ANGELUS COM O PAPA FRANCISCO 29/09

“Se perdermos a memória de Deus também nós perdemos a consistência”

“Ai dos despreocupados de Sião e daqueles que se consideram tranquilos, … deitados em leitos de marfim” (Am 6,1.4 ), comem, bebem, cantam, se divertem e não se preocupam com os problemas das outras pessoas. Estas palavras do profeta Amós são duras, mas chamam a atenção sobre um perigo que todos nós corremos. O que é que este mensageiro de Deus denuncia, o que é que coloca diante dos olhos de seus contemporâneos e até mesmo diante de nossos olhos hoje? O risco do conforto, da comodidade, da mundanidade na vida e no coração, de colocar no centro da nossa vida o nosso bem-estar. É a mesma experiência do rico do Evangelho, que vestia roupas de luxo e todos os dias se dava abundantes banquetes; isto era importante para ele. E o pobre que estava à sua porta e não tinha nada para matar a fome? Não era problema dele, não lhe dizia respeito. Se as coisas, o dinheiro, a mundanidade se tornam o centro da vida, elas nos prendem, nos possuem e nós perdemos a nossa própria identidade de homens: olhem bem, o rico do Evangelho não tem nome, é simplesmente “um rico”. As coisas, o que possui, são o seu rosto, não tem outros.

Mas tentemos perguntar-nos: por que é que isso acontece? Como é possível que os homens, talvez também nós, caiamos no perigo de encerrar-nos, de colocar a nossa segurança nas coisas, que no final das contas nos roubam o rosto, o nosso rosto humano? Isso acontece quando perdemos a memória de Deus. ” Ai dos despreocupados de Sião”, dizia o profeta. Se não há memória de Deus, tudo fica nivelado, tudo vai para o ego, para o meu bem-estar. A vida, o mundo, os outros, perdem a consistência, não contam para nada, tudo se reduz a uma única dimensão: o ter. Se perdemos a memória de Deus, até nós mesmos perdemos consistência, até nós nos esvaziamos, perdemos o nosso rosto como o rico do Evangelho! Quem corre atrás do nada torna-se ele mesmo um nada – diz outro grande profeta, Jeremias (cf. Jer 2,5 ) . Nós somos feitos à imagem e semelhança de Deus, não à imagem e semelhança das coisas, dos ídolos!

2 . Agora, olhando para vocês, me pergunto: quem é o catequista? É aquele que protege e nutre a memória de Deus; a guarda em si mesmo e sabe despertá-la nos outros. É bonito isso: fazer memória de Deus, como Nossa Senhora que, diante da ação maravilhosa de Deus na sua vida, não pensa na honra, no prestígio, nas riquezas, não se fecha em si mesma. Pelo contrário, depois de ter acolhido o anúncio do Anjo e de ter concebido o Filho de Deus, o que faz? Vai, visita à anciã parente Isabel, também grávida, para ajudá-la; e no encontro com ela o seu primeiro ato é a memória do atuar de Deus, da fidelidade de Deus na sua vida, na história do seu povo, na nossa história: “A minha alma engrandece ao Senhor … pois olhou para a humildade da sua serva… de geração em geração a sua misericórdia ” (Lc 1,46.48.50 ) . Maria tem memória de Deus.

Neste cântico de Maria tem também a memória da sua história pessoal, a história de Deus com ela, a sua própria experiência de fé. E assim é para cada um de nós, para cada cristão: a fé contém precisamente a memória da história de Deus conosco, a memória do encontro com Deus, que se move primeiro, que cria e salva, que nos transforma; a fé é memória da sua Palavra que aquece o coração, das suas ações de salvação com que nos dá vida, nos purifica, nos cura, nos alimenta. O catequista é precisamente um cristão que coloca esta memória ao serviço do anúncio; não para se mostrar, não para falar de si, mas para falar de Deus, do seu amor, da sua fidelidade. Falar e transmitir tudo o que Deus revelou, ou seja, a doutrina na sua totalidade, sem tirar ou acrescentar.

São Paulo aconselha especialmente ao seu discípulo e colaborador Timóteo uma coisa: “lembra-te, lembra-te de Jesus Cristo, ressuscitado dentre os mortos, que eu anuncio e pelo qual sofro (cf. 2 Tm 2, 8-9). Mas o apóstolo pode dizer isso porque ele se lembrou primeiro de Cristo, que o chamou quando era um perseguidor dos cristãos, o tocou e transformou com a sua Graça.

O catequista, então, é um cristão que carrega consigo a memória de Deus, se deixa guiar pela memória de Deus em toda a sua vida, e sabe como despertá-la no coração dos outros. Isso é exigente! Compromete toda a vida! O que é o mesmo Catecismo, senão memória de Deus, memória da sua ação na história, do seu ter-se feito próximo em Cristo, presente na sua Palavra, nos Sacramentos, na sua Igreja, no seu amor? Caros catequistas, pergunto-lhes: nós somos memória de Deus? Somos realmente como sentinelas que despertam nos outros a memória de Deus, que aquece o coração?

3. ““Ai dos despreocupados de Sião”, diz o profeta. Qual o caminho a ser seguido para não virar pessoas “despreocupadas”, que colocam a sua segurança em si mesmas e nas coisas, mas homens e mulheres da memória de Deus? Na segunda leitura, São Paulo, escrevendo a Timóteo, dá algumas indicações que podem marcar também a trajetória do catequista, o nosso caminho: seguir a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão (cf. 1 Tm 6 , 11) .

O catequista é homem da memória de Deus se tiver um relacionamento constante, vital com Ele e com os outros; se for homem de fé, que confia realmente em Deus e coloca Nele a sua segurança; se for homem de caridade, de amor, que vê a todos como irmãos; se for homem de “hypomoné”, de paciência, de perseverança, que sabe lidar com as dificuldades, provações, fracassos, com serenidade e esperança no Senhor; se for homem manso, capaz de compreensão e de misericórdia.

Peçamos ao Senhor para sermos todos homens e mulheres que guardem e alimentem a memória de Deus na própria vida e saibam despertá-la no coração dos outros. Amén.

DESTRUINDO A SOLA SCRIPTURA, CRIADA POR LUTERO, O PAI DO PROTESTANTISMO

Ao lado da doutrina da Sola Fides (justificação apenas pela fé), existe uma outra doutrina sobre a qual o Protestantismo está edificado, erguendo-o o derrubando-o: trata-se da Sola Scriptura. Esta frase latina pode ser traduzida como “somente as Escrituras”, significando “somente a Bíblia basta”. O que os protestantes querem demonstrar pela Sola Scriptura é que a Bíblia, e apenas ela, é a única autoridade infalível para a fé de uma pessoa. Qualquer coisa só pode ser aceita se estiver prevista na Bíblia; o que não estiver lá, não pode ser aceito como verdadeiro e, também, não pode ser tido como obrigatório. Qualquer coisa que não é encontrada na Bíblia é rotulada como “tradição” e é totalmente rejeitada, como se lê – aparentemente – em Mateus 15.

É lógico que, dependendo da denominação protestante avaliada, a definição de Sola Scriptura pode variar. Mas, basicamente, é nisto que todas as maiores denominações protestantes acreditam. Porém, existem vários pontos em que a crença na doutrina de que “somente a Bíblia basta” acaba falhando. Se a Sola Scriptura é uma doutrina verdadeira, então: O cânon da Bíblia (lista dos livros inspirados) deveria estar na Bíblia. Cada livro da Bíblia deveria se auto-autenticar. Os judeus deveriam acreditar na Sola Scriptura. A própria Bíblia deveria ensinar a Sola Scriptura. Os primeiros cristãos deveriam ter professado a Sola Scriptura.

Os analfabetos não poderiam obter a salvação. As Escrituras deveriam se auto-explicar. Jesus deveria ter ensinado essa doutrina. A Bíblia deveria ser auto-suficiente. Contudo, nenhum dos quesitos acima é verdadeiro. Vamos explicar alguns desses quesitos de forma bem breve: Se o cânon da Bíblia estivesse incluso nas Escrituras, então nós teríamos que encontrar uma tabela inspirada do conteúdo da Bíblia. Porém, esse não é o caso. E mesmo que existisse, nós teríamos que ter a certeza de que o conteúdo dessa tabela era realmente inspirado e que os escritos realmente eram aqueles que diriam ser. Além disso, já que a Sola Scriptura declara que a Bíblia é a única autoridade infalível, nós não poderíamos aceitar qualquer outra autoridade além da própria Escritura para nos dizer quais livros pertenceriam à Bíblia.

Por conseguinte, tal doutrina é auto-refutável. É justamente por causa desse problema que alguns protestantes afirmam que os livros da Bíblia são auto-autenticáveis, isto é, pela simples leitura nos convence que pertencem à Bíblia. Ora, isto não funciona porque não podemos basear o cânon da Bíblia num simples “sentimento pessoal”, já que nem todas as pessoas que crêem em Jesus possuem o mesmo cânon bíblico: o cânon protestante é diferente do cânon católico e ortodoxo; os mórmons e algumas outras denominações protestantes acrescentam seus próprios livros à Bíblia, da mesma forma que fizeram os primeiríssimos cristãos e também os judeus, que não concordavam sobre quais livros eram inspirados. Para um estudo mais aprofundado sobre este assunto, auxiliam os livros de Mark P. Shea (“Sob qual autoridade?” – “By What Authority?”) e Henry Graham (“De Onde nos Veio a Bíblia” – “Where we Got the Bible”). Os judeus não acreditavam na religião que estava fundada ou determinada por uma mera coleção de livros inspirados.

Os sacerdotes e sumo-sacerdotes eram os professores da Lei, e os judeus acreditavam em várias coisas que não estavam incluídas no Antigo Testamento. De fato, se os judeus apenas seguissem o Antigo Testamento, eles não poderiam ter uma religião tão rica em tradição como ainda possuem.

Dia do Catequista na Praça de São Pedro: O catequista é aquele que guarda e alimenta a memória de Deus

Hoje Jornada do Catequista, o Papa Francisco presidiu à missa na Praça de São de São Pedro para cerca de dois mil catequistas vindos de várias partes do mundo em peregrinação à Sé de Pedro e para tomar parte no Congresso Internacional da Catequese, realizado nos últimos três dias em Roma, no âmbito do ano da Fé. Com o Santo Padre concelebraram numerosos bispos e padres da igreja universal, entre os quais D. Salvatore Fisichella, Presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização.

Na sua homilia o Papa deixou-se inspirar pelas palavras do Profeta Amós que diz: “Ai dos que vivem comodamente (…) e não se preocupam dos outros”. Palavras duras – disse o Papa – mas que nos chamam a atenção para o perigo que todos corremos. O perigo de termos como centro de tudo apenas o nosso bem-estar, sem nos preocuparmos com os outros, com os pobres; o perigo de – tal como o rico citado no Evangelho – perdermos a nossa identidade de pessoa, o nosso rosto humano, e de termos como rosto e como identidade apenas os nossos haveres.

Mas porque é que acontece isto, perguntou o Papa, respondendo que isto acontece quando perdemos a memória de Deus:
“Se falta a memória de Deus, tudo se nivela pelo eu, pelo meu bem-estar. A vida, o mundo, os outros perdem consistência, já não contam para nada, tudo se reduz a uma única dimensão: o ter. Se perdemos a memória de Deus, também nós mesmos perdemos consistência, também nós nos esvaziamos, perdemos o nosso rosto, como o rico do Evangelho! Quem corre atrás do nada, torna-se ele próprio nulidade – diz outro grande profeta, Jeremias. Estamos feitos à imagem e semelhança de Deus, não das coisas, nem dos ídolos!”

E lançando o olhar à extensa Praça de São Pedro, repleta de catequistas (entre os outros fiéis) o Papa perguntou-se:
“Quem é o catequista”? É aquele que guarda a alimenta a memória de Deus; guarda-a em si mesmo e sabe despertá-lo nos outros. É belo isto!”

É belo isto, prosseguiu o Papa, referindo-se a Nossa Senhora que, depois de ter recebido o anuncio do Anjo de que ia ser a mãe de Jesus, soube, de forma humilde e cheia de fé, fazer memória de Deus.

A fé contém a memória de Deus, da história de Deus connosco, do Deus que toma a iniciativa de salvar o homem – continuou o Papa, afirmando que “o catequista é precisamente um cristão que põe esta memória ao serviço do anuncio: não para dar nas vistas, nem para falar de si, mas para falar de Deus, do seu amor, da sua fidelidade.”

Uma tarefa não fácil, a de guardar memória de Deus e despertá-lo na no coração dos outros, pois que isto compromete a vida toda –continuou o Papa, recordando que o próprio Catecismo não é senão memória de Deus, memória da sua acção na História, presença de Cristo na sua Palavra… e aqui o Papa dirigiu-se directamente aos catequistas:

“Amados catequistas pergunto-vos: Somos memória de Deus? Procedemos verdadeiramente como sentinelas que despertam nos outros a memória de Deus, que inflama o coração (…)? Que estrada seguir para não sermos pessoas “que vivem comodamente”, que põem a sua segurança em si mesmos e nas coisas, mas homens e mulheres da memória de Deus?”

Como resposta o Papa sugeriu as indicações dadas por São Paulo na sua carta a Timóteo e que podem caracterizar também o caminho do catequista, isto é: procurar a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão. E rematou:

“O catequista é pessoa da memória de Deus, se tem uma relação constante, vital com Ele e com o próximo; se é pessoa de fé, que confia verdadeiramente em Deus e põe n’Ele a sua segurança; se é pessoa de caridade, de amor, que vê a todos como irmãos; se é “hypomoné”, pessoa de paciência e perseverança, que sabe enfrentar as dificuldades, as provas, os insucessos, com serenidade e esperança no Senhor; se é pessoa gentil, capaz de compreensão e de misericórdia”

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No final da missa, e antes da oração mariana do Angelus, o Papa agradeceu todos, especialmente os catequistas vindos de tantas partes do mundo e dirigiu uma saudação particular a Sua Beatitude Youhanna X, Patriarca greco-ortodoxo de Antioquia de todo o Oriente, definindo-o irmão e dizendo que a sua presença nos convida a rezar mais uma vez para a paz na Síria e no Médio Oriente…

Saudou, entre outros, também um grupo de peregrinos de Assis vindos a Roma a cavalo, os peregrinos da Nicarágua, país que celebra o centenário da fundação canónica da Província eclesiástica… e concluiu recordando que sábado foi proclamado Beato na Croácia, Mirislav Bulevisic, sacerdote, morto como mártir em 1947.

E no meio meio dum tripudio de bandeirinhas amarelas e brancas, cartazes com frases saudando o Papa, rostos sorridentes e num pano de fundo de cânticos, o Papa foi dando a mão, saudando prelados, padres, catequistas, fieis… primeiro a pé e depois no automóvel papal até à Via da Concilição cheinha de gentes de mãos no ar a acená-lo e sauda-lo com gritos de alegria…

 

Via Comunidade Shalom

Neto de Billy Graham diz que casos de abusos sexuais entre evangélicos são piores que católicos

Os casos de abusos sexuais em igrejas evangélicas são piores do que os registrados na Igreja Católica. Essa é a opinião de Boz Tchividjian, neto do evangelista Billy Graham e professor de direito na Liberty University.

Boz tem desenvolvido uma investigação sobre abusos sexuais juntamente com a universidade onde leciona, e afirmou que, numa comparação direta com os católicos, o quadro é alarmante: “Eu acho que estamos piores”.

Segundo ele, muitos líderes evangélicos “sacrificaram almas” de jovens vítimas de abusos sexuais, em escândalos que seriam ocultados deliberadamente.

“Protestantes podem ser muito arrogante quando apontam para os católicos”, disse na entrevista coletiva.

O neto de Billy Graham tem atuado à frente da Godly Response to Abuse in the Christian Environment (GRACE), entidade que combate a prática e presta assistência às vítimas de abusos sexuais no meio cristão.

Segundo relatório da GRACE, muitos casos de abusos acontecem em agências missionárias, que ocultam os casos trazendo os responsáveis de volta para seus países a fim de silenciar as críticas.

A cultura evangélica de independência em relação às demais denominações, e a ameaça de punição a fiéis por prática de fofoca é o que impede as denúncias contra os abusadores, constatou Boz.

Por Tiago Chagas, para o Gospel+

Santos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael

arcanjos-com-jesus-web-siteCom alegria, comemoramos a festa de três Arcanjos neste dia: Miguel, Gabriel e Rafael. A Igreja Católica, guiada pelo Espírito Santo, herdou do Antigo Testamento a devoção a estes amigos, protetores e intercessores que do Céu vêm em nosso socorro pois, como São Paulo, vivemos num constante bom combate. A palavra “Arcanjo” significa “Anjo principal”. E a palavra “Anjo”, por sua vez, significa “mensageiro”.

São Miguel
O nome do Arcanjo Miguel possui um revelador significado em hebraico:“Quem como Deus”. Segundo a Bíblia, ele é um dos sete espíritos assistentes ao Trono do Altíssimo, portanto, um dos grandes príncipes do Céu e ministro de Deus. No Antigo Testamento o profeta Daniel chama São Miguel de príncipe protetor dos judeus, enquanto que, no Novo Testamento ele é o protetor dos filhos de Deus e de sua Igreja, já que até a segunda vinda do Senhor estaremos em luta espiritual contra os vencidos, que querem nos fazer perdedores também. “Houve então um combate no Céu: Miguel e seus anjos combateram contra o dragão. Também o dragão combateu, junto com seus anjos, mas não conseguiu vencer e não se encontrou mais lugar para eles no Céu”. (Apocalipse 12,7-8)

São Gabriel
O nome deste Arcanjo, citado duas vezes nas profecias de Daniel, significa “Força de Deus” ou “Deus é a minha proteção”. É muito conhecido devido a sua singular missão de mensageiro, uma vez que foi ele quem anunciou o nascimento de João Batista e, principalmente, anunciou o maior fato histórico: “No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré… O anjo veio à presença de Maria e disse-lhe: ‘Alegra-te, ó tu que tens o favor de Deus’…” a partir daí, São Lucas narra no primeiro capítulo do seu Evangelho como se deu a Encarnação.

São Rafael
Um dos sete espíritos que assistem ao Trono de Deus. Rafael aparece no Antigo Testamento no livro de Tobit. Este arcanjo de nome “Deus curou” ou “Medicina de Deus”, restituiu à vista do piedoso Tobit e nos demonstra que a sua presença, bem como a de Miguel e Gabriel, é discreta, porém, amiga e importante. “Tobias foi à procura de alguém que o pudesse acompanhar e conhecesse bem o caminho. Ao sair, encontrou o anjo Rafael, em pé diante dele, mas não suspeitou que fosse um anjo de Deus” (Tob 5,4).

São Miguel, São Gabriel e São Rafael, rogai por nós!

Não se pode ser católico e umbandista ao mesmo tempo

O Cardeal de Caracas, Dom Jorge Urosa, ressaltou em um sermão a incompatibilidade entre o catolicismo e a umbanda.

Desnecessário dizer que aqui no Brasil também é necessário lembrar com frequência que esses sincretismos não são possíveis. Alguns bispos têm procurado distanciar as lavagens de igrejas de qualquer atividade religiosa católica.

Segue transcrição das palavras do Cardeal Urosa:

Não podemos ser umbandistas e católicos. Talvez pessoas com uma fé débil queiram iludi-los dizendo que sim, que se pode ser umbandista e católico. Não senhor. Pão, pão; queijo, queijo. Todo mundo entende isso, certo? Pois bem, a umbanda é uma religião totalmente diferente da religião católica.

Se alguém quiser seguir a Jesus Cristo não pode estar acreditando nos orixás, nos babalaôs, etc.(…)
Nossa religião cristã se baseia na pessoa histórica de Jesus Cristo, o Nazareno Divino, que morreu por nós na cruz e ressuscitou. E é precisamente o único, o único, em cujo nome podemos obter o perdão dos pecados e a salvação.

Não podemos ter dois deuses, entendem? Um deus aqui e outro acolá. Não. Um só Deus. E este é o Deus Uno e Trino, Pai, Filho e Espírito Santo. E Jesus Cristo neste ponto é muito, muito firme. Não podemos acreditar, não podemos seguir a Deus e a outros deuses. Vocês entendem? De modo que é muito importante.

Eu respeito muito as pessoas que têm outra religião. Mas se têm outra religião não podem ser católicos. E se nós somos católicos não podemos estar seguindo uma religião diferente. Como não podemos, por exemplo (…) acreditar no espiritismo, nem podemos ser católicos e protestantes ao mesmo tempo. Não é mesmo? Bom.

Não é possível ser católico e umbandista ao mesmo tempo. E se temos uma grande religião, formosa, bela, extraordinária; de salvação, de afirmação da vida, de amor eterno que o Senhor quer nos comunicar, não podemos, portanto, seguir uma religião diferente. Eu creio que isso é extremamente importante.

PS. Houve protesto por parte dos umbandistas, que se puseram como vítimas de incitamento ao ódio. A Arquidiocese soltou uma nota de esclarecimento dizendo que não se ofendeu ninguém e sustentando a incompatibilidade entre as duas religiões.

São Francisco de Assis e o «lugar ricamente adornado» onde se deve conservar a Eucaristia

Assim pensava São Francisco, o poverello de Assis. Ele passou toda a sua vida como um pobre entre os pobres, mas, quando falava de Jesus eucarístico, condenava o desprezo e o pouco caso com que muitos celebravam os santos mistérios. Em uma carta aos sacerdotes, Francisco pedia a eles que considerassem dentro de si “como são vis os cálices, os corporais e panos em que é sacrificado” muitas vezes nosso Senhor. E insistia: “Onde quer que o Santíssimo Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo for conservado de modo inconveniente ou simplesmente deixado em alguma parte, que o tirem dali para colocá-lo e encerrá-lo num lugar ricamente ordenado” [Carta 2 aos clérigos].

Eis aí o verdadeiro franciscanismo, expresso com clareza – e sem ideologias – nas palavras do próprio São Francisco de Assis. Que diferença entre isto e o mau gosto que tantas vezes vemos nos dias de hoje! Distorcendo a memória do grande santo, muitas pessoas hoje acham que para Deus “qualquer coisa” está bom – ou, pior ainda, que para Deus quanto menos “ostentação” melhor…

Aquela «Carta 2 aos clérigos» termina com palavras ainda mais duras. Depois de dizer que o mesmo cuidado se deve ter com o SSmo. Nome do Senhor escrito, termina São Francisco:

E sabemos que temos que observar todas essas coisas acima de tudo, de acordo com os preceitos do Senhor e as constituições da santa mãe Igreja. E quem não fizer isso, saiba que deverá prestar contas no dia do juízo (cfr. Mt 12,36) diante de nosso Senhor Jesus Cristo.

Os sedizentes seguidores de S. Francisco deveriam meditar com atenção nestas palavras! Deveriam procurar conhecer o verdadeiro São Francisco de Assis, e não as versões deturpadas dele que hoje circulam por aí. Se forem negligentes em cuidar das coisas de Deus – diz S. Francisco – prestarão contas no Dia do Juízo. A seriedade dessas palavras é muito grande para ser ignorada. Os verdadeiros ensinamentos franciscanos sobre a Sagrada Liturgia são muito católicos para os deixarmos ocultos sob o desastre litúrgico dos nossos dias, levado diligentemente a cabo por muitos “devotos” de São Francisco.

Não existe nenhuma contradição entre a pobreza dos cristãos – mormente dos ministros de Deus – e a riqueza dos templos sagrados. Quem o afirma com todas as letras é o próprio Esposo da Pobreza. Querem seguir São Francisco de Assis? Sigam-no integralmente, sem fazer revisionismo da sua história e sem assumir atitudes tresloucadas que o santo jamais aprovaria! Ou por acaso os modernos pretendem entender mais da pobreza evangélica do que o próprio poverello d’Assisi?

Fonte: www.deuslovult.org