“A Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica” 

Quando professamos o nosso “credo”, dizemos que “cremos na Igreja Católica”. Este artigo de fé pode ser encontrado de forma mais desenvolvido no símbolo niceno-constantinopolitano, quando afirma a fé na Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica. Estas quatro notas condensam as afirmações essenciais sobre a Igreja e sua missão. Vejamos o significado de cada uma delas.

A Igreja é Una

Vários são os elementos de unidade da Igreja: uma única fonte (a Trindade); um único modelo (a vida íntima de Deus); um único fundador (Jesus Cristo); e, uma só alma (Espírito de Deus). A expressão desta unidade espiritual é visível na própria realidade eclesial, quando todo o corpo apresenta a mesma profissão de fé e de disciplina moral; a celebração comum do culto divino, sobretudo dos sacramentos; e, a sucessão apostólica, por meio do Sacramento da Ordem. Aliás, esta última se torna a base das outras, pois ao Colégio Apostólico (e os bispos são os sucessores dos apóstolos), do qual o Papa é o chefe, Jesus confiou todos os bens da Nova Aliança, para serem dispensados entre os homens.

A unidade da Igreja, CIC nº 814, se apresenta com uma grande diversidade. Esta se dá, primeiro, pela riqueza de dons, carismas e ministérios que o Espírito Santo dota a Igreja a fim de que ela cumpra sua missão. Uma segunda é o número de culturas que assimilam o Evangelho. Cada povo,com sua próprias peculiaridades,vai acolhendo e iluminando seu jeito de ser pelas palavras de Jesus. A única Igreja se espalha pelo mundo todo e, nas diferentes culturas, testemunha a fé em Jesus, nosso Senhor.

A Igreja é santa

Dizer que a Igreja é santa implica em duas instâncias: ela é santificada e santificante. A Igreja é santificada, pois ela não é uma mera instituição histórica. Ela é o Corpo de Cristo. Com a efusão do Espírito Santo, os discípulos de Jesus entram individualmente e comunitariamente em comunhão com Ele. Esta unidade é de tal expressão que separados são membros e juntos são o próprio Corpo do Senhor. A santidade da Igreja vem da comunhão com o Ressuscitado e da ação do Espírito em suas ações. Sendo santa, a Igreja passa a santificar os homens. A vida sacramental é a expressão de sua ação santificante, pois mediante estas ações sagradas os homens entram em comunhão eficaz com Deus, se tornam templos do Espírito Santo e podem viver uma vida de acordo com a vontade de Deus. O múnus santificante da Igreja é testemunhado pelos santos canonizados.

A Igreja é católica

Quando se diz que a Igreja é católica, se quer destacar duas realidades importantes. Primeiro, a Igreja é o próprio Corpo de Cristo. Ela é a resposta salvífica universal de Deus para os homens, pois possui a confissão de fé correta e reta; a vida sacramental integral e o ministério ordenado na sucessão apostólica. Dizer que ela é católica, é afirmar que ela possui todos os elementos para a salvação dos homens. A segunda razão de ela ser chamada de católica é em consequência de sua missão. Ela foi enviada por Cristo à universalidade do gênero humano: todos os homens, de todos os tempos e culturas, devem ser alcançados pelo anúncio da Boa-Nova. A expressão da universalidade da missão da Igreja pode ser encontrada no mandato missionário dado por Jesus aos seus discípulos.

A Igreja é apostólica

Na leitura dos Evangelhos podemos constatar duas realidades: Jesus se apresenta como o enviado do Pai e Ele, por sua vez, envia os seus discípulos. O termo “enviado” em grego deu origem à palavra “apóstolo” em português. Por conseguinte, a Igreja é enviada (apostólica) pelo próprio Deus em missão. Desta afirmação decorrem três realidades importantes: o testemunho dos primeiros apóstolos é a base da doutrina católica (depósito da fé); com a assistência do Espírito Santo, a Igreja conserva e transmite esta doutrina as novas gerações (Tradição e Sagrada Escritura); e, através do Papa e dos bispos, a comunidade eclesial continua sendo santificada, ensinada e guiada (Magistério) até a segunda vinda de Jesus.

Para aprofundar…

Para saber mais sobre o assunto, indicamos CIC, nos 811 até 870; no Compêndio do Catecismo, perguntas 161, 165, 166, 174; no Youcat, pergunta 121; Lumen Gentium, do parágrafo 13.

Pe. Vitor Gino Finelon

Anúncios

LEIA ANTES: os comentários devem ser respeitosos e relacionados estritamente ao assunto do post. Toda polêmica desnecessária será prontamente banida. Todos os comentários são de inteira responsabilidade de seus autores e não representam, de maneira alguma, a posição de "Kerigma, A Proclamação da Palavra". Não serão aprovados os comentários escritos integralmente em letras maiúsculas. A edição deste blog se reserva o direito de excluir qualquer comentário que julgar oportuno, sem demais explicações. O espaço para comentários é encerrado automaticamente após quinze dias de publicação do post.

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s