Ator Gary Sinise testemunha sua conversão ao catolicismo.

Gary Sinise – ator, diretor, baixista, patriota, filantropo e convertido ao catolicismo – foi um convidado surpresa na convenção anual da fraternidade católica Knights of Columbus (1) em Orlando no início deste mês.

Talvez a pessoa que estava mais surpresa por ele ter estado lá pode ter sido o próprio Gary Sinise. Ele confessou que “ele e sua família não faziam parte de qualquer religião” até que sua esposa voltou para as abandonadas raízes católicas de sua mãe, em 2000, e ele posteriormente caminhou lentamente para a sua Crisma em 2010.

Ele contou sobre o seu choque inicial e o posterior apoio a decisão de sua esposa em uma entrevista há alguns anos. Ele estava filmando na Carolina do Norte, quando sua esposa, Moira, e três crianças vieram para uma visita, e neste mesmo tempo um furacão estava a caminho daquele lugar. Ao descobrir que os voos seriam cancelados, ele alugou um carro e levou-os em direção a Charlotte através de ventos fortes, pancadas de chuva e muitos relâmpagos. Em um momento da viagem Moira se voltou para ele e anunciou que quando ela voltasse para Chicago, ela estaria voltando para a Igreja Católica e as crianças iriam frequentar escolas católicas. Ele estava chocado e não muito feliz com a decisão. Pois o único conhecimento que ele tinha de escolas católicas eram as histórias terríveis que dois amigos haviam lhe contado. Então ele disse algo como: “Não! Você está louca? “

Mas Moira fez como ela planejava, e se matriculou na Catequese para adultos e matriculou os filhos na escola católica. Dois anos mais tarde, na Vigília Pascal, ela entrou na Igreja. Nesse meio tempo, a escola acabou por ser o oposto do que Gary esperava. Ele descobriu que era um ótimo ambiente e se tornou um grande defensor destas escolas. Depois disso passaram-se ainda dez anos até que ele se convertesse ao catolicismo, mas foram 10 anos de uma lenta conversão e cheios de atividades beneficentes. 

GarySinise
Durante a convenção Gary Sinise contou a sua história e como pouco depois do 11/09, ele foi “convidado como uma celebridade” para entreter os socorristas e foi assim que conheceu a história de heróis como Padre Mychal Judge, um capelão para o Corpo de Bombeiros de NY, que morreu ao ajudar as vítimas dos ataques as torres gêmeas. 

Em 2003, Sinise foi o co-fundador da “Operação Crianças Iraquianas”, que em nove anos apoiou o trabalho das tropas americanas na coleta e doação de material escolar e uniformes para as crianças cujas escolas foram reconstruídas pelas tropas. Estas doações incluíram 358.763 kits de material escolar, milhares de caixas com bichos de pelúcia, sapatos e equipamentos esportivos, e outras centenas de caixas com sapatos, roupas, acessórios, alimentos, itens de higiene e brinquedos. 

A banda de Gary Sinise, “Lt.Dan Band”, realizou 50 tours e 119 concertos para as tropas americanas, organizados pela USO (2), e foi durante estes shows que Sinise tornou-se apaixonado por ajudar os veteranos americanos feridos. Assim, a fundação que leva o seu nome iniciou um programa chamado “Restauração da independência e apoio a capacitação” (RISE), onde o objetivo principal  é construir “casas inteligentes” para os veteranos que foram mais gravemente feridos. 

Em parceria com a fraternidade Knights of Columbus, um ex-soldado de infantaria do Exército que perdeu as duas pernas e um braço na explosão de uma estrada no Afeganistão, pode mudar-se para uma nova casa high-tech com a esposa. 

Durante a convenção Sinise agradeceu a colaboração das pessoas ligadas a fraternidade e por seus anos de “trabalho de caridade incrivelmente generoso, volumoso e missionário.” 

Susan E. Wills (Editora da Aleteia em inglês)

 

Via Comunidade Shalom

Mistério das igrejas incendiadas assusta moradores do interior de MG

 Mistério em Minas Gerais. Uma série de crimes religiosos está desafiando a polícia e assustando a população. De março até agora, sete igrejas católicas foram incendiadas. Os bandidos também quebram as imagens dos santos e deixam uma assinatura: uma cruz de sal grosso.

As noites no interior de Minas Gerais escondem um mistério. Os bandidos agem na madrugada. Eles se aproveitam de um costume dos moradores da zona rural: quando anoitece, todo mundo se recolhe. Ninguém na estrada, nem luz.

Os criminosos estão colocando fogo em capelas. Quando amanhece, é possível ver a destruição.
E um fato chama a atenção: em frente a cada igreja queimada, é deixada uma cruz de sal grosso.

“Mistério assim do mal, né? Eu acredito”, diz o lavrador Xisto Romualdo.

Os ataques religiosos começaram em março. Até agora, sete capelas foram incendiadas em quatro cidades. Elas ficam a cerca de 250 quilômetros de Belo Horizonte.

A localização das igrejinhas facilita a ação dos bandidos. Todas estão em áreas isoladas.

A capela de Macuco foi incendiada no começo de agosto. Os bandidos usaram uma mesa como apoio para entrar pela janela. Restaram apenas as paredes.

“Nós usava a capela assim pra assistir missa, catequese, consultório médico também. Tudo de bom que tinha na comunidade era aqui”, lamenta Tereza Gerônimo, coordenadora do Conselho Comunitário Pastoral de Macuco.

Seu José lamenta a destruição da igreja que ajudou a construir.

Fantástico: Quem o senhor acha que fez isso?
José Sabino Figueiredo: Gente não pode ser não. Gente batizada não faz um papel desses.

Na mesma noite, uma hora depois, a poucos quilômetros da comunidade de Macuco, outra capela foi incendiada. No povoado de Quatro Barras também foi deixada uma cruz de sal.

“Não estou dormindo de noite. Estou muito preocupada ainda com o que eu vi que nunca tinha visto: o santuário nosso, de nós rezar todo domingo, dia de semana nós reza também, pegando fogo sem a gente poder salvar”, lamenta a catequista Maria da Glória Batista.

A capela tinha sete imagens de santos. Sobrou apenas uma, de Nossa Senhora Aparecida. Durante o incêndio, a mesa onde ela estava apoiada foi quase toda queimada, sobrou apenas um cantinho onde a imagem estava.

“Sobrou uma imagem pra comunidade firmar mais e acreditar na Nossa Senhora”, diz a dona de casa Maria Rita Santos.

A polícia investiga os ataques às igrejas e suspeita que sejam casos de intolerância religiosa.

“Por conta do incêndio, não há como colher digitais. Aproveitar para fazer um apelo, se alguém tiver informação, que traga até nós pra que sejam tomadas as medidas cabíveis”, pede o delegado Edvin Otto.

Em Senador Firmino, o alvo foi a capela da Comunidade de Guaxupé. O prédio resistiu ao fogo, mas os criminosos deixaram outras marcas. Do lado de fora da capela estão os restos das imagens em um saco.

Os incêndios misteriosos mudaram a rotina no campo. As capelas agora vivem trancadas. E os moradores, têm que conviver com o medo.

Para Pedro Ribeiro, doutor em ciências da religião, historicamente a cruz de sal grosso e o fogo são sinais de purificação.

“Fazer uma cruz de sal junto de alguma capela, junto a um espaço qualquer, significa ‘vamos purificar’, ‘vamos afastar os maus espíritos que estavam aqui’. O que é intrigante pra mim: quem acha que em uma capelinha, em que as pessoas se reúnem para rezar, para celebrar, que aquilo dali é uma coisa má, é uma coisa de espírito mau?”, questiona o doutor.

Ele diz que a destruição das igrejas pode significar uma agressão do catolicismo.

“São sinais de dizer: ‘quem faz aquilo que meu Deus proíbe está errado e, portanto, eu tenho que punir’. Ora, isso é intolerância. Isso vai contra todo pensamento da tolerância religiosa, da aceitação do diferente, do sadio diálogo entre as religiões”, diz Pedro Ribeiro.

Francisco: Na comunidade cristã, a divisão é um pecado grave

A praça de São Pedro voltou a acolher os fiéis para a catequese semanal do Santo Padre, após duas semanas em que as audiências gerais aconteceram na Sala Paulo VI. Na manhã de hoje, os milhares de peregrinos de todas as partes do mundo esperavam Francisco cheios da costumeira alegria e entusiasmo.

O papa deu prosseguimento à série de catequeses sobre a Igreja, focando hoje nos adjetivos “una e santa”, que professamos no Credo.

No resumo final da catequese, ele disse: “Queridos irmãos e irmãs! Quando recitamos o Credo, dizemos que a Igreja é ‘una’ e ‘santa’, embora saibamos por experiência que ela também é composta por pecadores e que não faltam nela as divisões. Jesus, antes da sua Paixão, pediu pela unidade dos seus discípulos: ‘que todos sejam um’. Ele nos confia, assim, o seu desejo de que a unidade seja uma das características da nossa comunidade. Os pecados contra a unidade não são só os cismas; são também as cizânias mais comuns das nossas comunidades: invejas, ciúmes, antipatias… Tudo isso é humano, mas não é cristão. Numa comunidade cristã, a divisão é um dos pecados mais graves, porque ela não permite que Deus atue. É o diabo quem separa, destrói as relações, semeia preconceitos. O que Deus quer é que sejamos acolhedores, que nos perdoemos e nos amemos para nos parecermos cada vez mais com Ele, que é comunhão e amor. Nisto consiste a santidade da Igreja: em reproduzir a imagem de Deus, rico em misericórdia e em graça”.

A seguir, o papa saudou os peregrinos e, ao se dirigir aos latino-americanos, destacou que “amanhã acontecerá nos jardins do Vaticano a colocação de uma imagem de Nossa Senhora da Caridade do Cobre, padroeira de Cuba. Saúdo com afeto os bispos de Cuba, vindos a Roma para esta ocasião, ao mesmo tempo em que lhes peço para enviar a minha bênção a todos os fiéis cubanos. Que Jesus os abençoe e a Virgem Santíssima cuide de vocês”.

Depois do resumo e das saudações em cada língua, Francisco dedicou uma saudação especial aos jovens, aos doentes e aos recém-casados. Além disso, recordou que hoje celebramos Santa Mônica, mãe de Santo Agostinho. Que “o seu amor por nosso Senhor aponte, queridos jovens, a centralidade de Deus na sua vida; anime vocês, queridos enfermos, a enfrentar com fé os momentos de sofrimento; e os estimule, queridos recém-casados, a educar cristãmente os filhos com que nosso Senhor quiser abençoá-los”.

Satanistas devolvem hóstia consagrada à arquidiocese de Oklahoma

A hóstia consagrada que um satanista da cidade norte-americana de Oklahoma tinha declarado que usaria na realização pública de uma “missa negra” no mês que vem foi entregue à arquidiocese local. A informação é da própria arquidiocese.
Um dia depois de o arcebispo dom Paul Coakley dar início a um processo contra Adam Daniels, o líder do grupo satânico que planeja realizar a “missa negra” no Centro Cívico de Oklahoma, o satanista concordou em entregar ao arcebispado a hóstia consagrada.

“Um advogado representante do líder do grupo satânico entregou a hóstia a um padre católico na quinta-feira à tarde”, comunicou o site da arquidiocese. “Com a devolução da hóstia e com a assinatura de um documento por parte do líder do grupo satânico afirmando que o grupo não possui mais nenhuma hóstia consagrada nem usará qualquer hóstia consagrada em seus rituais, o arcebispo concordou em retirar a ação judicial”.

“Eu estou aliviado porque nós conseguimos a devolução da hóstia consagrada e porque impedimos a sua profanação nesse ritual satânico”, disse o arcebispo. “[Mas] continuo preocupado com os poderes obscuros que essa adoração satânica está convidando a penetrar em nossa comunidade e com o perigo espiritual que tudo isso representa para todas as pessoas que estão direta ou indiretamente envolvidas”.

Dom Coakley fez reiterados pedidos às autoridades da cidade de Oklahoma para que seja cancelado o ritual satânico agendado para acontecer em um espaço público.

Entretanto, o próprio fato de o Centro Cívico de Oklahoma ser um espaço público é alegado pelas autoridades locais para negar os pedidos de cancelamento da missa negra. Jim Brown, gerente geral do Centro Cívico, citou a constituição dos EUA para explicar que, “como serviço público, nós somos obrigados a alugar o centro para quaisquer organizações e indivíduos, desde que eles respeitem as nossas políticas e procedimentos”.

O escritório de advocacia que representa a arquidiocese na ação judicial anunciou hoje a decisão de Daniels. O advogado Michael Caspino disse que Daniels e seu grupo, o Dakhma de Angra Mainyu, obtiveram a hóstia consagrada em circunstâncias fraudulentas.

Ontem, após o arquivamento do processo, Daniels disse à Aleteia, em entrevista por e-mail, que um padre católico que vive fora dos EUA é membro da Dakhma de Angra Mainyu e tinha consagrado a hóstia a ser usada na missa negra planejada para ocorrer no Oklahoma City Civic Center.

“Daniels concordou hoje em nos entregar esta propriedade sagrada. Não tínhamos dúvidas de que o tribunal respeitaria o nosso argumento, enraizado no direito civil e no direito canônico, de que todas as hóstias consagradas pertencem à Igreja. Esta é uma grande vitória da decência e do respeito por todas as religiões. Toda vez que alguém tentar profanar esta propriedade sagrada, nós vamos detê-lo”.

“Uma parte fundamental da missa negra é a profanação ou a destruição de uma hóstia consagrada”, lembra Caspino. “Sem essa propriedade sagrada, a missa negra não tem absolutamente nenhum significado. Este grupo não poderá manter o seu ritual satânico do jeito que tinha planejado”.

Mas, em comunicado divulgado na noite de ontem, Daniels afirma que ainda tem algo que pode usar no ritual:

“Eu, Dastur Adam Daniels, entreguei esta hóstia consagrada ao Arcebispo Paul Coakley. A razão dessa entrega se baseia unicamente no fato de que eu me recuso a desperdiçar milhares de dólares brigando por uma bolachinha nojenta sobre a qual um homem fez uma oração. A missa negra de Oklahoma vai continuar, conforme planejado, com a hóstia original que tem sido usada desde 1666, feita de pão preto. Nada mudou e nós prosseguiremos na adoração do diabo e na blasfêmia contra Deus em espaço público”.

Num e-mail posterior, Daniels explicou: “Desde a primeira missa negra pública em 1666, um pão preto tem sido usado como hóstia. Nós vamos usar essa hóstia na consagração da missa negra”.

De acordo com um site de vendas de ingressos, o evento parece ter vendido até agora cerca de dois terços dos 92 assentos do pequeno auditório em que a missa negra será realizada, no Centro Cívico de Oklahoma.

O arcebispo dom Coakley, que continua pedindo que os católicos orem e jejuem, planeja realizar uma vigília de oração especial na Igreja de São Francisco, em Oklahoma, no dia da missa negra, 21 de setembro. A vigília terá uma hora santa eucarística seguida de procissão ao ar livre e bênção com o Santíssimo.

10 CONSELHOS DO PAPA FRANCISCO PARA OS JOVENS DE TODAS AS IDADES

1) Ter um coração jovem sempre: “Com Cristo o coração não envelhece nunca.” ( Ramos 24/03/13 – Dia da Juventude)

2) Ir contra a corrente: “Não há dificuldades, tribulações, incompreensões que possam nos meter medo se permanecermos unidos a Deus”. (Missa dos crismandos em Roma – 28/04/ 2013)

3) Apostar em grandes ideais: “A vida não é dada para que a conservemos para nós mesmos, mas para que a doemos. (Catequese do dia 24/04/2013).

4) Estar com Deus em silêncio: “Aprendam a permanecer em silêncio diante d’Ele, a ler e meditar a Bíblia, , para sentir a Sua presença de amizade e de amor”. “ 6º  Jornada dos Jovens” da Lituânia 28-30 de junho)

5) Rezar o Rosário: O Rosário é um instrumento eficaz para nos ajudar a nos abrirmos a Deus” ( “6º  Jornada dos Jovens” da Lituânia 28-30 de junho)

6) Fazer barulho: “quero que saiam, quero que a Igreja saia pelas estradas,”. (Aos Jovens Argentinos durante a JMJ Rio 2013)

7) Aproximar-se da cruz de Cristo: “ sermos como o Cireneu, aquele que ajuda Jesus a levar o madeiro pesado, como Maria e as outras mulheres, que não tiveram medo de acompanhar Jesus até o fim. ( Via-sacra JMJ Rio 2013)

8) Ser protagonista das mudanças: “Através de vocês, entra o futuro no mundo. Peço-lhes para serem construtores do mundo, trabalharem por um mundo melhor.”. ( Vigília de Oração – JMJ Rio 2013)

9) Servir sem medo: “Não tenham medo de ir e levar Cristo para todos os ambientes, até as periferias existenciais, incluindo quem parece mais distante, mais indiferente.”. (Missa de encerramento da JMJ Rio 2013)

10) Ser revolucionário: “Na cultura do provisório, do relativo, muitos pregam que o importante é ‘curtir’ o momento, que não vale a pena se comprometer por toda a vida, fazer escolhas definitivas ‘para sempre’, uma vez que não se sabe o que nos reserva o amanhã. Nisso peço que se rebelem: que se rebelem contra a cultura do provisório, a qual, no fundo, crê que vocês não são capazes de assumir responsabilidades, que não são capazes de amar de verdade. Eu tenho confiança em vocês, jovens, e rezo por vocês. Tenham a coragem de ‘ir contra a corrente’. E também tenham a coragem de ser felizes!” (Discurso aos voluntários da JMJ Rio 2013)

Carlo Acutis, o anjo da juventude

Algumas pessoas saem da vida para entrar na história; outras, para entrar no céu. Em 12 de outubro de 2006, falecia o jovem Carlo Acutis, vítima de uma grave leucemia. No leito de morte, desejou ardentemente que seus sofrimentos fossem oferecidos a Deus pela Santa Igreja e pelo Papa. O testemunho do rapaz, de apenas 15 anos, comoveu toda a Itália, tornando-o modelo de santidade, sobretudo para a juventude. No momento, a Diocese de Milão, à qual Acutis pertencia, trabalha na sua causa de beatificação.

Carlo Acutis nasceu em Londres, na Inglaterra, a 03 de maio de 1991. Os primeiros dias de vida foram também os primeiros de sua jornada para Deus. Com uma fé católica profundamente arraigada, os pais, André e Antônia, não tardaram a lhe providenciar o batismo, preparando para a ocasião um pequeno bolo em formato de cordeiro, como forma de agradecimento ao Senhor pela entrada do filho na comunidade cristã. Um simbolismo profético. A exemplo do Cordeiro de Deus, o pequeno Acutis também se faria tudo para todos, a fim de completar na própria carne – como diz o Apóstolo São Paulo, ao explicar o valor salvífico do dor – o que falta aos sofrimentos de Cristo pelo seu Corpo, que é a Igreja.

Crescendo em Milão, o pequeno Carlo demonstrou as virtudes cristãs desde a infância. Era uma criança alegre, de comportamento suave, que cativava a todos – principalmente as babás – com o seu entusiasmo contagiante. E se algum amiguinho aprontava-lhe uma maldade, sabia colocar a caridade acima do instinto: “o Senhor não seria feliz se eu reagisse violentamente”. Aos 12 anos de idade, a Santa Missa já lhe era o bem mais precioso. Comungava diariamente, haurindo da Eucaristia a graça para uma vida santa.

Tamanha espiritualidade chamava a atenção dos mais próximos. Certa vez, preferiu participar de uma peregrinação a Assis, Itália, a visitar outros lugares para diversão. O comportamento do garoto levava os parentes a considerarem-no uma “vítima dos pais”. Mas não era nada disso. Como confidenciaria a seu diretor espiritual, poucos dias antes de sua derradeira páscoa, Assis era o lugar onde mais se sentia feliz. Juntamente com Nossa Senhora de Fátima, São Francisco era-lhe o grande santo de devoção, principalmente por sua pequenez e humildade.

Vibrante, apaixonado pela vida, tinha no apostolado o fim último de toda a sua ação. Entendera cedo o “chamado universal à santidade”. Daí a disponibilidade para com todos, fazendo-se amigo de qualquer um, mesmo dos mais tímidos. “Ele acreditava no diálogo íntimo com o Senhor – conta um dos colegas – e rezava o rosário todos os dias. Após a morte de Carlo voltei para a Igreja e acho que isso pode ser mérito de sua intercessão”.

No Instituto Liceo Classico Leão XIII, onde iniciou o ensino médio, desenvolveu sua paixão por computadores. Carlo criou um site dedicado aos milagres eucarísticos e à vida dos santos.“Decidi ajudá-los – dizia o jovem na página da internet – compartilhando alguns dos meus segredos mais especiais para aqueles que desejam rapidamente alcançar o objetivo da santidade”. Carlo Acutis insistia na Missa diária, na récita do rosário, na lectio divina, na confissão e no apego aos santos. “Peça ao seu Anjo da Guarda para ajudá-lo continuamente, de modo que ele se torne seu melhor amigo”, recomendava.

Em 2006, com apenas 15 anos, Carlo Acutis descobriria uma grave doença: a leucemia. Confundida inicialmente com uma inofensiva “caxumba”, o mal acabou se alastrando rapidamente, mesmo com os vários tratamentos, causando-lhe a morte em apenas um mês. Às 6:45h de 12 de outubro de 2006, o Senhor o levava para a vida eterna. Perto de falecer, confidenciou aos pais: “Ofereço todos os sofrimentos desta minha partida ao Senhor, ao Papa e à Igreja, para não fazer o Purgatório e ir direto para o Paraíso.”

A postuladora para a causa dos Santos da Arquidiocese de Milão, Francesca Consolini, afirma que a fé de Carlo Acutis era “singular”: “levava-o a ser sempre sincero consigo mesmo e com os outros (…) era sensível aos problemas e as situações de seus amigos, os companheiros, as pessoas que viviam perto a ele e quem o encontrava dia a dia”. O testemunho do rapaz pode ser encontrado na sua biografia, “Eucaristia, minha rodovia para o céu”, escrita por Nicola Gori, articulista do L’Osservatore Romano.

O corpo de Carlo Acutis foi sepultado em Assis, cidade de São Francisco, por sua especial devoção ao santo.

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Referências

  1. Adolescente comove a Itália ao oferecer sua vida pela Igreja e o Papa
  2. Carlo Acutis – O Anjo da Juventude

O Valor da Santa Comunhão

Os santos dizem que vale muito mais uma Comunhão do que um êxtase, um arrebatamento, uma visão. A Santa Comunhão transporta o Paraíso inteiro para o nosso pobre coração. Ali o Céu se faz presente; “onde está o Rei está toda a Corte”, dizia Santa Tereza de Jesus. Quando Jesus é recebido em uma alma, toda a Igreja exulta de alegria, a dos Céus, a do Purgatório e a da Terra.

A Santa Comunhão deve ser recebida em “estado de graça”. Por isso, se tivermos cometido um pecado mortal, ainda que já estivermos arrependidos e sintamos um grande desejo de comungar, é necessário e indispensável que nos confessemos com o sacerdote antes de Comungar. É bom se lembrar do que São Paulo disse aos coríntios: “Quem come desse pão ou bebe do cálice do Senhor indignamente, será réu do Corpo e do Sangue do Senhor” (1Cor 11,27).

Quem quer receber a Cristo na Comunhão eucarística não pode ter, em consciência, algum pecado mortal. A Confissão comunitária só é válida em casos muito especiais; e, assim mesmo, o penitente fica obrigado depois a se confessar com um sacerdote tão logo seja possível. (cf. CIC§1483).

Mas o que é o pecado mortal?

“É pecado mortal todo pecado que tem como objeto uma matéria grave, e que é cometido com plena consciência e deliberadamente” (CIC§1859). Isto é, uma infração grave à lei de Deus, cometida de maneira consciente e livre.

A matéria grave, ensina o Catecismo, é precisada pelos Dez Mandamentos, segundo a resposta de Jesus ao jovem rico: “Não mates, não cometas adultério, não roubes, não levantes falso testemunho, não defraudes ninguém, honra teu pai e tua mãe”(Mc 10,19), (CIC§1858).

Um modo delicado de preparar-nos para a sagrada Comunhão é invocando a Virgem Imaculada e entregando-nos a ela para que nos prepare para receber a Jesus com a humildade, com a sua pureza, com o seu amor, e que venha ela mesma recebê-lo em nós. Esta piedosa prática foi recomendada por muitos Santos, especialmente por S. Luiz Grignon de Montfort, por S. Pedro Julião Eymard, por S. Afonso de Ligório, S. Maximiliano M. Kolbe e muitos outros: “A melhor preparação para Santa Comunhão é a que se faz com Maria”.

São Cirilo de Jerusalém, que pregava no século V na Basílica do Santo Sepulcro de Jesus, nos dá belas orientações sobre a Comunhão.

Aos que recebem a Hóstia nas mãos, ele dizia:

“Quando te aproximares para receber o Senhor não o faças com os braços soltos e com os dedos abertos, mas faça da tua mão esquerda o Trono para a sua mão direita, pois nesta receberás o Rei, e na alma recebes o Corpo de Cristo dizendo Amém. Então, com todo cuidado, santifica teus olhos pelo Santo Corpo e em seguida toma-O e cuida para que nada se perca. Com efeito, qualquer migalha que perderes seria como que perder um dos teus próprios membros.

Diga-me: se colocassem ouro em pó na tua mão, você não guardaria com toda atenção? Não terás, portanto, ainda maior cuidado com o objeto ainda mais precioso que o ouro e que qualquer pedra preciosa, para que não se perca nenhuma migalha?

Depois, tendo comungado o Corpo de Cristo, aproxima-te do Cálice do Seu Sangue, inclina-te num gesto de Adoração e diga Amém. Santifica-te assim tomando também o Sangue de Cristo.
E esperando a oração, dá Graças a Deus, que te considerou digno de tão grande Mistério…”

Ninguém é digno de receber a Eucaristia, mas é o amor de Jesus que quer que o recebamos. O amor de Jesus por nós, exige que ele se dê a nós. Assim, o importante são as “disposições convenientes” para Comungar, que segundo Santo Afonso precisamos ter para fazer
uma boa Comunhão com Jesus: 1- Estar em estado de graça; 2 – querer ser santo; 3 – desejar crescer no amor a Jesus; 4 – fazer meditação frequente; 5- mortificar os sentidos e as paixões; 6 – fazer a ação de graças após a comunhão, e querer ser de Deus.

Àqueles que não querem comungar, por se acharem indignos, Santo Afonso de Ligório diz: “Menos digno te tornarás, pois serás mais fraco e cairás mais”. E ensinava que “as faltas , quando não plenamente voluntárias, não impedem a Comunhão”.

O cânon 920 do Código de Direito Canônico estabelece que todo fiel católico, após a Primeira Comunhão, “tem o dever de comungar ao menos uma vez por ano. Este preceito deve ser cumprido no tempo pascal a não ser que, por justa causa, se cumpra em outra época dentro do mesmo ano”. Por “tempo pascal” na Igreja universal entende-se o período que vai de quinta-feira santa até o Domingo de Pentecostes (no Brasil o tempo pascal estende-se do primeiro Domingo de fevereiro até 16/07).

Diz o cânon 916 do novo Código: “Quem está consciente de pecado grave, não celebre a Missa nem comungue o Corpo do Senhor sem fazer antes a Confissão sacramental a não ser que exista causa grave e não haja oportunidade para se confessar; neste caso, porém, lembre-se de que é obrigado a fazer um ato de contrição perfeita, que inclui o propósito de se confessar quanto antes”.

Santo Agostinho disse: “Não abramos de par em par a boca, mas o coração. Não nos alimenta o que vemos, mas o que cremos”.

Aquele que ama anseia estar junto da pessoa amada; e o seu maior sofrimento é não ser correspondido no seu amor. Para comprovar isto, basta ver como fica triste uma jovem, quando o namorado que tanto ama, lhe abandona. A dor e a angústia é ainda maior quando ela é trocada por outra. A dor mais forte é a  “dor do amor”. A pior dor é a do amor não correspondido. Conheci uma moça que, ao saber que o seu namoro tinha terminado, não queria mais nada, e nada podia consolá-la; não queria mais comer, dormir, estudar… nada. Era a dor do amor. Queria “morrer”…

Jesus mostrou e provou o seu amor por nós de inúmeras maneiras: assumiu a nossa natureza, “vestiu a nossa carne”, fez-se obediente até a morte, morte de cruz, para nos salvar da morte eterna, e ficou conosco para sempre na Eucaristia.

Neste Sacramento do seu próprio Corpo, o Senhor nos dá a revelação máxima do seu amor. Fez o milagre da Eucaristia para estar junto de nós, individualmente, com cada um, de modo “particular”, e inteiramente. Fez-se pão, “prisioneiro dos nossos sacrários”, para estar sempre conosco, a cada dia, e todos os dias.

Ele se entregou totalmente a nós no Pão.

Ele que é Onipotente, se fez fraco no pão; Ele que é o Soberano, se fez pobre; Ele que é o Infinito de Tudo, se fez limitado num pedacinho de pão. É o milagre do Amor.

Na Comunhão recebemos Jesus, substancialmente, e Ele vem a nós para nos transformar Nele e nos comunicar a Sua Santidade e, depois, sua Felicidade e Glória eternas.

Pela santa Comunhão, Ele como que nasce, cresce, vive em nós; por isso, quer ser recebido frequentemente por cada um dos cristãos.

 

Profº Felipe Aquino