Filha da católica condenada à morte no Paquistão: Espero com fé a sua libertação

Eisham Ashiq não pôde conter as lágrimas durante a sua participação no Congresso Internacional sobre Liberdade Religiosa Todos Somos Nazarenos #WeAreN2015. Foto: Flickr HazteOír (DC-BY-SEA-2.0)

Eisham Ashiq, a filha de 15 anos de Asia Bibi, cristã condenada à morte no Paquistão e acusada de blasfemar contra o Islã, assegurou recentemente que sua fé católica a sustenta para esperar a libertação de sua mãe.

Em uma entrevista difundida pela plataforma HazteOír, no marco do Congresso Internacional sobre Liberdade Religiosa Todos Somos Nazarenos #WeAreN2015 realizado de 17 a 19 de abril em Madri (Espanha), Eisham Ashiq assinalou que sua mãe permanentemente a encoraja a centrar-se nos seus estudos e na sua fé.

“A minha fé sempre me dá a coragem para acreditar que, se Deus quiser, minha mãe estará conosco. O primeiro que deverei fazer será agradecer a Deus o privilégio de ter a minha mãe em casa novamente levando uma vidapacífica”, assinalou a jovem, que ainda não tinha completado 10 anos quando a sua mãe foi presa.

Em 2009, Asia Bibi trabalhava recolhendo frutas com outras mulheres muçulmanas em Sheikhupura, perto de Lahore (Paquistão). Ao aproximar-se de um poço local para beber um pouco d´água, a acusaram de ter poluído a água inteira, apenas pelo fato de ser cristã.

Ao dia seguinte, ela foi atacada por um grupo e levada a uma delegacia de polícia como medida de “segurança”. Lá ela foi acusada de blasfêmia contra o Islã. Em 2010 Asia Bibi foi condenada à morte, mas houve um pedido de apelação. Na primeira quinzena do mês de abril, o Papa Francisco recebeu Eisham Ashiq e o seu pai (esposo de Asia Bibi), Ashiq Masih, no Vaticano. Nesta ocasião o Santo Padre lhes assegurou suas orações.

A seguir, a entrevista completa de HazteOír a Eisham Ashiq:

Que idade você tinha quando prenderam a sua mãe?

Eu tinha quase 10 anos.

Como era o dia a dia em casa com sua mãe?

No povoado não havia comodidades, a vida era difícil da manhã até à noite, mas tínhamos uma vida feliz junto a ela. Eu amo a minha mãe.

Ela falava para você e para os seus irmãos sobre quem é Deus?

Sim, é uma mulher temerosa de Deus e tem uma fé muito grande. Sempre nos falava de Deus e da Sua bondade.

Você lembra do dia que estava no colégio e prenderam a sua mãe?

Aquele dia eu estava junto com ela e lembro como os nossos vizinhos falavam mal da minha mãe.

O que esses homens fizeram com vocês?

Minha mãe estava no seu lugar de trabalho quando chegaram vários homens. Agarraram-na e a levaram al centro do povoado, onde já havia uma multidão reunida. Nossos vizinhos e os muçulmanos dos povoados próximos a golpearam inumanamente, a desmoralizaram e a humilharam. Depois, a polícia prendeu a minha mãe e a levou à delegacia. Enquanto a golpeavam ela pediu água, mas ninguém lhe deu um copo de água, não lhe davam descanso. Eu mesma necessitava água porque estava ali e me pisoteavam da pior maneira. Alguém me agarrou e me empurrou contra um muro. Estavam abusando da minha mãe, arrancaram a sua roupa.

Como foi sua vida familiar após este momento?

Sem minha mãe, nossa vida está totalmente atormentada. Embora meu pai cuide de nós, sentimos muita saudade dela. Não é possível substituir a minha mãe. Queríamos compartilhar com minha mãe muitas coisas que não podemos compartilhar com meu pai.

Tinham amigos muçulmanos antes de que acusassem a sua mãe de blasfêmia? Eles os deixaram de lado?

Éramos a única família cristã neste povoado muçulmano. Deixamos o povoado porque nossos amigos nos deixaram de lado. Eram mal-educados conosco e decidimos sair deste lugar.

O que a sua mãe fala quando você vai visita-la no presídio?

Recentemente fomos visita-la. Falamos sobre muitas coisas, mas lembro que acariciou o meu rosto e me aconselhou que a centrar-me nos meus estudos e na minha fé.

Você tem medo?

Sim, temos medo da acusação de blasfêmia sobre a minha mãe e enquanto morarmos no Paquistão temos diversas razões para temer. Recentemente uns suicidas com explosivos nos atacaram em duas Igrejas de Youhanabad. Noventa por cento das pessoas abandonaram suas casas porque os muçulmanos ameaçaram queimar a nossa colônia. Eu estou pessoalmente agradecida ao exército, pois controlaram esta situação.

Qual será a primeira coisa que farão quando, se Deus quiser, sua mãe saia da prisão?

A minha fé sempre me dá a coragem para acreditar que, se Deus quiser, minha mãe estará conosco. O primeiro que deverei fazer será agradecer a Deus o privilégio de ter a minha mãe em casa novamente levando uma vida pacífica.

Você acha possível um futuro de paz para os cristãos no Paquistão?

Na minha humilde opinião e nas minhas atuais circunstâncias acho que não é possível a paz para os cristãos no Paquistão.

 

Via ACI Digital

‘Isso não é um bebê. É um aborto!’: a tragédia de bebês nascidos vivos durante a prática do aborto

Quando uma representante da Planned Parenthood testemunhou contra um projeto de lei da Flórida que defendia bebês nascidos vivos durante abortos malsucedidos, ativistas pró-aborto reclamaram que este cenário não era real. Situações como essas, no entanto, têm acontecido desde que o aborto se tornou legal nos Estados Unidos. Um número considerável de funcionários de clínica de aborto, médicos e ex-aborteiros tem quebrado o silêncio e falado sobre essas crianças a quem foi negada assistência médica depois do parto.

No livro The Ambivalence of Abortion [“A Ambivalência do Aborto”], a autora pró-aborto Linda Bird Francke recolheu o depoimento de várias pessoas envolvidas na indústria do aborto. Ela cita uma enfermeira, que conta a seguinte história:

Tivemos um salino (tipo de aborto) que nasceu vivo. Eu corri para a enfermaria e pus aquilo em uma encubadora. Chamei o pediatra para ajudar, mas ele se negou.‘Isso não é um bebê. É um aborto!’, ele disse.” [1]

Embora o destino da criança não tenha sido revelado, é praticamente impossível que ela tenha sobrevivido sem assistência médica às lesões fatais de um aborto salino.

Em um procedimento desse gênero, uma solução salina cáustica é injetada no útero materno, envenenando o líquido amniótico e matando o bebê no curso de algumas horas. A mulher entra em trabalho de parto para dar à luz um bebê morto. Esse método foi abandonado na década de 1990 pelo grande número de abortos malsucedidos e porque era perigoso para a mulher. Foi substituído pela D&E (“dilatação e evacuação”), um procedimento brutal pelo qual o bebê é dilacerado com um fórceps e extraído pedaço por pedaço. Uma técnica similar à do envenenamento salino, que ainda é realizada hoje, consiste na injeção de digoxina diretamente no coração do feto. A substância “amolece” o cadáver, tornando mais fácil o ato de rasgá-lo e retirá-lo do útero. Abortos por digoxina são geralmente feitos nos últimos dois trimestres e, às vezes, também produzem nascidos vivos.

Em In Necessity and Sorrow: Life and Death in an Abortion Hospital [“Na Necessidade e no Sofrimento: Vida e Morte em um Hospital de Aborto”], Magda Denes, outra autora pró-aborto, relata o testemunho de Teresa Etienne, identificada como funcionária de uma clínica:

“A única vez em que pensei sobre aborto em termos de religião foi quando vi alguns fetos e um tinha nascido vivo. Eu realmente vi um deles, até senti a batida do coração. Eu o toquei. Parecia um bebê, mas era muito pequeno. Era realmente lindo. Muito calmo. Na verdade, estava começando a morrer. As batidas do coração estavam diminuindo. Ele estava indo para o Hospital Bellevue e um rapaz dizia: ‘Eu não sei porque temos que levar isso pra lá, já que vai morrer de qualquer jeito. Por que passar por todo esse aborrecimento?” [2]

Um caso no qual um bebê nascido vivo foi morto por ação direta do aborteiro veio à luz quando funcionários de uma clínica revelaram o que aconteceu. Nas palavras do autor pró-vida Mark Crutcher:

“De acordo com cinco empregados de uma clínica de aborto, o aborteiro texano John Roe 109 (pseudônimo) estava realizando um aborto quando uma menina do tamanho de um pé (cerca de 30 cm) e com cabelo castanho claro nasceu. Eles confirmaram que o bebê se enrolava na mão de Roe e tentava respirar, enquanto ele segurava a placenta sobre o seu rosto.

Então, ele a jogou em um balde de água e vários empregados confirmaram que bolhas subiram até a superfície. Eles prosseguiram dizendo que Roe, então, ‘soltou o feto dentro de um saco plástico… que foi amarrado e colocado no fundo da sala de operações. As laterais da sacola pulsavam, como se alguém estivesse respirando dentro dela. Então, o saco parou de se mover.’ Uma testemunha diz que estava segurando o saco no qual Roe colocou a criança e, depois, pôs a sacola no freezer onde os fetos abortados eram armazenados.” [3]

Aborteiros descrevem as suas experiências

No artigo Pro-Choice 1990: Skeletons in the Closet [“Pró-Escolha 1990: Esqueletos no Armário”, literalmente], o ex-aborteiro Dr. David Brewer descreve a sua primeira participação em um procedimento de aborto tardio. A operação foi feita por histerotomia, um tipo de aborto no qual o bebê é tirado da barriga da mulher, de modo similar a uma secção cesariana.

“Eu me lembro de ver o bebê se movendo, debaixo das membranas da bolsa, assim que a incisão cesariana foi feita, antes que o médico a rompesse. Veio-me à mente:‘Meu Deus, aquilo é uma pessoa’. Então, ele rompeu a bolsa. E quando o fez, é como se viesse uma dor ao meu coração, assim como quando eu vi o primeiro aborto por sucção. Então, ele tirou o bebê, e eu não podia tocá-lo… Não podia mais ser um assistente. Apenas fiquei ali e a realidade do que estava acontecendo finalmente começou a entrar em meu cérebro e coração endurecidos.

Eles levaram aquele bebezinho que fazia pequenos sons e se movia e chutava, e o colocaram naquela mesa, em uma fria tigela de aço inoxidável. Enquanto fechávamos a incisão no útero e finalizávamos a cesariana, a todo momento eu conferia e via aquele pequeno ser se movendo naquela tigela. E ele, é claro, chutava e se movia cada vez menos com o passar do tempo. Lembro-me de ficar pensando e olhando para o bebê quando terminamos a cirurgia e ele ainda estar vivo. Era possível ver o seu peito se movendo, o seu coração batendo e o bebê tentando dar um pequeno suspiro. Aquilo realmente me atingiu e começou a me ensinar sobre o que o aborto realmente era.” [4]

 

Brewer ainda realizaria mais abortos antes de eventualmente sair da indústria e se tornar um interlocutor pró-vida. Mais tarde, na sua carreira profissional, o mesmo David Brewer presenciou o drama de outro bebê nascido vivo depois de um aborto salino:

“Uma noite, uma mulher deu à luz e eu fui chamado a comparecer e examiná-la porque estava fora de controle. Entrei na sala e ela estava caindo aos pedaços, em um colapso nervoso, gritando e se debatendo. As enfermeiras estavam incomodadas porque não conseguiam trabalhar e do mesmo modo todos os outros pacientes, porque essa mulher estava gritando. Quando entrei, vi o seu pequeno bebê vítima de um aborto salino. Ele tinha nascido e ficou chutando e se movendo por um curto espaço de tempo, até finalmente morrer com aquelas terríveis queimaduras – porque a solução salina entra nos pulmões e os queima também.”

O doutor Paul Jarrett, outro ex-aborteiro, conta a seguinte história:

“Como a solução salina hipertônica era muito tóxica se, ao invés do saco amniótico, fosse injetada na parede do útero, havia uma constante procura pela droga perfeita. A prostaglandina tornou-se agora a droga da vez, mas um dos primeiros experimentos era com ureia hipertônica. A maior desvantagem do seu uso era o problema dos nascidos vivos. Lembro-me de usar a solução em uma paciente que os residentes da psiquiatria nos trouxeram de sua clínica (…). Nunca esquecerei quando tirei o seu bebê de cerca de 900 gramas e ouvi os seus gritos: ‘Meu bebê está vivo, meu bebê está vivo!’. Ele sobreviveu por vários dias.”

Outros médicos testemunham o horror

Um médico que cuida de bebês prematuros descreve experiências que teve enquanto ainda fazia residência. Ele ajudou um médico a realizar um aborto terapêutico por histerotomia – técnica na qual o útero gravídico é removido como forma de tornar a pessoa estéril e, ao mesmo tempo, realizar um aborto.

“Eu já havia ajudado em duas outras histerotomias, uma por câncer no endométrio e outra por causa de um tumor benigno. Tinha sido ensinado durante os dois primeiros casos a ‘sempre abrir o útero e examinar o seu conteúdo’ antes de mandar a amostra para a patologia. Então, depois que o professor retirou o útero, eu – ansioso por mostrar-lhe que já tinha aprendido o procedimento padrão – perguntei-lhe se queria que eu o abrisse, ao que ele respondeu: ‘Não, porque o feto pode estar vivo e então estaríamos diante de um dilema ético.’” [5]

Pouco tempo depois, o mesmo médico presenciou com os seus próprios olhos um bebê nascido vivo depois de um aborto:

“Algumas semanas depois, agora no departamento de obstetrícia, eu recuperei uma bolsa de fluído intravenoso que o médico residente havia pedido. O material era para ministrar prostaglandina, uma droga que induz o útero a contrair e expelir o que tem. O paciente fez o mínimo contato visual conosco. Algumas horas depois, eu vi o feto abortado ofegante e movendo as suas pernas em uma arrastadeira, que depois foi coberta com um pano.” [5]

Então, ele descreve um aborto por nascimento parcial realizado sem sucesso em um bebê com hidrocefalia. Primeiro, ele conta o modo como o aborto seria realizado:

“O residente descreveu como ia tirar o corpo do bebê e, então, quando a cabeça estivesse presa, inserir o trocarte – um longo instrumento de metal com uma ponta afiada – através da base do crânio. Durante a fase final desse procedimento, ele indicou que moveria o tubo de sucção várias vezes de um lado ao outro do tronco cerebral, para garantir que o bebê nasceria morto. Vários dos pediatras residentes, incrédulos, disseram: ‘Você está brincando’ ou ‘Você está inventando isso’…” [5]

Depois, descreve o resultado da operação:

“Depois, naquela tarde, o obstetra residente realizou o procedimento, mas, infelizmente, a criança nasceu com o coração batendo e alguns suspiros fracos e ofegantes. Então, o bebê foi trazido à UTI neonatal: era uma criança um pouco prematura, que pesava em torno de 2 quilos. Sua cabeça, em si, estava dilacerada. A cama estava suja de sangue e drenagem. Fiz o meu exame (nenhuma outra anomalia detectada), então anunciei a morte do bebê cerca de uma hora depois.” [5]

 

O Dr. Ron Paul, que já foi candidato do Partido Republicano à presidência dos EUA, contou a seguinte história em uma propaganda de campanha:

“Aconteceu, uma vez, de eu entrar em uma sala de operações onde estavam realizando um aborto em uma gravidez avançada. Eles retiraram um pequeno bebê que era capaz de chorar e respirar, colocaram-no em um balde, puseram-no no canto da sala e fingiram que ele não estava lá. Desci pelo pátio de entrada e um bebê tinha nascido prematuro – um pouco maior que o bebê que tinham colocado no balde – e eles queriam salvar esse bebê. Ali, eram em torno de 10 médicos fazendo todo o possível para salvar a vida daquela criança.

Quem somos nós para decidir, para escolher e descartar uns e lutar para salvar a vida de outros? A menos que solucionemos isso e entendamos que a vida é preciosa e que devemos protegê-la, não seremos capazes de proteger a liberdade.”

Esses incidentes são apenas a ponta do iceberg. Não se sabe exatamente, ao longo de todos esses anos, quantas crianças nasceram vivas e morreram silenciosamente – ou foram deixadas para morrer – sem que ninguém revelasse o que aconteceu a elas.

Fonte: LifeSiteNews.com | Tradução: Equipe CNP

Referências:

  1. Linda Bird Francke. The Ambivalence of Abortion. New York: Laurel, 1982. p. 53.
  2. Magda Denes. In Necessity and Sorrow: Life and Death in an Abortion Hospital. New York: Basic Books, 1976. p. 39.
  3. In Mark Crutcher. Lime 5: Exploited by Choice. Denton, Texas: Life Dynamics Incorporated, 1996.
  4. David Kuperlain; Mark Masters. Pro-Choice 1990: Skeletons in the Closet. New Dimensions, October 1990.
  5. Hanes Swingle. A Doctor’s Grisly Experience With Abortion. The Washington Times, July 23, 2003. p. A-18.

Sacerdotes para a Igreja e para o mundo

Já afirmei, mais abaixo, que este IV Domingo da Páscoa a Igreja sempre nos faz escutar algum trecho do capítulo 10 do Evangelho de São João. Aí Jesus Se nos apresenta como a Porta do redil das ovelhas e como o Bom Pastor. Por isso mesmo, este Domingo é chamado comumente de Domingo do Bom Pastor; é também dia de oração pelas vocações sacerdotais.
Hoje não é dia do padre, não é dia do Bispo, não é dia do Papa… Não inventemos estas coisas, que distraem e dispersam do essencial! Hoje é dia de contemplar o Cristo morto e ressuscitado, Bom Pastor: “Ressuscitou o Bom Pastor, que deu a vida por Suas ovelhas e quis morrer pelo rebanho. Aleluia!” – reza a Liturgia Sagrada!
Rezemos hoje para que muitos jovens escutem o chamado do Senhor e, em meios às vicissitudes da vida, em meio aos escândalos reais ou forjados por um mundo hipócrita, saibam os que foram chamados ao sacerdócio, dizer um “sim” generoso, cheio de total confiança no Senhor e de amor à Igreja, nossa Mãe católica, santa Esposa do Cordeiro.
Que nossos jovens descubram a beleza indizível
de ser padre,
de ser outro Cristo,
de ser homem de Deus,
presença de Jesus Cristo entre os irmãos:
Cristo que dá vida no Batismo,
que perdoa na Confissão,
Cristo que santifica o amor humano no Matrimônio,
que conforta na doença pela Unção dos Enfermos,
Cristo que Se oferece como sacrifício ao Pai e alimento aos irmãos na Eucaristia! Ser padre:
ser no mundo sinal de Cristo,
presença de Cristo que aconselha,
que acolhe, que socorre,
que exerce a misericórdia,
que mostra o caminho!
Que muitos jovens possam, sem medo e sem divisão de coração, consagrar toda a vida a Jesus pelo celibato fiel e generosamente vivido, sendo sinal do mundo que há de vir, quando “nem eles se casam nem elas se dão em casamento!”
Rezemos, caríssimos meus no Senhor, rezemos pelas vocações:
que o Senhor nos envie os padres santos e sábios de que a Igreja tanto precisa: homens totalmente para Deus, homens totalmente para os irmãos,
homens que tenham profunda consciência da santidade do sacerdócio,
homens fidelíssimos a Cristo e à Sua Igreja católica,
homens de plena e leal comunhão e obediência ao Papa e aos Bispos em comunhão com ele!
Eis os padres que agradam a Deus,
eis os padres de que a Igreja precisa,
eis os padres que orgulham o Povo de Deus,
eis os padres que serão sinais de Cristo luz do mundo!
Via Henrique Soares da Costa

Armênia: a crônica de um genocídio

No próximo dia 24 de abril, o mundo recordará os 100 anos do início do genocídio armênio, episódio espantoso em que morreu, vítima de um plano de aniquilação sistemática de todo um povo, um milhão e meio de homens, mulheres e crianças indefesas.

O papa Francisco celebrou no último domingo, 12 de abril, na Basílica de São Pedro, uma missa em memória de todas as vítimas, muitas das quais morreram confessando o nome de Jesus, como mártires cristãos dos tempos modernos. Cem anos depois daqueles acontecimentos trágicos, a verdade histórica do genocídio armênio ainda é controversa, quando não negada com obstinação. Através das vozes de pessoas que sofreram a ferocidade das perseguições, o livro “A marcha sem retorno – o genocídio armênio”, da jornalista italiana Franca Giansoldati, procura reconstruir a história.

Como você aborda a questão armênia no livro?

Franca Giansoldati: Eu sou repórter, não historiadora. Meu interesse pelo tema vem dos primeiros passos como jornalista na agência AdnKronos, quando me envolvi com a iniciativa do [político italiano] Giancarlo Pagliarini, que, em 1998, apresentou uma moção assinada por 165 deputados de diferentes partidos para que o parlamento italiano reconhecesse formalmente o genocídio armênio. A resolução foi aprovada em 2000, seguindo a que tinha sido aprovada pelo Parlamento Europeu. Depois, como vaticanista, eu acompanhei a preparação da visita de João Paulo II ao patriarca Karekin II, na Armênia, que foi fortemente obstaculizada pela Turquia. As palavras “genocídio” e “extermínio”, que entraram na declaração conjunta pelos 1.700 anos da proclamação do cristianismo no país, puderam ser usadas depois de uma longa discussão da comitiva papal. Eu percebi, com o tempo, que a questão do genocídio armênio é desconhecida para a maioria das pessoas, mesmo para as pessoas com bom conhecimento cultural. O meu livro tem um propósito informativo: resumir a questão para quem não a conhece ou conhece pouco. E deixar as testemunhas falarem. As estatísticas, o milhão e meio de mortes causadas pela tentativa sistemática do Império Otomano de exterminar os armênios, não atinge as consciências. A extensão do horror é mais fácil de ser entendida por meio da voz de quem a viveu.

Por que o genocídio armênio é negado até hoje?

Franca Giansoldati: Existem razões históricas. O extermínio ocorreu nos anos da Primeira Guerra Mundial, quando a atenção das grandes potências europeias estava em outros lugares. Também há razões diplomáticas: nos tratados posteriores à guerra, a influência do líder turco Ataturk foi grande o suficiente para tirar a “questão armênia” da berlinda, apesar de que um tribunal da própria Turquia tivesse condenado em 1920 alguns dos responsáveis ​​pelos massacres. Existem também razões de ordem prática: não é secundário, hoje, na atitude revisionista da Turquia, o medo dos eventuais ressarcimentos que poderiam ser reclamados pelos descendentes dos armênios trucidados, que, pelo menos nas cidades do Império Otomano, representavam a elite econômica e financeira. Tudo isso fez com que se desviasse o olhar do que aconteceu e criou uma espécie de buraco na memória coletiva, que eu acredito que influenciou a história europeia do século XX até os dias atuais: inclusive no fenômeno do auto-intitulado Estado Islâmico.

De que forma?

Franca Giansoldati: O genocídio armênio foi o primeiro a ser planejado no século XX. Se ele não tivesse sido removido da consciência coletiva e, portanto, da memória individual, provavelmente o que levou depois ao Holocausto dos judeus não teria ocorrido ou pelo menos teria acontecido de forma diferente. Não por acaso, em 1939, para convencer os seus generais da “solução final” para o “problema judaico”, Hitler proferiu a famosa frase: “Quem ainda se lembra dos armênios?”. O esquecimento do massacre dos armênios convenceu o Terceiro Reich a desenvolver uma estratégia semelhante para “resolver” os “problemas raciais” no seu território. E, de fato, tanto nos documentos dos turcos do início do século quantos nos documentos nazistas, aparece o termo “limpeza étnica”.

 

Via Aleteia

Estado Islâmico executa mais um sacerdote cristão

Através de uma proclamação pública , em 2 de fevereiro , o Estado Islâmico anunciou que tinha executado mais um padre cristão em Mosul – Paul Jacob , o pároco de uma igreja na cidade iraquiana de Leste que foi sequestrado há oito meses . Sua paróquia também foi explodida . A execução teria ocorrido em Ghazlani no sul de Mosul , onde um acampamento miliciano está localizado .

Vários meios de comunicação árabes continuam relatando esta história  e retalhando a mídia ocidental e religiosos por não informar sobre ele. Houve uma confusão com relação as fotografias da execução que deram margem para a dúvida da veracidade da informação, todavia, os próprios meios de comunicação dos terroristas atestaram a execução do sacerdote por não ter se convertido a fé muçulmana.

 

Via Liga Cristã Mundiall

São Jorge, viveu o bom combate da fé

Conhecido como ‘o grande mártir’, foi martirizado no ano 303. A seu respeito contou-se muitas histórias. Fundamentos históricos temos poucos, mas o suficiente para podermos perceber que ele existiu, e que vale à pena pedir sua intercessão e imitá-lo.

Pertenceu a um grupo de militares do imperador romano Diocleciano, que perseguia os cristãos. Jorge então renunciou a tudo para viver apenas sob o comando de nosso Senhor, e viver o Santo Evangelho.

São Jorge não queria estar a serviço de um império perseguidor e opressor dos cristãos, que era contra o amor e a verdade. Foi perseguido, preso e ameaçado. Tudo isso com o objetivo de fazê-lo renunciar ao seu amor por Jesus Cristo. São Jorge, por fim, renunciou à própria vida e acabou sendo martirizado.

Uma história nos ajuda a compreender a sua imagem, onde normalmente o vemos sobre um cavalo branco, com uma lança, vencendo um dragão:

“Num lugar existia um dragão que oprimia um povo. Ora eram dados animais a esse dragão, e ora jovens. E a filha do rei foi sorteada. Nessa hora apareceu Jorge, cristão, que se compadeceu e foi enfrentar aquele dragão. Fez o sinal da cruz e ao combater o dragão, venceu-o com uma lança. Recebeu muitos bens como recompensa, o qual distribuiu aos pobres.”

Verdade ou não, o mais importante é o que esta história comunica: Jorge foi um homem que, em nome de Jesus Cristo, pelo poder da Cruz, viveu o bom combate da fé. Se compadeceu do povo porque foi um verdadeiro cristão. Isto é o essencial.

Ele viveu sob o senhorio de Cristo e testemunhou o amor a Deus e ao próximo. Que Ele interceda para que sejamos verdadeiros guerreiros do amor.

São Jorge, rogai por nós!

 

Via Canção Nova

Fugir ou perder a vida. O Dilema dos cristãos do Iraque.

Eram perto de mil as pessoas que participaram da vigília de Páscoa em Erbil, a capital do Curdistão iraquiano, em uma tenda levantada pelos fiéis onde todo domingo celebram a Missa. Essa noite o celebrante foi o Cardeal Fernando Filoni, que em agosto já esteve no Iraque como enviado especial do Papa Francisco. Depois do dia de Páscoa, o Cardeal celebrou em Sulemainja junto a quase 400 famílias cristãs. A história de cada uma delas mostra o triste dilema dos cristãos iraquianos: enfrentar o refúgio ou a morte pelos radicais islâmicos.

ACI Digital conheceu histórias de refugiados no Iraque ao participar de uma viagem organizada pelo Pontifício Conselho Cor Unum, entre Erbil e Duhok, de 26 a 29 de março.

A precariedade dos dois milhões e meio de deslocados, assistidos por várias instituições de caridade, é realmente indescritível. A Missa é para eles o único momento para afirmar sua própria identidade. Sobre tudo, o único momento no qual se aferram à esperança de que as coisas mudarão. É o momento no qual cada um confia sua história pessoal, seus dramas e temores, diretamente a Deus.

Os idosos

Entre estas histórias está a de um casal de idosos que vive no campo de Nishtiman Bazaar, Erbil. Vieram de Karmles. Entretanto, tiveram que passar previamente o drama de ter sido capturados pelo Estado Islâmico quando tentavam escapar de suas casas.

Permaneceram cinco dias como prisioneiros do ISIS, em uma das casas onde tinham sido confinados junto a outros idosos e mulheres. Durante seu cativeiro os jihadistas lhes deram a possibilidade de converter-se ao islã, do contrário deveriam deixar o lugar ou ser assassinados. Eles decidiram partir.

Deixaram Karmles a pé junto a outras pessoas. Entretanto, no meio do calor da região foram ficando atrás, pois não podiam seguir o passo dos mais jovens. No meio da marcha o idoso feriu-se e não podiam mais caminhar devido à lesão em uma das suas pernas.

Felizmente, uma freira do grupo com quem tinham partido se deu conta que ambos se ficaram atrás e decidiu voltar para buscá-los. O homem foi posto em uma espécie de carroça até que chegaram a Erbil. Chegaram a salvo, mas o homem teve sua perna amputada.

As famílias

Além disso, está o drama das famílias, como o casal yazidí Nora de 37 anos e seu marido de 55 anos, que foram evacuados em 3 de agosto de Sinjar, onde viviam junto dos seus filhos. Agora estão refugiados em Ozal City, em um dos tantos edifícios que inacabados. Ambos tiveram que fugir a pé às 10 da manhã para alcançar as montanhas. Não levaram consigo mais que suas roupas.

Entretanto, os jihadistas do Estado Islâmico estavam no meio do caminho. As crianças estavam assustadas. Sua casa estava destruída e tudo tinha sido roubado. Permaneceram nas montanhas por nove dias, depois planejaram fugir para a Síria, também a pé. De lá foram para Zakho.

Sem comida nem água tiveram que suportar as altas temperaturas, que no Iraque podem chegar até os 50 graus. A fome, o calor e a sede os obrigaram a uma parada em Zakho, onde procuraram ajuda e puderam recuperar-se. Logo partiram para Erbil, onde a vida não é fácil. O mais velho dos filhos, de 17 anos, teve que deixar a escola para encontrar trabalho e ajudar ao sustento da família.

A vida dos refugiados não é simples. A ajuda financeira chega, mas os gastos são altíssimos. A Diocese cosntruiu três novas clínicas para ajudar estas pessoas e se projeta construir uma universidade católica, mas tudo tem um preço, como o aluguel das casas ou espaços onde vivem provisoriamente.

Por último está o caso de Gerges Fares, de 49 anos e sua família de cinco pessoas. São cristãos provenientes de Karmles, lugar que abandonaram no dia 8 de agosto e agora vivem em Ankawa em uma casa alugada.

Dois dias antes ele disse à população de Karmles que não deixassem suas casas e resistissem. Entretanto, no 8 agosto às 7 da manhã, Fares viu por sua janela que os terroristas do ISIS estavam ingressando na cidade. Reuniu a sua família, tomou alguns pertences e abandonou sua moradia.

Porém os terroristas o detiveram. Entre ameaças perguntaram-lhes por que estavam partindo. Fares respondeu que não havia água nem comida e por isso deixavam a cidade. Mas no seguinte posto de controle, jihadistas armados os ameaçaram por ser cristãos. Mesmo assim conseguiram chegar a Kazhir, controlado pelos peshmerge, um grupo de Curdos armados que resiste a invasão do ISSI, que os ajudou.

Na Missa presidida pelo Cardeal Filoni a noite de Páscoa houve este incrível cruzamento de histórias. Histórias infelizmente cotidianas em um Iraque sempre em conflito, mas além em Síria, país também atacado pelo Estado Islâmico.

Via ACI Digital