A mulher católica e o feminismo

Por Tatiana Maria Guedes

hqdefault (2)Querendo a todo custo transformar a mulher num novo homem e o homem numa nova mulher, a sociedade moderna relativista está, inegavelmente, perdendo seus valores. “O homem e a mulher são criados, isto é, são queridos por Deus: por um lado, em perfeita igualdade como pessoas humanas e, por outro, em seu ser respectivo de homem e de mulher”. (cf. CIC §369). Ou seja, homem e mulher são iguais enquanto pessoas; em dignidade, porém, diferentes e complementares enquanto masculino e feminino. E essa diferença é querida por Deus. Foram criados para se complementarem, para serem “ajuda” um para o outro. Lutar de todas as formas para que a mulher ocupe, a qualquer custo, o lugar do homem é lutar contra o projeto da criação de Deus; contra o plano divino para cada um de nós. O feminismo traz uma falsa ideia de liberdade da mulher.

Essa ideologia que, aparentemente, está a favor das mulheres, nada mais faz do que tirar delas o que lhes pertence por natureza; por criação: a vocação à maternidade e ao amor; ser mulher na plenitude querida por Deus. A exaltação dos métodos anticoncepcionais que se configurou, erroneamente, como um passo importante para a aquisição da liberdade da mulher, a transformou nada mais do que em um objeto de prazer próprio e dos outros, sem a preocupação de possíveis consequências como a gravidez, a responsabilidade e o compromisso.

O que se vê com isso são mulheres frustradas, vazias de sentido e numa busca frenética e em vão de serem o que não são só para se sentirem melhores e aceitas. Onde está a liberdade e a felicidade nisto? “Diferente da do varão é a constituição da mulher; mais, sabemos hoje que é diferente até às determinantes biofisiológicas mais profundas. Manifesta-se exteriormente só em certa medida, na construção e na forma do corpo. A maternidade manifesta tal constituição dentro de si, como particular potencialidade do organismo feminino, que devido à capacidade criadora serve para a concepção e geração do ser humano, com o concurso do varão. O ‘conhecimento’ condiciona a geração.” (São João Paulo II, Teologia do Corpo).

A mulher é muito mais do que um pedaço de carne destinado ao uso exclusivo pela busca do prazer e que pode ser, depois, descartado. Por meio da mulher, da sua modéstia, pureza e feminilidade podemos perceber a obra-prima da perfeita criação de Deus. O feminismo é contrário à nossa fé. Não devem e, mais ainda, não podem existir católicos que levantem a bandeira do feminismo pensando poder conciliar. Não! Ao querer emancipar a mulher à qualquer custo, o feminismo exclui a essência natural da mulher, reduzindo-a a uma imitação esdrúxula do modo de ser do homem.

O feminismo se opõe à criação de Deus; ao plano divino do Criador. Tenhamos coragem de nos levantar contra este atentado à natureza humana. A mulher católica não deve se render ou ser conivente com o feminismo. Ao contrário, devemos levantar nossas vozes, defender nossos valores e dar testemunho cristão com nossa postura e coragem, recuperando o nosso lugar na Criação, sendo mulheres em toda a nossa plenitude.

Via Kevin Eger

Anúncios

Aborto, prostituição e causas LGBT: a Anistia Internacional perdeu o rumo

A Anistia Internacional considera a si própria como uma organização não-governamental internacional que protege os seres humanos em conformidade com a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Ela faz campanhas (muitas vezes eficazes) pela libertação de prisioneiros condenados por “crimes de consciência”, além de defender o direito à liberdade de expressão, a abolição da pena de morte e da tortura e o fim dos crimes políticos. A Aleteia a cita como fonte de informação em matéria de violações de direitos humanos, abusos e discriminação em todo o mundo.

A Anistia Internacional foi fundada na década de 1960 pelo advogado britânico Peter Benenson e pelo irlandês Sean MacBride, ambos católicos (Benenson tinha nascido em uma família judia e se convertido ao catolicismo em 1958, antes de fundar a Anistia).

A missão da organização, no entanto, passou a incluir nos tempos atuais a defesa e a promoção de uma ampla gama de “novos direitos” civis e políticos que fazem parte da agenda econômica, social e cultural de uma ideologia libertária devotada ao individualismo.

Assim como muitas ONGs, a Anistia Internacional se associou ideologicamente à ONU, lamenta um ex-ativista da associação: “Nós íamos antes aonde os outros não iam. Falávamos de presos políticos, da pena de morte. Agora somos modelados pelo programa da ONU e lidamos com as questões das mulheres, dos direitos econômicos e sociais, da pobreza. É um espectro vasto demais” (a referência é de Marc Girot no livro Amnesty International. Survey on genetically modified NGOs, de 2011).

Hoje, a Anistia não faz nada para proteger os seres humanos mais vulneráveis: pelo contrário, faz campanha pela revogação de todas as leis anti-aborto em nome do suposto “direito” da mulher a considerar o bebê como parte do próprio corpo, sem se importar com a vida dele. É por isso que, em março de 2007, a organização foi condenada pelo Vaticano: o cardeal Renato Martino, presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz, pediu que todos os católicos e instituições católicas deixassem de dar apoio financeiro à Anistia Internacional.

Ainda em 2007, na Inglaterra, o bispo católico dom Michael Evans (1951-2007), da diocese de East Anglia, se retirou da Anistia Internacional após 30 anos como membro ativo, em protesto contra a decisão da organização de incluir o “direito ao aborto” em seu programa. Muitos católicos seguiram o exemplo do bispo.

Em 2013, a Anistia Internacional fez campanha, em conjunto com o Comitê de Direitos Humanos da ONU, para que a Irlanda descriminalizasse totalmente o aborto. Em 2014, a organização lançou a campanha global “Meu corpo, meus direitos”, em defesa do “respeito, proteção e promoção dos direitos sexuais e reprodutivos”. Tal campanha prossegue: em 28 de setembro de 2015, a Anistia Internacional participou da “Jornada Internacional pela Descriminalização do Aborto”, realizada em mais de 20 países.

Com base nesta “lógica libertária”, a Anistia Internacional está empenhada também na defesa dos direitos LGBT, apoiando as chamadas Paradas do Orgulho Gay na Europa. A organização também pediu, em agosto de 2015, a descriminalização da prostituição nos casos em que os “profissionais do sexo” são adultos que voluntariamente “exercem” a “profissão”. Esta campanha de causa duvidosa valeu para a Anistia Internacional a ira de figuras famosas, como as atrizes de Hollywood Meryl Streep e Kate Winslet, que se opõem fortemente a essa forma de escravidão (agravada, aliás, nos países que a descriminalizaram).

Ao querer parecer “antenada com os novos tempos”, a Anistia Internacional, assim como muitas outras organizações e partidos políticos, acaba fazendo vista grossa precisamente aos mais vulneráveis ​​e pobres, começando pelos nascituros.

A história provavelmente vai julgar essa atitude “moderna” tão severamente como julga hoje a cegueira de muitas instituições diante de populações inteiras condenadas à escravidão e ao extermínio.

Via ALETEIA

Feministas e abortistas também estão por trás dos ataques ao cristianismo, afirma advogada

image

Ataque em um templo católico no Brasil, manifestações de abortistas em uma catedral na Argentina, profanação de objetos sagrados no México, destruição de imagens religiosas no Chile, são apenas alguns exemplos das numerosas agressões sofridas pela Igreja Católica nos últimos tempos. Será que estas ações são um alerta frente a um fenômeno crescente de intolerância religiosa?

A assessora jurídica da organização legal Alliance Defending Freedom (Aliança em Defesa da Liberdade), Sofia Martínez, disse ao Grupo ACI que, embora existam elementos culturais e históricos que respondem aos fatos, de acordo com o “contexto atual no qual estamos vivendo e o que vimos na Europa e na América do Norte”, a razão principal é “a intolerância religiosa que está começando a manifestar-se nos países da América Latina e do Caribe”.

O fenômeno, explicou Martínez, é liderado pelo “ativismo abortista e pelo lobby gay” cujas “redes internacionais trabalham a fim de causar ressentimento a religião e participaram do desenvolvimento da cultura latino-americana. Controlam muitos centros de poder. Estes estão no governo, nos organismos internacionais, nas organizações bem financiadas, nas empresas multinacionais, universidades, meios de comunicação, no entretenimento e inclusive agora no esporte”.

Martínez, que também trabalha como conselheira legal de ADF para a América Latina, manifestou através de um documento apresentado ante o Tribunal Constitucional em Colômbia que “onde adotem leis contra a discriminação de orientação sexual e identidade de gênero estarão menosprezando direitos fundamentais como a liberdade de expressão, liberdade de consciência e a liberdade de associação”.

A advogada citou como exemplo a perseguição religiosa no México iniciada em 1920 e afirmou que “desde essa época existe uma clara linha entre a Igreja e o Estado”. Por outro lado, na Colômbia “a liberdade de consciência foi negada aos médicos e enfermeiras que não querem praticar abortos devido a suas convicções religiosas”.

“Na Argentina, tornou-se comum os ataques violentos contra as igrejas em manifestações anuais de grupos feministas. Em outros lugares, o clero está sendo silenciando. Cada país é diferente, mas em todos os casos esta intolerância se transforma em maior campanha para substituir a liberdade, com a coerção e opressão governamental”, adicionou Martínez.

Oriente Médio e Espanha

No Oriente Médio, a liberdade religiosa “enfrenta a extinção e as sanções por identificar-se com uma religião diferente àquela imposta pelo Estado são cada vez mais difíceis, provocando um êxodo em massa desses países”, refletiu a advogada.

“No caso da Espanha, com uma história religiosa importante, sinto que há um secularismo crescente tal como começamos a ver na América Latina. A atual geração de jovens viveu uma realidade completamente diferente da época de seus pais e avós, e veem a religião como restritiva e não como um elemento da liberdade. Este aumento do secularismo aumentou a intolerância e a hostilidade contra a fé”, observou.

Como consequência, continuou Martínez, os atos de intolerância vão debilitando “os direitos e liberdades fundamentais. E também a decadência de nossa sociedade e cultura tal como a conhecemos”.

Frente ao desalentador prognóstico, a advogada chamou a uma rápida ação de parte dos defensores “que acreditam na bondade da vida, da família, da liberdade individual e religiosa”.

“Para combater realmente a intolerância religiosa, o Estado deve intervir. Temos casos no México, Colômbia e Cuba, para mencionar alguns, nos quais, em que pese estar constitucionalmente garantida a liberdade religiosa, ainda se submetem a algumas minorias religiosas, especialmente em zonas rurais, ameaçando encarcerando ou inclusive expulsá-los de suas comunidades, perdendo todos seus bens”, disse Martínez.

“Um Estado laico deve garantir que toda pessoa ou grupo confessional seja respeitado pelo Governo e por outros; o reconhecimento e a proteção legal da liberdade religiosa de cada cidadão. Muitas pessoas acreditam que o Estado laico significa ausência de religião. Entender isto seria uma grande ferramenta para derrotar o crescimento da intolerância religiosa”, concluiu a advogada.

Via ACI Digital

O feminismo e os seus tabus

repercussão negativa que o vídeo Meu corpo, minhas regras causou na opinião pública evidencia mais uma vez a enorme rejeição do povo brasileiro à legalização do aborto. As últimas pesquisas sobre o assunto apontam para um crescimento vertiginoso no número dos defensores da vida — o que tem se revelado a principal “pedra no sapato” das fundações internacionais, cujos projetos de controle populacional acabam sempre barrados.

É de conhecimento público a pressão que a ONU e outras instituições — Ford, Rockfeller, MacArthur etc. — fazem para legalizar o aborto em países subdesenvolvidos. Os motivos para essa insistente militância são diversos e levaria um tempo enorme explicá-los. Por ora, basta saber que, quase como em todo tipo de negócio, a legalização do aborto envolve luta pelo poder e muito… muito dinheiro. Veja, por exemplo, a lucrativa indústria fundada pela Federação Internacional de Planejamento Familiar (IPPF), com direito à venda de fetos abortados e outras monstruosidades.

No Brasil, sabe-se que a Fundação MacArthur investiu milhões, durante mais de trinta anos, para aprovar o aborto em nossa legislação. Tais esforços, porém, não surtiram o efeito esperado justamente porque a população, apesar de toda a atuação da mídia no sentido contrário, mantém-se ainda firme no respeito ao nascituro. Mudar essa realidade, de fato, requer mais que propaganda. O ser humano está naturalmente inclinado à preservação da própria espécie, assim como outros animais [1]. Nem os inúmeros vícios de que padece a sociedade brasileira são capazes de extinguir esse instinto tão forte de empatia e autopreservação.

Não espanta que as feministas estejam, agora, dedicadas a descaracterizar essa sensibilidade natural, acusando-a de ser “machista”, “retrógrada”, “hipócrita”, entre outros rótulos infamantes. Não é verdade, porém, que sejamos contra o aborto porque não nos importamos com a mulher. Ao contrário do que sugere a cineasta Petra Costa, somos contrários ao aborto porque sabemos do valor da vida humana, seja em relação à mulher seja em relação ao bebê. Uma mulher católica, não feminista, fundou a Pastoral da Criança, a qual presta apoio a muitas famílias carentes, enquanto as autoproclamadas “vadias” fingem defender a causa feminina com pichações na Catedral da Sé. E nem precisamos falar das tantas obras de caridade, orfanatos, hospitais — como os de Irmã Dulce, por exemplo —, cujo serviço prestado à sociedade ajuda precisamente a suprir as lacunas deixadas pela ineficiência do Estado, para fazer corar de vergonha qualquer um que se atreva a atacar os cristãos. É uma afronta, além de uma grande calúnia, responsabilizar a Igreja pelos males sofridos pelas mulheres.

A diretora de “Meu corpo, minhas regras” também se diz surpreendida com a reação agressiva dos que assistiram ao vídeo. Mesmo sem endossar os comentários mais ofensivos, precisamos perguntar, como não sentir indignação quando um grupo de artistas — os quais, novela após novela, representam papéis que reforçam o desrespeito à dignidade da mulher — decide juntar-se para supostamente combater esse mesmo desrespeito, promovendo o aborto mais ou menos desta maneira: “Mulher, se você acha que deve matar seu filho no ventre, mate-o”?

Ainda segundo a cineasta, a questão do aborto “é sensível ou tabu em diversas crenças”. Vejam, ela quer falar de tabus! Vamos começar, então, pelo financiamento internacional das campanhas pró-aborto. Se as feministas estão tão preocupadas com a saúde pública, por que odeiam tanto a ideia de uma CPI do aborto? Vamos falar, ainda, dos falsos números de abortos clandestinos, divulgados pelas ONGs, a fim de alarmar a população. Ou você acha mesmo que, em um ano, 30 mil mulheres querem abortar, mas não podem porque proibido, e no outro, apenas sete mil procuram o procedimento, porque legalizado?

Mulheres são vítimas de violência sexual e doméstica? Verdade. Devem lutar por respeito e dignidade? De acordo. O aborto resolverá esses problemas? Mentira. Curiosamente, o discurso feminista resume todo o drama das mulheres, como exploração, violência e preconceito, à defesa intransigente da legalização do aborto, como se este fosse provocar uma diminuição nos casos de estupro, aumento de salários, mais participação feminina em cargos políticos e por aí vai. Trata-se de uma associação ridícula sem qualquer base na realidade. Pelo contrário, temos razões suficientes para afirmar que uma possível legalização do aborto apenas aumentaria a opressão sobre a mulher. Notem: é conveniente para um namorado covarde e irresponsável — ou para sua família — forçar a namorada a interromper a gravidez indesejada. É o que já vemos acontecer em grande parte dos casos. E isso se torna ainda mais fácil com o chamado “aborto legal”. Na prática, o aborto tornar-se-ia mais um método anticoncepcional, como já acontece em outros países. Onde está a libertação?

Ademais, os efeitos colaterais de um aborto na vida da mulher são gravíssimos. Embora as feministas não pesquisem isso — como revelou Débora Diniz em um recente debate no Senado —, estudos sérios, científicos, confirmam “uma forte associação entre aborto e desordens mentais” [2]. A pergunta que não quer calar é por que até hoje a ANIS nunca fez um estudo especializado sobre esse assunto. Teme o resultado?

A verdade é que toda essa gritaria feminista dos últimos dias deve-se principalmente ao Projeto de Lei 5069, o qual, se aprovado, deverá pôr uma pedra sobre o seu plano de legalizar o aborto no Brasil. Por isso, várias mentiras têm sido espalhadas ao vento acerca dessa proposta, com o intuito de impedir sua aprovação pelo Senado. O que o projeto realmente quer, todavia, é “garantir um atendimento mais humano, mais digno e mais seguro para mulheres que tenham sido vítimas de violência sexual”, além de “levar os responsáveis por esse covarde crime à justiça, identificando-os e punindo-os exemplarmente”. A oposição das feministas apenas comprova a má fé de quem não está minimamente preocupado com as mulheres — e não vai descansar até que transforme os seus úteros em verdadeiros cemitérios de crianças.

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Referências

Comissão Teológica Internacional, Em busca de uma ética universal: novo olhar sobre a lei natural (6 de dezembro de 2008).Associations Between Abortion, Mental Disorders, and Suicidal Behaviour in a Nationally Representative Sample. Canadian Journal of Psychiatry 55.4 [Apr 2010]: 239-47

O FEMINISMO E A LUTA DOS SEXOS

Ao longo dos anos, a mulher tem lutado para ter seu
espaço na sociedade. Muitas destas lutas vieram dos movimentos feministas que assumiram diversas bandeiras no correr da história. A primeira expressão de reivindicações surgiu quase que de forma simultânea na França, no Reino Unido e nos Estados Unidos, entre os séculos XIX e XX, com as “sufragistas”, movimento que defendia o direito de voto das mulheres.

Ainda nesta primeira onda, o feminismo propõe um certo antagonismo ao homem e à sociedade patriarcal. Começa a surgir uma rivalidade entre os sexos, quando a identidade de um passa a ser perigo para o outro. O feminismo começa, então, a assumir uma relação de poder entre os sexos.

O movimento sufragista surge como um dos primeiros a lutar pelo espaço da mulher na sociedade.

Numa segunda etapa do feminismo, tenta-se aniquilar, de vez, as diferenças entre homens e mulheres. Surge daí a ideologia de gênero que propõe a tese de que o sexo feminino e o masculino são uma “construção social”.

No topo desta questão está a pensadora Simone de Beauvoir com o livro “O Segundo Sexo”, obra que marca o feminismo radical. O livro começa com estas palavras:

“Ninguém nasce mulher: torna-se mulher. Nenhum destino biológico, psíquico, econômico, define a forma que a fêmea humana assume no seio da sociedade; é o conjunto da civilização que elabora esse produto intermediário entre o macho e o castrado que qualificam de feminino.” 

Nesta perspectiva, a Congregação para a Doutrina da Fé, presidida pelo então Cardeal Joseph Ratzinger, diz do perigo desta ideologia de gênero que tentou extinguir as diferenças sexuais entre o homem e a mulher:

“Uma tal antropologia, que entendia favorecer perspectivas igualitárias para a mulher, libertando-a de todo o determinismo biológico, acabou, de fato, por inspirar ideologias que promovem, por exemplo, o questionamento da família por sua índole natural bi-parental, ou seja, composta de pai e de mãe, à equiparação da homossexualidade à heterossexualidade, um novo modelo de sexualidade polimórfica” (Carta aos bispos da Igreja Católica sobre a colaboração do homem e da mulher na Igreja e no mundo)

“O feminismo foi criando na mulher uma autossuficiência, como se ela não precisasse do homem nem para ter filhos; mas nós sabemos que a grande desgraça da autossuficiência é que ela fecha a pessoa para o amor”, diz Emmir Nogueira, formadora geral da Comunidade Shalom.

Esta onda do feminismo chegou aos anos 60 e 70 com uma forte bandeira ideológica somada às grandes revoluções sociais. Com a pílula anticoncepcional, a mulher passou a colocar, no rol dos seus direitos, o sexo livre, a independência sobre seu corpo e a exigência do aborto como um direito humano.

A legalização do aborto continua sendo uma das principais reivindicações do movimento feminista.

Por que o movimento feminista foi assumindo bandeiras ideológicas ao longo dos anos? Para a doutora em ciências biológicas da Universidade de Brasília, Lenise Garcia Teixeira, o movimento feminista teve papel importante na luta dos direitos da mulher na sociedade, mas foi sendo contaminado ideologicamente ao longo de sua história. “As mulheres que valorizam um feminismo mais feminino e a maternidade deveriam ser mais pró-ativas, pois, muitas vezes, não participam das conferências de mulheres. Neste vácuo, que estas outras mulheres deixam, é que entram as ideias de um feminismo agressivo que, na verdade, não defende os direitos da mulher”, diz Lenise Garcia.

O feminismo possui, ainda hoje, relevante importância na conquista dos direitos da mulher e na luta contra a discriminação dela. Vemos, por exemplo, a luta contra a violência doméstica e sexual, a luta por melhores condições de trabalho e salários dignos; no entanto, bandeiras ideológicas contra a vida e a família ainda fazem parte da bandeira do movimento.

“Eu penso que, agora, muitas mulheres estão acordando para o fato de que o feminismo deve, cada vez mais, assumir um modelo feminino”, diz a doutora em Ciências Biológicas da Universidade de Brasília.

O problema do movimento feminista foi, em primeira instância, tentar sobrepor a mulher ao homem num antagonismo antropológico e, depois, eliminar as diferenças entre homens e mulheres, promovendo uma “guerra dos sexos”.

Desta forma, nos lembra o Cardeal Joseph Ratzinger:

“Qualquer perspectiva que pretenda se propor como luta dos sexos, não passa de uma ilusão e perigo, pois desembocaria em situações de segregação e de competição entre homens e mulheres, promovendo um solipsismo que se nutre de uma falsa concepção da liberdade.”

Via Destrave

Feministas picham catedral da Sé, em São Paulo, defendendo o ‘direito’ de matar bebês.

image

Cartão-postal da cidade de São Paulo, a Catedral da Sé, na região central, amanheceu tomada por pichações favoráveis ao aborto, após ato realizado contra o Projeto de Lei 5.069/2013. 

Frases como “se o papa fosse mulher, o aborto seria legal” e “tire seus rosários dos meus ovários” estavam entre as pichações. No início da noite de anteontem, a manifestação contra o projeto começou na Avenida Paulista e terminou por volta das 21h30 na Praça da Sé. A Polícia Militar informou que 3 000 pessoas participaram do ato, enquanto a organização do evento estimou 15 000.

Segundo nota divulgada pela Arquidiocese de São Paulo, as pichações foram feitas após o término do ato. Portas e paredes foram pichadas. “Diariamente entram na Catedral centenas de pessoas de culturas e credos variados que são acolhidas fraternalmente. Por isso, lamentamos e repudiamos a pichação ocorrida na noite de 30 de outubro último”, informou a Igreja, em nota assinada pelo padre Luiz Eduardo Baronto, cura da Catedral Metropolitana, e pelo padre Helmo César Faccioli, auxiliar do cura. A nota destaca ainda o valor arquitetônico e artístico da Catedral da Sé e denominou a ação dos manifestantes como uma “provocação destrutiva”. “A liberdade de expressão, reivindicada historicamente pela Igreja Católica em nosso país, não justifica ato de vandalismo.”

Uma das organizadoras do protesto, a programadora cultural Jaqueline Vasconcellos, disse que o ato “não representa o pensamento da manifestação”. “Mas entendemos e nos solidarizamos com as mulheres que se manifestaram contra a instituição. Entendemos que a Igreja Católica é um instrumento do patriarcado”, afirmou. Jaqueline disse ainda não ser “contra nenhuma religião”.

Um boletim de ocorrência foi registrado no 8.º Distrito Policial (Brás) no fim da tarde de ontem. Até as 20h50, ainda não havia informações sobre a identificação de autores das pichações nem prisões. A limpeza das paredes e portas da Catedral da Sé está prevista para ser realizada hoje.

Estadão 

Mulher, um ícone da graça

image

Uma das acusações preferidas dos detratores da Igreja reside na velha questão sobre a não admissão de mulheres ao sacerdócio. Não basta à mulher ser a escolhida para Mãe de Deus, não basta à mulher ser a primeira a anunciar a ressurreição de Cristo. Para eles, a humildade da Igreja de reconhecer a impossibilidade do sacerdócio feminino é autoritarismo e misoginia, enquanto que a arrogância da ideologia de gênero em modificar a própria natureza humana por claros fins ideológicos é vista como progresso e justiça. Não é preciso muito esforço para se perceber a falsidade ideológica desses discursos, mas, por outro lado, há ainda quem lhes dê atenção.

A lista dos postulantes da ordenação feminina é imensa. Versa desde os simples leigos aos teólogos, e, às vezes, até mesmo clérigos mais respeitados, sobretudo pela mídia liberal. Após a renúncia do papa, então, a balbúrdia em torno do assunto ganhou contornos há tempos não vistos. Tudo alavancado pela imprensa na ânsia de, possivelmente, arrancar do novo pontífice o indulto para suas pretensões. A coisa ficou ainda mais estapafúrdia depois de a polícia italiana – corretamente, vale frisar – ter detido uma “sacerdotisa” excomungada que protestava na Praça de São Pedro, nesta quinta-feira, 07/03, pelo “direito” das mulheres serem ordenadas.

Não é preciso dizer que a discussão sobre a ordenação de mulheres é um caso encerrado para a Igreja Católica. O Beato João Paulo II, durante uma das cerimônias mais solenes de seu pontificado, foi muito incisivo quando afirmou “que a Igreja não tem absolutamente a faculdade de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres, e que esta sentença deve ser considerada como definitiva por todos os fiéis da Igreja”. As pessoas que ainda insistem em discutir essa questão não devem ser levadas a sério. Ainda mais quando se observa que esses clamores vêm precisamente de grupos que estão mais ligados a ideologias e partidarismos políticos que a própria fé cristã.

Mas, se ainda resta alguma dúvida quanto ao assunto, nada mais oportuno que recordar a Carta Apostólica Mulieris Dignitatem de João Paulo II sobre a dignidade e a posição da mulher dentro da Igreja. O beato lembra que um dos grandes escândalos de Jesus para os fariseus era, justamente, a sua forma de relacionar-se com as mulheres. “Ficaram admirados por estar ele a conversar com uma mulher” (Jo 4, 27). Isso é o suficiente para fazer cair por terra a hipótese surreal de que Cristo não teria conferido a ordenação para as mulheres por ter se adaptado aos costumes da época. Não se adaptar aos costumes farisaicos foi justamente o que rendeu a Cristo a sua crucificação. Ora, se fosse do Seu intuito criar o sacerdócio feminino Ele o teria feito.

Um outro aspecto importante a ser ressaltado é a maneira como alguns grupos feministas, os quais, se dizendo defensores dos direitos das mulheres pretendem ser os porta-vozes de todas.Será que as mulheres se vêem representadas por esses grupos? A resposta é não. Eles, de maneira alguma representam os anseios, a moralidade e os costumes da maioria das mulheres espalhadas pelo Brasil e pelo mundo. Seu modo de agir, sua forma de protestar também não. Ou alguém ousará dizer que uma mulher que sai à rua seminua com faixas escandalosas nas quais ela mesma se define como “vadia” está defendendo a dignidade feminina?

O feminismo extremista, radicado nos últimos anos nas despudoradas “Marchas das Vadias”, não só deturpou a imagem da mulher, como também a do homem. O resultado disso pode ser visto em cenas degradantes como as ocorridas na Universidade de São Paulo recentemente, em que mulheres e rapazes nus se enfrentavam por causa de uma festa para calouros. Através da ideologia de gênero, a dignidade de ambos os sexos é posta abaixo de qualquer padrão de decência, ao mesmo tempo em que relações sem vínculos definitivos, promiscuidade e orgias são elevadas ao grau das grandes virtudes, as quais todos devem almejar. Sem mencionar ainda as indefensáveis bandeiras pelas quais esses grupos lutam, como por exemplo, a legalização do aborto e o controle da natalidade.

A teologia católica, por outro lado, sempre viu na mulher o tesouro da pureza e da santidade, da qual podia-se haurir o genuíno significado da dignidade humana. Não é por menos que a Igreja durante séculos incentivou o uso do véu, pois os cristãos cobrem aquilo que é santo. Santa Joana D´Arc, Santa Gianna Beretta, Santa Catarina de Sena e Santa Terezinha do Menino Jesus são alguns modelos da coragem, piedade e docilidade feminina, virtudes tão belas e ao mesmo tempo, tão difíceis de se encontrar, sobretudo nos últimos decênios.

Soma-se a tudo isso, a figura da Virgem Santíssima, a reunião de todas as graças em uma só criatura. Ela que é o espelho da justiça e o refúgio dos pecadores. A mãe de misericórdia que tem os olhos voltados para todos, sem distinção. A ave estrela do mar, a porta do céu. Aquela que avança como aurora e que traz aos cegos a luz. Mãe e Virgem destemida. Bem-aventurada por todas as gerações. Quem ousará dizer que nela não habita a verdeira liberdade e dignidade da mulher? Quem poderá lhe imputar a chaga da opressão? Quem se atreverá a levantar contra ela os horrores de uma vida infeliz por sua dócil e, não menos corajosa, submissão à vontade do Pai? Quem dirá que ela é menor perante Deus por não trazer no corpo o manto negro de uma veste sacerdotal? Quem?

Que a exemplo de Maria, as mulheres e os homens se recordem da figura feminina como um ícone da graça e da beleza divina.

Por Equipe Christo Nihil Praeponere