Crise de fé, crise moral

 

A crise da fé e a crise da ética atual são realidades intimamente conexas, já que a moral ocidental nasceu da cultura gerada pelo judeu-cristianismo.

A questão fundamental é a fé em Jesus Cristo, o encontro com a sua Pessoa. A fé é um dom; mas, deve suscitar uma resposta, impregnando o modo de pensar e de viver e compreender a realidade.
A fé nos faz ver e avaliar a partir de Deus como Se revelou em Jesus Cristo e é anunciado pela Igreja desde os tempos apostólicos. Ela nos dá uma nova percepção da realidade e da vida, mais global, profunda e verdadeira que qualquer outra percepção, gerada por qualquer outro ponto de vista, por válido e positivo que seja: a fé nos faz avaliar e viver segundo Cristo, segundo os critérios do Evangelho de Cristo!
O conhecimento provindo da fé nos ajuda a compreender Deus, nós mesmos e o próprio mundo. Tem-se, então, um conhecimento mais profundo que o filosófico e científico. Fé, filosofia e ciência não se contrapõem, mas a fé abre novas possibilidades àquelas pois, sem em nada forçar ou desfigurar os métodos dessas áreas de saber, oferece-lhes uma possibilidade mais profunda para interpretar a realidade.

É somente como resposta do homem livre a Deus que Se nos revelou e Se nos deu em Jesus Cristo que se pode compreender a moral cristã: não como algo imposto de fora, mas consequência de um “sim” livre e amoroso dado a Deus em Cristo. Todo amor é consequente, é exigente! Daqui brota uma ética da fé: um modo de viver inspirado, fundado e alimentado pela fé em Cristo, nascido do encontro vivo com Ele.
Tal encontro, no entanto, porquanto pessoal, dá-se sempre no “nós” da Igreja. É na Comunidade que ouve a Palavra, celebra os sacramentos e procura viver no Senhor, que o encontro pessoal com Cristo torna-se sempre objetivo, real e não fruto de uma ilusão ou delírio subjetivo.

Um Jesus que não seja o Jesus da Igreja de todos os tempos e presente na Igreja atual fiel à fé apostólica, é ilusório, fruto de nossos preconceitos. Por isso, a moral tal como a Igreja apresenta, não é algo que nos vem de fora para impor, mas, expressão exigente de um amor radical: o de Deus que tanto nos amou em Cristo, e o nosso, que deve concretizar-se no dizer “sim” aos apelos do Senhor com um modo de pensar, julgar e agir próprios do Evangelho.

A espiritualidade e a moral devem caminhar juntas: Uma moral sem espiritualidade seria moralismo asfixiante e desumanizador. Se o mundo percebe a moral cristã assim, é porque falta a experiência viva e pessoal do encontro com Jesus Cristo! Por outro lado, a espiritualidade verdadeira exige a moral: seguir a Cristo compreende a resposta concreta aos seus apelos. Daqui nasce a moral cristã!
A crise moral atual é gerada, sem dúvida, pela falta dessa experiência viva de Jesus!

 

Dom Henrique Soares da Costa

A pessoa de São José

SÃO JOSÉ, ESPOSO DE MARIA

Os cristãos atuais, que vivem a sério o seguimento de Jesus Cristo, experimentam a necessidade e a urgência de estudar e contemplar a figura encantadora de São José, o esposo da Virgem Maria. O conhecimento dele é uma exigência da formação inicial e continuada dos discípulos do Salvador.

A existência histórica de São José é fato comprovado, que salta aos olhos daqueles que pesquisam as Sagradas Escrituras, os documentos antigos e a tradição religiosa. Ele viveu entre nós há dois mil anos atrás, na Palestina, um pequeno país do Oriente Médio, na Ásia (Lc 1,27;Mt 1,18-25). Era um homem de família. Sua história está inserida na vida do povo de Deus. Sua vocação está, profundamente, ligada à sua missão de Jesus Cristo e da Mãe de Deus.

Para estudar a pessoa e o papel de São José, nós precisamos levar em conta a Bíblia, os textos da época, os apócrifos, as reflexões dos Padres da Igreja, a tradição eclesial, o magistério eclesiástico e as ciências humanas e teológicas. Dispomos de muitos livros e textos publicados, que nos ajudam compreender melhor a missão deste homem de Deus na história da salvação.

JOSÉ NAS SAGRADAS ESCRITURAS

“José” provém do termo hebraico “Iodzet”, que significa “Que Deus acrescenta”.

Na história e vida do povo de Deus, havia muitas pessoas cujo nome era “José”. É um nome que já fazia parte da cultura judaica. “José” provém do termo hebraico “Iodzet”, que significa “Que Deus acrescenta”.

Nas Sagradas Escrituras, encontramos três personagens conhecidos, os quais tiveram um papel relevante na história do povo de Deus: o patriarca José, José de Arimatéia e São José. O testemunho bíblico fornece-nos dados interessantes sobre a vida de cada um deles.

No Antigo Testamento, há o patriarca José, filho de Jacó e de Raquel. (Gn 37,1-50,26). Era o primeiro filho dela e preferido pelo pai, que nasceu em Harã. Invejado e odiado pelos irmãos, foi lançado por eles numa cisterna. Vendido para mercadores, foi levado, como escravo, para o Egito. Eles o revenderan para Putifar, comandante da guarda do faraó.

Injustamente acusado pela esposa de Putifar de ter tentado seduzi-la, foi encarcerado. Sua capacidade de interpretar sonhos o permitiu ser liberto da prisão, e se tornou vice-rei do Egito. Casou-se com a filha de um sacerdote egípcio, com a qual teve dois filhos, Efraim e Manasses.

Preparando-se para a fome anunciada pelos sonhos do Faraó, José fez reservas de alimentos no Egito. Quando a escassez de alimentos atingiu seus irmãos e os obrigou a se abastecerem no Egito, José, reconhecendo-os, perdoou-os e se reconciliou com eles. Mandou que toda a família fosse morar com ele. Faleceu aos 110 anos, idade ideal conforme a sabedoria egípcia. Sua história mostra a vida do justo que sofre, mas triunfa com sabedoria, persistência, fé e vivência de fraternidade. Apresenta José como instrumento de Deus para salvar a própria família.

O Novo Testamento mostra-nos a presença de José de Arimatéia nos inícios da Igreja (Mt 27,57-61;Mc 15,42-47;Lc 23,50-56;Jo 19,38-42). Piedoso e rico judeu de Jerusalém, era membro do Sinédrio, tribunal judaico. Tinha simpatia por Jesus Cristo e era seu discípulo, embora ocultamente.

José de Arimatéia exerceu um papel importante na paixão e morte de Jesus. Não concordou com a condenação de Cristo. Depois que Jesus morreu na cruz, ele pediu a Pilatos, procurador romano, seu cadáver e, junto com Nicodemos, enterrou-o num sepulcro novo, que tinha sido preparado.

Os textos do Novo Testamento registram a presença de São José na vida da Virgem Maria e de Jesus Cristo (Mt 1-2;13,55;Mc 6,3;Lc 1-2;3;23;4,22;Jo 1,45;6,42). Embora os evangelhos sejam muito discretos a seu respeito, não deixam de evidenciar sua relevante missão dentro da história da salvação. Ocupou um lugar importante nos relatos da infância de Jesus. Durante o ministério público de Jesus, ele é apenas nomeado.

PALESTINA E EGITO

palestina_no_tempo_de_jesusSão José nasceu, cresceu e viveu na Palestina, pequeno território situado na Ásia. Cortada pelo rio Jordão, é constituída por quatro faixas que se estendem do norte para o sul, por uns 240 km: a planície costeira, a montanha, o vale do Jordão e os planaltos transjordanianos. Tem o clima do mar do Mediterrâneo, que a ladeia, com variações subtropicais ou desérticas, conforme a região.

A residência de São José era Nazaré, cidade localizada na Galiléia, ao norte da Palestina. Nazaré ficava a 30 quilômetros do lago de Generasé. O Antigo Testamento não a menciona. No tempo de São José, era uma pequena cidade, de pouca importância. Como os outros lugares da Galiléia, era aberta às influências de outros povos. Por isso, os judeus da época a desprezavam, empregando inclusive termos negativos para ela. Atualmente, tem uma população que ultrapassa os 30 mil habitantes.

A ascendência de José era de Belém, cidade que se localiza ao sul da Palestina. A 7 quilômetros de Jerusalém, era considerada a cidade de Davi, rei antigo do povo de Deus (1010-970 a. C.). Ficou célebre porque nela nasceu Jesus Cristo. Na época de São José, tinha cerca de 2 mil habitantes. Hoje possui uma população aproximada de 30 mil.

São José levou para o Egito Maria e o menino Jesus para fugir da crueldade de Herodes Magno, antigo rei dos judeus. Egito é um país situado no noroeste da África. Com área regada pelo rio Nilo, estende-se tradicionamente desde o mar Mediterrâneo até a primeira catarata que interrompe a navegação, a antiga Siene, hoje Assua. Do outro lado se estendia o país de Cuch chamado pelos gregos Etiópia, hoje Sudão. Foi antigo império, dominando inclusive a Palestina.

ESPOSO DE MARIA

São José Carpinteiro

A vida dele constitui “uma vida que segue o ritmo de Deus”

A vida de São José transcorreu na história do povo de Deus, eivada de desafios do tempo. Ele teve uma participação especial no projeto de salvação, recebendo de Deus uma missão toda particular. Com docilidade e fé, seguiu os apelos do Senhor durante o trajeto de sua existência. A vida dele constitui “uma vida que segue o ritmo de Deus” (Stefano de Fiores, teólogo e escritor).

José teve uma vida simples e marcada pelo trabalho. Era originário de Belém, da estirpe de Davi, mas nunca invocou privilégios, cargos honoríficos, rendas vitalícias e tratamento especial. Era homem humilde e modesto, dedicado aos seus afazeres e responsabilidades.

Sua profissão era de carpinteiro. Trabalhava a madeira, dedicando-se a abater cedros e ciprestes nos bosques e florestas, a reparar os vigamentos das habitações e a construir portas, janelas, mesas, instrumentos agrícolas e outros manufaturados. Vivia do sustento de seu trabalho.

José era esposo de Maria, vivendo com ela um matrimônio de maneira santa e com muito amor e respeito. Pai adotivo de Jesus, deu-lhe um nome, fê-lo descendente da linhagem de Davi, esteve ao seu lado e colaborou no seu cuidado, proteção e educação. Soube aceitar Jesus como Filho de Deus, concebido no seio de Maria por obra do Espírito Santo.

 HOMEM PIEDOSO E JUSTO

Durante sua vida, José sempre foi muito piedoso e homem justo. Por estar plenamente aberto a Deus, aceitou e cumpriu os desígnios divinos com generosidade, disposição firme e empenho total. Era uma pessoa reta, obediente, íntegra, honesta, de fé profunda e inabalável, inteiramente entregue à vontade de Deus. Viveu intensamente as virtudes cristãs, amando, crendo e esperando em Deus com plena confiança e convicção.

José viveu sua completa adesão ao projeto de Deus.

 

José viveu sua completa adesão ao projeto de Deus. Abandonou-se todo a Deus, acreditando na Palavra de Deus e deixando-se guiar pelas mãos do Criador. O próprio Papa João Paulo II afirmou: “São José era um homem justo, fiel e dócil à Palavra de Deus. Envolvido de perto no mistério da encarnação, foi-lhe pedido que acreditasse naquilo que humanamente era difícil compreender. Viu desabrochar em Maria uma vida que era de origem divina, e só a fé lhe permitiu não fugir diante do mistério: ‘Não temas José’ (Mt 1,20). A exortação do anjo faz-nos intuir os temores, embora tão humanamente compreensíveis, tornando-o próximo de nós”. Aceitando e concretizando a proposta de Deus, ele foi fiel até o fim.

O CULTO DE SÃO JOSÉ

São José padroeiro da Igreja

Ao longo da tradição cristã, o magistério eclesiástico sempre destacou o valor de São José na vida da Igreja e no culto católico. O Papa Pio IX declarou-o Padroeiro da Igreja Católica em todo o mundo. Leão XIII o propôs como advogado dos lares cristãos. O Papa também estabeleceu a festa da Sagrada Família.

Pio XII instituiu a festa de São José Operário, celebrada em 1o. de maio. João XXIII acrescentou o seu nome no Cânon da Missa. No dia 19 de março, a Igreja celebra a solenidade de São José, esposo da Virgem Maria. Essa festa foi estabelecida pelo Papa Sixto IV, em 1479.

São José é muito venerado pelo povo. Muitas pessoas foram registradas com o nome dele. Encontramos seu nome em diversas ladainhas, como, por exemplo, na ladainha de “Todos os Santos” e na “Dos Agonizantes”. Há a “Ladainha de São José”, aprovada por Pio X. Existe um número enorme de grandes santos da Igreja que, em muitas ocasiões, recorreram à ajuda do esposo de Maria. Nós também somos convidados a honrá-lo e a imitar suas virtudes, de maneira que possamos ser também homens justos, íntegros e fiéis aos planos de Deus em nossa história concreta.

ROTEIRO DE ESTUDO MARIANO

Para estudar e aprofundar o tema, sugerimos os seguintes livros:

  1. Olivier Lê Gendre. José, o carpinteiro. Aparecida, Ed. Santuário, 2001
  2. Reinhard Abeln e Emil Maier-F. José, escolhido de Deus. A vida de São José contada e ilustrada para crianças. Aparecida, Ed. Santuário, 1995
  3. Geneviève Honoré-Lainé. O sim de José. Aparecida, Ed. Santuário, 1993

 

Via: Portal A12

O que é Mariologia?

MARIOLOGIA, ESTUDO ATUAL
No contexto atual, os cristãos, que buscam viver seu cristianismo de maneira consciente e responsável, sentem a necessidade de conhecer melhor a figura e a missão de Maria, a Mãe de Jesus Cristo. Por isso, procuram aprofundar seus conhecimentos pelo estudo das Sagradas Escrituras, da Tradição e da doutrina da Igreja, da teologia e de outras formas científicas de análise da fé.

mariologia
A veneração da Virgem Maria está presente na vida da Igreja, tanto na piedade popular como no culto oficial. É “um fato eclesial relevante e universal. Ela brota da fé e do amor do povo de Deus para com Cristo, Redentor do gênero humano, e da percepção da missão salvífica que Deus confiou a Maria de Nazaré, através da qual a Virgem não é somente Mãe do Senhor e do Salvador, mas também, no plano da graça, a Mãe de todos os homens” (Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, nº. 183).
Quando os cristãos, que estão imbuídos da veneração mariana, desejam compreender bem as verdades da fé, experimentam o dever e a urgência de considerar e refletir sobre a pessoa e o lugar de Maria no projeto de Deus e na vida da Igreja. Com razão buscam aprender a mariologia, disciplina valorosa e importante na caminhada da comunidade cristã.
Mariologia
O QUE É MARIOLOGIA?
A formulação da palavra “mariologia” foi feita pelo siciliano Plácido Nigido, que usando o nome de seu irmão Nicolau publicou, em Palermo, no ano de 1602, a sua obra mariana. “Mariologia” é um termo grego, que significa “discurso” ou “estudo” de Maria.
A mariologia é a parte da teologia que estuda a figura, o mistério, a missão e o significado de Maria na história da salvação. É “a ciência teológica que investiga, esclarece e aprofunda a presença atuante de Nossa Senhora no mistério de Cristo e da Igreja” (Ir. Aleixo Maria Autran, marista e escritor mariano).
Paulatinamente, os cristãos, que têm sede de compreender melhor os fundamentos de sua fé, vão descobrindo a importância e o valor da mariologia, realizando estudos em seus grupos, comunidades, centros culturais, academias, associações, institutos e faculdades.
ORIENTAÇÕES DO CONCÍLIO VATICANO II
O próprio Concílio Vaticano II (1962-1965) incentivou e orientou o estudo da mariologia, expondo bases sólidas e diretrizes seguras.
Na Constituição Dogmática “Lumen Gentium”, que trata da Igreja, o Concílio recomendou aos “os teólogos e pregadores da palavra divina a que na consideração da singular dignidade da Mãe de Deus se abstenham com diligência tanto de todo o falso exagero quanto da demasiada estreiteza de espírito. Sob a direção do Magistério cultivem o estudo da Sagrada Escritura, dos Santos Padres e Doutores e das liturgias da Igreja para retamente ilustrar os ofícios e privilégios da Bem-aventurada Virgem que sempre levam a Cristo, origem de toda verdade, santidade e piedade” (LG no. 67).

Academia Marial do Santuário Nacional, clique e conheça.
Ao mesmo tempo em que insiste, com diligência e abertura, na atitude de diálogo ecumênico, o Concílio faz saber aos cristãos que “a verdadeira devoção não consiste num estéril e transitório afeto, nem numa certa vã credulidade, mas procede da fé verdadeira pela qual somos levados a reconhecer a excelência da Mãe de Deus, excitados a um amor filial para com nossa Mãe e à imitação das suas virtudes” (LG no. 67).
Conscientes das orientações do Concílio, os cristãos assumem o estudo da mariologia com solicitude, seriedade, método, perseverança e ternura, esclarecendo e aprofundando seu conhecimento, sua reflexão e sua cultura. De maneira didática, o estudo, que se baseia nas Sagradas Escrituras e considera o contexto atual, abrange a tradição e vida da Igreja, a história da mariologia, a compreensão dos dogmas marianos, a reflexão teológica e cultural, o diálogo ecumênico e inter-religioso, o culto e piedade do povo, a aproximação com as ciências humanas e a missão dos cristãos na Igreja e na sociedade.
MARIOLOGIA NO CONJUNTO DA FÉ CRISTÃ
A mariologia há estar sempre integrada no conjunto da fé cristã. “O estudo da mariologia não é e jamais poderia ser uma reflexão isolada. É preciso evitar apresentações unilaterais da figura e da missão de Maria. Há necessidade de ligá-la aos estudos de cristologia, eclesiologia, pneumatologia, antropologia, escatologia etc.” (Dom Murilo S. R. Krieger, bispo e escritor mariano).
A mariologia ilumina e orienta a vida e missão dos cristãos. Não é uma ciência fechada em si mesma, presa em seus conceitos e formulações. Ao contrário, constitui um estudo teológico que ajuda os devotos em sua caminhada humana e espiritual. Iluminada pela mariologia e desenvolvida por uma dinâmica pastoral mariana, a piedade para com a Virgem Maria tem uma “grande força pastoral e constitui uma força inovadora dos costumes cristãos” (Paulo VI. Exortação Apostólica “Marialis Cultus”, nº. 31).
O estudo de mariologia ajuda os cristãos a renovarem e a aprofundarem o seu culto autêntico para com a Mãe do Salvador. O próprio Papa Paulo VI insiste na necessidade desta renovação mariana, dizendo que a “veneração dos fiéis pela Mãe de Deus tem revestido, de fato, formas diversas, de acordo com as circunstâncias de lugar e de tempo, com a distinta sensibilidade dos povos e com as suas diferentes tradições culturais. Disso resulta que, sujeitas ao desgaste do tempo, essas formas em que se expressa a piedade se apresentam necessitadas de uma renovação, que permita substituir nelas os elementos caducos, precisam valorizar os perenes e incorporar os novos dados doutrinais adquiridos pela reflexão teológica e propostos pelo magistério eclesiástico” (Exortação Apostólica “Marialis Cultus”, nº. 24).
ESTUDO E ESPIRITUALIDADE

“Mariologia” é um termo grego, que significa “discurso” ou “estudo” de Maria.
É de fundamental importância que o estudo de mariologia seja feito em clima de espiritualidade, inspirando e favorecendo a oração dos cristãos. Teólogo franciscano, São Boaventura (1221-1274) já recomendava: “Ninguém creia que basta a leitura sem a unção, a especulação sem o estupor, a pesquisa sem o exultamento, a atividade sem a piedade, a ciência sem a caridade, a inteligência sem a humilde, o estudo sem a graça divina, o perscrutar sem a sabedoria da inteligência divina” (Itinerarium Mentis in Deum, Prologus 4,53).
Por outro lado, o estudo da mariologia deve favorecer o cristão a adquirir uma sólida e ardorosa espiritualidade mariana. O estudioso não pode reduzir suas reflexões marianas a um conjunto de conceitos intelectuais bem expressos. Precisa unir o esforço mental com a prática espiritual, sem cair tanto no racionalismo como no sentimentalismo. Estudando a mariologia, procura também inspirar sua vida nas atitudes e virtudes de Nossa Senhora, querendo seguir, com a Igreja, “as pegadas do itinerário percorrido pela Virgem Maria, a qual avançou na peregrinação da fé, mantendo fiel a união com seu Filho até a cruz” (João Paulo II. Carta Encíclica “Redemptoris Mater”, nº. 2).
A formação do cristão na mariologia deve ser sempre completa, integrando bem e de forma harmoniosa o estudo, o culto e a vivência. Para isso, é imprescindível que ele adquira um conhecimento abrangente e exato da doutrina que a Igreja tem sobre a Mãe de Jesus. É preciso também que nutra um amor verdadeiro à Mãe de Deus, cultivando a devoção mariana com conteúdos e expressões profundas e autênticas. Além disso, o devoto deve desenvolver a habilidade de comunicar os seus conhecimentos marianos aos outros com competência, cordialidade e sabedoria.
ROTEIRO DE ESTUDO DA MARIOLOGIA
Para estudar a mariologia, o cristão precisa perceber e analisar, com critérios e a ajuda das ciências humanas, a situação atual da Igreja, da sociedade e da cultura em relação à presença e ao significado da Mãe de Jesus. Existem vários livros e revistas que mostram como os nossos contemporâneos se relacionam com a figura de Nossa Senhora.
Outro passo imprescindível do estudo de mariologia é a leitura e a meditação da Bíblia. A Sagrada Escritura é a alma e a base da formação mariana. Com ajuda de publicações de obras de exegese, o devoto pode conhecer e estudar a figura e a presença de Maria nos textos bíblicos. Nós encontramos a Mãe de Deus sempre “junto de Cristo, unida a Ele e à sua Igreja. A Palavra de Deus nas Escrituras (Antigo e Novo Testamento), lida e interpretada pela Igreja, é fonte do nosso culto de veneração, amor filial e imitação da Virgem Maria” (Ir. Aleixo Maria Autran).
Realizando sua formação mariana, o cristão deve levar em conta a tradição da Igreja, estudando os fatores, os desdobramentos e as contribuições referentes à doutrina e ao culto da Virgem Maria ao longo dos séculos. É importante aqui que estudar os documentos do magistério eclesiástico, os dogmas, as obras dos Padres da Igreja, os apócrifos, os escritores, os santos, a liturgia e piedade das comunidades.
Aprofundando e esclarecendo seus conhecimentos marianos, o cristão precisa do auxílio da teologia. Os leigos têm acesso ao estudo da teologia. “De uns tempos para cá, há algumas décadas já, o estudo da teologia, como ciência, deixou os ambientes restritos dos seminários e das casas de formação para se tornar um curso acessível a todos, não somente aos futuros padres e pastores, mas também aos leigos, religiosos, animadores de comunidade, e demais agentes de pastoral” (Antônio Mesquita Galvão, teólogo leigo e escritor). Existem vários cursos de mariologia, quer nos centros de teologia e nas comunidades, quer por correspondência. As editoras têm publicado muitos livros marianos, que trazem as reflexões dos teólogos.

 

Via: Portal A12

SOBRE A “PROFECIA” DA CANTORA GOSPEL ANA PAULA VALADÃO

De vez em quando, páginas católicas publicam fotos e vídeos de eventos da Igreja com milhares de pessoas e, na legenda, colocam a seguinte frase: “cadê a profecia de Ana Paula Valadão?”, “cadê a Igreja que iria diminuir?”, etc. etc. etc…

Em primeiro lugar, gostaria de esclarecer o seguinte: não se mede a força da Igreja pelos eventos. Pensar dessa forma, é tolice. Numa procissão, num show ou em qualquer aglomeração de pessoas, não se pode afirmar que TODOS são católicos. Se eu anunciar que Padre Marcelo vai cantar aqui na Paróquia, vão aparecer caravanas de todas as cidades da região. Dentro daqueles ônibus vai ter de tudo: de simples vendedores ambulantes, à militantes pró-aborto. Mas, católico mesmo, que vive sua fé com integridade, não será nem a metade do show. Logo, multidão não diz muita coisa, pois igreja cheia nunca foi sinal de convertidos.

Voltando à profecia da cantora:

Fui pesquisar o que ela disse, e vi que, de fato, ela falou muita besteira (como sempre). Poréééééémmmm… a profecia de que a Igreja vai reduzir no tamanho, não é de Valadão, mas da própria Igreja Católica.

– O quê, padre???? Não creio…
– Pois creia, filho (a). Repare no que está escrito abaixo:

(Papa Bento XVI) “A Igreja diminuirá de tamanho. Mas dessa provação sairá uma Igreja que terá extraído uma grande força do processo de simplificação que atravessou, da capacidade renovada de olhar para dentro de si”.

(Beata Ana Catarina Emerich) “Vi muitas pessoas abandonar a Igreja legítima e dirigirem-se à outra dizendo: “Lá tudo é mais agradável, mais natural e bem acomodado”.

(N. Sra da Salete): ““O Vigário de meu Filho terá muito que sofrer, porque durante algum tempo a Igreja será entregue a grandes perseguições. Será o tempo das trevas, e a Igreja passará por uma crise pavorosa”.

(São João Paulo II): “Temos de estar preparados para sofrer grandes provações num futuro não muito distante; provações que requerem a prontidão para abdicar até mesmo das nossas vidas e uma entrega total de nós mesmos a Cristo e por Cristo”.

Diz o Catecismo: “Antes da vinda de Cristo, a Igreja deverá passar por uma prova final, que abalará a fé de numerosos crentes. A perseguição, que acompanha a sua peregrinação na Terra, porá a descoberto o «mistério da iniquidade», sob a forma duma impostura religiosa, que trará aos homens uma solução aparente para os seus problemas, à custa da apostasia da verdade. A suprema impostura religiosa é a do Anticristo”. (675)

E diz mais: “O Reino não se consumará, pois, por um TRIUNFO histórico da Igreja segundo um progresso ascendente, mas por uma vitória de Deus sobre o último desencadear do mal”.

Então, meus queridos, não se contentem com multidões. Acho melhor pegar o Rosário e dobrar os joelhos em oração pela Igreja. Quando vão se realizar estas coisas??? não faço a mínima ideia. E é justamente por não saber, que eu devo ficar atento! Quando acontecer, muitos vão dizer que Ana Paula Valadão ‘acertou’ na profecia, mas na verdade ela apenas macaqueou (com sutileza diabólica) o que a Igreja já havia dito.

Rezai… Rezai… Rezai…

Pe. Gabriel Vila Verde.

Outrora o centro de todos os lares Católicos era Cristo.

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Nas casas católicas não faltava um crucifixo no lugar central e mais nobre, e as imagens do Sagrado Coração de Jesus e do Imaculado Coração de Maria ficavam a vistas de todos para serem veneradas.

Hoje já não há mais crucifixos e ninguém mais se lembra das veneráveis imagens dos Sagrados Corações.

Foram elas substituídas pela televisão, por esse ídolo moderno que manipula, corrompe, sensualiza e erotiza cada individuo que se propõe todos os dias a idolatrar. A TV reina em praticamente todos os lares nos corações e mentes, de modo que o indivíduo está a tal ponto escravizado por ela, que não pode imaginar e suportar a vida sem ela. A televisão é realmente uma droga, é viciante.

——

Não pense, assista. Não critique, comova-se!
Alíni Biachini

Vou lhe passar o perfil de uma “amiga” que temos em comum, eu, você e a maioria da população brasileira. Ela tem o poder de fazer você rir, e até chorar diante dela. É presença garantida em sua vida, tanto que você a tem como companhia durante muito tempo, e muitas vezes esquece de você mesmo para servi-la. Ela é tão “camarada” que lhe ensina como pensar, agir, se comportar e vestir.

Já descobriu que amiga é essa? Ainda não? É simples, basta você olhar para esse aparelhinho que está na sua sala ou até mesmo no seu quarto e descobrirá de quem estou falando.

A televisão, hoje companheira inseparável da maioria da população brasileira, é um dos maiores instrumentos de persuasão desde o século passado. Os meios de comunicação televisivos, popularizados hoje no Brasil, formam uma complexa, profunda e sutil manipulação que permeia nossa vida desde a mais tenra idade até a nossa senil e frágil existência.

Utilizando-se dos mais eficientes e incisivos instrumentos conhecidos, a TV hoje praticamente bombardeia nossas mentes, a todo o instante, com elementos que possam interferir no imaginário, dimensionados para uma vida transpassada de símbolos e ações que sedimentarão a nossa personalidade junto ao processo civilizatório, ao qual estaremos inseridos até o fim da vida.

Ontem, estive lendo um artigo de um jornalista que ficou horrorizado ao ver sua filha, de apenas seis anos, praticando gestos obcenos na frente do aparelho, para aprender a nova dança do momento. Claro, a criança ainda não via maldade alguma nisso. Mas e os pais? Mesmo tendo a noção da baixaria e gravidade da cena, tornam-se omissos à essa situação. Satisfeitos, compartilham constantemente, juntamente com seus filhos, de momentos “agradáveis e descontraídos” proporcionados por nossa inseparável companheira.

Somos influenciados por esse veículo e nos tornamos escravos da TV, até as classes mais favorecidas financeiramente rendem-se ao seu fascínio. O pai chega em casa depois de um longo dia de trabalho e eufórico deleita-se assistindo o jornal. A mãe precisa “cumprir” sua promessa: assistir a novela das oito. Enquanto a criança fica o dia todo em casa à mercê de programas infantis de baixo nível, com apresentadoras fúteis, ignorantes e siliconadas. A televisão como representante máxima da mídia, inúmeras vezes aparece como principal alternativa em substituição aos pais, irmãos, amigos e até mesmo babás na educação de uma criança. Se analisarmos as condições em que estamos vivendo, chegaremos à conclusão de que pouco é feito para que a situação se modifique.

Não seria justo crucificar apenas as apresentadoras siliconadas, sem mencionar o “espetáculo” dos telejornais. É um embuste o poder de persuasão que têm diante das pessoas e da própria mídia impressa brasileira. Um exemplo claro foi o verdadeiro mega show que a “poderosa” Vênus Platinada protagonizou quando o jornalista Roberto Marinho faleceu. Com apenas meia dúzia de palavras sensacionalistas, melancólicas, manipuladoras e supostamente idealistas, metade da população brasileira emocionou-se completamente comovida diante da telinha. Todavia, vale frisar que o jornalista Willian Bonner, que quase se debulhou em lágrimas, é um excelente ator. Sem ele o espetáculo “amamos nosso patrão” não seria o mesmo. Não vou nem comentar os programas veiculados na TV ao domingos, apenas faço um apelo: socorro!

Será que a TV é mesmo nossa amiga?

Ou essa amizade é \’monogâmica\’ ?

A televisão não respeita nada do telespectador, ao contrário, ele a respeita, dá a ela todo seu afeto, lazer e obrigações. As imagens se passam muito rapidamente, muitas vezes sem ordem e objetivo. Passivamente a inteligência da pessoa recebe informações que nem sempre a interessam e, geralmente, não as conduzem a nenhum lugar. As idéias que surgem das imagens transmitidas não têm profundidade, pois o profundo só se alcança com a reflexão calma em um ponto, a TV vicia a mente, que fica com “preguiça de pensar”. Aquilo que se adquire com tanta facilidade logo é esquecido. Como na TV tudo é superficial e passageiro, o conhecimento assimilado perde-se facilmente.

A mídia televisiva é, sem dúvida, um avanço tecnológico ímpar. Ela nos fornece informação e entretenimento e esses acabam formando opiniões e ditando modismos. A solução para usar este veículo a nosso favor seria apenas filtrar o que as crianças e até mesmo nós adultos assistimos?

O homem sempre precisou de meios de divulgação, tentando atrair para si adeptos, usuários, consumidores e conquistando com isso críticos e admiradores. Gostaríamos que, futuramente, nossas crianças voltassem a apreciar canções infantis. Que a cultura brasileira não fosse deturpada, e informação não se transformasse em sensacionalismo.

Enfim, se você prestar atenção, poderá entender as idéias subliminares que este veículo esconde. É como se a cada imagem transmitida a seguinte frase ressoasse: Não pense, somente assista, eu faço isso por você! Não critique, comova-se diante de meu espetáculo!

 

Via: Formação Católica

“A democracia não se sustenta sem a verdade. Verdade e liberdade, ou andam juntas ou juntas perecem miseravelmente” (João Paulo II).

ENSINAMENTOS DA IGREJA
1. A Igreja Católica não tem partido. Como instituição, a Igreja acolhe a todos os batizados e não apoia a nenhum partido político; mais ainda, aceita que uma mesma fé pode inspirar opções políticas diversas.
2. Os fiéis católicos podem filiar-se e votar livremente no partido político e no candidato que, sem contradizer suas convicções morais e religiosas, melhor responda ao bem comum dos cidadãos.
3. A hierarquia da Igreja, isto é, os diáconos, presbíteros e bispos, não podem filiar-se a nenhum partido político, nem apoiar publicamente a um candidato em particular. É direito seu e dever seu propor os princípios morais que devem reger a ordem social e, privadamente, votar em quem queiram.
4. Os fiéis católicos estão obrigados a serem coerentes com sua fé em público e privadamente, Portanto, não podem, sem se atraiçoar a si mesmos, aderir ou votar em um partido ou em um candidato contrário às suas convicções religiosas e às suas exigências morais.
PORTANTO, UM CATÓLICO:
1. Não pode votar em um partido ou em um candidato que sejam contra o respeito absoluto que se deve à vida humana, desde a concepção até seu desenlace natural, como seriam os que propiciam o aborto, a eutanásia ou a manipulação dos embriões.
2. Não pode votar em um partido ou em um candidato que não respeitem a dignidade da pessoa humana, como seriam os que defendem ou promovem a prostituição, as uniões homossexuais ou lésbicas, os anticoncepcionais físicos ou químicos, a pornografia especialmente a infantil, a clonagem humana, o uso do tráfico de drogas, a venda indiscriminada de álcool, o machismo, a discriminação étnica e racial.
3. Não pode votar em um partido ou em um candidato que não respeitem o direito primário de todo homem ou mulher de praticar, privada ou publicamente, individualmente ou em grupo, suas crenças religiosas, ou que criem obstáculo de qualquer maneira ao ensino da religião, que proíbam as manifestações públicas de fé ou se oponham à instalação dos lugares de culto que pede a comunidade.
4. Não pode votar em um partido ou em um candidato que se oponham ou neguem o direito inalienável dos pais de família a escolherem o tipo de educação que, de acordo com suas convicções, queiram para seus filhos.
5. Não pode votar em um partido ou em um candidato que não garantam, com certeza moral, que utilizará honestamente o dinheiro e os bens públicos, que cumprirão o que prometem, que buscarão o bem comum e não o proveito próprio e de seus colaboradores.
6. Não pode votar em um partido ou em um candidato que não se comprometam a promover a dignidade da família fundada sobre o matrimônio monogâmico entre pessoas de sexo oposto, a combater a violência, a droga, a injustiça institucionalizada, a corrupção pública, e que façam propostas críveis em favor dos mais necessitados.
AO CONTRÁRIO, UM CATÓLICO:
1. Deve votar, preferencialmente, em um candidato que respalde, com seu exemplo, as virtudes humanas e cristãs como sejam o respeito aos demais, o saber escutar, o diálogo, o dizer a verdade, a honestidade, os bons costumes, a fidelidade conjugal e o amor pela sua família.
2. Deve votar, preferencialmente, um candidato que demonstre, com atos, seu espírito de serviço aos demais, especialmente a preferência dos mais pobres e que, em tudo e sobre tudo, defenda a dignidade da pessoa humana.
3. Deve votar, preferencialmente, em um candidato que tenha qualidades de governo e que garanta a vigência do estado de direito mediante a aplicação da lei, sem exceção de pessoas ou de cargos.
POR ISSO, UM CATÓLICO CUMPRE ASSIM OS 10 MANDAMENTOS:
1º. AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS.
O partido político ou o candidato não podem ser amados mais que a Deus. “É preciso obedecer a Deus antes que aos homens” (At 5, 2).
2º. NÃO DIZER O NOME DE DEUS EM VÃO.
Não se pode usar a Deus ou a religião para fazer propaganda política ou ganhar votos.
3º. GUARDAR OS DOMINGOS E FESTAS DE GUARDA
O domingo é dia de guarda, de descanso e dedicado à família, é o Dia do Senhor, para ir à Missa.
4º. HONRAR PAI E MÃE
O respeito aos pais está acima do respeito aos chefes e aos companheiros de partido. À mulher, em sua condição de mãe, esposa, irmã.

5º. NÃO MATAR
Estão proibidas as vinganças, “ajustes de contas, mortes políticas e, sobretudo, matar as esperanças dos mais fracos com políticas econômicas equivocadas ou acumulando riquezas injustas.

6º. NÃO PECAR CONTRA A CASTIDADE
Está proibido aproveitar-se do lugar ou das influências para obter serviços e favores sexuais de qualquer pessoa.

7º. NÃO ROUBAR
Tomar ou reter injustamente os bens alheios ou o dinheiro público e empregá-lo para o bem pessoal é roubar. O pecado do roubo não é perdoado se não for devolvido.

8º. NÃO LEVANTAR FALSO TESTEMUNHO NEM MENTIR
O falso testemunho, a calúnia e o anonimato denotam covardia e são pecados. Não há mentiras caridosas nem é verdade que, em política, vale tudo. Pensar assim é fomentar o cinismo e o apodrecimento social.

9º. NÃO DESEJAR A MULHER DO PRÓXIMO
Ter dinheiro, prestígio ou poder não dá direito a repudiar a esposa legítima e a juntar-se com outra. Quem se casa com um (a) divorciado (a), comete adultério (cfr. Mc 10, 11-12).

10º. NÃO COBIÇAR OS BENS ALHEIOS

A cobiça se refere ao desejo de possuir, por qualquer meio, os bens do próximo ou os bens públicos. Este seria o caso de quem busca um cargo público com a intenção de se enriquecer e não de servir.
UM CATÓLICO SABE:

1. Que, se bem que a democracia não se esgote no processo eleitoral, sua fé o compromete a colaborar com o bem do país, dando seu voto livre, secreto, pessoal e informado. O abstencionismo é um pecado de omissão.

2. Que está obrigado a conhecer os princípios morais e a doutrina dos partidos e candidatos e a não se deixar manipular. É pecado grave comprar ou vender votos e colaborar de qualquer maneira em uma fraude eleitoral.

3. Que deve conhecer sua fé e formar sua consciência de acordo com os ensinamentos da Igreja e da moral católica, e emitir seu voto pensando no bem comum e não segundo interesses pessoais ou do partido.

4. Que, se não encontra um partido ou candidato que concorde com seus princípios religiosos e morais, deve votar, segundo seu juízo e em consciência, no menos mal.

5. Que deve brindar às instituições cidadãs que participam e cuidam dos processos democráticos seu respeito e apoio. A democracia é um bem que todos devem proteger.

UM CATÓLICO DEVE LEVAR EM CONTA

1. Que estes princípios doutrinais são validos para os católicos de qualquer lugar e não têm dedicatória particular, mais do que a que cada um lhe queira dar. Portanto, o católico que age segundo estes critérios, contribui de maneira substancial ao bem do país, e ninguém pode se sentir ofendido, porque se trata da aplicação de princípios que emanam da lei natural comum a todo ser humano.

Além disso, a Igreja é anterior a qualquer partido político e a fé transcende as ideologias. Em todo caso, os que poderiam se sentir ofendidos são os católicos que pagam impostos e são usados com freqüência para atacar os princípios fundamentais de sua fé e da moral católicas.

2. Que estes princípios, com serem expressão da lei natural e estarem gravados por Deus no coração humano, obrigam a todos igualmente. O fato de que alguns destes coincidam com a moral católica, isto se deve a que a verdade é uma e não a querer impor um estado católico ou um governo confessional. Esta coincidência com a fé católica de nenhuma maneira os torna confessionais. Um governante católico governa, sem renegar a sua fé, não a partir de seus postulados religiosos, mas a partir dos preceitos da lei natural centralizados na dignidade inviolável da pessoa humana.

3. Que o querer afastar os católicos da vida política pelo fato de se manifestarem coerentes com sua fé é uma forma de intolerância e discriminação religiosa, violadora dos direitos humanos. Portanto, um católico que vota segundo estes princípios está contribuindo para o amadurecimento de um autêntico estado laico e democrático.
UM CATÓLICO REZA ASSIM:

Deus todo poderoso e eterno, que tendes na mão o coração dos seres humanos e o direito dos povos, olhai com bondade aqueles que nos governam. Que por Vossa graça se consolidem por toda a terra a segurança e a paz, a prosperidade das nações e a liberdade religiosa. Por Cristo, nosso Senhor.
Santiago de Querétaro, 27 de abril de 2003.

NOTA: Esta doutrina se encontra principalmente no Catecismo da Igreja Católica, nas encíclicas do Papa João Paulo II: O Evangelho da Vida e o Esplendor da Verdade, na Carta Pastoral dos Bispos Mexicanos: Do Encontro com Jesus Cristo vivo à solidariedade com todos (25 de março de 2000) e responde ao que pede a recente Nota Doutrinal sobre algumas questões relativas ao comportamento e conduta dos católicos na vida política, da Congregação para a Doutrina da Fé (24 de novembro de 2002), na Declaração dos Direitos do Homem da ONU (1948).

Via: Formação Católica

Você é um pagão batizado, mais conhecido como um Católico não praticante?

Você não pode ser o que não pratica. A imagem quer dizer que não existe católico praticante ou não praticante, ou seja, nao existe rótulos, ou você é simplesmente um católico verdadeiro ou somente pagão batizado.. Mas seguindo essa padrão conhecido, Ser praticante é muito mais que ir à Missa, rezar e ir à Igreja…São muitas as vezes que escutamos alguém dizer que é “católico praticante” ou também: “sou católico, mas não praticante”. Me pus a pensar nestas frases tão faladas e tentando ver o que na verdade se quer dizer com a afirmação de pagão batizado, mais conhecido como “católico não praticante”.

Você não pode ser o que não pratica. A imagem quer dizer que não existe católico praticante ou não praticante, ou seja, nao existe rótulos, ou você é simplesmente um católico verdadeiro ou somente pagão batizado.. Mas seguindo essa padrão conhecido, Ser praticante é muito mais que ir à Missa, rezar e ir à Igreja…São muitas as vezes que escutamos alguém dizer que é “católico praticante” ou também: “sou católico, mas não praticante”. Me pus a pensar nestas frases tão faladas e tentando ver o que na verdade se quer dizer com a afirmação de pagão batizado, mais conhecido como “católico não praticante”.
QUANDO, NUM encontro social, a conversa gira em torno de assuntos religiosos, é bem comum ver alguém declarar, com a maior naturalidade: “Sou católico não praticante”…
Interessante é que a maioria parece achar muito normal e lógica essa afirmação, que raramente é contestada. Dias depois, numa outra oportunidade, numa outra conversa, é possível que alguém volte a fazer a mesma afirmação, e todos continuam achando tudo muito normal e lógico. Entretanto, perguntamos nós, como poderia alguém “ser” e, ao mesmo tempo, não “praticar”?
Essa ideia de que se pode acreditar na Igreja, – e mais além e mais importante, considerar-se membro desta Igreja, – sem colocar em prática a sua fé, infelizmente, é tão comum que já se tornou a mentalidade predominante em muitos ambientes.

A justificativa de tal comportamento varia de pessoa para pessoa: existem aqueles que deixaram de lado a prática religiosa devido à decepção com algum líder ou administrador de sua comunidade: talvez o padre tenha feito ou dito alguma coisa que aquela pessoa não gostou, e pronto: já é motivo para abandonar a Igreja de Jesus Cristo, a vida de oração comum, as práticas, o aprendizado, a convivência com os irmãos de fé, os Sacramentos, a Comunhão no Corpo do Senhor… Simplesmente viram as costas e vão-se embora, sem mais.

Alguns outros, meio sem perceber, vão abandonando pouco a pouco a vida de fé: deixam de ir à Missa um dia, depois outro… Quando percebem, não estão  indo mais à igreja, nem aos domingos e dias de preceito. Depois, vão deixando de rezar com regularidade, deixando de ler a Bíblia Sagrada e, quando notam, já organizaram suas vidas de tal maneira que nelas não há mais espaço para Deus. Quando alguém pergunta sua religião, geralmente ainda se declaram católicos, mas realmente não se importam muito com isso.
Outros ainda possuem um conhecimento tão superficial de sua religião que, para eles, qualquer notícia ou acontecimento que não possam compreender já é motivo de escândalo: sem reflexão, sem pudor e sem amor, simplesmente renegam a fé. Quando alguém critica a Igreja, muitas vezes, essas pessoas ajudam a criticar, ao invés de tentarem defendê-la ou buscar a informação segura sobre a quele assunto específico. Lembram-se que existe a Igreja apenas em ocasiões específicas e esporádicas, como a celebração de um batizado, o casamento de algum parente ou a Missa de falecimento ou de sétimo dia de algum amigo querido. Para estes, é como se a Igreja fosse apenas um lugar para reuniões sociais, festivas ou tristes. É uma fé de aparência e nada mais.
Algumas pessoas também deixam a prática religiosa com o argumento de que não gostam de normas, ritos e cerimônias, que eles veem como elementos de uma religião ultrapassada, antiga e antiquada: preferem inventar a sua própria religião, para si mesmos, do “seu jeito”. Não querem saber de “dogmas”, e gostam de dizê-lo, – embora, na realidade, não saibam exatamente o significado e o sentido dessa palavra… – Esquecem-se de que somos humanos, e não anjos elevados: os anjos não precisam de gestos, sinais e nem mesmo de palavras para se relacionar com Deus, pois são seres espirituais. Nós, ao contrário, precisamos destes recursos, ao menos como meios de comunicação.
†   †   †

A Fé nos torna participantes da Família de Deus e membros da Igreja, e é através dela que seguimos o Caminho da Salvação, que é Jesus Cristo. Nossa Família cristã, a Igreja do Senhor, tem uma história de dois milênios, riquíssimas tradições e belíssima Liturgia, que se refletem nas belas celebrações. Pode ser que algumas pessoas não as entendam, mas, antes de simplesmente ignorá-las, ou pior, criticá-las, seria mais inteligente procurar conhecê-las, entender as suas origens e significados e tentar conhecer os seus valores.

O principal, muitas vezes, é invisível aos olhos, mas se manifesta através do visível, do palpável, do sensível aos sentidos físicos. O próprio Cristo, mesmo sendo Deus, ao assumir natureza humana observou os ritos e respeitou as normas religiosas: foi batizado, passou noites em oração, foi ao Templo de Jerusalém, ia as sinagogas, lia as Escrituras…

É hipocrisia dizer que se tem fé e não demonstrá-la nos gestos, nas atitudes, nas posturas diante da vida, e também nas práticas religiosas. A fé e o modo de vida não vivem separados. A Bíblia é radical e diz, com toda a clareza, que a fé sem obras é morta (Tg 2,14-26).
Conta-se que certo empresário muito rico, mesmo sendo ateu, em viagem à Índia fez questão de ir conhecer Madre Teresa de Calcutá: ele tinha admiração pelo seu despojamento, coragem e obra. Chegando à casa das missionárias, onde Madre Teresa vivia, encontrou-a em meio a um mar de crianças miseráveis, muitas doentes, num quadro desolador. Viu uma velha senhora, que poderia estar descansando e aproveitando tranquilamente seus últimos anos de vida, sacrificando-se, literalmente, pelo bem do próximo.

Comovido, este homem aproximou-se e se apresentou, declarando sua admiração pela religiosa. Madre Teresa foi gentil, mas não deixou de fazer o seu trabalho. Os dois conversaram por alguns minutos, até que e o rico empresário, prestando atenção ao grande crucifixo pendurado ao pescoço de Madre Teresa, comentou: “Admiro muito o seu trabalho e o seu exemplo de vida, mesmo não acreditando neste símbolo que a senhora usa”.

Ouvindo isso, Madre Teresa respondeu: “Meu filho, tudo que eu sou e faço, todas as coisas pelas quais você me admira… É tudo por causa do que este símbolo representa. Se não fosse pela minha fé e amor a Jesus Cristo Crucificado e Ressuscitado, você nem saberia que eu existo!”…

Penso na verdade, que ser Católico praticante, é muito mais que ir á Missa, rezar, ir à Igreja, tudo no qual é necessário para poder encontrar o alimento e a força para depois na minha vida cotidiana, poder levar a pratica essa fé que tenho.

Por tanto, ser praticante, creio que é demonstra-lo em cada momento de minha vida, quando posso ir à Igreja, mas acima de tudo, em minhas tarefas habituais, na minha família, no meu trabalho, no meu estudo, no meu lazer, no meu descanso. Sabemos que de nada vale nossa presença em um templo se logo depois minha vida segue um caminho totalmente diferente.

Ser praticante é levar uma vida o mais coerente possível com a fé que professo, e que definitiva é a minha busca em imitar Jesus, que é a Revelação de Deus a quem devemos seguir.

Devemos mostrar com nossas atitudes em cada momento que Jesus é o centro de nossa vida, que pertencemos a Igreja que Ele fundou e que o feito de sermos praticantes não deve ficar na repetição de determinados ritos, em cumprir algumas prescrições ou em ir a determinados lugares, onde sem duvidas não nos custara tanto viver esses momentos como pessoas de Fé.

Vemos e escutamos muitos exibirem seus “títulos” de católicos, mas muito mais que isso, se deveria pensar em cada atitude que temos, se nossas decisões, se nossas palavras, se nossos gestos são de pessoas que pertencem a Igreja Católica, ou muitas vezes não são mais que “títulos vazios” com os quais inclusive pretendemos ficar tranquilos com eles em nossa consciência.

Hoje, mais do que nunca, é necessário o testemunho dos Católicos, daqueles que em cada momento de sua vida, em cada lugar que estão, na vivencia de sua responsabilidade e obrigações, mostram aos demais que é possível viver de acordo com a fé que tem. Então sim, tenho certeza, que poderemos dizer que existem “Católicos praticantes”.

Se você que lê este artigo tem uma “fé morna”, que não se reflete concretamente na sua vida prática, lembre-se deste exemplo de Madre Teresa. É assim que os santos nos ajudam: talvez mais do que pedindo por nós a Deus, no Céu, pelo seu exemplo de vida.

Leia mais: http://www.afecatolica.com/news/catolico-praticante/

Via: Católicos Na Biblia