A paciência de Deus com cada um de nós

Roma, 26 de Março de 2013 (Zenit.orgSergio Mora | 899 visitas

 

Refletir sobre a paciência de Deus. A paciência que Deus tem com cada um de nós é reflexo da infinita paciência que Jesus teve com Judas. Esse foi o convite do Papa Francisco feito durante a breve homilia na Missa presidida nesta segunda-feira (25), na Capela da Casa Santa Marta, no Vaticano. Indicou a Radio Vaticana ao comentar a missa cotidiana do Santo Padre.

 

Papa Francisco inspirou-se no trecho do Evangelho do dia (João 12,1-11). Nessa passagem, o apóstolo critica a escolha de Maria, irmã de Lázaro, de ungir os pés de Jesus com o precioso perfume. “Melhor seria vendê-lo – disse Judas – e dar o dinheiro aos pobres.

João, porém ressalta que a Judas não interessavam os pobres, mas o dinheiro que roubava.

“Jesus não lhe disse ‘Você é um ladrão’, mas com amor, foi paciente com Judas, procurando atraí-lo a Si com a Sua paciência, com o Seu amor.

“Fará-nos bem pensar, nesta Semana Santa, na paciência que Deus tem conosco, com as nossas fraquezas, com os nossos pecados.”

Sobre o trecho de Isaías, na primeira leitura, o Papa destacou a mansidão e a paciência, que é do próprio Deus.

“Quando se pensa na paciência de Deus, é um mistério”, disse o Papa. “Quanta paciência Ele tem conosco!”. E recordou ainda a figura do pai, retratado no Evangelho, que viu de longe o filho que tinha ido embora com todo o dinheiro de sua herança.

“E por que o viu de longe?”- perguntou o Papa Francisco. “Porque todos os dias ia para cima para ver se o filho voltava”. Esta – repetiu Francisco – “é a paciência de Deus, a paciência de Jesus”.

E concluiu: “Pensemos em um relacionamento pessoal nesta Semana Santa: como tem sido, na minha vida, a paciência de Jesus comigo? Somente isso. Então, sairá do nosso coração, uma só palavra: ‘Obrigado, Senhor! Obrigado pela Sua paciência”.

(26 de Março de 2013) © Innovative Media Inc.

O Demônio sabia que Jesus era Deus?

Antes da Paixão, logo no limiar da vida pública de Jesus, o demônio O quis tentar por três vezes, como referem os Evangelistas (Mateus 4,1-11Lucas 4,1-13Marcos 1,13). Tal fato é claro indício de que o Maligno ignorava ser Jesus o próprio Deus. Essa ignorância manteve-se até o fim da vida pública de Cristo, pois São Paulo insinua que, se os demônios tivessem conhecido o plano misterioso de Deus,“nunca teriam crucificado o Senhor da glória” (1Coríntios 2,8).

Satanás, porém, suspeitava que Jesus fosse um varão extraordinário, escolhido por Deus para ser Profeta ou talvez mesmo o Messias aguardado — o Messias que, conforme a opinião mais corrente em Israel, não seria Deus em sentido próprio, mas poderia chamar-se “Filho de Deus” por ser criatura muito unida à Divindade. Foi, portanto, para certificar-se da missão messiânica (não propriamente para certificar-se da Divindade) de Jesus e pô-la à prova que o demônio lhe fez as sugestões tentadoras, usando da fórmula:“Se és o Filho de Deus…” (cf. Mateus 4,36); note-se que a terceira sugestão, a qual prometia a Jesus a posse de todos os reinos deste mundo (cf. Mateus 4,8-9), correspondia claramente ao conceito de Messias mais propalado entre os judeus: o Messias político, que libertaria Israel do jugo dos romanos e instauraria a hegemonia internacional de sua nação.

Conforme Marcos 1,24, o demônio confessava que Jesus era o “Santo de Deus”. Este título, segundo a sua etimologia, significava “o homem posto à parte e consagrado ao serviço de Deus”; embora não fosse designação habitual do Messias, bem podia significar “o Salvador” (cf. a confissão de Pedro em João 6,69:“o Santo de Deus”). O demônio teria então reconhecido em Jesus o Messias como o concebiam os judeus: criatura eminente, não o próprio Deus Encarnado. São Lucas confirma esta conclusão, quando narra: “Os demônios saíam de muitos (possessos), clamando e dizendo: ‘Tu és o Filho de Deus!’; Ele, porém, preceituando-lhes com poder, não os deixava falar, porque sabiam que era o Cristo (=palavra grega correspondente ao hebraico ‘Messias’)’” (Lucas 4,41; cf. Marcos 1,34).

O fato de Jesus não permitir, no início da sua vida pública, que os maus espíritos O proclamassem “Messias” se explica em vista da concepção errônea que os fariseus nutriam a respeito do Messias; esperando um rei que sacudisse o domínio estrangeiro, poderiam ter feito de Jesus um chefe de revolução nacionalista, fechando-se assim por completo ao genuíno sentido do Evangelho. Só aos poucos foi Cristo revelando o significado da sua missão; o pensamento do Senhor ficou bem claro, pois foi precisamente por se ter declarado Messias num sentido transcendente que Ele sofreu a morte (cf. Marcos 14,61-84; Mateus 24,63-65; Lucas 22,67-71).

Quanto aos tempos atuais, ensinam os teólogos que o demônio não sabe que Jesus é Deus no sentido estrito; não conhece o mistério do Verbo Encarnado. Contudo percebe e analisa, ainda com mais acuidade do que os homens, os indícios de que a obra de Cristo e a história da Igreja são algo de Divino. Coagido pela evidencia, ele reconhece algo do plano de Deus no mundo; este reconhecimento, porém, nada tem de sobrenatural; “os demônios creem, e estremecem”, diz São Tiago (2,19).

Satanás tem consciência, entre outras coisas, de que a morte e a glorificação de Cristo lhe vão progressivamente arrebatando as almas; seu domínio vai sendo debelado nas regiões e nos povos em que ele outrora, pela idolatria e os falsos cultos, reinava incontestado. Suspeita que seu poder terá fim; por isto, estremece (como diz o Apóstolo) e se atira sobre as almas com furor cada vez mais requintado, sabendo que é preciso aproveitar toda e qualquer oportunidade (cf. Apocalipse 12,17). Vãs, porém, ficam as suas invectivas contra aqueles que se firmam no Rochedo que é o Cristo (cf. 1Coríntios 10,4); o demônio é como o cão acorrentado que ladra, mas só pode morder a quem, por iniciativa própria, dele se aproxime (cf. Santo Agostinho)!

  • Fonte: Revista Pergunte e Responderemos nº 4:1957 – ago/1957.

NÃO DEIXAIS O CARNAVAL MANCHAR A SUA CASTIDADE, DEUS QUER, VOCÊ CONSEGUE!!!

O sexo tem um sentido muito profundo; é o instrumento da expressão do amor conjugal e da procriação. Toda vez que o sexo é usado antes ou fora do casamento, de qualquer forma que seja, peca-se contra a castidade. Talvez seja este o mandamento mais desobedecido em nossos dias. Mais do que nos demais, nesse campo a Lei de Deus é vista como mera repressão sexual, a ser abolida com a máxima urgência. Chega de “tabus” religiosos, dizem! Mas, para os que querem ser fiéis a Jesus Cristo, e querem ser de fato felizes, o mandamento continuará sempre de pé, pois é eterno. O triste espetáculo dos motéis, dos telefones eróticos, das novelas sensuais, dos filmes pornôs, da ”camisinha”, etc, atestam a decadência de uma civilização que, ousadamente, suprimiu a Lei sagrada de Deus. Calca aos pés o sagrado e afronta loucamente o Criador.

Já no Antigo Testamento o Senhor dizia a seu povo:

”Não cometerás adultério” (Deut 5,18).

E Jesus leva o preceito à perfeição:

”Eu, porém, vos digo: todo aquele que olhar para uma mulher com desejo libidinoso já cometeu adultério com ela em seu coração” (Mt 5,27-28).

O Mestre é radical neste ponto. Mas, ao mesmo tempo que é intransigente com o pecado, ama o pecador. À mulher adúltera, a ser apedrejada, Ele diz: “vai e não peques mais.”

O nosso mundo moderno quer, à todo custo, “adaptar” o Evangelho aos seus prazeres. Ao que São Paulo responde:

”Não vos conformeis com este mundo, mas reformai-vos pela renovação do vosso espírito” (Rm 12,1).

Não é verdade que aqueles que profanam o próprio corpo, indefinidamente, acabam numa morte triste?

É interessante como São Paulo insiste nesse ponto.

Também sobre o homossexualismo, hoje tão defendido por muitos, a condenação da Bíblia e da Igreja é expressa.

”Não te deitarás com um homem como se fosse uma mulher: isto é uma abominação” (Lev 18,22).

”Se um homem dormir com outro homem, como se fosse mulher, ambos cometeram uma coisa abominável. Serão punidos de morte e levarão a sua culpa” (Lev 20,13).

São palavras claras, pelas quais Deus classifica a prática do homossexualismo como uma abominação.

Na carta aos romanos, São Paulo mostra a gravidade desse comportamento desordenado:

”Conhecendo Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças (…). Por isso, Deus os entregou aos desejos dos seus corações e à imundície, de modo que desonraram entre si os próprios corpos… As suas mulheres mudaram o uso natural em outro que é contra a natureza. Do mesmo modo também os homens, deixando o uso natural da mulher, arderam de desejos uns para com os outros, cometendo homens com homens a torpeza, e recebendo em seus corpos a paga devida a seu desvario” (Rm 1,21-27).

Deus ama o pecador, mas abomina o pecado.

Quando, em 1994, no Ano da Família, o Parlamento Europeu, tristemente, reconheceu a validade jurídica dos matrimônios entre homossexuais, até admitindo a adoção de crianças por eles, o Papa João Paulo II, tomou posição imediata:
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”Não é moralmente admissível a aprovação jurídica da prática homossexual. Ser compreensivos para com quem peca, e para com quem não é capaz de libertar-se desta tendência, não significa abdicar das exigências da norma moral… Não há dúvida de que estamos diante de uma grande e terrível tentação” (20/02/94).

O Catecismo da Igreja também é claro nos pontos que ofendem a castidade:

Apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves (Gn19,1-20; 1Tm1,10), a tradição sempre declarou que “os atos de homossexualidade” são intrinsecamente desordenados. São contrários à lei natural (nº 2357).

Também com referência à masturbação, defendida por muitos como “algo normal”, ensina a Igreja:

”Na linha de uma tradição constante, tanto o magistério da Igreja como o senso moral dos fiéis afirmam sem hesitação que a masturbação é um ato intrínseco e gravemente desordenado” (nº 2352).

Enfim, diz o Catecismo:

”Qualquer que seja o motivo, o uso deliberado da faculdade sexual fora das relações conjugais normais contradiz sua finalidade” (idem).

Sabemos que não é fácil a luta contra as misérias da carne, e é preciso ter caridade, respeito e compaixão pelos que sofrem desses males. É preciso lembrar-lhes que só Cristo pode dar força e libertação. Lembra-nos o Apóstolo que:

”Tudo posso naquele que me dá forças” (Fil 4,13).

Importa não desanimar na luta em busca da pureza. Sempre lutar, com a graça de Deus, até que o espírito submeta a matéria. São Pedro nos diz:

”Depois que tiverdes padecido um pouco, Deus vos aperfeiçoará, vos tornará inabaláveis, vos fortificará” (1Pd 5,10).

Muitas vezes pode nos parecer que a luta contra as paixões da carne sejam sem fim, ou que a vitória seja impossível. De fato, com a nossa fraqueza jamais podemos vencê-las, mas, como disse Santo Agostinho, que experimentou tão bem este combate: ”o que é impossível à natureza, é possível à graça”.

Somente com os auxílios da graça de Deus é que podemos vencer as misérias da nossa carne. Daí a importância de uma continua vigilância sobre nós mesmos, ao mesmo tempo em que vivemos uma profunda e perseverante vida de oração e de participação nos Sacramentos da Reconciliação (Confissão) e Eucaristia. Nestes Sacramentos, Jesus nos lava com o seu próprio sangue redentor, nos alimenta e cura a alma, a fim de que sejamos fortes contra as tentações . Nossa Mãe Maria é a Rainha da pureza e está sempre pronta a nos auxiliar nesta luta árdua. Precisamos recorrer a ela e nos colocarmos continuamente debaixo de sua proteção materna.

A luta contra as impurezas é da maior importância, não só para cada um de nós, mas principalmente porque cada batizado é ”membro de Cristo” (1 Cor12,27).

É preciso estarmos cientes de que, quando nos sujamos, sujamos também o Corpo de Cristo; aí está toda a gravidade da luxúria. Cada um de nós é parte do Corpo de Cristo, que é a Igreja; logo, o nosso pecado afeta toda a Igreja. Eis porque nos confessamos com um ministro seu, também, para nos reconciliarmos com ela.

 

 

via Paulo Ricardo F. C

Carolina Kostner: “a ave-maria é um agradecimento por tudo o que eu aprendi”


A patinadora olímpica italiana Carolina Kostner, campeã nos Jogos de Inverno de 2014, declara: “a ave-maria, para mim, é uma oração para agradecer por tudo que eu fiz e aprendi na patinação”. Suas palavras doces foram pronunciadas durante a coletiva de imprensa no Iceberg Ice Palace, logo após a semi-final da sua especialidade.

“Eu pensei que era hora de me aposentar”

“Depois dos Jogos Olímpicos de Vancouver, em 2010, eu pensei que tinha que parar, que era hora de me aposentar. Decidi continuar na carreira porque eu amo a patinação. São os momentos difíceis que fazem você entender o que você realmente quer. Eu estou muito honrada e muito feliz por estar de volta às Olimpíadas pela terceira vez”.

No auge

Muitos dizem que a atleta do norte da Itália, aos 27 anos, esteve em seu auge durante os Jogos de Inverno deste ano. E Sochi confirmou a forma extraordinária da campeã. Ao som da Ave Maria de Schubert, Carolina Kostner encantou o público fazendo uma apresentação praticamente perfeita. Impecável nos saltos, ela saiu do gelo submersa em aplausos. Logo em seguida, a belíssima surpresa no telão do estádio de Sochi: 74,12. Nada menos que a melhor pontuação de toda a sua carreira.

Beato José de Anchieta será canonizado este ano, confirma Dom Damasceno

Roma, 27 Fev. 14 / 11:57 am (ACI).- Na manhã desta quarta-feira, 18, o Arcebispo de Aparecida e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Raymundo Damasceno, afirmou em coletiva de imprensa no Santuário Nacional que o Jesuíta, Beato José de Anchieta, será canonizado este ano em uma cerimônia presidida pelo Papa em Roma. A data da canonização que ainda será definida pela Santa Sé. Ainda segundo o prelado, esta poderia acontecer em abril.

O comunicado da Santa Sé sobre a canonização do beato veio por meio de um telefonema do próprio Papa Francisco a Dom Damasceno.  A notícia em favor do defensor dos indígenas, catequista, considerado apóstolo do Brasil, foi recebida com alegria pelo Cardeal.

“José de Anchieta deixou marcar profundas no início da colonização do Brasil, como também na sua evangelização. Eu creio que ele merece ser cultuado por toda a Igreja”, afirmou Dom Damasceno à Rádio Vaticano.

Ao responder positivamente, o papa nos enche de alegria e satisfação, principalmente nos locais por onde ele passou: São Paulo, Espírito Santo e Bahia. Ele é uma pessoa que marcou a nossa história desde o início”, afirmou o cardeal.

A cerimônia não será na praça de São Pedro, mas em uma das igrejas de Roma, disse ainda o presidente da CNBB à Rádio Vaticano. Na mesma ocasião serão canonizados missionários que se santificaram no Canadá.

Beato José de Anchieta, conhecido como o Apóstolo do Brasil, nasceu em 1534 em Tenerife, nas Ilhas Canárias. Ingressou na Companhia de Jesus e foi enviado como missionário ao Brasil. Foi ordenado sacerdote em 1566 e ocupou o cargo de superior de comunidades e provincial de toda a missão no Brasil, trabalho que foi realizado com grande sabedoria e segurança. Faleceu no ano 1597.

O beato foi escolhido como um dos intercessores da JMJ Rio 2013

Para acompanhar a canonização do Apóstolo do Brasil os fiéis podem recitar a oração ao Beato:

Bem-aventurado José de Anchieta,
missionário incansável e Apóstolo do Brasil,
abençoai a nossa Pátria e a cada um de nós.
Inflamado pelo zelo da glória de Deus, consumistes a vida na
promoção dos indígenas, catequizando, instruindo, fazendo o
bem. Que o legado de vosso exemplo frutifique novos apóstolos
e missionários em nossa terra.
Professor e mestre, abençoai nossos jovens, crianças e
educadores.
Consolador dos doentes e aflitos, protetor dos pobres e
abandonados, velai por todos aqueles que mais necessitam e
sofrem em nossa sociedade, nem sempre justa, fraterna e cristã. Santificai as famílias e comunidades, orientando os que regem os destinos do Brasil e
do Mundo.
Através de Maria Santíssima, que tanto venerastes na terra,
iluminai os nossos caminhos, hoje e sempre.

Amém.

ELE ESTARÁ SEMPRE CONTIGO

São João, apóstolo, era a perfeita expressão do amor cristão. Suas palavras eram sempre de incentivo e força, e o amor era a base de suas palavras à Igreja. João escreveu três pequenas epístolas, grandes, porém em conteúdo de fé e esperança. Ele também é o escritor do livro de Apocalipse.

Em uma de suas mensagens o santo apóstolo se dirigiu aos jovens com palavras de encorajamento para a jornada cristã em nossa mocidade. Veja como ele falava de forma tocante e profunda:

Jovens, eu vos escrevi, porque sois fortes e a palavra de Deus permanece em vós, e vencestes o Maligno. (I São João 2, 14)

Estas são palavras de encorajamento, mostram o potencial de um jovem que permanece fiel à Deus, mesmo quando enfrenta as adversidades da vida. A força do Espírito Santo aliada à Palavra de Deus é o combustível para uma juventude que vence todo o mal à sua volta.

O Papa Francisco, assim como São João, também acredita no potencial da juventude cristã. No encerramento da Jornada Mundial da Juventude no Brasil, em 2013, ele deu uma missão aos jovens: “Ide e fazei discípulos entre todas as nações”. E seguiu dizendo que com estas palavras, Jesus, diz aos jovens que a participação na Jornada Mundial da Juventude foi boa, mas agora é preciso levar essa experiência aos demais. “O que nos diz, o Senhor?”, perguntou o Papa. Três palavras: “Ide, sem medo, para servir”. Lembrou que a experiência de encontrar Jesus, na companhia dos irmãos, feita no Rio fizeram não pode ficar trancafiada, mas deve ser levada adiante. E advertiu recordando que Jesus não disse ‘se quiser’, mas apresentou um mandato que não nasce da vontade do domínio, mas da força do amor. E seguiu dizendo que Jesus se deu por inteiro para salvar a todos e mostrar o amor e a misericórdia de Deus. “Jesus nos trata como irmãos, amigos” destacou e envia e acompanha a todos.

“Para onde Jesus nos manda?”, perguntou o Papa. Os jovens são enviados a todas as pessoas. “Não tenham medo de levar Cristo a todos os ambientes”, alertou. Fez, em seguida, mais uma vez, referência às periferias existenciais como lugares de evangelização. O Papa incentivou o compromisso da Missão Continental promovido pelos bispos da América Latina e afirmou, com ênfase: “A Igreja precisa de vocês!”. Recordou que, na verdade, são os jovens, que do melhor modo, podem evangelizar os jovens. Pediu que ninguém tenha medo, lembrando o trecho de Jeremias proclamado na missa. E garantiu que Deus responde ao profeta e a todos: “não tenham medo” lembrando que Jesus mesmo já garantiu que “está conosco todos os dias”. E deu aos jovens uma certeza de que podem contar com a companhia de toda a Igreja no enfrentamento do desafio de evangelizar.


Sabemos que é um grande desafio ser jovem e permanecer fiel à Deus nos dias de hoje, são muitas as tentações, são muitas as provações. Mas não devemos nos esquecer que somos incentivados por aqueles que andam junto ao Mestre e acreditam que os jovens são fortes e capazes. pois já venceram o mal.

Não vencemos sozinhos, pois Ele está sempre conosco!

Adenilton Turquete

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CELIBATO É BÍBLICO?

“E todo aquele que por minha causa deixar irmãos, irmãs, pai, mãe, mulher, filhos, terras ou casa receberá o cêntuplo e possuirá a vida eterna.” (Mt. 19, 29).
É patente, por esse texto que Jesus aconselha alguns a deixarem a mulher para servi-lo. E é o que fazem os sacerdotes católicos.
Bastaria esse texto do próprio Deus Homem, Cristo, para ter comprovado o valor e a veracidade do celibato sacerdotal. Mas, para atender melhor a seu pedido, cito outros textos. O mesmo Cristo Jesus nos disse:
“Nem todos entendem isso, a não ser aqueles a quem é concedido.De fato, há homens castrados, porque nasceram assim; outros, porque os homens os fizeram assim; outros, ainda, se castraram por causa do Reino do Céu. Quem puder entender, entenda.” (Mt. XIX, 11-12).

 
Evidentemente, Cristo não estava pedindo uma mutilação física, do mesmo modo que, quando disse que era melhor arrancar o olho do que pecar com ele, não estava incentivando que os homens se cegassem. Cristo, falando em “castrados” voluntários, se referia àqueles que, por amor a Deus, renunciavam à mulher, como vimos na citação anterior.
E o próprio Cristo – Sacerdote por excelência — nos deu seu exemplo, não se casando. Devem os sacerdotes imitá-lo.
Também a sua Mãe Santíssima foi Virgem sempre. E São José nos deu o mesmo exemplo de castidade. O discípulo amado por Cristo era São João, que se manteve celibatário. São João Batista, de quem Jesus disse não haver maior homem nascido de mulher, foi celibatário também.

 
A Bíblia não nos ensina apenas com palavras, mas com exemplos de vida também.
O próprio São Paulo escreveu que o casamento era bom, mas que permanecer, como ele, “em estado de castidade é melhor”.
“Digo também aos solteiros e às viúvas que lhes é bom se permanecerem assim, como também eu. Mas, se não tem o dom da continência, casem-se” (I Cor. 7, 8-9).
Portanto, São Paulo, nesse texto, se afirma solteiro, e diz que aos solteiros é bom permanecer como ele. E é à luz desse texto que se deve entender o outro texto:

 
“1 Não sou eu apóstolo? Não sou livre? Não vi eu a Jesus Cristo SENHOR nosso? Não sois vós a minha obra no Senhor?
2 Se eu não sou apóstolo para os outros, ao menos o sou para vós; porque vós sois o selo do meu apostolado no Senhor.
3 Esta é minha defesa para com os que me condenam.
4 Não temos nós direito de comer e beber?
5 Não temos nós direito de levar conosco uma esposa crente, como também os demais apóstolos, e os irmãos do Senhor, e Cefas?”
Evidentemente, se São Paulo afirmou que era solteiro e aconselhou os outros a manter-se como ele sem mulher, nesse texto, a palavra “esposa cristã” não significa esposa dele, São Paulo. Ele dizia que ele, como os demais apóstolos, tinha direito de levar consigo uma mulher casada, para ajudá-lo. Não era para coabitar maritalmente com ele. Se São Paulo, que se disse solteiro, se arrogasse o direito de levar consigo uma esposa, estaria dizendo que tinha direito de levar consigo uma amante, o que é um absurdo, pois não há direito de fazer isso.

 
Os protestantes alegam ainda que uma das condições para ser escolhido para o episcopado era de ser casado (I Tim3, 1-5).
Permita-me que lhe faça uma distinção, sobre esse texto.
No princípio do Cristianismo, muitos pagãos se convertiam, e, entre os mais velhos deles, em geral casados e viúvos, é que se escolhiam os Bispos. São Paulo recomenda que se escolham os Bispos entre os homens que, tendo sido casados, tivessem sido casados uma só vez. É assim que se explica os textos a Timóteo e a Tito.

 
E ainda que a princípio, os Bispos tivessem sido assim escolhidos, as palavras de Cristo sobre o valor dos que deixavam mulher por amor dele, e as palavras de São Paulo, aconselhando a ser como ele, levaram a Igreja, sempre guiada pelo Espírito Santo, a estabelecer a lei do celibato. Supor que a Igreja errou, estabelecendo a lei do celibato, seria negar a promessa de Cristo de que estaria com ela todos os dias, até o fim do mundo (Cfr. Mt 28, 20). Ou que as portas do inferno prevaleceriam sobre a Igreja de Cristo. (Mt 16, 18).

 
Os protestantes também afirmam que São Pedro era casado, não há dúvida disso. Só que quando Cristo cura sua sogra, está dito que, tendo sido curada da febre por Jesus, “ela levantou-se, e pôs-se a servi-los” (Mt. 8, 14) . Ora, se São Pedro ainda tivesse mulher, seria natural que esta, e não a sogra de Pedro, os servisse. Portanto, São Pedro já devia ser viúvo quando conheceu Cristo, e, por isso, nunca se fala da mulher dele.

 
A Igreja Católica sempre defendeu o matrimônio e o casamento como estabelecidos por Deus, e condenou as seitas gnósticas, maniquéias e cátaras que proibiam o casamento.
De modo que os protestantes erram quando supõe que a Igreja, impondo o celibato aos sacerdotes, condena o casamento. Ela considera, com São Paulo, que casar é bom, mas não casar por amor a Deus é melhor. Por isso, ela criou a lei do celibato para os que livremente queiram ser sacerdotes de Cristo. Se o Sumo Sacerdote, Cristo, viveu celibatário, os seus sacerdotes devem imitá-Lo.

Fonte: http://www.veritatis.com.br/