Católicos perseguidos na Ucrânia: “A Rússia espalhará seus erros pelo mundo…”

Por The Boston Pilot | Tradução: Fernando Seixas – Fratres in Unum.com –  Um padre na Crimeia relata que os fiéis estão alarmados pela ocupação militar russa, e temem que a Igreja seja posta na ilegalidade novamente se a invasão permanecer.

Pe. Mykhailo Milchakovskyi, pároco em Kerch, Ucrânia, descreveu a tensão dos residentes dessa cidade, parte oriental da Crimeia, inseguros sobre seu futuro.

“Ninguém sabe o que vai acontecer. Muitas pessoas estão tentando vender suas casas e mudar para outras partes da Ucrânia”, disse o Pe. Milchakovskyi ao Serviço de Notícias Católico em 12 de março.

“Nossa Igreja não tem reconhecimento legal na Federação Russa [referência à Igreja Ucraniana Greco-Católica, em plena comunhão com a Santa Sé], então é incerto qual Direito será aplicado se a Crimeia for anexada. Tememos que nossas igrejas sejam confiscadas e o clero seja preso”, disse o padre, em meio às tensões sobre o referendo de 16 de março, sobre a permanência dessa república autônoma como parte do Estado Ucraniano ou sua anexação à Rússia.

Pe. Milchakovskyi disse que o líder da Igreja Ucraniana Greco-Católica, o Arcebispo de Kyiv-Halych, Sviatoslav Shevchuk, pediu orações e apoio para o caso de qualquer católico “encontrar-se sob perigo”.

Ele menciona que a Igreja teme que a invasão russa possa resultar em nova opressão sobre os católicos ucranianos, a cujas cinco comunidades pertencem tradicionalmente 10% dos 2 milhões de habitantes da península da Crimeia.

“Muitos já deixaram de vir à igreja, depois de serem rotulados como nacionalistas e fascistas por provocadores locais”, disse o Pe. Milchakovskyi.

“Os ortodoxos sempre insistiram serem dominantes aqui, e fizeram tudo para tornar nossa vida o mais desagradável possível. Se tiverem as mãos livres agora, não sabemos se irão portar-se como cristãos ou se manterão tal política de inimizade”, adicionou.

Sob o regime soviético, de 1946-1989, a Igreja Católica de rito oriental foi banida. Os fiéis que puderam passaram à clandestinidade, enquanto outros tiveram de frequentar igrejas ortodoxas, ou nem isso. O governo confiscou todas as propriedades da Igreja, dando bens aos ortodoxos e secularizando os demais.

Em janeiro, o Arcepisbo Shevchuk disse que o presidente deposto, Viktor Yanukovych, ameaçou banir a Igreja Ucraniana Greco-Católica por seu apoio aos manifestantes pró Ocidente. No entanto, Leonid Novokhatko, antigo ministro da cultura, agora nega que Yanukovych o tenha planejado.

O pe. Milchakovskyi diz que tem-lhe sido permitido visitar os católicos que servem a infantaria naval em Kerch, como capelão militar, após a base ter sido bloqueada por forças russas.

Relatou que as tropas russas “controlam quem e o quê passa”, e disse que os jovens recrutas precisam de comida e remédios.

“Todos dizem que o resultado do referendo já é conhecido, embora muitos gostassem de votar pela permanência na Ucrânia, ou pela manutenção da Crimeia como seu estado autônomo”, disse o padre ao SNC.

“O referendo não terá validade jurídica, e não sabemos nem mesmo quem o irá conduzir ou contar os votos. Mas estamos muito preocupados que os resultados sejam usados como pretexto para atuação contra nós”, o padre disse ao SNC.

Dois dias antes, em outra entrevista ao SNC, o pe. Milchakovskyi disse que os católicos provavelmente nem votarão.

“Eles dizem que não é válido. Que é simplesmente ilegal, e não irão tomar parte nisso”, disse, usando sua esposa Alexandra como intérprete. Ao clero oriental é admitido casar-se antes da ordenação. Russos étnicos são 58% da população da Crimeia, composta, ainda, de 24% de ucranianos e cerca de 12% de tártaros muçulmanos.

Sobre a invasão russa na Crimeia, o pe. Milchakovskyi disse: “Temos Internet. Temos o suficiente para comer e podemos usar a Internet, além de alguns canais de TV ucranianos, que já não conseguimos sintonizar, então não assistimos. Os ocupantes trocaram os canais ucranianos por russos”.

Notícias de 12 de março relatam que grupos de voluntários desarmados, com apoio de autoridades locais, estão tentando proteger igrejas, mesquitas e cemitérios de saques e vandalismo.

Enquanto isso, em declaração de 11 de março, um bispo ortodoxo da Crimeia ligado ao Patriarcado de Kyiv, que apóia o novo governo da Ucrânia, disse que muitos proeminentes ativistas pró Ocidente desapareceram. A declaração menciona que há “perigo real à vida de ucranianos” no território.

Em apelo datado de 11 de março, clérigos do vicariato católico latino noticiaram que oficiais russos tomaram propriedades de habitantes da Crimeia.

“Nossos padres estarão com os fiéis aconteça o que acontecer, mas todos estão vivendo sob guerra e estado de sítio, sem ajuda humanitária”, disse, nesse apelo, o bispo auxiliar de Odessa-Simferopol, Jacek Pyl.

Comida e combustíveis têm seus preços sob “forte alta”, relata o padre Milchakovskyi.

“Nossos paroquianos não são ricos, nem o clero o é, mas nós não podemos pedir dinheiro ou ajuda material porque não há sequer como recebê-la”, disse o padre.

“Contamos com as preces dos cristãos de fora e seu apoio moral, protestando e dando conhecimento de nossas dificuldades pelos meios mais abrangentes possíveis”.

Mark Pattinson, em Washington, contribui para a reportagem.

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Três padres católicos desaparecem na Crimeia

Por Risu.org – Hoje [16 de março], por volta das 14:00 hs., o pe. Mykola Kvych desapareceu novamente. Ele foi sequestrado ontem, e libertado após algumas horas. A última coisa que ele disse foi: “se eu não entrar em contato novamente, comunique aos fiéis que meu apartamento em Khrustalova foi atacado. É a polícia e as forças armadas “pró Rússia”. Eles são muitos, muitos. Há portas de metal, mas não sei por quanto tempo elas conseguem resistir”. Agora, ambos os celulares do pe. Mykola encontram-se desligados, apesar de terem permanecido ligados durante a invasão de seu apartamento e sua prisão, ontem.

“Hoje, por volta das 12:00 hs., eu falei com Pe. Mykola. Ele disse que teria uma entrevista com jornalistas finlandeses. É possível que eles estivessem no apartamento quando houve o ataque”, disse o Pe. Ihor Yatsiv, do departamento de informações da Igreja Ucraniana Greco-Católica.

Um correspondente do Serviço de Informações Religiosas da Ucrânia falou com o pe. Mykola às 13:00 hs., que disse que havia jornalistas com ele, e que o apartamento estava sob ataque.

Paroquianos de Evpatoria relataram que o Pe. Bogdan Kostecki também desapareceu. Ontem ele retornou de Ternopil, para onde tinha levado sua família. Desapareceu após ter telefonado no sábado, às 22:00 hs., para dizer ter chegado na Crimeia. Os telefones do Pe. Bogdan também estão desligados.

Outro padre da Crimeia, Ihor Havryliv, também está desaparecido. De acordo com informações preliminares, ele estaria no carro junto com o pe. Bogdan Kostecki.

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Encontrados os três padres ucranianos desaparecidos, agora em segurança

Os padres ucranianos católicos cujo desaparecimento foi relatado na Crimeia hoje estão vivos e seguros. O correspondente do Serviço de Informações Religiosas da Ucrânia falou com o pe. Mykola Kvych, pároco em Sevastopol. Ele está em segurança em outra região da Ucrânia, com a ajuda de paroquianos que o ajudaram a fugir da Crimeia. Como noticiado mais cedo, forças armadas “de autodefesa” da Crimeia tentaram atacá-lo durante entrevista a jornalistas finlandeses.

“Na porta do apartamento em que vivo, hoje apareceram diversos indivíduos desconhecidos que, por longos períodos, e de forma contínua, tocavam um sino e forçavam a porta. Quando foram embora, saí do prédio com os paroquianos. Levei apenas o cálice, a patena e meus documentos”- disse o pe. Mykola.

O padre Kvych disse que conseguiu contactar o pe. Ihor Havryliv, pároco em Yalta, agora em lugar seguro com o outro sacerdote desaparecido, pe. Bogdan Kostecki, que serve em Evpatoria. Ele não mencionou os locais exatos.

Renuncie às paixões mundanas

Nós estamos sendo oprimidos, mas o Senhor quer nos libertar e colocar sobre nós uma capa de proteção. Jesus veio para nos ensinar a renunciar à impiedade e às paixões mundanas.

Rezemos: “Liberta-me, Senhor! Eu eu não quero viver de paixões mundanas, não quero que ela me dominem. Senhor, venha dominar toda a minha mente, toda o meu ser, todo o meu corpo, todos os meus sentimentos e as minhas emoções. Liberta-me de toda impiedade, Jesus”.

Não podemos nos deixar dominar pelo maligno. Somos templos de Deus, independente de nossos pecados, de nossos sentimentos. Pelo batismo somos templo do Deus vivo.

Para expulsar o inimigo com o poder do batismo, precisamos fazer sempre o sinal da cruz, que é um sinal de exorcismo. O inimigo semeia e atiça as paixões mundanas. Precisamos ter a proteção de Deus em nossa vida. Clame o nome de Jesus, peça-Lhe que a sua vontade esteja de acordo com a d’Ele.

Seu irmão,
Monsenhor Jonas Abib

Os tipos de Católicos

Tipos de católicos nocivos a igreja

-Católico Peter Pan: Aquele que não cresce nunca.
-Católico Fiscal: Só sabe Criticar e fiscalizar as ações da Igreja, mas não faz nada.
-Católico FANTÁSTICO: Só o vemos aos Domingos na missa e olhe lá.
-Católico Florzinha de Jesus: Qualquer probleminha com o padre ou com alguém, fica magoadinho(a) e sai da igreja, pastoral, ou Comunidade.
-Católico Agente secreto 007: Ninguém pode saber que ele é católico.Não usa cruz,escapulário,terço, e sempre diz que não é nem contra, ou a favor da Igreja, mas muito pelo contrário, entende ?…
-Católico Gabriela – Quer que os outros mudem, mas ele é sempre assim: Eu nasci assim,eu cresci assim e vou morrer assim.
-Católico Homem Aranha-Qualquer problema já está subindo pelas paredes.
-Católico Raimundo-Um pé na igreja e outro no mundo.
-CATÓLICO CARRINHO DE MÃO: Precisa ser empurrado para trabalhar, principalmente na igreja.
-CATÓLICO PIPOCA: Vive pulando daqui para ali; de igreja em igreja;de pastoral e pastoral, comunidade e comunidade , e não se firmam como membro de nenhuma

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-CATÓLICO DE TIETE OU DE CARTEIRINHA DE FÃ CLUBE: Acompanha o padre Artista onde ele for.

-CATÓLICO NASCER DO SOL – Só podemos contar com ele para um outro novo dia: Hoje num dá…amanhã…
-CATÓLICO DENOREX – Parece, mas não é : Diz que é Católico, mas acredita em Re-encarnação,Vive em terreiros de Umbanda,pratica o Exoterismo,é a favor do aborto, uso de camisinha,Uniões livres,e não aceita a autoridade da Igreja, o que vale é sua ACHOLOGIA, pois para este não importam o meios mas o fim: Ser feliz a qualquer custo.
-CATÓLICO KIKO DO CHAVES: não se mistura com a “gentalha”.
-CATÓLICO NOÉ: Nunca as coisas são com ele: ” Noé comigo irmão.”
-CATÓLICO DO CONTRA: Sempre arranja uma desculpa contrária para não colaborar.
-CATÓLICO ESCOSTEIRO: só aparece em época de acampamento.
-CATÓLICO KODAK – Vive de revelação: O Senhor me revelou que…
-CATÓLICO COM DOM DE “CANTO”: Fica lá no canto da igreja encostado e não quer ajudar em nada.
-CATÓLICO MACHADO: Qualquer ideia ele já corta logo.

-CATÓLICO PROTESTANTE: Tá na Igreja Católica, mas é contra as Imagens,não honra Maria a mãe de Deus,não vai a uma procissão, não reza o terço, nas faz novenas,diz que adorar o Santíssimo(biscoito branco)é idolatria, prefere a reunião do grupo a ir a missa,e seu linguajar parece o de um protestante fanático: Só quer saber das bênçãos e Vitórias de Deus, e esquece o Deus das bençãos e das Vitórias, e só vive repetindo: Ô glória !!!…Não quer servir a Deus, mas service de Deus.
Vejamos bem se em nossas comunidades já nos deparamos com situações semelhantes.
Ainda temos: O “católico IBGE” Porque só se descobre que é católico em questionários do Senso; O “católico INSS” Que acredita que a igreja é para os idosos; O “católico SOCIALITE” Pois só aparecem em ocasiões sociais, como casamentos, batizados, 1º Eucaristia, confirmação e enterros. O “católico DOENTE” (pensei que fosse doente pela igreja, assim como alguns são doentes pelos seus “times de futebol”, mas não); é aquele que só procura a igreja quando não tem mais jeito mesmo, está nas ultimas.O “católico POLITICO” Dá o ar da graça de quatro em quatro anos, faz promessas aos santos e ao povo e some. O “católico CELESTE” Porque vive olhando para o céu e não querem ouvir nem se preocupar com as coisas da terra.
O Último da lista, e o mais importante, diga-se de passagem, é o “católico CONSCIENTE” Estes se encantam em olhar a ascensão do Senhor, mas atendem ao mandamento de ir pelo mundo como testemunhas do evangelho, vivem a alegria do evangelho, levantam as mãos e dança com alegria como diz a canção, mas vivem a sua fé com os pés no chão e as mãos estendidas para o trabalho evangelizador. Quem vive sua fé somente com as mãos levantadas para o alto, com os olhos no céu, esqueceu que Jesus ajoelhou-se para lavar os pés dos amigos e nos enviou pelo mundo para testemunhar que somos seus discípulos.
Hoje um grito precisa ser dado em nossas comunidades: acordem, existe muita coisa a fazer na comunidade e neste mundo, por isso vivamos como discípulos de Jesus Cristo em toda parte.
Quantos dias por mês você é católico?
Ser Cristao no mundo de hoje É: “Ser o sal da terra e Luz do Mundo”.
É Ser fiel a vocação humana, e qual é a vocação do homem ?

Deus criou o homem a sua imagem e semelhança, para viver com ele uma relação de amizade. É Ser fiel a Jesus Cristo,todos os cristãos deve ter esse encontro pessoal com Jesus, partir dele, com ele e para ele. Ele converteu pessoas ,devo fazer o mesmo com o exemplo, etc. Ele lutou por uma sociedade justa,lado social ;Jesus optou preferencialmente, e não exclusivamente pelos pobres, lado econômico; Jesus denunciou o apego, Lado politico; pregou o serviço, bem comum.
Lado cultural: Jesus falou a linguagem do povo. Lado religioso :foi judeu piedoso, condenou a religiosidade fingida, hipocrisia.
A vocação humana é Ser Fiel à igreja como mistério,fundada por Jesus cristo (Mateus 16,18),Igreja como povo de Deus,aberta a acolher aos novos que chegam, e atentos aos sinais dos tempos. Igreja como corpo Visível de cristo:Na qual inserimos pelo batismo, compromisso. Igreja apostólica:fundada na fé e ensino dos Apóstolos.
Igreja santa e meretrix:Pois é feita de pessoas humanas, mas conduzida pela ação do Espirito Santo.
Refletindo e observando bastante a juventude e as outras massas (idade) de católicos, resolvi escrever um post sobre os diferentes tipos de católicos existentes e com destaques a alguns tipos peculiares à lista acima postada.
Não vou discriminar os corretos e nem os errados, mas vou enumerá-los e mostrar suas características somente para uma profunda reflexão de onde estamos, e como está a nossa fé.
Primeiramente gostaria de falar do “CATÓLICO DINOSSAURO”
Normalmente é aquele tipo de pessoa que vive a muito tempo em cargos na paróquia. Está quase todo dia religiosamente na paróquia, ou não. Possui quadro de destaque. Uns são amáveis, outros não. Alguns são acolhedores, estão dispostos a aumentar a messe da Igreja, já outros se sentem pressionados com a chegada de novas pessoas dispostas a servir na paróquia, com medo de perderem o “poder”.
Na grande maioria, os “dinossauros” são ignorantes em doutrina, procuram fazer tudo usando o “jeitinho brasileiro” e como consequência, acabam atrapalhando a fé de outras pessoas menos desprovidas de contato com a Sã Doutrina.
“CATÓLICOS CHEIOS DE FOGO”
A principal característica é sempre o sorriso no rosto. Usam frases a todo momento como : “Jesus te ama”, “ô glória”, “Deus tem um propósito na sua vida”, “Jesus está me dizendo que…”Gostam de fazer lual, cantar e cantar e muitas das vezes, em Missas de adeptos da Renovação Carismática, bagunçam a liturgia pensando que estão em grupos de oração.
Porém, verdade seja dita, para não ser genérico e injusto,existem aqueles que possuem essas características, mas têm o pé mais no chão, preferem o silêncio nas missas, obedecem e a Liturgia, sabem o momento certo de orar com fogo do Espírito Santo, ou seja, num grupo de oração, e, procuram conhecer realmente a Sã Doutrina, e a Liturgia da Igreja pós Conciliar.
“CATÓLICO RELATIVISTA”
Em muitas das vezes é aquele que frequentemente está nas Missas, servem a paróquia nas suas necessidades, mas têm um pensamento diferente do que a Igreja prega.Essas pessoas ditam o que é pecado pra elas mesmas, geralmente não são obedientes e nem querem obedecer a Sã Doutrina, e ainda por cima, ficam colocando idéias erradas na cabeça do povo.
É bem assim que funciona:
“Eu sou muito católico, mas eu não concordo que os sacerdotes tem que ser celibatários”
“Eu rezo o terço todo dia, mas eu acredito que o aborto deveria ser aprovado”
“Sou muito fiel a Sã Doutrina, mas escuto thê thê rê thê, ai se eu te pego, e freqüento lugares que promovem essas músicas, afinal, a vida é pra se curtir”.
“Pra quê se confessar?, eu não roubei, não matei”
“E quando pior é próprio sacerdote que pensa assim: Sim, eu sou sacerdote, mas não quero usar hábito, ou clergyman , não tenho tempo para confessar ninguém, falo pra todo mundo se converter, mas é muito desgastante pra mim ouvir confissões”

 

“CATÓLICO TRADICIONALISTA”
Geralmente são muito rígidos com a Sã Doutrina, mas querem ser mais que o Papa. Não concordam com o Concílio Vaticano II em nenhuma espécie, falam mal do Papa de forma feroz e não estão abertos ao dialógo. Criminalizam a Missa Nova de Paulo VI (que celebramos hoje) e só aprovam a Missa Tridentina.
Fazem até certo um bem em questão doutrinária, mas pecam no diálogo, apegando-se a um tradicionalismo desagregado ao magistério da Igreja de sempre.
“CATÓLICO CONSERVADOR”
Esse aí da foto é o Padre Paulo Ricardo, sacerdote conservador, usa o hábito, quer obedecer a Igreja.As características do católico conservador são ligadas com todos os tipos de católicos que mostrei acima, mas ao contrário deles, são mais coerentes. São pecadores, afinal quem não é? Mesmo sendo pecadores, sabem muito bem o que é pecado e sabem do que precisam para se manter na Graça de Deus.

Eles filtram muito bem tudo aquilo que é ensinado por sacerdotes e leigos, e vêem se esses ensinamentos são baseados na Sã Doutrina. Geralmente estudam muito os ensinamentos da Igreja e procuram viver tudo aquilo que é proposto pela Igreja. São bastante ativos na internet, mas não conseguem ser tão ativos nas suas paróquias devido a mentalidade dos “dinossauros maus” e “relativistas”.

São muito perseguidos por quererem ser retos e obedientes e, se a pessoa não estiver com disciplina na oração e na freqüência dos sacramentos, geralmente deixam de abraçar a Cruz de Cristo.
CATÓLICO: “A ESPERA DE UM MILAGRE”
A característica deles vem do protestantismo. Tem muito anseio por milagres que envolvem coisas materiais, profissão, cura de doenças (dor na unha, coluna) e etc. Mas não podemos generalizar, pois existem os mais centrados quem procuram milagres não só materiais, mas espirituais. Pedem dons de sabedoria, humildade, castidade e abraçam a cruz se precisar abraçar.
“CATÓLICO QUE FOGE DA CRUZ”

 

Esse tipo de católico se parece um pouco com o católico relativista, alguma parte do católico cheio de fogo e do que espera milagres.Procuram a religião unicamente para se livrar dos problemas, não só pedem, mas determinam que Jesus faça um milagre na sua vida profissional, saúde e etc.

 

Quando a cruz chega, geralmente perde a fé pois pensa que o paraíso é aqui na Terra. São bastante sentimentalistas, escolhem a fé que quer seguir, constroem suas verdades e em seu egoísmo idolatram a si próprios, pois só querem o Venha a nós o vosso reino, e que seja feita na sua, mas a minha vontade.
CATÓLICO SINCRETISTA , OU EXOTÉRICO:

É aquele tipo de católico que quer juntar todas as religiões num rito só. Eles sentem muita “peninha” dos protestantes, dos espíritas, dos adeptos da umbanda e etc.Pra eles, respeito à outras religiões é unir tudo fazendo uma farofada de doutrina, em um covarde e condenável Irenismo.
Um exemplo clássico que acontece no Brasil, é trazer músicas protestantes para a Liturgia, convidar outras religiões e tirar o sentido do cristianismo.
Respeito à religião alheia é uma coisa, trazer elementos de outras religiões que são opostas a nossa fé para agradar os outros é totalmente diferente.
CATÓLICO OU “CAÓTICO”?
Dizem que no Brasil – mas não é só no Brasil, não! – muitos católicos adotam um cristianismo original. Em vez de: católico-apostólico-romano, passa a ser: caótico-apostático-romântico … E bote isso tanto no masculino como no feminino!
Comecemos pelo “católico-caótico”. A palavra “católico” é um adjetivo da língua grega que, no masculino, feminino e gênero neutro corresponde respectivamente a: katolikós, katoliká, katolikón.
O significado de católico é: universal. Quer indicar que o cristianismo deve ser universal, abranger todos os povos de toda a terra e de todos os tempos. O Evangelho é universal, é para todos. No caso, o substantivo é: cristão; católico é adjetivo, que poderia ser substituído por “universal”; mas, ficaria um tanto pernóstico dizer: “sou cristão universalll”… E por isso, ficamos com o adjetivo “católico” mesmo, querendo dizer “universal”. Entendido?
Pois bem. Mas, em nossa querida Pátria e alhures, o cristão em vez de ser “católico”, isto é, aceitar todo o Evangelho, a Igreja-Hoje, o tal cristão-“caótico” faz uma misturança de tudo e faz uma religião das suas conveniências, catando aqui e ali meias verdades e … bota tudo no “liquidificador” do seu egoísmo e da sua ignorância, aperta o botão das suas conveniências, e … dá aquela mistura caótica de católico-umbandista-cientificista-espiritualista-esotérico-maçonista e… diabo-a-quatro. E depois se mete a discutir religião sem entender bulhufas.
A Fé desse cristão caótico fica na periferia. E, no fundo mesmo, ele não quer é se comprometer com as dimensões da Fé: a dimensão pessoal da consciência limpa, a dimensão social da Justiça, a dimensão Política do compromisso com a ética do bem-comum; e, por aí afora. O cristão caótico cria um caos entre Fé e Vida, entre Fé e as realidades temporais onde ele deve atuar.
O “caótico” cria uma religião liberalóide, à imagem e semelhança de suas idéias e gostos. Assim é fácil, não? …
APOSTÓLICO OU “APOSTÁTICO”?
Outro tipo de católico original, mas muito comum, é o que afirma, nos recenseamentos, ser católico-apostólico, mas, em vez de “apostólico”, ele é “apostático”.
Sem querer fazer muita apologética nem muita discussão sobre o assunto, é fácil verificar qual é a verdadeira religião cristã (universal = católica), a que vem desde os tempos dos apóstolos, do tempo de Cristo, portanto. É só ver nos Evangelhos como Jesus quis sua Igreja como sinal do Reino. E logo constataremos que Jesus quis, nessa Igreja, u ma autoridade que fosse a pedra fundamental, garantia da unidade. E sabemos que ele colocou Pedro como a primeira autoridade, que depois vai tomando o nome de papa (pai).
Está clara, nos Evangelhos, a indicação do Apóstolo Pedro como o primeiro chefe. E como essa Igreja deveria perdurar e continuar através dos séculos, vemos, na história da Igreja, que vieram Uno, Cleto, Clemente … até o nosso atual Papa. Então esta será, claro, a Igreja Apostólica, a Igreja que o Cristo quis … apesar de todas as misérias acontecidas com a necessidade de contínuas reformas na parte humana da Igreja.
Pois bem. O nosso católico “apostático”, em vez de ficar com essa Igreja, ele vai “apostando”, como o “caótico”, num sincretismo reli¬gioso, numa mistura de religiões ou fantasias religiosas, superstições e “etceterões” que não podem caber num “mesmo saco”, numa mesma vida…
Assim, de manhã, o “apostático” aposta na missa. Ao meio dia, aposta no horóscopo (alguns jornalistas-horoscopistas disseram-me como fazem quando “falta assunto”: pegam horóscopos de uns anos atrás e recopiam com algumas mudanças e publicam o “horóscopo do dia”…). E à noite, em que “aposta” o nosso “apostático”? No terreiro, saracoteando e requebrando-se na macumba, ou nas mesas brancas dos espíritas.
E assim vai ele, pela vida, “apostando”, até que acaba é apostatando mesmo, sem eira nem beira, sem convicção cristã nenhuma, sem compromisso com a Fé. Uma religião na base da emoção, da fantasia, sem firmeza histórica, sem firmeza evangélica, sem firmeza da Fé. Apostando no que lhe convém no momento… Nem cristão, nem católico, nem apostólico, mas: “apostático”…
ROMANO OU “ROMÂNTICO”?
Vimos os dois tipos de cristãos batizados e crismados com os quais o Espírito Santo da Crisma não terá chance nenhuma de contar para o testemunho da Fé. São os católicos “caóticos” e os “apostáticos”.
Mas há um 3º espécimen, muito caracterizado e muito comum entre eles e entre elas… É o chamado cristão-católico “romântico”: “ái Jésúis!” E como os há, por aí afora… Dizemos “romântico” em oposição a romano; isto é, sem a adesão incondicional à Igreja de Jesus Cristo, desde os inícios sediada em Roma.

 

“Romano” só porque, desde Pedro, os 263 Papas sediaram-se em Roma.
“Romântico” é o católico superficial, que tem as emoções como termômetro da Fé; o que se apega às periferias da religião, sem convic¬ções profundas, e que age ao sabor do “gosto não-gosto”. Neles e nelas não é a firmeza da Fé, a constância da Esperança nem a fidelidade do Amor que orientam a vida, mas sim, os “gostinhos” e preferências da ocasião, da “moda”.
“Romântico” é o católico que não perde a procissão do Senhor Morto e faz questão fechada de depositar seu ósculo no esquife do Senhor Morto… Mas foge, na vidado dia-a-dia, de “beijar” o Senhor vivo do Evangelho, o Cristo da justiça, do amor ao irmão, do perdão. É fácil beijar um “Senhor Morto” de madeira, de pedra, de gesso: quero ver é você beijar o Cristo do Evangelho, quando exige tomadas de posição na caminhada da Igreja, na justiça etc., etc.

 

Católica “romântica” é aquela que me dizia: “Ah! padre, o dia da 1.a comunhão de minha filha, quero que fique ‘indelééévvelll’… na minha vida…” Mas, ela mesma nem “limpou a cocheira” dos pecados para poder comungar com a filhinha…
“Romântico” é o cristão que lê o Evangelho, concordando com umas coisas que Jesus disse e não con¬cordando com outras que o mesmo Jesus disse… “Eu acho… eu não acho… ” como se cristianismo fosse “achismo” … E, por aí afora, meus amigos, quantos cristãos e cristãs romântico (a)s”, não? E onde fica o Batismo dessa gente, onde fica a Crisma com o Espírito Santo exigindo uma vida coerente com o Evangelho, com a Igreja e não com os caprichos de cada um?
Pergunta para reflexão final:
“Que tipo de CATÓLICO você é? E qual deveria verdadeiramente ser ?”

POR QUE A QUARESMA?

Michel Quoist, em seu clássico “Construir o homem e o mundo”, diz que “a beleza da matéria depende da quantidade de espírito que penetra”. A Pietá de Michelangelo é bela porque a beleza da arte espiritual a moldou. Mas, nós somos materiais, e a natureza decaída pelo pecado é atraída pela matéria que sufoca o espírito, fazendo-nos agonizar. Sem o espírito livre a matéria nos escraviza e o homem corre risco. John Spalding disse que “as civilizações e os homens não perecem por falta de bens e de saber, mas por falta de força moral”. Segundo o livro dos Provérbios, “Vale mais um homem que domina a si mesmo do que aquele que conquistou uma cidade”.

Certa vez, perguntaram a Mahatma Gandhi quais os fatores que destruíam os seres humanos. Ele respondeu: “A política, sem princípios; o prazer, sem compromisso; a riqueza, sem trabalho; a sabedoria, sem caráter; os negócios, sem moral; a ciência, sem humanidade; a oração, sem caridade”.

Esses quarenta dias de Quaresma, inspirados nos quarenta dias de Jesus no deserto, enfrentando a tentação do espírito do mal, com jejum e oração, tem a finalidade de “colocar o espírito acima da matéria”; a alma dominando o corpo; a alegria superando o prazer.

Olhando para a tentação de Cristo no deserto, os 40 dias de Noé na Arca e Moisés vagando por 40 anos no deserto do Sinai com aquele povo de “cabeça dura”, a Igreja estabeleceu a Quaresma, que vai da quarta-feira de Cinzas até a Missa do Lava-Pés, como determinou Paulo VI. No tempo de São Gregório Magno (590-604), Roma já observava os 40 dias da Quaresma.

É um tempo de reflexão e penitência; a Igreja chama o jejum, a esmola e a oração de “remédios contra o pecado”, propícios para este tempo, para a conversão; isto é, para que o espiritual domine a nossa vida. Saint Exupéry disse que “o mais importante é invisível aos olhos!”

Essas práticas espirituais não são “um fim em si mesmas”, mas apenas “meios” que nos ajudam a “fazer a vontade de Deus”; este é o objetivo. O Código de Direito Canônico recomenda que se faça alguma penitência toda sexta-feira (Cân. 1250-1252). Mas, qual a penitência que eu devo fazer? Ora, aquela que você precisa. Qual o remédio que o médico prescreve? Aquele que cada doente precisa; não são todos iguais.

Assim, cada um deve fazer a mortificação que mais precisa. Se você é maledicente, então feche a boca; se você é glutão, então jejue; se você é apegado aos bens e ao dinheiro, então dê esmolas; se você não gosta de rezar; ponha-se de joelhos, vá a Igreja mais vezes; se você é orgulhoso, se cale e se esconda; se você é irado, perdoe com mais vontade… Entendeu? Cada um deve perguntar a si mesmo, diante de Deus; que pecados eu tenho? Que penitência eu preciso fazer?

Esse tempo de reflexão é recordado pela liturgia: as vestes e os paramentos usados são da cor roxa; o Glória não é cantado ou rezado; a aclamação do “Aleluia” também não é feita; não se enfeitam os templos com flores; o uso de instrumentos musicais torna-se moderado. Tudo isso para nos concentrar na meditação, e não na tristeza.

São Paulo insistia: “Em nome de Cristo vos rogamos: reconciliai-vos com Deus!” (2 Cor 5, 20); “exortamos-vos a que não recebais a graça de Deus em vão. Pois ele diz: Eu te ouvi no tempo favorável e te ajudei no dia da salvação (Is 49,8). Agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação.” (2 Cor 6, 1-2).

Quaresma é um tempo de “rever a vida” e abandonar o pecado. Quais? O orgulho, a vaidade, a arrogância, a ganância, a pornografia, o sexo fora do plano de Deus, a gula, a ira, a inveja, a preguiça, a mentira, a maledicência, etc.). Enfim, viver o que Jesus recomendou: “Vigiai e orai, porque o espírito é forte, mas a carne é fraca”.

Não é um “tempo de tristeza”, ao contrário, a alma fica mais leve e feliz livre dos seus males. Santo Agostinho dizia: “os teus pecados são a tua tristeza; deixa que a santidade seja a tua alegria”. A verdadeira alegria brota no bojo da virtude.

 Prof. Felipe Aquino

Papa aos políticos: “Pecadores serão perdoados, corruptos não”

Cidade do Vaticano (RV) – Cerca de 500 políticos, entre deputados, senadores e ministros do governo italiano participaram, às 7h desta quinta-feira, da missa celebrada pelo Papa Francisco no Altar da Cátedra da Basílica de São Pedro.

Os Presidentes da Câmara e do Senado, Laura Boldrini e Pietro Grasso, lideraram o grupo. O convite foi feito no início de fevereiro pelo capelão de Montecitorio (sede do Governo), Mons. Lorenzo Leuzzi, “atendendo a desejo do Papa de acolher os pedidos de muitos parlamentares que queriam participar de sua missa da manhã”.

Em sua homilia, Francisco lembrou que nos tempos de Jesus, a classe dirigente havia se afastado do povo, o havia ‘abandonado’ por ser corrupta e incapaz de enxergar além de sua ideologia.

Interesses partidários e lutas internas: nisso pensavam aqueles que comandavam, ao ponto que quando Messias apareceu diante deles, não o reconheceram e o acusaram de ser um curandeiro do bando de Satanás”.

Na primeira leitura, extraída do livro de Jeremias, o profeta narra o “lamento de Deus” por uma geração que não lhe prestou ouvidos e que se justificava por seus pecados, dando-lhe as costas. “Esta é a dor do Senhor, a dor de Deus”, disse o Papa.

O coração daquelas pessoas com o tempo se endureceu tanto que ficou impossível ouvirem a voz do Senhor. É muito difícil um corrupto voltar atrás. Os pecadores sim, porque o Senhor é misericordioso e os espera, mas os corruptos ficam presos em suas coisas; e por isso, se justificam”.

Estas pessoas, prosseguiu o Papa, “erraram o caminho”, fizeram resistência à salvação de amor do Senhor e acabaram se desviando da fé.

Os fariseus recusaram o amor do Senhor e esta negação os levou a um caminho que não era o da dialética da liberdade que o Senhor oferecia, mas o da lógica da necessidade, onde não há lugar para o Senhor. Na dialética da liberdade, existe o Senhor bom, que nos ama tanto! Ao contrário, na lógica da necessidade não há lugar para Deus: a ordem é ‘fazer’, ‘dever’… é uma ordem comportamental: são homens de boas maneiras, mas de péssimos costumes”.

A Quaresma, concluiu Francisco, nos lembra que “Deus ama todos” e que “devemos fazer o esforço de nos abrir a Ele”:

Fará bem a todos nós pensar no convite do Senhor ao amor e nos questionarmos se estamos caminhando neste sentido, ou estamos ‘correndo o risco de nos justificar e escolhermos outro caminho?’ Rezemos ao Senhor para que nos dê a graça de optar sempre pela estrada da salvação, que nos abra à salvação que vem somente de Deus e da fé, e não das propostas dos ‘doutores do dever’ que perderam a fé e regiam o povo com a teologia pastoral do dever”.

Desde que tomou posse, em 22 de fevereiro passado, o Governo do jovem premiê Matteo Renzi tem recebido encorajamentos do Vaticano: o Cardeal Secretário de Estado, Dom Pietro Parolin, fez votos de que Renzi consiga realizar as reformas estruturais necessárias ao país, tendo como prioridade a questão do trabalho e as famílias.

Jovem encontra sua mãe biológica no Facebook e ao descobrir que foi concebida em um estupro agradeceu-lhe por não abortá-la

Katheryn DeprillDENVER, 27 Mar. 14 / 05:02 pm (ACI).- Há poucas semanas, Katheryn Deprill, de 27 anos de idade, foi notícia ao publicar um post em sua conta do Facebook para encontrar a sua mãe biológica. Em menos de duas semanas achou sua progenitora, descobriu que foi concebida após um estupro, agradeceu-lhe por não tê-la abortado. Elas se fizeram amigas e já tiveram um primeiro encontro.

“Procuro a minha mãe biológica. Ela me abandonou em um banheiro de um Burger King poucas horas depois do seu nascimento em Allentown, Pennsylvania. Por favor, ajudem-me a encontrá-la publicando esta mensagem”, escreveu Katheryn no post que compartilhou em seu perfil pessoal no dia 2 de março deste ano.

Em poucas horas, vários meios de imprensa recolheram sua história e a chamaram de “Bebê Burger King”. A fotografia foi compartilhada mais de 30 mil vezes no Facebook. Logo, sua mãe biológica a contatou e já se reuniram pela primeira vez.

No encontro, assegura Katheryn, el sentiu “pura felicidade”. “Ela é melhor do que poderia ter imaginado. É tão doce e amável, estou muito contente”, disse.

Ao ver sua mãe, cujo nome não foi revelado, Katheryn viu sua semelhança com ela e assegura que foi como se me estivesse vendo-se em um espelho.

A história de seu nascimento é estarrecedora. Sua mãe biológica tinha apenas 17 anos quando foi estuprada por um estranho durante umas férias familiares fora dos Estados Unidos. A jovem ocultou a gravidez dos pais, porque pensou que não acreditariam que tinha sido estuprada. Deu à luz a Kathryn em seu próprio quarto.

A mãe de Katheryn nunca pensou em abortar, mas pensava que não podia criar um filho. Devido às difíceis condições legais para entregar um filho em adoção que regiam na década de 80, levou a recém-nascida ao local de fast food, envolveu-a em uma camisa marrom e a deixou no banheiro de mulheres onde, relata, “beijou a bebê na testa e se foi”.

De acordo ao advogado John Waldron, que representa a mãe biológica do Katheryn, a mulher também tinha começado a procurar a sua filha. “Deixou-me em um lugar onde sabia que eu seria encontrada”, pois “não queria me desprezar”, relatou a jovem, que estudou para ser paramédico, e atualmente está casada e tem três filhos.

“Perguntei-lhe se ela poderia me abraçar e me disse ‘é obvio’ e estendeu seus braços, o resto é história. Ganhei o abraço que procurei por 27 anos e isso ajudou a quebrar o gelo”, acrescentou Katheryn.

Katheryn indicou que sua mãe expressou seu arrependimento por havê-la abandonado, e disse que a perdoou “110 por cento”. Agora “vamos começar a ter uma relação”, partilhou.

Um bispo Summorum Pontificum nomeado por Francisco.

Por Pedro Henrique Abreu Santos | Fratres in Unum.com – Recentemente o Vaticano tornou publico a nomeação do Rev. Pe. Robert Byrne, CO, como bispo auxiliar da Arquidiocese de Birmingham, Inglaterra. Esse fato me pareceu despercebido no Brasil, mas causou um grande impacto na Europa e mais ainda no Reino Unido. Diversos meios de comunicação católicos noticiaram em primeira pagina a nomeação, como o famoso Catholic Herald e o Catholic News Service

Uma série de fatores fazem dessa nomeação de suma importância. Primeiramente, ele é o primeiro bispo ingles do Oratório de São Felipe Neri há 140 anos. Os oratorianos estão intimamente ligados ao ressurgimento católico na Inglaterra. Com a conversão do cardeal Newman à verdadeira fé, os oratorianos se expandiram consideravelmente pelo Reino Unido e hoje já contam com 5 oratórios estabelecidos e outros em formação.

Segundo fato que foi amplamente noticiado por aqui: Pe. Robert Byrne celebra a missa tradicional diariamente desde que se ordenou padre. Ele é certamente um dos primeiros bispos nomeados apos o Concílio Vaticano II a celebrar a missa tradicional diariamente de forma pública. Isso realmente é algo importante e deve impulsionar ainda mais a Tradição na Inglaterra, que, em comparação a outros países, possui um forte movimento tradicional encabeçado pelos próprios oratorianos e pela Latin Mass Society.

Um terceiro fator de suma importância é o fato de Birmimgham ser a Arquidiocese mais importante do Reino Unido, seja pelo histórico papel no ressurgimento católico no país, seja pelo número de fieis, seja pelo fato de o seminário da arquidiocese de Birmingham receber seminaristas de diversas dioceses inglesas (como Nottingham, Clifton e Shrewsburry). Certamente, Mons. Byene como bispo auxiliar poderá interferir de forma muito positiva na formação dos futuros sacerdotes ingleses.

CARTA DO PADRE ZEZINHO EM RESPOSTA A UM EVANGÉLICO MAL INFORMADO.

“Maria não pode nada.
Menos ainda as imagens dela que vocês adoram.
Sua Igreja continua idólatra.
Já fui católico e hoje sou feliz porque só creio em Jesus.
Você, com suas canções é o maior propagador da idolatria Mariana.
Converta-se enquanto é tempo, senão você vai para o inferno
com suas canções idólatras…”

Paulo Souza, São Paulo – SP.

RESPOSTA ENVIADA PELO PADRE ZEZINHO

Paulo.
Paz no Cristo que você acha que achou!
Sua carta chega a ser cruel.
Em quatro páginas você consegue mostrar o que um verdadeiro evangélico não deve ser.
Seus irmãos mais instruídos na fé sentiriam vergonha de ler o que você disse em sua carta contra nós católicos e contra Maria.
O irônico de tudo isso é que enquanto você vai para lá agredindo a Mãe de Jesus e diminuindo o papel dela no cristianismo, um número enorme de evangélicos fala dela, hoje, com o maior carinho e começa a compreender a devoção dos católicos por ela.
Você pegou o bonde atrasado e na hora errada e deve ter ouvido pastores errados, porque, entre os evangélicos, tanto como entre nós católicos, Maria é vista como a primeira cristã e a figura mais expressiva da evangelização depois de Jesus.
Eles sabem da presença firme e fiel de Maria ao lado do Filho Divino.
Evangélico hoje, meu caro, é alguém que pautou sua vida pelos evangelhos e por isso respeita os outros e não nega Maria.
Pode haver diferenças, mas para ser um bom evangélico não é preciso agredir nem os católicos nem a Mãe de Jesus.
Você é muito mais antimariano do que cristão ou evangélico.
Seu negócio é agredir Maria e os católicos.
Nem os bons evangélicos querem gente como você no meio deles.
Quanto ao que você afirma, que nós adoramos Maria, sinto pena de você. Enquanto católico, segundo você mesmo afirma, já não sabia quase nada de Bíblia por culpa da nossa Igreja, agora que virou evangélico parece que sabe menos ainda de Bíblia, de Jesus, de Deus e do Reino dos Céus.
Está confundindo culto de veneração com culto de adoração, está caluniando quem tem imagens de Maria em casa ao acusá-los de idólatras.
Ora, Paulo, há milhões de católicos que usam das imagens e sinais do catolicismo de maneira serena e inteligente.
Se você usava errado teria que aprender.
Ao invés disso foi para outra Igreja aprender a decidir quem vai para o céu e quem vai para o inferno.
Tornou-se juiz da fé dos outros.
Deu um salto gigantesco em seis meses, de católico tornou-se evangélico, pregador de sua Igreja e já se coloca como a quarta pessoa da Santíssima Trindade, porque está decidindo quem vai para o céu e quem vai para o inferno.
Mais uns dois anos e talvez, de lá do alto de sua sabedoria eterna, talvez dê um golpe de Estado no céu e se torne a primeira pessoa.
Então talvez, mande Deus vir avisar quem você vai pôr no céu ou no inferno.
Sua carta é pretensiosa.
Sugiro que estude mais evangelismo e, em poucos anos, estará escrevendo cartas bem mais fraternas e bem mais serenas do que esta. Desejo de todo coração que você encontre bons pastores evangélicos.
Há muitíssimos homens de Deus nas Igrejas evangélicas que ensinarão a você como ser um bom cristão e como respeitar a religião dos outros. Isso você parece que perdeu quando deixou de ser católico.
Era um direito que você tinha: procurar sua paz.
Mas parece que não a encontrou ainda, a julgar pela agressividade de suas palavras.
Quanto a Maria, nenhum problema: é excelente caminho para Jesus.
Até porque, quem está perto de Maria, nunca está longe de Jesus.
Ela nunca se afastou.
Tire isso por você mesmo.
Se você se deu ao trabalho de me escrever uma carta para me levar a Jesus, e se acha capaz disso, imagine então o poder da Mãe de Deus!
De Jesus ela entende mais do que você.
Ou, inebriado com a nova fé, você se acha mais capaz do que ela?
Se você pode sair por aí escrevendo cartas para aproximar as pessoas de Jesus, Maria pode milhões de vezes mais com sua prece de mãe.
Ela já está no céu e você ainda está por aqui apontando o dedo contra os outros e decidindo quem vai ou quem não vai para lá.
Grato por sua carta.
Mostrou-me porque devo lutar pela compreensão entre as Igrejas.
É por causa de gente como você.

(Pe. Zezinho, scj)

Sermão sobre a Natividade de Maria – São João Damasceno

Do humilde monge e presbítero João Damasceno, discurso para o nascimento de Nossa Senhora Santíssima, a Mãe de Deus e sempre Virgem Maria.

Capítulo I

Vinde, todas as nações, vinde, homens de todas as raças, línguas e idades, de todas as condições: com alegria celebremos a natividade da alegria do mundo inteiro! Se os gregos destacavam com todo o tipo de honras – com os dons que cada um podia oferecer – o aniversário das divindades, impostos aos espíritos por mitos mentirosos que obscureciam a verdade, e também o dos reis, mesmo se eles fossem o flagelo de toda a existência, que deveríamos nós fazer para honrar o aniversário da Mãe de Deus, por quem toda a raça mortal foi transformada, por quem o castigo de Eva, nossa primeira mãe, foi mudada em alegria? Com efeito, uma ouviu a sentença divina: «Darás à luz no meio de penas»; a outra ouviu, por seu turno: «Alegra-te, oh Cheia de Graça». À primeira disse-se: «Inclinar-te-ás para o teu marido», mas à segunda: «O Senhor está contigo». Que homenagem ofereceremos então nós à Mãe do Verbo, senão outra palavra? Que a criação inteira se alegre e festeje, e cante a natividade de uma santa mulher, porque ela gerou para o mundo um tesouro imperecível de bondade, e porque por ela o Criador mudou toda a natureza num estado melhor, pela mediação da humanidade. Porque se o homem, que ocupa o meio entre o espírito e a matéria, é o laço de toda a criação, visível e invisível, o Verbo criador de Deus, ao se unir à natureza humana, uniu-se através dela a toda a criação. Festejemos assim o desaparecimento da humana esterilidade, pois cessou para nós a enfermidade que nos impedia a posse dos bens.

Capítulo II

Mas porque nasceu a Virgem Maria de uma mulher estéril? Àquele que é o único verdadeiramente novo debaixo do sol, como coroamento das Suas maravilhas, deviam ser preparados os caminhos por maravilhas, para que lentamente as realidades mais baixas se elevassem de modo a serem as mais altas. E eis uma outra razão, mais alta e mais divina: a natureza cedeu o lugar à graça, pois ao vê-la tremeu, e não quis mais ter o primeiro lugar. Como a Virgem Mãe de Deus devia nascer de Ana, a natureza não ousou prevenir o fruto da graça, mas permaneceu ela própria sem fruto, até que a graça trouxesse o seu. Era necessário que fosse primogênita aquela que deveria gerar «o Primogênito de toda a criação, no Qual tudo subsiste». Oh Joaquim e Ana, casal venturoso! Toda a criação está em dívida para convosco, porque através de vós ela pôde oferecer ao Criador o dom – entre todos o mais excelso – de uma Mãe venerável, a única digna d’Aquele que a criou. Ditosos os rins de Joaquim, de onde saiu uma semente totalmente imaculada, e admirável o seio de Ana, graças ao qual se desenvolveu lentamente, onde se formou e de onde nasceu uma tão santa criança! Oh entranhas que levastes um céu vivo, mais vasto que a imensidade dos céus! Oh moinho onde foi amassado o Pão vivificante, segundo as próprias palavras de Cristo: «Se o grão de trigo não cair na terra e morrer, ficará só». Oh seio que aleitaste aquela que alimentou o Aquele que alimenta o mundo! Maravilha das maravilhas, paradoxo dos paradoxos! Sim, a inexprimível Encarnação de Deus, cheia de condescendência, devia ser precedida por estas maravilhas. Mas como prosseguirei? O meu espírito está fora de si, dividido que estou entre o temor e o amor; o meu coração bate e a minha língua move-se: não posso suportar a alegria, as maravilhas deitam-me por terra, o ardor apaixonado aprisionou-me num arrebatamento divino. Que o amor vença, que o temor desapareça e que cante a cítara do Espírito: «Alegrem-se os céus, exulte a terra»!

Capítulo III

Hoje as portas da esterilidade abrem-se, e uma porta virginal e divina avança: a partir dela, por ela, o Deus que está acima de todos os seres deve «vir ao mundo» «corporalmente», segundo a expressão de Paulo, ouvinte dos segredos inefáveis. Hoje, da raíz de Jessé saiu uma vergôntea, de onde surgirá para o mundo uma flor substancialmente unida à divindade.

Hoje, a partir da natureza terrena, um céu foi formado sobre a terra por Aquele que outrora o tornara sólido separando-o das águas, elevando o firmamento nas alturas. É um céu verdadeiramente mais divino e mais elevado que o primeiro, porque Aquele que no primeiro céu criara o sol Se elevou a Si próprio neste novo como um sol de justiça. Sim, há n’Ele duas Naturezas, apesar da loucura dos Acéfalos, e uma só Pessoa, mesmo que os Nestorianos se encolerizem! A Luz eterna, proveniente da Luz eterna antes de todos os séculos, o Ser, imaterial e incorpóreo, tomou um corpo desta mulher, e como um esposo que sai para fora de seu tálamo, assim fez Deus, tornando-se como tal filho da raça terrena. Como um gigante Ele alegra-Se de percorrer os caminhos da nossa natureza, de Se encaminhar, pelos Seus sofrimentos, para a morte, de atar o homem forte e lhe arrancar os seus bens, isto é, a nossa natureza, e de reunir na terra celeste a ovelha errante.

Hoje, o «Filho do Carpinteiro», O Verbo universalmente ativo d’Aquele que tudo construiu por Ele, o Braço Poderoso do Deus Altíssimo, querendo afiar pelo Espírito – que é como o seu dedo – a lâmina embotada da natureza, construiu para Si uma escada viva, cuja base está firmada na terra, com o cimo a tocar os céus: Deus repousa sobre ela. É dela a figura que Jacob contemplou, e por ela Deus desceu da Sua imobilidade, ou melhor, inclinou-Se com condescendência, tornando-Se assim «visível sobre a terra, e conversando com os homens». Estes símbolos representam a Sua vinda ao meio de nós, o seu abaixamento condescendente, a sua existência terrena, o verdadeiro conhecimento d’Ele próprio, dado a todos aqueles que estão sobre a terra. A escada espiritual, a Virgem, está fixa na terra, pois na terra ela tem a sua origem, mas a sua cabeça eleva-se até ao céu. A cabeça de toda a mulher é o homem, mas para ela, que não conheceu homem, Deus Pai ocupa o lugar de sua cabeça: pelo Espírito Santo, Ele concluiu uma aliança e, como semente divina e espiritual, enviou o Seu Filho e Verbo, força onipotente. Em virtude do beneplácito do Pai, não é por uma união natural, mas é superando as leis da natureza, pelo Espírito Santo e pela Virgem Maria, que o Verbo Se fez carne e habitou entre nós. É por aqui que se vê que a união de Deus com os homens se cumpre pelo Espírito Santo.

«Quem puder entender, que entenda»; «Quem tem ouvidos para ouvir, que oiça». Descartemos as representações corporais: a divindade jamais sofreu mudança, oh homens! Aquele que sem alteração gerou Seu Filho a primeira vez segundo a natureza, sem alteração O gera agora de novo segundo a economia. Disto é testemunha a palavra de David, antepassado de Deus: «O Senhor disse-me: “Tu és Meu Filho, Eu hoje te gerei”». Ora este «hoje» não tem cabimento na geração antes de todos os séculos, pois esta deu-se fora do tempo.

Capítulo IV

Hoje é edificada a Porta do Oriente, que dará a Cristo «entrada e saída», e «essa porta estará fechada». Nela está Cristo, «a Porta das Ovelhas», e «o Seu nome é Oriente»: por Ele obtivemos acesso ao Pai das Luzes. Hoje sopraram as brisas anunciadoras duma alegria universal. Alegre-se o céu nas alturas, que debaixo dele «exulte a terra», que os mares do mundo bramam, porque no mundo acaba de ser concebida uma concha, a qual pelo clarão celeste da divindade conceberá em seu seio, gerando a pérola inestimável, Cristo. Dela sairá o «Rei da Glória», revestido da púrpura de sua carne, para «visitar os cativos», e «proclamar a libertação». Que a natureza transborde de alegria: a cordeirinha vem ao mundo, graças à qual o Pastor revestirá a ovelha, tirando-lhe as túnicas da antiga mortalidade. Que a virgindade forme os seus coros de dança, pois nasceu a Virgem que, segundo Isaías, «conceberá e dará à luz um filho, que será chamado Emanuel, o que quer dizer “Deus conosco”». Aprendei, oh Nestorianos, e fugi à vossa derrota: «Deus conosco»! Não é nem só um homem, nem um mensageiro, mas o Senhor em Pessoa que virá e nos salvará.

«Bendito o que vem em nome do Senhor», «o Senhor é Deus, e iluminou-nos»; «Celebremos uma festa» para o nascimento da Mãe de Deus. Rejubila, Ana, «estéril que não davas à luz; ri de alegria e de júbilo, tu que não tiveste as dores de parto»! Rejubila, Joaquim: de tua filha «um menino nos nasceu, um filho nos foi dado (…) e ser-lhe-á dado este nome: Anjo do grande Conselho (quer dizer, Salvação do Universo) Deus Forte». Que Nestório fique vermelho e meta a mão sobre a boca. A criança é Deus; portanto, como não seria ela a Mãe de Deus, ela que O colocou no mundo? «Se alguém não reconhece por Mãe de Deus a Santa Virgem, está separado da divindade». A frase não é minha, mas no entanto pertence-me: recebi-a como precioso tesouro e herança teológica do meu pai Gregório, o Teólogo.

Capítulo V

Oh, Joaquim e Ana, casal bem-aventurado e verdadeiramente sem mancha! Pelo fruto do vosso seio fostes reconhecidos, segundo a palavra do Senhor: «Pelos seus frutos os reconhecereis». A vossa conduta foi agradável a Deus e digna daquela que nasceu de vós. Tendo levado uma vida casta e santa, engendrastes a jóia da virgindade, aquela que deveria permanecer Virgem antes, durante e depois do parto, a única sempre Virgem de espírito, de alma e de corpo. Convinha, de fato, que a virgindade saída da castidade produzisse a Luz única e monógena, corporalmente, pela benevolência d’Aquele que A gerou sem corpo – o Ser que não gera, mas que é eternamente gerado, para Quem ser gerado é a única qualidade própria da Sua Pessoa. Oh que maravilhas, e que alianças estão neste menino! Oh Filha da esterilidade, virgindade que engravida, nela se unirão divindade e humanidade, sofrimento e impassibilidade, vida e morte, para que em todas as coisas o menos perfeito seja vencido pelo melhor! E tudo isto para minha salvação, oh Mestre! Amas-me tanto que não realizaste esta salvação nem pelos anjos, nem por nenhuma outra criatura, mas tal como já a minha criação, também a minha regeneração foi Tua obra pessoal. Assim, eu exulto, faço despertar a minha alegria e o meu júbilo, volto à fonte das maravilhas, e embriagado de uma torrente de alegria, toco de novo a cítara do espírito e canto o hino divino da natividade.

Capítulo VI

Oh Joaquim e Ana, casal castíssimo, «par de rolas» no sentido místico! Observando a lei da natureza, a castidade, merecestes os dons que ultrapassam a natureza: gerastes no mundo uma Mãe de Deus sem esposo. Depois de uma existência santa e piedosa numa natureza humana, gerastes uma filha superior aos anjos e que agora reina sobre eles. Oh Filha graciosíssima e dulcíssima, oh lírio nascido entre os espinhos, da descendência nobilíssima e real de David! Por ti a realeza encheu-se com o sacerdócio; por ti foi cumprida «a mudança da Lei», e revelado o espírito escondido sob a letra, pois que a dignidade sacerdotal passou da tribo de Levi à de David. Oh Rosa nascida dos espinhos do judaísmo, que enche o universo de um perfume divino! Oh filha de Adão e Mãe de Deus! Ditosos os rins e o seio de onde surgistes! Ditosos os braços que te levaram, os lábios que experimentaram os teus castos beijos, os lábios de teus pais, para que em tudo tu fosses eternamente virgem. Hoje é para o mundo o início da salvação. «Aclamai o Senhor, terra inteira, cantai, exultai, tocai instrumentos». Elevai a vossa voz, «fazei-a escutar sem temor», porque na Santa Probática nos nasceu uma Mãe de Deus, de quem quis nascer o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.

Tremei de alegria, oh montanhas, naturezas racionais, voltadas para o cume da contemplação espiritual: a montanha do Senhor, refulgente, vem ao mundo, ultrapassando todas as montanhas e todas as colinas, isto é, os anjos e os homens; dela, sem intervenção da mão do homem, Cristo quis desprender-Se, Ele que é a Pedra Angular, Pessoa Una, que aproxima em Si aquilo que está distante: a divindade e a humanidade, os anjos e os homens, os gentios e o Israel carnal num só Israel espiritual. «Montanha de Deus, montanha de abundância, montanha que Deus escolheu para Seu repouso. Os carros de Deus vêm aos milhares, com seres refulgentes» da graça divina, querubins e serafins. Oh cume mais santo que o Sinai, não coberto nem por fumo, nem por trevas, nem por tempestades, nem sequer por fogo perecível, mas pelo esplendor que ilumina do Santíssimo Espírito. No Sinai, o Verbo de Deus tinha gravado a Lei sobre tábuas de pedra, pelo Espírito, dedo divino; aqui, pela acção do Espírito Santo e pelo sangue de Maria, o próprio Verbo encarnou, dando-se á nossa natureza como um remédio de salvação mais eficaz. Antes, era o maná; aqui, está Aquele que deu o maná e a sua doçura.

Que a morada célebre que Moisés construiu no deserto com matérias preciosas de todo o tipo, e ainda antes dela a morada do nosso pai Abraão, se apaguem diante da morada de Deus, viva e espiritual. Ela foi o repouso, não só da energia divina, mas da Pessoa do Filho, que é Deus, presente substancialmente. Que a arca recoberta de ouro reconheça que não tem nada de comparável com Maria, e da mesma forma a urna de ouro com o maná, o candelabro, a mesa e todos os objetos do culto antigo: eles foram honrados porque todos a prefiguravam, como sombras do verdadeiro protótipo.

Capítulo VII

Hoje, o Criador de todas as coisas, Deus Verbo, fez um livro novo, saído do coração do Pai para ser escrito, como se fosse por uma cana, pelo Espírito, que é a língua de Deus. Esse livro foi dado a um homem que conhecia as letras, mas que não o lia. José, com efeito, não conheceu Maria, nem a significação do mistério em si. Oh filha toda santa de Joaquim e de Ana, que escapaste aos olhares dos Principados e das Potestades e aos «assédios inflamados do maligno», e que viveste no tálamo do Espírito, para seres guardada intacta e te tornares esposa de Deus e Mãe de Deus por natureza! Oh filha toda santa, que apareceste nos braços de tua mãe, tu és o terror das potências de rebelião! Oh filha toda santa, alimentada do leite maternal, e rodeada das legiões angélicas! Oh filha amada de Deus, honra de teus pais, gerações de gerações te proclamam bem aventurada, como tu própria o afirmaste com verdade! Oh filha digna de Deus, beleza da natureza humana, reabilitação de Eva, nossa primeira mãe! Por teu nascimento, aquela que tombara foi redimida. Oh filha toda santa, esplendor do sexo feminino! Se a primeira Eva, com efeito, foi culpada de transgressão, e se por sua causa «a morte fez a sua entrada no mundo» (porque ela se colocou ao serviço da serpente contra o nosso primeiro pai), Maria, que se fez a serva da vontade divina, enganou a serpente enganadora e introduziu no mundo a imortalidade.

Oh, filha sempre Virgem, que pode conceber sem intervenção humana, porque Aquele que concebeste tem um Pai Eterno! Oh filha da raça terrena, que levas em teus braços divinamente maternais o Criador! Os séculos rivalizavam entre si para saber qual deles se honraria de te ver nascer, mas o desígnio fixado antecipadamente de Deus, «que fez os séculos» colocou fim a essa rivalidade, e os últimos tornaram-se os primeiros, eles a quem foi atribuída a felicidade da tua Natividade. Na verdade, tu és mais preciosa que toda a criação, pois só de ti o Criador recebeu em partilha as primícias da nossa matéria humana. A Sua Carne foi feita da tua carne, o Seu Sangue do teu sangue; Deus alimentou-Se do teu leite, e os teus lábios tocaram os lábios de Deus. Oh maravilhas incompreensíveis e inefáveis! Na presciência da tua dignidade, amou-te o Deus do universo; porque te amou, predestinou-te, e nos «últimos tempos», chamou-te à existência, e constituiu-te Mãe para gerar um Deus e alimentar o Seu próprio Filho e Verbo.

Capítulo VIII

Diz-se que os contrários servem de remédio contra os contrários, mas os contrários não nascem uns dos outros. Mesmo se cada ser é na sua natureza um tecido de contrários, ele próprio provém da predominância da causa que o fez nascer. De fato, da mesma forma que o pecado, ao operar para mim a morte por meio do bem, mostra em extremo a sua natureza pecaminosa, da mesma forma o Autor dos bens, pelo meio dos contrários desses bens, opera para nós o bem que Lhe é natural, porque «onde abundou o pecado, superabundou a graça». Se tivéssemos conservado a nossa primeira comunidade com Deus, não teríamos merecido a Segunda, maior e mais extraordinária. De fato, pelo pecado, fomos julgados indignos da primeira união, porque não conservamos o dom recebido. Mas pela compaixão de Deus fomos perdoados e tomados sob a Sua guarda, para que a comunhão fosse assegurada, porque nos quer conservar unidos a Ele, sem nenhuma beliscadura, Aquele que nos recebeu sob a Sua proteção.

Sim, toda a terra pejava de fornicações, e o povo do Senhor, possuído «pelo espírito de fornicação», errava longe do Senhor seu Deus, longe d’Aquele que o tinha adquirido «com mão forte e braço poderoso», que com sinais e prodígios o tinha feito sair da «casa da escravidão» do Faraó, o tinha conduzido através do Mar Vermelho e guiado «por uma nuvem de dia, e noite inteira por um luzeiro de fogo». O seu coração voltava-se para o Egito, e o povo do Senhor tornou-se «aquele que não é o povo do Senhor»; aquele que obtinha misericórdia, tornou-se aquele que não a merecia, e aquele que era amado, tornou-se aquele que não era amado.

Eis então a razão pela qual uma Virgem vem agora ao mundo, como adversária da ancestral fornicação; ela foi dada como esposa ao próprio Deus, e gerou a misericórdia de Deus. Assim foi estabelecido como povo de Deus aquele que até aí não era o Seu povo; excluído da Sua misericórdia, obteve misericórdia; não amado, é agora amado. Dela nasce o Filho Bem-Amado de Deus, no Qual Ele colocou as Suas complacências.

Capítulo IX

«Uma vinha de belos sarmentos» foi gerada no seio de Ana, e ela produziu um fruto cheio de doçura, fonte de um néctar abundante de vida eterna para os habitantes da terra. Joaquim e Ana fizeram-se semeadores de justiça, e recolheram um fruto de vida. Eles foram iluminados pela luz do conhecimento, procuraram o Senhor, e daí lhes veio um fruto de justiça. Que a terra tenha confiança! «Filhos de Sião, alegrai-vos no Senhor vosso Deus, porque o deserto ficou verdejante»: aquela que era estéril deu o seu fruto; Joaquim e Ana, como montanhas místicas, fizeram brotar vinho doce. Permanece na alegria, oh Ana venturosa, por teres dado à luz uma mulher, porque essa mulher será a Mãe de Deus, porta da luz, fonte de vida, e reduzirá nada a acusação que pesava sobre a mulher.

Os homens nobres do povo desejarão vê-la, e diante dessa mulher os reis das nações prostrar-se-ão, oferecendo-lhe presentes. Entregá-la-ás a Deus, rei universal, adornada da beleza das suas virtudes como de «brocados de ouro», ornada da graça do Espírito, de cuja glória ela se reveste. A glória da mulher é o homem, e é-lhe dada a partir de fora; mas a glória da Mãe de Deus é interior, e é fruto do seu seio.

Oh, mulher amabilíssima, três vezes bem-aventurada! «Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre»! Oh mulher, filha do Rei David e Mãe de Deus, Rei do Universo! Oh divina e vivente obra-prima, na qual Deus Criador Se alegrou, de quem o espírito é governado por Deus e atento somente a Ele, e de quem todo o desejo se eleva apenas Àquele que é o único amável e desejável, que não te encolerizas senão contra o pecado e contra aquele que o fez nascer! Terás uma vida superior à natureza, porque não é para ti que a terás, já que também não é para ti que tu nasceste. Terás antes a tua vida para Deus, e é por causa d’Ele que vieste à vida, por causa de Quem servirás à salvação universal, para que o antigo desígnio de Deus, a Encarnação do Verbo e a nossa divinização, se cumpra através de ti. A tua vontade é alimentares-te das palavras divinas e fortificares-te com a sua seiva, como «oliveira fecunda na casa de Deus», como «árvore plantada à beira das águas» do Espírito, como árvore da vida, que deu o seu fruto no tempo que lhe foi destinado: o fruto que é o Deus Encarnado, Vida eterna de todos os seres. Guardas todos os pensamento gostoso e útil para a alma, mas todo aquele que é supérfluo e que seria um perigo para a alma tu o rejeitas ainda antes de o provar. Os teus olhos «estão sempre voltados para o Senhor», olhando a luz eterna e inacessível. Teus ouvidos escutam a palavra de Deus e deleitam-se com a cítara do Espírito; foi por eles que o Verbo entrou para Se fazer Carne. Tuas narinas respiram deliciadas o aroma dos perfumes do Esposo, que é Ele próprio um perfume, espontaneamente derramado para perfumar a Sua humanidade: «O teu nome é um perfume que se espalha», diz a Escritura. Os teus lábios louvam o Senhor, e estão ligados aos Seus lábios. A tua língua e o teu palato discernem as palavras de Deus e saciam-se com a suavidade divina. Oh coração puro e sem mácula, que vê e deseja o Deus imaculado!

É neste seio que o Ser ilimitado veio habitar; do seu leite se alimentou Deus, o Menino Jesus. Oh porta de Deus, sempre virginal! Eis as mãos que suportam Deus, e esses joelhos que são um trono mais elevado que os querubins: por eles «as mãos fracas e os joelhos trêmulos» foram fortalecidos. Os seus pés são guiados pela lei de Deus como por uma lâmpada que brilha, e correm após Ele sem se voltarem, até que tenham feito chegar aquela que ama junto do Bem-Amado. Em todo o seu ser ela é o tálamo do Espírito, a Cidade de Deus Vivo, que «alegra os canais do rio», isto é, as correntes dos carismas do Espírito: «Toda bela, toda próxima de Deus». Dominando os querubins, mais alta que os serafins, próxima de Deus: é a ela que esta palavra se aplica!

Capítulo X

Oh, maravilha que ultrapassa todas as maravilhas: uma mulher é colocada mais alto que os serafins, porque Deus surgiu abaixado «um pouco inferior aos anjos»! Que o sapientíssimo Salomão se cale, e não torne a dizer: «Nada de novo debaixo do sol». Oh Virgem cheia da graça divina, templo santo de Deus, que o Salomão espiritual, o Príncipe da Paz, construiu e habita, o ouro e as pedrarias não te dão mais beleza, mas mais que o ouro, é o Espírito que te dá o teu esplendor. Por pedrarias, tens a pérola preciosíssima, Cristo, a Brasa da divindade. Suplica-Lhe que toque os nossos lábios, para que, purificados, Lhe cantemos, com o Pai e o Espírito, a natureza única da Divindade em três Pessoas: «Santo, Santo, Santo, Senhor Deus dos Exércitos».

Santo é o Pai, que quis que em ti e por ti se cumprisse o mistério que predeterminara antes de todos os séculos. Santo é o Forte, o Filho de Deus, e Deus Monógeno, que hoje te faz nascer, primogênita de uma mãe estéril, para que, sendo Ele próprio Filho Único do Pai e «Primogênito de toda a criatura», possa nescer de ti, como Filho único de uma Virgem-Mãe, «Primogênito de uma multidão de irmãos», semelhante a nós e por ti participante da nossa carne e do nosso sangue. Apesar disso, não te fez nascer de um só pai ou de uma só mãe, para que ao único Monógeno fosse reservado em perfeição o privilégio de Filho Único: Ele é, com efeito, Filho Único, somente Ele de um Pai só, somente Ele de uma Mãe só.

Santo é o Imortal, o Espírito de toda a santidade, que pelo orvalho da Sua Divindade te guardou intocada pelo fogo divino: é isto que significou antecipadamente a sarça ardente.

Capítulo XI

Eu te saúdo, oh Porta das Ovelhas, morada santíssima da Mãe de Deus. Eu te saúdo, oh Porta da Ovelhas, domicílio ancestral da tua rainha, antigamente redil das ovelhas de Joaquim, mas hoje tornada Igreja do rebanho espiritual de Cristo e imitação do céu. Outrora recebias uma vez por ano um anjo de Deus, que agitava as águas e devolvia a saúde a um só homem, livrando-o do mal que o paralisava; agora recebes multidões de potências celestes que celebram conosco a Mãe de Deus, Abismo de Maravilhas, fonte da cura universal. Tu recebeste, não um anjo servidor, mas o «Anjo do Grande Conselho», descido sem ruído algum sobre o velo de lã como uma chuva de bondade, Aquele que renovou toda a natureza, doente e a ponto de se perder, com uma saúde inalterável e uma vida sem velhice: por Ele, o paralítico que em ti jazia saltou como um veado. Eu te saúdo, oh preciosa Porta das Ovelhas, e que se multiplique a tua graça! Eu te saúdo, Maria, filha dulcíssima de Ana. De novo para ti o amor me impele. Como descrever o teu caminhar cheio de seriedade, os teus vestidos, a graça de teu rosto, a maturidade do discernimento num corpo juvenil? A tua forma de estar foi modesta, distante de todo o luxo e de toda a indolência; o teu caminhar era grave, sem precipitação, sem preguiça; o teu caráter era sério, temperado de júbilo, de uma perfeita reserva a propósito dos homens – disto é testemunho a inquietação que te surgiu a quando da proposta inesperada do anjo. A teus pais dócil e obediente, tinhas humildes sentimentos nas mais altas contemplações, palavra amável, provinda de uma alma pacífica. Em resumo: que outra digna morada senão tu para Deus? Com razão todas as gerações te proclamam bem-aventurada, oh glória insigne da humanidade! Tu és a honra do sacerdócio, a esperança dos cristãos, a planta fecunda da virgindade, porque é através de ti que o renome da virgindade se estendeu aos confins do mundo. «Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o Fruto do teu ventre». Aqueles que confessam a tua maternidade divina são benditos, e malditos aqueles que a negam.

Capítulo XII

Joaquim e Ana, casal abençoado, recebei de mim estas palavras de aniversário. Oh filha de Joaquim e de Ana, oh Soberana, acolhe a