SOBRE A “PROFECIA” DA CANTORA GOSPEL ANA PAULA VALADÃO

De vez em quando, páginas católicas publicam fotos e vídeos de eventos da Igreja com milhares de pessoas e, na legenda, colocam a seguinte frase: “cadê a profecia de Ana Paula Valadão?”, “cadê a Igreja que iria diminuir?”, etc. etc. etc…

Em primeiro lugar, gostaria de esclarecer o seguinte: não se mede a força da Igreja pelos eventos. Pensar dessa forma, é tolice. Numa procissão, num show ou em qualquer aglomeração de pessoas, não se pode afirmar que TODOS são católicos. Se eu anunciar que Padre Marcelo vai cantar aqui na Paróquia, vão aparecer caravanas de todas as cidades da região. Dentro daqueles ônibus vai ter de tudo: de simples vendedores ambulantes, à militantes pró-aborto. Mas, católico mesmo, que vive sua fé com integridade, não será nem a metade do show. Logo, multidão não diz muita coisa, pois igreja cheia nunca foi sinal de convertidos.

Voltando à profecia da cantora:

Fui pesquisar o que ela disse, e vi que, de fato, ela falou muita besteira (como sempre). Poréééééémmmm… a profecia de que a Igreja vai reduzir no tamanho, não é de Valadão, mas da própria Igreja Católica.

– O quê, padre???? Não creio…
– Pois creia, filho (a). Repare no que está escrito abaixo:

(Papa Bento XVI) “A Igreja diminuirá de tamanho. Mas dessa provação sairá uma Igreja que terá extraído uma grande força do processo de simplificação que atravessou, da capacidade renovada de olhar para dentro de si”.

(Beata Ana Catarina Emerich) “Vi muitas pessoas abandonar a Igreja legítima e dirigirem-se à outra dizendo: “Lá tudo é mais agradável, mais natural e bem acomodado”.

(N. Sra da Salete): ““O Vigário de meu Filho terá muito que sofrer, porque durante algum tempo a Igreja será entregue a grandes perseguições. Será o tempo das trevas, e a Igreja passará por uma crise pavorosa”.

(São João Paulo II): “Temos de estar preparados para sofrer grandes provações num futuro não muito distante; provações que requerem a prontidão para abdicar até mesmo das nossas vidas e uma entrega total de nós mesmos a Cristo e por Cristo”.

Diz o Catecismo: “Antes da vinda de Cristo, a Igreja deverá passar por uma prova final, que abalará a fé de numerosos crentes. A perseguição, que acompanha a sua peregrinação na Terra, porá a descoberto o «mistério da iniquidade», sob a forma duma impostura religiosa, que trará aos homens uma solução aparente para os seus problemas, à custa da apostasia da verdade. A suprema impostura religiosa é a do Anticristo”. (675)

E diz mais: “O Reino não se consumará, pois, por um TRIUNFO histórico da Igreja segundo um progresso ascendente, mas por uma vitória de Deus sobre o último desencadear do mal”.

Então, meus queridos, não se contentem com multidões. Acho melhor pegar o Rosário e dobrar os joelhos em oração pela Igreja. Quando vão se realizar estas coisas??? não faço a mínima ideia. E é justamente por não saber, que eu devo ficar atento! Quando acontecer, muitos vão dizer que Ana Paula Valadão ‘acertou’ na profecia, mas na verdade ela apenas macaqueou (com sutileza diabólica) o que a Igreja já havia dito.

Rezai… Rezai… Rezai…

Pe. Gabriel Vila Verde.

Outrora o centro de todos os lares Católicos era Cristo.

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Nas casas católicas não faltava um crucifixo no lugar central e mais nobre, e as imagens do Sagrado Coração de Jesus e do Imaculado Coração de Maria ficavam a vistas de todos para serem veneradas.

Hoje já não há mais crucifixos e ninguém mais se lembra das veneráveis imagens dos Sagrados Corações.

Foram elas substituídas pela televisão, por esse ídolo moderno que manipula, corrompe, sensualiza e erotiza cada individuo que se propõe todos os dias a idolatrar. A TV reina em praticamente todos os lares nos corações e mentes, de modo que o indivíduo está a tal ponto escravizado por ela, que não pode imaginar e suportar a vida sem ela. A televisão é realmente uma droga, é viciante.

——

Não pense, assista. Não critique, comova-se!
Alíni Biachini

Vou lhe passar o perfil de uma “amiga” que temos em comum, eu, você e a maioria da população brasileira. Ela tem o poder de fazer você rir, e até chorar diante dela. É presença garantida em sua vida, tanto que você a tem como companhia durante muito tempo, e muitas vezes esquece de você mesmo para servi-la. Ela é tão “camarada” que lhe ensina como pensar, agir, se comportar e vestir.

Já descobriu que amiga é essa? Ainda não? É simples, basta você olhar para esse aparelhinho que está na sua sala ou até mesmo no seu quarto e descobrirá de quem estou falando.

A televisão, hoje companheira inseparável da maioria da população brasileira, é um dos maiores instrumentos de persuasão desde o século passado. Os meios de comunicação televisivos, popularizados hoje no Brasil, formam uma complexa, profunda e sutil manipulação que permeia nossa vida desde a mais tenra idade até a nossa senil e frágil existência.

Utilizando-se dos mais eficientes e incisivos instrumentos conhecidos, a TV hoje praticamente bombardeia nossas mentes, a todo o instante, com elementos que possam interferir no imaginário, dimensionados para uma vida transpassada de símbolos e ações que sedimentarão a nossa personalidade junto ao processo civilizatório, ao qual estaremos inseridos até o fim da vida.

Ontem, estive lendo um artigo de um jornalista que ficou horrorizado ao ver sua filha, de apenas seis anos, praticando gestos obcenos na frente do aparelho, para aprender a nova dança do momento. Claro, a criança ainda não via maldade alguma nisso. Mas e os pais? Mesmo tendo a noção da baixaria e gravidade da cena, tornam-se omissos à essa situação. Satisfeitos, compartilham constantemente, juntamente com seus filhos, de momentos “agradáveis e descontraídos” proporcionados por nossa inseparável companheira.

Somos influenciados por esse veículo e nos tornamos escravos da TV, até as classes mais favorecidas financeiramente rendem-se ao seu fascínio. O pai chega em casa depois de um longo dia de trabalho e eufórico deleita-se assistindo o jornal. A mãe precisa “cumprir” sua promessa: assistir a novela das oito. Enquanto a criança fica o dia todo em casa à mercê de programas infantis de baixo nível, com apresentadoras fúteis, ignorantes e siliconadas. A televisão como representante máxima da mídia, inúmeras vezes aparece como principal alternativa em substituição aos pais, irmãos, amigos e até mesmo babás na educação de uma criança. Se analisarmos as condições em que estamos vivendo, chegaremos à conclusão de que pouco é feito para que a situação se modifique.

Não seria justo crucificar apenas as apresentadoras siliconadas, sem mencionar o “espetáculo” dos telejornais. É um embuste o poder de persuasão que têm diante das pessoas e da própria mídia impressa brasileira. Um exemplo claro foi o verdadeiro mega show que a “poderosa” Vênus Platinada protagonizou quando o jornalista Roberto Marinho faleceu. Com apenas meia dúzia de palavras sensacionalistas, melancólicas, manipuladoras e supostamente idealistas, metade da população brasileira emocionou-se completamente comovida diante da telinha. Todavia, vale frisar que o jornalista Willian Bonner, que quase se debulhou em lágrimas, é um excelente ator. Sem ele o espetáculo “amamos nosso patrão” não seria o mesmo. Não vou nem comentar os programas veiculados na TV ao domingos, apenas faço um apelo: socorro!

Será que a TV é mesmo nossa amiga?

Ou essa amizade é \’monogâmica\’ ?

A televisão não respeita nada do telespectador, ao contrário, ele a respeita, dá a ela todo seu afeto, lazer e obrigações. As imagens se passam muito rapidamente, muitas vezes sem ordem e objetivo. Passivamente a inteligência da pessoa recebe informações que nem sempre a interessam e, geralmente, não as conduzem a nenhum lugar. As idéias que surgem das imagens transmitidas não têm profundidade, pois o profundo só se alcança com a reflexão calma em um ponto, a TV vicia a mente, que fica com “preguiça de pensar”. Aquilo que se adquire com tanta facilidade logo é esquecido. Como na TV tudo é superficial e passageiro, o conhecimento assimilado perde-se facilmente.

A mídia televisiva é, sem dúvida, um avanço tecnológico ímpar. Ela nos fornece informação e entretenimento e esses acabam formando opiniões e ditando modismos. A solução para usar este veículo a nosso favor seria apenas filtrar o que as crianças e até mesmo nós adultos assistimos?

O homem sempre precisou de meios de divulgação, tentando atrair para si adeptos, usuários, consumidores e conquistando com isso críticos e admiradores. Gostaríamos que, futuramente, nossas crianças voltassem a apreciar canções infantis. Que a cultura brasileira não fosse deturpada, e informação não se transformasse em sensacionalismo.

Enfim, se você prestar atenção, poderá entender as idéias subliminares que este veículo esconde. É como se a cada imagem transmitida a seguinte frase ressoasse: Não pense, somente assista, eu faço isso por você! Não critique, comova-se diante de meu espetáculo!

 

Via: Formação Católica

“A democracia não se sustenta sem a verdade. Verdade e liberdade, ou andam juntas ou juntas perecem miseravelmente” (João Paulo II).

ENSINAMENTOS DA IGREJA
1. A Igreja Católica não tem partido. Como instituição, a Igreja acolhe a todos os batizados e não apoia a nenhum partido político; mais ainda, aceita que uma mesma fé pode inspirar opções políticas diversas.
2. Os fiéis católicos podem filiar-se e votar livremente no partido político e no candidato que, sem contradizer suas convicções morais e religiosas, melhor responda ao bem comum dos cidadãos.
3. A hierarquia da Igreja, isto é, os diáconos, presbíteros e bispos, não podem filiar-se a nenhum partido político, nem apoiar publicamente a um candidato em particular. É direito seu e dever seu propor os princípios morais que devem reger a ordem social e, privadamente, votar em quem queiram.
4. Os fiéis católicos estão obrigados a serem coerentes com sua fé em público e privadamente, Portanto, não podem, sem se atraiçoar a si mesmos, aderir ou votar em um partido ou em um candidato contrário às suas convicções religiosas e às suas exigências morais.
PORTANTO, UM CATÓLICO:
1. Não pode votar em um partido ou em um candidato que sejam contra o respeito absoluto que se deve à vida humana, desde a concepção até seu desenlace natural, como seriam os que propiciam o aborto, a eutanásia ou a manipulação dos embriões.
2. Não pode votar em um partido ou em um candidato que não respeitem a dignidade da pessoa humana, como seriam os que defendem ou promovem a prostituição, as uniões homossexuais ou lésbicas, os anticoncepcionais físicos ou químicos, a pornografia especialmente a infantil, a clonagem humana, o uso do tráfico de drogas, a venda indiscriminada de álcool, o machismo, a discriminação étnica e racial.
3. Não pode votar em um partido ou em um candidato que não respeitem o direito primário de todo homem ou mulher de praticar, privada ou publicamente, individualmente ou em grupo, suas crenças religiosas, ou que criem obstáculo de qualquer maneira ao ensino da religião, que proíbam as manifestações públicas de fé ou se oponham à instalação dos lugares de culto que pede a comunidade.
4. Não pode votar em um partido ou em um candidato que se oponham ou neguem o direito inalienável dos pais de família a escolherem o tipo de educação que, de acordo com suas convicções, queiram para seus filhos.
5. Não pode votar em um partido ou em um candidato que não garantam, com certeza moral, que utilizará honestamente o dinheiro e os bens públicos, que cumprirão o que prometem, que buscarão o bem comum e não o proveito próprio e de seus colaboradores.
6. Não pode votar em um partido ou em um candidato que não se comprometam a promover a dignidade da família fundada sobre o matrimônio monogâmico entre pessoas de sexo oposto, a combater a violência, a droga, a injustiça institucionalizada, a corrupção pública, e que façam propostas críveis em favor dos mais necessitados.
AO CONTRÁRIO, UM CATÓLICO:
1. Deve votar, preferencialmente, em um candidato que respalde, com seu exemplo, as virtudes humanas e cristãs como sejam o respeito aos demais, o saber escutar, o diálogo, o dizer a verdade, a honestidade, os bons costumes, a fidelidade conjugal e o amor pela sua família.
2. Deve votar, preferencialmente, um candidato que demonstre, com atos, seu espírito de serviço aos demais, especialmente a preferência dos mais pobres e que, em tudo e sobre tudo, defenda a dignidade da pessoa humana.
3. Deve votar, preferencialmente, em um candidato que tenha qualidades de governo e que garanta a vigência do estado de direito mediante a aplicação da lei, sem exceção de pessoas ou de cargos.
POR ISSO, UM CATÓLICO CUMPRE ASSIM OS 10 MANDAMENTOS:
1º. AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS.
O partido político ou o candidato não podem ser amados mais que a Deus. “É preciso obedecer a Deus antes que aos homens” (At 5, 2).
2º. NÃO DIZER O NOME DE DEUS EM VÃO.
Não se pode usar a Deus ou a religião para fazer propaganda política ou ganhar votos.
3º. GUARDAR OS DOMINGOS E FESTAS DE GUARDA
O domingo é dia de guarda, de descanso e dedicado à família, é o Dia do Senhor, para ir à Missa.
4º. HONRAR PAI E MÃE
O respeito aos pais está acima do respeito aos chefes e aos companheiros de partido. À mulher, em sua condição de mãe, esposa, irmã.

5º. NÃO MATAR
Estão proibidas as vinganças, “ajustes de contas, mortes políticas e, sobretudo, matar as esperanças dos mais fracos com políticas econômicas equivocadas ou acumulando riquezas injustas.

6º. NÃO PECAR CONTRA A CASTIDADE
Está proibido aproveitar-se do lugar ou das influências para obter serviços e favores sexuais de qualquer pessoa.

7º. NÃO ROUBAR
Tomar ou reter injustamente os bens alheios ou o dinheiro público e empregá-lo para o bem pessoal é roubar. O pecado do roubo não é perdoado se não for devolvido.

8º. NÃO LEVANTAR FALSO TESTEMUNHO NEM MENTIR
O falso testemunho, a calúnia e o anonimato denotam covardia e são pecados. Não há mentiras caridosas nem é verdade que, em política, vale tudo. Pensar assim é fomentar o cinismo e o apodrecimento social.

9º. NÃO DESEJAR A MULHER DO PRÓXIMO
Ter dinheiro, prestígio ou poder não dá direito a repudiar a esposa legítima e a juntar-se com outra. Quem se casa com um (a) divorciado (a), comete adultério (cfr. Mc 10, 11-12).

10º. NÃO COBIÇAR OS BENS ALHEIOS

A cobiça se refere ao desejo de possuir, por qualquer meio, os bens do próximo ou os bens públicos. Este seria o caso de quem busca um cargo público com a intenção de se enriquecer e não de servir.
UM CATÓLICO SABE:

1. Que, se bem que a democracia não se esgote no processo eleitoral, sua fé o compromete a colaborar com o bem do país, dando seu voto livre, secreto, pessoal e informado. O abstencionismo é um pecado de omissão.

2. Que está obrigado a conhecer os princípios morais e a doutrina dos partidos e candidatos e a não se deixar manipular. É pecado grave comprar ou vender votos e colaborar de qualquer maneira em uma fraude eleitoral.

3. Que deve conhecer sua fé e formar sua consciência de acordo com os ensinamentos da Igreja e da moral católica, e emitir seu voto pensando no bem comum e não segundo interesses pessoais ou do partido.

4. Que, se não encontra um partido ou candidato que concorde com seus princípios religiosos e morais, deve votar, segundo seu juízo e em consciência, no menos mal.

5. Que deve brindar às instituições cidadãs que participam e cuidam dos processos democráticos seu respeito e apoio. A democracia é um bem que todos devem proteger.

UM CATÓLICO DEVE LEVAR EM CONTA

1. Que estes princípios doutrinais são validos para os católicos de qualquer lugar e não têm dedicatória particular, mais do que a que cada um lhe queira dar. Portanto, o católico que age segundo estes critérios, contribui de maneira substancial ao bem do país, e ninguém pode se sentir ofendido, porque se trata da aplicação de princípios que emanam da lei natural comum a todo ser humano.

Além disso, a Igreja é anterior a qualquer partido político e a fé transcende as ideologias. Em todo caso, os que poderiam se sentir ofendidos são os católicos que pagam impostos e são usados com freqüência para atacar os princípios fundamentais de sua fé e da moral católicas.

2. Que estes princípios, com serem expressão da lei natural e estarem gravados por Deus no coração humano, obrigam a todos igualmente. O fato de que alguns destes coincidam com a moral católica, isto se deve a que a verdade é uma e não a querer impor um estado católico ou um governo confessional. Esta coincidência com a fé católica de nenhuma maneira os torna confessionais. Um governante católico governa, sem renegar a sua fé, não a partir de seus postulados religiosos, mas a partir dos preceitos da lei natural centralizados na dignidade inviolável da pessoa humana.

3. Que o querer afastar os católicos da vida política pelo fato de se manifestarem coerentes com sua fé é uma forma de intolerância e discriminação religiosa, violadora dos direitos humanos. Portanto, um católico que vota segundo estes princípios está contribuindo para o amadurecimento de um autêntico estado laico e democrático.
UM CATÓLICO REZA ASSIM:

Deus todo poderoso e eterno, que tendes na mão o coração dos seres humanos e o direito dos povos, olhai com bondade aqueles que nos governam. Que por Vossa graça se consolidem por toda a terra a segurança e a paz, a prosperidade das nações e a liberdade religiosa. Por Cristo, nosso Senhor.
Santiago de Querétaro, 27 de abril de 2003.

NOTA: Esta doutrina se encontra principalmente no Catecismo da Igreja Católica, nas encíclicas do Papa João Paulo II: O Evangelho da Vida e o Esplendor da Verdade, na Carta Pastoral dos Bispos Mexicanos: Do Encontro com Jesus Cristo vivo à solidariedade com todos (25 de março de 2000) e responde ao que pede a recente Nota Doutrinal sobre algumas questões relativas ao comportamento e conduta dos católicos na vida política, da Congregação para a Doutrina da Fé (24 de novembro de 2002), na Declaração dos Direitos do Homem da ONU (1948).

Via: Formação Católica

Você é um pagão batizado, mais conhecido como um Católico não praticante?

Você não pode ser o que não pratica. A imagem quer dizer que não existe católico praticante ou não praticante, ou seja, nao existe rótulos, ou você é simplesmente um católico verdadeiro ou somente pagão batizado.. Mas seguindo essa padrão conhecido, Ser praticante é muito mais que ir à Missa, rezar e ir à Igreja…São muitas as vezes que escutamos alguém dizer que é “católico praticante” ou também: “sou católico, mas não praticante”. Me pus a pensar nestas frases tão faladas e tentando ver o que na verdade se quer dizer com a afirmação de pagão batizado, mais conhecido como “católico não praticante”.

Você não pode ser o que não pratica. A imagem quer dizer que não existe católico praticante ou não praticante, ou seja, nao existe rótulos, ou você é simplesmente um católico verdadeiro ou somente pagão batizado.. Mas seguindo essa padrão conhecido, Ser praticante é muito mais que ir à Missa, rezar e ir à Igreja…São muitas as vezes que escutamos alguém dizer que é “católico praticante” ou também: “sou católico, mas não praticante”. Me pus a pensar nestas frases tão faladas e tentando ver o que na verdade se quer dizer com a afirmação de pagão batizado, mais conhecido como “católico não praticante”.
QUANDO, NUM encontro social, a conversa gira em torno de assuntos religiosos, é bem comum ver alguém declarar, com a maior naturalidade: “Sou católico não praticante”…
Interessante é que a maioria parece achar muito normal e lógica essa afirmação, que raramente é contestada. Dias depois, numa outra oportunidade, numa outra conversa, é possível que alguém volte a fazer a mesma afirmação, e todos continuam achando tudo muito normal e lógico. Entretanto, perguntamos nós, como poderia alguém “ser” e, ao mesmo tempo, não “praticar”?
Essa ideia de que se pode acreditar na Igreja, – e mais além e mais importante, considerar-se membro desta Igreja, – sem colocar em prática a sua fé, infelizmente, é tão comum que já se tornou a mentalidade predominante em muitos ambientes.

A justificativa de tal comportamento varia de pessoa para pessoa: existem aqueles que deixaram de lado a prática religiosa devido à decepção com algum líder ou administrador de sua comunidade: talvez o padre tenha feito ou dito alguma coisa que aquela pessoa não gostou, e pronto: já é motivo para abandonar a Igreja de Jesus Cristo, a vida de oração comum, as práticas, o aprendizado, a convivência com os irmãos de fé, os Sacramentos, a Comunhão no Corpo do Senhor… Simplesmente viram as costas e vão-se embora, sem mais.

Alguns outros, meio sem perceber, vão abandonando pouco a pouco a vida de fé: deixam de ir à Missa um dia, depois outro… Quando percebem, não estão  indo mais à igreja, nem aos domingos e dias de preceito. Depois, vão deixando de rezar com regularidade, deixando de ler a Bíblia Sagrada e, quando notam, já organizaram suas vidas de tal maneira que nelas não há mais espaço para Deus. Quando alguém pergunta sua religião, geralmente ainda se declaram católicos, mas realmente não se importam muito com isso.
Outros ainda possuem um conhecimento tão superficial de sua religião que, para eles, qualquer notícia ou acontecimento que não possam compreender já é motivo de escândalo: sem reflexão, sem pudor e sem amor, simplesmente renegam a fé. Quando alguém critica a Igreja, muitas vezes, essas pessoas ajudam a criticar, ao invés de tentarem defendê-la ou buscar a informação segura sobre a quele assunto específico. Lembram-se que existe a Igreja apenas em ocasiões específicas e esporádicas, como a celebração de um batizado, o casamento de algum parente ou a Missa de falecimento ou de sétimo dia de algum amigo querido. Para estes, é como se a Igreja fosse apenas um lugar para reuniões sociais, festivas ou tristes. É uma fé de aparência e nada mais.
Algumas pessoas também deixam a prática religiosa com o argumento de que não gostam de normas, ritos e cerimônias, que eles veem como elementos de uma religião ultrapassada, antiga e antiquada: preferem inventar a sua própria religião, para si mesmos, do “seu jeito”. Não querem saber de “dogmas”, e gostam de dizê-lo, – embora, na realidade, não saibam exatamente o significado e o sentido dessa palavra… – Esquecem-se de que somos humanos, e não anjos elevados: os anjos não precisam de gestos, sinais e nem mesmo de palavras para se relacionar com Deus, pois são seres espirituais. Nós, ao contrário, precisamos destes recursos, ao menos como meios de comunicação.
†   †   †

A Fé nos torna participantes da Família de Deus e membros da Igreja, e é através dela que seguimos o Caminho da Salvação, que é Jesus Cristo. Nossa Família cristã, a Igreja do Senhor, tem uma história de dois milênios, riquíssimas tradições e belíssima Liturgia, que se refletem nas belas celebrações. Pode ser que algumas pessoas não as entendam, mas, antes de simplesmente ignorá-las, ou pior, criticá-las, seria mais inteligente procurar conhecê-las, entender as suas origens e significados e tentar conhecer os seus valores.

O principal, muitas vezes, é invisível aos olhos, mas se manifesta através do visível, do palpável, do sensível aos sentidos físicos. O próprio Cristo, mesmo sendo Deus, ao assumir natureza humana observou os ritos e respeitou as normas religiosas: foi batizado, passou noites em oração, foi ao Templo de Jerusalém, ia as sinagogas, lia as Escrituras…

É hipocrisia dizer que se tem fé e não demonstrá-la nos gestos, nas atitudes, nas posturas diante da vida, e também nas práticas religiosas. A fé e o modo de vida não vivem separados. A Bíblia é radical e diz, com toda a clareza, que a fé sem obras é morta (Tg 2,14-26).
Conta-se que certo empresário muito rico, mesmo sendo ateu, em viagem à Índia fez questão de ir conhecer Madre Teresa de Calcutá: ele tinha admiração pelo seu despojamento, coragem e obra. Chegando à casa das missionárias, onde Madre Teresa vivia, encontrou-a em meio a um mar de crianças miseráveis, muitas doentes, num quadro desolador. Viu uma velha senhora, que poderia estar descansando e aproveitando tranquilamente seus últimos anos de vida, sacrificando-se, literalmente, pelo bem do próximo.

Comovido, este homem aproximou-se e se apresentou, declarando sua admiração pela religiosa. Madre Teresa foi gentil, mas não deixou de fazer o seu trabalho. Os dois conversaram por alguns minutos, até que e o rico empresário, prestando atenção ao grande crucifixo pendurado ao pescoço de Madre Teresa, comentou: “Admiro muito o seu trabalho e o seu exemplo de vida, mesmo não acreditando neste símbolo que a senhora usa”.

Ouvindo isso, Madre Teresa respondeu: “Meu filho, tudo que eu sou e faço, todas as coisas pelas quais você me admira… É tudo por causa do que este símbolo representa. Se não fosse pela minha fé e amor a Jesus Cristo Crucificado e Ressuscitado, você nem saberia que eu existo!”…

Penso na verdade, que ser Católico praticante, é muito mais que ir á Missa, rezar, ir à Igreja, tudo no qual é necessário para poder encontrar o alimento e a força para depois na minha vida cotidiana, poder levar a pratica essa fé que tenho.

Por tanto, ser praticante, creio que é demonstra-lo em cada momento de minha vida, quando posso ir à Igreja, mas acima de tudo, em minhas tarefas habituais, na minha família, no meu trabalho, no meu estudo, no meu lazer, no meu descanso. Sabemos que de nada vale nossa presença em um templo se logo depois minha vida segue um caminho totalmente diferente.

Ser praticante é levar uma vida o mais coerente possível com a fé que professo, e que definitiva é a minha busca em imitar Jesus, que é a Revelação de Deus a quem devemos seguir.

Devemos mostrar com nossas atitudes em cada momento que Jesus é o centro de nossa vida, que pertencemos a Igreja que Ele fundou e que o feito de sermos praticantes não deve ficar na repetição de determinados ritos, em cumprir algumas prescrições ou em ir a determinados lugares, onde sem duvidas não nos custara tanto viver esses momentos como pessoas de Fé.

Vemos e escutamos muitos exibirem seus “títulos” de católicos, mas muito mais que isso, se deveria pensar em cada atitude que temos, se nossas decisões, se nossas palavras, se nossos gestos são de pessoas que pertencem a Igreja Católica, ou muitas vezes não são mais que “títulos vazios” com os quais inclusive pretendemos ficar tranquilos com eles em nossa consciência.

Hoje, mais do que nunca, é necessário o testemunho dos Católicos, daqueles que em cada momento de sua vida, em cada lugar que estão, na vivencia de sua responsabilidade e obrigações, mostram aos demais que é possível viver de acordo com a fé que tem. Então sim, tenho certeza, que poderemos dizer que existem “Católicos praticantes”.

Se você que lê este artigo tem uma “fé morna”, que não se reflete concretamente na sua vida prática, lembre-se deste exemplo de Madre Teresa. É assim que os santos nos ajudam: talvez mais do que pedindo por nós a Deus, no Céu, pelo seu exemplo de vida.

Leia mais: http://www.afecatolica.com/news/catolico-praticante/

Via: Católicos Na Biblia

A ESTRELA APAGA: DO CATOLICISMO AO FEMINISMO

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Confesso já ter sido profundamente crente de que o engajamento por um mundo melhor liberta e emancipa o homem, enquanto a fé o aprisiona e aliena. Bombardeado por discursos ideológicos, distorções históricas e símbolos kantianos durante toda a adolescência, naturalmente, tornei-me um formidável monstrinho. Minha imaginação sofria de intoxicação, e até hoje lido com as sequelas. Então, quando possível, busco ajudar aqueles que manifestem sintomas de envenenamento mental. Tentei acudir uma conhecida minha, mas o veneno foi tão forte e inebriante que a exterminou completamente. O episódio se dera há coisa de dois, três anos atrás. Chama-la-ei de Leniza, em homenagem à personagem de Marques Rebelo.

A conheci na faculdade (ela, como cerca de 92% da população brasileira, cursava Direito). Era bonita, de uma beleza pouco comum. A pele branca, junto dos cabelos lisos, tão escuros quanto os olhos, lhe atribuía um ar de meiguice e recato que despertava atenção. Descobri que era católica quando a vi vendendo água no semáforo junto de outros jovens do EJC. Conversamos algumas vezes e, para minha surpresa, todas foram assombrosas. Era notável como seu catolicismo estava doente.

Depois, descobri a causa: Leniza não desgrudava do professor mais feminista do curso. Entre os dois, segundo me parecia, havia um intenso compartilhamento de vertigens. A fantasia de construir o império da “igualdade de gênero” tornara-os tão unidos quanto Dom Quixote e Sancho Pança. Tentei alertá-la acerca da incompatibilidade entre sua condição católica e seus novos fetiches políticos, mas o melhor que obtive foram as pechas de intolerante e machista. “Machista”. Quando tentamos ser caridosos com aqueles intoxicados pelo veneno revolucionário, e somos retribuídos com xingamentos típicos da retórica politicamente correta, é sinal de que o pretenso agente político já vergou a pessoa real. A alma de Leniza chegou ao coma.

Para minha sorte, naquela mesma época, o glorioso Pedro Augusto (também colunista deste distinto portal) estava ministrando um curso de formação católica. O mundo ainda não sabe, mas as aulas do Pedro são quase como milagres, pois é difícil não se encantar pela Igreja após ouvi-lo. Resolvi convidar Leniza, então, na esperança de que aquele encanto pudesse reanimar sua alma e atravancar as veleidades ideológicas. Disse-lhe: “Olha, um amigo meu está ministrando um curso assim, assim. Na primeira aula, ele tratou de alguns dogmas da Igreja, das Verdades de Fé, do Credo, etc. Não te chamei antes, pois havia me esquecido. Que tal?” A resposta demorou.

Não lembro exatamente as palavras de Leniza. No entanto, mais importa a carga simbólica desta mensagem: “Nossa, Caio. Muito obrigada pelo convite! Sério, acho super válidas essas discussões. Sempre me acrescentam bastante, e fazem com que eu me sinta uma pessoa melhor e mais aberta. Agora, olha… Essa coisa de dogmas. Acho que a gente não pode engessar a nossa visão do mundo. O certo é termos abertura para o diferente, sabe? De novo, agradeço muito. Vou ver se apareço!” Enfim, não havia mais dúvidas: a feminista matou a católica.

Leniza é apenas uma amostra da grande confusão mental de nosso tempo. Chesterton, salvo engano, uma vez disse que desejar uma religião sem dogmas é como pedir um pastel de queijo sem queijo. Pensar que viver os dogmas católicos significa uma vida aprisionada, enquanto o feminismo representa a verdadeira liberdade, só revela o completo desconhecimento tanto da doutrina quanto da experiência de ambas as coisas.

De forma sucinta, basta dizer que, aos olhos de Deus, a mulher é extremamente sagrada, pois dela brotam a vida e a alegria. Por isso, são dotadas de uma dignidade tão grande, que a postura diante do Criador não pode ser outra senão a de gratidão e resignação.

Contemplem a foto abaixo. Ocorreu durante a Santa Missa. Minha namorada ficou tão admirada da piedade dessa senhora que fotografou-a no momento da comunhão. Será mesmo possível dizer que trata-se de pura e cega submissão? De uma frágil personalidade que precisa projetar suas fraquezas n’um conjunto de dogmas para sentir-se segura?

Naquele domingo, essa senhora escolheu acordar cedo. Não era obrigada a ir para a Igreja, mas assim o fez. Optou por vestir o véu, pois sabia que significava esconder a formosura de seu rosto, de seus cabelos, para que sua beleza estivesse, ao menos durante a eucaristia, somente voltada Àquele que a ornou desses mesmos bens.

Tantas decisões antiquadas, certamente, não podem significar fraqueza ou alienação, uma vez que vão na contramão de todos os pressupostos da atual e garbosa idéia de emancipação feminina. Portanto, a grande verdade – por mais que o mundo moderno chore e ranja os dentes -, é a seguinte: essa senhora é livre; plenamente livre, e de uma liberdade profundamente misteriosa. A senhora da foto é livre porque ama, e ama porque é livre. E quem nesse mistério somente enxerga grilhões, é porque já está cego para o amor. Agora, voltemos a Leniza.

Naturalmente, nunca mais nos falamos. Ela, por ter aberto sua mente às mais diferentes visões de mundo, começou a cortar contato e excluir das redes sociais todos aqueles que tivessem opiniões diferentes das suas. Também, por não estar restrita a dogmas ou pensamentos fechados, começou a participar de passeatas feministas. Ainda lembro de tê-la visto na rua com um fabuloso e nada dogmático cartaz que dizia: “Cunha, meu útero não é banco suíço pra ser da sua conta! Meu corpo, minhas regras!“. Ah, também deixou os cabelos curtíssimos e parou de sorrir nas fotos. Frutos do bom e velho desejo de identificação grupal.

Vejam quão admirável foi a emancipação de Leniza. De moça católica e bonita, tornou-se mais uma revoltada no meio de uma horda de barangas. No seu cartaz, nas suas postagens, no seu corte de cabelo, nas suas fotos, não há nada de original. É só mais uma devota de cartilha política, e por isso mesmo deixou-se ser feita à imagem e semelhança do ideal que julga construir. Pergunto: por que raios trocar os dogmas de uma lindíssima tradição de dois mil anos, por cinco ou seis chavões de uma moda cultural tão grotesca quanto recente é um sinal de emancipação?

É necessário compreender que a piedade e a devoção da mulher católica estão edificadas n’um forte senso de transcendência. O feminismo é puro materialismo. Se os olhos da feminista miram o futuro, os da católica apontam para a eternidade; enquanto a primeira nutre ódio contra a “realidade opressora”, a segunda busca aceitar tudo amorosamente, pois é grata a Deus por tê-la considerado digna de ser fonte de vida para a Criação.

No fim das contas, nos deparamos com o problema da escolha. O homem ainda é livre para escolher, muito embora pareça ter perdido a noção de que nem todas as suas decisões lhe conservarão a liberdade. Parafraseando Roger Scruton, é necessário decidirmos se queremos viver para proteger o que amamos, ou destruir o que odiamos, com a consciência de que a escolha pelo ódio sempre será mais sedutora, e por isso mesmo nos transforma em cativos. Leniza e a senhora de véu fizeram suas escolhas. Quem permaneceu livre?

Fonte: Homem Eterno

A PUREZA

“Bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus” (Mt 5, 8).
“ Não confundamos pureza, com ingenuidade, se assim o fosse, Maria não teria feito a pergunta: “Como se dará? Se não conheço homem algum?…” E nem muito menos Maria Madalena após sua vida de prostituição e pecados teria tido a graça da Santidade incluindo esta virtude.

Nós lemos no Evangelho, que Jesus Cristo, querendo ensinar ao povo que vinha em massa, aprender Dele o que era preciso fazer para ter a vida eterna, senta-se e, abrindo a boca, lhes diz:

– “Bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus.”
Se nós tivéssemos um grande desejo de ver a Deus, meus irmãos, só estas palavras não seriam acaso suficientes para nos fazer compreender quanto a pureza nos torna agradáveis a Ele, e quanto ela nos é necessária? Pois, segundo Jesus Cristo, sem ela, nós não o veremos jamais!

“Bem-aventurados, nos diz Jesus Cristo, os puros de coração, porque eles verão o bom Deus”.

Pode-se acaso esperar maior recompensa que a que Jesus Cristo liga a esta bela e amável virtude, a saber, a posse das Três Pessoas da Santíssima Trindade, por toda a eternidade? … São Paulo, que conhecia bem o preço desta virtude, escrevendo aos Coríntios, lhes diz:

“Glorificai a Deus, pois vós o levais em vossos corpos; e sede fiéis em conservá-los em grande pureza. Lembrai-vos bem, meus filhos, de que vossos membros são membros de Jesus Cristo, e que vossos corações são templos do Espírito Santo. Tomai cuidado de não os manchar pelo pecado, que é o adultério, a fornicação, e tudo aquilo que pode desonrar vossos corpos e vosso coração aos olhos de Deus, que a pureza mesma” (1Cor 6, 15-20).

Oh! Meus irmãos, como esta virtude é bela e preciosa, não somente aos olhos dos homens e dos anjos, mas aos olhos do próprio Deus.

Ele faz tanto caso dela que não cessa de a louvar naqueles que são tão felizes de a conservar. Também, esta virtude inestimável constitui o mais belo adorno da Igreja, e, por conseguinte, deveria ser a mais querida dos cristãos.

Nós, meus irmãos, que no Santo Batismo fomos aspergidos com o Sangue adorável de Jesus Cristo, a pureza mesma; neste Sangue adorável que gerou tantos virgens de um e outro sexo; nós, a quem Jesus Cristo fez participantes de sua pureza, tornando-nos seus membros, seu templo…

Mas, ai! Meus irmãos, neste infeliz século de corrupção em que vivemos, não se conhece mais esta virtude, esta celeste virtude que nos torna semelhantes aos anjos!… Sim, meus irmãos, a pureza é uma virtude que nos é necessária a todos, pois que, sem ela, ninguém verá o Bom Deus.

Eu queria fazer-vos conceber desta virtude uma idéia digna de Deus, e vos mostrar, o quanto ela nos torna agradáveis a Seus olhos, dando um novo grau de santidade a todas as nossas ações, e o que nós devemos fazer para conservá-la.
I – Quanto a pureza nos torna agradáveis a Deus

Seria preciso, meus irmãos, para vos fazer compreender bem a estima que devemos ter desta incomparável virtude, para vos fazer a descrição de sua beleza, e vos fazer apreciar bem seu valor junto de Deus, seria preciso, não um homem mortal, mas um anjo do céu.

Ouvindo-o, vós diríeis com admiração:

– Como todos os homens não estão dispostos a sacrificar tudo antes que perder uma virtude que nos une de uma maneira íntima com Deus?
Procuremos, contudo, conceber dela alguma coisa, considerando que dita virtude vem do céu, que ela faz descer Jesus Cristo sobre a terra, e que eleva o homem até o céu, pela semelhança que ela dá com os anjos, e com o próprio Jesus Cristo.

Dizei-me, meus irmãos, de acordo com isto, acaso não merece ela o título de preciosa virtude? Não é ela digna de toda nossa estima e de todos os sacrifícios necessários para conservá-la? Nós dizemos que a pureza vem do céu, porque só havia o próprio Jesus Cristo que fosse capaz de no-la ensinar e nos fazer sentir todo o seu valor.

Ele nos deixou o exemplo prodigioso da estima que teve desta virtude. Tendo resolvido na grandeza de sua misericórdia, resgatar o mundo, Ele tomou um corpo mortal como o nosso; mas Ele quis escolher uma Virgem por Mãe.

Quem foi esta incomparável criatura, meus irmãos? Foi Maria, a mais pura entre todas e por uma graça que não foi concedida a ninguém mais, foi isenta do pecado original. Ela consagrou sua virgindade ao Bom Deus desde a idade de três anos, e oferecendo-lhe seu corpo, sua alma, ela lhe fez o sacrifício mais santo, o mais puro e o mais agradável que Deus jamais recebeu de uma criatura sobre a terra. Ela manteve este sacrifício por uma fidelidade inviolável em guardar sua pureza e em evitar tudo aquilo que pudesse mesmo de leve empanar seu brilho.

Nós vemos que a Virgem Santa fazia tanto caso desta virtude, que Ela não queria consentir em ser Mãe de Deus antes que o anjo lhe tivesse assegurado que Ela não a perderia.

Mas, tendo lhe dito o anjo que, tornando-se Mãe de Deus, bem longe de perder ou empanar sua pureza de que Ela fazia tanta estima, Ela seria ainda mais pura e mais agradável a Deus, consentiu então de bom grado, a fim de dar um novo brilho a esta pureza virginal.

Nós vemos ainda que Jesus Cristo escolhe um pai nutrício que era pobre, é verdade; mas ele quis que sua pureza estivesse por sobre a de todas as outras criaturas, exceto a Virgem Santa. Dentre seus discípulos, Ele distingue um, a quem Ele testemunhou uma amizade e uma confiança singulares, a quem Ele fez participante de seus maiores segredos, mas Ele toma o mais puro de todos, e que estava consagrado a Deus desde sua juventude.

Santo Ambrósio nos diz que a pureza nos eleva até o céu e nos faz deixar a terra, enquanto é possível a uma criatura deixá-la. Ela nos eleva por sobre a criatura corrompida e, por seus sentimentos e seus desejos, ela nos faz viver da mesma vida dos anjos.

Segundo São João Crisóstomo, a castidade duma alma é de um preço aos olhos de Deus maior que a dos anjos, pois que os cristãos só podem adquirir esta virtude pelos combates, enquanto que os anjos a têm por natureza.

Os anjos não têm nada a combater para conservá-la, enquanto que um cristão é obrigado a fazer uma guerra contínua a si mesmo.
São Cipriano acrescenta que, não somente a castidade nos torna semelhantes aos anjos, mas nos dá ainda um caráter de semelhança com o próprio Jesus Cristo. Sim, nos diz este grande santo, uma alma casta é uma imagem viva de Deus sobre a terra.

Quanto mais uma alma se desapega de si mesma pela resistência às suas paixões, mais ela se une a Deus; e, por um feliz retorno, mais o bom Deus se une a ela; Ele a olha, Ele a considera com sua esposa, como sua bem-amada; faz dela o objeto de suas mais caras complacências, e fixa nela sua morada para sempre. “Bem-aventurados, nos diz o Salvador, os puros de coração, porque eles verão ao bom Deus”.

Segundo São Basílio, se encontramos a castidade numa alma, encontramos aí todas as outras virtudes cristãs, ela as praticará com uma grande facilidade, “porque” – nos diz ele – “para ser casto é preciso se impor muitos sacrifícios e fazer-se uma grande violência.

Mas uma vez que alcançou tais vitórias sobre o demônio, a carne e o sangue, todo o resto lhe custa muito pouco, pois uma alma que subjuga com autoridade a este corpo sensual, vence facilmente todos os obstáculos que encontra no caminho da virtude”.

Vemos também, meus irmãos, que os cristãos castos são os mais perfeitos.
Nós os vemos reservados em suas palavras, modestos em todos os seus passos, sóbrios em suas refeições, respeitosos no lugar santo e edificantes em toda sua conduta.

Santo Agostinho compara aqueles que têm a grande alegria de conservar seu coração puro, aos lírios que se elevam diretamente ao céu e que difundem em seu redor um odor muito agradável; só a vista deles nos faz pensar naquela preciosa virtude.

Assim a Virgem Santa inspirava a pureza a todos aqueles que a olhavam… Bem-aventurada virtude, meus irmãos, que nos põe entre os anjos, que parece mesmo elevar-nos por sobre eles!

Sermões de São João Maria Vianney.

“Se eu não fosse Católico…”

Se eu não fosse Católico e estivesse procurando a verdadeira Igreja no mundo de hoje, eu iria em busca da única Igreja que não se dá muito bem com o mundo. Em outras palavras, eu procuraria uma Igreja que o mundo odiasse. Minha razão para fazer isso seria que, se Cristo ainda está presente em qualquer uma das igrejas do mundo de hoje, Ele ainda deve ser odiado como o era quando estava na terra, vivendo na carne.

Se você tiver que encontrar Cristo hoje, então procure uma Igreja que não se dá bem com o mundo. Procure por uma Igreja que é odiada pelo mundo como Cristo foi odiado pelo mundo. Procure pela Igreja que é acusada de estar desatualizada com os tempos modernos, como Nosso Senhor foi acusado de ser ignorante e nunca ter aprendido. Procure pela Igreja que os homens de hoje zombam e acusam de ser socialmente inferior, assim como zombaram de Nosso Senhor porque Ele veio de Nazaré. Procure pela Igreja, que é acusada de estar com o diabo, assim como Nosso Senhor foi acusado de estar possuído por Belzebu, príncipe dos demônios.
Procure a Igreja que em tempos de intolerância (contra a sã doutrina,) os homens dizem que deve ser destruída em nome de Deus, do mesmo modo que os que crucificaram Cristo julgavam estar prestando serviço a Deus.

Procure a Igreja que o mundo rejeita porque ela se proclama infalível, pois foi pela mesma razão que Pilatos rejeitou Cristo: por Ele ter se proclamado a si mesmo A VERDADE. Procure a Igreja que é rejeitada pelo mundo assim como Nosso Senhor foi rejeitado pelos homens. Procure a Igreja que em meio às confusões de opiniões conflitantes, seus membros a amam do mesmo modo como amam a Cristo e respeitem a sua voz como a voz do seu Fundador.

E então você começará a suspeitar que se essa Igreja é impopular com o espírito do mundo é porque ela não pertence a esse mundo e uma vez que pertence a outro mundo, ela será infinitamente amada e infinitamente odiada como foi o próprio Cristo. Pois só aquilo que é de origem divina pode ser infinitamente odiado e infinitamente amado. Portanto, essa Igreja é divina .”

Arcebispo Fulton J. Sheen, Radio Replies, Vol. 1, p IX, Rumble & Carty, Tan Publishing