Católicos são detidos e impedidos de ir à Missa em Cuba

A União Patriótica de Cuba (UNPACU), denunciou que durante este fim de semana foram presos 200 opositores em diversas partes do país, 90 dos quais foram detidos em Santiago de Cuba e Cienfuegos para que não possam participar da Missa.

Em uma nota a UNPACU informou que cem prisões ocorreram em Havana, 90 em Santiago de Cuba, 17 em Santa Clara, cinco em Cienfuegos e quatro em Holguín.

“No Oriente e Cienfuegos as pessoas foram presas a caminho da igreja para participar da Missa. Na capital, a maioria dos ativistas foram presos quando saiam da igreja de Santa Rita, em Miramar, município Playa, em direção a Vedado”, indicou.

Nesse sentido, Yriade Hernández Aguilera, coordenador da UNPACU em Santiago de Cuba, disse nesta segunda-feira ao Grupo ACI que a polícia cubana prendeu os 90 ativistas para impedir que assistam à Missa no Santuário da Virgem de Cobre. Estes ficaram presos até cerca de 9am que foi quando a Missa terminou. “Depois foram libertados em diferentes partes dos subúrbios da cidade”, indicou.

Hernández assinalou que “em geral todos os domingos muitos ativistas da UNPACU são presos por tentarem assistir à Igreja Católica”, ou são impedidos de sair para que não cheguem à igreja.

“Essa é mais uma das formas que o regime castrista utiliza para impedir que nós assistamos à Missa simplesmente para escutar a Palavra de Deus. Nós não vamos fazer nada de política, simplesmente queremos assistir à Missa”, expressou.

A UNPACU indicou que as prisões dos opositores –pertencentes a vários grupos dissidentes-, começaram na noite do sábado em Santiago de Cuba. Na madrugada e na manhã de domingo continuaram as prisões. “Só 26 ativistas de ambos os sexos chegaram ao templo”, assinalou.

Entre os detidos em toda a ilha se encontravam líderes dissidentes como Berta Soler e Guillermo Fariñas, María Cristina Labrada, Antonio Rodiles, José Díaz Silva, entre outros.

A UNPACU denunciou que “com este forte aumento nas últimas semanas das detenções arbitrárias, das agressões físicas e da perseguição contra dissidentes pacíficos, o regime castrista deixa claro que não tem a mais mínima intenção de melhorar seu histórico em matéria de direitos humanos”.

Por ACI

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