MISSA TRIDENTINA

Face às doutrinas propagadas pelos protestantes, o Concílio de Trento reafirmou a doutrina católica sobre a Missa, sobretudo nas sessões XIII, em que versou sobre a presença real de Jesus Cristo na Eucaristia, e na XXII, sobre o sacrifício. Além disso, mandou elaborar uma lista de abusos cometidos na celebração da missa, a partir da qual promulgou um documento acerca das “coisas a observar e a evitar na celebração da missa”. Tais abusos podem reduzir-se a avareza, irreverência e superstição.

A fim de eliminar esses abusos, era intenção do Concílio proceder à reforma dos livros litúrgicos. No entanto, como o Concílio já acontecia há vários anos, os padres conciliares decidiram, na última sessão, incumbir o Papa Pio IV dessa função. Contudo, foi Pio V que realizou tal incumbência, promulgando, em 1570, através da Bula Quo Primum Tempore, o Missal Romano revisado. Nessa bula, Pio V esclarece que o objectivo da revisão dos livros litúrgicos era restaurar os ritos “em conformidade com a antiga norma dos Santos Padres”.

As características mais visíveis da missa tridentina são o uso do latim como língua litúrgica assim como a posição do sacerdote, onde ele e os fieis ficam de frente para o Sacrário, onde Cristo Se faz realmente presente. Na missa, persiste o uso do latim por ser a língua sagrada da Igreja. Além da língua latina, a Missa também é rezada em algumas partes em hebreu e grego. Essas mesmas línguas (latim, hebreu e grego) foram usadas na placa que foi colocada na cruz, sobre a cabeça de Cristo.

A Missa é chamada de “Tridentina” pois foi codificada no Concílio de Trento. Porém ela é rezada a muito tempo antes do Sacrossanto Concílio de Trento. Ela é chamada até mesmo de “Missa Apostólica” por ter sido rezada pelos apóstolos de Cristo

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