A Carta de Paix Liturgique

O sumário da nossa carta 46 de 12 Fevereiro 2014

O POVO SUMMORUM PONTIFICUM ESTARÁ COM O CARDEAL BURKE NA BASÍLICA DE SÃO PEDRO, EM ROMA!

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O POVO SUMMORUM PONTIFICUM ESTARÁ COM O CARDEAL BURKE NA BASÍLICA DE SÃO PEDRO, EM ROMA!

Este dia 2 de Fevereiro é um dia de festa para todo o povo Summorum Pontificum! E não é só por causa da festa da Candelária, a festa da, mas também pelo anúncio feito pelo Cœtus Internationalis Summorum Pontificum (CISP) em que se dão já os pormenores da Missa Solene na Basílica de São Pedro por ocasião da próxima peregrinação Summorum Pontificum ad Petri Sedem. Com efeito, será o Cardeal Burke quem celebrará na Basílica Vaticana, no sábado, dia 25 de Outubro de 2014, ao meio-dia.

I – O COMUNICADO DO CISP
(Roma, 2 de Fevereiro de 2014, festa da Purificação da Santíssima Virgem)

25 de Outubro de 2014 :
O Cardeal Burke estará com o povo Summorum Pontificum
na Basílica de São Pedro, em Roma.

O CISP tem a alegria de anunciar que será o Cardeal Raymond Burke, prefeito do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica, quem irá celebrar a Missa Solene na Basílica de São Pedro, em Roma, no dia 25 de Outubro de 2014, sábado, ao meio-dia, para todos os peregrinos da Terceira Peregrinação do povo Summorum Pontificum.

O CISP agradece reconhecido a Sua Eminência, o Cardeal Comastri, arcipreste de São Pedro, pela sua disponibilidade e pela celeridade com que nos permitiu fixar desde já agora a data e a hora desta celebração que é o momento alto da Peregrinação ad Petri Sedem.

É-nos assim possível dar mais cedo do que é habitual a luz verde para o arranque dos preparativos da peregrinação, o que poderá ajudar os peregrinos não europeus e quantos estão mais distantes de Roma a juntarem-se-nos com maior facilidade.

De ano para ano, graças ao Motu Proprio Summorum Pontificum do Papa Bento XVI, as riquezas da forma extraordinária do rito romano tornam-se cada vez mais acessíveis a toda a Igreja Universal (Instrução Universæ Ecclesiæ de 30 de Abril de 2011) e parece-nos justo que se permita aos fiéis mais distantes do centro do orbe católico poderem unir-se também eles a este momento de oração e testemunho.

Lembramos que a peregrinação terá início no dia 23 de Outubro e concluir-se-á no dia da festa de Cristo Rei, domingo, 26 de Outubro.

Contato: cisp@mail.com / unacumpapanostro.com

II – O CARDEAL BURKE EM TEXTOS

a) Extracto da entrevista dada pelo Cardeal Burke a Ricardo Benjumea, da revista Alfa y Omega (arquidiocese de Madrid) e publicada a 5 de Dezembro de 2013
Fonte

– Vossa Eminência tem exprimido frequentemente a sua preocupação em relação aos abusos litúrgicos que se foram verificando durante os decénios que se sucederam ao Concílio. Hoje em dia, quando já passaram 50 anos da Constituição Sacrosantum Concilium, pensa que o problema já se resolveu?

Cardeal Burke: De forma alguma, apesar dos muitos progresos já realizados. É preciso ter em consideração que, desde o período pós-Conciliar até que João Paulo II fizesse notar a deterioração da vida litúrgica que estava em curso, o número de católicos que acreditam na presença real de Cristo na Eucaristia foi diminuindo. Há ainda muito trabalho a fazer, não obstante os esforços de João Paulo II e, em seguida, de Bento XVI, que deixou como um dos seus grandes legados o seu profundo amor pela liturgia, concretizado legislativamente no Motu Proprio Summorum Pontificum e na Instrução Universæ Ecclesiæ, da Comissão Pontifícia Ecclesia Dei. Aí, temos uma chave para poder levar a bom porto a reforma pretendida pela Sacrosanctum Concilium, ou seja, na continuidade com a tradição da Igreja. Esta ideia de duas formas de um único rito romano a enriquecerem-se mutuamente, espero que, com o tempo, ela possa, talvez, vir a acentuar-se por meio de uma revisão do rito romano, de modo a que a renovação do Concílio atinja o objectivo que se propôs. Mas, para isso, será também necessário que se recupere o conhecimento do latim, que em apenas poucas dezenas de anos foi quase completamente esquecido. No passado, o latim ajudava as pessoas a manterem um sentido forte da tradição. Agora, ocorre recuperá-lo.

b) Extracto da entrevista dada a Raymond Arroyo para a EWTN, a 12 de Dezembro de 2013
Fonte

– Tratemos agora do Summorum Pontificum, que terá sido a pedra angular do ensinamento de Bento XVI, estabelecendo uma forma extraordinária em paridade com o Novus Ordo. Muitos há que dizem que com Francisco ao comando será a hora de arquivar esta reforma e de passar a outros assuntos. Parece-lhe que isso é possível e que benefícios acha que nos traz este avanço da missa tridentina?

Cardeal Burke: Não vejo como isso seja possível, por duas razões. A primeira é que se trata de legislação universal [da Igreja] e que seria um grave gesto da parte do Santo Padre provocar a sua inversão. Seria preciso que se houvesse razões das mais graves.

A segunda é que o Papa Francisco não mostrou qualquer inclinação para mudar o que quer que seja a respeito da celebração da forma extraordinária. Mesmo fazendo, na Exortação Apostólica, um comentário acerca das pessoas que se preocupam demasiado com a liturgia outros mais, não creio que isso possa interpretar-se como sendo uma declaração negativa a respeito do Summorum Pontificum. De facto, quando se encontrou com o grupo de bispos da Puglia, logo no início do pontificado, por ocasião da visita ad limina (veja-se a nossa carta 389 versão francesa), houve um bispo descontente que, pensando que o Santo Padre concordaria, levantou a questão do Summorum Pontificum afirmando que se tratava de um retrocesso e de uma fonte de divisões. Ora, aparentemente, com base nas informações que circularam, o Papa mostrou-se muito firme, dizendo que não era o caso, que temos necessidade simultaneamente tanto da antiga como da nova forma e incitou os bispos a voltarem às suas casas e a ajudarem as pessoas para que se tornem mais santas. Por isso, custa-me imaginar que haja qualquer alteração no horizonte.

Eu mesmo, desde que o Papa Francisco assumiu as suas funções, já celebrei publicamente várias missas solenes na forma extraordinária e não recebi qualquer advertência por tê-lo feito ou qualquer chamada de atenção no sentido de não o fazer ou algo do género…

A minha resposta a quantos se dedicam ao Summorum Pontificum à sua aplicação é, pois, que devemos continuar, na senda da sabedoria do Papa Bento XVI, a promover a celebração do rito da missa nas duas formas, a fim de se chegar ao que ele chamou de enriquecimento mútuo e ao que muitos chamam de, e que eu penso ser uma expressão apropriada, “reforma da reforma”. Por outras palavras, como refere o Papa Bento XVI, na sua carta aos bispos, que escreveu na mesma altura da promulgação do Summorum Pontificum: a reforma da liturgia e de tudo aquilo em que se assistiu a um desvio da mesma após o Concílio. Mais, ele vê no Motu Proprio um modo de tentar cumprir a verdadeira reforma tal como fora desejada durante o Concílio.

E não faltam os bons frutos: de tempos a tempos eu celebro a missa na forma extraordinária em diferentes lugares dos Estados Unidos, mas também na Europa, e verifico sempre uma forte presença de jovens e de muitas crianças. Travo então conhecimento com mais famílias, além das que já vou conhecendo, e elas dizem-me que o que encontram na celebração da forma extraordinária é uma expressão mais palpável da acção divina na santa liturgia. E para todos eles, isto representa uma grande dádiva: quando assistem, o que imagino aconteça habitualmente, à Santa Missa na forma ordinária, estão já em melhores condições para apreciar que é o próprio Cristo que vem até nós para renovar o sacrifício do Calvário, e possuem uma noção mais aguda de que se trata aí da acção de Cristo, de que o sacerdote age na pessoa de Cristo e de que estamos lá para sermos santificados, de que a nossa participação consiste em oferecer-nos com Cristo ao Pai.

III – O COMENTÁRIO DA PAIX LITURGIQUE

Aleluia! Muito conhecido tanto no continente americano como naquele europeu, em particular graças ao Instituto de Cristo-Rei, o Cardeal Burke é um infatigável e corajoso promotor da reconciliação litúrgica desejada por Bento XVI. A sua participação na próxima peregrinação Summorum Pontificum a Roma, não sendo uma surpresa, não deixa por isso de ser uma óptima notícia que vem demonstrar como é importante não perder a esperança. Com efeito, nos finais de 2013, alguns meios de comunicação social quiseram opor o Cardeal Burke ao Papa, desencadeando assim um vento de pânico por entre os fiéis. Ora, tanto as palavras de Sua Eminência como a sua presença no altar da Cátedra de São Pedro no próxima dia 25 de Outubro vêm provar que os benefícios do pontificado de Bento XVI continuam a fazer-se sentir e a espalhar-se durante o pontificado do Papa Francisco.

Como em 2012 e em 2013, a Paix Liturgique dará todo o seu apoio a esta terceira peregrinação do CISP, cujo anúncio, feito agora com grande antecipação, deverá dar a possibilidade a muitas famílias de se organizarem para poder participar; em particular, como o dizem os próprios organizadores no seu comunicado, às famílias de além-Atlântico, onde, como demos conta recentemente (veja-se a nossa carta 45), o efeito Summorum Pontificum não dá mostras de querer esmorecer, em especial nos Estados Unidos.

 

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