A entrada de Jesus em Jerusalém

No domingo de ramos a Igreja no mundo Todo, celebra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Essa celebração é a porta, por onde os fiéis são introduzidos no espirito da semana Santa. Nesse dia também, por iniciativa do grande São João Paulo II, desde 1984, se comemora também a festa dos jovens, em todas as dioceses.

Essa festa, já era celebrada em Jerusalém, no século IV. Um dos mais importantes testemunhos a esse respeito é de uma peregrina chamada Egéria (Ou Etéria), que percorreu a Terra Santa em 380, seus manuscritos encontrados em 1884 relata os detalhes dessa festa.

“E na hora undécima (17h), lê-se aquela passagem do Evangelho, quando as crianças com ramos e folhas de palmeira saíram ao encontro do Senhor, dizendo: ‘Bendito é aquele que vem em nome do Senhor’. Em seguida, o bispo e todo o povo se levantam e vão, a pé, saindo do alto do Monte das Oliveiras, caminhando com hinos e antífonas, respondendo sempre: ‘Bendito é aquele que vem em nome do Senhor’.”

Egéria, ainda nos seus relatos da bastante ênfase a participação de famílias com suas crianças: “Todas as crianças que estão naqueles lugares, inclusive as que não sabem andar ainda dada a sua curta idade, participam sobre os ombros dos seus pais, carregando ramos, algumas com folhas de palmeiras e outras com ramos de oliveiras”.

De Jerusalém, essa festa se estende a todo o Oriente. No começo do século VII, chega à Hispânia e provavelmente à Gália até o século IX; e depois se populariza amplamente em todo impérios Carolíngios. Em Roma por exemplo até meados do século V se lia apenas a narrativa da paixão, só no século XII após um período de decadência na liturgia, que a procissão de ramos começa a ser mencionada nos livros sagrados da Igreja romana, trazida pelos Germânicos.

A celebração na forma como encontramos hoje, remete a vários textos do antigo e novo testamento, no sentido de ajudar cada fiel a penetrar no mistério pascal do Senhor. Por exemplo: Isaías 50, 6-7, com o Servo sofredor. Depois Filipenses 2, 6-11, Cristo que se despoja e assume a posição de escravo. O Salmo 22, “meu Deus por que me abandonastes” e por fim toda a narrativa da paixão do Senhor tirada de um dos Evangelhos.

O espirito dessa celebração, revela o coração do homem em todo seu realismo. O homem aqui é apresentado como um ser de conflito, um espaço de contradição. O homem que recebe o Filho de Deus, com louvas e louvaninhas é o mesmo que depois o humilha, e o crucifica.

Ao mesmo tempo, esse ser paradoxal chamado homem, evidencia a missão desse estranho Rei, libertar o coração do gênero humano das amarras que o prende ao ódio, ao desamor, ao pecado. Jesus Rei, se entregou nu, nas mãos do homem. Despojou-se de suas vestes de gloria, abriu mão da proteção atenta de batedores celestes e terrenos. Veio na carne, vestido de pobreza e fraqueza, sem nenhuma defesa. A natureza sempre pura e virginal, cobre o rosto e foge dessa imagem terrível. Um Deus desarmado entregue nas mãos belicosas da humanidade. Salve Rei dos Judeus! bendito o que vem em nome do Senhor! Feliz Culpa, que nos mereceu tão grande Redentor.

 

Via Comunidade Shalom

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