Solenidade de Todos os Santos evoca santidade «anónima

A solenidade litúrgica de Todos os Santos, que a Igreja celebra anualmente a 1 de novembro, assinala a santidade ‘anónima’ de católicos e católicas ao longo da história, como explica D. José Saraiva Martins.

O cardeal português que presidiu à Congregação para as Causas dos Santos (Santa Sé), precisa que “ainda que não tenham sido beatificados ou canonizados”, os que são celebrados nesta solenidade “não são menos santos do que os outros”.

“Nós celebramos a memória dos santos, também os não beatificados nem canonizados. Sabemos que existem muitíssimas pessoas santas que não passaram esse processo”, disse à Agência ECCLESIA, no Vaticano.

O responsável recorda que a Igreja canoniza e beatifica algumas destas pessoas para propor “um modelo de santidade”, que põe no calendário litúrgico para que os fiéis “os conheçam e imitem”.

“Na festa de todos os santos, e sublinho todos, celebramos também todos os que não foram beatificados nem canonizados”, insiste.

Para D. José Saraiva Martins, falar em santidade é recordar uma vocação de todos os católicos, “não é uma coisa extraordinária” nem “privilégio de alguns”.

“Os santos eram pessoas como nós, mas propuseram-se a viver em profundidade, na sua vida comum, ordinária, no exercício da sua profissão, a imitar a Cristo”, precisa.

O cardeal português recusa a ideia de que os católicos canonizados ou beatificados sejam “heróis”.

“É Deus que quer sejamos santos, que imitemos Jesus Cristo a santidade encarnada. Naturalmente há um processo muito rigoroso para saber se aquela pessoa, candidata aos altares, viveu ou não viveu segundo esses princípios”, assinala.

Este processo tem duas fases fundamentais, uma no âmbito da Igreja local e a outra em Roma.

“O papel da comunidade local é fundamental, a convicção dos cristãos da comunidade que aquela pessoa é realmente um santo é uma condição essencial para poder começar um processo de beatificação”, recorda o prefeito emérito da Congregação para as Causas dos Santos.

Do trabalho realizado neste campo, o cardeal português sublinha a capacidade de alargar a “geografia da santidade” a todos os continentes.

Via Católicos de Fé

O cristão católico pode participar do Halloween??

O cristão católico pode participar do Halloween? Essa é apenas uma prática cultural inofensiva?

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O Halloween é uma festa comemorada no dia 31 de outubro, véspera do Dia de Todos os Santos. É realizada em grande parte nos países ocidentais, sendo mais forte nos Estados Unidos, para onde foi levada por imigrantes irlandeses em meados do século XIX. Na valorização da cultura americana, especialmente nas escolas de inglês e nos filmes de Hollywood, essa festa tem se espalhado pelo mundo.

A Origem do Halloween

A prática do Halloween vem do povo celta, o qual acreditava que, no último dia do verão (31 de outubro), os espíritos saíam dos cemitérios para tomar posse dos corpos dos vivos, visitar as famílias e levar as pessoas ao mundo dos mortos. Sacerdotes druístas (religião celta) atuavam como médiuns evocando os mortos. Parece que, para espantar esses fantasmas, os celtas tinham o costume de colocar objetos assustadores nas casas, como caveiras, ossos decorados, abóboras enfeitadas entre outros. O termo “Halloween” surge mais tarde, no contato da cultura celta com o Cristianismo. Da contração do termo escocês “Allhallow-eve” (véspera do Dia de Todos os Santos), que era a noite das bruxas, surge o “Halloween”.

O   Católico pode participar do Halloween?

É aí que surge a dúvida: hoje essa festa tem algum significado espiritual? O cristão pode participar dela? É apenas uma prática cultural inofensiva?

São Paulo diz: “Não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (espalhadas) nos ares” (Ef 6,12). O apóstolo também exorta: “Sede sóbrios e vigiai. Vosso adversário, o demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem devorar” (1Pd 5,8). Embora não os vejamos, os espíritos malignos são seres inteligentes que agem tentando perder as almas. Não os vemos, mas sofremos suas investidas. Isso é Doutrina da Igreja Católica.

Significado espiritual

Será que uma festa pagã, que praticava um ato abominável por Deus – a evocação dos mortos (Dt 18,10-11) –, enculturada hoje, não tem significado espiritual nenhum? É difícil que não tenha! Mas onde está o maligno nessa brincadeira de criança? Nós não o vemos, assim como não vemos o vírus ebola que começa a apavorar o mundo. Você faria uma festa numa região que pode estar contaminada com esse vírus? Uma doença que pode roubar sua vida temporal? Eu não! Da mesma forma, e com muito mais razão, é questionável envolver-se numa festa que possa nos deixar sujeitos a um “vírus” que pode roubar nossa vida eterna. Na dúvida, eu me resguardo. Bem, mas essa é uma reflexão para quem tem fé católica e procura ser coerente com ela.

Outra pergunta que me faço é se o contato e a identificação com imagens horríveis de bruxas e monstros não tem significado algum na formação dos jovens. Desconsiderando a expressão de um satanismo evidente, mas indo para reflexão mais cultural, aí também não acredito que o Halloween seja tão inofensivo.

O mal quando vira brincadeira torna-se inofensivo?

O ser humano é chamado a contemplar o belo, porque é manifestação da harmonia de tudo que é bom e verdadeiro. Deus é belo, mas o ser humano tem uma estranha atração pelo mórbido, o oculto e suas expressões naquilo que tem de horrível. Não tenha dúvida de que educar uma pessoa humana significa, dentre tantas outras coisas, ensiná-la a apreciar, valorizar e identificar o belo com o bom. Não seria o Halloween mais uma forma, dentre tantas outras hoje em dia, de roubar a referência do belo, do verdadeiro, do bom e do honesto? Será que o mal e o monstruoso, quando viram brincadeira, são tão inofensivos à cultura e aos valores do ser humano?

Até o “doces ou travessuras” não surgiu de forma muito pura. Parece que sua origem está na época em que os países anglo-saxônicos se tornaram protestantes, e as crianças protestantes iam às casas das famílias católicas, oprimidas pelo governo, impor suas exigências. Em um mundo onde os jovens diariamente curtem nas roupas, nos filmes e nas festas o mórbido das caveiras e dos zumbis, o horrível dos monstros e das bruxas, é fácil entender uma sociedade tão pobre em cultura e tão abundante em violência e promiscuidade. Se a expressão do mal é brincadeira e moda, que mal faz torná-lo coisa séria?

Festejar os demônios

Voltando ao lado religioso, é curioso que o Halloween se avizinhe da festa católica de Todos os Santos. Não parece que alguém, tão incomodado com os santos, resolveu festejar os demônios?

Não se trata de supervalorizar do mal em detrimento do bem. Menos ainda de uma visão puritana das coisas deste mundo. O mundo é maravilhoso, a vida é bela. O cristão precisa saber acolher essa maravilha, valorizar a vida do homem e cultivar a alegria da criança e do jovem. Contudo, para semear a vida e colher a alegria é preciso saber: “Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém. Tudo me é permitido, mas eu não me deixarei dominar por coisa alguma” (1Cor 6,12).

Via Canção Nova

Espanha: Celebrar a santidade e não o dia das bruxas

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Há sete anos começou o Holywins, em uma diocese de Madri (Espanha), uma divertida iniciativa que anima as crianças a se vestirem de seus Santos preferidos e, desta forma, recordam suas vidas exemplares nesse dia, por meio de brincadeiras, testemunhos e músicas no dia do Halloween.

Desde então, a cada ano aumenta a participação das crianças, segundo Carlos Cortés, organizador do evento, contou ao Grupo ACI. “No ano passado, vieram aproximadamente 200 crianças e esperamos que nesta ocasião participem muitos mais”.

O nome “Holywins”, vem da celebração da santidade, o qual faz uma troca de palavras com o Halloween, a palavra holywins significa algo como “a santidade vence”.

Como se celebra na rua, Cortés conta que é muito comum que outras crianças vestidas de monstros se unam à festa do Holywins.

Durante a celebração, as crianças terão brincadeiras e testemunhos e também um momento de oração ante o Santíssimo Sacramento porque “esta é uma noite na qual se comentem muitas ofensas”.

Cortés sublinha também que Holywins é uma forma “de resgatar a festa cristã, que de certo modo foi esquecida, porque agora as crianças celebram outra coisa. Holywins é uma maneira de celebrar com toda a Igrejavida o fato de que iremos para o Céu, a santidade, o que é totalmente contrário ao que se celebra no Halloween”.

Via ACI Digital

Halloween e os Cristãos

O que o ‘dia das bruxas’ tem a ver com a cultura brasileira? 

Por Daniel Machado

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Com o fenômeno da globalização, as mais diferentes formas de cultura deixaram de ser patrimônio exclusivo de um único povo e passaram a ser assumidas – ou consumidas – por outros, formando o que chamamos de mundo multicultural. Um claro exemplo desse fenômeno é a chamada ‘Festa de Halloween’ ou ‘Dia das Bruxas’, uma comemoração típica dos países de língua inglesa como Canadá, Reino Unido, Irlanda e, é claro, Estados Unidos, lugar de onde a festa foi ‘exportada’ para muitos outros países, inclusive para o Brasil.

Antigamente, os Celtas celebravam o ano novo com o fim do verão e também com a nova colheita. Essa festa recebeu o nome de Samhain (‘samh’ = verão, e ‘fuin’ = fim). Acreditava-se que, nesse dia, os mortos retornavam às suas casas para visitar os familiares, buscar alimentos e se aquecerem no fogo da lareira. Com a evangelização desses povos, a festa pagã de culto aos mortos passou a ser celebrada como dia em que as famílias se lembravam de seus entes falecidos e rezavam por eles, não mais os cultuando, o que recebeu o nome ‘Dia de Todos os Mortos’ ou ‘Finados’. Em 840, o Papa Gregório IV pede que todo o mundo católico celebre a festa litúrgica de Todos os Santos um dia antes de Festa de Finados. As pessoas passaram então a celebrar as vésperas dessa festa, que ganhou o nome de All Hallow’s Eve (Vigília de Todos os Santos), até chegarmos ao nome “Halloween”.

Ao longo dos anos, no entanto, o sentido pagão de culto aos mortos, somado a vários elementos de ocultismos como bruxas, caveiras, morcegos, abóboras iluminadas, espantalhos etc., foram sendo novamente incorporados na cultura americana pela indústria cinematográfica de Hollywood. E como todo ‘produto americano’, o Halloween, como o conhecemos hoje, foi sendo exportado para outros países e consumidos por outras culturas.

Para além da origem da festa, podemos nos perguntar:“O que a cultura brasileira tem a ver com o Halloween?”. Nada! Essa festa veio e ‘colou’ no Brasil por meio das escolas de idiomas que foram se espalhando pelo país afora. Em muitas escolas, creches, centros de educação etc., os jovens estão celebrando uma festa que não faz o menor sentido para nós brasileiros. Parece-me que o Halloween é mais uma daquelas tendências que nós brasileiros temos de querer copiar tudo o que vem de fora.

“Além do ocultismo implícito no Halloween, estamos celebrando algo que não faz o menor sentido para a nossa cultura”

Se essa cultura não faz o menor sentido para nós brasileiros, muito menos deve fazer para os que se dizem discípulos de Cristo. A conotação ocultista dessa festa já é, em si mesma, um convite para que qualquer jovem cristão passe longe de celebrações desse tipo. Só para você ter uma ideia do que está por trás dessa data, o pesquisador americano Tex Mars concluiu em uma pesquisa que, nesse dia de Halloween, há um aumento significativo no número de crimes ligados a rituais satânicos nos Estados Unidos e em outros países, além de orgias sexuais e outras práticas de magia negra, como missas satânicas, profanação dos símbolos cristãos e profanação de túmulos entre outros.

Ao contrário do Halloween, a Igreja celebra o Dia de Todos os Santos. Em muitos lugares e institutos cristãos, as fantasias de bruxas, duendes e caveiras dão lugar às fantasias de santos católicos; uma cultura que começa a crescer em meio aos jovens católicos de todo o Brasil, lembrando que para um discípulo de Cristo não cabe celebrar e alimentar uma cultura da sombra e de morte; pelo contrário, o cristão foi chamado para ser ‘sal da terra e luz do mundo’ (Mt 5, 13.14).

“Desperta, tu que dormes, levanta-te de

Via Destrave (Canção Nova)

Em noite de Halloween acontecerá a inauguração da “Igreja Maior de Lúcifer”

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Um grupo de Satanistas, conhecidos como “Igreja Maior de Lúcifer” ( Greater Church of Lucifer ), que desde 2014 tem seus trabalhos, ideais e filosofias em um site da Internet, decidiram que terão a sua primeira sede aberta ao público, fato esse inédito na história da Igreja Satânica, onde a mesma permitia que somente membros tivessem acesso aos seus rituais.

O edifício que comportará as atividades daIgreja de Lúcifer já tem sua data marcada de inauguração: Dia 31 de Outubro, dia de Halloween…

É certo que esta data não foi escolhida aleatoriamente, foi escolhida exatamente por se tratar de uma data importante aos Satanistas.Sabemos que nesta data de 31 de Outubro os Satanistas há tem como um dia célebre para eles, onde eles se reúnem para celebrações macabras, muitas vezes marcadas por orgias sexuais, uso exagerado de álcool, drogas; também sacrifícios de animais e por vezes chegam ao cúmulo de sacrifícios humanos. É a data que os Satanistas tem como o dia de profanar o sagrado de Deus, ofenderem a Deus; chegam ao absurdo de tentarem conseguir de alguma forma uma hóstia consagrada em alguma Igreja, para profana – La em seus rituais.

Um dos líderes da Igreja Maior de Lúciferdisse que o objetivo da igreja é criar “uma nova era para o progresso da humanidade, sem escravidão do pensamento dogmático; somos deuses e deusas da nossa própria vida

Um de seus fundadores, Michael Ford disse: “Não temos um pregador. Não temos alguém dizendo como devemos viver…Não há Papa ou autoridade sobre nós; somos os capitães das nossas almas

A igreja é inaugurada após alguns meses na qual um outro grupo de Satanistas, conhecido como THE SATANIC TEMPLE expôs uma estatua em honra a Satanás na cidade de Detroit. (Acesse o Artigo Completo)

Nos EUA esta crescendo de forma alarmante as seitas Satânicas, e há grupos querendo que eles ganhem força entre a sociedade, ensinando que não precisamos de uma religião, de dogmas e regras, mas precisamos nos sentir bem e sermos felizes…
No Brasil, é possível vermos uma crescente do Satanismo, um pouco mais camuflado, dissimulado, mas altamente perigoso. Perigoso exatamente porque não expõe realmente as características Satânicas, mas que envolvem as pessoas, as prendem, as tornam dependentes; e somente depois revelam sua malignidade!

Por isso é necessário muita atenção como o Ocultismo tem se infiltrado em nosso meio, pois certamente ele pode estar mais próximo do que você imagina.

Deus abençoe você!

Via Blog Canção Nova

250 cristãos sequestrados pelo Estado Islâmico rezavam o terço e não renunciavam à fé, testemunha o padre que foi libertado

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O Pe. Jacques Mourad, prior do mosteiro siro-católico de Mar Elia, foi entrevistado pelo canal cristão Tele Lumière sobre o sequestro de que foi vítima entre 21 de maio e 11 de outubro deste ano.

Jihadistas do Estado Islâmico o prenderam em Qaryatayn, na Síria. O monge era membro da comunidade fundada pelo padre jesuíta Paolo Dall’Oglio, que continua desaparecido desde o dia 29 de julho de 2013, quando também foi sequestrado em Raqqa, no norte do país.

“Quando eles estavam me levando, de mãos amarradas e olhos vendados, eu me peguei dizendo a mim mesmo: ‘Estou a caminho da liberdade!’”, relatou o sacerdote.

Estavam no cativeiro outros 250 cristãos de Qaryatayn, para os quais o pe. Jacques celebrava a missa. A respeito deles, o sacerdote testemunha:

“Os cristãos eram muito acossados por causa da fé e da doutrina cristã, mas, apesar das pressões, não se converteram ao islã. Eles perseveraram fiéis ao rosário. Essa provação fortaleceu a fé de todos nós, inclusive a minha como sacerdote. É como se eu tivesse nascido de novo”.

Via Aleteia

Minha mãe era freira, foi estuprada e eu nasci. Hoje quero contar minha história

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Este testemunho comovente chegou até nós pelas redes sociais, como resposta ao artigo “Deus quer a vida que vem de um estupro?”. Agradecemos pela coragem da sua autora, que prefere permanecer no anonimato, e esperamos que este relato toque o coração de quem o ler.

Decidi escrever este testemunho depois de ter lido o artigo que vocês publicaram há alguns dias sobre os bebês concebidos em um estupro. Já se passaram 3 anos desde que descobri que fui concebida dessa maneira, e é a primeira vez que falo tão extensamente sobre isso.

No começo, eu tentava negá-lo (ou não pensar muito nisso), pois para mim a primeira impressão foi de que eu não estava nos planos de ninguém da minha família, muito menos nos planos da minha mãe, de verdade! Ela havia planejado uma vida totalmente diferente da que tem agora comigo.

Ela era uma religiosa consagrada no momento do estupro (havia feito os votos perpétuos 5 anos antes do meu nascimento). Sei que ela era uma grande religiosa, e tinha (e ainda tem) a mesma mentalidade do Papa João Paulo II: dar protagonismo aos jovens dentro da Igreja.

Há muitas coisas que ainda desconheço sobre o que aconteceu, porque fiquei sabendo disso por meio de umas cartas velhas que escreveram para a minha mãe na época. Ela passou toda a gravidez longe do seu país, recebendo cartas da sua família, do seu melhor amigo (um sacerdote, que é meu padrinho de Batismo) e de algumas das suas irmãs de comunidade.

Sinto que Deus começou a agir desde o começo, por meio da madre superiora da congregação, cuja única preocupação desde o princípio foi proteger a minha mãe; ela, junto com a família da minha mãe, havia pensado que o melhor seria afastá-la do seu ambiente para que ela pudesse tomar uma decisão sem pressões, e também para proteger a comunidade de freiras. Ela decidiria se me daria em adoção e voltaria à comunidade, ou deixaria o hábito e se tornaria mãe.

Sei que Deus se manifestou por meio das pessoas que estavam com a minha mãe naquele então, e pude palpar como iam crescendo os sentimentos ao longo dos meses (eu não tinha as cartas escritas pela minha mãe, mas as respostas a elas).

Li todas as cartas mais de uma vez, e minhas favoritas sempre foram 3. Cada uma tem alguns meses de diferença; as emoções de cada momento são diferentes, e acho que me ajudarão a dar um testemunho melhor.

Pude notar como, no começo, tudo estava nublado para ela; havia sentimento de culpa (isso é muito comum, pelo que entendi, entre as vítimas de estupro, ao achar que ele poderia ser evitado) e nenhuma solução parecia ser a correta; na verdade, a única resposta clara era confiar em Deus.

Em uma das cartas, meu padrinho lhe escreveu o seguinte: “Minha querida R., até hoje me atormenta a ideia de por que eu não estava lá para defender você, e por que Deus permitiu que isso lhe acontecesse, mas encontrei um pouco de calma na Palavra de Deus, com a leitura de Jó. Deus nos coloca à prova para ver a nossa fidelidade. Sei que você sairá bem desta, como sempre o faz!”.

Ler sobre isso, em um primeiro momento, foi como um balde de água fria. Acho que todos nós gostamos de pensar que fomos planejados e amados (ou pelo menos amados) desde o primeiro momento, mas a realidade é que, mesmo que no começo não seja assim, ou que em muitos casos nunca seja assim, Deus sim nos ama desde o momento em que nos planeja neste mundo. Demorei muito para compreender isso, mas o segredo foi segurar na mão de Deus para compreender que tudo isso tinha um propósito.

Conforme o tempo ia passando, pude notar que as pessoas que nos cercavam tinham muito carinho por mim, e me levavam em consideração em cada situação possível. Já não era só o bem da minha mãe, mas também o meu, porque no começo foi difícil de entender, as decisões que ela tomaria também me afetariam. Todos começavam a nos ver como uma família.

Uma religiosa lhe enviou um cartão com o seguinte texto: “Querida R., espero que você se encontre bem. Rezo sempre por você e por esta criatura que está no seu ventre. Pobrezinha, ela não tem culpa de nada, é uma inocente que não tem por que pagar pelos erros de outros. Querida R., força!”.

Nesse momento, compreendi tudo, e tenho certeza de que minha mãe também começou a superar sua depressão na época em que esse cartão chegou. E eu pensei: “Bem, é isso, sou filha de um estupro. Posso ficar me lamentando por ser um acidente, ou posso agradecer a Deus cada dia por ter me permitido viver e crescer com uma grande mãe”.

Ler esse pequeno cartão foi como voltar a nascer. Conforme fui crescendo, descobri os planos que Deus havia preparado para mim, e agora que sei de onde venho, tenho muito mais vontade de realizar isso, porque sinto que Ele me deu uma oportunidade que é negada a milhões de bebês todos os dias.

Finalmente chegou o dia do meu nascimento, em dezembro de 1993. Cheguei totalmente saudável, graças a Deus e à minha mãe, que também esteve em perfeito estado de saúde. Meu padrinho escreveu este pequeno texto naquele dia: “Querida R., obrigado. Obrigado porque hoje você disse ‘sim’ à vida”.

Não posso dizer que aí tudo se tornou mais fácil, porque ainda restavam muitas coisas complicadas, entre elas pedir à Santa Sé a dispensa dos votos religiosos, explicando os motivos que a obrigavam a isso.

Mas Deus não permite um mal sem tirar um bem dele. Depois do meu nascimento, minha mãe conseguiu um emprego na Conferência Episcopal do meu país, chegando, depois de alguns anos, a ser a responsável nacional da área da juventude. Deus não permitiu que ela se afastasse da sua opção de trabalhar pelos outros, pelos jovens, mesmo não sendo do jeito que ela imaginou no começo.

Eu cresci nesse ambiente, com jovens próximos de Deus, que não tinham vergonha da sua fé, que seguiam Jesus e amavam Maria; por isso mesmo, hoje sou uma jovem apaixonada pela minha fé e pela minha Igreja.

Para concluir, só me resta agradecer a Deus pela oportunidade que Ele me deu, primeiramente de chegar a este mundo, e depois, de crescer ao lado de uma mãe que nunca considerou o aborto como uma opção. Não foi nada fácil, sobretudo para ela, mas todas as noites nós nos colocamos nas mãos de Deus e pedimos a intercessão de todos aqueles que já partiram, entre eles a superiora do convento.

Aprendemos tudo juntas. Acho que ser somente nós duas faz com que tenhamos um vínculo especial, e penso que a maneira como eu cheguei à sua vida faz que o amor que ela tem por mim seja especial, por todas as situações pelas quais ela teve de passar para chegar onde estamos agora.

Espero que este testemunho seja útil para aquelas mulheres que, como minha mãe, estão neste momento decidindo o futuro dos seus filhos. Por favor, nunca pensem no aborto! Deus tem um amor especial por vocês, e grandes planos para as crianças que vêm a este mundo sem ser desejadas; e para as mães, Ele tem uma grande recompensa por terem dito “sim” à vida, mesmo que esta vida tenha vindo de uma situação tão triste.

E às pessoas que foram concebidas em um estupro: por favor, honrem a Deus cada dia da sua vida!

Fonte: Aleteia

Esforçai-vos para entrar pela porta estreita

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Quando o jovem rico disse para Jesus que cumpria desde a infância todos os mandamentos, Jesus fixou os olhos nele e o amou. Em seguida, disse que deveria vender seus bens e segui-lo (Mc 10, 21-22). O restante da parábola é bem conhecido.

O homem de hoje não foge à regra. Ele segue os mandamentos, rompe com o pecado, mas, se entristece quando Deus lhe pede que venda seus bens. Apesar disso, da mesma maneira que fez com o jovem rico, Jesus fixa o olhar nesse homem e o ama. Mas, tal como o jovem rico, Jesus pede também a esse homem moderno que entregue o que lhe é mais precioso e o siga. Como trilhar esse caminho de despojamento de si mesmo, entregando-se completamente a Deus? Como passar pela porta estreita?

Durante todo o início e percurso da Igreja ao longo dos séculos, grandes santos místicos perpassaram a história, mas não havia uma fórmula, uma sistematização, por assim dizer, da mística desses homens e mulheres. Foi somente com Santa Teresa d’Ávila e seu livro “Castelo Interior” no qual compara a vida com Deus como um castelo com sete moradas que se pode, enfim, entender como se dá o “vender tudo e seguir a Deus”.

A maioria dos católicos que estão em estado de graça, ou seja, sem pecado grave ou mortal estão ainda na Primeira Morada. Porém, todos são chamados à perfeição. É preciso dar um passo à frente. É preciso ir para a Segunda Morada. É preciso fazer a “segunda decolagem”.

Amar a Deus sobre todas as coisas deve ser o objetivo de cada cristão, de cada católico. Mas isso só poderá ocorrer se a voz do Senhor for ouvida, se o apelo que ele faz a cada um que se encontra na Primeira Morada for atendido. Romper somente com o pecado não é o bastante, é preciso deixar o mundo. É preciso preferir a Deus acima de tudo e de todos. Só assim é possível adentrar na Segunda Morada.

A resposta do jovem rico é conhecida. Mas, e a sua?

Na primeira morada do Castelo da alma, descreve a Santa essas almas que, bem enredadas ainda no mundo, têm, contudo bons desejos, rezam algumas orações, mas andam ordinariamente com o espírito cheio de mil ocupações que lhes absorvem os pensamentos. Têm ainda muitas prisões, mas esforçam-se por se desembaraçar delas uma vez por outra. Mercê desses esforços, entram nas primeiras quadras do Castelo, nas mais baixas; com elas, porém, se introduz um sem-número de animais daninhos (as suas próprias paixões), que as impedem de ver a beleza do Castelo e de lá ficar tranquilas. Esta morada, se bem que a menos elevada, é já uma grande riqueza. Terríveis, porém, são os ardis e artifícios do demônio, para impedir essas almas de avançar; o mundo, em que estão ainda mergulhadas solicita-as com seus prazeres e honras; e assim facilmente são vencidas, apesar de desejarem evitar o pecado e fazerem obras dignas de louvor. Por outros termos, estas pessoas pretendem aliar a piedade com a vida mundana; a sua fé não é bastante esclarecida, a sua vontade não é assaz forte e generosa para as levar a renúncia não somente ao pecado, senão também a certas ocasiões perigosas; não compreendem suficientemente a necessidade da oração frequente, nem da rigorosa penitência ou mortificação. E contudo querem não somente salvar a sua alma, mas ainda progredir no amor de Deus, fazendo alguns sacrifícios.

TANQUEREY, Adolph. “A vida espiritual explicada e comentada”. Ed. Permanência, p. 365.

Via Pe. Paulo Ricardo

Tropa de elite do Estado Islâmico se rende ao exército sírio

Uma fonte exclusiva da Inteligência militar da Síria revelou à Sputnik que um destacamento inteiro das “forças de operações especiais” do Estado Islâmico se rendeu nesta quinta-feira (29) às forças do governo sírio na província de Quneitra, na região das Colinas de Golã.

“No decorrer de uma operação especial bem-sucedida na província de Quneitra um destacamento inteiro das forças de operações especiais do EI se rendeu ao exército do governo. Durante combates brutais próximo ao povoado Khan Arnab mais de 50 terroristas foram cercados e baixaram suas armas após a morte de seu comandante Mujahid ibn Zara” – disse o interlocutor da agência.

Nas suas palavras, grande parte dos terroristas rendidos passou por um intenso treinamento militar em campos de treinamento dos EUA no território da província de Deir ez-Zor, no leste da Síria, aprendendo técnicas avançadas de sabotagem, trabalho com explosivos, orientação em campo de batalha e transferência de coordenadas de localização.

O destacamento chegou a promover diversos atos terroristas de grande proporções na cidade de El Hasaka, no nordeste do país, e minou prédios do governo em Damasco, acrescentou a fonte.

“Entre os prisioneiros também foram identificados combatentes treinados num campo perto da cidade de Al-Dar al-Kabir, no oeste da Síria. Um deles confessou que o seu grupo concluiu um curso especial voltado para sistemas de segurança de instalações estratégicas do exército sírio e estava planejando promover amplas sabotagens em posições e unidades do exército sírio equipados com sistemas de mísseis tático-operacionais Scud [R-300]” – acrescentou o interlocutor.

Via Sputnik News

Castidade, uma prova de amor

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Ter relações sexuais antes do casamento parece ser uma prática tão comum hoje em dia que as pessoas pouco se questionam sobre o assunto. Os jovens exigem isso um do outro como “‘prova de amor”‘, como um sinal de que a relação já está amadurecida; como o passo seguinte, natural, de um relacionamento onde já se experimentou de tudo, onde o enfoque não está no crescimento e conhecimento mútuos e muito menos na vontade de Deus, mas na satisfação dos seus próprios desejos e impulsos, de sua curiosidade pessoal, de sua insegurança de ser amado, do seu medo de perder o parceiro.

É espantoso ver como a maioria dos jovens, e mesmo alguns pais, encaram o ato sexual como uma etapa “natural” do relacionamento anterior ao matrimônio… desde que a moça não fique grávida.

A total facilidade de adquirir “pílulas anticoncepcionais” ou preservativos (distribuído gratuitamente em campanhas do governo e até em encartes de jornais) teve o poder de destruir aquele que parecia ser o único freio para as relações sexuais pré-matrimoniais: o medo da gravidez.

A “liberdade e absoluta segurança” prometidas e desenvolvidas pela técnica e ciência vêm de encontro à tendência hodierna de dar mais crédito ao científico que à fé. O resultado é que muitos jovens, mal preparados para discernir entre a verdade e a mentira acabam deixando-se levar pela ilusão de que tudo o que vem da ciência é “bom”, “seguro”, aconselhável.

Trata-se da inocência e da falta de preparo do jovem que acaba influenciado por uma mentalidade relativista. Ele passa também a não ter critérios objetivos para saber o que é “bem” e o que é “mal”. Como todos à sua volta, acredita ser um bem aquilo que lhe satisfaz, que lhe dá prazer, que proporciona uma “‘sensação” de bem-estar, que o faz ser aceito e acatado no meio dos outros jovens.

É fácil perceber que onde estes dois caminhos não levam Àquele que disse: “Seja o vosso ‘sim’, sim e o vosso ‘não’, não. Tudo o que passa disto vem do Maligno’. (Mat 5,37) As coisas acabam por ficar tão confusas e nebulosas para a maioria das pessoas que mesmo algumas, ligadas à Igreja, afirmam temerariamente que o sexo antes do casamento, assim como a masturbacão individual ou a dois não apresenta problemas. É o que Sto. Domingo chama de “moral de situação”, onde mesmo pessoas de fé esclarecida se deixam influenciar pela pressão social e psicológica dos argumentos que o mundo apresenta, esquecendo-se da dimensão da fé e da graça.

Em primeiro lugar, no matrimônio, não se utiliza o termo “relação sexual”, mas “ato conjugal”.

Isto se dá exatamente porque é aí que se expressa o “amor conjugal”, aquele tipo de amor humano que recebeu de Deus, através do sacramento do matrimônio uma graça especial que o elevou de tal modo que ele une em si o divino e o humano, como afirma a encíclica Gaudium et Spes, no n° .49.

As pessoas, hoje em dia, não entendem muito a dimensão e a importância da graça. O resultado é que ficam presos a um moralismo seco e estéril, que leva a uma lista vazia e sem sentido do que é “permitido” ou do que é “proibido”. O moralismo não leva a nada, é uma pregação infrutífera (e, infelizmente, muitas vezes, a mais comum) que leva o homem a contar apenas consigo mesmo.

Muito diferente é o caso da graça. Através do sacramento do matrimônio, Deus confere aos esposos uma graça especialíssima: seu amor humano é mergulhado no amor que une a própria Trindade. Toma-se, assim, um amor humano-divino, que expressará de maneira concreta e visível o amor da mesma Trindade para o mundo. Isto não é pouca coisa, de jeito nenhum!

E neste ambiente onde os esposos podem, sempre, contar com a “graça de estado” do matrimônio que o amor criador de Deus (existente no seio da Trindade com quem o Pai criou todas as coisas), que eles podem cumprir o seu papel de co-criadores, no sentido de gerar novas vidas para Deus. Exercem, assim, o direito e o dever de paternidade que Deus lhes delega pela graça do sacramento do matrimônio.

Assim, os filhos do casal não pertencem aos dois, mas a Deus. Não são educados segundo o que os dois pensam ou acham; são educados segundo o que Deus pensa, segundo a Sua vontade e para a alegria de Deus e dos irmãos. Os filhos, nesta dimensão, deixam de ser uma posse dos pais e passam a ser o que realmente serão por toda a eternidade: filhos de Deus.

Seu matrimônio, da mesma forma, não existe para o bem deles somente, mas principalmente para que através dele possam ambos, com os filhos, servir e amar melhor a Deus, finalidade última do matrimônio.

Quando a gente entende o sentido do matrimônio, a gente compreende o papel do ato conjugal dentro dele e pode discernir toda a dimensão empobrecedora e degradante das relações sexuais fora do matrimônio. As pessoas que se casam conscientes de que estão sendo feitas, pela graça, uma só carne e um só espírito, enxergam a amplitude do seu ato: não estão realizando um compromisso entre os dois, o que seria inteiramente humano e, neste caso, pecaminoso. Estão realizando um compromisso entre si e com Deus. É Deus quem sela e realiza este compromisso de unidade. É Ele quem o sustenta e faz crescer com a Sua graça e a participação generosa dos esposos.

Tem muita gente boa hoje em dia que pensa que o que une o homem a uma mulher, o que os faz ser um é o fato de terem um relacionamento sexual pleno. Isto não é verdade. O homem ou a mulher não têm o poder de se tornarem um. O poder de tornar duas pessoas uma só é uma prerrogativa divina, uma exclusividade do Espírito Santo, que faz una a Trindade, a Igreja, o casal que passou pelo sacramento do matrimônio.

Outra idéia errônea é pensar-se que o que faz com que duas pessoas sejam uma é o amor. Como vimos, o sacramento do matrimônio eleva o amor humano de duas pessoas a uma dimensão divina, coisa que só Deus pode fazer; coisa de que nenhum amor humano é capaz. Seria, então, uma ilusão pensar-se que é o amor que transforma duas pessoas em uma só. O amor é o veículo da vontade humana que, unido ao amor e à vontade divina, diz o seu “sim” para toda a eternidade. Só o Espírito Santo tem o poder de .tornar duas pessoas uma só carne e um só espírito.

E este é o único problema de ter relações sexuais antes do casamento?

O ato conjugal (relações sexuais no matrimônio) é o único tipo de relacionamento sexual pleno abençoado e reconhecido por Deus. Somente ele expressa a unidade da Trindade, somente ele conta com a graça e a bênção de Deus. As relações sexuais fora do matrimônio não contam nem com a graça nem com a bênção de Deus, por mais excitantes, românticas e emocionantes que possam ser. Não são as emoções que medem o valor de um ato para Deus, mas a obediência à Sua vontade, a abertura à Sua graça. As relações fora do casamento não apresentam estas características.

Pelo contrário, este tipo de relacionamento é eminentemente egoísta, fechado em si mesmo, escravo da auto¬satisfação, escravizador e escravizante. É uma busca de prazer pelo prazer, sem responsabilidade nenhuma, por mais que os dois prometam amar o outro para sempre e nunca deixá-lo. É esta situação contrária à vontade de Deus que deixa um grande vazio e sentimento de solidão e escravidão à situação e ao outro envolvido nela.

O amor, pelo contrário, é aberto para a vontade de Deus, promotor do bem do outro, de sua felicidade e satisfação. O amor é, essencialmente, libertador. Busca a vontade de Deus e, porque é maduro, é também responsável diante de Deus, diante do outro e diante da sociedade. Não se fecha ridiculamente em um mundinho a dois, mas abre-se para o serviço e amor a Deus e a todos os homens.

Mas, com o casamento o amor acaba?

É absolutamente inacreditável que hoje se seja forçado a responder a uma pergunta destas. No entanto, infelizmente, é esta a ideia que nós, bobinhos, “engolimos” através dos meios de comunicação, que afirmam “retratar” uma realidade quando, no entanto, são muito mais agentes e promotores irresponsáveis de uma mentalidade pagã. Com isso, destroem não somente a fé, mas vão além: destroem a dignidade da pessoa humana e o fim para o qual ela foi criada. Pagarão suas contas diante de Deus pelos milhões de almas que vêm iludindo e levando a uma mentalidade indigna da condição humana.

É relevante que nos países europeus se tenham feito grandes campanhas para tirar do ar novelas brasileiras por considerá-las nocivas à moral e aos costumes do povo. Nós, ao contrário, aplaudimos como bobos toda a porcaria que vem envolvida na atraente roupagem da mídia. E, se a mídia diz que o casamento acaba o amor, nós acreditamos como inocentes úteis que contribuem para aumentar sua renda.

Não temos discernimento nem critério firme de valores e, mesmo que com nossas palavras afirmemos que não cremos em uma coisa destas, nossas atitudes são de quem quer aproveitar de tudo o que o “amor” pode dar “antes que a gente se case e os filhos e a vida venham atrapalhar o nosso amor” .

Se você pensa assim, pelo amor de Deus, não se case. Você não sabe o que é o amor. Você não aprendeu ainda a beleza do matrimônio. Não é ainda digno dele. Se a Igreja visse o sexo como um mal estaria irremediavelmente separada de Deus e de Jesus. O homem foi criado por’ Deus como um ser sexuado e sua sexualidade permeia todo o seu ser físico, psíquico e, conseqüentemente, espiritual.

É a sua sexualidade que o faz co-criador no sentido da paternidade e também no sentido da cultura. É ela quem o prepara para o amor santo e puro, tanto por alguém do mesmo ou de outro sexo, no caso da amizade, como por alguém do sexo complementar (Não “oposto”! Os sexos não se opõem, complementam-se!).

O prazer que resulta e estimula uma amizade entre pessoas do mesmo sexo ou de sexos complementares, assim como o prazer que resulta e estimula o relacionamento e o ato conjugal, é uma linguagem pela qual se expressa estima, apreciação, amor, amizade, partilha, complementação, crescimento, libertação.

A Igreja, como o Evangelho e o próprio Jesus, abençoam o prazer como uma linguagem, pois ele promove o homem. Repudiam, porém, o prazer pelo prazer, ou seja, o prazer como um fim, porque este degrada o homem.

É importante frizar que isto não se dá somente com relação ao ato conjugal, mas igualmente com relação a toda interação humana sadia. Também em uma amizade pode-se buscar o prazer pelo prazer: o prazer de estarem juntos em todo momento e circunstância, a busca de satisfazer o desejo de estarem juntos como uma alimentação do próprio desejo e não visando o bem do outro é uma busca egoísta do prazer, que acaba em apegos e fechamento.

Infelizmente temos visto inúmeros jovens, solteiros e casados, que sofrem por toda a sua vida as conseqüências de uma sexualidade mal vivida. É preciso não ter medo de ser puro; não ter medo de preservar-se para o amor de dimensões divino-humanas do matrimônio ou de qualquer outra vocação que se abrace por amor  a Deus e para melhor servi-Lo.