Recordando Ratzinger: “Há uma tolerância quase ilimitada para mudanças espetaculares e aventureiros, enquanto praticamente não há nenhuma para a antiga liturgia”.

ratzinger4Na nossa reforma litúrgica há uma tendência, ao meu ver errada, de se adaptar completamente a liturgia ao mundo moderno. Essa deveria portanto se tornar ainda mais breve e dessa deveria ser removido tudo aquilo que é visto como incompreensível e finalmente ela deveria ser traduzida numa linguagem ainda mais simples, ainda mais plana.

Desta forma, no entanto, a essência da liturgia e da própria celebração litúrgica se tornam incompreensíveis.  Porque essa não pode entendida de uma forma exclusivamente racional, como se compreende uma palestra ou confêrencia, mas sim de uma forma complexa , participando com todos os seus sentidos e permitindo-se compenetrar numa celebração que não foi inventada por qualquer comissão de peritos, mas que provém da profundidade de milênios e, definitivamente desde toda a eternidade . […] Eu , pessoalmente, acho que deveríamos ser mais generosos em permitir que o rito antigo seja acessível para todos aqueles que assim o desejarem. Não se vê aí nada que possa ser tido como perigoso ou inaceitável.

Uma comunidade se torna por si mesma questionável, quando considera como proibido aquilo que há pouco tempo lhe era sagrado e quando expressa reprovação por aqueles que o desejam. Por que alguém deveria ainda crer em tal Comunidade? Será que amanhã ela não considerará como proibido aquilo que agora ela prescreve? [ …] Infelizmente entre nós, há uma tolerância quase ilimitada para mudanças espetaculares e aventureiros, enquanto praticamente não há nenhuma para a antiga liturgia. Então, nós estamos definitivamente no caminho errado.

Riflessioni del Card. Joseph Ratzinger tratte dal libro “Il sale della terra”, Ed. San Paolo, pp. 199-202 – Créditos: Gercione Lima

 

Via Frates In Unum.com

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