CELIBATO É BÍBLICO?

“E todo aquele que por minha causa deixar irmãos, irmãs, pai, mãe, mulher, filhos, terras ou casa receberá o cêntuplo e possuirá a vida eterna.” (Mt. 19, 29).
É patente, por esse texto que Jesus aconselha alguns a deixarem a mulher para servi-lo. E é o que fazem os sacerdotes católicos.
Bastaria esse texto do próprio Deus Homem, Cristo, para ter comprovado o valor e a veracidade do celibato sacerdotal. Mas, para atender melhor a seu pedido, cito outros textos. O mesmo Cristo Jesus nos disse:
“Nem todos entendem isso, a não ser aqueles a quem é concedido.De fato, há homens castrados, porque nasceram assim; outros, porque os homens os fizeram assim; outros, ainda, se castraram por causa do Reino do Céu. Quem puder entender, entenda.” (Mt. XIX, 11-12).

 
Evidentemente, Cristo não estava pedindo uma mutilação física, do mesmo modo que, quando disse que era melhor arrancar o olho do que pecar com ele, não estava incentivando que os homens se cegassem. Cristo, falando em “castrados” voluntários, se referia àqueles que, por amor a Deus, renunciavam à mulher, como vimos na citação anterior.
E o próprio Cristo – Sacerdote por excelência — nos deu seu exemplo, não se casando. Devem os sacerdotes imitá-lo.
Também a sua Mãe Santíssima foi Virgem sempre. E São José nos deu o mesmo exemplo de castidade. O discípulo amado por Cristo era São João, que se manteve celibatário. São João Batista, de quem Jesus disse não haver maior homem nascido de mulher, foi celibatário também.

 
A Bíblia não nos ensina apenas com palavras, mas com exemplos de vida também.
O próprio São Paulo escreveu que o casamento era bom, mas que permanecer, como ele, “em estado de castidade é melhor”.
“Digo também aos solteiros e às viúvas que lhes é bom se permanecerem assim, como também eu. Mas, se não tem o dom da continência, casem-se” (I Cor. 7, 8-9).
Portanto, São Paulo, nesse texto, se afirma solteiro, e diz que aos solteiros é bom permanecer como ele. E é à luz desse texto que se deve entender o outro texto:

 
“1 Não sou eu apóstolo? Não sou livre? Não vi eu a Jesus Cristo SENHOR nosso? Não sois vós a minha obra no Senhor?
2 Se eu não sou apóstolo para os outros, ao menos o sou para vós; porque vós sois o selo do meu apostolado no Senhor.
3 Esta é minha defesa para com os que me condenam.
4 Não temos nós direito de comer e beber?
5 Não temos nós direito de levar conosco uma esposa crente, como também os demais apóstolos, e os irmãos do Senhor, e Cefas?”
Evidentemente, se São Paulo afirmou que era solteiro e aconselhou os outros a manter-se como ele sem mulher, nesse texto, a palavra “esposa cristã” não significa esposa dele, São Paulo. Ele dizia que ele, como os demais apóstolos, tinha direito de levar consigo uma mulher casada, para ajudá-lo. Não era para coabitar maritalmente com ele. Se São Paulo, que se disse solteiro, se arrogasse o direito de levar consigo uma esposa, estaria dizendo que tinha direito de levar consigo uma amante, o que é um absurdo, pois não há direito de fazer isso.

 
Os protestantes alegam ainda que uma das condições para ser escolhido para o episcopado era de ser casado (I Tim3, 1-5).
Permita-me que lhe faça uma distinção, sobre esse texto.
No princípio do Cristianismo, muitos pagãos se convertiam, e, entre os mais velhos deles, em geral casados e viúvos, é que se escolhiam os Bispos. São Paulo recomenda que se escolham os Bispos entre os homens que, tendo sido casados, tivessem sido casados uma só vez. É assim que se explica os textos a Timóteo e a Tito.

 
E ainda que a princípio, os Bispos tivessem sido assim escolhidos, as palavras de Cristo sobre o valor dos que deixavam mulher por amor dele, e as palavras de São Paulo, aconselhando a ser como ele, levaram a Igreja, sempre guiada pelo Espírito Santo, a estabelecer a lei do celibato. Supor que a Igreja errou, estabelecendo a lei do celibato, seria negar a promessa de Cristo de que estaria com ela todos os dias, até o fim do mundo (Cfr. Mt 28, 20). Ou que as portas do inferno prevaleceriam sobre a Igreja de Cristo. (Mt 16, 18).

 
Os protestantes também afirmam que São Pedro era casado, não há dúvida disso. Só que quando Cristo cura sua sogra, está dito que, tendo sido curada da febre por Jesus, “ela levantou-se, e pôs-se a servi-los” (Mt. 8, 14) . Ora, se São Pedro ainda tivesse mulher, seria natural que esta, e não a sogra de Pedro, os servisse. Portanto, São Pedro já devia ser viúvo quando conheceu Cristo, e, por isso, nunca se fala da mulher dele.

 
A Igreja Católica sempre defendeu o matrimônio e o casamento como estabelecidos por Deus, e condenou as seitas gnósticas, maniquéias e cátaras que proibiam o casamento.
De modo que os protestantes erram quando supõe que a Igreja, impondo o celibato aos sacerdotes, condena o casamento. Ela considera, com São Paulo, que casar é bom, mas não casar por amor a Deus é melhor. Por isso, ela criou a lei do celibato para os que livremente queiram ser sacerdotes de Cristo. Se o Sumo Sacerdote, Cristo, viveu celibatário, os seus sacerdotes devem imitá-Lo.

Fonte: http://www.veritatis.com.br/

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