Halloween e os Cristãos

O que o ‘dia das bruxas’ tem a ver com a cultura brasileira? 

Por Daniel Machado

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Com o fenômeno da globalização, as mais diferentes formas de cultura deixaram de ser patrimônio exclusivo de um único povo e passaram a ser assumidas – ou consumidas – por outros, formando o que chamamos de mundo multicultural. Um claro exemplo desse fenômeno é a chamada ‘Festa de Halloween’ ou ‘Dia das Bruxas’, uma comemoração típica dos países de língua inglesa como Canadá, Reino Unido, Irlanda e, é claro, Estados Unidos, lugar de onde a festa foi ‘exportada’ para muitos outros países, inclusive para o Brasil.

Antigamente, os Celtas celebravam o ano novo com o fim do verão e também com a nova colheita. Essa festa recebeu o nome de Samhain (‘samh’ = verão, e ‘fuin’ = fim). Acreditava-se que, nesse dia, os mortos retornavam às suas casas para visitar os familiares, buscar alimentos e se aquecerem no fogo da lareira. Com a evangelização desses povos, a festa pagã de culto aos mortos passou a ser celebrada como dia em que as famílias se lembravam de seus entes falecidos e rezavam por eles, não mais os cultuando, o que recebeu o nome ‘Dia de Todos os Mortos’ ou ‘Finados’. Em 840, o Papa Gregório IV pede que todo o mundo católico celebre a festa litúrgica de Todos os Santos um dia antes de Festa de Finados. As pessoas passaram então a celebrar as vésperas dessa festa, que ganhou o nome de All Hallow’s Eve (Vigília de Todos os Santos), até chegarmos ao nome “Halloween”.

Ao longo dos anos, no entanto, o sentido pagão de culto aos mortos, somado a vários elementos de ocultismos como bruxas, caveiras, morcegos, abóboras iluminadas, espantalhos etc., foram sendo novamente incorporados na cultura americana pela indústria cinematográfica de Hollywood. E como todo ‘produto americano’, o Halloween, como o conhecemos hoje, foi sendo exportado para outros países e consumidos por outras culturas.

Para além da origem da festa, podemos nos perguntar:“O que a cultura brasileira tem a ver com o Halloween?”. Nada! Essa festa veio e ‘colou’ no Brasil por meio das escolas de idiomas que foram se espalhando pelo país afora. Em muitas escolas, creches, centros de educação etc., os jovens estão celebrando uma festa que não faz o menor sentido para nós brasileiros. Parece-me que o Halloween é mais uma daquelas tendências que nós brasileiros temos de querer copiar tudo o que vem de fora.

“Além do ocultismo implícito no Halloween, estamos celebrando algo que não faz o menor sentido para a nossa cultura”

Se essa cultura não faz o menor sentido para nós brasileiros, muito menos deve fazer para os que se dizem discípulos de Cristo. A conotação ocultista dessa festa já é, em si mesma, um convite para que qualquer jovem cristão passe longe de celebrações desse tipo. Só para você ter uma ideia do que está por trás dessa data, o pesquisador americano Tex Mars concluiu em uma pesquisa que, nesse dia de Halloween, há um aumento significativo no número de crimes ligados a rituais satânicos nos Estados Unidos e em outros países, além de orgias sexuais e outras práticas de magia negra, como missas satânicas, profanação dos símbolos cristãos e profanação de túmulos entre outros.

Ao contrário do Halloween, a Igreja celebra o Dia de Todos os Santos. Em muitos lugares e institutos cristãos, as fantasias de bruxas, duendes e caveiras dão lugar às fantasias de santos católicos; uma cultura que começa a crescer em meio aos jovens católicos de todo o Brasil, lembrando que para um discípulo de Cristo não cabe celebrar e alimentar uma cultura da sombra e de morte; pelo contrário, o cristão foi chamado para ser ‘sal da terra e luz do mundo’ (Mt 5, 13.14).

“Desperta, tu que dormes, levanta-te de

Via Destrave (Canção Nova)

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