Vaticano confirma encontro do Papa com tabeliã que não aceitou casar gays

O Papa Francisco, durante sua visita aos Estados Unidos, se encontrou secretamente, em Washington, com a tabeliã americana Kim Davis, que ficou conhecida por se recusar a conceder licença de casamento a gays num cartório do estado do Kentucky.

A informação foi confirmada por Mathew Staver e pela sala de imprensa da Santa Sé. Segundo Staver, a reunião que durou cerca de 15 minutos aconteceu na embaixada do Vaticano, na Quinta-feira passada (24/09). Segndo Staver, a idéia da audiência veio do próprio Vaticano, ou seja, do próprio Papa.

“ O Papa veio até ela e estendeu sua mão. Ele a agradeceu por sua coragem e disse a ela: ‘Fique forte’ ”, afirmou Staver. O Santo Padre presenteou sua cliente com dois terços e a parabenizou pela “coragem”.

No início deste mês, ela chegou a ser presa por se recusar a emitir as licenças, já que uma decisão da Suprema Corte dos EUA determinou, em junho deste ano, que a união civil gay é um direito de todos os americanos.

O casal conversou com o pontífice em inglês e Kim, que é protestante, pediu ao Papa que rezasse por ela. O Santo Padre disse que rezaria e também pediu orações. O pontífice presentou o casal com dois rosários que, segundo o advogado, Kim deu a seus pais, que também são católicos.

O advogado de Kim afirmou que a decisão de manter o encontro em segredo até que o Santo Padre deixasse o país foi tomada em comum acordo com funcionários do Vaticano. A postura foi assumida para evitar que a visita do Papa aos EUA fosse focada no caso de Kim Davis. No entanto, não foi pedido que se mantasse segredo.

Durante a volta para Roma, Francisco falou a jornalistas que funcionários públicos têm “direito humano” de se recusarem a realizar alguns trabalhos, entre eles, negar o casamento gay. Sem citar o nome de Kim, o pontífice afirmou que “A objeção de consciência deve estar em toda estrutura jurídica porque é um direito”.

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