A Cruz, a foice e o martelo

Em sua visita à Bolívia, no começo deste mês, o Papa Francisco recebeu do presidente Evo Morales uma cruz em forma de foice e martelo, símbolo do comunismo, tendo nela Jesus Crucificado, símbolo do cristianismo. Era uma réplica da escultura criada pelo jesuíta espanhol Padre Luis Espinal, ligado à Teologia da Libertação, como forma de diálogo ou mesmo simbiose entre o comunismo e o catolicismo.

Ao ver o rosto constrangido do Papa, lembrei-me do constrangimento de Dom Antônio Santos Cabral, arcebispo de Belo Horizonte, ao ser convidado por Juscelino Kubitschek para benzer a Igreja da Pampulha, em forma de foice e martelo. O arcebispo recusou, dizendo que a obra modernista de Oscar Niemeyer ia de encontro ao aceitável pela Igreja.

Deixando de lado a análise da impertinência do insólito presente de Evo Morales, consideremos apenas o significado de tal crucifixo em forma de foice e martelo.

Na entrevista no avião, o Papa explicou que o Pe. Luis Espinal pertencia à linha da Teologia da Libertação que utilizava a análise marxista da realidade. Segundo o Papa, Espinal era um entusiasta dessa análise da realidade marxista e também da teologia usando o marxismo. O Papa lembrou que, nesse tempo, o Superior Geral da Companhia de Jesus mandou uma carta a toda a Companhia sobre a análise marxista da teologia, dizendo que isso não podia, não era justo, pois são coisas diferentes. E o Papa Bergoglio lembra os documentos da Congregação para a Doutrina da Fé sobre o assunto (CDF Libertatis nuntius e Libertatis conscientia).

 

Alguns tentaram justificar a amálgama entre marxismo e cristianismo, alegando que se poderia “batizar Marx” assim como Santo Tomás de Aquino “batizou” Aristóteles. Mas esses se esquecem de que Aristóteles era pagão, tinha uma filosofia natural, mas não era anticristão, ao passo que Marx, sua filosofia, sociologia, materialismo dialético, negação da propriedade, etc. são visceralmente antinaturais e anticristãos. Impossível ser batizado! Coisas irreconciliáveis!

O documento citado pelo Papa Francisco relembra a advertência do Papa Paulo VI: “Seria ilusório e perigoso o esquecimento do íntimo vínculo que os une de forma radical, aceitar os elementos da análise marxista sem reconhecer suas relações com a ideologia, entrar na prática da luta de classes e de sua interpretação marxista deixando de perceber o tipo de sociedade totalitária que conduz esse processo” (Octogesima adveniens, 34).

“Essa concepção totalizante (de Marx) impõe sua lógica e leva ‘as teologias da libertação’ a aceitar um conjunto de posições incompatíveis com a visão cristã do homem… A nova hermenêutica, inserida nas ‘teologias da libertação’ conduz a uma releitura essencialmente política da Escritura… A luta de classes como caminho para uma sociedade sem classes é um mito que impede as reformas e agrava a miséria e as injustiças. Aqueles que se deixam fascinar por este mito deveriam refletir sobre as experiências históricas amargas às quais ele conduziu…” (Libertatis nuntius).

Dom Fernando Arêas Rifan

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“Isto não está bem”: Assim reagiu o Papa ao receber de Evo Morales imagem de Cristo sobre o símbolo do comunismo

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Esta foto já deu a volta ao mundo após o primeiro dia da visita do Papa Francisco na Bolívia. O Presidente boliviano Evo Morales presentou o Papa com um Cristo crucificado sobre uma foice e um martelo -símbolo do comunismo. A reação do Papa, além do visível desconforto, foi de reprovação.

Os problemas de áudio das únicas imagenstransmitidas a través do vídeo deste encontro não permitem compreender toda a explicação de Morales ao polêmico presente, mas, fica evidente a discordância do Pontífice. Entretanto, uma frase de Francisco em espanhol se destaca no áudio: “No está bien eso”.

“Isso não está bem”, disse o Papa diante da explicação do Presidente boliviano que, parece descrever o presente como uma réplica de uma escultura em madeira, elaborada nos anos 70 por um sacerdote jesuíta espanhol, Luis Espinal Camps, assassinado em 1980 pela ditadura, e por quem o Papa Francisco rezou durante o caminho que o conduziu do aeroporto de El Alto até La Paz.

Pouco antes do momento de intercambiar os presentes e enquanto percorria as ruas de La Paz em direção ao Palácio de Governo, o Pontífice parou no local onde o corpo do sacerdote assassinado foi encontrado, localizado na entrada do bairro de Achachicala. O Santo Padre pediu um minuto de silêncio e depois rezou o Pai Nosso junto aos fiéis.

O presente provocou distintas reações nas redes sociais. Muitas pessoas acusam Evo Morales de querer politizar a visita do Papa Francisco à Bolívia.

Do mesmo modo, católicos de distintos países rejeitaram o gesto de Morales por considerá-lo ofensivo às numerosas vítimas dos grupos terroristas associados ao comunismo na América Latina e outras vítimas dos regimes totalitários.

O Pontífice esteve apenas quatro horas em La Paz, capital da Bolívia, no dia da sua chegada durante a visita apostólica que se estende até o dia 13 de julho.

Após ser recebido pelas autoridades, o Santo Padre se dirigiu ao Palácio Quemado, sede do Governo, localizado perto da Catedral da cidade, para o habitual intercâmbio de presentes com Evo Morales.

Logo depois da reunião privada com o presidente da Bolívia e o intercâmbio de presentes, o Papa Francisco foi à Catedral, onde realizou um encontro com as autoridades. Durante o seu discurso, afirmou que as ideologias incendeiam enquanto a fé ilumina e guia a consciência.

“Os cristãos, chamados a ser fermento no povo, trazem a sua própria mensagem à sociedade. A luz do Evangelho de Cristo não é propriedade daIgreja; Esta é sua serva, para que chegue até aos confins do mundo. A fé é uma luz que não encandeia nem perturba, mas ilumina e orienta no respeito pela consciência e a história de cada pessoa e de cada sociedade humana”. Indicou o Santo Padre.

Via ACI Digital

Lituânia: a Colina das Cruzes que desafiou e derrotou a tirania do ateísmo obrigatório

Colina das Cruzes na LituâniaA Lituânia é um dos muitos países que permaneceram durante cinco décadas debaixo dos punhos de ferro da União Soviética. E um local concreto da norte da Lituânia sofreu com especial intensidade a força dos punhos de ferro da ideologia soviética, marcada pelo absolutismo antirreligioso.

Trata-se de uma simples colina, situada nos arredores da cidade deSiauliai. No século XIX, ainda sob o Império Russo, a população lituana se revoltou contra o czar porque ele impedia que as famílias da região prestassem tributo aos seus entes queridos já falecidos. O povo então plantou cruzes na colina em memória dos seus mortos.

Na década de 1960, a KGB decretou o fim dessa prática. Em abril de 1961, o número de cruzes na colina já era muito grande: além da memória dos familiares falecidos, os lituanos honravam, através delas, seus concidadãos deportados para a Sibéria por ordem deStálin. Os soviéticos queimaram as cruzes de madeira e destruíram as de metal e as de pedra. Não sobrou nenhuma cruz intacta.

No dia seguinte, porém, a colina estava novamente cheia de cruzes: à noite, os cristãos as repunham. A União Soviética destruiu o lugar várias vezes, mas os católicos da Lituânia não renunciavam a demonstrar a sua fé nem sequer com a presença do exército vermelho.

O governo bloqueou os acessos à colina e chegou até a lançar falsos alertas de epidemias na região. Os lituanos não se entregaram: toda vez que as cruzes eram destruídas ou retiradas, eles voltavam a erguê-las.

Em 1979, um sacerdote corajoso convocou uma procissão da sua paróquia até a colina. A KGB não pôde fazer nada para impedir, porque percebeu que seria pior. Quando a União Soviética finalmente ruiu, a Colina das Cruzes já tinha mais de 100 mil crucifixos e ícones sacros.

Nos anos 1990, foi erguido ali um santuário que passou a atrair peregrinos do mundo inteiro. Um deles foi ninguém menos que o papa João Paulo II, que, em 1993, declarou:

“Depois dessa visita, parecia mais clara para todos nós a verdade expressada pelo Concílio Vaticano II: o homem não pode compreender profundamente a si mesmo sem Cristo e sem a sua cruz. A Colina das Cruzes é um testemunho eloquente disto e também uma advertência. A eloquência daquele santuário é universal: é uma palavra escrita na história da Europa do século XX”.
A Colina das Cruzes, que resistiu aos poderes tirânicos deste mundo, ainda está de pé.

* Com informações do site Christo Nihil Praeponere, do pe. Paulo Ricardo.
Via Aleteia

Por que o marxismo odeia o Cristianismo

O marxismo autêntico sempre odiou e sempre odiará o cristianismo autêntico. Se não puder pervertê-lo, então terá que matá-lo. Sempre foi assim e sempre será assim.

E por que essa oposição manifestada ao cristianismo por parte do marxismo? Por que o ódio filosófico, a política anticristã, a ação assassina direcionada aos cristãos? Por que o país número um em perseguição ao cristianismo não é muçulmano e sim a comunista Coréia do Norte?

As pessoas se iludem quando pensam no marxismo como doutrina econômica ou política. Economia e política são meros pontos. Marx não acreditava ter apenas as resposta para os problemas econômicos. Acreditava ter todas as respostas para todos os problemas.

Marxismo na verdade é uma crença, uma visão de mundo, uma fé. O socialismo nada mais é do que a aplicação dessa fé por um governo totalitário. O comunismo, por sua vez, é apenas a escatologia marxista, o suposto mundo paradisíaco que brotaria de suas profecias.

E esta fé não apresenta o caráter relativista de um hinduísmo ou de um budismo. Tendo nascido dos pressupostos cristãos, o marxismo roubou seus absolutos e se apresenta como a verdade absoluta, como o único caminho para redenção da humanidade. E ainda que tenha se apossado dos pressupostos cristãos, inverteu tais pressupostos tornando-se uma heresia anticristã.

No lugar do teísmo o ateísmo, no lugar da Providência Divina o materialismo dialético. Ao invés de um ser criado à imagem e semelhança de Deus, um primata evoluído cuja essência é o trabalho, o homo economicus. O pecado é a propriedade privada, o efeito do pecado, simplesmente a opressão social. O instrumento coletivo para aplicar a redenção não é a Igreja, mas o proletariado, que através da ditadura de um Estado “redentor” conduziria o mundo a uma sociedade sem classes. E o resultado seria não os novos céus e a nova terra criados por Deus, mas o mundo comunista futuro, onde o Estado desaparecerá, as injustiças desaparecerão e todo conflito se transformará em harmonia. Está é  a fé marxista, um evangelho que não admite rival, pois assim como dois corpos não ocupam o mesmo espaço, duas  crenças igualmente salvadoras não podem ocupar o mesmo mundo, segundo o marxismo real.

Sim, o comunismo de Marx era um evangelho, a salvação para todos os conflitos da existência, fosse o conflito entre homem e homem, homem e natureza, nações e nações. Assim lemos em seus Manuscritos de Paris:

“O comunismo é a abolição positiva da propriedade privada e por conseguinte da auto-alienação humana e, portanto, a reapropriação real da essência humana pelo e para o homem… É a solução genuína do antagonismo entre homem e natureza e entre homem e homem. Ele é a solução verdadeira da luta entre existência e essência, entre objetivação e auto-afirmação, entre liberdade e necessidade, entre indivíduo e espécie. É a solução do enigma da história e sabe que há de ser esta solução”.

E como o marxismo nega qualquer transcendência, qualquer realidade além desta realidade, seu “paraíso” deve se realizar neste mundo por  meio do controle total. Não apenas o controle político e econômico, mas o controle social, ideológico, religioso. Não pode haver rivais. Não pode haver cristãos dizendo que há um Deus nos céus a quem pertencem todas as coisas e que realizou a salvação através da morte e ressurreição de Cristo. Não pode haver outra visão de mundo que não a marxista, não pode haver outra redenção senão aquela que será trazida pelo comunismo. O choque é inevitável.

Está é a raiz do ódio marxista ao cristianismo. Seu absolutismo não permite concorrência.

David  H. Adeney foi alguém que viveu dentro da revolução maoísta (comunista) na  China. Ele  era um missionário britânico e pode ver bem de perto o choque entre marxismo e cristianismo no meio universitário, onde trabalhou. Chung Chi Pang, que prefaciou sua obra escreveu:

                “(…) a fé cristã e  o comunismo são ideologicamente incompatíveis. Assim, quando  alguém chega a uma crise vital de decisão entre os  dois, é inevitavelmente uma questão  de um ou outro (…) [o autor] tem experimentado  pessoalmente o que é viver sob  um sistema político com uma filosofia básica diametralmente oposta à fé  cristã”

Os marxistas convictos sabem da incompatibilidade entre sua crença e a fé cristã. Os cristãos ainda se iludem com uma possível amizade entre ambos. “… para Marx, de qualquer forma, a religião cristã é uma das mais imorais que há”. (Mclellan, op. Cit., p.54). E Lenin, que transformou a teoria marxista em política real, apenas seguiu seu guru:

            “A guerra contra quaisquer cristãos é para nós lei inabalável. Não cremos em postulados eternos de moral, e haveremos de desmascarar o embuste. A moral comunista é sinônimo de luta pelo robustecimento da  ditadura proletária”  

Assim foi na China, na Rússia, na Coreia  do Norte e onde quer que a fé marxista  tenha chegado. Ela não tolerará o cristianismo, senão o suficiente para conquistar a hegemonia. Depois que a pena marxista apossar-se da espada, então essa espada se voltará contra qualquer pena que não reze conforme sua cartilha.

Os ataques aos valores cristãos em nosso país não são fruto de um acidente de percurso. É apenas o velho ódio marxista ao cristianismo, manifestando-se no terreno das ideias e das discussões, e avançando no terreno da legislação e do discurso. O próximo passo pode ser a violência física simples e pura. Os métodos podem ter mudado, mas sua natureza é a mesma e, portanto, as conseqüências serão as mesmas.

Se nós, cristãos, não fizermos nada, a história se repetirá, pois como alguém já disse, quem não conhece a história tende a repeti-la. E parece que mesmo quem a conhece tende a repeti-la quando foi sendo anestesiado pouco a pouco pelo monóxido de carbono marxista.

Será que confirmaremos a máxima de Hegel, que afirmou que a “história ensina que não se aprende nada com ela”?

Fonte: www.juliosevero.com

EM QUEM NÃO VOTAR

Em quem os católicos devem confiar seu voto?

Esta pergunta embora justa, não introduz o leitor a um cenário ideal para compreensão da realidade brasileira. Infelizmente, tTratando-se de estarmos num pais de politica marxista, com leves variações da bandeira vermelha, não podemos, nem devemos levantar nenhuma bandeira partidária. Entretanto, cabe-nos apontar aqueles que são escandalosamente nocivos aos católicos e por isso NÃO devem receber nenhum tipo de apoio, segundo as instruções dadas pela Igreja.

Antes de tudo, caro leitor, é importante que saiba:
Esse artigo não tratará de gostos ou simpatias politicas, pois infelizmente, como já foi dito, estamos imersos em uma cultura politica extremamente anti-católica (embora não seja dito abertamente) e dominada por ideologias extremamente perigosas.

A primeira coisa que devemos compreender é que todo partido deve, por definição, abraçar uma proposta ideológica. Sendo assim, todo os querem analisá-lo, devem iniciar sua análise não pela propaganda, mas por aquilo que cada um defende, pratica, promove e se associa.

Dentre as principais plataformas sócio-politicas existentes, os católicos estão vetados de votar em candidatos que sejam comunistas/socialistas Essa proibição não se deve a uma visão capitalista ou liberalista econômica da Igreja, mas a uma simples visão de quais sistemas são puramente compatíveis, semi-compatíveis ou totalmente incompatíveis com a fé.

De onde vem a proibição contra votar ou promover os partidos socialistas/comunistas?

É extremamente importante notar que desde as primeiras expressões públicas da visão comunista/socialista, a condenação foi feita insistentemente pela Igreja, pois, como está amplamente documentado, esta ideologia mostra-se estruturalmente e historicamente anti-cristã, já que parte do pressuposto que a Igreja é instrumento de opressão contra o proletariado.

Para defesa dessa ideologia,  insistentemente os marxistas tem tomado ações concretas, algumas vezes sangrentas que resultou o extermínio de milhões de pessoas no século XX. Como em toda “boa” guerra, foram feitas também estratégias de implosão das instituições, em especial, da Igreja, como propôs o teórico marxista Gramsci.Esses, é importante ressaltar, não são apenas um desvios ou uma corrupção da ideologia, uma reles má interpretação de Marx, mas compõe a estrutura ideológica tal como desejada e apresentada por Marx, que foi enfático ao declarar: “a religião é o ópio do povo ” e por isso, deve ser destruída em nome de um ideal igualitário.

Esta aplicação hora cruenta e concomitantemente estratégica causou o terror nos cristãos por onde se instalou. Mons. Urbano Zilles, em seu famoso livro “Filosofia da Religião” diz claramente:

“A religião e as igrejas foram objeto de terror do partido e da repressão. Impôs-se a educação atéia nas escolas, conservou-se a legislação stalinista contra a religião. O ateísmo foi matéria obrigatória nas universidades. A doutrina religiosa é rigorosamente proibida. Seminários foram fechados.
Tudo isso em nome dos direitos humanos e da liberdade.”
(filosofia da religião p.132).

Ora, ninguém pode manter comunhão com a Igreja de Cristo e professar ao mesmo tempo uma ideologia contraria ao credo, ou seja, as duas ideologias são auto-exclusivas e não existe tentativa de conciliação possível. Por isso, todos que aderem a ideologia marxista, incorrem em excomunhão latae sententiae, pois escolheram por deliberada vontade se opor a Igreja Católica.

 

Sobre essa realidade S.S Pio XI disse (5):

“Socialismo religioso, socialismo cristão, são termos contraditórios: ninguém pode ao mesmo tempo ser bom católico e socialista verdadeiro”
(Pio XI)

Ao ser perguntado sobre a possibilidade de cristãos católicos aderirem ao partido comunista, o tribunal do Santo Oficio, atual Congregação para Doutrina da Fé, respondeu no dia 25 de julho  1949:

Não: o comunismo, com efeito, é materialista e anti-cristão; e os chefes comunistas, incluso se às vezes por palavra professam não combater a religião, na realidade sem embargo, tanto na doutrina como na ação, se mostram hostis a Deus, à verdadeira religião e à Igreja de Cristo. (1)

Quando perguntado:
Se os fiéis que professam a doutrina materialista e anti-cristã dos comunistas, e sobretudo os que a defendem e a propagam, ipso facto, como apóstatas da fé católica, incorrem em excomunhão speciali modo reservada à Sé Apostólica?

A resposta é simples e direta: Sim. (2)

O que está dizendo S.S Pio XI e o Santo Oficio? Que quem é comunista/socialista é verdadeiramente apostata. Atrevemo-nos a acrescentar uma sentença obvia, alertando que mesmo que eles façam sinais externos que digam o contrário, como comungar, por exemplo, eles estão excomungados.
Ciente disso ainda diz o Santo Oficio em forma de resposta que “Não (podem ser admitidos aos sacramentos), Segundo os princípios de caráter geral referentes à negação dos sacramentos aos que não têm a disposição requerida.

Esse decreto de esclarecimento do Santo Ofício, de Pio XII  foi confirmado por João XXIII em 1959, continua válido.  Essa reiteração da condenação do comunismo se soma às condenações feitas por Pio IX, Leão XIII, São Pio X, Pio XII, Beato João XXIII, Paulo VI, Beato João Paulo II, Bento XVI e Francisco.

Veja algumas citações dos papas:

 Pio IX

 “E, apoiando-se nos funestíssimos erros do comunismo e do socialismo, asseguram que a “sociedade doméstica tem sua razão de ser somente no direito civil”(6).
Beato Pio IX

 Leão XIII

 “Não ajudar o socialismo – 34. Tomai ademais sumo cuidado para que os filhos da Igreja Católica não dêem seu nome nem façam favor nenhum a essa detestável seita”(7)Leão XIII

 Pio X

“Se [Cristo] chamou junto de si, para os consolar, os aflitos e os sofredores, não foi para lhes pregar o anseio de uma igualdade quimérica”(8)
São Pio X

 Pio XI

O socialismo, quer se considere como doutrina, quer como fato histórico, ou como ‘ação’, se é verdadeiro socialismo, mesmo depois de se aproximar da verdade e da justiça nos pontos sobreditos, não pode conciliar-se com a doutrina católica, pois concebe a sociedade de modo completamente avesso a verdade cristã.(9)
Pio XI

 Pio-XII

 Pois bem, os irmãos não nascem nem permanecem todos iguais: uns são fortes, outros débeis; uns inteligentes, outros incapazes; talvez algum seja anormal, e também pode acontecer que se torne indigno. É pois inevitável uma certa desigualdade material, intelectual, moral, numa mesma família (…) Pretender a igualdade absoluta de todos seria o mesmo que pretender idênticas funções a membros diversos do mesmo organismo”(10)
Pio XII

 Joao-XXIII

 “Da natureza humana origina-se ainda o direito à propriedade privada, mesmo sobre os bens de produção”(11)

São João XXIII

 Paulo-VI

(O Socialismo crê) que a “Revolução violenta como único meio de resolver os problemas”(12)

Paulo VI

 Joao-Paulo-II

 “Na Rerum Novarum, Leão XIII com diversos argumentos, insistia fortemente, contra o socialismo de seu tempo, no caráter natural do direito de propriedade privada. Este direito, fundamental para a autonomia e desenvolvimento da pessoa, foi sempre defendido pela Igreja ate nossos dias”(13)

São João Paulo II

 Bento XVI

 Uma vergonha dos nossos tempos, regimes comunistas que assumiram o poder em nome da libertação são uma das desgraças do nosso tempo. (14)

Joseph Ratzinger – futuro Bento XVI

Francisco

Diante das indagações se era comunista, o Papa Francisco respondeu essa questão por duas vezes:
“O marxismo é errado, mas eu sei que tem bons marxistas” (15)Em outra ocasião: «Eu não sou um comunista, o que acontece é que a pobreza está no centro da mensagem do evangelho» O Papa diz a eles há dois meses uma pessoa disse que ele era comunista, porque ele falou muito sobre os pobres. «Não, reiterou, esta é uma bandeira da pobreza evangélica sem ideologia».

Papa Francisco

 

Em quais penas canônicas os fiéis que caem em apostasia são submetidos?

Diz o código de Direito Canônico:“O apóstata da fé, o herege ou o cismático incorre em excomunhão latae sententiae, salva a prescrição do cân. 194, § 1, n. 2; além disso, o clérigo pode ser punido” (4)

 Quais são os partidos que se destacam nas indicações dadas?

Todo e qualquer partido que se declare publicamente como socialista, comunista, marxista, esquerdista ou que faça parceria com os mesmos, dentre os principais destaca-se:

O Partido dos Tralhadores – PT (13), Partido Socialista Brasileiro – PSB  (40), Partido Progressista (que aliou-se ao PT recentemente) – PP (11) e o Partido Cominista do Brasil – PCdoB (65)

Resumindo:

Todo fiel católico está proibido sob pena de excomunhão automática de associar-se, votar ou promover de qualquer forma as ideologias marxistas, comunistas e socialistas.

Essa posição da Igreja foi reafirmada por todos os papas que sucederam Pio IX, salvo o papa João Paulo I, que faleceu com um mês de  pontificado.  Portanto, essa não é uma norma “ultrapassada” da Igreja, mas um posicionamento imutável e constantemente reafirmado pelos romanos pontífices.

Fontes:

  1.  Decretum Contra Communismum – Questão I – (25 de julho  1949);
  2.  Decretum Contra Communismum – Questão IV – (25 de julho  1949);
  3.  Decretum Contra Communismum – Questão III – 25 de julho  1949;
  4.  Código de Direito Canônico – Cân. 1364 § 1;
  5.  CARTA ENCÍCLICA – QUADRAGESIMO ANNO DE SUA SANTIDADE PAPA PIO XI ;
  6. Quanta Cura, 5.
  7.  Quod Apostolici Muneris, no. 34)
  8.  Notre Charge Apostolique n. 38
  9.   Quadragesimo Anno, nos. 117 e 120)
  10.  Discurso de 4/4/1953 a católicos de paróquias de S. Marciano
  11.   Pacem in Terris, n°. 21
  12.  Extraído do livro “Le Rhin se jette dans le tibre”, pág 273. Ralph Wiltgen. Ed Editions du Cédre 1974, 5a tiragem
  13.  Enc. Centesimus Annus, tópico 30 da ed. Paulinas)
  14. http://tellamerica.bravepages.com/id/popebenedict.html
  15. http://www.lastampa.it/2013/12/15/esteri/vatican-insider/it/mai-avere-paura-della-tenerezza-1vmuRIcbjQlD5BzTsnVuvK/pagina.html

Via Site FidePress