“Reforma” não, revolução

Já se passaram 500 anos desde a revolução de Lutero. Não é mais tempo de polêmica, mas de entendimento e reconciliação. Mas nunca à custa da verdade e do que realmente nos revela a história.

Resultado de imagem para luteroHá uma grande confusão hoje em dia no que diz respeito à figura de Lutero, e convém deixar claro que, do ponto de vista da teologia dogmática e da doutrina da Igreja, ele foi responsável, não por uma reforma, mas por uma revolução, isto é, uma mudança total dos fundamentos da fé católica. Tampouco seria realista afirmar que sua intenção tenha sido apenas a de lutar contras alguns abusos no uso das indulgências ou contra os pecados da Igreja da Renascença. Abusos e pecados, sempre os houve dentro da Igreja, não só durante o Renascimento, mas ainda nos dias de hoje. Constituímos a Santa Igreja em virtude da graça de Deus e dos sacramentos, mas todos os homens pertencentes a ela são pecadores, todos precisam de perdão, de arrependimento, de penitência.

Esta distinção é muito importante. Em seu livro de 1520, De Captivitate Babylonica Ecclesiæ, aparece com absoluta clareza que Lutero renunciou a todos os princípios da fé católica, da Sagrada Escritura, da Tradição apostólica, do magistério do Papa e dos Concílios, do episcopado. Nesse sentido, Lutero destruiu o conceito de desenvolvimento homogêneo da doutrina cristã, tal como explicado na Idade Média, e chegou a negar os sacramentos como sinais eficazes da graça neles contida, substituindo essa eficácia objetiva por uma fé subjetiva. Lutero aboliu cinco sacramentos e, além disso, negou a Eucaristia: o seu caráter sacrificial e a conversão real da substância do pão e do vinho no Corpo e Sangue de Jesus Cristo. E não só isso. Afirmou que o sacramento da ordem, tanto episcopal quanto presbiteral, é uma invenção do Papa — para ele, o Anticristo —, e não parte da Igreja de Jesus Cristo. Nós, porém, cremos que a hierarquia sacramental, em comunhão com o sucessor de Pedro, é um elemento essencial da Igreja Católica, e não apenas o princípio de uma organização humana.

É por isso que não podemos aceitar que a reforma de Lutero seja entendida como uma reforma da Igreja, em sentido católico. Só é católica a reforma que significa uma renovação na graça e nos costumes da fé de sempre, uma renovação espiritual e moral dos cristãos, e não uma “refundação”, uma “nova” Igreja.

É, portanto, inaceitável afirmar que a reforma de Lutero tenha sido “um evento do Espírito Santo”. Ao contrário, foi algo contra ele, pois o Espírito Santo auxilia a Igreja a preservar sua continuidade por meio do Magistério eclesiástico, sobretudo pelo serviço do ministério petrino. Foi apenas sobre Pedro que Jesus fundou sua Igreja(cf. Mt 16, 18), a qual é “a Igreja do Deus vivo, coluna e sustentáculo da verdade” (1Tm3, 15). O Espírito Santo não se contradiz a si mesmo.

São muitas as vozes que se levantam, entusiasmadas, para falar de Lutero, mas desconhecendo qual foi exatamente a sua teologia, a sua polêmica e as drásticas consequências de um movimento que representou a destruição da unidade de milhões de cristãos com relação à Igreja Católica. Podemos avaliar de modo positivo a sua boa vontade, sua explicação lúcida dos mistérios da fé comum, mas não suas investidas contra a fé católica, sobretudo no que se refere aos sacramentos e à estrutura hierárquico-apostólica da Igreja.

Também não é correto afirmar que Lutero teve inicialmente boas intenções, como se o responsável por seu desvio tenha sido a postura rígida da Igreja. Isso não é verdade. Com efeito, Lutero pretendia combater, sim, o comércio de indulgências, devido, não às indulgências em si mesmas, mas enquanto elemento do sacramento da Penitência.

Tampouco é verdade que a Igreja se tenha recusado a dialogar. Depois de sua disputa com John Eck, Lutero teve a chance de falar ao Cardeal Caetano, enviado pelo Papa a título de legado. Podem-se discutir modos e procedimento; mas, quando se trata da substância mesma da doutrina, é preciso reconhecer que a autoridade da Igreja não cometeu erro algum. Do contrário, dever-se-ia sustentar que a Igreja pôde ter ensinado erros quanto à fé ao longo de dois mil anos, quando sabemos — e este é um elemento essencial da doutrina — que a Igreja não pode errar na transmissão da salvação mediante os sacramentos.

O Cardeal Gerhard Ludwig Müller, Prefeito emérito da Congregação para a Doutrina da Fé.

Não se devem confundir erros pessoais, os pecados dos membros da Igreja, com erros na doutrina e nos sacramentos. Quem assim pensa, crê que a Igreja é somente uma organização feita de homens e nega o princípio segundo o qual Jesus mesmo fundou a sua Igreja e a protege na transmissão da fé e da graça sacramental através do Espírito Santo. A Igreja não é uma organização meramente humana; é o próprio Corpo de Cristo, onde existe a infalibilidade conciliar e papal de um modo precisamente definido. Todos os Concílios se referem à infalibilidade do Magistério quanto à definição da fé católica. Em meio à confusão atual, há muitos que pretendem solapar a realidade: dizem que o Papa é infalível quando fala em privado, ao mesmo tempo em que dizem ser falíveis os Papas que propuseram publicamente a fé católica ao longo da história.

Sim, já se passaram 500 anos. Não é mais tempo de polêmica, mas de entendimento e reconciliação. Mas não à custa da verdade. Não se deve agravar a confusão. Ora, se devemos, por um lado, reconhecer a eficácia do Espírito Santo nos cristãos não-católicos de boa vontade, que não cometeram pessoalmente esse pecado de ruptura com a Igreja, não podemos, por outro, alterar a história do que se passou há 500 anos. Uma coisa é o desejo de manter boas relações com os cristãos não-católicos de hoje, a fim de os aproximar da plena comunhão com a hierarquia católica e com a aceitação da Tradição apostólica segundo a doutrina da Igreja; outra coisa é a incompreensão ou a falsificação do que ocorreu 500 anos atrás e do impacto desastroso que se lhe seguiu. Impacto, aliás, contrário à vontade de Deus: “Para que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, para que também eles estejam em nós e o mundo creia que tu me enviaste” (Jo 17, 21).

Via: https://padrepauloricardo.org/blog/reforma-nao-revolucao?utm_content=buffer4f3f6&utm_medium=social&utm_source=facebook.com&utm_campaign=buffer

10 santas amizades que vale a pena imitar

Um amigo fiel “não tem preço, e o seu valor é incalculável, é remédio que cura, e os que temem ao Senhor o encontrarão”, diz a Bíblia no capítulo 6 do livro de Eclesiástico.

Esses santos descobriram esse tesouro e testemunharam ao mundo que é possível ter uma amizade bonita, fecunda e centrada no Senhor. A seguir, apresentamos 10 belas amizades de santos na história da Igreja.

1. São Francisco e Santa Clara de Assis

A amizade desses dois santos italianos é uma das mais conhecidas na Igreja Católica.

Quando São Francisco de Assis conheceu Santa Clara, tomou a decisão de “retirar do mundo malvados tão precioso dom para enriquecer com ele o seu Divino Mestre”. Em 1212, a jovem fugiu da sua casa para consagrar-se a Deus na igreja de São Damião e prometeu obedecer Francisco em tudo.

Logo depois, ela fundou a Ordem das clarissas e cuidava dos doentes que Francisco lhe enviava. Em 1225, atendeu o seu amigo, que sofria devido aos estigmas e cuja saúde havia piorado.

Francisco, antes de morrer em 1226, enviou uma mensagem de encorajamento a Santa Clara para que não desanimasse com a sua partida.

2. São João Paulo II e Santa Teresa de Calcutá

A amizade entre o Papa polonês e a fundadora albanesa das Missionárias da Caridade é uma das que mais comove os fiéis na atualidade. São João Paulo II costumava chamá-la de “Minha mãe”.

O Papa peregrino desenvolveu a sua vocação religiosa em meio à guerra e ao comunismo, enquanto ela descobriu o seu chamado a servir os mais necessitados em Calcutá, uma das cidades mais pobres da Índia.

Santa Teresa de Calcutá o visitou várias vezes no Vaticano e em 1986 o Pontífice viajou à Índia, onde conheceu o asilo “Nirmal Hriday” (Sagrado Coração) que ela fundou. A religiosa expressou que este era “o dia mais feliz” da sua vida.

3. São Vicente de Paulo e Santa Luísa de Marillac

O principal motor da vida destes santos franceses foi a caridade. Aos 36 anos, São Vicente de Paulo sentiu o chamado a servir os pobres.

Decidiu fundar a Congregação da Missão (Vicentinos) para evangelizar os mais necessitados e trabalhar na formação do clero.

Alguns anos depois, conheceu uma corajosa e determinada viúva chamada Luísa de Marillac. O santo decidiu dar-lhe uma formação espiritual e juntos fundaram em 1633 a Companhia das Filhas da Caridade.

4. Santa Teresa do Menino Jesus e Santa Elisabete da Trindade

Santa Teresa de Lisieux e Santa Elisabete da Trindade foram duas religiosas carmelitas francesas cuja amizade se baseava em sua profunda vida espiritual.

Elas se conheceram no Carmelo de Dijon, localizado no leste da França. Elisabete, conhecida como a “irmã espiritual” de Santa Teresa, escreveu diversos livros sobre a Santíssima Trindade.

Ambas desejavam fervorosamente chegar ao céu e estar junto com o seu amado Jesus. Elas morreram antes de completar 30 anos de idade. Santa Teresa de Lisieux faleceu em 1897 e a sua amiga morreu nove anos depois.

5. Santa Rosa e São Martinho de Lima

Estes são os dois santos mais importantes do Peru e se tornaram conhecidos pelo seu testemunho de humildade e serviço aos mais necessitados. Segundo a tradição, ambos foram batizados na igreja de São Sebastião, com dois anos de diferença, e receberam o sacramento da Crisma das mãos de Santo Toríbio de Mogrovejo, o segundo Arcebispo de Lima.

Ambos cresceram em amizade enquanto atendiam os doentes e escravos da cidade. Além disso, pertenciam à ordem dos dominicanos. Santa Rosa de Lima era terciária, enquanto São Martinho era religioso.

6. Santo Inácio de Loyola e São Francisco Xavier

Estes dois santos espanhóis se conheceram na Universidade de La Sorbona em Paris, França. Santo Inácio de Loyola tinha aproximadamente 33 anos quando seu discípulo São Pedro Fabro o apresentou a São Francisco Xavier.

A princípio, Francisco considerou Inácio antipático, porque sempre repetia a frase de Cristo: “Que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”. Pouco a pouco, o jovem deixou de lado a sua vaidade e fez os exercícios espirituais criados pelo fundador da Companhia de Jesus (Jesuítas).

Em 1540, o Papa Paulo III aprovou a criação da Ordem e Santo Inácio foi escolhido como seu primeiro Superior Geral, enquanto São Francisco Xavier partiu como missionário para Índia e Japão.

7. Santa Teresa d’Ávila e São João da Cruz

Teresa era uma jovem sonhadora e determinada quando fez seus votos no Carmelo, em 1536, aos 21 anos de idade. No Carmelo, percebeu que as carmelitas na Espanha e em outros lugares tinham diminuído e se converteram em um centro social para todos os que desejavam uma vida fácil e relaxada.

Quando começou a encontrar os novos conventos carmelitas, conheceu um jovem frade chamado João e depois de entrevistá-lo, convidou-o a fazer parte da reforma do Carmelo a fim de revitalizar o carisma original de pobreza e da oração.

Esses amigos também escreveram lindos poemas que são baseados em suas provações e alegrias espirituais. O mais conhecido de Santa Teresa d’Ávila é “Nada te turbe” e de São João Cruz é “A noite escura da Alma”.

8. São João Bosco e São Domingos Sávio

Após ser ordenado sacerdote em 1841, São João Bosco criou um oratório onde reuniu centenas de jovens para formá-los. Naquela época, um sacerdote o apresentou a um menino chamado Domingos. O santo ficou impressionado com a vida espiritual e a alegria do menino. Por isso, decidiu acolhê-lo e tornou-se seu diretor espiritual.

Em uma noite, Dom Bosco o encontrou tremendo de frio na cama e coberto apenas com um lençol. Quando chamou a atenção de São Domingos Sávio, o menino brincou dizendo: “Nosso Senhor não pegou nenhuma pneumonia no estábulo em Belém”.

Domingos morreu em 1857. Dois anos depois, Dom Bosco fundou a Ordem dos Salesianos junto com um grupo de jovens.

9. São Cornélio e São Cipriano

O Papa São Cornélio e o Bispo de Cartago, São Cipriano, testemunharam sua fé durante a perseguição que sofreram por parte do Império Romano.

Este Pontífice enfrentou o sacerdote Novaciano, que proclamou a heresia de que a Igreja Católica não tinha o poder para perdoar os pecados. O santo o enfrentou e foi apoiado neste debate pelo seu amigo São Cipriano.

São Cornélio foi enviado ao exílio e morreu decapitado em 253. Por sua parte, São Cipriano foi martirizado da mesma maneira cinco anos depois.

10. Santas Felicidade e Perpétua

Perpétua era uma jovem mãe de 22 anos, de família rica e Felicidade era a sua escrava. Elas foram presas por serem cristãs.

Na prisão, Felicidade deu à luz a uma menina e os cristãos ajudaram para que Perpétua pudesse permanecer com seu bebê durante os seus últimos dias de vida.

Receberam a comunhão antes de serem jogadas a uma vaca selvagem e morrer decapitadas em 203. Os cristãos criaram a filha da Felicidade, enquanto as tias e a avó de Perpétua foram responsáveis ??pela educação do seu filho.

 

Via ACI Digital

Arcebispo autoriza abertura de processo de beatificação de Pe. Léo

Segundo ACI(26/09/17), mais um brasileiro segue a caminho dos altares, após o Arcebispo de Florianópolis (SC) autorizar o pedido de abertura do processo de beatificação de Padre Léo, fundador da Comunidade Bethânia.

O anúncio foi feito nesta terça-feira pela Comunidade Bethânia, que publicou em seu site e página de Facebook uma nota sobre o processo de Beatificação do Padre Léo, assinada por Padre Vicente de Paula Neto, presidente da comunidade.

“Conforme trajeto formal e necessário, formulado pela Mãe Igreja, foi apresentado ao Arcebispo de Florianópolis, D. Wilson Tadeu Jönck, por parte da Comunidade Bethânia o pedido de abertura do processo de Beatificação do Pe. Léo”, informa a nota.

Segundo o comunicado, o Prelado “acolheu, autorizou e incentivou o trabalho nesta direção indicando os passos seguintes”.

A Comunidade informa ainda que “por estes dias ainda será acordado com um ‘Postulador da Causa de Beatificação’ os passos para a abertura formal do processo e a continuidade do mesmo” e que os detalhes serão anunciados em breve..

“Convocamos a todos para que rezem nesta intenção”, completa a nota.

 

Quem foi Pe. Léo?

Em uma autodefinição destacada pelo site da Comunidade Bethânia, Pe. Léo afirmou: “Sou um sujeito que desde criança quis ser padre; e muito pobre, tentei ir para o seminário, mas não fui aceito. Então fui trabalhar até conseguir ter roupas suficientes, fazer meu enxoval”.

“Fui para o seminário com 21 anos. Tinha namorada, fui noivo, e descobri a Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus, que é o que eu tento viver: Quero ser um homem do Coração de Jesus. Vivo no meio de jovens drogados, prostituídos, aidéticos. Tento ser um deles e eles me ensinam muito”.

Tarcísio Gonçalves Pereira, que posteriormente ficou conhecido como Pe. Léo, nasceu em 9 de outubro de 1961, em uma família humilde de Delfim Moreira (MG), no vilarejo de Biguá, local que veio a ser muito citado pelo sacerdote em suas pregações.

Era o nono filho Joaquim Mendes Pereira e Maria Nazaré Guimarães. Como ele mesmo contou, antes de ingressar no seminário, trabalhou muito, tendo atuado como torneiro mecânico e também em uma fábrica de armas.

Foi em 1982 que ingressou no seminário da Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus, em Lavras (MG). Fez seu noviciado em Jaraguá do Sul (SC), cursou Filosofia em Brusque (SC) e concluiu Teologia em Taubaté (SP).

Foi ordenado sacerdote em 1990 e, em 1995, fundou a Comunidade Bethânia, que tem como carisma o acolhimento de pessoas marginalizadas, dependentes químicos e vítimas da prostituição.

“Por meio desta comunidade, Pe. Léo nos ensinou a olhar o ser humano integralmente, em suas dimensões física, psico-afetiva e espiritual”, assinala o site da comunidade.

O sacerdote também teve ampla atuação na Renovação Carismática Católica (RCC), participante de vários eventos que atraiam multidões para ouvir suas pregações.

“Com seu jeito alegre e irreverente de ser, apaixonado pela Sagrada Escritura, utilizava-se de exemplos concretos e simples do dia a dia para chegar aos corações mais endurecidos. Utilizava linguagem simples, de fácil compreensão que prendia a atenção do ouvinte e ao mesmo tempo o convidava a uma experiência íntima com a pessoa de Jesus”, acrescenta o site.

Pe. Léo também atuou nos meios de comunicação, tendo publicado 27 livros e conduzido programas de televisão na Associação do Senhor Jesus e na Comunidade Canção Nova.

Em 4 de janeiro de 2007, partiu para a Casa do Pai, vítima de um câncer no sistema linfático.

Entretanto, mesmo quando estava doente, não deixou de lado sua missão evangelizadora. Em 2006 fez a sua última pregação no Hosana Brasil, da Comunidade Canção Nova, com o tema “Buscai as coisas do alto”.

Na ocasião, disse: “Quer ser feliz? Busque as coisas do Alto. Esta é a grande palavra que Deus trouxe ao meu coração neste tempo. A doença me tirou tudo: não consigo mais andar sozinho, não enxergo direito. Estou cego do olho direito e vejo apenas cerca de 40% com o olho esquerdo. Mas veio ao meu coração: ‘Ai de mim se eu não evangelizar’ (1 Coríntios 9,16b)”.

 

Fonte:http://www.acidigital.com/noticias/ultimo-minuto-arcebispo-autoriza-abertura-de-processo-de-beatificacao-de-pe-leo-26628/

Via: Site Cleofás

Vou casar novo!

A imagem pode conter: 2 pessoas, pessoas sorrindo, óculos e atividades ao ar livreVou casar novo, casarei com menos de 30 anos mas com a alegria e o entusiasmo de uma criança.

Olha o “risco”: Me casarei sem um emprego público e a tal da “estabilidade financeira “, em tempos de “crise econômica/política “, com uma pessoa que não estará formada. Pra sociedade atual é um risco,não é a hora! Pergunta se eu ligo…

Chega um ponto do seu relacionamento que não dá mais pra namorar apenas, é amor demais, vive-se uma vontade incontrolável de fazer o outro mais feliz.

Nos casaremos no auge da nossa juventude e aos poucos vamos aprender a ser jovens mesmo quando o espelho disser o contrário.

Espero ser um pai jovem (tiozão) e acumular muitas histórias pra contar aos meus filhos. Espero ser um homem de Deus pra que minhas filhas não percam a fé na humanidade. Espero ser um esposo dedicado, companheiro, batalhador e honesto.

Será a realização de um sonho antigo, sempre quis casar! Como será? Sei de pouco, sonho muito e o que mais me motiva é o desejo em fazê-la feliz e construir uma FAMÍLIA. Nossa Sagrada Família.Me emociono só de imaginar como será (mesmo eu não sabendo). Submissão, brigas, amor, dificuldades, fé, felicidade, Viagens, crises… Resumindo: alguém que Deus envia pra dividir uma vida real. Conto de fadas não!

Se você está solteiro: entregue seu coração para Deus. Se está namorando: aproveite essa fase com respeito e dedicação ao outro. Pra você que é noivo: confie na Providência Divina. E pra você que é casado: meus parabéns, admiro sua coragem e busque em Deus as forças para encarar essa missão tão maravilhosa! Dedique-se ao outro! ❤️

(Lucas Medrado)

O Brasil está se decompondo por falta de Deus

Resultado de imagem para brasil oraçãoO Brasil só vai mudar de situação pelo derramamento do Espírito Santo. Apenas intervenções sociais e políticas não vão resolver. É claro que precisamos dessas intervenções, mas, para que o país dê uma reviravolta, como é necessário, só pelo Espírito Santo.

Jesus estava na Festa dos Tabernáculos, que os judeus celebram até hoje passando 40 dias em tendas. Para eles, essa festa não é somente uma recordação, mas um reviver, um memorial daquilo que eles viveram nos 40 anos no deserto, em direção à Terra prometida.

No último dia da festa, Jesus, com tanta ousadia, escolhe o lugar mais alto e grita: “Se alguém tem sede, venha a mim e bebaQuem crê em mim, do seu interior correrão rios de água viva” (Jo 7,37). Imagine o impacto que aconteceu naquele povo.

Jesus, a partir do batismo no rio Jordão, foi sendo conduzido pelo Espírito Santo, já não fazia mais nada por si mesmo. Ele, o Filho de Deus, sujeitou-se em tudo para que nós entendêssemos que isso também é para nós.

A nossa nação está se consumindo, estragando-se, e eu tenho a ousadia de dizer que está apodrecendo. E como sanar tudo isso? Por essa palavra que Jesus nos trouxe neste Evangelho: quem vê que tudo isso precisa mudar, venha a mim e beba, e do seu coração correrão rios de água viva.

Não estamos falando de santos e perfeitos, mas de todos que creem em Jesus.

Meus irmãos, a nossa nação, nossas instituições, só vão mudar pelo Espírito Santo. Se não tivermos, cada vez mais, homens e mulheres cheios do Espírito Santo, a coisa não vai melhorar.

Nós recebemos o Espírito para levá-lo aos outros. É o Senhor quem batiza, mas quem precisa falar d’Ele somos nós, quem precisa orar pelas pessoas somos nós. Você não precisa ser uma pessoa perfeita, mas apenas acreditar em Jesus. O Espírito Santo nos traz os dons próprios dele, para que os usemos em favor dos nossos irmãos.

O mundo está se decompondo por falta de Deus. As nações estão se perdendo por falta d’Ele. Ele nem faz mais parte da vida das pessoas que vivem em função deste mundo. É como se dissessem: “Nós temos tecnologia suficiente para conduzir o mundo, não precisamos de Deus”. Nos tempos antigos, cada um escolhia seu deus para cultuar, é isso que acontece hoje também.

O Brasil pode e precisa ser um celeiro de evangelização, porque somos cheios do Espírito Santo. O Brasil só vai mudar de situação pelo derramamento do Espírito Santo.

Deus o abençoe!

Via: Monsenhor Jonas Abib

A morte de São José: misteriosa, mas a mais sublime que se pode imaginar

Pode haver melhor passagem para a vida eterna do que entre os braços de Jesus e de Maria?

morte-de-sc3a3o-josc3a9Não há registros documentais da morte de São José, mas é comumente aceito que ele faleceu antes do início da vida pública de Jesus.

Nos primeiros séculos da Igreja, conforme narra Isidoro de Isolanis, costumava-se ler nas igrejas do Oriente, todo dia 19 de março, uma narração solene da morte do pai adotivo do Filho de Deus:

“Eis chegado para São José o momento de deixar esta vida. O Anjo do Senhor lhe apareceu e anunciou ter chegado a hora de abandonar o mundo e ir repousar com seus pais. Sabendo estar próximo o seu último dia, quis ele visitar, pela última vez, o Templo de Jerusalém, e lá pediu ao Senhor que o ajudasse na hora derradeira.

Voltou a Nazaré e, sentindo-se mal, recolheu-se ao leito, agravando-se em breve o seu estado. Entre Jesus e Maria, que o assistiam com carinho, expirou suavemente, abrasado no Divino Amor.

Oh, morte bem-aventurada! Como não havia de ser doce e abrasada no Divino Amor a morte daquele que expirou nos braços de Deus e da Mãe de Deus?

Jesus e Maria fecharam os olhos de São José.

E como não havia de chorar Aquele mesmo Jesus que choraria sobre a sepultura de Lázaro? ‘Vede como ele o amava!’, disseram os judeus. São José não era tão só um amigo, mas um pai querido e santíssimo para Jesus”.

A Igreja, que venera com carinho este santo de tão grande devoção dos cristãos, o reconhece como o padroeiro da boa morte.

Pode haver, afinal, melhor passagem para a vida eterna do que entre os braços de Jesus e de Maria?

Fonte: http://pt.aleteia.org/2016/01/18/a-morte-de-sao-jose-misteriosa-mas-a-mais-sublime-que-se-pode-imaginar/

Um Reino, uma vinha, um salário…

“O Reino do Céus é semelhante ao pai de família que saiu de manhã cedo para contratar trabalhadores para a sua vinha…” Tornou a sair pela hora terceira, pela hora sexta e pela hora nona… E até pela undécima hora, a última hora da jornada de trabalho… (cf. Mt 20,1-6)
O pai de família é o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que madruga na madrugada da história, que madruga na aurora da nossa vida para nos chamar para a Sua vinha, para o Seu Reino!

Como ser feliz fora da vinha? Como viver de verdade exilado do Coração do Pai?

Mas, o que é trabalhar na vinha? Pedro tinha perguntado antes a Jesus: “Eis que nós deixamos tudo e Te seguimos. Que receberemos?” (Mt 19,27) Trabalhar na vinha é seguir o Senhor, é colocar a vida na perspectiva do Reino que Ele veio trazer, é colocar-se disponível ao Seu santo serviço na vinha que é a Igreja, sinal e início do Reino: “Quem quer que tenha deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos ou terras por causa do Meu Nome, receberá muito mais” (Mt 19,29)

O Senhor chama a mim, chama a você: “Ide, também vós para a vinha!” (Mt 20,7). Chama com insistência, chama para que creiamos,
Chama para que vivamos Nele,
Chama para que, com os dons que Dele recebemos, nos coloquemos a serviço da Sua Igreja.
“Ide, também vós, para a vinha, e Eu vos darei o que for justo!” (Mt 20,4)

Caro Amigo, escute com um coração que escuta o convite do Senhor!
Olhe sua vida, veja sua disponibilidade, observe como ocupa seu tempo e utiliza seus dons…
Lembre: “O Reino dos Céus é” assim:
um chamado teimoso, nas horas menos esperadas da jornada da vida,
uma vinha,
um sim ou um não…

“Ide! Eu vos darei o que for justo…”(Mt 20,4)

Que o Dono da vinha lhe dê coragem!

Um santo Domingo!
Uma semana abençoada!

Henrique Soares da Costa

Qual o significado do anel de tucum usado por muitos religiosos?

Historicamente falando, o Anel de Tucum nasce no tempo do Império do Brasil. Enquanto a realeza usava joias de metais e ouro, os escravos e índios, sem acesso a esses materiais, criaram o Anel do Tucum.

Tucum é uma Palmeira comum na Amazônia. Fizeram, então, desse objeto rústico um símbolo de amizade entre si, pactos matrimoniais e, também, de resistência na luta por libertação.

Desse modo, o anel de Tucum era um símbolo cuja linguagem, só eles conheciam. Um símbolo secreto da amizade deles e de suas lutas cotidianas.

 

Mais tarde, os cristãos passam a ter no Anel de Tucum um símbolo de  e compromisso.

Especialmente com a Teologia da Libertação, nos anos 60, quando o apelo às causas dos mais pobres e abandonados começa a crescer, não só no Brasil como também em nossa América Latina. Tivemos, portanto, nesse período um grupo grande de pessoas dedicadas à luta dos mais fracos, o que rendeu muitos testemunhos e martírios.

Dom Pedro Casaldáliga é um exponente que nos retrata essas lutas. Esse ilustre Bispo Profeta, num Filme sobre o Anel de Tucum, nos apresenta o significado do anel com essas palavras:

Anel de Tucum é sinal da aliança com a causa indígena e com as causas populares. Quem carrega esse anel significa que assumiu essas causas. E, as suas consequências”. Dizendo isto, lança o convite: “Você toparia levar um anel? Topa?”.

As causas de ontem se encontram com as causas de hoje. Nossas lutas mudaram de cenários e nomes e os pobres ainda continuam excluídos e oprimidos. Por isso, o anel de Tucum quer simbolizar uma fé engajada, um compromisso com os pobres, com os sem voz e os sem vez, um compromisso com a VIDA!

Jesus nos revela que Deus está ao lado dos pobres e quer promover sua dignidade, no rosto do pobre encontramos o rosto de Deus. “Na verdade vos digo: toda vez que fizestes isso a um desses mais pequenos dentre meus irmãos foi a mim que o fizestes!” (Mt 25, 40). Portanto, se nos comprometemos às causas dos preferidos de Deus é com Ele que nos comprometemos!

Por que os protestantes não leem as obras de Lutero?

 

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Nos debates entre católicos e protestantes, nós, católicos, notamos que nossos opositores são bastante exigentes em relação ao detalhamento das doutrinas da Igreja. Geralmente submetem-nos a diversas perguntas, sejam elas bem ou mal formuladas. O apologista católico, então, deve estar preparado, estudar a doutrina de sua Igreja, ler as obras dos padres apologistas, e responder a esses fundamentalistas satisfatoriamente (infelizmente, eles não se satisfazem com respostas). Mas, será que os protestantes buscam nos seus “pais” a resposta para nossas questões?

Vocês, leitores, já perceberam que os protestantes geralmente buscam suas fontes a partir de grandes teólogos do passado e do presente, mesmo de Calvino, no caso dos calvinistas, e vários outros teólogos modernos? Entretanto, geralmente falta um personagem, o personagem principal, no âmbito reformado: Martinho Lutero.

Já é ampla a nossa cobertura da revolta protestante do século 16, mas muito ainda falta ser dito. Os protestantes costumam colocar Lutero como um príncipe, um homem iluminado, que trouxe à luz a Igreja que jazia nas trevas da “corrupção”. Em todos os meios protestantes, Lutero foi um homem que, ao ler “um livro proibido”, a Bíblia, descobriu em suas letras simples a doutrina até então “obscura” de Cristo: a salvação somente pela fé. Desde então Lutero é uma figura ímpar na história do protestantismo. Inclusive alguns teólogos católicos reconhecem em Lutero valores dignos dos grandes doutores da Igreja.

Porém, seus escritos praticamente desapareceram da estante dos protestantes modernos (ou pelo menos, de suas obras). O que vemos hoje é que os protestantes fundamentalistas se baseiam mais em sua própria opinião “errada” das Escrituras do que num fundamento ao menos mais criterioso. Entretanto, será que é válida a fundamentação da teologia protestante na herança dos estudos de Lutero?

Quantos protestantes, mesmo pastores, já leram obras de Lutero. Dificilmente um católico que não seja estudioso do assunto leria. Mas espera-se que os protestantes tenham uma certa noção dos escritos dos seus pais. Nós católicos buscamos ler e entender o que pensavam e ensinavam os pais da Igreja: Inácio, Clemente, Leão, Tertuliano, Gregório, Agostinho, Vicente, Aquino. Entre milhares de outros. É uma vasta literatura, mas todo católico que esteja interessado nas suas doutrinas busca conhecer a sua patrologia.

Lutero deixou uma obra extensa, da qual em português creio não existir nem metade. Suponho, também, que nem metade dos protestantes já leu as obras dele. O que será que encontrariam? Talvez não gostem muito do que encontrarão, caso se aventurem. Na realidade, apesar de ser um estudioso da Bíblia, ter causado uma revolução no seio da Igreja, muitas vezes Lutero foi um blasfemo. Ao menos, pelos seus escritos, é o que nos parece.

Muitos protestantes questionam os católicos acerca do que falaram os seus teólogos do passado. Muitos dizem que Papas pecaram, disseram isso ou aquilo. Tudo isso, para eles, é prova de que a Igreja Católica não é a Igreja fundada por Jesus, nosso Senhor. Que o Espírito Santo não pode conduzir uma Igreja que ensina a “venda do perdão”, por exemplo. Outros alegam que a Igreja não podia ter transferido a um homem o poder que somente Deus contém. Entre várias outras alegações, os erros do passado são, para os protestantes, prova mais que suficiente de que a Igreja é demoníaca.

No nosso país, é comum o uso de “ditados populares”. Um deles, que podemos até aplicar aqui, é “Cuidado! O peixe morre pela boca”.

Muito do que Lutero escreveu, em confronto com o Papa e a autoridade da Igreja, é defendida até o fim pelos seus idealistas. Mas será que defenderiam com a mesma vontade o Lutero que vamos apresentar aqui? Talvez fiquem surpresos, digam que ele não quis dizer o que está aparentado, que existem outros escritos dele que dizem o contrário. Ora, pelo que vamos ler, parece que não há como entender outro contexto, o que faz com que entendamos exatamente o que Lutero quis dizer quando da redação das obras. E se existem outros escritos dele que dizem o contrário, isto não é um fator de alívio, mas de complicação.

Mas, de qualquer forma, o leitor julgue as palavras de Lutero…ditas pelo próprio reformador.

Seja um pecador

Se és um pregador da graça, então pregue uma graça verdadeira, e não uma falsa; se a graça existe, então deves cometer um pecado real, não fictício. Deus não salva falsos pecadores. Seja um pecador e peque fortemente, mas creia e se alegre em Cristo mais fortemente ainda…Se estamos aqui (neste mundo) devemos pecar…Pecado algum nos separará do Cordeiro, mesmo praticando fornicação e assassinatos milhares de vezes ao dia. (American Edition, Luther’s Works, vol. 48, pp. 281-82, editado por H. Lehmann, Fortress, 1963. ‘The Wittenberg Project;’ ‘The Wartburg Segment’, translated by Erika Flores, de Dr. Martin Luther’s Saemmtliche Schriften, Carta a Melanchthon, 1 de agosto de 1521. )

Lutero está claramente dizendo que os nossos pecados, mesmo o pecado mais intenso imaginável, não importa. Diz que podemos cometer os pecados de forma convicta, que mesmo assim não nos separaremos de Deus. Imagine um católico dizendo tal coisa a um protestante, em um debate sobre o pecado, qual seria a resposta do protestante? (não responda, caro leitor, apenas abra sua Bíblia e leia o que ela diz sobre o pecado ? Mt 25,32; Mt 13,30; Mt 3,10; Hb 10,26-29).

Fazer o bem é mais perigoso que o mal

Estas almas piedosas que fazem o bem para chegar ao céu não somente não o alcançarão, como serão arranjados entre os ímpios; e importa mais em impedi-los de fazerem boas obras que pecados. (Wittenberg, VI, 160, citado por O’Hare, in “The Facts About Luther“, TAN Books, 1987, p. 122).
Sim, é isso que você leu. Deve-se evitar praticar boas obras, não pecados. Acaso foi isso que Jesus ensinou? Pense em Cristo exortando a pecadora, em vias de ser apedrejada, e, ao segurá-la pela mão, dizer: “vá, e não pratique mais boas obras”. Na verdade, o que Lutero quer dizer é “não se preocupe com os pecados, Jesus os encobrirá. Preocupe-se com suas boas obras, isto lhe condenará“. As Escrituras dizem que seremos julgados pela forma como vivemos a nossa fé. Paulo diz claramente, em Rm 2,5-11, que o justo julgamento de Deus será de acordo com nossas ações. De acordo com 2Cor 5,10, receberemos a recompensa de Deus de acordo com nossos atos, bons ou ruins. Segundo Lutero, seremos recompensados por não fazer boas obras, enquanto que nossos pecados não influirão no julgamento de Deus.

Você pode perguntar: mas não são os protestantes que acreditam “somente na Bíblia“? Bem, responderíamos, somente quando lhes convém…

Não há livre arbítrio

…Em relação a Deus, e a tudo que importa na salvação e condenação, o homem não possui livre-arbítrio, é um cativo, um prisioneiro, um escravo, seja da vontade de Deus, seja da vontade de Satanás. (Bondage of the Will, Martin Luther: SelectionsFrom His Writings, ed. by Dillenberger,Anchor Books, 1962 p. 190).
Tudo que fazemos é por necessidade, não por livre-arbítrio, pois o livre-arbítrio não existe… (Ibid, p. 188)

O homem é como um cavalo. Deus o está montando? Um cavalo é obediente e aceita as vontades de seu dono, e vai onde quer que ele queira. Acaso Deus soltou as rédeas? Então Satanás sobe em seu dorso, e o submete aos seus caprichos…Portanto, a necessidade, e não o livre-arbítrio, é o princípio controlador de nossa conduta. Deus é o autor do que é mal como do que é bom, e, da forma como concede a felicidade àqueles que não a merecem, assim também condena a outros que não desejaram seu destino. (‘De Servo Arbitrio‘, 7, 113 seq., citado por O’Hare, in ‘The Facts About Luther, TAN Books, 1987, pp. 266-267.)
A Bíblia discorda de Lutero. Lemos em Eclesiástico 15,11-20: “Não digas: É por causa de Deus que ela me falta. Pois cabe a ti não fazer o que ele abomina. Não digas: Foi ele que me transviou, pois que Deus não necessita dos pecadores. O Senhor detesta todo o erro e toda a abominação; aqueles que o temem não amam essas coisas. No princípio Deus criou o homem, e o entregou ao seu próprio juízo; deu-lhe ainda os mandamentos e os preceitos. Se quiseres guardar os mandamentos, e praticar sempre fielmente o que é agradável (a Deus), eles te guardarão. Ele pôs diante de ti a água e o fogo: estende a mão para aquilo que desejares. A vida e a morte, o bem e o mal estão diante do homem; o que ele escolher, isso lhe será dado, porque é grande a sabedoria de Deus. Forte e poderoso, ele vê sem cessar todos os homens. Os olhos do Senhor estão sobre os que o temem, e ele conhece todo o comportamento dos homens“.

Os protestantes, claro, replicarão dizendo que Eclesiástico não é um livro canônico. Apesar de estarem errados, e Eclesiástico ser sim um livro canônico (leia os porquês em vários artigos de nossos site), podemos citar livros que eles apreciam como Escritura Sagrada: Dt 30,19-20: “Tomo hoje por testemunhas o céu e a terra contra vós: ponho diante de ti a vida e a morte, a bênção e a maldição. Escolhe, pois, a vida, para que vivas com a tua posteridade, amando o Senhor, teu Deus, obedecendo à sua voz e permanecendo unido a ele. Porque é esta a tua vida e a longevidade dos teus dias na terra que o Senhor jurou dar a Abraão, Isaac e Jacó, teus pais“. Vemos que o homem, além de ser livre para escolher, ele é obrigado a fazer tal escolha. Em Gn 4,7 lemos: ?Se praticares o bem,, sem dúvida alguma poderás reabilitar-te. Mas se precederes mal, o pecado estará à tua porta, espreitando-te; mas, tu deverás dominá-lo?.

Em Jo 15,15: “Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz seu senhor. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai“. Não nos parece que João concorda com Lutero a respeito da natureza eqüina dos homens, nem de seu jóquei…

Lutero disse que Deus é o responsável pelo bem e pelo mal. Porém Paulo também discorda dele, pois escreveu: “Pois, se nós, que aspiramos à justificação em Cristo, retornamos, todavia, ao pecado, seria porventura Cristo ministro do pecado? Por certo que não!“. Por certo que Lutero está errado.

Os cristãos não estão sujeitos a autoridade alguma

Todo cristão é pela fé tão exaltado sobre todas as coisas que, por meio de um poder espiritual, é senhor de todas as coisas, sem exceções, que nada lhe causará mal. De fato, todas as coisas foram feitas sujeitas a ele e são orientadas a servi-lo na sua salvação. (‘Freedom of a Christian,’ Martin Luther. Selections From His Writings, ed. por Dillenberger, Anchor Books, 1962 p. 63.)

Injustiça é feita quando as palavras ?sacerdote, clérico, espiritual, eclesiástico? são transferidas de todos os cristãos para aqueles poucos que são chamados por costume mesquinho de “esclesiásticos” (Ibid., p. 65)

Segundo Lutero, não há necessidade de sacerdotes, e da hierarquia. Todo cristão tem uma relação livre com Deus. Isto parece algo muito bom, e realmente nós podemos ter uma relação direta com Deus. Entretanto não podemos excluir o papel da hierarquia e dos sacerdotes. Lemos no livro de Números, capítulo 12, que a irmã de Moisés, Mirian (Maria), disse: “Porventura é só por Moisés, diziam eles, que o Senhor fala? Não fala ele também por nós“. A Bíblia mostra que “o Senhor ouviu isso” e disse “Por que vos atrevestes, pois, a falar contra o meu servo Moisés?” e logo depois “Maria foi ferida por lepra“. A Bíblia nos ensina a não proceder contra os escolhidos por Deus: “Deus me guarde de jamais cometer este crime, estendendo a mão contra o ungido do Senhor, meu senhor, pois ele é consagrado ao Senhor!” (1Sam 24,7). Pela intercessão de Moisés, Mirian foi curada da lepra. Logo depois vemos Coré (Num 16) se rebelar contra Moisés e Aarão: “Basta! Toda a assembléia é santa, todos o são, e o Senhor está no meio deles. Por que vos colocais acima da assembléia do Senhor?“. A Bíblia mostra que, por causa desta revolta, “Saiu um fogo de junto do Senhor e devorou os duzentos e cinqüenta homens que ofereciam o incenso“. Isto pode ser a semelhança do que espera aqueles que se rebelam contra os desígnios de Deus: “Voltar-se-á em seguida para os da sua esquerda e lhes dirá: – Retirai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno destinado ao demônio e aos seus anjos” (Mt 25,41).

Os camponeses mereceram seu destino

Assim como as mulas não se movem até que seu dono lhe puxe as cordas, assim o poder civil deve conduzir as pessoas comuns, açoitá-los, enforcá-los, queimá-los, torturá-los e decapitá-los, para que aprendam a temer o poder estabelecido (El. ed. 15, 276, citado by O’Hare, em ‘The Facts About Luther, TAN Books,1987, p. 235).
O camponês é um porco, e quando um porco é abatido, ele está morto, e da mesma forma os camponeses não pensam sobre a vida futura, pois do contrário se comportariam de outra maneira. (‘Schlaginhaufen,’ ‘Aufzeichnungen‘ p. 118, citado ibid., p. 241).

Trata-se do episódio da guerra dos camponeses de 1525. O próprio Lutero recomendava aos príncipes: “impeça-os da forma que puderem, como se matam cachorros loucos” (Ibid., p. 235). Erasmo de Roterdã, contemporâneo de Lutero, relatou que mais de cem mil camponeses perderam suas vidas (Ibid., p. 237).

Provavelmente você, leitor católico, já foi defrontado por protestantes com o argumento de que a Igreja “matou milhões de pessoas na inquisição”, entre outras acusações (mal informadas, no caso das inquisições). Porém, como estamos mostrando neste artigo, poucos são os que conhecem que Lutero, Calvino e Elisabeth promoveram massacres contra católicos ou não-católicos. Muitos, na verdade, não sabem nem mesmo que Calvino mandou queimar Miguel de Serveto, ou porque Thomas Moore foi decapitado, na Inglaterra…

Poligamia

Confesso não poder evitar que uma pessoa despose muitas mulheres, pois tal não contradiz as Escrituras. Caso um homem escolha mais de uma mulher, deve procurar saber se está satisfeito com sua consciência de que o fará em acordo com o que diz a Palavra de Deus. Neste caso, a autoridade civil nada tem a fazer. (De Wette II, 459, ibid., pp. 329-330)

Somente pela Escritura Lutero não pôde descartar a poligamia. Talvez ser bígamo, ter várias mulheres ao mesmo tempo, sem ser fiel a nenhuma delas, não influencie na conduta cristã de buscar na Bíblia somente o que diz respeito à salvação…

A Bíblia poderia melhorar

A história de Jonas é tão monstruosa que é absolutamente inacreditável (‘The Facts About Luther, O’Hare, TAN Books, 1987, p. 202)
Eu jogaria o livro de Esther no Elbe. Sou de tal forma inimigo deste livro que preferiria que não existisse, pois é judaizante demais e com grande parte de idiotices pagãs. (Ibid.)

A carta de Tiago é uma carta de palha, pois não contém nada de evangélico (‘Preface to the New Testament,’ed. Dillenberger, p. 19.)
Se algo sem sentido foi falado, este é o lugar. Eu confirmo o que muitos já haviam dito que, com muita probabilidade, esta epístola não fora escrita pelo apóstolo, e não merece o nome do apóstolo. (‘Pagan Servitude of the Church‘ ed. Dillenberger, p. 352.).
Para mim tal livro* não possui qualquer característica cristã. Que cada um julge este livro; eu mesmo tenho aversão, e isto é o suficiente para rejeitá-lo (Sammtliche Werke, 63, pp. 169-170, ‘The Facts About Luther,’ O’Hare,TAN Books, 1987, p. 203). *NT: Trata-se do livro de Apocalipse.
É dito que Lutero entendeu a Bíblia “como se Deus falasse ao coração”. Mas é difícil de imaginar que o próprio Deus, que lhe “falou ao coração”, revelasse que Tiago escreveu uma epístola sem valor. Tal confusão é bem parecida com a “inspiração pelo Espírito Santo” que os evangélicos têm hoje em dia para confirmar a veracidade de suas interpretações bíblicas. É interessante também notar que, para os protestantes, a Bíblia é a autoridade final, correto? Porém vemos que Lutero se coloca acima da autoridade da Bíblia, escolhendo quais livros devem pertencer ou não a ela, e ainda com a “autoridade” de definir determinado livro. Na realidade, Lutero se colocou acima da Bíblia que afirma estar sujeito. Sem perceber, os protestantes de ontem e de hoje fazem o mesmo.

Os protestantes, debatendo sobre os deuterocanônicos, citam passagens que dizem que os que acrescentam qualquer coisa à Palavra de Deus serão condenados. Demonstramos com vários artigos que, na realidade, quem acrescentou ou retirou algo da Bíblia foram os reformadores. E o próprio Lutero admite tal feito, com a adição da palavra “somente” em Rm 3,28 de sua tradução para o alemão:

Se um papista lhe questionar sobre a palavra “somente”, diga-lhe isto: papistas e excrementos são a mesma coisa. Quem não aceitar a minha tradução, que se vá. O demônio agradecerá por esta censura sem minha permissão. (Amic. Discussion, 1, 127,’The Facts About Luther,’ O’Hare, TAN Books, 1987, p. 201)
Judeus para o inferno

Os judeus são pequenos demônios destinados ao inferno (‘Luther’s Works,’ Pelikan, Vol. XX, pp. 2230).
Queime suas sinagogas. Negue a eles o que disse anteriormente. Force-os a trabalhar e trate-os com toda sorte de severidade…são inúteis, devemos tratá-los como cachorros loucos, para não sermos parceiros em suas blasfêmias e vícios, e para que não recebamos a ira de Deus sobre nós. Eu estou fazendo a minha parte. (‘About the Jews and Their Lies,’ citado em O’Hare, in ‘The Facts About Luther, TAN Books, 1987, p. 290)
Mesmo se os judeus fossem inimigos, Lutero deveria amá-los, e não tratá-los como cachorros loucos, muito menos recomendar tal tratamento. Os cristãos devem reconhecer nos judeus o povo chamado por Deus e portador de sua revelação, e que possuem um papel na história da salvação. De fato, o chamado descobridor da doutrina de Deus encoberta pelos católicos, não parece ser familiar com a doutrina cristã que alegam ter resgatado.

Cristo pecador

Cristo Adúltero. Cristo cometeu adultério pela primeira vez com a mulher da fonte [do poço de Jacó] de que nos fala São João. Não se murmurava em torno dele: “Que fez, então, com ela?” Depois, com Madalena, depois, com a mulher adúltera, que ele absolveu tão levianamente. Assim, Cristo, tão piedoso, também teve que fornicar, antes de morrer. (Lutero, Tischredden, Table Talk, Weimar, Vol. II, p. 107, apud Franz Funck Brentano, Martinho Lutero, Ed Vecchi Rio de Janeiro 1956, p. 15).
Creio que não se pode comentar tais palavras, assegurando que vieram do nome daquele que cultuam hoje como “a estrela que brilhou no meio à escuridão da idade média”. Não há dúvida: Lutero está errado. Cristo se assemelhou em tudo a nós, menos ao pecado. Isto é evidente pela Sagrada Escritura e pela autoridade da Igreja, pois Cristo é Deus. Imagine, leitor, o que aconteceria se você apresentasse este fragmento a um protestante, esperasse este identificar quem o disse, e depois revelar que foi dita por nada menos que Martinho Lutero?

Infelizmente, os protestantes se recusarão a buscar as obras de Lutero e de outros reformadores. Sua metodologia “minha consciência é meu guia” lhe impede de aderir a qualquer semelhança com a doutrina de algum ser humano, ainda mais se este ser humano ensinou o que mostramos acima. Na realidade, os protestantes, que acham que retiram suas doutrinas da Bíblia, na realidade copiam as conclusões de outras pessoas, como Lutero (o que é um mal negócio), Calvino (também), ou o que pode ser ainda pior, de suas próprias conclusões.

Talvez a única conclusão que podemos retirar destas, e de várias outras frases, é a que o apóstolo Paulo nos incentiva: “Examinai-vos a vós mesmos, se estais na fé. Provai-vos a vós mesmos…A menos que a prova vos seja, talvez, desfavorável” (2Cor 13,10).

Fonte: http://www.veritatis.com.br/por-que-os-protestantes-nao-le…/

Leia mais:

A Moral e as palavras de Lutero:
http://www.veritatis.com.br/a-moral-e-as-palavras-de-lutero/

O erro de lutero:
http://www.veritatis.com.br/o-erro-de-lutero/

As 95 Teses de Martinho Lutero
http://www.veritatis.com.br/fala-a-historia-as-95-teses-de…/

 

Moral Católica e bebidas alcoólicas

20882296_1804455582902023_8887148575939682387_nPor ser um assunto com amplo material na internet eu nunca falei a respeito, todavia é importante sempre uma análise mais detalhada, tanto para não cairmos no puritanismo quanto no Laxismo excessivo.

Nas escrituras Sagradas nós podemos encontrar simultaneamente tanto a condenação ao beber em excesso, quanto o conselho a beber um pouco de vinho, ou até mesmo o primeiro milagre de Jesus ser transformando água em vinho. Pelas escrituras, portanto, fica claro que há um meio termo que deve ser o caminho seguido por todo o Cristão. Alguns erroneamente argumentam que os vinhos na época de Cristo não eram alcoólicos, mas além disto não encontrar respaldo na história, tampouco encontra nas Escrituras. Basta pensar um pouco. São Paulo por exemplo, exorta na Carta aos Efésios: “não vos embriagueis com vinho, no qual há devassidão, mas enchei-vos do Espírito”. Como seria possível alguém embriagar-se com bebida não alcoólica? Logo esta e outras passagens da Escrituras anulam por completo este argumento

Já na Tradição Católica a Igreja nunca condenou o beber, mas ao contrário, vários mosteiros se destacaram (como se destacam até hoje), por produzir bebidas de qualidade. Muitos Santos Católicos inclusive, tem sua vida relacionada a alguma história ligada a cerveja ou outra bebida. Santo Arnulfo, Santa Hildegarda, São Venceslau, etc… O Ritual de bênçãos antigo (que pode ser usado por Padres até hoje), trazia até mesmo uma bênção para cervejas. Outro fato, é que a Matéria Eucarística é essencialmente, além do Pão sem fermento é claro, o vinho alcoólico (ainda que em casos excepcionais possa ser mudado).

Logo sem sombra de dúvidas, fica claro que a condenação a bebida alcoólica nunca encontrou respaldo na Tradição cristã, sendo só posteriormente questionada, fruto de um puritanismo vindo de ALGUMAS tradições protestantes.

Porém se por uma lado a condenação não encontra respaldo, devemos também tomar cuidado para evitar o outro extremo. O Laxismo.

Para que sigamos o caminho da temperança, vou colocar um trecho da Suma Teológica em que o Doutor Angélico trata do Assunto.

“Nenhuma comida ou bebida, considerada em si mesma, é ilícita, conforme a palavra do Senhor: “Não é o que entra na boca que torna o homem impuro”. Portanto, beber vinho não é, de si, ilícito. Pode, porém, tornar-se ilícito, acidentalmente, para quem se deixa alterar com facilidade por ele, ou para quem fez voto de não bebê-lo; outras vezes, pelo modo de beber, quando se passa das medidas; e outras vezes, ainda, por causa dos outros, pelo escândalo que se pode dar.”

Neste trecho podemos ver que

1 – Beber vinho não é ilícito. Moralmente se diz que é NEUTRO (Nem pecado nem virtude, podendo ser pecaminoso ou virtuoso)

2 – Porém há algumas formas ilícitas de se beber que são:

– Quem se deixa alterar com facilidade: Aqueles que bebendo ainda que uma pequena taça de vinho correm o risco de ficar alterados. Ou mesmo alguém com problemas de alcoolismo, em que uma pequena bebida ativa um gatilho que pode levar a pessoa a destruição

– Quem fez voto de não beber: Alguém que fez a Deus alguma promessa relacionada a não beber. Quando este bebe, peca, não por beber, mas pela quebra de sua promessa.

– Quanto ao modo de beber: Quando alguém excede no seu modo de beber e fica embriagado. Ainda que não seja de per si ilícito beber, o seu excesso é um pecado Mortal. O excesso se dá quando se altera a capacidade de auto controle da pessoa

– Quando escandaliza: Aqui é um dos grandes problema dos laxistas. Assim, por exemplo, os laxistas costumam taxar qualquer um que é contra bebidas em festas de Igrejas de puritanos. Não percebem estes que o seu ato, se não tomar cuidado com o próximo, acaba-se por pecar contra o Quinto mandamento da pior forma possível, matando a alma de alguém. Assim, é de se reprovar também a atitude daqueles que não estão nem ai para o próximo e gostam de ostentar o seu beber.

Feita esta consideração ao que escreve o Doutor Angélico, fica-se claro que se por um lado pecam os puritanos, também acabam por pecar aqueles que só pensando em si mesmos, bebem sem pensar no próximo a sua volta ou não tem cuidado no modo de beber.

Por fim, encerro com um dado interessante sobre a maneira virtuosa de se beber.  enquanto Cardeal, tinha uma forma de apostolado um tanto peculiar, ele ia a alguns bares beber uma pequena dose de vinho, quando fazia isso, aproveitava para evangelizar quem estivesse próximo a ele no bar.

Nota 1 – O Puritanismo consiste numa moral extremamente rigorista e o Laxismo numa moral extremamente relaxada.

Nota 2: A benção da cerveja só pode ser dada por um SACERDOTE, todavia o Novo ritual de bençãos (é necessário também aqui ter cuidado para evitar escândalos) traz uma benção para diversas circunstâncias que pode ser dada por um leigo e utilizada portanto para abençoar cervejas e outras bebidas. Friso novamente, isto deve ser feito num ambiente de oração e respeito, com todo o cuidado para evitar escândalo.

 

Texto de Luiz Felipe Nanini