Carta de Dom Bosco aos jovens

” Caros jovens,

O demônio tem normalmente duas artimanhas principais para afastar da virtude os jovens. A primeira consiste em persuadi-los de que no serviço de Deus existe uma vida triste sem nenhum divertimento nem prazer. Mas isto não é verdade, meus caros jovens. Eu vou lhes indicar um plano de vida cristã que poderá mantê-los alegres e contentes, fazendo-os conhecer ao mesmo tempo quais são os verdadeiros divertimentos e os verdadeiros prazeres, para que vocês possam exclamar com o santo profeta Davi: “Sirvamos ao Senhor na santa alegria”.

A segunda artimanha do demônio consiste em fazê-lo conceber uma falsa esperança duma longa vida que permite converter-se na velhice ou na hora da morte. Prestem atenção, meus caros jovens, muitos se deixaram perder por esta mentira. Quem nos garante que chegaremos à velhice? Se se tratasse de fazer um pacto com a morte e de esperar até então… Mas a vida e a morte estão entras as mãos de Deus que dispõe de tudo a seu bel prazer.

E mesmo se Deus lhe concedesse uma longa vida, escutai, entretanto, sua advertência: “o caminho do homem começa na juventude, ele o segue na velhice até a morte”. Ou seja, se, jovens, começamos uma vida exemplar, seremos exemplares na idade adulta, nossa morte será santa e nos fará entrar na felicidade eterna. Se, pelo contrário, os vícios começam a nos dominar desde a juventude, é muito provável que eles nos manterão em escravidão toda a nossa vida até a morte, triste prelúdio a uma eternidade terrível. Para que esta infelicidade não lhes aconteça, eu lhes apresento um método, vida alegre e fácil, mas que lhes bastará para se tornarem a consolação de seus pais, a honra de pátria de vocês, bons cidadãos da Terra, em seguida felizes habitantes do céu…

Meus caros jovens, eu os amo de todo o meu coração e basta-me que vocês sejam jovens para que eu os ame extraordinariamente. Eu lhes garanto que vocês encontrarão livros que lhes foram dirigidos por pessoas mais virtuosas e mais sábias que eu em muitos pontos, mas dificilmente vocês poderão encontrar algum que os ame mais que eu em Jesus Cristo e deseja mais felicidade para vocês.

Conservem no coração o tesouro da virtude, porque possuindo-o vocês têm tudo, mas se o perderem, vocês se tornarão os homens mais infelizes do mundo. Que o Senhor esteja sempre com vocês e que Ele lhes conceda seguir os simples conselhos presentes, para que vocês possam aumentar a glória de Deus e obter a salvação da alma, fim supremo para o qual fomos criados. Que o Céu lhes dê longos anos de vida feliz e que o santo temor de Deus seja sempre a grande riqueza que os cumule de bens celestes aqui e por toda a eternidade ” (São João Bosco).

Anúncios

Se a Igreja é tão rica por que não vende seus tesouros? Responde o Papa Francisco

image

Durante a entrevista que concedeu à revista holandesa Straatnieuws, o Papa Francisco respondeu a uma das perguntas mais populares entre católicos e não católicos a respeito das riquezas da Igreja.

A entrevista foi feita por Marc, um homem de 51 anos, que não tem lar e vende a revista na cidade holandesa de Utrecht. Junto a ele estiveram Frank Dries – editor da revista – e os jornalistas Stijn Pantanos e Jan-Willen Astucia.

O entrevistador lhe recordou que “São Francisco escolheu a pobreza radical e vendeu também seu evangeliário” e lhe perguntou se como “Papa e Bispo de Roma, se sentiu, alguma vez, sob pressão para vender os tesouros da Igreja?”

A resposta do Papa Francisco foi clara: “Esta é uma pergunta fácil. Não são os tesouros da Igreja, mas são os tesouros da humanidade. Por exemplo, se eu amanhã digo que a Pietà de Michelangelo será leiloada, não é possível, porque não é de propriedade da Igreja. Está em uma igreja, mas é da humanidade. Isso se aplica a todos os tesouros da Igreja”.

O Santo Padre recordou ainda: “Começamos a vender presentes e outras coisas que são dadas para mim. E os rendimentos da venda vão para Dom Krajewski, que é meu elemosineiro. E depois tem também a loteria. Há carros que foram vendidos ou cedidos em uma loteria e os recursos recolhidos utilizados para os pobres. Há coisas que se podem vender e essas se vendem”.

Do mesmo modo, explicou que “se fizermos um catálogo dos bens da Igreja, se pensa: a Igreja é muito rica. Mas, quando foi feito a Concordata com a Itália em 1929 sobre a Questão Romana, o governo italiano daquele tempo ofereceu à Igreja um grande parque em Roma. O papa na época, Pio XI, disse: não, eu gostaria apenas de meio quilômetro quadrado para garantir a independência da Igreja. Este princípio vale ainda hoje”.

“Os bens imóveis da Igreja são muitos, mas nós os usamos para manter as estruturas da Igreja e para manter muitas obras que são feitas em países necessitados: hospitais, escolas. Ontem, por exemplo, eu pedi para enviar ao Congo 50 mil euros para construir três escolas em lugares pobres; a educação é uma coisa importante para as crianças. Eu fui à administração compete

Via ACI Digital

Não confundir a família com outras formas de união – Papa

No discurso aos membro do Tribunal da Rota Romana, o Papa Francisco recomendou que não se confunda a família com outras formas de união…

O Papa relançou esta prerrogativa histórica ligando-a ao magistério mais recente focalizado pela Igreja sobre o tema da família e sublinhando uma certeza que não mudou:

No percurso sinodal sobre o tema da família, que o Senhor nos concedeu realizar nos dois anos transactos, pudemos fazer, em espírito e estilo de efectiva colegialidade, um discernimento sapiencial, graças ao qual a Igreja mostrou ao mundo que não pode haver confusão entre a família desejada por Deus e qualquer outros tipo de união”.

Depois retomando palavras do Papa Pio XII que considerava o Tribunal da Rota Romana, o Tribunal da Família, o Papa Francisco acrescentou que deve ser também o “Tribunal da Verdade do Vinculo Sagrado”. À Igreja toca mostrar tanto o “amor misericordioso de Deus em relação às famílias, de modo particular as feridas pelo pecado e pela provações da vida”, como também proclamar  – disse – a “a irrenunciável verdade do matrimónio segundo o desígnio de Deus”, segundo “o sonho de Deus”, aquele sonho  que atribui ao matrimónio a missão de transmitir a vida e o amor recíproco e legítimo entre homem e a mulher, chamados “a completar-se reciprocamente numa doação mútua não só física, mas sobretudo espiritual”.

Por isso, concluiu, a Igreja com renovado sentido de responsabilidade continue a ajudar a compreender isso e a propor o matrimónio nos seus elementos essenciais: prole, bem dos cônjuges, unidade, indissolubilidade, sacramentalidade”. 

(DA) 

Via Rádio Vaticano

As modas do mundo e a perdição dos cristãos

Conheça o alerta de Nossa Senhora de Fátima sobre as modas mundanas, que serão a causa da perdição de muitos cristãos no inferno.

Em 1917, nas aparições de Fátima, em Portugal, Nossa Senhora já nos alertava para o grande mal que as modas do mundo causariam aos cristãos católicos, especialmente às famílias, levando muitas almas à perdição eterna. Estas modas mundanas são as portas pelas quais a degradação moral tem entrado nos matrimônios, nas famílias, e consequentemente na sociedade. Cada vez mais, a imoralidade tem se tornado uma realidade presente em todos os ambientes, nos lares, no trabalho, nos locais públicos. Não é mera coincidência que nos dias de hoje cresce assustadoramente o número de casais separados, filhos abandonados, famílias inteiras desfeitas, por vezes tragicamente, por causa do ciúme, da malícia, do adultério, da prostituição.

Há mais de quatrocentos anos atrás, em 1610, nas aparições de Quino, no Equador, Nossa Senhora do Bom sucesso já profetizava a respeito da sensualidade, que varreria o mundo em nossos dias: “nesses tempos estará a atmosfera saturada do espírito de impureza, que a maneira de um mar imundo correrá pelas ruas, praças e logradouros públicos com uma liberdade assombrosa”1. Como não enxergar esta realidade espiritual, descrita por Nossa Senhora, nas modas cada vez mais sensuais, que levam à impureza nos pensamentos, à imoralidade sexual, à perdição de muitas almas no inferno. Estas modas mundanas, que ofendem gravemente o Senhor, foram inventadas para destruir a Igreja Católica a partir de dentro. Por isso, Nossa Senhora manifestou-se em Fátima aos três pastorinhos, para nos ensinar os dois últimos remédios contra os males do mundo.

A falta de modéstia e as modas que ofendem Deus

Em Fátima, Nossa Senhora faz uma revelação surpreendente: “Os pecados que lançam a maioria das almas no inferno, são os pecados de impureza”2. A este respeito, vejam o que o demônio diz, em um exorcismo, a sobre as saias curtas: “Com elas agarro os homens e mulheres e encho o meu reino. [gargalhada longa e estridente] que satisfação, que alegria, que contentamento…”3. Se por um lado a falta de modéstia e a imoralidade no vestir desagradam e ofendem Deus, estas causam satisfação, alegria, contentamento, em Satanás. Podemos dizer o mesmo das roupas decotadas, justas e sensuais, que as mulheres vestem em nossos dias. Estas certamente desagradam Deus e agradam os demônios. A corrupção moral chega hoje a tal ponto que as roupas sensuais também são usadas por homens.

Como bons católicos, não deixemos que o espírito do mundo entre em nossas vidas, especialmente em nosso modo de nos vestir. Pois, as modas do mundo carregam a atmosfera espiritual em que vivemos com o espírito de impureza. Nestes tempos, nos quais estão em perigo muitas almas, é importantíssimo que redescubramos a beleza da modéstia católica no vestir. Esta redescoberta deve começar pelas crianças, pois até mesmo elas são atingidas pelas modas mundanas. Infelizmente, muitas meninas se vestem e se maquiam como verdadeiras prostitutas, incentivadas por mulheres já contaminadas pelo espírito do mundo. A este respeito, Nossa Senhora do Bom Sucesso já nos alertava que em nossos dias: “quase não se encontrará inocência nas crianças, nem pudor nas mulheres”4.

A impureza, que entrando sutilmente nos ambientes domésticos, até mesmo nos lares cristãos, “perderá as crianças e o demônio se gloriará de alimentar com o requintado manjar dos corações dos meninos”5. Por isso, nós adultos, homens e mulheres, devemos cuidar do nosso modo de vestir, mas também das crianças, para que a sensualidade e o espírito de impureza não entre em nossas vidas. Ademais, com muito mais razão, “as pessoas que servem a Deus não devem seguir essas modas”6, como pediu Nossa Senhora em Fátima.

Estas modas tiram a dignidade da humanidade, criada à “imagem e semelhança” de Deus7, por isso, ofendem muito o Senhor. Além disso, a impureza causada pela falta de modéstia no vestir é um pecado grave, pois é contrária à nossa vocação à santidade e uma ofensa a Santíssima Trindade.

Assista ou ouça programa do Padre Paulo Ricardo sobre “A dignidade da mulher”:

A moda inventada pelos inimigos da Igreja Católica

Diante da nossa realidade atual, podemos nos perguntar: como é possível que modas mundanas, que ofendem muito Jesus Cristo, sejam adotadas por famílias católicas? A pequena Jacinta, inspirada por Nossa Senhora, responde e nos diz que essas modas serão inventadas: “Certos estilos que serão inventados irão ofender muito Nosso Senhor”8. Estas modas foram inventadas pelas seitas Maçônicas, que têm a intenção de servir Satanás e de destruir a Igreja Católica. Vejamos atentamente o que membros desta seita dizem a respeito dessa invenção diabólica:

“O catolicismo não teme uma espada muito afiada mais do que as monarquias temiam. Mas estes dois fundamentos da ordem social podem entrar em colapso sob a corrupção; nunca nos cansemos de corrompê-los. Tertuliano estava certo em dizer que do sangue dos mártires nascem cristãos; não vamos fazer mártires; mas vamos popularizar o vício entre as multidões; que eles possam respirar isso por meio de seus cinco sentidos; que eles possam beber e ficar saturados. Faça corações perversos e não haverá mais católicos. É a corrupção em grande escala que empreendemos… a corrupção que deve um dia permitir-nos conduzir a Igreja à sua sepultura. Ultimamente, eu ouvi um dos nossos amigos rindo filosoficamente sobre nossos projetos, dizendo: ‘Para destruir o catolicismo, devemos acabar com as mulheres’. A ideia é boa de certa forma, mas já que não se consegue se livrar das mulheres, vamos corrompê-las com a Igreja.Corruptio optimi, pessima. A melhor adaga para atacar a Igreja é a corrupção”9.

É importante notarmos que entre os vícios, que entram pelos sentidos, está a corrupção no modo de vestir, que entra pelos nossos olhares. Muitos não consideram estes como pecados graves. No entanto, Jesus Cristo diz o contrário: “Eu, porém, vos digo: todo aquele que lançar um olhar de cobiça para uma mulher, já adulterou com ela em seu coração”10. O adultério é um pecado grave e este diz respeito às pessoas que olham e também às que são objeto do olhar. Dessa forma, uma mulher mal vestida pode adulterar com muitos homens ao mesmo tempo e multiplicar o pecado de modo extraordinário. Pensemos numa simples foto de uma mulher nua, ou seminua, que pode levar milhões e milhões de homens ao pecado, através de gerações e gerações, principalmente através da Internet. Este é apenas um dos modos pelos quais multidões de católicos “bebem e ficam saturados” do espírito de impureza, como disse Nossa Senhora que estaria saturada a atmosfera espiritual em nossos tempos.

Assista ou ouça programa do Padre Paulo Ricardo com o tema “Modéstia: Como as mulheres devem se portar (I)”:

Os dois últimos remédios para a salvação da humanidade

O conhecimento da mensagem de Nossa Senhora em Quito, no Equador, em La Salette, na França, e em Fátima, em Portugal, é de suma importância para a compreensão da terrível situação de corrupção social e religiosa da humanidade em nossos tempos. “Quanto mais ela se espalhar, mais irá despertar um medo salutar e numerosas conversões para Deus”11. As advertências de Nossa Senhora, nestas três aparições, evidenciam que o nosso dever de manter a fé e permanecer em estado de graça é muito mais exigente em nossos dias do que era no passado, principalmente por causa do maior poder dos demônios, da crise sem precedentes na história da Igreja Católica, e do estado geral de corrupção e apostasia do mundo. Consequentemente, para permanecer na verdadeira fé e evitar todo pecado, devemos fazer esforços heroicos na prática das virtudes, na oração e na recepção dos sacramentos. Além disso, devemos deixar as vaidades, os prazeres e as modas do mundo, que são a causa de todos os tipos de tentações e pecados.

Irmã Lúcia falou ao Padre Agustin Fuentes sobre a necessidade de cada um de nós assumir a responsabilidade da nossa própria santificação e não esperar por ajuda do Vaticano ou dos bispos, padres ou religiosos, antes de começar: “Padre, não devemos esperar que um apelo ao mundo venha de Roma por parte do Santo Padre, para fazer penitência. Também não devemos esperar que o apelo à penitência venha de nossos bispos em nossa diocese, nem das congregações religiosas. Não! Nosso Senhor já usou muitas vezes estes meios e o mundo não prestou atenção. É por isso que agora, é necessário que cada um de nós comece a reformar-se espiritualmente. Cada pessoa deve não apenas salvar a sua própria alma, mas também as almas que Deus colocou em nosso caminho… O diabo faz tudo o que está seu poder para nos distrair e tirar de nós o amor pela oração; seremos salvos juntos ou seremos condenados juntos”12.

Nestes tempos, nos quais a corrupção dos costumes é quase geral e as modas que desagradam e ofendem Deus se multiplicam a cada dia, Nossa Senhora revelou-nos os dois últimos remédios contra os males deste mundo: o Santo Rosário e a Devoção ao Imaculado Coração de Maria13. Estas duas devoções nos ajudarão em nossa renovação espiritual, a nos afastar do espírito do mundo e, em consequência, mudar o nosso modo de vestir, para não mais ofender Deus. Além disso, esta devoções serão também remédio para os males do mundo, para a salvação das almas dos pecadores.

Assista ou ouça programa do Padre Paulo Ricardo com o tema “Masculinidade: o que está acontecendo com os homens?”:

Como romper com o espírito do mundo e viver a modéstia no vestir?

Assim, Nossa Senhora nos ajuda a conhecer estes grandes males de nosso tempo, que são as modas segundo o espírito do mundo. Estas ofendem imensamente Deus porque ferem a nossa dignidade de filhos e levam muitos almas à perdição eterna. Entre essas almas condenadas ao inferno estão muitos católicos, que são vítimas da corrupção dos costumes e da falta de modéstia no vestir. Por isso, precisamos romper definitivamente com o espírito mundano, se queremos salvar as nossas almas e contribuir para que outras também sejam salvas.

Para romper com o espírito do mundo, as mulheres devem conscientizar primeiramente de sua dignidade, e de que estão sendo usadas para acabar com os matrimônios, as famílias, a Igreja Católica e a sociedade como um todo, levando os homens ao pecado da impureza, da imoralidade sexual. A partir dessa consciência, as mulheres primeiramente devem fazer uma revisão de vida e romper com todas as influências do mundo. As roupas imodestas: saias, vestidos e shorts curtos e/ou decotados, calças coladas excessivamente ao corpo. Apesar de existirem calças que em si não são escandalosas e podem muito bem ser usadas pelas mulheres católicas, recomendamos os vestidos e as saias longos. Pois, estas dizem muito mais da modéstia católica no vestir, que as mulheres de hoje são chamadas a redescobrir, em vista da sua dignidade de filhas de Deus, e também porque cobrindo os seus corpos, as mulheres valorizam a sua alma. Além das roupas, as mulheres devem rever-se em relação à maquiagem, perfumes, sapatos, acessórios, e outros, que não condizem com a modéstia católica. Guardar a modéstia, especialmente no vestir, é um dever de caridade para com os homens. Por isso, ao vestir-se sem modéstia, a mulher peca não somente por atrair olhares maliciosos, mas também porque deixa de fazer o bem vestindo-se modestamente.

Quanto a nós, homens católicos, devemos também olhar nosso vestuário, como calças e camisas apertadas demais, e outros objetos que não condizem com a modéstia católica, como correntes, óculos, relógios e outros objetos e chamativos. A moda da “ostentação”, que no Brasil está em alta, é um bom exemplo do que não devemos fazer, inclusive em relação a automóveis, motocicletas e outros veículos motorizados. No entanto, para nós, a modéstia deve estar principalmente em nossos olhares para as mulheres. Devemos travar uma grande luta para evitar olhares maliciosos, tanto nas ruas e lugares públicos, mas também em “ambientes virtuais”, como a internet, a televisão, o cinema, as revistas, os filmes. Pois, em todos estes “lugares” podemos pecar contra a castidade. Ao perceber uma mulher mal vestida, a melhor estratégia é “fugir”, desviar o olhar do que nos colocar em perigo de pecar gravemente. Devemos fugir das ocasiões do pecado. Pois, “um sem-número de cristãos se perde por não querer evitar as ocasiões de pecado”14, diz Santo Afonso.

Por fim, para homens, mulheres, inclusive crianças, Nossa Senhora revelou os últimos “remédios” contra os males deste mundo: oSanto Rosário e a Devoção ao Imaculado Coração de Maria. Lembremo-nos que Nossa Senhora de Fátima apareceu a três crianças, Lúcia, Francisco e Jacinta. A exemplo destas três humildes crianças, somos chamados a rezar muito, fazer muitos jejuns, sacrifícios e penitências pela salvação dos pecadores. Nos apliquemos no uso destes “remédios” para a cura de nossas almas do espírito de impureza e para a salvação de muitas almas que “vão para o inferno por não haver quem se sacrifique e peça por elas”15. Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós!

Natalino Ueda, escravo inútil de Jesus em Maria.

Links relacionados:

PADRE PAULO RICARDO. Feminismo, o maior inimigo das mulheres.

PADRE PAULO RICARDO. Feminilidade: o que está acontecendo com as mulheres?

PADRE PAULO RICARDO. Maternidade.

PADRE PAULO RICARDO. Modéstia: Como as mulheres devem se portar (II).

PADRE PAULO RICARDO. Virgindade e Espiritualidade.

PADRE PAULO RICARDO. Masculinidade: o que está acontecendo com os homens de Deus?

Referências:

1 PADRE MANUEL SOUZA PEREIRA. Vida admirável de Madre Mariana de Jesus Torres. Tomo II, p. 271-272.

2 ASSOCIAÇÃO DEVOTOS DE FÁTIMA. Nossa Senhora e a Modéstia: Legado Espiritual através de Maria e com Maria – Parte Final.

3 PELLEGRINO ERNETTI. Estratégias de Satanás: O Demônio existe! A era de Satanás: a nossa!, p. 19.

4 PADRE MANUEL SOUZA PEREIRA. Op. cit., p. 271.

5 Idem, ibidem.

6 ASSOCIAÇÃO DEVOTOS DE FÁTIMA. Op. cit.

7 Gn 1, 26.

8 Idem, ibidem.

9 BENEDITINOS. Nossa Senhora e a Modéstia. Citação da Carta de Vindice para Nubius; [pseudônimos dos 2 líderes da Alta Venda Italiana] datada de 09 de agosto de 1838.

10 Mt 5, 28.

11 BENEDITINOS. Op. cit. Palavras de Melanie, vidente de La Salette.

12 Idem, ibidem.

13 Revelações feitas pela Irmã Lúcia ao Padre Agustin Fuentes, postulador da causa de beatificação de Francisco e Jacinta, em uma conversa realizada em 26 de dezembro de 1957.

14 PADRE PAULO RICARDO. Na luta contra a impureza, vence quem foge.

15 PADRE PAULO RICARDO. O Milagre do Sol, “para que todos acreditem”.

Via Todo de Maria

Maria, mestra do amor

image

Todos nós necessitamos de pontos de referência, de pessoas que nos ensinem a caminhar diante do novo de nossa vida, diante dos desafios que surgem no caminho. Em nossa infância tivemos nossos mestres, nossa primeira professora que nos ensinou a escrever as primeiras palavras, nossos mestres que nos prepararam para alcançar uma cultura que nos capacitasse a nos integrarmos na sociedade. Mas foram nossos pais, com certeza, os nossos primeiros mestres.

Eles nos formaram desde antes que nascêssemos e, desde o seio materno, já começamos a aprender lições de vida. Que bom seria se só tivéssemos aprendido boas lições e ensinamentos edificantes! Mas, infelizmente, não é assim, trazemos também fatores dolorosos e marcas que muitas vezes nos arrastam para trás em nosso processo de crescimento pessoal. Contudo, aprendemos com Jesus a transformar o mal em bem e a fazer da necessidade virtude. Ou seja, aprendemos e tiramos proveito também dos acontecimentos tristes e desagradáveis, transformando-os em degraus em nossa escalada até o céu.

Temos uma grande mestra em nossa vida, se queremos trilhar os caminhos de Deus, que não pode ser esquecida um dia sequer. É Maria, aquela que Jesus nos entregou como mãe quando morria na cruz. É ela quem nos toma pela mão – como o fez com Jesus menino – e nos ensina a dar os passos em nossa vida humana e em nossa vida de fé. Podemos nos entregar sem reservas a ela, pois sua mão é firme e seu ensinamento é seguro e muito atual.

Em Mt 7,15-20, Jesus nos diz que a árvore boa produz bons frutos. Olhando para toda a vida do Senhor sobre esta terra vemos apenas gestos que revelam amor. Até nos momentos de dor, de ira – como na expulsão dos vendilhões do templo -, de cansaço etc., Jesus soube apenas expressar amor. Sua ternura para com os enfermos e sofredores fazem-nos pensar em Maria que, em Nazaré, acolhia a todos que a buscavam para prestar-lhes algum pequeno serviço.

É natural que Jesus aprendesse gestos humanos de amor com sua Mãe, pois o próprio Evangelho diz que Ele ‘crescia em sabedoria e graça diante de Deus e dos homens’. Jesus é amor, pois é filho de Deus e Deus é amor, como nos diz São João. Maria, por participação, também se torna amor e gerou seu “fruto”, Jesus – amor. Ela é a árvore boa que produziu este excelente fruto. Contemplando mais de perto essa árvore, podemos perceber alguns aspectos que se destacam e que podem ser para nós uma verdadeira ‘escola de amor’:

Amor a Deus

Maria foi preservada do pecado em vista da concepção de Jesus. O pecado é nosso grande “não” aos planos de Deus sobre nós. Como Maria estava isenta desse risco, toda a sua vida foi um ‘sim’ constante à vontade de Deus. Seu amor a Ele foi tão grande e puro que, conforme nos dizem os Padres da Igreja, Deus a encontrou sobre a face da terra tão aberta à sua graça que a escolheu para ser a mãe de seu Filho Unigênito. Amor gera amor, diz São João da Cruz, e isto se cumpriu na vida de Maria.

Amor filial

Detendo-nos um pouco sobre o amor de Maria para com seus pais, que a tradição chama de “Joaquim e Ana”, embora os Evangelhos nada digam a respeito, podemos encontrar uma referência nas palavras que ela diz nas bodas de Caná: “Fazei tudo o que ele vos disser”. Maria foi aquela filha que soube acolher as palavras de seus pais e deixar-se formar por eles.

Hoje existem formas diferentes de relacionamento entre pais e filhos e conhecemos histórias muito bonitas de amor dentro das famílias. Há mais diálogo e partilha de vida, criou-se uma maior participação dos filhos nos problemas e resoluções familiares. Mas ainda há um longo caminho a ser percorrido por várias famílias e o respeito e a submissão dos filhos aos pais, como o diálogo e compreensão dos pais para com seus filhos continuam sendo valores para se preservar em todos os tempos e lugares.

Amor esponsal

Este aspecto do amor na vida de Nossa Senhora é muito profundo. Ela é chamada pela Igreja de “esposa do Espírito Santo” e, como sabemos, também foi acolhida e protegida por José, seu esposo. Maria soube viver o amor humano com todas as suas expressões de ternura feminina, de entrega de si pela felicidade do lar, de atenção às necessidades de cada ente querido que lhe foi entregue, sendo, portanto, verdadeira esposa de José. Embora o amor entre eles fosse tão grande e forte, souberam oferecer a Deus – para que o Filho de Deus encontrasse total disponibilidade da parte de seus pais aqui na terra – a expressão da intimidade conjugal, tão importante na vida de todo casal que se ama.

Maria, conforme a tradição, oferecera-se a Deus pelo voto de castidade. Deus acolheu sua oferta e a preservou em sua virgindade “antes, durante e depois do parto”, e teve a delicadeza de lhe entregar como esposo José, homem justo, homem conforme o coração de Deus, que acolheu este plano sobre a vida de sua família.

Era uma família especial e ao mesmo tempo simples como qualquer outra. Maria soube ser esposa que se coloca ao lado de seu esposo em todos os momentos. Partiu com ele para Belém, depois para o Egito, retornando a Nazaré, com toda lealdade e sem dramas. Soube esquecer-se para ver seu lar feliz e em segurança. Apesar da pobreza em que viviam, soube cuidar dos seus e das coisas que, com sacrifício, conseguiam para sua casa.

A vida familiar é muito simples e bela, e os problemas que enfrentamos são desafios que a fé nos ensina a superar. Maria, sendo esposa de José, soube também ser fiel ao Espírito Santo que “veio sobre ela, cobrindo-a com sua sombra”. Diz São João da Cruz que “Maria jamais se deixou mover por criatura alguma, mas somente se deixou mover pelo Espírito Santo em sua vida”. Nela o Espírito Santo encontrou morada e plena acolhida a suas moções.

Amor fraterno

É próprio do amor tomar a iniciativa, não esperar que o outro peça ajuda, mas simplesmente se doar, gratuitamente. Quando o anjo anunciou a Maria que ela seria a mãe do Salvador, ele apenas fez referência à gravidez de Isabel sua prima. Isabel não enviou um pedido de ajuda a Maria, mas esta logo se pôs a caminho ‘às pressas’. O mesmo nas bodas de Caná, quando da falta do vinho, não foi necessário que os noivos pedissem socorro, Maria percebeu a necessidade e agiu.

Nossa vida de comunidade – quer na vida religiosa, quer na vida laical ou familiar – é rica em ocasiões para se fazer o bem. Nós vemos o bem a ser feito e, pergunto, por que não o fazemos? Por que esperar que nos peçam, mandem ou obriguem? É tão mais consolador quando podemos fazer algo em pura gratuidade, por que não nos damos esta felicidade então?

É fácil notar que vivemos num mundo de muita informação, muitas palavras, muitos cursos, capacitação, reuniões, congressos etc., mas me parece que existe uma distância que precisa ser vencida entre a palavra e a ação. É bom que nos reunamos e possamos discutir os problemas e soluções, mas é preciso a decisão de colocar em prática o que se disse.

A impressão que se tem é de que basta dizer e chegar a conclusões e pronto. Porém, isso não foi o que Maria, como nossa mestra, nos ensinou com sua vida. São poucas suas palavras registradas nos evangelhos, mas muita foi sua ação. Ela fez e fez muito. Sua maior ação foi acolher o Verbo de Deus em seu seio e gerá-lo para o mundo. Fez-se serva não só em palavras, mas soube se colocar disponível a Deus e a todos que dela precisavam. Talvez o axioma de São João da Cruz “calar e agir” esteja muito atual ainda hoje e carecendo de ser vivido em nosso amor fraterno.

A vida fraterna também é feita de gestos de ternura que se repetem e se multiplicam, em sua simplicidade, dando novo sentido e tornando concreto o amor fraterno. Não basta dizer que nos amamos, não basta rezar juntos, comer juntos, dormir sob o mesmo teto, é preciso expressar amor em gestos concretos, cuidando do outro, olhando em seus olhos, sentindo ‘com’ ele, dando-lhe tempo para que partilhe sua vida, ou seja, ouvindo-o e buscando conhecê-lo melhor, também deixando-se amar e conhecer.

É um círculo de vida que se vai criando e tornando felizes aqueles com quem convivemos. Olhando a ternura com que Maria esteve no cenáculo com os apóstolos em oração, sua vida em Nazaré ou na comunidade primitiva, é impossível não tirar lições de vida fraterna que sustentem nossa caminhada comunitária…

Amor fiel

O amor se prova nos momentos de crise. Amar uma pessoa que está bem, que é bem-sucedida, tem saúde, está de bem com você e com a vida é fácil, até os ateus fazem. Agora, amar quem está mal, perdeu todos os seus bens, ou está doente e precisa de sua presença amiga, ou mesmo que, por algum motivo, não correspondeu à sua expectativa, isto sim é amor de verdade. Amar um viciado, um alcoólatra, uma pessoa que está destruindo sua vida, um condenado… aí está o amor em toda a sua gratuidade. Maria amou seu Filho até o fim. Quando todos o abandonaram, quando Ele era tido como malfeitor e ia ser executado por isso, quando ela corria risco por estar do lado dele naquele momento, Maria estava lá, de pé, com dignidade e força. Sofria mas não se desesperava, e sua presença ali, com certeza, foi uma grande força para Jesus. Quem ama não tem medo de nada nem de ninguém. Está disposto a dar a vida pela pessoa amada.

Amor transcendente

Finalmente vejo Maria como mestra de um amor transcendente, um amor que ultrapassa os limites do tempo e do espaço. São Paulo já dizia que “a caridade jamais passará”, e vemos o amor de Maria tão imensamente profundo que transbordou pelos dois milênios de história e chega até nós, com perspectiva de chegar até o fim dos tempos, quando o Senhor voltar em glória.

Se amamos, temos esta convicção de não nos limitarmos a este determinado lugar ou espaço, o amor nos dá asas e nos faz voar, nos dá condições de sermos um com a pessoa amada ainda que esta esteja distante.

O amor é unitivo e esta unidade transcende o nosso ser e a própria razão para chegar ao outro. Este amor vemos em Maria, orante. Ela viveu uma profunda comunhão de amor com Deus na oração. Como nossa Mestra, olhemos para a intimidade de seu coração, todo aberto ao Espírito Santo, todo atento ao menor toque de Deus sobre si e sobre os que a rodeiam. Só uma comunhão constante com o Senhor poderia capacitá-la para viver sua missão de Mãe do Redentor e Mãe da Igreja. Quando Deus nos entrega uma missão Ele nos prepara, nos educa a ela, e isto se dá primeiramente na oração, e numa oração de total entrega e atenção amorosa a Ele.

Conclusão

Contemplando Maria como nossa mestra de amor, vemos como ainda estamos longe de amar como o Senhor quer que amemos, mas ao mesmo tempo temos a segurança de não caminharmos sozinhos nesta aventura. A vida adquire novo sentido quando nos decidimos a amar e a deixar-nos amar. Nunca nos esqueçamos desta mestra que pode nos ensinar muito a amar de forma concreta e eficaz a quem se aproxima de nós.

Formação Shalom 

Por que os católicos rezam o terço?

Durante séculos, a Igreja intensificou a oração do terço em momentos de luta. São Domingos o considerava como uma arma espiritual e os papas chamavam Maria de “vencedora das heresias”, invocando sua ajuda para combater questões que vão do catarismo ao comunismo.

image

A devoção ao terço foi se desenvolvendo lentamente ao longo de cerca de 500 anos.

O terço é uma oração constituída pela recitação de 50 (até 200) Ave-Marias, em grupos de dez, cada grupo precedido por um Pai-Nosso e concluído com um Glória. Durante o rosário, medita-se sobre os mistérios da vida de Cristo e da sua Mãe.

Ainda que a tradição popular atribua a origem do terço a São Domingos (1170-1221), as pesquisas históricas atuais mostram que a devoção a esta oração se desenvolveu lentamente no tempo. O próprio João Paulo II parece afirmar isso em sua carta Rosarium Virginis Mariae (2002), que começa recordando que o terço “foi gradualmente tomando forma no segundo milênio, sob a guia do Espírito de Deus”.

Ainda que não se saiba exatamente qual é a história do início do terço, o Pe. Etienne Richer explica, em “Mariology”, que, no final do século XI, ou seja, quase um século antes de São Domingos, “já se conhecia e praticava uma devoção mariana caracterizada por numerosas Ave-Marias, com prostrações rítmicas em honra de Nossa Senhora, primeiro em comemoração das suas alegrias, depois dos seus sofrimentos”. O nome “rosário” começou associado a esta prática.

Nesta mesma época, irmãos e monges cistercienses que não conseguiam memorizar os 150 salmos que sua ordem rezava cada semana, teriam recitado 150 Pai-Nossos. Os leigos logo copiariam esta forma de rezar, mas substituindo o Pai-Nosso pela Ave-Maria. O nome dado a esta devoção foi “Saltério de Maria”.

Por volta do ano 1200, diz-se que Nossa Senhora apareceu a São Domingos e lhe disse: “Reze o meu saltério e ensine-o às pessoas. Esta oração nunca falhará”. Domingos difundiu a devoção ao Saltério de Maria e, como afirma o Pe. Richter, esta devoção foi “incorporada de forma divina à vocação pessoal de São Domingos”.

Nas décadas posteriores, o terço e o saltério de Maria convergiram e a devoção assumiu a forma específica que hoje conhecemos: as 150 Ave-Marias se dividem em dezenas e o Pai-Nosso se insere entre elas, assim como se estabelecem os três grupos de mistérios (gozosos, dolorosos e gloriosos).

Em 2002, João Paulo II acrescentou cinco mistérios ao terço, chamando-os de “luminosos”. Ele propôs estes mistérios com o fim de “mostrar plenamente a profundidade cristológica do terço”, ao incluir “os mistérios do ministério público de Cristo entre o seu Batismo e a sua Paixão”.

O terço é a arma espiritual da Igreja que “afugenta os demônios”.

Desde o século XII, a Igreja intensificou a oração do terço nos momentos de dificuldade e tribulação. Em 1569, São Pio V consagrou oficialmente o terço, atribuindo à sua recitação a destruição da heresia e a conversão de muitos pecadores. Pediu aos fiéis que rezassem o terço naquela época “de tantas heresias, gravemente perturbada e aflita por tantas guerras e pela depravação moral dos homens”.

O prolífico Leão XIII (1878-1903), conhecido sobretudo pelas suas encíclicas sobre questões sociais, especialmente a Rerum novarum (1891) – sobre as condições do trabalho –, escreveu pelo menos 16 documentos sobre o terço, incluindo 12 encíclicas.

Esse “Papa do terço” escreveu sua primeira encíclica sobre esta oração em 1883, no 25º aniversário das aparições de Lourdes. No texto, ele recorda o papel de São Domingos e como a oração do terço ajudou a derrotar os hereges albigenses no sul da França, nos séculos XII e XIII. São Domingos, dizia o Papa, “atacou intrepidamente os inimigos da Igreja Católica, não pela força das armas, mas confiando totalmente na devoção que ele foi o primeiro em instituir com o nome de Santo Terço”.

“Guiado pela inspiração e pela graça divinas – prosseguiu o Pontífice – previu que esta devoção, como a mais poderosa arma de guerra, seria o meio para colocar o inimigo em fuga e para confundir sua audácia e louca impiedade.”

Também falou sobre a eficácia e poder do terço na histórica batalha de Lepanto, entre as forças cristãs e muçulmanas, em 1521. As forças islâmicas haviam avançado rumo à Espanha e, quando estavam a ponto de superar as cristãs, o Papa Pio V fez um apelo aos fiéis para que rezassem o terço. Os cristãos ganharam e, como homenagem por esta vitória, o Papa declarou Maria como Senhora da Vitória, estabelecendo sua festa no dia 7 de outubro, dia do santo terço.

Voltando à necessidade do terço em sua época, o Papa escreveu: “É muito doloroso e lamentável ver tantas almas resgatadas por Jesus Cristo arrancadas da salvação pelo furacão de um século extraviado e lançadas no abismo e na morte eterna. Na nossa época, temos tanta necessidade do auxílio divino como na época em que o grande Domingos levantou o estandarte do Terço de Maria, a fim de curar os males do seu tempo”.

Pio XI (1922-1939) dedicou sua última encíclica – Ingravescentibus malis – ao terço, em 1937, o mesmo ano em que escreveu a Mit brennender Sorge, na qual criticava os nazistas, e a Divini Redemptoris, na qual afirmava que o consumismo ateu “pretende derrubar radicalmente a ordem social e socavar os próprios fundamentos da civilização cristã”.

Criticando o espírito da época, “com seu orgulho depreciativo”, o Papa disse que o terço é uma oração que tem “o perfume da simplicidade evangélica”, que requer humildade de espírito.

“Uma inumerável multidão, de homens santos de toda idade e condição, sempre o estimou – escreveu. Rezaram-no com grande devoção e em todo momento o usaram como arma poderosíssima para afugentar os demônios, para conservar a vida íntegra, para adquirir mais facilmente a virtude, enfim, para a consecução da verdadeira paz entre os homens.”

Em 1951, Pio XII (1939-1958) escreveu Ingruentium malorum, sobre a oração do terço: “Categoricamente, não hesitamos em afirmar em público que depositamos grande esperança no Rosário de nossa Senhora como remédio dos males do nosso tempo. Porque não é pela força, nem pelas armas, nem pelo poder humano, mas sim pelo auxílio alcançado por meio dessa devoção, que a Igreja, munida desta espécie de funda de Davi, consegue impávida afrontar o inimigo infernal”.

Para conhecer Jesus é preciso se voltar a Maria.

Em 1985, o então cardeal Joseph Ratzinger, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, admitiu – no livro-entrevista “Informe sobre a Fé”, com Vittorio Messori – achar que a declaração de que Maria é “a vencedora de todas as heresias” era um pouco “exagerada”.

Explicou que, “quando eu ainda era um jovem teólogo, antes das sessões do Concílio (e também durante elas), como aconteceu e acontece hoje com muitos, tinha algumas reservas sobre certas fórmulas antigas, como, por exemplo, aquela famosa ‘De Maria nunquam satis’ [de Maria nunca se dirá o bastante]”.

É oportuno observar que Joseph Ratzinger cresceu em um ambiente muito mariano. No livro “Meu irmão, o Papa”, George Ratzinger comenta que seus avós se casaram no Santuário de Nossa Senhora de Absam e que seus pais se conheceram por meio de um anúncio que seu pai colocou (duas vezes) no jornal do santuário mariano de Altotting. Os Ratzinger rezavam o terço juntos muitas vezes e, no mês de maio, participavam de numerosas celebrações de Maria e do terço.

No entanto, apesar da sua familiaridade com Maria e da devoção mariana, ele não parecia convencido.

Como explica no livro-entrevista, o cardeal, como prefeito do dicastério vaticano, passou por uma pequena conversão. “Hoje – acrescentou –, neste confuso período, em que todo tipo de desvio herético parece se amontoar às portas da fé católica, compreendo que não se trata de exageros de almas devotas, mas de uma verdade hoje mais forte do que nunca.”

É necessário voltar a Maria se quisermos voltar à verdade sobre Jesus Cristo, à verdade sobre a Igreja e à verdade sobre o homem.”

“A oração do terço permite-nos fixar o nosso olhar e o nosso coração em Jesus, como sua Mãe, modelo insuperável da contemplação do Filho – disse Bento XVI em 12 de maio de 2010, no Santuário de Nossa Senhora de Fátima. Ao meditar os mistérios gozosos, luminosos, dolorosos e gloriosos ao longo das ‘Ave-Marias’, contemplamos todo o mistério de Jesus, desde a Encarnação até a Cruz e a glória da Ressurreição; contemplamos a participação íntima de Maria neste mistério e a nossa vida em Cristo hoje, também ela tecida de momentos de alegria e de dor, de sombras e de luz, de trepidação e de esperança.”

“A graça invade o nosso coração no desejo de uma incisiva e evangélica mudança de vida, de modo a poder proclamar com São Paulo: ‘Para mim viver é Cristo’ (Flp 1, 21), numa comunhão de vida e de destino com Cristo.” 

Via Aleteia

mulheres por agressões sexuais na Alemanha

O imã da mesquita salafista de Colônia (Alemanha), Sami Abu-Yusuf, afirmou que “a culpa é toda das meninas” em relação a grande quantidade de agressões sexuais cometidas por refugiados muçulmanos na véspera do Ano Novo nessa e em outras cidades do país europeu.

Em declarações ao canal REN TV recolhidas pelo jornal espanhol “La Gazeta’, o líder muçulmano assegurou: “A culpa é toda das meninas, pois não podem sair nas ruas quase nuas usando esses perfumes. Com razão os homens queriam agarrá-las, só colocam mais ‘lenha na fogueira’ com essas atitudes”.
Na sua opinião, o que aconteceu em Colônia e em outras cidades “são apenas uma amostra do que poderá ocorrer em toda a Alemanha. Há muita tensão nas ruas”.

A mesquita de Abu-Yusuf está localizada no bairro Kalk de Colônia. Em 2004, foi registrada por agentes antiterroristas o roubo de diversos documentos suspeitos. Nessa ocasião, mais de dez pessoas foram processadas por diferentes delitos.

Agressões sexuais em Colônia

Aproximadamente 170 mulheres denunciaram agressões sexuais e roubos durante a madrugada do dia 31 de dezembro em Colônia. O caso gerou uma grande polêmica devido a uma série de acusações de encobrimento policial, mediático e político, quando as investigações apontam que a maioria dos responsáveis eram muçulmanos que entraram no país como refugiados.

Mais de uma semana depois do ocorrido, o Arcebispo de Munique e Freising e presidente da Conferência Episcopal Alemã, Cardeal Reinhard Marx, assinalou que “os excessos em Colônia e outras cidades importantes são profundamente preocupantes para nossa sociedade e não podem ser tolerados de jeito nenhum”.

Um relatório policial filtrado à imprensa assinala que, um dos suspeitos exclamou no momento de sua detenção: “Sou sírio. Devem me tratar de forma amável. A senhora (Angela) Merkel me convidou”.

Em declarações difundidas no começo deste mês pela rede britânica BBC, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel qualificou as agressões como “atos criminosos repugnantes” que “não serão aceitos” pela Alemanha.

Via Aci Digital