Líderes religiosos frisam importância do combate à intolerância

O Brasil celebra nesta quinta-feira, 21, o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. A data foi instituída com a Lei 11.635, de 27 de dezembro de 2007, para combater atitudes descriminatórias no que diz respeito à religião.

Embora não pareça, em pleno século 21 ainda há pessoas que são discriminadas, ofendidas, feridas e até mesmo mortas por causa de sua religião. Em 2014, o Disque 100, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, registrou 149 denúncias de discriminação religiosa no País. Em 2015, a média foi de uma denúncia a cada três dias sendo reportadas ao órgão. Em âmbito internacional, às vésperas da celebração da data, um relatório sobre a violência anticristã na Índia revelou que mais de 200 casos desse tipo foram registrados no país.

Segundo o rabino Michel Schlesinger, da Confederação Israelita do Brasil (CONIB), a humanidade aprendeu muita coisa nos últimos milênios, mas a intolerância religiosa continua sendo uma realidade, com atos de fanatismo que colocam em risco a vida das pessoas. Diante disso, ele acredita que, mais do que nunca, celebrar uma data como essa é uma obrigação. “Nós não precisamos convencer uns aos outros de que temos a razão e estamos certos, precisamos permitir que cada um tenha a sua fé, a sua crença e a pratique com toda a liberdade possível”.

Tolerância

Para a Igreja católica, tolerância é muito mais que “suportar” o outr. “É ser capaz de acolher o diferente, conviver, respeitar e naquilo que temos em comum, caminhar juntos! A intolerância e violência religiosa está em absoluta contradição com qualquer religião, digna desse nome!”, declara o assessor da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso da CNBB, padre Marcus Barbosa Guimarães.

Um exemplo dessa acolhida ao diferente e convivência fraterna foi dado por São João Paulo II, conforme recorda o padre João Firmino, da arquidiocese de Brasília (DF). Enquanto era Papa, o santo convidava pessoas de outras denominações religiosas para um encontro em Assis, na Itália, a fim de celebrar a paz e vivenciar um momento de oração comum, cada um do seu modo.

“Em Assis porque lembrava o exemplo de São Francisco de Assis que é tão querido, visto, amado e conhecido pelas diversas religiões e pessoas. Então a gente vê a figura do Santo Padre que nos convida a isso, a vivenciar, já nos convidava”, comenta padre Firmino.

E o próprio sacerdote dá testemunho pessoal desse conceito de tolerância e fraternidade. Um de seus melhores é um pastor evangélico, com quem ele já chegou a dividir a mesma casa. “Nós nos conhecemos há muito tempo, às vezes quando estou com dúvida de alguma coisa eu dou uma ligadinha para ele e falo ‘como é que você vê isso?’, às vezes ele também me liga, a gente convive muito”.

Exemplo no judaísmo

No judaísmo, rabino Michel explica que a própria religião foi construída na base do debate. O principal livro do judaísmo depois da Torah é o Talmud, que é um livro de discussões e a maior parte delas fica em aberto. Assim o judaísmo contribuiu e pode continuar contribuindo para um mundo com mais diálogo, diz.

“O judaísmo, da maneira como eu entendo é uma religião, na sua origem, bastante polifônica (…) Temos que ter a humildade de que ninguém é detentor de toda a sabedoria, de toda a verdade, de todo conhecimento, só Deus. Tudo o que nós sabemos é um pedacinho, uma parcela e a parcela de um deve complementar a parcela do outro”.

O vídeo do Papa

Nesse mês de janeiro, o Papa gravou um vídeo em que aparece junto a líderes do catolicismo, judaísmo, budismo e islamismo para pedir orações pelo diálogo inter-religioso. Todos eles repetem a frase “Creio no amor”.

Rabino Michel contou que ficou muito feliz com a iniciativa do Papa, mas não surpreso, pois conhece o Papa e sabe que essa é a sua linha. Desde que Bergoglio foi eleito Papa, o rabino já se encontrou com ele em quatro ocasiões. “O Papa Francisco realmente é um homem de diálogo (…) esse vídeo é coerente com a biografia de diálogo do Papa Francisco”.

“O tema do diálogo inter-religioso é uma constante nos discursos, homilias, ações, orações e gestos do Papa Francisco. Com suas palavras, o Papa Francisco recorda-nos que orar e empenhar-se pelo diálogo ecumênico e inter-religioso faz parte integrante da missão evangelizadora da Igreja”., acrescenta padre Marcus.

Passos para a tolerância na sociedade

Olhando para o futuro, rabino Michel acredita que a solução para os casos de intolerância religiosa está na educação. “Se a gente puder, nas escolas, muçulmanas, cristãs, judaicas, e também naquelas que não são religiosas, preparar as nossas crianças e os nossos jovens para um mundo complexo, em que diversas verdades coexistem, então a gente está dando um passo mais significativo para construir um amanhã de diálogo”.

Padre Marcus indica três passos: buscar o conhecimento verdadeiro do outro, voltar-se para Deus e nunca abandonar o caminho do diálogo. “A estrada do diálogo foi e será sempre o caminho da Paz verdadeira, da Vida plena e da experiência concreta da Misericórdia”.

Além de conhecer o outro, padre João Firmino também acredita na necessidade de respeito, para consigo e para com o próximo, para que a tolerância possa brotar. “Se eu consigo respeitar essa figura dentro da minha família, no ambiente em que eu convivo, eu vou fazer com que o mundo se torne cada vez melhor. Então que possamos ter no coração esse desejo, de vivenciar a paz e respeitar a si mesmo, respeitando também o outro”

Via Canção Nova

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Feministas e abortistas também estão por trás dos ataques ao cristianismo, afirma advogada

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Ataque em um templo católico no Brasil, manifestações de abortistas em uma catedral na Argentina, profanação de objetos sagrados no México, destruição de imagens religiosas no Chile, são apenas alguns exemplos das numerosas agressões sofridas pela Igreja Católica nos últimos tempos. Será que estas ações são um alerta frente a um fenômeno crescente de intolerância religiosa?

A assessora jurídica da organização legal Alliance Defending Freedom (Aliança em Defesa da Liberdade), Sofia Martínez, disse ao Grupo ACI que, embora existam elementos culturais e históricos que respondem aos fatos, de acordo com o “contexto atual no qual estamos vivendo e o que vimos na Europa e na América do Norte”, a razão principal é “a intolerância religiosa que está começando a manifestar-se nos países da América Latina e do Caribe”.

O fenômeno, explicou Martínez, é liderado pelo “ativismo abortista e pelo lobby gay” cujas “redes internacionais trabalham a fim de causar ressentimento a religião e participaram do desenvolvimento da cultura latino-americana. Controlam muitos centros de poder. Estes estão no governo, nos organismos internacionais, nas organizações bem financiadas, nas empresas multinacionais, universidades, meios de comunicação, no entretenimento e inclusive agora no esporte”.

Martínez, que também trabalha como conselheira legal de ADF para a América Latina, manifestou através de um documento apresentado ante o Tribunal Constitucional em Colômbia que “onde adotem leis contra a discriminação de orientação sexual e identidade de gênero estarão menosprezando direitos fundamentais como a liberdade de expressão, liberdade de consciência e a liberdade de associação”.

A advogada citou como exemplo a perseguição religiosa no México iniciada em 1920 e afirmou que “desde essa época existe uma clara linha entre a Igreja e o Estado”. Por outro lado, na Colômbia “a liberdade de consciência foi negada aos médicos e enfermeiras que não querem praticar abortos devido a suas convicções religiosas”.

“Na Argentina, tornou-se comum os ataques violentos contra as igrejas em manifestações anuais de grupos feministas. Em outros lugares, o clero está sendo silenciando. Cada país é diferente, mas em todos os casos esta intolerância se transforma em maior campanha para substituir a liberdade, com a coerção e opressão governamental”, adicionou Martínez.

Oriente Médio e Espanha

No Oriente Médio, a liberdade religiosa “enfrenta a extinção e as sanções por identificar-se com uma religião diferente àquela imposta pelo Estado são cada vez mais difíceis, provocando um êxodo em massa desses países”, refletiu a advogada.

“No caso da Espanha, com uma história religiosa importante, sinto que há um secularismo crescente tal como começamos a ver na América Latina. A atual geração de jovens viveu uma realidade completamente diferente da época de seus pais e avós, e veem a religião como restritiva e não como um elemento da liberdade. Este aumento do secularismo aumentou a intolerância e a hostilidade contra a fé”, observou.

Como consequência, continuou Martínez, os atos de intolerância vão debilitando “os direitos e liberdades fundamentais. E também a decadência de nossa sociedade e cultura tal como a conhecemos”.

Frente ao desalentador prognóstico, a advogada chamou a uma rápida ação de parte dos defensores “que acreditam na bondade da vida, da família, da liberdade individual e religiosa”.

“Para combater realmente a intolerância religiosa, o Estado deve intervir. Temos casos no México, Colômbia e Cuba, para mencionar alguns, nos quais, em que pese estar constitucionalmente garantida a liberdade religiosa, ainda se submetem a algumas minorias religiosas, especialmente em zonas rurais, ameaçando encarcerando ou inclusive expulsá-los de suas comunidades, perdendo todos seus bens”, disse Martínez.

“Um Estado laico deve garantir que toda pessoa ou grupo confessional seja respeitado pelo Governo e por outros; o reconhecimento e a proteção legal da liberdade religiosa de cada cidadão. Muitas pessoas acreditam que o Estado laico significa ausência de religião. Entender isto seria uma grande ferramenta para derrotar o crescimento da intolerância religiosa”, concluiu a advogada.

Via ACI Digital

Recorde de conversões ao cristianismo entre os muçulmanos que chegam à Europa

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Além das ondas históricas de refugiados do Oriente Médio e da África que chegam à Europa, o velho continente parece estar vivendo outra onda, menos midiática, mas também chamativa: a das conversões de muçulmanos ao cristianismo.

A agência de notícias Associated Press visitou em Berlim uma igreja evangélica da qual participam “centenas de requerentes de asilo, em sua maioria iranianos e afegãos”.

“Não há como fazer vista grossa para o fato de essa decisão aumentar as suas chances de conseguir asilo: eles podem alegar que sofreriam perseguição religiosa em seus países de origem”, observou a agência, salientando ainda que a Alemanha trata os refugiados de acordo com a gravidade da situação que os obrigou a deixar sua pátria: os que fogem da guerra civil na Síria, por exemplo, têm chance maior de obter asilo. “Já para os requerentes vindos do Irã e do Afeganistão a situação é mais complicada, porque as condições de vida nesses países é mais estável do que na Síria”, diz a AP. Nos últimos anos, cerca de 40% a 50% dos emigrantes desses dois países foram autorizados a permanecer na Alemanha, muitos deles com permissão apenas temporária.

Acontece que as chances dos afegãos e dos iranianos aumentam quando eles convencem as autoridades alemãs de que seriam perseguidos em sua terra natal, onde a conversão do islamismo para o cristianismo pode ser punida com a prisão e até com a morte.

Para Gottfried Martens, pastor da Igreja da Trindade, a motivação não é o mais importante: “Muitos deles são atraídos pela mensagem cristã, que muda a sua vida”, diz ele, estimando que apenas 10% dos convertidos não voltam mais para a igreja depois de batizados. “Eu sei que há pessoas que vêm aqui só pela tentativa de conseguir asilo”, disse Martens. “Mas eu os convido a se juntarem a nós porque sei que aqueles que vêm aqui não vão sair iguais”.

A igreja do pastor Martens ganhou fama: ele batiza muçulmanos após três meses de catequese e os ajuda com os pedidos de asilo. Sua congregação cresceu de 150 membros, dois anos atrás, para mais de 600 hoje, com um fluxo aparentemente interminável de novos refugiados. Martens conta que há pelo menos mais 80 pessoas, a maior parte delas do Irã e alguns do Afeganistão, esperando para ser batizadas.

Por outro lado, uma jovem iraniana entrevistada pela agência se declarou convencida de que a maioria dos seus conterrâneos só entrou nessa igreja para aumentar as chances de asilo. Outro iraniano, Vesam Heydari, afirma que “essas pessoas estão tornando muito mais difícil o asilo para os cristãos de verdade, que são perseguidos de verdade”. Ele próprio chegou à Alemanha depois de não conseguir o status de refugiado na Noruega, onde tinha se convertido em 2009. “A maioria dos iranianos aqui não está se convertendo. Eles só querem ficar na Alemanha”, completa ele.

Outras comunidades cristãs do país, entre elas algumas igrejas luteranas em Hannover e na Renânia, também relataram um número crescente de iranianos “se convertendo” ao cristianismo, segundo a AP.

A agência federal alemã para refugiados disse não comentar as razões que os candidatos apresentam quando pedem asilo, nem a quantidade de refugiados aceitos na Alemanha com base em perseguição religiosa.

“Qualquer que seja a religião dos migrantes e refugiados, eles devem ser acolhidos como irmãos e irmãs, em vez de serem vistos como um fardo”, afirmou por sua vez o padre Matthew Gardzinski, do Conselho Pontifício para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes. Da perspectiva católica, eles devem ser reconhecidos como pessoas “criadas à imagem e semelhança de Deus. Esta é a base da dignidade humana”, enfatizou o sacerdote.

Via ALETEIA

Por que o cristianismo cresce rapidamente na China?

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O Cristianismo cresce rapidamente na China, esse acontecimento poderia ser devido a compenetração da fé e os avanços tecnológicos atuais.

Rodney Stark, reputado sociólogo, afirmou que o número de cristãos na China está crescendo em média uma taxa de 7% anualmente.

Stark, codiretor do Instituto de Estudos de Religião da Universidade de Baylor, produziu junto com Xiuhua Wang o relatório: “Uma estrela no Oriente. O crescimento do cristianismo na China”.

Ambos os autores apontam que em 1980 haviam 10 milhões de cristãos na República Popular da China e que em 2007 estes alcançaram os 60 milhões. Com uma taxa de 7%, atualmente, os cristãos na China são aproximadamente quase 100 milhões.

Stark e Wang atribuem este crescimento ao número de conversões entre pessoas com um grau de educação alto, e estes experimentam a “incongruência cultural” entre a cultura tradicional asiática e a modernidade tecnológica e industrial. Algo que evidencia uma carência espiritual a qual o Cristianismo pode responder.

Os intelectuais chineses, explica Stark ao GrupoACI, “estão seguros de que devem olhar para o Ocidente para compreender o mundo no qual vivemos. As religiões orientais não encaixam no mundo moderno atual e por isso é necessário olhar para o Ocidente para encontrar filosofias e religiões que assim o façam. Isto é algo muito interessante”.

Religiões como o taoísmo, o confucionismo e o budismo são, na opinião de Stark, “antiprogressistas. Estas religiões proclamam que o mundo está em decadência depois de um passado glorioso e devemos olhar para trás e não para diante. Nenhuma delas admite que somos capazes de entender algo do universo – porque este é algo sobre o qual meditamos, não sobre o qual mostramos uma teoria, como fazem os físicos. Isto não está de acordo com o mundo no qual os chineses vivem no seu dia a dia”.

“A sociedade industrial, e a ciência apoiada nela, não podem ser adaptadas nessas visões religiosas”, assegura Stark.

“Mas a pergunta de que significa o mundo e de como viver nele continua presente, por isso existe um grande motor na cristianização da China e isso responde às perguntas dos chineses com alto grau de educação que são os mais propensos a converter-se”.

A expansão do Cristianismo na China, assegura, foi possível apesar do “pior tempo de perseguição religiosa” na revolução cultural de Mao Zedong entre os anos 1960 e 1970, porque “foi um processo de conversão invisível, o qual o governo não podia ver”.

Segundo Stark, a conversão religiosa acontece sobretudo através das redes sociais e por isso é “invisível” ao governo. Pois este explica que os chineses que vivem em áreas rurais são mais propensos que os habitantes das cidades, porque seus vínculos sociais são mais fortes e por isso o cristianismo é transmitido mais facilmente.

As pessoas não estão acostumadas a fazer parte de grupos de evangelização itinerante, mas “as pessoas conhecem e interiorizam de uma forma muito mais tranquila”.

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ACI Digital

São José, o homem a quem o próprio Deus chamou de pai

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Uma das maiores santas da história do cristianismo, Santa Teresa de Ávila, era profundamente devota a São José, considerando que, se o próprio Deus lhe obedeceu na terra como filho adotivo, também no céu Ele escuta toda prece que lhe apresentamos por intermédio do santo e humilde carpinteiro.

Compartilhamos hoje um extrato do testemunho de Santa Teresa sobre a eficácia da intercessão do santo pai adotivo de Jesus:

Testemunho sobre São José
Da “Vida de Santa Teresa”, VI, 5-8
 
Quando vi o estado a que me tinham reduzido os médicos da terra e estando tão enferma em tão jovem idade, decidi recorrer aos médicos do céu e pedir-lhes a saúde, porque, muito embora suportasse a doença com tanta alegria, desejava também ser curada. Pensava que, se com saúde acabasse condenada, melhor seria ficar assim, mas também imaginava, com a saúde, ser capaz de melhor servir ao Senhor. Eis o nosso erro: não querer abandonar-nos em tudo às mãos de Deus, que sabe melhor do que nós o que nos convém. Comecei a encomendar missas e a fazer orações aprovadas (…)

Tomei então por meu advogado e patrono o glorioso São José e a ele me confiei com fervor. Este meu pai e protetor me ajudou na necessidade em que me achava e em muitas outras mais graves, em que estava em jogo a minha honra e a salvação da minha alma. Vi claramente que a sua ajuda me foi sempre maior do que eu pudesse esperar. Não me lembro de ter jamais lhe rogado uma graça sem a ter imediatamente obtido. E é coisa que maravilha recordar os grandes favores que o Senhor me fez e os perigos de alma e corpo de que me livrou por intercessão deste santo bendito.
 
A outros santos parece que Deus concedeu socorrer-nos nesta ou naquela precisão, mas experimentei que a todas o glorioso São José estende o seu patrocínio. O Senhor quer assim nos mostrar que, tal como esteve sujeito a ele na terra, onde ele podia comandá-lo como pai adotivo, assim também no céu atende tudo o que ele pede. E assim reconheceram, por experiência, ainda outras pessoas que a meu conselho se recomendaram ao seu patrocínio. Muitos outros se tornaram recentemente seus devotos por terem experimentado esta verdade.

Eu procurava celebrar sua festa com a máxima solenidade (…) Pela grande experiência que tenho dos favores obtidos de São José, quisera que todos se persuadissem de lhe ser devotos. Não conheci pessoa que lhe fosse verdadeiramente devota e lhe prestasse particular serviço sem fazer progressos na virtude. Ele ajuda muitíssimo quem a ele se recomenda. Há já vários anos que, no dia da sua festa, eu lhe peço alguma graça e sempre sou ouvida. Se o que peço não é tão reto, ele o ajeita para meu bem maior.

Se as minhas palavras tivessem autoridade, com gosto narraria em detalhes as graças que este glorioso santo tem concedido a mim e a outros, mas, não querendo ir além dos limites que me foram impostos, em muitas coisas serei mais breve do que gostaria e em outras mais demorada que o necessário: em suma, como quem tem pouca discrição em tudo o que é bem. Peço apenas, pelo amor de Deus, que quem não me crer faça a prova e verá por experiência quão benéfico é confiar-se a este glorioso Patriarca e lhe ser devoto.

Via Aleteia

Muçulmanos estão tendo visões e sonhos de Jesus e se convertendo ao cristianismo

Uma revista da Califórnia publicou recentemente os resultados de uma pesquisa com mais de 600 ex-muçulmanos, que agora seguem Jesus. “Embora os sonhos pareçam desempenhar um papel menor na conversão dos ocidentais, mais de um quarto dos entrevistados ex-muçulmanos enfaticamente confirmam que os sonhos e visões desempenharam um papel vital em sua conversão, e os ajudou em momentos difíceis”, o levantamento afirmou.

Outros têm encontrado o percentual mais elevado. Karel Sanders, um missionário na África do Sul, informou que entre Africanos muçulmanos, “42% dos novos crentes vem a Cristo através de visões, sonhos, aparições angelicais e ouvir a voz de Deus.” De acordo com o site “Sexta-Feira Dawn Fax”, que se concentra em relatórios missionários de língua árabe, moderadores explicam experiências sobrenaturais, tais como sonhos, visões e curas através da oração de Jesus. “Este é um tema quente em nossa região. Pessoas de todo o Oriente Médio nos chamam, dizendo como eles foram curados através da oração em nome de Jesus”, citam os missionários. “Ouvintes muçulmanos costumam nos falar sobre sonhos e visões de Jesus, querendo saber o que isso significa para eles.”

O mesmo é contado em “I Dared to call him Father (Me atrevi a chamá-lo de pai)”, um livro fascinante, escrito por uma rica mulher ex-muçulmana paquistanesa chamada Bilquis Sheikh, que veio a Cristo através de uma série de acontecimentos místicos – começando com a presença do mal, que ela sentia, e era ligado ao assassinato recente de um cristão perseguido.

“A estranha sensação espinhosa cresceu dentro de mim enquanto eu caminhava lentamente ao longo dos caminhos de cascalho do meu jardim”, ela escreveu em um livro que acaba de ser relançado. “Eu parei de andar e olhei em volta. Como eu me inclinei para agarrar as hastes verdes, algo passou por minha cabeça, eu me endireitei, atenta. Senti uma névoa… Um frio, úmido. Uma presença profana – tinha flutuado por mim. Claro que não havia nada lá fora. Estaria lá? Como que em resposta, eu senti uma presença, muito real e misteriosa e um toque em minha mão direita.”

Esta experiência levou a uma série de sonhos que – como tantos outros – culminou na conversão da mulher muçulmana. São tais sonhos mais recorrentes agora – com a situação do mundo como ele é? Ou será que eles sempre ocorreram?

Sabemos que os sonhos podem ser importantes. Nós lembramos de Abraão. Nós lembramos de José, o pai de Jesus.

Mas eles também são cruciais no nosso próprio tempo e, no caso da mulher rica, cujo marido tinha sido um general e ministro do Paquistão, eles formaram uma parte importante de sua conversão – se não o mais importante papel. Conforme ela explica neste livro bem escrito (que foi publicado pela primeira vez em 1978), ela havia sido criada na fé muçulmana, que acreditava que, embora Jesus tenha nascido de uma virgem, ele não era o Filho de Deus. Ainda assim, a mulher sentiu-se impulsionada para explorar a Bíblia – e é aí que tudo começou.

Em um sonho, relatou Sheikh, “eu me encontrei jantando com um homem que eu sabia ser Jesus. Ele veio me visitar na minha casa e ficou por dois dias. Ele sentou-se sobre a minha mesa e em paz e alegria jantamos juntos”.

“De repente, o sonho mudou. Agora eu estava no topo de uma montanha com outro homem, João Batista. Ele estava vestido com uma túnica e calçado com sandálias. Como foi que eu misteriosamente sabia seu nome, também? Eu encontrei-me contando a João Batista sobre as minhas visitas recentes com Jesus”. O sonho – peculiar – a levou à pergunta que todos que poderiam saber responder (porque até aquele momento, Sheikh ainda não havia chegado ao trecho em que João Batista aparece na história) em sua leitura da Bíblia.

Ela se tornou uma cristã. Então, temos milhares de outros. Os relatórios incluíram moradores em lugares como Marrocos. Ouvimos pela primeira vez sobre isso no início de 1990.

“Um seguidor de Jesus da Guiné fala sobre uma pessoa de branco que lhe apareceu em sonho, chamando-o de braços abertos”, afirma a publicação da Califórnia.”Esse tipo de sonho, no qual Cristo aparece como uma figura de branco, é um padrão freqüente na obra missionária entre os muçulmanos.”

Os exemplos são numerosos. Um muçulmano da Malásia viu seus pais falecidos como convertidos aos cristianismo em um sonho, comemorando no céu. Jesus, com uma túnica branca, lhe disse: “Se você quiser vir a mim, vem!” Ele o fez.

Outro convertido, este novamente a partir do Oriente Médio, disse que ele estava deitado na cama com uma dor de cabeça muito forte. A figura branca com uma aparência maravilhosa, pacífica, apareceu e colocou as mãos sobre sua cabeça três vezes, e na manhã seguinte a dor de cabeça que era incurável até então, ​​havia cessado.

Um homem do oeste da África viu um religioso muçulmano no inferno, e um pobre cristão, que não podia mesmo dar esmolas, no céu. A voz explicou que o ponto decisivo não foi a esmola, mas a fé em Jesus.

Enquanto isso, um trabalho missionário entre os Tausugs, das Filipinas, maior grupo muçulmano daquele país, relata que um número de muçulmanos fiéis “viu Jesus” em seus sonhos após o Ramadã (mês em que os muçulmanos praticam um ritual de jejum). Um homem sonhou com Jesus matando um dragão enorme em um duelo e no dia seguinte teve o mesmo sonho, o que o levou a conhecer o Evangelho.

Um membro do povoado Yakan, na Província Basilan sonhou que o Profeta Maomé não podia olhar para Jesus no olho. Quando ele disse seu primo, um cristão, do sonho, seu primo lhe disse que o sonho significava que Jesus é maior do que Maomé.

Há histórias de guerra espiritual. Há relatos da Turquia. Há histórias de curas milagrosas. Há histórias do Iraque. Uma equipe que pertencem aos “Atletas em Ação”, um movimento de atletas missionários, relatou a partir de sua visita às repúblicas da Ásia Central do Turcomenistão e Quirguistão, que “uma das experiências mais interessantes da viagem foi para ouvir um grande número de pessoas dizendo como eles tornaram-se cristãos”. Anteriormente, eles haviam sido ateus ou muçulmanos. Alguns nos contaram como Deus havia falado com eles em sonhos. Outros nos contaram como eles tinham tido dores de cabeça por dias depois de ouvir sobre Cristo. Logo que decidiram tornar-se cristãos, a dor de cabeça havia passado. Uma mulher nos disse que na noite em que ouviu falar de Jesus, nada aconteceu até que ela foi dormir. Enquanto ela dormia, ela teve um sonho terrível, no qual uma figura satânica disse a ela “Você nunca vai escapar de mim”, porém agora ela também se tornou uma cristã.

Existem inúmeros relatos de que muitos dos Berberes que vivem nas montanhas da Argélia estão vindo a Cristo através de sonhos e visões semelhantes, formando células e igrejas, em sua maioria subterrâneas. Ahmed Ait Ben Youcef, um berbere nativo que atualmente vive no exterior, disse que encontrou Cristo no caminho que parece típico para berberes islâmicos anteriormente: “nós berberes sempre acreditamos em Deus, mas muitos o procuram à sua própria maneira, sob a pressão dos árabes islâmicos. Jovens ansiavam pelo caminho certo para nossas vidas e oravam a Deus para orientação. Um dos meus amigos morreu em um acidente de trânsito. Na noite seguinte, sonhei que ele, um outro amigo, e eu nos dirigíamos a uma cidade brilhante, rodeada por uma parede branca. Nesse sonho, meu amigo nos disse que agora ele vivia lá”.

Um muçulmano egípcio estava lendo os Evangelhos, e de acordo com mais um relatório ele tinha acabado de chegar a Lucas, Capítulo 3, quando um vento forte varreu a sala e uma voz disse: “Eu sou Jesus Cristo, a quem você odeia. Eu sou o Senhor que você está procurando.” Ele decidiu seguir a Jesus naquele dia.

Os relatórios são difundidos de tal forma que sites inteiros são dedicados a tais histórias – embora muitas vezes tomem o cuidado de manter o anonimato. Uma fonte bem informada, que por razões óbvias permanece não identificada, relata que um ex-islâmico “Imam” ou líder espiritual levou 3.000 muçulmanos para Jesus, tendo ele chegado a Cristo através de sonhos, em que um homem branco dizia-lhe para estudar a Bíblia. O método desse homem é simples: em uma conversa, ele diz aos outros: “você já viu um homem branco em seus sonhos recentemente? Se eles não tiverem visto, ele lhes diz: eu só estava me perguntando. Obrigado. Se responderem positivamente, ele continua perguntando se eles estão interessados ​​em aprender quem este homem branco é. E quem não está interessado na identidade de uma pessoa misteriosa que aparece em seus sonhos? O ex-Imam, em seguida, mostra-lhes várias passagens da Bíblia em que um homem branco vestido é mencionado, explicando: “Isso é Jesus. Ele quer falar com você, porque Ele quer que você o siga”.

Via: Noticias Gospel

Homossexualidade e cristianismo

Vai de vento em popa na nossa sociedade a canonização da prática homossexual…

A este respeito, gostaria de propor algumas reflexões – e peço que você, meu caro Amigo, procure ponderar bem o que estou dizendo. Não pretendo aqui levantar bandeiras ou promover cruzadas…

Leia com calma o que escrevo, procurando compreender e contextualizar minhas palavras no todo do que entendo afirmar.

Quero deixar claro que falo para cristãos, para aqueles que desejam orientar sua vida e seu pensar segundo o Evangelho tal qual recebemos da Tradição Apostólica e nos é ensinado pela Santa Igreja de Cristo. Meu objetivo aqui é somente ajudar os católicos a pensar esta complexo tema da homossexualidade à luz do Cristo Jesus. Só isto!

Eis os tópicos que gostaria de apresentar:

  1. É necessário que as pessoas homossexuais sejam respeitadas e não sejam estigmatizadas por suas tendências sexuais. A violência contra homossexuais – sejam elas físicas ou morais – é um crime e, diante de Deus, um pecado.

Cada pessoa deve ser respeitada com suas características e sua história, suas escolhas e seu modo de viver, desde que isto não prejudique os demais.

  1. Também é correto desejar que cada pessoa tenha o direito de viver sua vida de acordo com seus valores e sua  própria consciência, desde que respeitando o bem comum e as normas da boa convivência social.

No entanto, não é aceitável que minorias homossexuais organizadas queiram impor a toda a sociedade seus valores e seu modo de pensar, destruindo o sentido genuíno do que seja família e do que seja casamento, valores que alicerçam nossa cultura e nossa sociedade. Não é admissível que uma ideologia de minoria destrua valores sagrados e consagrados de uma imensa maioria!

Por exemplo: Se duas pessoas do mesmo sexo desejam viver juntas “maritalmente”, é um direito de escolha delas. Também é um direito delas que a legislação preveja os direitos e deveres oriundos dessa convivência. Mas, não é um direito querer impor a toda a sociedade chamar esta situação de “matrimônio”, pois aqui se muda o conceito de matrimônio da totalidade da sociedade! Uma coisa é respeitar o direito de uma minoria, outra, bem diferente, é uma minoria impor a toda uma maioria a mudança de valores fundamentais como a família e o matrimônio como relação estável e aberta à vida entre um homem e uma mulher. O direito de uns não deveria solapar o direito de outros!

  1. O sincero respeito que se deve ter pelos homossexuais não deve e não pode significar que todos tenham a obrigação de fazer uma avaliação positiva da homossexualidade e, menos ainda, da prática homossexual.

Respeitar a pessoa, suas tendências, suas opções, sim.

Quanto à avaliação de suas ações e modo de viver, depende dos critérios que alguém tome como norte e sentido da existência humana… E este também é um direito sagrado: direito a ter um sistema de valores, com noção clara do que é correto e do que é errado…

Deste modo, para um ateu, o critério é ele próprio e seu modo de pensar; ele mesmo é sua medida – e nisto deve ser respeitado!

Para um crente, o critério do certo e do errado é o próprio Deus: ao que Deus chama errado, o crente somente poderá chamar de errado também! Assim sendo, para um cristão, o critério de tudo – também das questões ligadas à sexualidade – é o Cristo tal qual crido e anunciado pela Igreja dentro da Tradição Apostólica. O cristão não se funda nas modas, não fundamenta seus critérios na voz da maioria, mas em Cristo Jesus, como Verdade última para a humanidade.

O cristão deve respeitar a opinião dos demais, mas a sua opinião funda-se em Cristo Jesus!

  1. Pensemos agora num cristão homossexual.

Para um mundo pagão como o nosso, para pessoas que não têm como critério o Evangelho, ser homossexual e viver a homossexualidade não são problema algum; como não o é a infidelidade conjugal, como não o são as relações pré-matrimoniais e outras realidades mais…

E por que isto? Porque não se crendo em Cristo, não é Ele o critério! E qual é o critério? Em geral – e digo-o com todo o respeito! – o critério dos não-crentes são eles próprios, seu modo de pensar, sentir e viver… É um direito deles: pensarem e viverem como desejarem!

Mas, para alguém que creia em Cristo e deseje viver segundo a fé cristã, o ser homossexual traz sim dificuldades, conflitos e dores. E isto porque o critério da vida de um cristão não é a moda, não é a mentalidade dominante, não é nem mesmo a própria pessoa; o critério é a norma do Evangelho, expressa na fé da Igreja.

Portanto, isto exige – para todo aquele que crê – deixar-se sempre a si mesmo para abraçar, na própria vida e com a própria vida, a norma de vida de um Outro – Daquele que disse: “Quem quiser ser Meu discípulo, renuncie-se a si mesmo e siga-Me!” – não é e não será nunca uma tarefa fácil!

Crer é sair de si à procura de um Outro, é deixar-se para encontrar-se no Outro, é tomar o Outro como critério, norma e caminho da própria vida! E isto em todos os aspectos da existência, também na questão da sexualidade e da homossexualidade!

Assim, uma coisa é um homossexual ateu ou não-cristão – sua norma é seu próprio pensamento e medida; outra coisa é um homossexual cristão – sua norma é o preceito de Cristo!

  1. Um homossexual cristão deve sim procurar corajosamente aceitar sua realidade homossexual, mas não para viver do seu jeito e sim do jeito de Cristo! Portanto, para um cristão, aceitar a própria homossexualidade não significa vivê-la de qualquer jeito, mas colocá-la debaixo do senhorio de Cristo!

E qual é o jeito de Cristo? Qual a Sua norma para a sexualidade humana?

Certamente que essa norma é aquela da vida sexual como expressão do amor e da entrega a outra pessoa, numa tal comunhão que, selada pelo sacramento do matrimônio, seja até à morte e aberta de modo fecundo aos filhos que Deus der.

Para Deus, tal qual nos foi revelado na perene Tradição apostólica – sejamos claros – a norma é a heterossexualidade e não a homossexualidade! Para um cristão homossexual certamente isto provoca uma séria crise!
Mas, atenção a qui: todos nós temos nossas crises… também no campo afetivo e sexual… Crer nos colocará sempre em crise, pois nos revela o que somos e nos convida a partir em direção do que deveríamos ser aos olhos do Senhor! É verdade, no entanto, que a crise no tocante à sexualidade é muito mais séria e estrutural!

E é preciso que se diga: para um cristão com tendência homoafetiva, a homossexualidade tem a marca da cruz – é sim uma cruz! Mas, o nosso Salvador Jesus disse: “Toma a tua cruz e segue-Me!” Em outras palavras: “Segue-Me com tua homossexualidade! Segue-Me com as crises e dificuldades nas quais ela te coloca! Eu estarei contigo no teu pranto, na tua solidão, no teu medo! Eu continuarei a ti amar, a ti esperar, a acreditar na tua capacidade de superação! Eu nunca me cansarei de te amar! Toma a tua cruz, deixa-te, vem Comigo; cresce à Minha medida, medida da humanidade livre, transfigurada, redimida, como o Meu Pai do Céu sonhou!”

Um homossexual que deseje viver seriamente sua fé cristã deve saber que é amado pelo Senhor, que não é rejeitado pela Igreja, mas que deve – como também os heterossexuais – colocar sua sexualidade debaixo do senhorio de Cristo:

deve lutar para ser casto, para ser reto, para fugir de toda leviandade e imoralidade;

deve claramente reconhecer que os atos homossexuais, aos olhos do Senhor Deus, não são moralmente corretos como a relação heterossexual no casamento…

Por isso é muito importante que um homossexual cristão procure a ajuda de um sacerdote ou de um cristão maduro, ponderado, fiel a Cristo e à Igreja que possa ajudá-lo no seu caminho. Quem não precisa da ajuda dos outros no caminho de Cristo? Não é isto a Igreja? Não é isto que nos manda a fé cristã: ter uma orientação espiritual com alguém que saiba curar as próprias feridas e as dos outros?

Atenção que isto não vale só para os homossexuais… Pense num jovem que deseje levar a sério sua castidade, num esposo que de verdade procure ser fiel, num político que sinceramente deseje ser honesto… Crise e luta para sair do seu critério e abraçar o critério do Senhor são uma herança de todo cristão – e Jesus no-lo preveniu!

E se houver quedas no caminho desse irmão homossexual? E se as amizades descambarem para atos homossexuais?

É não desanimar: como qualquer cristão, trata-se de olhar para o Cristo, pedir perdão no sacramento da Penitência e recomeçar o caminho, procurando vencer o pecado!

E se um homossexual cristão, mesmo reconhecendo que os atos homossexuais não são moralmente agradáveis a Deus, não conseguir ser casto, e procurar viver com outra pessoa do mesmo sexo, inclusive tendo uma vida sexualmente ativa?

Nem assim deve pensar que já não é cristão! Deve reconhecer claramente que sua situação não é o ideal diante de Deus; objetivamente falando,  é de pecado! No entanto, deve viver uma vida o quanto possível digna diante do Senhor e dos homens. Não deve deixar a oração nem a frequência à Santa Missa e deve dizer sempre – todos nós devemos dizer sempre com o coração, o afeto, a alma e também com as lágrimas: “Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, tem piedade de mim, pecador! Não condigo subir a Ti; desce à minha miséria, toca a minha situação! Nada é impossível para Ti!”

Certamente que aquele que se decida por uma vida de prática de atos homossexuais não deve se confessar sacramentalmente nem receber a comunhão eucarística; mas pode sim procurar sempre o conselho e a ajuda de um sacerdote ou de um cristão que o auxilie no caminho de seu seguimento a Cristo.

É muito importante compreender que não há miséria e drama humanos que não possam ser atingidos pela cruz do Senhor!

Não se trata de chamar certo ao que é errado ou de avaliar como virtude ao que é fraqueza aos olhos do Senhor; trata-se, sim, de ter misericórdia, de acolher, de ter compaixão do outro! Eis: a verdade na caridade e a caridade verdadeira!

Triste daquele que vir o irmão levando pesado fardo e ainda aumentar-lhe o peso com o desprezo e a rejeição!

O pecado deve ser chamado sempre pecado, mas o pecador deve ser sempre acolhido com misericórdia e respeito e tratado como um irmão. Quem de nós não é pecador? Quem de nós não é ferido? Quem de nós não tem suas doenças espirituais? “Quem não tiver pecado, que atire a primeira pedra!” – assim nos corrige o Senhor, o único sem pecado!

  1. Não sabemos por que algumas pessoas nascem homossexuais.! Nem mesmo as ciências sabem ao  certo… Sabemos que elas não escolheram a tendência que possuem; sabemos também que não são moralmente doentes – há tantos homossexuais tão dignos e generosos!

Mas, sabemos que elas podem seguir o Senhor e devem fazer o melhor de si para serem santos, para serem cristãos de verdade!

O resto, coloquemos nas mãos do Senhor, com os olhos fitos em Cristo, que morreu por todos de modo tão atroz, exatamente porque grande é a profundidade de nossas misérias e contradições!

Diante de mistérios assim, diante dos enigmas da existência, diante da dor e da cruz dos irmãos, devemos olhar para o céu e pronunciar, comovidos e humildes, aquela sábia bênção judaica, que cabe muito bem nos lábios de um cristão: “Bendito sejas Tu, Senhor nosso Deus, que guardas os segredos!” Isto mesmo: Ele sabe os mistérios! Ele conhece o motivo; Ele sabe o porquê. Nós não sabemos nada!

  1. Esta é a diferença entre o pensar cristão e a perspectiva do mundo atual, pós-cristão e até anti-cristão: para esse mundo, a vida é sem Deus mesmo: cada um é a sua verdade, a sua medida e o seu próprio critério; cada um faz o que bem entende com a existência! Um cristão respeita esse modo de ver e viver; mas de modo algum pode concordar com ele…

Para o cristão, a vida é dom, é mistério a ser vivido diante de um Outro que nos ama e a quem deveremos prestar contas.

Num mundo sempre mais pagão e menos cristão, vai ficando difícil compreender estas coisas…

Aos pais cristãos que tenham filhos homossexuais, eu digo: acolham-nos com amor e respeito, ajudem-os a definir os valores de sua vida segundo os critérios de Cristo, não os abandonem nunca nem os tratem com desprezo, mostrem-lhes sempre Jesus como ideal e caminho de felicidade e realização e, no fim de tudo, rezem muito por eles e os respeitem no rumo que derem à vida, desde que digno e responsável, sem leviandades ou desrespeito ao sagrado recinto do lar! Atenção que respeitar os homossexuais não é pensar que eles também não devam respeitar limites e regras!

  1. Quanto aos jovens “felizes e realizados” com sua “opção” sexual, tais como o mundo os deseja e propaga, paciência: é o modo de pensar e viver dos que já não conhecem a Deus e Seu Cristo Jesus!

Que Nosso Senhor também a esses – como a nós todos! – mostre a luz bendita do Seu Rosto para que vejam o verdadeiro sentido da vida e encontrem a verdadeira paz e realização!

Não podemos impor aos não-crentes nossos valores; por eles podemos rezar, amá-los e anunciar-lhes Jesus Cristo integralmente, sem máscaras nem descontos, Ele que é Caminho, Verdade e Vida da humanidade e de cada pessoa!

Via Visão Cristã