O que é Mariologia?

MARIOLOGIA, ESTUDO ATUAL
No contexto atual, os cristãos, que buscam viver seu cristianismo de maneira consciente e responsável, sentem a necessidade de conhecer melhor a figura e a missão de Maria, a Mãe de Jesus Cristo. Por isso, procuram aprofundar seus conhecimentos pelo estudo das Sagradas Escrituras, da Tradição e da doutrina da Igreja, da teologia e de outras formas científicas de análise da fé.

mariologia
A veneração da Virgem Maria está presente na vida da Igreja, tanto na piedade popular como no culto oficial. É “um fato eclesial relevante e universal. Ela brota da fé e do amor do povo de Deus para com Cristo, Redentor do gênero humano, e da percepção da missão salvífica que Deus confiou a Maria de Nazaré, através da qual a Virgem não é somente Mãe do Senhor e do Salvador, mas também, no plano da graça, a Mãe de todos os homens” (Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, nº. 183).
Quando os cristãos, que estão imbuídos da veneração mariana, desejam compreender bem as verdades da fé, experimentam o dever e a urgência de considerar e refletir sobre a pessoa e o lugar de Maria no projeto de Deus e na vida da Igreja. Com razão buscam aprender a mariologia, disciplina valorosa e importante na caminhada da comunidade cristã.
Mariologia
O QUE É MARIOLOGIA?
A formulação da palavra “mariologia” foi feita pelo siciliano Plácido Nigido, que usando o nome de seu irmão Nicolau publicou, em Palermo, no ano de 1602, a sua obra mariana. “Mariologia” é um termo grego, que significa “discurso” ou “estudo” de Maria.
A mariologia é a parte da teologia que estuda a figura, o mistério, a missão e o significado de Maria na história da salvação. É “a ciência teológica que investiga, esclarece e aprofunda a presença atuante de Nossa Senhora no mistério de Cristo e da Igreja” (Ir. Aleixo Maria Autran, marista e escritor mariano).
Paulatinamente, os cristãos, que têm sede de compreender melhor os fundamentos de sua fé, vão descobrindo a importância e o valor da mariologia, realizando estudos em seus grupos, comunidades, centros culturais, academias, associações, institutos e faculdades.
ORIENTAÇÕES DO CONCÍLIO VATICANO II
O próprio Concílio Vaticano II (1962-1965) incentivou e orientou o estudo da mariologia, expondo bases sólidas e diretrizes seguras.
Na Constituição Dogmática “Lumen Gentium”, que trata da Igreja, o Concílio recomendou aos “os teólogos e pregadores da palavra divina a que na consideração da singular dignidade da Mãe de Deus se abstenham com diligência tanto de todo o falso exagero quanto da demasiada estreiteza de espírito. Sob a direção do Magistério cultivem o estudo da Sagrada Escritura, dos Santos Padres e Doutores e das liturgias da Igreja para retamente ilustrar os ofícios e privilégios da Bem-aventurada Virgem que sempre levam a Cristo, origem de toda verdade, santidade e piedade” (LG no. 67).

Academia Marial do Santuário Nacional, clique e conheça.
Ao mesmo tempo em que insiste, com diligência e abertura, na atitude de diálogo ecumênico, o Concílio faz saber aos cristãos que “a verdadeira devoção não consiste num estéril e transitório afeto, nem numa certa vã credulidade, mas procede da fé verdadeira pela qual somos levados a reconhecer a excelência da Mãe de Deus, excitados a um amor filial para com nossa Mãe e à imitação das suas virtudes” (LG no. 67).
Conscientes das orientações do Concílio, os cristãos assumem o estudo da mariologia com solicitude, seriedade, método, perseverança e ternura, esclarecendo e aprofundando seu conhecimento, sua reflexão e sua cultura. De maneira didática, o estudo, que se baseia nas Sagradas Escrituras e considera o contexto atual, abrange a tradição e vida da Igreja, a história da mariologia, a compreensão dos dogmas marianos, a reflexão teológica e cultural, o diálogo ecumênico e inter-religioso, o culto e piedade do povo, a aproximação com as ciências humanas e a missão dos cristãos na Igreja e na sociedade.
MARIOLOGIA NO CONJUNTO DA FÉ CRISTÃ
A mariologia há estar sempre integrada no conjunto da fé cristã. “O estudo da mariologia não é e jamais poderia ser uma reflexão isolada. É preciso evitar apresentações unilaterais da figura e da missão de Maria. Há necessidade de ligá-la aos estudos de cristologia, eclesiologia, pneumatologia, antropologia, escatologia etc.” (Dom Murilo S. R. Krieger, bispo e escritor mariano).
A mariologia ilumina e orienta a vida e missão dos cristãos. Não é uma ciência fechada em si mesma, presa em seus conceitos e formulações. Ao contrário, constitui um estudo teológico que ajuda os devotos em sua caminhada humana e espiritual. Iluminada pela mariologia e desenvolvida por uma dinâmica pastoral mariana, a piedade para com a Virgem Maria tem uma “grande força pastoral e constitui uma força inovadora dos costumes cristãos” (Paulo VI. Exortação Apostólica “Marialis Cultus”, nº. 31).
O estudo de mariologia ajuda os cristãos a renovarem e a aprofundarem o seu culto autêntico para com a Mãe do Salvador. O próprio Papa Paulo VI insiste na necessidade desta renovação mariana, dizendo que a “veneração dos fiéis pela Mãe de Deus tem revestido, de fato, formas diversas, de acordo com as circunstâncias de lugar e de tempo, com a distinta sensibilidade dos povos e com as suas diferentes tradições culturais. Disso resulta que, sujeitas ao desgaste do tempo, essas formas em que se expressa a piedade se apresentam necessitadas de uma renovação, que permita substituir nelas os elementos caducos, precisam valorizar os perenes e incorporar os novos dados doutrinais adquiridos pela reflexão teológica e propostos pelo magistério eclesiástico” (Exortação Apostólica “Marialis Cultus”, nº. 24).
ESTUDO E ESPIRITUALIDADE

“Mariologia” é um termo grego, que significa “discurso” ou “estudo” de Maria.
É de fundamental importância que o estudo de mariologia seja feito em clima de espiritualidade, inspirando e favorecendo a oração dos cristãos. Teólogo franciscano, São Boaventura (1221-1274) já recomendava: “Ninguém creia que basta a leitura sem a unção, a especulação sem o estupor, a pesquisa sem o exultamento, a atividade sem a piedade, a ciência sem a caridade, a inteligência sem a humilde, o estudo sem a graça divina, o perscrutar sem a sabedoria da inteligência divina” (Itinerarium Mentis in Deum, Prologus 4,53).
Por outro lado, o estudo da mariologia deve favorecer o cristão a adquirir uma sólida e ardorosa espiritualidade mariana. O estudioso não pode reduzir suas reflexões marianas a um conjunto de conceitos intelectuais bem expressos. Precisa unir o esforço mental com a prática espiritual, sem cair tanto no racionalismo como no sentimentalismo. Estudando a mariologia, procura também inspirar sua vida nas atitudes e virtudes de Nossa Senhora, querendo seguir, com a Igreja, “as pegadas do itinerário percorrido pela Virgem Maria, a qual avançou na peregrinação da fé, mantendo fiel a união com seu Filho até a cruz” (João Paulo II. Carta Encíclica “Redemptoris Mater”, nº. 2).
A formação do cristão na mariologia deve ser sempre completa, integrando bem e de forma harmoniosa o estudo, o culto e a vivência. Para isso, é imprescindível que ele adquira um conhecimento abrangente e exato da doutrina que a Igreja tem sobre a Mãe de Jesus. É preciso também que nutra um amor verdadeiro à Mãe de Deus, cultivando a devoção mariana com conteúdos e expressões profundas e autênticas. Além disso, o devoto deve desenvolver a habilidade de comunicar os seus conhecimentos marianos aos outros com competência, cordialidade e sabedoria.
ROTEIRO DE ESTUDO DA MARIOLOGIA
Para estudar a mariologia, o cristão precisa perceber e analisar, com critérios e a ajuda das ciências humanas, a situação atual da Igreja, da sociedade e da cultura em relação à presença e ao significado da Mãe de Jesus. Existem vários livros e revistas que mostram como os nossos contemporâneos se relacionam com a figura de Nossa Senhora.
Outro passo imprescindível do estudo de mariologia é a leitura e a meditação da Bíblia. A Sagrada Escritura é a alma e a base da formação mariana. Com ajuda de publicações de obras de exegese, o devoto pode conhecer e estudar a figura e a presença de Maria nos textos bíblicos. Nós encontramos a Mãe de Deus sempre “junto de Cristo, unida a Ele e à sua Igreja. A Palavra de Deus nas Escrituras (Antigo e Novo Testamento), lida e interpretada pela Igreja, é fonte do nosso culto de veneração, amor filial e imitação da Virgem Maria” (Ir. Aleixo Maria Autran).
Realizando sua formação mariana, o cristão deve levar em conta a tradição da Igreja, estudando os fatores, os desdobramentos e as contribuições referentes à doutrina e ao culto da Virgem Maria ao longo dos séculos. É importante aqui que estudar os documentos do magistério eclesiástico, os dogmas, as obras dos Padres da Igreja, os apócrifos, os escritores, os santos, a liturgia e piedade das comunidades.
Aprofundando e esclarecendo seus conhecimentos marianos, o cristão precisa do auxílio da teologia. Os leigos têm acesso ao estudo da teologia. “De uns tempos para cá, há algumas décadas já, o estudo da teologia, como ciência, deixou os ambientes restritos dos seminários e das casas de formação para se tornar um curso acessível a todos, não somente aos futuros padres e pastores, mas também aos leigos, religiosos, animadores de comunidade, e demais agentes de pastoral” (Antônio Mesquita Galvão, teólogo leigo e escritor). Existem vários cursos de mariologia, quer nos centros de teologia e nas comunidades, quer por correspondência. As editoras têm publicado muitos livros marianos, que trazem as reflexões dos teólogos.

 

Via: Portal A12

Reféns do Estado Islâmico são vendidas, estupradas e forçadas a abortar no Iraque

Sobreviventes do ISIS revelam atrocidades cometidas contra as mulheres nos acampamentos terroristas. Uma das jovens chega a relatar que era estuprada cinco vezes por dia.

“Um guarda estava forçando uma menina de 9 anos a ir com ele para o banheiro. Eu não podia suportar aquilo e briguei com ele. Ele disse que iria me matar. Eu disse: ‘Eu não me importo em morrer por ela, só não a leve’. – Eles também estupraram a menina de 9 anos? – Sim. Ele disse: ‘Em nossa religião, é permitido tomar uma menina de 9 anos’.”

Sequestros violentos, abortos forçados e estupros coletivos. É o roteiro maligno que os combatentes do Estado Islâmico vêm seguindo e praticando com jovens meninas iazidis, uma minoria étnico-religiosa curda, no Iraque. Essas atrocidades foram narradas pelas próprias vítimas do ISIS, sobreviventes que conseguiram escapar das mãos de seus agressores e que, agora, querem contar ao mundo inteiro o que está acontecendo com o seu povo e com as suas famílias.

Primeiro, elas viram seus maridos, pais e irmãos serem cruelmente assassinados, bem à sua frente. Depois, foram vendidas a membros do Estado Islâmico, como se fossem animais. As que estavam grávidas eram obrigadas a abortar os próprios filhos para, depois, servirem como escrava sexual para os combatentes do ISIS. Uma das jovens chega a relatar que foi estuprada cinco vezes por dia.

As suas histórias estão documentadas em vídeo-entrevistas gravadas recentemente pela AMAR International Charitable Foundation, de Londres.

Munira, de 16 anos, conta que seus sequestradores “estupravam garotas da idade dos 6 anos até a idade adulta”. Depois de ser violentada por vários deles, ela se sentia “devastada”, sem falar das consequências físicas. “Por causa dos constantes estupros, eu sangrava e meu corpo agonizava. Eu chorava todos os dias. Eles diziam que a religião deles os instruía a fazer aquilo, a estuprar meninas iazidis”.

Depois de ser vendida e estuprada repetidas vezes, Bushra, de 21, viu uma amiga cometer suicídio e decidiu fazer o mesmo. Ela foi impedida por seu “proprietário”, que a levou para o hospital e disse que ele a estupraria naquele mesmo dia, não importasse o quanto ela se fizesse de doente. Efetivamente, quando voltaram do hospital, ele amarrou as suas mãos e os seus pés e estuprou-a mais uma vez. Bushra era abusada de cinco a seis vezes por dia, até o dia em que conseguiu escapar.

Noor, de 22 anos, tendo falhado em sua primeira tentativa de fuga, foi trancada por seu “proprietário” em um quarto de hotel com seis homens do ISIS. O seu castigo? Um “estupro coletivo”.

A violação sexual é algo tão comum entre os membros do ISIS, que eles chegam a trazer os seus próprios médicos para examinar as reféns e realizar abortos nas que estão grávidas, a fim de que também elas sejam violentadas.

“Uma das minhas amigas estava grávida”, conta Bushra. “Seu bebê tinha cerca de três meses na barriga. Eles a levaram para outro quarto. Havia dois médicos e eles fizeram o aborto”. Os carniceiros deixaram a moça sangrando e com uma dor tão intensa que “ela não podia sequer falar ou andar”.

AMAR Foundation encerrou cada vídeo produzido com uma citação do profeta Maomé, fundador do Islã, pedindo um tratamento de respeito para com os não-muçulmanos.

Apesar disso, o especialista Robert Spencer, autor de 14 livros sobre a religião islâmica e criador do site Jihad Watch, diz que estupro e aborto forçado não estão muito longe da prática islâmica ao longo dos séculos. “Tomar mulheres não-muçulmanas como escravas sexuais está em total acordo com o Islã”, ele diz. Os muçulmanos não só se permitem à poligamia, como podem ainda manter “mulheres cativas” para a própria satisfação sexual. Spencer faz notar que o primeiro exemplo vem do próprio Maomé, quando ele tomou a mulher de um dos seus inimigos mortos depois da batalha de Khaybar “e teve sexo com ela no campo de batalha mesmo”.

O grupo terrorista da Nigéria, Boko Haramtem seguido a mesma estratégia do Estado Islâmico nessa matéria: a regra para lidar com as mulheres é capturar, estuprar e vender.

AMAR Foundation estima que ainda haja cerca de 5 mil mulheres nas mãos do Estado Islâmico.

Chega a ser torturante apenas imaginar o que estão sofrendo essas mulheres neste exato momento, vendo as suas famílias, a sua dignidade e as suas próprias vidas serem destruídas pelas mãos desses homens cruéis e impiedosos. É essa a “paz” que substituirá a religião cristã no Ocidente? Onde está a voz da mídia para denunciar essas atrocidades?

“Eu espero que vocês ouçam a minha história”, termina Noor, uma das jovens sobreviventes do ISIS. “Imaginem se isso acontecesse com as mulheres e as filhas de vocês… O que vocês fariam?”

Por Equipe CNP | Com informações de LifeSiteNews.com

Estado Islâmico ameaça acabar com cristãos e judeus de todo o mundo

Embora muitos líderes mundiais, como a presidente Dilma Rousseff, defenda que poderia haver alguma chance de diálogo com o grupo terrorista Estado Islâmico (EI), essa premissa se mostra impossível.

Em outubro de 2014, o EI declarou que os cristãos eram seus maiores inimigos, embora nenhum grupo cristão tenha atacado os muçulmanos extremistas. Porém, o porta-voz do grupo, Abu Muhammad al-Adnani, enfatizou que eles preparam uma “limpeza religiosa” de escala mundial para os próximos anos.

“O Estado Islâmico é apenas 1% do movimento islâmico no mundo. Mas este 1% tem o poder de um tsunami nuclear. É incrível”, disse o jornalista alemão Juergen Todenhoefer, que conseguiu viver entre os jihadistas por algum tempo.

Os líderes do EI vêm amaçando constantemente os países que fazem parte da coalização que luta contra eles na Síria e no Iraque. Pediram inclusive que os muçulmanos que vivem nesses países lutem contra as autoridades em nome de Alá. “Quebre a cabeça deles com uma pedra, ou mate-os com uma faca, ou atropele-os com seu carro, ou derrube-os de um lugar alto, ou sufoque-os, ou envenene-os… você pode destruir tanto seu sangue quanto sua riqueza”, ensinaram em um vídeo divulgado na internet.

Convictos que estão lutando (e vencendo) a batalha do final dos tempos, o EI agora emitiu uma nova mensagem que ameaça tanto judeus como cristãos de todo mundo. “Assim que essa campanha de cruzadas acabar aqui, depois, se Deus quiser, nos encontraremos em Jerusalém e depois atacaremos Roma. Mas, antes, os exércitos da cruz serão derrotados em Dabiq”, insta o novo comunicado do EI divulgado esta semana.

Profecias dos escritos sagrados muçulmanos chamados de Hadith apontam para a batalha de Dabiq como o marco do “fim do mundo”. Também ensina que o Apocalipse será anunciado pela guerra em Damasco, capital da Síria, por um “anticristo”, chamado pelo Islã de ad-Dajjal.

Esse ad-Dajjal declarará uma grande guerra até ser derrotado após o surgimento de uma figura messiânica chamada de “Madhi”. Esse poderoso guerreiro se levantará na Arábia Saudita, na cidade sagrada de Meca, onde reunirá seu exército. Receberá então o apoio de Jesus Cristo que, segundo o Hadith, aparecerá “em algum momento durante o final dos dias”.

Com o nome de “Morra na sua raiva”, a mensagem desta semana mostra que os jihadistas apostam que mais voluntários farão ataques em nome do EI fora do Oriente Médio. “Prometemos aos cristãos que vão continuar a viver em estado de terror, medo e insegurança”, afirma al-Adnani, no áudio difundido na internet. Lembrando de ataques de terroristas que agiram de forma independente no Canadá, Austrália e Bélgica. “Vocês ainda não viram nada”, finalizou.

Esse tipo de apelo já deu resultado na África, através dos ataques de grupos como Boko Haram e Al-shabab, além de outros menos conhecidos que atuam nessa rede internacional de terrorismo islâmico especialmente na Ásia e África. Reforça ainda que o ataque a uma cafeteria na Austrália realmente tinha ligação com o EI, embora as autoridades do país tenham negado.

Porém, com os ataques em Paris à redação do semanário Charlie Hebdo, ficou claro que nenhum país ocidental está a salvo. Ao exigir que os muçulmanos se unem e derrotem todos os “inimigos” em seu próprio território, virtualmente nenhuma nação está segura. No Brasil já foram identificados ativistas nas redes sociais e um homem andou pregando em favor do EI numa mesquita no Rio de Janeiro.

Via CPAD News

Arcebispo do Iraque suplica ao Ocidente: “Salvem-nos do Estado Islâmico! ”

O Arcebispo sírio-católico de Mossul (Iraque), Dom Youhanna Boutros Moshe, fez um chamado aos governos do mundo inteiro a aumentarem seus esforços para derrotar o Estado Islâmico (ISIS), para que eles devolvam as terras e as propriedades aos mais de 120 mil cristãos iraquianos exilados.

Após um ano que o ISIS invadiu Mossul, o Prelado pediu “às pessoas que têm a responsabilidade de resgatar as comunidades cristãs deslocadas, cujos membros desejam voltar para casa”.

Em uma entrevista com a organização internacional Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), o Arcebispo declarou: “A intervenção militar seria a ‘melhor opção’”.

“Pedimos a todos que pressionem aqueles que estão no poder, para que libertem o mais rápido possível todos os povos, para que possam voltar para suas casas e sigam com suas vidas”, assinalou o Arcebispo.

Os comentários do Arcebispo demonstram a frustração de numerosos clérigos do Oriente Médio com respeito à resistência do Ocidente de comprometer-se em uma ação em grande escala para enfrentar e vencer o extremismo na região, mas lamentavelmente esta ideia foi rejeitada por muitos líderes da Igreja.

Dom Moshe acrescentou: “Se o Ocidente fosse incapaz de redobrar seus esforços na luta contra o ISIS, deveria abrir suas portas aos cristãos e às outras minorias que procuram asilo”.

“Faço um chamado à comunidade internacional: Se não puderem proteger-nos, devem abrir-nos as portas para que possamos iniciar uma nova vida fora da nossa pátria. Entretanto, nós preferimos ficar no Iraque e estar protegidos aqui”, manifestou o Arcebispo.

Do mesmo modo, o Prelado comentou sobre sua situação: “Sou como alguém que está sonhando ou está bêbado. Não entendo o que está acontecendo ao meu redor. Isto é um pesadelo”.

Sobre as notícias relacionadas à destruição de objetos religiosos e Igrejas em Mossul, o Arcebispo indicou: “Não sabemos nada sobre as nossas Igrejas e monastérios, porque não temos ninguém em Mossul que nos ajude com esta informação. Todo o patrimônio cristão está em Mossul e em Qaraqosh”.

Via ACI Digital

Aylan morreu sem conhecer a paz

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Há uma pequena chance de que a morte do menino sírio que as ondas levaram a uma praia na Turquia marque o limite máximo do descaso com a maior tragédia humanitária de nosso tempo

Quem poderá afirmar com certeza que Heródoto, o filho mais famoso de Halicarnasso, hoje Bodrum, na Turquia, não tenha chutado distraído em uma caminhada pela praia um dos seixos que cercavam o corpo de Aylan Shenu? Como a injustiça e as guerras, os seixos resistem indiferentes ao passar dos séculos. Heródoto viveu 59 anos no século V a.C. Foi o primeiro a fazer relatos realistas, minuciosos e críticos de eventos da Antiguidade clássica. É chamado de “o pai da história”. Aylan tinha 3 anos. Todos eles vividos sob a guerra civil síria, um conflito do século XXI mais bárbaro e desumano do que os narrados por Heródoto, que tiveram lugar há mais de 2 500 anos, quando inexistiam conceitos como direitos humanos, respeito à vida ou proteção às crianças. Hoje esses conceitos são automaticamente recitados pelos homens públicos. Aylan morreu sem desfrutar nenhum deles.

Há uma pequena chance de que a morte de Aylan seja o marco do limite máximo do descaso com a maior tragédia humanitária de nosso tempo, a dos imigrantes que se lançam ao mar em embarcações precárias depois de perder a própria pátria. O bote de 5 metros de comprimento em que o menino sírio viajava com os pais e o irmão mais velho emborcou a caminho da Ilha de Cos, na Grécia. Eles fugiam dos terroristas do Estado Islâmico, que, em nome da construção de um califado, matam pessoas de todos os credos, torturam e estupram. Fugiam também das forças do ditador Bashar Assad, que bombardeiam o próprio povo com armas químicas. Quando Aylan nasceu, a Síria já estava em guerra civil. Ele morreu sem conhecer a paz.

Somente neste ano, cerca de 2 600 pessoas morreram buscando chegar à Europa pelo mar, dos mais de 300 000 que tentaram a travessia. Nos últimos dias, as multidões atravessando fronteiras com pouco mais do que a roupa do corpo em trens, a pé ou de bicicleta abriram, com a força do maior fluxo de refugiados desde a II Guerra Mundial, fendas nas bem guardadas fronteiras dos países europeus. Os que sobrevivem à travessia não são bem-vindos na Europa. Eles são muitos. São pobres. Muito diferentes. São vistos como ameaça. “Os que estão chegando cresceram em outra religião e representam uma cultura radicalmente diferente. A maioria deles não é cristã, mas muçulmana. A Europa tem uma identidade enraizada no cristianismo”, disse Viktor Orban, o primeiro-ministro húngaro, cujo governo está terminando uma cerca de arame farpado na fronteira de seu país com a Sérvia para impedir a entrada de novos clandestinos. A reação de Orban reflete o sentimento de um número expressivo de moradores da Europa. Os europeus têm boas razões para reagir defensivamente. Os imigrantes não têm alternativa. A situação em que os dois lados de um conflito possuem razões legítimas e lutam para impô-las à força tem o nome de tragédia.

Palco de duas guerras mundiais, revoluções sangrentas e conflitos étnicos recentes, a Europa está cansada de tragédias. Essa é a chance de que a morte de Aylan seja um marco de mudança para melhor na situação dos fugitivos. A chanceler alemã Angela Merkel, com o bom-senso e a determinação que a caracterizam, falou como uma líder: “Se a Europa falhar na questão dos refugiados, essa não será a Europa que sonhamos”. Do cenário de desolação e abandono deixado pela II Guerra Mundial os europeus se reergueram com a ambição de ser a antítese do passado intolerante e sangrento. “A dignidade humana é inviolável. Respeitá-la e protegê-la é dever de toda autoridade do Estado”, lê-se no primeiro artigo da Constituição alemã de 1949.

Via VEJA

Pároco de aldeias no Iraque: Francisco ajuda-nos a encontrar solidariedade

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“Quando Francisco fala da tragédia dos refugiados, a mídia lhe dá amplo espaço e isto nos ajuda a encontrar finalmente solidariedade, a não cair no esquecimento”, afirma padre Samir.

O drama dos refugiados no Curdistão iraquiano esteve presente na Audiência Geral desta quarta-feira (26) através do testemunho do Padre Samir Yousif, sacerdote caldeu e pároco de cinco vilarejos em Amadiyak, nas montanhas na fronteira com a Turquia. O Papa Francisco – informou o L’Osservatore Romano – fez questão de encontrar o sacerdote pessoalmente, assinalando a ele um lugar na primeira fila, ao lado dos bispos, justamente para confirmar e relançar a sua atenção para o drama vivido pelos cristãos, e não somente, naquela região.

Uma catástrofe apocalíptica

O sacerdote caldeu mostrou ao Pontífice dois álbuns de fotografias para documentar “a catástrofe apocalíptica: vi cenas de dor e desespero inimagináveis, pessoas mortas de fome no meio da rua, relatou ele”. Continuamente “chegavam até nós milhares e milhares de pessoas em fuga, sem nada, escapadas sem ter podido pegar nem mesmo uma roupa ou um documento, para fugir da morte certa”. E assim – explica – “em um momento são apagadas raízes que remontam ao primeiro século cristão, porque nós, cristãos, não somos naquela terra nem hóspedes nem estrangeiros”.

“Na minha paróquia – continuou – fazemos o impossível para acolher os refugiados fugidos da fúria do Estado Islâmico, dando a eles de comer, um teto e garantindo também remédios, ao menos para as primeiras necessidades”. Para fazer isto contamos com a caridade do Papa que por duas vezes o Cardeal Fernando Filoni, Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, nos entregou pessoalmente” e também “com a ajuda da Conferência Episcopal Italiana, da Caritas e de outros organismos” que responderam prontamente aos apelos do Pontífice, a quem “eu disse obrigado pela sua intervenção dirigida à comunidade internacional: a sua voz, podes estar certo, é muito ouvida em todo o mundo árabe”. “Quando Francisco fala da tragédia dos refugiados, a mídia lhe dá amplo espaço e isto nos ajuda a encontrar finalmente solidariedade, a não cair no esquecimento”, assegurou.

Padre Samir, que precedentemente também foi Pároco em Mossul, não perdeu “a esperança de um futuro de paz, reconciliação e justiça, não obstante tudo”. Ademais – precisou – “entre as cinquenta mil pessoas que estamos acolhendo neste momento, não existem somente cristãos de diversas denominações, mas também muçulmanos: a loucura do Isis é somente uma violência cega e não pode ser vencedora”.

Mesmo atingida duramente – avaliou – “a Igreja Caldeia hoje está viva, tendo ficado até mesmo mais forte e unida justamente pela dura prova a que está sendo submetida”; e assim – completou – “não nos falta a esperança de imaginar que um dia, não muito distante, o Papa possa ir nos encontrar na Diocese de Amadiyak e Zaku dos caldeus para nos confirmar na fé e nos encorajar a não termos medo”.

 

Fonte: Rádio Vaticano

Por que o cristianismo cresce rapidamente na China?

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O Cristianismo cresce rapidamente na China, esse acontecimento poderia ser devido a compenetração da fé e os avanços tecnológicos atuais.

Rodney Stark, reputado sociólogo, afirmou que o número de cristãos na China está crescendo em média uma taxa de 7% anualmente.

Stark, codiretor do Instituto de Estudos de Religião da Universidade de Baylor, produziu junto com Xiuhua Wang o relatório: “Uma estrela no Oriente. O crescimento do cristianismo na China”.

Ambos os autores apontam que em 1980 haviam 10 milhões de cristãos na República Popular da China e que em 2007 estes alcançaram os 60 milhões. Com uma taxa de 7%, atualmente, os cristãos na China são aproximadamente quase 100 milhões.

Stark e Wang atribuem este crescimento ao número de conversões entre pessoas com um grau de educação alto, e estes experimentam a “incongruência cultural” entre a cultura tradicional asiática e a modernidade tecnológica e industrial. Algo que evidencia uma carência espiritual a qual o Cristianismo pode responder.

Os intelectuais chineses, explica Stark ao GrupoACI, “estão seguros de que devem olhar para o Ocidente para compreender o mundo no qual vivemos. As religiões orientais não encaixam no mundo moderno atual e por isso é necessário olhar para o Ocidente para encontrar filosofias e religiões que assim o façam. Isto é algo muito interessante”.

Religiões como o taoísmo, o confucionismo e o budismo são, na opinião de Stark, “antiprogressistas. Estas religiões proclamam que o mundo está em decadência depois de um passado glorioso e devemos olhar para trás e não para diante. Nenhuma delas admite que somos capazes de entender algo do universo – porque este é algo sobre o qual meditamos, não sobre o qual mostramos uma teoria, como fazem os físicos. Isto não está de acordo com o mundo no qual os chineses vivem no seu dia a dia”.

“A sociedade industrial, e a ciência apoiada nela, não podem ser adaptadas nessas visões religiosas”, assegura Stark.

“Mas a pergunta de que significa o mundo e de como viver nele continua presente, por isso existe um grande motor na cristianização da China e isso responde às perguntas dos chineses com alto grau de educação que são os mais propensos a converter-se”.

A expansão do Cristianismo na China, assegura, foi possível apesar do “pior tempo de perseguição religiosa” na revolução cultural de Mao Zedong entre os anos 1960 e 1970, porque “foi um processo de conversão invisível, o qual o governo não podia ver”.

Segundo Stark, a conversão religiosa acontece sobretudo através das redes sociais e por isso é “invisível” ao governo. Pois este explica que os chineses que vivem em áreas rurais são mais propensos que os habitantes das cidades, porque seus vínculos sociais são mais fortes e por isso o cristianismo é transmitido mais facilmente.

As pessoas não estão acostumadas a fazer parte de grupos de evangelização itinerante, mas “as pessoas conhecem e interiorizam de uma forma muito mais tranquila”.

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ACI Digital

Bilionário judeu resgata cristãos perseguidos pelo Estado Islâmico: “Tenho uma dívida de gratidão”

biliO britânico lord George Weidenfeld está financiando uma missão de resgate de até 2.000 famílias cristãs no Iraque e na Síria. Segundo o Catholic Herald, do Reino Unido, ele quer seguir o exemplo do falecido sir Nicholas Winton, cristão que salvou 669 crianças judias destinadas à morte em campos de concentração nazistas durante o Holocausto.

O bilionário de 95 anos diz que tem “uma dívida a pagar“.

Em 1938, os quakers e os Irmãos de Plymouth, cristãos, organizaram a transferência segura de judeus de Viena para a Inglaterra através do “Kindertransport”, ajudando-os a escapar dos nazistas. Os judeus receberam comida, roupas, hospedagem e transporte. Weidenfeld estava entre eles.

“Eu tenho uma dívida a pagar”, disse lordWeidenfeld em entrevista ao Times. “Ela vale para os muitos jovens que estavam nos ‘Kinderstransport’. Foi uma operação muito nobre, e nós, judeus, devemos ser gratos e fazer algo pelos cristãos que estão em perigo“.

A primeira fase do esforço de resgate organizado pela Weidenfeld Safe Havens Fund conseguiu levar 150 pessoas da Síria para a Polônia neste último 10 de julho, com a permissão do governo polonês e do regime de Assad na Síria.

O jornal Express, do Reino Unido, informa que o fundo de Weidenfeld pretende dar suporte econômico de 12 a 18 meses para os refugiados. Alguns países, como os Estados Unidos, se recusaram a participar do projeto porque ele não inclui os muçulmanos, também eles alvo do Estado Islâmico.

Os cristãos, os yazidis, os drusos e os muçulmanos xiitas são perseguidos pelo grupo terrorista na Síria e no Iraque. Lord Weidenfeld, no entanto, defendeu o objetivo específico do seu projeto:

“Eu não posso salvar o mundo todo, mas tenho uma possibilidade muito específica no caso dos cristãos. Outros podem fazer o que eles querem que seja feito pelos muçulmanos”.

Nascido na Áustria em 1919, Weidenfeld recebeu o título de “lord” em 1976. Chegado à Grã-Bretanha sem um tostão, ele fez fortuna criando a editora Weidenfeld & Nicholson.

Via Aleteia

Tudo por Jesus, nada sem Maria.

Jesus fez tudo através de Nossa Senhora. Ele veio ao mundo por ela; ela lhe deu a natureza humana que fez do Verbo encarnado o sumo Sacerdote. Ela foi o paraíso do novo Adão, como disse S. Luiz de Montfort; ela o embalou em seus braços; ensinou-o a andar, falar, rezar e o preparou para a grande missão de Salvador da humanidade.

Por Maria Ele foi levado ao Egito, para fugir da fúria diabólica de Herodes, e ali o protegeu.

Por Maria, Jesus começou os seus milagres, nas bodas de Canã da Galileia; a seu pedido, “quando ainda não havia chegado a sua hora.”

Maria o acompanhou em sua missão redentora e chegou até o Calvário com Ele.

Ninguém cooperou mais do que Maria com o Senhor na obra da salvação da humanidade. Por isso ela mereceu a glória da Assunção ao céu de corpo e alma. No céu ela continua a sua missão de Mãe dos viventes.

Jesus quis dá-la a nós aos pés da cruz, para ser a nossa Mãe espiritual. Na cruz, agonizando, com lábios de sangue, antes de “entregar o espírito ao Pai”, Ele nos fez filhos de Sua Mãe. Olhou para o discípulo (João) que tanto amava e disse: “Eis aí a tua Mãe.” E o apóstolo João a “levou para a sua casa.” (Jo 19,27)

Maria foi a última dádiva que Jesus nos deixou.

Rejeitá-la como Mãe seria, pois, terrível, seria o mesmo que dizer a Jesus: “Eu não quero receber a Tua Mãe para minha Mãe.” Sem dúvida esta recusa seria para Jesus pior do que aquela última estocada da ponta da lança no Seu divino coração; pior do que aquelas afrontas, daqueles tapas no rosto, pior do que os açoites e espinhos que Ele recebeu…

Seria uma insana ousadia recusar a Sua Mãe, para nossa Mãe. “Eis aí a tua Mãe.”

Por amor a Jesus, leve-a você também para a tua casa e Ela conquistará todas as graças de que você precisa para viver como Deus quer.

Se Jesus deixou-nos a Sua Mãe para nossa Mãe, é porque isto é necessário para a salvação de cada um de nós. Este gesto não foi apenas um carinho a mais para conosco; foi uma grande necessidade.

Grandes santos e doutores da Igreja, como S. Bernardo, Santo Afonso de Ligório, e outros, afirmam que: “Maria é necessária para a nossa salvação.”

S. Luiz de Montfort nos pergunta: Se Deus, que é onipotente, e portanto não precisava dela para salvar o mundo, e no entanto, quis precisar dela, será que você é tão orgulhoso que acha que pode se salvar sem o seu auxílio?

Só Jesus é o Salvador (At 4,12). Sabemos que só Jesus é “o único Mediador entre Deus e os homens” (1Tm 2,5), e nenhuma mediação é válida sem a de Jesus; mas Deus quis que Maria fosse uma mediadora “subordinada”. Ela é a grande Auxiliadora dos Cristãos; Aquela que nos leva à fonte da salvação, Jesus.

Ela é a mediadora de todas as graças, através de Jesus, não em paralelo, não de maneira substitutiva. A mediação de Maria, ensina o Concílio Vaticano II, valoriza ainda mais a mediação de Jesus.

Se Jesus quer precisar de nós para salvar o mundo, quanto mais Ele não quer precisar de Maria!

Se foi por Ela que Jesus veio a nós, então, dizem os santos, é também por Ela que devemos ir a Jesus.

A Igreja já cansou de ensinar que, em nada, a mediação de Maria substitui a única e indispensável Mediação de Jesus; é apenas uma mediação subordinada, auxiliar, materna.

Depois que o demônio consegue fazer alguém escravo do pecado, em seguida trabalha arduamente para afastá-lo de Maria, pois sabe que Ela é o Refúgio dos pecadores; isto é, aquela que poderá convencê-lo a deixar o pecado e voltar à fonte da graça.

Infelizmente, muitos trazem no coração uma certa rejeição a Maria, como se ela fosse uma “rival” de Jesus. É tentação! É uma forte tentação! Jesus continua a nos dizer hoje: “Eis aí a tua Mãe!” Leve-a para casa

 

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Armênia: a crônica de um genocídio

No próximo dia 24 de abril, o mundo recordará os 100 anos do início do genocídio armênio, episódio espantoso em que morreu, vítima de um plano de aniquilação sistemática de todo um povo, um milhão e meio de homens, mulheres e crianças indefesas.

O papa Francisco celebrou no último domingo, 12 de abril, na Basílica de São Pedro, uma missa em memória de todas as vítimas, muitas das quais morreram confessando o nome de Jesus, como mártires cristãos dos tempos modernos. Cem anos depois daqueles acontecimentos trágicos, a verdade histórica do genocídio armênio ainda é controversa, quando não negada com obstinação. Através das vozes de pessoas que sofreram a ferocidade das perseguições, o livro “A marcha sem retorno – o genocídio armênio”, da jornalista italiana Franca Giansoldati, procura reconstruir a história.

Como você aborda a questão armênia no livro?

Franca Giansoldati: Eu sou repórter, não historiadora. Meu interesse pelo tema vem dos primeiros passos como jornalista na agência AdnKronos, quando me envolvi com a iniciativa do [político italiano] Giancarlo Pagliarini, que, em 1998, apresentou uma moção assinada por 165 deputados de diferentes partidos para que o parlamento italiano reconhecesse formalmente o genocídio armênio. A resolução foi aprovada em 2000, seguindo a que tinha sido aprovada pelo Parlamento Europeu. Depois, como vaticanista, eu acompanhei a preparação da visita de João Paulo II ao patriarca Karekin II, na Armênia, que foi fortemente obstaculizada pela Turquia. As palavras “genocídio” e “extermínio”, que entraram na declaração conjunta pelos 1.700 anos da proclamação do cristianismo no país, puderam ser usadas depois de uma longa discussão da comitiva papal. Eu percebi, com o tempo, que a questão do genocídio armênio é desconhecida para a maioria das pessoas, mesmo para as pessoas com bom conhecimento cultural. O meu livro tem um propósito informativo: resumir a questão para quem não a conhece ou conhece pouco. E deixar as testemunhas falarem. As estatísticas, o milhão e meio de mortes causadas pela tentativa sistemática do Império Otomano de exterminar os armênios, não atinge as consciências. A extensão do horror é mais fácil de ser entendida por meio da voz de quem a viveu.

Por que o genocídio armênio é negado até hoje?

Franca Giansoldati: Existem razões históricas. O extermínio ocorreu nos anos da Primeira Guerra Mundial, quando a atenção das grandes potências europeias estava em outros lugares. Também há razões diplomáticas: nos tratados posteriores à guerra, a influência do líder turco Ataturk foi grande o suficiente para tirar a “questão armênia” da berlinda, apesar de que um tribunal da própria Turquia tivesse condenado em 1920 alguns dos responsáveis ​​pelos massacres. Existem também razões de ordem prática: não é secundário, hoje, na atitude revisionista da Turquia, o medo dos eventuais ressarcimentos que poderiam ser reclamados pelos descendentes dos armênios trucidados, que, pelo menos nas cidades do Império Otomano, representavam a elite econômica e financeira. Tudo isso fez com que se desviasse o olhar do que aconteceu e criou uma espécie de buraco na memória coletiva, que eu acredito que influenciou a história europeia do século XX até os dias atuais: inclusive no fenômeno do auto-intitulado Estado Islâmico.

De que forma?

Franca Giansoldati: O genocídio armênio foi o primeiro a ser planejado no século XX. Se ele não tivesse sido removido da consciência coletiva e, portanto, da memória individual, provavelmente o que levou depois ao Holocausto dos judeus não teria ocorrido ou pelo menos teria acontecido de forma diferente. Não por acaso, em 1939, para convencer os seus generais da “solução final” para o “problema judaico”, Hitler proferiu a famosa frase: “Quem ainda se lembra dos armênios?”. O esquecimento do massacre dos armênios convenceu o Terceiro Reich a desenvolver uma estratégia semelhante para “resolver” os “problemas raciais” no seu território. E, de fato, tanto nos documentos dos turcos do início do século quantos nos documentos nazistas, aparece o termo “limpeza étnica”.

 

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