Quando a Dory me lembrou de Deus

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A peixinha mais famosa do cinema está de volta! O filme “Procurando Dory” chega hoje as telonas e é, sem dúvidas, um dos filmes mais esperados pelas crianças (e adultos). Em “Procurando Nemo”, Dory ajudou ao peixe Marlin, a encontrar o seu filho Nemo que havia sido levado por mergulhadores. Desta vez, é a Dory que está à procura de sua família. Mas hoje não quero escrever uma crítica ao filme. Hoje quero falar de Deus! Mas o que tem a ver a Dory com Deus? Calma, eu já explico.

Para quem conhece a Dory, sabe que ela sofre de perda de memória recente, ou seja, em questão de segundos ela esquece tudo o que fez, ouviu, disse e viveu, e isso é que torna a personagem ainda mais cômica e única. Pois bem, é nesse ponto que eu queria chegar. Em uma recente homilia, o Papa Francisco disse: “na confissão, é verdade, há um juízo, porque o sacerdote julga, dizendo: ‘erraste nisto, fizeste…’. Mas é mais do que um juízo: é um encontro, um encontro com o Deus bom que perdoa sempre, que perdoa tudo, que sabe festejar quando perdoa e que esquece os teus pecados quando te perdoa”. Deus ESQUECE os meus, teus, vossos, os nossos, pecados! Um coração verdadeiramente arrependido, que se apresenta num confessionário buscando a reconciliação com Deus, tem em resposta a alegria do coração do Pai e a sua alma lavada pela misericórdia de Deus que tudo perdoa, e perdoando, esquece.

Costumamos comparar a nossa forma de perdoar, com a maneira única de Deus. Nós, mesmo quando perdoamos alguém, não esquecemos a dor ou o incômodo que aquela pessoa nos causou e por vezes pensamos que Deus é assim. Vamos ao confessionário arrependidos, recebemos a absolvição e mesmo assim, ficamos remoendo os pecados passados. Mas Deus não age dessa forma.

O amor de Deus é sempre fiel e constante. Ele não muda de acordo com as nossas faltas e acertos, mas desde sempre e para toda a eternidade o seu amor nos acompanha. E é uma profunda experiência com esse amor que tudo perdoa, que nos faz acreditar e ter esperança no futuro, na eternidade, onde não haverá dor e nem ranger de dentes.

Diferente da Dory que esquece tudo sem querer, Deus escolhe esquecer as nossas faltas por muito nos amar. Em Miqueias 7,18-19 diz:

“Qual deus é como tu, que tira a culpa e perdoa o crime, que não guarda para sempre a sua ira, porque prefere o amor? Manifesta novamente a tua misericórdia por nós, calca os pés as nossas faltas e lança no fundo do mar todos os nossos pecados”.

O Senhor lança os nossos pecados nesse mar de misericórdia e os apaga, deleta, esquece, dando-nos uma página em branco para um novo recomeço. E para completar, é Ele que vem ao nosso encontro para que reatemos um relacionamento com Ele. Na Sua humildade, mesmo sabendo que estamos errados, ele se abaixa para nos alcançar, para relacionar-se conosco, para constranger-nos mais uma vez o seu amor incondicional.

Há mais uma pequena semelhança entre Dory e Deus. A Dory não teme envolver-se com os bichinhos diferentes da espécie dela, e faz de tudo para comunicar-se com eles. Um exemplo disso é o conhecido “baleiês”. Deus, da mesma forma, não mede esforços para se comunicar conosco. Seja com a sua Palavra, seja pelas situações, seja pela boca de um irmão ou a vida de um santo. Em tudo Ele deseja nos comunicar o seu amor, para que assim possamos comunicá-lo aos outros.

Que jamais esqueçamos desse amor e misericórdia que nos transforma. Dizia São João Paulo II: “perdoar é amar até o fim”, e é dessa forma que Ele nos ama.

Ps.: Quando cair, não desista! Mergulhe no mar da misericórdia de Deus e “continue a nadar”.

Mayara Raulino

Via: Com. Shalom

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