Não confundir a família com outras formas de união – Papa

No discurso aos membro do Tribunal da Rota Romana, o Papa Francisco recomendou que não se confunda a família com outras formas de união…

O Papa relançou esta prerrogativa histórica ligando-a ao magistério mais recente focalizado pela Igreja sobre o tema da família e sublinhando uma certeza que não mudou:

No percurso sinodal sobre o tema da família, que o Senhor nos concedeu realizar nos dois anos transactos, pudemos fazer, em espírito e estilo de efectiva colegialidade, um discernimento sapiencial, graças ao qual a Igreja mostrou ao mundo que não pode haver confusão entre a família desejada por Deus e qualquer outros tipo de união”.

Depois retomando palavras do Papa Pio XII que considerava o Tribunal da Rota Romana, o Tribunal da Família, o Papa Francisco acrescentou que deve ser também o “Tribunal da Verdade do Vinculo Sagrado”. À Igreja toca mostrar tanto o “amor misericordioso de Deus em relação às famílias, de modo particular as feridas pelo pecado e pela provações da vida”, como também proclamar  – disse – a “a irrenunciável verdade do matrimónio segundo o desígnio de Deus”, segundo “o sonho de Deus”, aquele sonho  que atribui ao matrimónio a missão de transmitir a vida e o amor recíproco e legítimo entre homem e a mulher, chamados “a completar-se reciprocamente numa doação mútua não só física, mas sobretudo espiritual”.

Por isso, concluiu, a Igreja com renovado sentido de responsabilidade continue a ajudar a compreender isso e a propor o matrimónio nos seus elementos essenciais: prole, bem dos cônjuges, unidade, indissolubilidade, sacramentalidade”. 

(DA) 

Via Rádio Vaticano

homossexual gera “indevida pressão midiática” contra o Sínodo, denuncia Vaticano

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O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, denunciou que a revelação de Krzystof Charamsa, sacerdote que trabalha na Congregação para a Doutrina da Fé no Vaticano, de que é homossexual às vésperas dos Bispos sobre a Família, foi uma tentativa “muito grave e irresponsável” que busca submeter a uma “indevida pressão midiática” os participantes deste importante evento.

A Congregação para a Doutrina da Fé é o dicastério do Vaticano onde o Pe. Charamsa, entre outras tarefas, cuida primordialmente de custodiar a reta doutrina na Igreja Católica no mundo inteiro.

Em uma entrevista publicada no último sábado, 3 de outubro, no jornal ‘Il Corriere della Sera’ e reproduzida por diversos meios de comunicação italianos, o sacerdote polonês Krzystof Charamsa revelou que é  homossexual ativo assim como alguns detalhes da sua vida particular.

Charamsa afirmou: “Desejo que a Igreja e minha comunidade saibam quem sou eu: um sacerdote homossexual, com um companheiro, feliz e orgulhoso da própria identidade”.

“Estou disposto a pagar pelas consequências, mas este é um momento para que a Igreja abra os olhos ante os homossexuais católicos e entenda que a solução que lhes propõe, a abstinência total da vida de amor, é desumana”, acrescentou.

A respeito deste tema, Pe. Federico Lombardi assinala em sua declaração que “as realidades, as situações pessoais e reflexões” como estas “merecem respeito”, mas é necessário observar que “a escolha de divulgar uma manifestação retumbante na véspera da abertura do Sínodo parece como algo muito grave e irresponsável”.

Lombardi acrescenta ainda que o caso “procura submeter a assembleia sinodal a uma indevida pressão midiática”.

O porta-voz esclarece que “Monsenhor Charamsa não poderá continuar desenvolvendo os trabalhos que realizava na Congregação para a Doutrina da Fé e nas universidades pontifícias”.

“Outros aspectos de sua situação são de competência de seu Ordinário (Bispo) diocesano”, conclui o Pe. Lombardi.

Charamsa servia na Congregação para a Doutrina da Fé desde 2003 e era secretário adjunto da Comissão Teológica Internacional, que depende desta congregação. Também desempenhava como professor de Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana e no Pontifício Ateneo Regina Apostolorum de Roma.

A revelação do estilo de vida homossexual declarada pelo sacerdote ocorreu no mesmo dia em que o Papa presidiu a vigília do Sínodo em Roma, onde participaram os Padres Sinodais e também uma grande quantidade de fiéis provenientes do mundo inteiro.

O Sínodo dos Bispos sobre a Família está sendo realizado em Roma, sob a direção do Papa Francisco, entre os dias 4 e 25 de outubro traz como tema “A vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo”.

Via ACI Digital

A falsidade do “casamento” gay

Nesta polêmica sobre as uniões homossexuais, é recorrente a acusação de que aqueles que se posicionam contrários a essas propostas sejam motivados por preconceito ou fundamentalismo religioso. Acusação nada mais falaciosa, pois a verdade fundamental de que o matrimônio seja algo genuinamente formado por um homem e uma mulher não é, nem nunca foi, de ordem religiosa, mas natural. Por isso não é justa a argumentação laicista que pretende excluir os católicos dessa discussão, pois ela fere diretamente o ordenamento jurídico da sociedade e sua moral.

Quando a Igreja se posiciona nestes temas relacionados à moralidade – leia-se aborto, uso de células-tronco embrionárias, camisinha, etc. – ela não o faz por dogmatismos, mas por fidelidade à racionalidade. Assim recordava o Santo Padre Bento XVI no seu discurso ao Parlamento Alemão: “o cristianismo nunca impôs ao Estado e à sociedade um direito revelado, um ordenamento jurídico derivado duma revelação. Mas apelou para a natureza e a razão como verdadeiras fontes do direito”.

A equiparação das relações homossexuais ao matrimônio nasce justamente de uma frágil compreensão a respeito da pessoa humana. Entende-se “pessoa” como apenas o aspecto consciente e volitivo do eu. Neste sentido, o corpo seria um mero instrumento e não parte constitutiva da pessoa humana. Com efeito, quando se aceita essa proposição dualista do ser humano, abre-se espaço para qualquer tipo de relação, pois a unidade pessoal não seria mais através dos corpos, ao contrário, as pessoas se uniriam emocionalmente. Ora, salta aos olhos o absurdo desse raciocínio.

Contra essas proposições, o professor de jurisprudência da Universidade de Princeton, Robert P. George, recorda o direito matrimonial histórico e aquilo que Isaiah Berlin (1909-1997) chamou de tradição central do pensamento ocidental. Segundo o professor, “longe de ser um mero instrumento da pessoa, o corpo é intrinsecamente parte da realidade pessoal do ser humano”. Dessa maneira, George conclui que “a união corporal é, pois, união pessoal, e a união pessoal integral – a união conjugal – está fundada na união corporal”.

O que Robert P. George defende pode ser claramente encontrado na Teologia do Corpo do Bem-aventurado João Paulo II, ou seja, a unidade pessoal do homem e da mulher que decorre do ato sexual. Quando ambos se unem formam um único organismo. Isso só é possível graças à natureza sexual do homem e da mulher. Mesmo que o casal seja estéril, a sua relação forma um único organismo, pois seus órgãos estão naturalmente ordenados para essa união. E aqui, a crítica da ideologia gay cai por terra, já que nenhum de seus órgãos são capazes de se unirem de fato num único organismo, como acontece na união sexual entre heterossexuais.

Ainda sobre o raciocínio de Robert P. George, vale a pena citar este parágrafo de um artigo seu publicado na Revista Communio:

“O que é singular acerca do casamento é o fato de se ver verdadeiramente uma partilha integral de vida, uma partilha fundada na união corporal tornada singularmente possível pela complementaridade sexual de homem e mulher – uma complementaridade que torna possível a dois seres humanos tornarem-se, na linguagem bíblica, uma só carne – e que, portanto, torna possível a esta união de uma só carne ser o fundamento de um relacionamento no qual é inteligível a duas pessoas se ligarem uma a outra em votos de permanência, monogamia e fidelidade”.

Fica claro, assim, que de forma alguma a Igreja está privando os homossexuais de um direito civil ou marginalizando-os, como alguns mal intencionados querem sugerir. Muito pelo contrário, a Igreja apenas questiona as expressões de “amor” que não estão fundamentadas na verdade acerca do ser humano e as ideologias interessadas em solapar a família, privando-a de sua identidade. Aprovar as uniões homossexuais é dar carta branca para todo tipo de união que, a pretexto de um sentimentalismo duvidoso, queira exigir do Estado direitos e subsídios que, a priori, deveriam pertencer somente à família.

Apesar dessa lamentável decisão dos políticos, a Igreja continuará a defender a dignidade da família e os seus direitos. A Igreja continuará firme na defesa do sagrado matrimônio, pois crê na verdade fundamental e tantas vezes lembrada pelo Papa Emérito Bento XVI de que “nenhuma ideologia pode cancelar do espírito humano a certeza de que só existe matrimônio entre duas pessoas de sexo diferente, que através da recíproca doação pessoal, que lhes é própria e exclusiva, tendem à comunhão das suas pessoas.”

Homossexualidade e cristianismo

Vai de vento em popa na nossa sociedade a canonização da prática homossexual…

A este respeito, gostaria de propor algumas reflexões – e peço que você, meu caro Amigo, procure ponderar bem o que estou dizendo. Não pretendo aqui levantar bandeiras ou promover cruzadas…

Leia com calma o que escrevo, procurando compreender e contextualizar minhas palavras no todo do que entendo afirmar.

Quero deixar claro que falo para cristãos, para aqueles que desejam orientar sua vida e seu pensar segundo o Evangelho tal qual recebemos da Tradição Apostólica e nos é ensinado pela Santa Igreja de Cristo. Meu objetivo aqui é somente ajudar os católicos a pensar esta complexo tema da homossexualidade à luz do Cristo Jesus. Só isto!

Eis os tópicos que gostaria de apresentar:

  1. É necessário que as pessoas homossexuais sejam respeitadas e não sejam estigmatizadas por suas tendências sexuais. A violência contra homossexuais – sejam elas físicas ou morais – é um crime e, diante de Deus, um pecado.

Cada pessoa deve ser respeitada com suas características e sua história, suas escolhas e seu modo de viver, desde que isto não prejudique os demais.

  1. Também é correto desejar que cada pessoa tenha o direito de viver sua vida de acordo com seus valores e sua  própria consciência, desde que respeitando o bem comum e as normas da boa convivência social.

No entanto, não é aceitável que minorias homossexuais organizadas queiram impor a toda a sociedade seus valores e seu modo de pensar, destruindo o sentido genuíno do que seja família e do que seja casamento, valores que alicerçam nossa cultura e nossa sociedade. Não é admissível que uma ideologia de minoria destrua valores sagrados e consagrados de uma imensa maioria!

Por exemplo: Se duas pessoas do mesmo sexo desejam viver juntas “maritalmente”, é um direito de escolha delas. Também é um direito delas que a legislação preveja os direitos e deveres oriundos dessa convivência. Mas, não é um direito querer impor a toda a sociedade chamar esta situação de “matrimônio”, pois aqui se muda o conceito de matrimônio da totalidade da sociedade! Uma coisa é respeitar o direito de uma minoria, outra, bem diferente, é uma minoria impor a toda uma maioria a mudança de valores fundamentais como a família e o matrimônio como relação estável e aberta à vida entre um homem e uma mulher. O direito de uns não deveria solapar o direito de outros!

  1. O sincero respeito que se deve ter pelos homossexuais não deve e não pode significar que todos tenham a obrigação de fazer uma avaliação positiva da homossexualidade e, menos ainda, da prática homossexual.

Respeitar a pessoa, suas tendências, suas opções, sim.

Quanto à avaliação de suas ações e modo de viver, depende dos critérios que alguém tome como norte e sentido da existência humana… E este também é um direito sagrado: direito a ter um sistema de valores, com noção clara do que é correto e do que é errado…

Deste modo, para um ateu, o critério é ele próprio e seu modo de pensar; ele mesmo é sua medida – e nisto deve ser respeitado!

Para um crente, o critério do certo e do errado é o próprio Deus: ao que Deus chama errado, o crente somente poderá chamar de errado também! Assim sendo, para um cristão, o critério de tudo – também das questões ligadas à sexualidade – é o Cristo tal qual crido e anunciado pela Igreja dentro da Tradição Apostólica. O cristão não se funda nas modas, não fundamenta seus critérios na voz da maioria, mas em Cristo Jesus, como Verdade última para a humanidade.

O cristão deve respeitar a opinião dos demais, mas a sua opinião funda-se em Cristo Jesus!

  1. Pensemos agora num cristão homossexual.

Para um mundo pagão como o nosso, para pessoas que não têm como critério o Evangelho, ser homossexual e viver a homossexualidade não são problema algum; como não o é a infidelidade conjugal, como não o são as relações pré-matrimoniais e outras realidades mais…

E por que isto? Porque não se crendo em Cristo, não é Ele o critério! E qual é o critério? Em geral – e digo-o com todo o respeito! – o critério dos não-crentes são eles próprios, seu modo de pensar, sentir e viver… É um direito deles: pensarem e viverem como desejarem!

Mas, para alguém que creia em Cristo e deseje viver segundo a fé cristã, o ser homossexual traz sim dificuldades, conflitos e dores. E isto porque o critério da vida de um cristão não é a moda, não é a mentalidade dominante, não é nem mesmo a própria pessoa; o critério é a norma do Evangelho, expressa na fé da Igreja.

Portanto, isto exige – para todo aquele que crê – deixar-se sempre a si mesmo para abraçar, na própria vida e com a própria vida, a norma de vida de um Outro – Daquele que disse: “Quem quiser ser Meu discípulo, renuncie-se a si mesmo e siga-Me!” – não é e não será nunca uma tarefa fácil!

Crer é sair de si à procura de um Outro, é deixar-se para encontrar-se no Outro, é tomar o Outro como critério, norma e caminho da própria vida! E isto em todos os aspectos da existência, também na questão da sexualidade e da homossexualidade!

Assim, uma coisa é um homossexual ateu ou não-cristão – sua norma é seu próprio pensamento e medida; outra coisa é um homossexual cristão – sua norma é o preceito de Cristo!

  1. Um homossexual cristão deve sim procurar corajosamente aceitar sua realidade homossexual, mas não para viver do seu jeito e sim do jeito de Cristo! Portanto, para um cristão, aceitar a própria homossexualidade não significa vivê-la de qualquer jeito, mas colocá-la debaixo do senhorio de Cristo!

E qual é o jeito de Cristo? Qual a Sua norma para a sexualidade humana?

Certamente que essa norma é aquela da vida sexual como expressão do amor e da entrega a outra pessoa, numa tal comunhão que, selada pelo sacramento do matrimônio, seja até à morte e aberta de modo fecundo aos filhos que Deus der.

Para Deus, tal qual nos foi revelado na perene Tradição apostólica – sejamos claros – a norma é a heterossexualidade e não a homossexualidade! Para um cristão homossexual certamente isto provoca uma séria crise!
Mas, atenção a qui: todos nós temos nossas crises… também no campo afetivo e sexual… Crer nos colocará sempre em crise, pois nos revela o que somos e nos convida a partir em direção do que deveríamos ser aos olhos do Senhor! É verdade, no entanto, que a crise no tocante à sexualidade é muito mais séria e estrutural!

E é preciso que se diga: para um cristão com tendência homoafetiva, a homossexualidade tem a marca da cruz – é sim uma cruz! Mas, o nosso Salvador Jesus disse: “Toma a tua cruz e segue-Me!” Em outras palavras: “Segue-Me com tua homossexualidade! Segue-Me com as crises e dificuldades nas quais ela te coloca! Eu estarei contigo no teu pranto, na tua solidão, no teu medo! Eu continuarei a ti amar, a ti esperar, a acreditar na tua capacidade de superação! Eu nunca me cansarei de te amar! Toma a tua cruz, deixa-te, vem Comigo; cresce à Minha medida, medida da humanidade livre, transfigurada, redimida, como o Meu Pai do Céu sonhou!”

Um homossexual que deseje viver seriamente sua fé cristã deve saber que é amado pelo Senhor, que não é rejeitado pela Igreja, mas que deve – como também os heterossexuais – colocar sua sexualidade debaixo do senhorio de Cristo:

deve lutar para ser casto, para ser reto, para fugir de toda leviandade e imoralidade;

deve claramente reconhecer que os atos homossexuais, aos olhos do Senhor Deus, não são moralmente corretos como a relação heterossexual no casamento…

Por isso é muito importante que um homossexual cristão procure a ajuda de um sacerdote ou de um cristão maduro, ponderado, fiel a Cristo e à Igreja que possa ajudá-lo no seu caminho. Quem não precisa da ajuda dos outros no caminho de Cristo? Não é isto a Igreja? Não é isto que nos manda a fé cristã: ter uma orientação espiritual com alguém que saiba curar as próprias feridas e as dos outros?

Atenção que isto não vale só para os homossexuais… Pense num jovem que deseje levar a sério sua castidade, num esposo que de verdade procure ser fiel, num político que sinceramente deseje ser honesto… Crise e luta para sair do seu critério e abraçar o critério do Senhor são uma herança de todo cristão – e Jesus no-lo preveniu!

E se houver quedas no caminho desse irmão homossexual? E se as amizades descambarem para atos homossexuais?

É não desanimar: como qualquer cristão, trata-se de olhar para o Cristo, pedir perdão no sacramento da Penitência e recomeçar o caminho, procurando vencer o pecado!

E se um homossexual cristão, mesmo reconhecendo que os atos homossexuais não são moralmente agradáveis a Deus, não conseguir ser casto, e procurar viver com outra pessoa do mesmo sexo, inclusive tendo uma vida sexualmente ativa?

Nem assim deve pensar que já não é cristão! Deve reconhecer claramente que sua situação não é o ideal diante de Deus; objetivamente falando,  é de pecado! No entanto, deve viver uma vida o quanto possível digna diante do Senhor e dos homens. Não deve deixar a oração nem a frequência à Santa Missa e deve dizer sempre – todos nós devemos dizer sempre com o coração, o afeto, a alma e também com as lágrimas: “Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, tem piedade de mim, pecador! Não condigo subir a Ti; desce à minha miséria, toca a minha situação! Nada é impossível para Ti!”

Certamente que aquele que se decida por uma vida de prática de atos homossexuais não deve se confessar sacramentalmente nem receber a comunhão eucarística; mas pode sim procurar sempre o conselho e a ajuda de um sacerdote ou de um cristão que o auxilie no caminho de seu seguimento a Cristo.

É muito importante compreender que não há miséria e drama humanos que não possam ser atingidos pela cruz do Senhor!

Não se trata de chamar certo ao que é errado ou de avaliar como virtude ao que é fraqueza aos olhos do Senhor; trata-se, sim, de ter misericórdia, de acolher, de ter compaixão do outro! Eis: a verdade na caridade e a caridade verdadeira!

Triste daquele que vir o irmão levando pesado fardo e ainda aumentar-lhe o peso com o desprezo e a rejeição!

O pecado deve ser chamado sempre pecado, mas o pecador deve ser sempre acolhido com misericórdia e respeito e tratado como um irmão. Quem de nós não é pecador? Quem de nós não é ferido? Quem de nós não tem suas doenças espirituais? “Quem não tiver pecado, que atire a primeira pedra!” – assim nos corrige o Senhor, o único sem pecado!

  1. Não sabemos por que algumas pessoas nascem homossexuais.! Nem mesmo as ciências sabem ao  certo… Sabemos que elas não escolheram a tendência que possuem; sabemos também que não são moralmente doentes – há tantos homossexuais tão dignos e generosos!

Mas, sabemos que elas podem seguir o Senhor e devem fazer o melhor de si para serem santos, para serem cristãos de verdade!

O resto, coloquemos nas mãos do Senhor, com os olhos fitos em Cristo, que morreu por todos de modo tão atroz, exatamente porque grande é a profundidade de nossas misérias e contradições!

Diante de mistérios assim, diante dos enigmas da existência, diante da dor e da cruz dos irmãos, devemos olhar para o céu e pronunciar, comovidos e humildes, aquela sábia bênção judaica, que cabe muito bem nos lábios de um cristão: “Bendito sejas Tu, Senhor nosso Deus, que guardas os segredos!” Isto mesmo: Ele sabe os mistérios! Ele conhece o motivo; Ele sabe o porquê. Nós não sabemos nada!

  1. Esta é a diferença entre o pensar cristão e a perspectiva do mundo atual, pós-cristão e até anti-cristão: para esse mundo, a vida é sem Deus mesmo: cada um é a sua verdade, a sua medida e o seu próprio critério; cada um faz o que bem entende com a existência! Um cristão respeita esse modo de ver e viver; mas de modo algum pode concordar com ele…

Para o cristão, a vida é dom, é mistério a ser vivido diante de um Outro que nos ama e a quem deveremos prestar contas.

Num mundo sempre mais pagão e menos cristão, vai ficando difícil compreender estas coisas…

Aos pais cristãos que tenham filhos homossexuais, eu digo: acolham-nos com amor e respeito, ajudem-os a definir os valores de sua vida segundo os critérios de Cristo, não os abandonem nunca nem os tratem com desprezo, mostrem-lhes sempre Jesus como ideal e caminho de felicidade e realização e, no fim de tudo, rezem muito por eles e os respeitem no rumo que derem à vida, desde que digno e responsável, sem leviandades ou desrespeito ao sagrado recinto do lar! Atenção que respeitar os homossexuais não é pensar que eles também não devam respeitar limites e regras!

  1. Quanto aos jovens “felizes e realizados” com sua “opção” sexual, tais como o mundo os deseja e propaga, paciência: é o modo de pensar e viver dos que já não conhecem a Deus e Seu Cristo Jesus!

Que Nosso Senhor também a esses – como a nós todos! – mostre a luz bendita do Seu Rosto para que vejam o verdadeiro sentido da vida e encontrem a verdadeira paz e realização!

Não podemos impor aos não-crentes nossos valores; por eles podemos rezar, amá-los e anunciar-lhes Jesus Cristo integralmente, sem máscaras nem descontos, Ele que é Caminho, Verdade e Vida da humanidade e de cada pessoa!

Via Visão Cristã