer com minha vida? Qual é o caminho para mim?”. Também vocês – não sei se tem jovens hoje aqui na Praça: tem jovens? Aí estão: também vocês, jovens, que estão na Praça, façam a mesma pergunta ao Senhor: ‘Senhor Jesus, o que devo fazer da minha vida? Qual o caminho para mim?’. Confiemos à intercessão da Beata Virgem Maria, tão amada e venerada no Brasil, esta pergunta: a pergunta que farão os jovens lá e esta que vocês farão aqui, hoje.

E que Nossa Senhora nos ajude nesta nova etapa da peregrinação.

A todos desejo um bom domingo! Bom almoço. Arrivederci!”

Templários: fé, prudência e bravura ensinadas por São Bernardo de Claraval

O grande paladino de Nossa Senhora, São Bernardo abade de Claraval, falou sobre a vida que devem levar aqueles que combatem por Jesus Cristo, com estas palavras:

“Quando se aproxima a hora do combate, armam-se de fé os cavaleiros, abrem-se a Deus em sua alma e cobrem-se, por fora, de ferro, não de ouro, a fim de que assim sejam bem apercebidos de armas, não adornados com jóias, infundam medo e pavor aos seus inimigos, sem excitar sua cobiça.”

Aqui a gente vê a prudência do santo. No tempo da guerra medieval muitos cavaleiros tomados por um certo mundanismo que invadia o ambiente da Cavalaria, gostavam de se apresentar com couraças de ouro ou prata, recamadas de pedras preciosas.

Agora, acontece que o ouro e a prata oferecem ao adversário um obstáculo muito menos forte do que o ferro.

Por outro lado, quando os maometanos viam uma couraça de ouro e de prata reluzente de pedras preciosas, o gênio comercial fazia com que houvesse o desejo de apreender aquilo que ingenuamente estava rutilando de objetos dignos de cobiça.

Então, São Bernardo entra argutamente no assunto e diz: para quem combate seriamente por Jesus Cristo, nada de mundanismo, nada de couraças que atraem o ódio do adversário, atraem a cobiça do adversário e não lhe metem medo.

Nós precisamos ter couraças que metam medo e não atraiam a cobiça. Quer dizer, é um modo de apresentar onde se apalpa a prudência do santo.

“É preciso ter cavalos fortes e velozes, não formosos e bem ajaezados”.

A outra ideia é lembrar exatamente que o cavalo bonito em batalha não serve; e é preciso ter cavalos fortes e velozes também.

Cavalo veloz serve para ir para a frente, mas para trás também.

Mas a questão é que quando é preciso recuar, na hora de recuar, é preciso recuar.

E se há um momento em que a virtude da prudência manda fugir, é preciso saber fugir.

O cavalo veloz é muito bom para o ataque, porque o impacto da lança do adversário está em razão da velocidade do cavalo.

Mas, por outro lado, o cavalo veloz é muito bom na hora da fuga e a gente vê que São Bernardo estima o cavalo para os dois efeitos. Então, ele dá essa recomendação absolutamente pertinente.

Ele continua:

“pois o verdadeiro cavaleiro pensa mais em vencer do que em fazer proezas”.

Como isto é bem achado!

A proeza não adianta de nada, o que adianta é vitória.

O que o cavaleiro quer é esmagar o inimigo e implantar o Reino de Maria.

Se um tal processo, ou tal outro processo dá mais resultado mais vistoso ou menos, pouco importa. O que é preciso é alcançar o resultado.

“e os cavaleiros mundanos precisamente o que desejam é causar admiração e pasmo e não causar medo”.

Ora, diz ele, o que é preciso para um cavaleiro católico é causar turbação e medo.

Depois ele continua:

“Mostrando-se em tudo verdadeiros israelitas, que se adiantam ao combate pacífica e sossegadamente; mas apenas o clarim dá o sinal do ataque, deixando subitamente sua natural benignidade, parecem gritar com o salmista: Não temos odiado, Senhor, aos que te aborrecem? Não temos consumido de dor, ao ver a conduta de teus inimigos?”

Quer dizer, o exército católico marcha calmo e tranquilo em direção ao adversário. Quando chega perto, exclama: Senhor, não é verdade que odiamos o teu adversário? E começa então uma batalha que ninguém agüenta, que ninguém é capaz de deter, uma investida que ninguém é capaz de deter.

O contraste é magnífico: calma, fleuma, reflexão, e depois, em determinado momento, o ataque furioso. Esse ataque só o homem refletido faz; o homem irrefletido não faz.

É toda uma apologia da reflexão dirigindo todas as coisas, ou seja, da sabedoria dirigindo todas as coisas.

(Fonte: Plinio Corrêa de Oliveira, 3.12.66, sem revisão do autor).

O que é o Exorcismo?

O termo exorcismo (em grego: exorkismós, “ato de fazer jurar”, em latim: exorcismu) designa o ritual executado por uma pessoa devidamente autorizada para expulsar espíritos malignos (ou demónios) de outra pessoa que acredite estar num estado de possessão demoníaca. Pode também designar o ato de expulsar demônios por intermédio de rezas e esconjuros (imprecações). O termo se tornou proeminente no início do cristianismo, no século II, com o início das expulsões de demônios.1 No entanto, a prática é bastante antiga e faz parte do sistema de crença de muitas culturas e religiões.

No ritual católico do exorcismo, os padres não devem por princípio acreditar prontamente que uma pessoa se encontra sobre possessão demoníaca e apenas os bispos, podem autorizar um sacerdote a fazer exorcismos.
No ritual do exorcismo e depois de invocar a sua segurança e de todos aqueles que o assistem, o padre condena o(s) demónio(s) a não ter poderes sobre qualquer um dos presentes perante o possesso que deve encontrar-se amarrado de forma a prevenir qualquer tentativa de agressão.
Essa segurança pode ser conseguida também com alguns desenhos, usados para aprisionar e nulificar os poderes dos demônios, esses desenhos são pantáculos do Grimório conhecido como A Chave de Salomão (Clavicula Salomonis).
Segundo alguns relatos deste ritual, os “demônios” respondem com mentiras às numerosas perguntas do sacerdote sobre questões várias que incluem a identidade do “demónio” e/ou a razão da possessão. Apesar da resistência do(s) demónio(s), o padre exorta-os a irem embora do corpo do possesso um prolongado período de tempo e com imensa insistência até que, por invocação do Nome de Deus, de Cristo Jesus e todos os anjos, ao fim de algumas horas consideradas extenuantes de invocações e de oração, poderá acontecer que o possesso seja libertado do domínio demoníaco e considerado “curado”. Outras vezes essa situação pode ser revertida e a possessão volta a atormentar o paciente que muitas vezes também procura alívio em tratamentos psiquiátricos.

Um dos atos de exorcismo mais conhecidos foi o de Anneliese Michel, uma jovem alemã que, segundo relatos da própria, foi possuída por uma legião de demônios.

Orações repetidas pode ou não pode?

Pergunta feita referente a Mateus 6,7-8 e as “vãs repetições”.

Resposta:
O versículo em questão traz o seguinte, segundo a tradução da Bíblia de Jerusalém: Nas vossas orações não useis de vãs repetições, como os gentios, porque imaginam que é pelo palavreado excessivo que serão ouvidos. Não sejais como eles, porque vosso Pai sabe do que tendes necessidade antes de lho pedirdes. Em seguida, Jesus ensina o Pai-Nosso.

Quem dera se as pessoas deste mundo ao invés de repetir os mesmos pecados, repetissem orações. Na verdade, a chave para entender esta passagem não está na palavra repetições, mas na palavra vãs. A oração do terço se baseia na repetição de Ave-Maria e Pai-Nosso, mas jamais tais orações serão vãs, ou seja, despropositadas e orgulhosas, se devidamente proferidas. Logo após essas palavras, Jesus ensina o Pai-Nosso, dizendo: portanto, orai desta maneira. Tal exemplo de oração foi absorvido pelo povo que a escutou e, sem dúvida alguma, repetida diversas vezes, ao longo de toda uma vida e ao longo de toda a vida da Igreja Cristã. Jesus queria, com estas palavras, alertar mais uma vez o povo contra os que pretendiam atrair a atenção dos homens, em detrimento a Deus. São os fariseus, que gostavam de alardear sobre suas virtudes de oração e jejum, enquanto tinham no coração uma piedade falsa. Na devoção judaica, a oração de súplica era muito importante e os discípulos de Jesus são exortados a não confundir quantidade com qualidade. Como Pai amoroso, Deus conhece as necessidades de seus filhos antes mesmo que eles façam seus pedidos, mas ele quer que eles peçam com fé e confiança. Na súplica, mais do que informar Deus de alguma situação, expressamos nossa dependência e nossa fé. Portanto, não há porque considerar como vãs o Pai-Nosso ou a Ave-Maria somente porque são repetidas. O que Deus enxerga é a postura do coração ao recitá-las, e não a postura do ego de quem repete.

São Paulo nos diz para orar sem cessar (cf. 1Ts 5,17) e que nós oremos sempre e por tudo (Ef 5,20). Como, então, fazer isso? Segundo algumas versões, foi praticando exatamente este orai sem cessar que nasceu o terço. Nos mosteiros antigos praticava-se a leitura de todos os salmos, todos, ao longo de um dia inteiro. Assim os monges poderiam orar sem cessar. Qualquer oração que seja, dita com piedade, perseverança, amor e fervor, será bem aceita, seja ela repetida ou não, porque não será vã. Entendeu?

Vejamos, também, que, em comparação, muitas igrejas protestantes que possuem um ritual litúrgico, como os luteranos, anglicanos, metodistas, e alguns presbiterianos, possuem livros de orações, repetidas à semelhança dos católicos, como o Credo Niceno entre outros. Inclusive existem luteranos que rezam um terço adaptado, também, as expressões de louvor, repetidas à exaustão, de quase todos os protestantes neopentecostais (Aleluia! Glórias a ti, Senhor!, etc). Não creio que eles, que gritam sem cessar tais expressões, consideram isto como vã repetição. Outro exemplo de repetição de uma oração está no Salmo 136. Leia e conte quantas vezes aparece o verso porque o seu amor é para sempre, Jesus Fazia Oraçoes repetidas em Mateus 26,44: ¨Deixou-os e foi orar pela terceira vez, dizendo as mesmas palavras¨. Estaria Jesus contradizendo-se? Claro que não!! O que desagrada a Deus não é a repetição da oração, mas como ela é feita.

Enfim, podemos concluir que uma leitura rápida e literal da Bíblia pode levar a desfechos indesejados. Por esse e outros motivos que São Pedro nos alertou em (II Pedro 1,20) dizendo: Antes de mais nada, sabei que nenhuma profecia da Escritura provém de interpretação particular(…), não é uma vã repetição rezar o terço, não é uma vã repetição rezar o Pai-Nosso, não é vã a repetição que se faz de coração aberto, sincero e piedoso.

Para terminar, deixo uma exortação de São João Crisóstomo: Nada se compara em valor à oração; ela torna possível o que é impossível, fácil o que é difícil. É impossível que caia em pecado o homem que reza.

Pax