Ano novo, tempo de mudanças

Deus quer nos dar um tempo novo, tempo de graça, de restauração e reconciliação com nós mesmos, com os irmãos, com a nossa família, sobretudo, com Deus.

Neste fim de ano, procure fazer um bom exame de consciência; limpe o seu coração diante do Senhor e daqueles que convivem com você. Se for preciso, peça-lhes perdão e não deixe de se confessar com um sacerdote para que possa se abrir para a grande graça que o Senhor tem para você neste novo tempo que se aproxima.

Que Deus possa passar pelas nossas vidas neste ano que está se findando e neste novo ano que está começando.

Feliz 2014! Que Deus abençoe todos vocês!

Seu irmão,

Monsenhor Jonas Abib

SANTO ANTONIO DE SANT’ANNA GALVÃO

O brasileiro Antônio de Sant’Anna Galvão nasceu em 1739, em Guaratinguetá, São Paulo. Seu pai era Antônio Galvão de França, capitão-mor da província e terciário franciscano. Sua mãe era Isabel Leite de Barros, filha de fazendeiros de Pindamonhangaba. O casal teve onze filhos. Eram cristãos caridosos, exemplares e transmitiram esse legado ao filho.

Quando tinha treze anos, Antônio foi enviado para estudar com os jesuítas, ao lado do irmão José, que já estava no Seminário de Belém, na Bahia. Desse modo, na sua alma estava plantada a semente da vocação religiosa. Aos vinte e um anos, Antônio decidiu ingressar na Ordem franciscana, no Rio de Janeiro. Sua educação no seminário tinha sido tão esmerada que, após um ano, recebeu as ordens sacerdotais, em 1762. Uma deferência especial do papa, porque ele ainda não tinha completado a idade exigida.

Em 1768, foi nomeado pregador e confessor do Convento das Recolhidas de Santa Teresa, ouvindo e aconselhando a todos. Entre suas penitentes encontrou irmã Helena Maria do Sacramento, figura que exerceu papel muito importante em sua obra posterior.

Irmã Helena era uma mulher de muita oração e de virtudes notáveis. Ela relatava suas visões ao frei Galvão. Nelas, Jesus lhe pedia que fundasse um novo Recolhimento para jovens religiosas, o que era uma tarefa difícil devido à proibição imposta pelo marquês de Pombal em sua perseguição à Ordem dos jesuítas. Apesar disso, contrariando essa lei, frei Galvão, auxiliado pela irmã Helena, fundou, em fevereiro de 1774, o Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição da Divina Providência.

No ano seguinte, morreu irmã Helena. E os problemas com a lei de Pombal não tardaram a aparecer. O convento foi fechado, mas frei Galvão manteve-se firme na decisão, mesmo desafiando a autoridade do marquês. Finalmente, devido à pressão popular, o convento foi reaberto e o frei ficou livre para continuar sua obra. Os seguintes quatorze anos foram dedicados à construção e ampliação do convento e também de sua igreja, inaugurada em 1802. Quase um século depois, essa obra tornar-se-ia um “patrimônio cultural da humanidade”, por decisão da UNESCO.

Em 1811, a pedido do bispo de São Paulo, fundou o Recolhimento de Santa Clara, em Sorocaba. Lá, permaneceu onze meses para organizar a comunidade e dirigir os trabalhos da construção da Casa. Nesse meio tempo, ele recebeu diversas nomeações, até a de guardião do Convento de São Francisco, em São Paulo.

Com a saúde enfraquecida, recebeu autorização especial para residir no Recolhimento da Luz. Durante sua última enfermidade, frei Galvão foi morar num pequeno quarto, ajudado pelas religiosas que lhe prestavam algum alívio e conforto. Ele faleceu com fama de santidade em 23 de dezembro de 1822. Frei Galvão, a pedido das religiosas e do povo, foi sepultado na igreja do Recolhimento da Luz, que ele mesmo construíra.

Depois, o Recolhimento do frei Galvão tornou-se o conhecido Mosteiro da Luz, local de constantes peregrinações dos fiéis, que pedem e agradecem graças por sua intercessão. Frei Galvão foi beatificado pelo papa João Paulo II em 25 de outubro de 1998, e canonizado em 11 de maio de 2007 pelo papa Bento XVI, em São Paulo, Brasil.

 

Via Santos E Santas, Servos De Deus

Jovem protestante que exibiu cartaz de acolhimento ao Papa Francisco na JMJ se converte à Fé Católica.

Jovem evangélico converte-se à Fé Católica. Após um longo período de reflexão sobre minha vida e a vida da Igreja de Cristo aqui na terra, descobri a minha verdadeira Casa, minha verdadeira vocação”.Com essas palavras o jovem carioca Eduardo da Silva Campos, 19 anos, atualizou o  ’status’ da sua religião para Católico Apostólico Romano no dia  03 de Dezembro de 2013.

O gesto de Eduardo aconteceu 135 dias após ter emocionado o mundo quando apareceu segurando um cartaz de acolhimento ao Papa Francisco durante a Missa de Envio da Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro, em julho. Dizia a peça : “SANTO PADRE, SOU EVANGÉLICO MÁS EU TE AMO!! ORE POR MIM E PELO BRASIL! TUS ÉS PEDRO…”

Reprodução da Capa do Facebook de Eduardo.

Reprodução da Capa do Facebook de Eduardo.

Eduardo nasceu em uma  família protestante, cresceu junto à Mocidade da Assembleia de Deus de sua cidade, umas das mais fortes denominações do meio evangélico. Assim como  milhares de jovens, Eduardo sentiu o desejo de participar da JMJ RIO2013.

A conversão de Eduardo se deu na JMJ Rio2013.

A conversão de Eduardo se deu na JMJ Rio2013.

O encontro dos jovens com o Papa fez o jovem perceber a juventude da Igreja Católica, mesmo depois de 2000 anos de fundação. Foi nas areias de Copacabana que ele teve uma experiência forte com o amor de Deus, junto aos  mais de 3 milhões de jovens, reconhecendo  que existia  um só Senhor, uma só fé, um só batismo.

Desde o mês de Julho, Eduardo aprofundou  o discernimento que culminou em sua conversão à Fé Católica. O próximo passo de Eduardo é a preparação  para receber os Sacramentos do Batismo, Eucaristia e Crisma e  assim com o seu testemunho resgatar mais almas para o seio da Santa Igreja Católica Apostólica Romana.

A história de Eduardo é apenas uma entre tantas de jovens e famílias que redescobrem a beleza da Fé Católica e retornam para sua prática.

Jovem era membro da Mocidade da Assembleia de Deus.

 

Via http://blog.opovo.com.br/ancoradouro/jovem-protestante-que-exibiu-cartaz-de-acolhimento-ao-papa-francisco-na-jmj-se-converte-fe-catolica/

Todo bom católico deve ler esse texto até o fim:

Athanasius Contra Mundum: Rebelde, Fanático e fora da comunhão com Roma.

Ario, padre de Alexandria, afirmava que o Verbo, segunda Pessoa da Santíssima Trindade, não era igual ao Pai, mas criado por Ele como meio termo entre Deus e o homem, e, portanto, tinha substância diversa da substância divina do Pai. Constantino convocou no ano 325, em Niceia, o primeiro grande Concílio ecumênico da Igreja. Graças à contribuição decisiva de Santo Atanásio, bispo de Alexandria, ali foi definida a doutrina da “consubstancialidade” de natureza entre as três pessoas da Santíssima Trindade.

Mal haviam transcorrido dez anos do Concílio de Niceia, o arianismo já havia penetrado profundamente no seio da Igreja, tanto que duas assembleias de bispos, em Cesareia e Tiro (334-335), condenaram Atanásio por rebelião e fanatismo. O paladino da ortodoxia da Fé foi deposto de sua cátedra episcopal, sendo-lhe proibido pisar no chão de Alexandria, pelo resto da vida. Entre o “partido” intransigente de Atanásio e o partido dos arianos surgiu um “terceiro partido”, o dos “semi-arianos”. Estes, divididos, por sua vez, nas seitas dos Anomei, dos Omei e dos Omoiusiani, que reconheciam alguma analogia entre o Pai e o Filho, mas negavam que este fosse “gerado, não criado, consubstancial ao Pai”, como afirmava o Credo de Niceia.
Atanásio foi duramente perseguido pelos seus próprios confrades, e por cinco vezes, entre 336 e 366, foi obrigado a abandonar a cidade da qual era bispo, vivendo longos anos no exílio e enfrentando lutas extenuantes em defesa da Fé. No ano 341, enquanto um Concílio de 50 bispos, em Roma, proclamava Atanásio inocente, o grande Concílio da dedicação a Antioquia, do qual participaram mais de 90 bispos, ratificou os atos dos sínodos de Cesareia e de Tiro, e elegeu um ariano para a sede episcopal de Atanásio. As fórmulas de Fé desse Concílio, segundo o cardeal Hergenröther, “nada continham de herético; mas também não proclamavam inteiramente a verdade católica”.

O subsequente Concílio de Sardica, no ano de 343, terminou com uma cisão. Os Padres ocidentais declararam ilegal a deposição de Atanásio e revalidaram o Concílio de Niceia; por sua vez, os orientais que se reuniram paralelamente, condenaram não apenas Atanásio, mas também o papa São Júlio I (337-352), que o tinha apoiado. Constâncio, único titular do Império depois da morte dos irmãos, sob a influência de seus conselheiros semi-arianos, reuniu uma série de novos sínodos para destruir a heresia dos que apoiavam o Concílio de Niceia. O Concílio de Sírmio, no ano 351, procurou um meio termo entre a ortodoxia católica e o arianismo. No Concílio de Arles, em 353, os Padres conciliares, incluindo o legado do Papa Libério (352-366) que havia sucedido a São Júlio I, subscreveram a condenação de Atanásio. São Paulino, o bispo de Trier, foi praticamente o único que lutou pela Fé de Niceia e foi exilado na Frígia onde morreu em seguida sob os maus tratos recebidos dos arianos. Dois anos depois, no Concílio de Milão (355), mais de trezentos bispos do Ocidente subscreveram a condenação de Atanásio e do outro Padre ortodoxo, Santo Hilário de Poitiers, também este banido na Frígia em razão de sua intransigente fidelidade à ortodoxia. Em 357, o Papa Libério, vencido pelos sofrimentos do exílio e pela intransigência dos seus amigos, mas igualmente movido pelo “amor à paz” subscreveu a fórmula semi-ariana de Sírmio. Rompeu a comunhão com Santo Atanásio e o declarou separado da Igreja de Roma em decorrência da adoção do termo “consubstancial”, como nos atestam quatro cartas enviadas por Santo Hilário. Sob o pontificado do próprio Papa Libério, os concílios de Rimini (359) e de Selêucia (359), que constituíram um único grande Concílio representando o Ocidente e o Oriente, abandonaram o termo “consubstancial” de Niceia e criaram uma equívoca “terceira via” entre os arianos e Santo Atanásio. Parecia que a heresia difundida tinha vencido a Igreja.

São Roberto Bellarmino não considera herege o Papa Libério, ainda que admita que ele pecou em seu comportamento externo, favorecendo a heresia. Os Concílios gêmeos de Selêucia e de Rimini, convocados pelo Imperador e tidos como ecumênicos, como o de Niceia (325), hoje são enumerados pela Igreja entre os oito concílios ecumênicos da Antiguidade. Eles contaram com aproximadamente 560 bispos, a quase totalidade dos Padres da Cristandade e foram tidos como ecumênicos pelos contemporâneos. Escreve Hergenröther: “os perseguidores da Igreja não eram mais inimigos externos, mas os seus seguidores, os seus filhos. A aparência oficial contrastava em tudo com a realidade. Foi então que São Jerônimo cunhou a expressão segundo a qual ‘o mundo gemeu e, com estupor, se deu conta de ter se tornado ariano’”. Contudo, a Igreja continuava a ser não só una et sancta mas catholica, isto é universal, porque universal permanecia a sua mensagem, capaz de reunir todos os homens e todas as gentes, ainda quando eles se distanciavam dela como aconteceu durante a crise.

Somente o Concílio de Constantinopla, convocado pelo Imperador Teodósio o Grande, no ano 381, sob o papa São Dâmaso (367-384), assinalou o fim do arianismo no Império. Ele definiu que o Espírito Santo é verdadeiramente Deus, como o Filho e o Pai. Apesar de não tê-lo convocado, Dâmaso confirmou os cânones do Concílio, exceto o terceiro, porque lesivo aos direitos da Igreja de Roma. O Concílio de Constantinopla foi, pois, reconhecido como o segundo dos Concílios ecumênicos. Graças ao Imperador Teodósio, o Cristianismo foi declarado religião do Estado. A obra iniciada com a vitória de Constantino em Saxa Rubra, no dia 28 de outubro de 312, pôde dizer-se verdadeiramente cumprida.

Santo Ambrósio havia enunciado o sacrossanto princípio Ubi Petrus, ibi Ecclesia, mas quem quisesse seguir este princípio ao pé da letra, naquela época, teria acompanhado o erro de Libério e abandonado a ortodoxia. “Pedro” é a instituição imutável, não o homem, que pode errar. No espaço de sessenta anos decorridos entre o Concílio de Niceia e o Concílio de Constantinopla, o Magistério vivo da Igreja cessou de reafirmar com clareza a verdade católica, sem jamais contudo cair em heresia formal. Teria cessado por isso o Espírito Santo de assistir a Igreja? Não, porque a Fé foi mantida por uma minoria de santos e indômitos bispos, como Atanásio de Alexandria, Hilário de Poitiers, Eusébio de Vercelli e, sobretudo, pelo povo fiel que não acompanhava as diatribes teológicas, mas conservava, pelo simples sensus fidei, a boa doutrina.

Apologia da Tradição, Roberto De Mattei, páginas 25 a 28, Ambientes & Costumes Editora, 2013, São Paulo

 

Ex-campeão do aborto se converte após sonho com Santo Tomás.

Madrid, Espanha, (CNA) -. O jornal espanhol “La Razón” publicou um artigo sobre a conversão ao movimento pró-vida de um ex-”campeão do aborto.” Stojan Adasevic, que realizou 48,000 abortos, às vezes chegando ao número de até 35 abortos por dia, é agora o mais importante líder pró-vida na Sérvia, após 26 anos como o médico mais renomado do aborto no país.

Segundo Adasevic “Os manuais de medicina do regime Comunista diziam que o aborto era apenas a remoção de uma mancha de tecido”, e “a chegada dos aparelhos de ultra-som que permitiam a visão da vida fetal chegaram apenas depois dos anos 80, mas mesmo depois eles se recusaram a mudar aquela opinião histórica. Contudo, eu comecei a ter pesadelos”.

Ao descrever sua conversão histórica,o artigo relata o sonho de Adasevic:

“Sonhei com um belo campo cheio de crianças e jovens que estavam brincando e rindo, de 4 a 24 anos de idade, mas que fugiam de mim com medo. Foi então quando um homem vestido com um hábito preto e branco começou a olhar pra mim, em silêncio. Este sonho foi se repetindo a cada noite, ao que eu acordava suando frio. Uma noite, eu perguntei ao homem de preto e branco quem ele era. “Meu nome é Tomás de Aquino”.

Adasevic, educado em escolas comunistas, nunca tinha ouvido falar do santo e gênio Dominicano. “Eu não reconheci o nome”.

“Por que você não me pergunta quem são essas crianças?”, questionou o santo a Adasevic em seu sonho.

“Eles são aqueles que você matou com seus abortamentos”, São Tomás afirmou a ele.

“Então Adasevic acordou impressionado e decidiu não realizar abortos nunca mais”.

“Naquele mesmo dia um primo veio até o hospital com sua namorada, grávida de 4 meses, que gostaria de realizar nela o seu nono aborto – um hábito bem frequente nos países do bloco soviético. O médico concordou. Ao invés de remover o feto pedaço por pedaço, ele decidiu desmontá-lo e removê-lo como uma massa única. Contudo, no momento em que o feto foi totalmente destruído e retirado, seu coração pequeno ainda batia. Adasevic percebeu isso, e se deu conta de que tinha acabado de matar um ser humano”.

Após essa experiência, Adasevic “disse ao hospital que ele deixaria de fazer abortos. Nunca antes um médico na Iugoslávia comunista havia se recusado a fazer abortos. Então eles cortaram seu salário pela metade, demitiram sua filha de seu emprego, e impediram seu filho de ingressar na universidade”.

Depois de anos de pressão e sofrimento, e quase a ponto de voltar ao antigo hábito de fazer abortos, ele teve um outro sonho com Santo Tomás.

“Você é um bom amigo, não desista”, lhe disse o homem de preto e branco. Adasevic buscou se envolver com o movimento pró-vida e por fim acabou conseguindo o feito de exibir na TV da Iugoslávia o filme “O Grito Silencioso” do Dr. Bernard Nathanson, duas vezes.

Adasevic já contou a sua história em diversos jornais e revistas do leste europeu. Ele voltou a fé ortodoxa, que viveu durante sua infância, voltou sua atenção aos escritos de São Tomás de Aquino.

“Influenciado por Aristóteles,e devido o pouco conhecimento científico da época, Tomás chegou a acreditar que a vida humana começava quarenta dias após a fertilização”, escreveu Adasevic em um artigo. O jornal La Razon comentou que Adasevic “sugere que talvez o santo lhe apareceu em sonho porque queria fazer as pazes para esse equívoco.” Hoje o médico sérvio continua a lutar pela vida dos nascituros.

Fonte: ocampones.com

BONO VOX LEVA MULTIDÃO A REZAR NAS RUAS DE DUBLIN

Lider da banda U2 surpreende com performance ao ar livre e leva multidão a adorar Jesus nas ruas de Dublin
Em uma era onde muita gente tem um celular com câmera, fica difícil qualquer coisa “diferente” passar despercebida. Especialmente quando envolve uma das maiores estrelas do rock no mundo.

Bono, vocalista da banda U2, foi filmado fazendo algo que para muitos parecia impossível. O Reino Unido vê igrejas fechando constantemente e ser cristão já deixou de ser “politicamente correto”.

Mesmo assim, ele aparece neste vídeo gravado na véspera de Natal cantando músicas nas ruas de Dublin, sua cidade natal. Segundo o site Christian Post, ele vem fazendo isso nos últimos cinco anos. É uma tradição da Irlanda, o chamado “busk” (cantar em troca de doações). O dinheiro arrecadado vai para alguma instituição de caridade.

Bono não precisa disso, é milionário. Mesmo assim, colabora com a Comunidade Simon, que serve aos sem teto de Dublin. Ele se juntou ao cantor e compositor irlandês Glen Hansard na famosa rua Grafton. Sua presença atraiu uma pequena multidão, com cerca de mil pessoas.

Ao iniciar a música “Everybody Merry Xmas”, que foi lançada em1973 pelo grupo Slade, muitas vozes o acompanharam. Porém, quando ele disse que desejava cantar uma canção para lembrar de Jesus, que nasceu na pobreza, a multidão ficou em silêncio. Ele começa sozinho a entoar “O Come All Ye Faithful…” e as pessoas respondem em uníssono: “Ó, vinde adoremos”.

Veja a letra da música traduzida:

Oh vinde, todos os fiéis
Alegres e triunfantes
Oh vinde vós, oh vinde para Belém
Venham, ei-Lo aqui
Nascido o rei dos anjos
Ó, vinde adoremos a Cristo o Senhor

Cantos, Coros de todos os cantos
Cante em júbilo
Cantam todos vós cidadãos celestiais!
Glória a Deus, Glória nas alturas
Ó, vinde adoremos a Cristo o Senhor

Sim, Senhor nós te reverenciamos
Nascido nesta manhã feliz
Jesus a Ti seja dado toda glória
Diz o Pai
Agora apareceu encarnado
Ó, vinde adoremos a Cristo o Senhor

Por que eu sou Católico?

Texto de G. K. Chesterton

A dificuldade em explicar “Por que eu sou Católico” é que há dez mil razões para isso, todas se resumindo a uma única: o catolicismo é verdadeiro. Eu poderia preencher todo o meu espaço com sentenças separadas, todas começando com as palavras, “É a única coisa que …” Como, por exemplo, (1) É a única coisa que previne um pecado de se tornar um segredo. (2) É a única coisa em que o superior não pode ser superior; no sentido da arrogância e do desdém. (3) É a única coisa que liberta o homem da escravidão degradante de ser sempre criança. (4) É a única coisa que fala como se fosse a verdade; como se fosse um mensageiro real se recusando a alterar a verdadeira mensagem. (5) É o único tipo de cristianismo que realmente contém todo tipo de homem; mesmo o respeitável. (6) É a única grande tentativa de mudar o mundo desde dentro; usando a vontade e não as leis; etc.

Ou posso tratar o assunto de forma pessoal e descrever minha própria conversão; acontece que tenho uma forte impressão de que esse método faz a coisa parecer muito menor do que realmente é. Homens muito melhores, em muito maior número, se converteram a religiões muito piores. Preferiria tentar dizer, aqui, coisas a respeito da Igreja Católica que não se podem dizer mesmo sobre suas mais respeitáveis rivais. Em resumo, diria apenas que a Igreja Católica é católica. Preferiria tentar sugerir que ela não é somente maior que eu, mas maior que qualquer coisa no mundo; que ela é realmente maior que o mundo. Mas, como neste pequeno espaço, disponho apenas de uma pequena seção, abordarei sua função como guardiã da verdade.

Outro dia, um conhecido escritor, muito bem informado em outros assuntos, disse que a Igreja Católica é uma eterna inimiga das novas idéias. Provavelmente não ocorreu a ele que sua própria observação não é exatamente uma nova idéia. É uma daquelas noções que os católicos têm de refutar continuamente, porque é uma idéia muito antiga. Na realidade, aqueles que reclamam que o catolicismo não diz nada novo, raramente pensam que seja necessário dizer alguma coisa nova sobre o catolicismo. De fato, o estudo real da História mostrará que isso é curiosamente contrário aos fatos. Na medida em que as idéias são realmente idéias, e na medida em que tais idéias são novas, os católicos têm sofrido continuamente por apoiarem-nas quando elas são realmente novas; quando elas eram muito novas para encontrar alguém que as apoiasse. O católico foi não só o pioneiro na área, mas o único; e até hoje não houve ninguém que compreendesse o que se tinha descoberto lá.

Assim, por exemplo, quase duzentos anos antes da Declaração de Independência e da Revolução Francesa, numa era devotada ao orgulho e ao louvor aos príncipes, o Cardeal Bellarmine e Suarez, o Espanhol, formularam lucidamente toda a teoria da democracia real. Mas naquela era do Direito Divino, eles somente produziram a impressão de serem jesuítas sofisticados e sanguinários, se insinuando com adagas para assassinarem os reis. Então, novamente, os casuístas das escolas católicas disseram tudo o que pode ser dito e que constam de nossas peças e romances atuais, duzentos anos antes de eles serem escritos. Eles disseram que há sim problemas de conduta moral, mas eles tiveram a infelicidade de dizê-lo muito cedo, cedo de dois séculos. Num tempo de extraordinário fanatismo e de uma vituperação livre e fácil, eles foram simplesmente chamados de mentirosos e trapaceiros por terem sido psicólogos antes da psicologia se tornar moda. Seria fácil dar inúmeros outros exemplos, e citar o caso de idéias que são ainda muito novas para serem compreendidas. Há passagens da Encíclica do Papa Leão sobre o trabalho [conhecida como Rerum Novarum, publicada em 1891] que somente agora estão começando a ser usadas como sugestões para movimentos sociais muito mais novos do que o socialismo. E quando o Sr. Belloc escreveu a respeito do Estado Servil, ele estava apresentando uma teoria econômica tão original que quase ninguém ainda percebeu do que se trata. E então, quando os católicos apresentam objeções, seu protesto será facilmente explicado pelo conhecido fato de que católicos nunca se preocupam com idéias novas.

Contudo, o homem que fez essa observação sobre os católicos quis dizer algo; e é justo fazê-lo compreender muito mais claramente o que ele próprio disse. O que ele quis dizer é que, no mundo moderno, a Igreja Católica é, de fato, uma inimiga de muitas modas influentes; muitas delas ainda se dizem novas, apesar de algumas delas começarem a se tornar um pouco decadentes. Em outras palavras, na medida em que diz que a Igreja freqüentemente ataca o que o mundo, em cada era, apóia, ele está perfeitamente certo. A Igreja sempre se coloca contra a moda passageira do mundo; e ela tem experiência suficiente para saber quão rapidamente as modas passam. Mas para entender exatamente o que está envolvido, é necessário tomarmos um ponto de vista mais amplo e considerar a natureza última das idéias em questão, considerar, por assim dizer, a idéia da idéia.

Nove dentre dez do que chamamos novas idéias são simplesmente erros antigos. A Igreja Católica tem como uma de suas principais funções prevenir que os indivíduos comentam esses velhos erros; de cometê-los repetidamente, como eles fariam se deixados livres. A verdade sobre a atitude católica frente à heresia, ou como alguns diriam, frente à liberdade, pode ser mais bem expressa utilizando-se a metáfora de um mapa. A Igreja Católica possui uma espécie de mapa da mente que parece um labirinto, mas que é, de fato, um guia para o labirinto. Ele foi compilado a partir de um conhecimento que, mesmo se considerado humano, não tem nenhum paralelo humano.

Não há nenhum outro caso de uma instituição inteligente e contínua que tenha pensado sobre o pensamento por dois mil anos. Sua experiência cobre naturalmente quase todas as experiências; e especialmente quase todos os erros. O resultado é um mapa no qual todas as ruas sem saída e as estradas ruins estão claramente marcadas, todos os caminhos que se mostraram sem valor pela melhor de todas as evidências: a evidência daqueles que os percorreram.

Nesse mapa da mente, os erros são marcados como exceções. A maior parte dele consiste de playgrounds e alegres campos de caça, onde a mente pode ter tanta liberdade quanto queira; sem se esquecer de inúmeros campos de batalha intelectual em que a batalha está eternamente aberta e indefinida. Mas o mapa definitivamente se responsabiliza por fazer certas estradas se dirigirem ao nada ou à destruição, a um muro ou ao precipício. Assim, ele evita que os homens percam repetidamente seu tempo ou suas vidas em caminhos sabidamente fúteis ou desastrosos, e que podem atrair viajantes novamente no futuro. A Igreja se faz responsável por alertar seu povo contra eles; e disso a questão real depende. Ela dogmaticamente defende a humanidade de seus piores inimigos, daqueles grisalhos, horríveis e devoradores monstros dos velhos erros. Agora, todas essas falsas questões têm uma maneira de parecer novas em folha, especialmente para uma geração nova em folha. Suas primeiras afirmações soam inofensivas e plausíveis. Darei apenas dois exemplos. Soa inofensivo dizer, como muitos dos modernos dizem: “As ações só são erradas se são más para a sociedade.” Siga essa sugestão e, cedo ou tarde, você terá a desumanidade de uma colméia ou de uma cidade pagã, o estabelecimento da escravidão como o meio mais barato ou mais direto de produção, a tortura dos escravos pois, afinal, o indivíduo não é nada para o Estado, a declaração de que um homem inocente deve morrer pelo povo, como fizeram os assassinos de Cristo. Então, talvez, voltaremos às definições da Igreja Católica e descobriremos que a Igreja, ao mesmo tempo que diz que é nossa tarefa trabalhar para a sociedade, também diz outras coisas que proíbem a injustiça individual. Ou novamente, soa muito piedoso dizer, “Nosso conflito moral deve terminar com a vitória do espiritual sobre o material.” Siga essa sugestão e você terminará com a loucura dos maniqueus, dizendo que um suicídio é bom porque é um sacrifício, que a perversão sexual é boa porque não produz vida, que o demônio fez o sol e a lua porque eles são materiais. Então, você pode começar a adivinhar a razão de o cristianismo insistir que há espíritos maus e bons; e que a matéria também pode ser sagrada, como na Encarnação ou na Missa, no sacramento do casamento e na ressurreição da carne.

Não há nenhuma outra mente institucional no mundo que está pronta a evitar que as mentes errem. O policial chega tarde, quando ele tentar evitar que os homens cometam erros. O médico chega tarde, pois ele apenas chega para examinar o louco, não para aconselhar o homem são a como não enlouquecer. E todas as outras seitas e escolas são inadequadas a esse propósito. E isso não é porque elas possam não conter uma verdade, mas precisamente porque cada uma delas contém uma verdade; e estão contentes por conter uma verdade. Nenhuma delas pretende conter a verdade. A Igreja não está simplesmente armada contra as heresias do passado ou mesmo do presente, mas igualmente contra aquelas do futuro, que podem estar em exata oposição com as do presente. O catolicismo não é ritualismo; ele poderá estar lutando, no futuro, contra algum tipo de exagero ritualístico supersticioso e idólatra. O catolicismo não é ascetismo; ele, repetidamente no passado, reprimiu os exageros fanáticos e cruéis do ascetismo. O catolicismo não é mero misticismo; ele está agora mesmo defendendo a razão humana contra o mero misticismo dos pragmatistas. Assim, quando o mundo era puritano, no século XVII, a Igreja era acusada de exagerar a caridade a ponto da sofisticação, por fazer tudo fácil pela negligência confessional. Agora que o mundo não é puritano mas pagão, é a Igreja que está protestando contra a negligência da vestimenta e das maneiras pagãs. Ela está fazendo o que os puritanos desejariam fazer, quando isso fosse realmente desejável. Com toda a probabilidade, o melhor do protestantismo somente sobreviverá no catolicismo; e, nesse sentido, todos os católicos serão ainda puritanos quando todos os puritanos forem pagãos.

Assim, por exemplo, o catolicismo, num sentido pouco compreendido, fica fora de uma briga como aquela do darwinismo em Dayton. Ele fica fora porque permanece, em tudo, em torno dela, como uma casa que abarca duas peças de mobília que não combinam. Não é nada sectário dizer que ele está antes, depois e além de todas as coisas, em todas as direções. Ele é imparcial na briga entre fundamentalistas e a teoria da Origem das Espécies, porque ele se funda numa origem anterior àquela Origem; porque ele é mais fundamental que o Fundamentalismo. Ele sabe de onde veio a Bíblia. Ele também sabe aonde vão as teorias da Evolução. Ele sabe que houve muitos outros evangelhos além dos Quatro Evangelhos e que eles foram eliminados somente pela autoridade da Igreja Católica. Ele sabe que há muitas outras teorias da evolução além da de Darwin; e que a última será muito provavelmente eliminada pela ciência mais recente. Ele não aceita, convencionalmente, as conclusões da ciência, pela simples razão de que a ciência ainda não chegou a uma conclusão. Concluir é se calar; e o homem de ciência dificilmente se calará. Ele não acredita, convencionalmente, no que a Bíblia diz, pela simples razão de que a Bíblia não diz nada. Você não pode colocar um livro no banco das testemunhas e perguntar o que ele quer dizer. A própria controvérsia fundamentalista se destrói a si mesma. A Bíblia por si mesma não pode ser a base do acordo quando ela é a causa do desacordo; não pode ser a base comum dos cristãos quando alguns a tomam alegoricamente e outros literalmente. O católico se refere a algo que pode dizer alguma coisa, para a mente viva, consistente e contínua da qual tenho falado; a mais alta consciência do homem guiado por Deus.

Cresce a cada momento, para nós, a necessidade moral por tal mente imortal. Devemos ter alguma coisa que suportará os quatro cantos do mundo, enquanto fazemos nossos experimentos sociais ou construímos nossas Utopias. Por exemplo, devemos ter um acordo final, pelo menos em nome do truísmo da irmandade dos homens, que resista a alguma reação da brutalidade humana. Nada é mais provável, no momento presente, que a corrupção do governo representativo solte os ricos de todas as amarras e que eles pisoteiem todas as tradições com o mero orgulho pagão. Devemos ter todos os truísmos, em todos os lugares, reconhecidos como verdadeiros. Devemos evitar a mera reação e a temerosa repetição de velhos erros. Devemos fazer o mundo intelectual seguro para a democracia. Mas na condição da moderna anarquia mental, nem um nem outro ideal está seguro. Tal como os protestantes recorreram à Bíblia contra os padres e não perceberam que a Bíblia também podia ser questionada, assim também os republicanos recorreram ao povo contra os reis e não perceberam que o povo também podia ser desafiado. Não há fim para a dissolução das idéias, para a destruição de todos os testes da verdade, situação tornada possível desde que os homens abandonaram a tentativa de manter uma Verdade central e civilizada, de conter todas as verdades e identificar e refutar todos os erros. Desde então, cada grupo tem tomado uma verdade por vez e gastado tempo em torná-la uma mentira. Não temos tido nada, exceto movimentos; ou em outras palavras, monomanias. Mas a Igreja não é um movimento e sim um lugar de encontro, um lugar de encontro para todas as verdades do mundo.

Tradução: http://angueth.blogspot.com.br/2007/04/por-que-sou-catlico.html