O FEMINISMO E A LUTA DOS SEXOS

Ao longo dos anos, a mulher tem lutado para ter seu
espaço na sociedade. Muitas destas lutas vieram dos movimentos feministas que assumiram diversas bandeiras no correr da história. A primeira expressão de reivindicações surgiu quase que de forma simultânea na França, no Reino Unido e nos Estados Unidos, entre os séculos XIX e XX, com as “sufragistas”, movimento que defendia o direito de voto das mulheres.

Ainda nesta primeira onda, o feminismo propõe um certo antagonismo ao homem e à sociedade patriarcal. Começa a surgir uma rivalidade entre os sexos, quando a identidade de um passa a ser perigo para o outro. O feminismo começa, então, a assumir uma relação de poder entre os sexos.

O movimento sufragista surge como um dos primeiros a lutar pelo espaço da mulher na sociedade.

Numa segunda etapa do feminismo, tenta-se aniquilar, de vez, as diferenças entre homens e mulheres. Surge daí a ideologia de gênero que propõe a tese de que o sexo feminino e o masculino são uma “construção social”.

No topo desta questão está a pensadora Simone de Beauvoir com o livro “O Segundo Sexo”, obra que marca o feminismo radical. O livro começa com estas palavras:

“Ninguém nasce mulher: torna-se mulher. Nenhum destino biológico, psíquico, econômico, define a forma que a fêmea humana assume no seio da sociedade; é o conjunto da civilização que elabora esse produto intermediário entre o macho e o castrado que qualificam de feminino.” 

Nesta perspectiva, a Congregação para a Doutrina da Fé, presidida pelo então Cardeal Joseph Ratzinger, diz do perigo desta ideologia de gênero que tentou extinguir as diferenças sexuais entre o homem e a mulher:

“Uma tal antropologia, que entendia favorecer perspectivas igualitárias para a mulher, libertando-a de todo o determinismo biológico, acabou, de fato, por inspirar ideologias que promovem, por exemplo, o questionamento da família por sua índole natural bi-parental, ou seja, composta de pai e de mãe, à equiparação da homossexualidade à heterossexualidade, um novo modelo de sexualidade polimórfica” (Carta aos bispos da Igreja Católica sobre a colaboração do homem e da mulher na Igreja e no mundo)

“O feminismo foi criando na mulher uma autossuficiência, como se ela não precisasse do homem nem para ter filhos; mas nós sabemos que a grande desgraça da autossuficiência é que ela fecha a pessoa para o amor”, diz Emmir Nogueira, formadora geral da Comunidade Shalom.

Esta onda do feminismo chegou aos anos 60 e 70 com uma forte bandeira ideológica somada às grandes revoluções sociais. Com a pílula anticoncepcional, a mulher passou a colocar, no rol dos seus direitos, o sexo livre, a independência sobre seu corpo e a exigência do aborto como um direito humano.

A legalização do aborto continua sendo uma das principais reivindicações do movimento feminista.

Por que o movimento feminista foi assumindo bandeiras ideológicas ao longo dos anos? Para a doutora em ciências biológicas da Universidade de Brasília, Lenise Garcia Teixeira, o movimento feminista teve papel importante na luta dos direitos da mulher na sociedade, mas foi sendo contaminado ideologicamente ao longo de sua história. “As mulheres que valorizam um feminismo mais feminino e a maternidade deveriam ser mais pró-ativas, pois, muitas vezes, não participam das conferências de mulheres. Neste vácuo, que estas outras mulheres deixam, é que entram as ideias de um feminismo agressivo que, na verdade, não defende os direitos da mulher”, diz Lenise Garcia.

O feminismo possui, ainda hoje, relevante importância na conquista dos direitos da mulher e na luta contra a discriminação dela. Vemos, por exemplo, a luta contra a violência doméstica e sexual, a luta por melhores condições de trabalho e salários dignos; no entanto, bandeiras ideológicas contra a vida e a família ainda fazem parte da bandeira do movimento.

“Eu penso que, agora, muitas mulheres estão acordando para o fato de que o feminismo deve, cada vez mais, assumir um modelo feminino”, diz a doutora em Ciências Biológicas da Universidade de Brasília.

O problema do movimento feminista foi, em primeira instância, tentar sobrepor a mulher ao homem num antagonismo antropológico e, depois, eliminar as diferenças entre homens e mulheres, promovendo uma “guerra dos sexos”.

Desta forma, nos lembra o Cardeal Joseph Ratzinger:

“Qualquer perspectiva que pretenda se propor como luta dos sexos, não passa de uma ilusão e perigo, pois desembocaria em situações de segregação e de competição entre homens e mulheres, promovendo um solipsismo que se nutre de uma falsa concepção da liberdade.”

Via Destrave

Algo me surpreendeu essa semana…

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O Papa Bento XVI disse certa vez que os piores inimigos da Igreja são aqueles que estão no seu seio, mas que não obedecem o Magistério da Igreja e seus ensinamentos, pondo-se contra o que ela ensina.

Na última terça-feira (11/08/15), estive na Câmara dos Vereadores em São Paulo, a frente de um movimento católico em defesa da família contra a Ideologia de Gênero. Fiquei surpreso com a atitude de um grupo de representantes da PASTORAL DA JUVENTUDE (PJ), que, em frente à Câmara que, com cartazes, defendiam a Ideologia de Gênero.

Neste dia, como foi amplamente divulgado, a Câmara de Vereadores votou o Projeto PME – “Plano Municipal de Educação”, rejeitando por 42 votos contra 2, a introdução da perversa e subversiva “Ideologia de Gêneros”, no plano de educação das crianças.

Muitos católicos se concentraram na frente da Câmara Municipal de São Paulo, e numa ação disciplinada e bem organizada, demonstraram aos Vereadores os erros inconcebíveis da tal ideologia de Gêneros. Eu tive a oportunidade de estar ali com o Pe. Paulo Ricardo, Prof. Felipe Nery, Pe. José Eduardo, e outros, num caminhão de som, mostrando aos presentes os erros dessa perigosa ideologia que quer colocar na cabeça das crianças que não existe apenas o sexo masculino e feminino, mas que elas vão “fabricar” o seu tipo sexual mais para frente, não importando que seu corpo e sua alma seja masculino ou feminino.

Ora, os Bispos do Brasil todo se manifestaram amplamente contra tal ideologia perversa, destruidora da pessoa humana, do casamento, da família e do plano de Deus. Os bispos do Regional Norte 3 de CNBB (Tocantins e Norte de Goiás), disseram: “Existem organizações nacionais e internacionais muito ocupadas em destruir a família natural, constituída por um pai, uma mãe e seus filhos. Hoje um dos recursos mais perigosos para atentar contra a família se chama “ideologia de gênero”.

Os Bispos e toda a América Latina e Caribe, em Aparecida, no CELAM, disseram, no Documento de Aparecida (n.40): “Entre os pressupostos que enfraquecem e menosprezam a vida familiar, encontramos a ideologia de gênero, segundo a qual pode-se escolher sua orientação sexual, sem levar em consideração as diferenças dadas pela natureza humana. Isso tem provocado modificações legais que ferem gravemente a dignidade do matrimônio, o respeito ao direito à vida e a identidade da família”.

A Nota da CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, disse o seguinte: “Com a ideologia de gênero, deixou de ser válido aquilo que se lê na narração da criação: «Ele os criou homem e mulher» (Gn 1, 27). A introdução dessa ideologia na prática pedagógica das escolas trará consequências desastrosas para a vida das crianças e das famílias. O mais grave é que se quer introduzir esta proposta de forma silenciosa nos Planos Municipais de Educação, sem que os maiores interessados, que são os pais e educadores, tenham sido chamados para discuti-la”.

O Papa Francisco, aos Bispos porto-riquenhos, em 8/6/2015, falou da “beleza do matrimônio”, com a “complementaridade homem-mulher, coroação da criação de Deus que é desafiada pela ideologia do gênero”. E perguntou, na Audiência de 15/4/2015: “Existem ´colonizações ideológicas` que procuram destruir a família. Vêm de fora, por isso digo que são colonizações, como a “ideologia de gêneros”, esse erro da mente humana”. E comparou-a “à máquina de propaganda nazista. Existem “Herodes” modernos que “destroem e tramam projetos de morte, que desfiguram a face do homem e da mulher, destruindo a criação.” (Visita a Nápoles). “A ideologia de gênero é contrária ao plano de Deus!”. “Eliminar a diferença (de sexo) é um passo para trás na sociedade. A defesa da família tem a ver com o próprio homem (e não Estado). E fica claro que, quando se nega a Deus (e a origem), a dignidade humana também desaparece”.

Ora, apesar de tudo isso, apesar da luta enorme da Igreja católica para livrar as nossas crianças dessa terrível ideologia; um grupo de representantes da PJ – PASTORAL DA JUVENTUDE, estava lá em São Paulo, na rua, com cartazes defendendo  a Ideologia de Gêneros. Você pode ver isso no linkhttp://ssoucatolico.blogspot.com.br/2015/08/e-catolico-ou-nao-votacao-do-pme-em-sao.html, onde lê-se nitidamente: “Sou católico, sou PJ, Gênero sim!”

Ora, o que pretendem esses membros da PJ, distanciando-se dos ensinamentos oficiais da Igreja? Não conseguimos entender um comportamento desse tipo, em público, por parte de alguns de seus representantes. Pais e jovens católicos precisam saber disso. Quem não está com a Igreja e seu Sagrado Magistério não está com Jesus Cristo.

Prof. Felipe Aquino

Cristianismo não é teoria nem ideologia é mensagem da salvação, afirma Papa Francisco

O Papa Francisco presidiu na manhã de hoje, no Terceiro Domingo de Páscoa, a oração do Regina Coeli e  comentou o Evangelho do dia, no qual Jesus ressuscitado se encontra com os apóstolos e lhes mostra as feridas dos pés e as mãos.

“Nas leituras da liturgia do dia ressoa duas vezes a palavra ‘testemunho”, indicou o Pontífice, destacando que “os apóstolos, que viram com seus próprios olhos o Cristo ressuscitado, não podiam silenciar sua extraordinária experiência”.

Continuando, o Papa recordou que a missão da Igreja consiste em que “cada batizado está chamado a testemunhar, com as palavras e com a vida, que Jesus ressuscitou, que está vivo e presente em meio de nós”.

“Quem é testemunha?”, indagou o Papa: “A testemunha é alguém que viu, que recorda e conta. Ver, recordar e contar, são os três verbos que nos descrevem a identidade e a missão”.

Explicando cada um deles, disse também que “a testemunha é alguém que viu, mas não com olhos indiferentes; viu e se deixou envolver pelo acontecimento. Por isso recorda, não só porque sabe reconstruir com precisão os fatos ocorridos, mas sim porque estes fatos lhe falaram e ela captou o sentido profundo”.

A testemunha não conta “de maneira fria e individual, mas como alguém que se deixou questionar e desde aquele dia sua vida mudou”.

“O conteúdo do testemunho cristão não é uma teoria, uma ideologia ou um complexo sistema de preceitos e normas, mas uma mensagem de salvação, um fato concreto, acima de tudo uma pessoa: é Cristo ressuscitado, que vive e é o único Salvador de todos”.

Assim, assinalou, “pode ser testemunhado por todos aqueles que tiveram uma experiência pessoal Dele, em sua Igreja, através de um caminho que tem seu fundamento no Batismo, nutre-se da eucaristia, tem seu selo na Confirmação e sua contínua conversão na Penitência”.

E para o cristão, “seu testemunho será mais acreditável quanto mais brilhe sua forma de viver o Evangelho, de maneira alegre, corajosa, leve, pacífica, misericordiosa”.

O Papa também advertiu que se “o cristão se deixa aprisionar pela comunidade, pela vaidade, converte-se em surdo e cego em relação à pergunta da ‘ressurreição’ de tantos irmãos. Como poderá comunicar a Jesus vivo, sua potência libertadora e sua ternura infinita?”.

Francisco pediu que a Virgem “nos sustente com sua intercessão para que possamos nos converter, com nossos limites, mas com a graça da fé, em testemunhos do Senhor ressuscitado, levando às pessoas com as quais nos encontremos os dons pascais da alegria e da paz”.

Por último o Santo Padre afirmou que hoje, na cidade italiana de Turim, começa a exposição do Santo Sudário e assinalou que no próximo 21 de junho também ele irá venerá-la. “Desejo que este ato de veneração ajude a todos a encontrar em Jesus Cristo o rosto misericordioso de Deus, e a reconhecê-lo nos rostos dos irmãos, especialmente dos que sofrem”.

Ideologia de gênero é um erro da mente humana, assinala o Papa

VATICANO, 24 Mar. 15 / 04:05 pm (ACI).- “O namoro perdeu o sentido do sagrado”, expressou o Papa Francisco na sua recente visita a Nápoles (Itália), ao falar sobre a crise do matrimônio e da família, afetada pelas colonizações ideológicas como a ideologia de gênero, “esse erro da mente humana”.

O Pontífice disse isso durante o encontro multitudinário que teve no passeio marítimo Caracciolo, no qual respondeu a três perguntas, a primeira de uma jovem, a segunda de uma idosa e finalmente de dois cônjuges que lhe perguntaram como se pode comunicar a beleza da família, servindo-se de uma pastoral “em saída” e não de defesa.

“A família está em crise: é verdade, não é nenhuma novidade -constatou Francisco- Os jovens não querem se casar, preferem conviver, tranquilos e sem compromissos; depois quando o filho chegar se casarão à força… A crise da família é uma realidade social”.

Nesse sentido, Francisco disse que o próximo Sínodo da Família abordará problemas como “a preparação para o matrimônio na Igreja. A preparação não é questão de um curso…: tornar-se esposos em oito lições… É outra coisa. Tem que começar em casa, com os amigos, na juventude, no namoro”.

“O namoro perdeu o sentido do sagrado, insistiu o Papa. Normalmente hoje namoro e convivência são quase a mesma coisa… Mas nem sempre… Como preparar um namoro que amadureça? Porque quando o namoro é bom, chega um momento em que tem que casar, porque já está maduro. É como a fruta. Se você comer sem estar madura, não estará boa. Mas tudo está em crise e lhes peço que rezem muito… Eu não tenho receitas… É importante o testemunho do amor, o testemunho de como resolver os problemas”.

O Santo Padre também se referiu às “colonizações ideológicas” que afetam a família; “modalidades e propostas que existem na Europa e chegam também do outro lado do Oceano. E há também esse erro da mente humana que é a teoria de gênero, que cria tanta confusão…”.

“O que se pode fazer com a secularização tão ativa? O que se pode fazer com esta colonização ideológica? O que se pode fazer com uma cultura que não leva em consideração a família, onde se prefere não casar? Eu não tenho receitas. A Igreja é consciente disto e o Senhor inspirou a convocação do Sínodo sobre a família, sobre tantos problemas…”, indicou o Pontífice.

Em sua recente viagem às Filipinas, o Papa também denunciou a existência de colonizações ideológicas que procuram redefinir “o matrimônio, guiados pelo relativismo, a cultura do efêmero, a falta de abertura à vida”.

Naquela ocasião exortou a estar atentos à nova colonização ideológica. “Existem colonizações ideológicas que procuram destruir a família. Não nascem do sonho, da oração, da missão que Deus nos dá. Vêm de fora, por isso digo que são colonizações. Não percamos a liberdade da missão da família”.

EM QUEM NÃO VOTAR

Em quem os católicos devem confiar seu voto?

Esta pergunta embora justa, não introduz o leitor a um cenário ideal para compreensão da realidade brasileira. Infelizmente, tTratando-se de estarmos num pais de politica marxista, com leves variações da bandeira vermelha, não podemos, nem devemos levantar nenhuma bandeira partidária. Entretanto, cabe-nos apontar aqueles que são escandalosamente nocivos aos católicos e por isso NÃO devem receber nenhum tipo de apoio, segundo as instruções dadas pela Igreja.

Antes de tudo, caro leitor, é importante que saiba:
Esse artigo não tratará de gostos ou simpatias politicas, pois infelizmente, como já foi dito, estamos imersos em uma cultura politica extremamente anti-católica (embora não seja dito abertamente) e dominada por ideologias extremamente perigosas.

A primeira coisa que devemos compreender é que todo partido deve, por definição, abraçar uma proposta ideológica. Sendo assim, todo os querem analisá-lo, devem iniciar sua análise não pela propaganda, mas por aquilo que cada um defende, pratica, promove e se associa.

Dentre as principais plataformas sócio-politicas existentes, os católicos estão vetados de votar em candidatos que sejam comunistas/socialistas Essa proibição não se deve a uma visão capitalista ou liberalista econômica da Igreja, mas a uma simples visão de quais sistemas são puramente compatíveis, semi-compatíveis ou totalmente incompatíveis com a fé.

De onde vem a proibição contra votar ou promover os partidos socialistas/comunistas?

É extremamente importante notar que desde as primeiras expressões públicas da visão comunista/socialista, a condenação foi feita insistentemente pela Igreja, pois, como está amplamente documentado, esta ideologia mostra-se estruturalmente e historicamente anti-cristã, já que parte do pressuposto que a Igreja é instrumento de opressão contra o proletariado.

Para defesa dessa ideologia,  insistentemente os marxistas tem tomado ações concretas, algumas vezes sangrentas que resultou o extermínio de milhões de pessoas no século XX. Como em toda “boa” guerra, foram feitas também estratégias de implosão das instituições, em especial, da Igreja, como propôs o teórico marxista Gramsci.Esses, é importante ressaltar, não são apenas um desvios ou uma corrupção da ideologia, uma reles má interpretação de Marx, mas compõe a estrutura ideológica tal como desejada e apresentada por Marx, que foi enfático ao declarar: “a religião é o ópio do povo ” e por isso, deve ser destruída em nome de um ideal igualitário.

Esta aplicação hora cruenta e concomitantemente estratégica causou o terror nos cristãos por onde se instalou. Mons. Urbano Zilles, em seu famoso livro “Filosofia da Religião” diz claramente:

“A religião e as igrejas foram objeto de terror do partido e da repressão. Impôs-se a educação atéia nas escolas, conservou-se a legislação stalinista contra a religião. O ateísmo foi matéria obrigatória nas universidades. A doutrina religiosa é rigorosamente proibida. Seminários foram fechados.
Tudo isso em nome dos direitos humanos e da liberdade.”
(filosofia da religião p.132).

Ora, ninguém pode manter comunhão com a Igreja de Cristo e professar ao mesmo tempo uma ideologia contraria ao credo, ou seja, as duas ideologias são auto-exclusivas e não existe tentativa de conciliação possível. Por isso, todos que aderem a ideologia marxista, incorrem em excomunhão latae sententiae, pois escolheram por deliberada vontade se opor a Igreja Católica.

 

Sobre essa realidade S.S Pio XI disse (5):

“Socialismo religioso, socialismo cristão, são termos contraditórios: ninguém pode ao mesmo tempo ser bom católico e socialista verdadeiro”
(Pio XI)

Ao ser perguntado sobre a possibilidade de cristãos católicos aderirem ao partido comunista, o tribunal do Santo Oficio, atual Congregação para Doutrina da Fé, respondeu no dia 25 de julho  1949:

Não: o comunismo, com efeito, é materialista e anti-cristão; e os chefes comunistas, incluso se às vezes por palavra professam não combater a religião, na realidade sem embargo, tanto na doutrina como na ação, se mostram hostis a Deus, à verdadeira religião e à Igreja de Cristo. (1)

Quando perguntado:
Se os fiéis que professam a doutrina materialista e anti-cristã dos comunistas, e sobretudo os que a defendem e a propagam, ipso facto, como apóstatas da fé católica, incorrem em excomunhão speciali modo reservada à Sé Apostólica?

A resposta é simples e direta: Sim. (2)

O que está dizendo S.S Pio XI e o Santo Oficio? Que quem é comunista/socialista é verdadeiramente apostata. Atrevemo-nos a acrescentar uma sentença obvia, alertando que mesmo que eles façam sinais externos que digam o contrário, como comungar, por exemplo, eles estão excomungados.
Ciente disso ainda diz o Santo Oficio em forma de resposta que “Não (podem ser admitidos aos sacramentos), Segundo os princípios de caráter geral referentes à negação dos sacramentos aos que não têm a disposição requerida.

Esse decreto de esclarecimento do Santo Ofício, de Pio XII  foi confirmado por João XXIII em 1959, continua válido.  Essa reiteração da condenação do comunismo se soma às condenações feitas por Pio IX, Leão XIII, São Pio X, Pio XII, Beato João XXIII, Paulo VI, Beato João Paulo II, Bento XVI e Francisco.

Veja algumas citações dos papas:

 Pio IX

 “E, apoiando-se nos funestíssimos erros do comunismo e do socialismo, asseguram que a “sociedade doméstica tem sua razão de ser somente no direito civil”(6).
Beato Pio IX

 Leão XIII

 “Não ajudar o socialismo – 34. Tomai ademais sumo cuidado para que os filhos da Igreja Católica não dêem seu nome nem façam favor nenhum a essa detestável seita”(7)Leão XIII

 Pio X

“Se [Cristo] chamou junto de si, para os consolar, os aflitos e os sofredores, não foi para lhes pregar o anseio de uma igualdade quimérica”(8)
São Pio X

 Pio XI

O socialismo, quer se considere como doutrina, quer como fato histórico, ou como ‘ação’, se é verdadeiro socialismo, mesmo depois de se aproximar da verdade e da justiça nos pontos sobreditos, não pode conciliar-se com a doutrina católica, pois concebe a sociedade de modo completamente avesso a verdade cristã.(9)
Pio XI

 Pio-XII

 Pois bem, os irmãos não nascem nem permanecem todos iguais: uns são fortes, outros débeis; uns inteligentes, outros incapazes; talvez algum seja anormal, e também pode acontecer que se torne indigno. É pois inevitável uma certa desigualdade material, intelectual, moral, numa mesma família (…) Pretender a igualdade absoluta de todos seria o mesmo que pretender idênticas funções a membros diversos do mesmo organismo”(10)
Pio XII

 Joao-XXIII

 “Da natureza humana origina-se ainda o direito à propriedade privada, mesmo sobre os bens de produção”(11)

São João XXIII

 Paulo-VI

(O Socialismo crê) que a “Revolução violenta como único meio de resolver os problemas”(12)

Paulo VI

 Joao-Paulo-II

 “Na Rerum Novarum, Leão XIII com diversos argumentos, insistia fortemente, contra o socialismo de seu tempo, no caráter natural do direito de propriedade privada. Este direito, fundamental para a autonomia e desenvolvimento da pessoa, foi sempre defendido pela Igreja ate nossos dias”(13)

São João Paulo II

 Bento XVI

 Uma vergonha dos nossos tempos, regimes comunistas que assumiram o poder em nome da libertação são uma das desgraças do nosso tempo. (14)

Joseph Ratzinger – futuro Bento XVI

Francisco

Diante das indagações se era comunista, o Papa Francisco respondeu essa questão por duas vezes:
“O marxismo é errado, mas eu sei que tem bons marxistas” (15)Em outra ocasião: «Eu não sou um comunista, o que acontece é que a pobreza está no centro da mensagem do evangelho» O Papa diz a eles há dois meses uma pessoa disse que ele era comunista, porque ele falou muito sobre os pobres. «Não, reiterou, esta é uma bandeira da pobreza evangélica sem ideologia».

Papa Francisco

 

Em quais penas canônicas os fiéis que caem em apostasia são submetidos?

Diz o código de Direito Canônico:“O apóstata da fé, o herege ou o cismático incorre em excomunhão latae sententiae, salva a prescrição do cân. 194, § 1, n. 2; além disso, o clérigo pode ser punido” (4)

 Quais são os partidos que se destacam nas indicações dadas?

Todo e qualquer partido que se declare publicamente como socialista, comunista, marxista, esquerdista ou que faça parceria com os mesmos, dentre os principais destaca-se:

O Partido dos Tralhadores – PT (13), Partido Socialista Brasileiro – PSB  (40), Partido Progressista (que aliou-se ao PT recentemente) – PP (11) e o Partido Cominista do Brasil – PCdoB (65)

Resumindo:

Todo fiel católico está proibido sob pena de excomunhão automática de associar-se, votar ou promover de qualquer forma as ideologias marxistas, comunistas e socialistas.

Essa posição da Igreja foi reafirmada por todos os papas que sucederam Pio IX, salvo o papa João Paulo I, que faleceu com um mês de  pontificado.  Portanto, essa não é uma norma “ultrapassada” da Igreja, mas um posicionamento imutável e constantemente reafirmado pelos romanos pontífices.

Fontes:

  1.  Decretum Contra Communismum – Questão I – (25 de julho  1949);
  2.  Decretum Contra Communismum – Questão IV – (25 de julho  1949);
  3.  Decretum Contra Communismum – Questão III – 25 de julho  1949;
  4.  Código de Direito Canônico – Cân. 1364 § 1;
  5.  CARTA ENCÍCLICA – QUADRAGESIMO ANNO DE SUA SANTIDADE PAPA PIO XI ;
  6. Quanta Cura, 5.
  7.  Quod Apostolici Muneris, no. 34)
  8.  Notre Charge Apostolique n. 38
  9.   Quadragesimo Anno, nos. 117 e 120)
  10.  Discurso de 4/4/1953 a católicos de paróquias de S. Marciano
  11.   Pacem in Terris, n°. 21
  12.  Extraído do livro “Le Rhin se jette dans le tibre”, pág 273. Ralph Wiltgen. Ed Editions du Cédre 1974, 5a tiragem
  13.  Enc. Centesimus Annus, tópico 30 da ed. Paulinas)
  14. http://tellamerica.bravepages.com/id/popebenedict.html
  15. http://www.lastampa.it/2013/12/15/esteri/vatican-insider/it/mai-avere-paura-della-tenerezza-1vmuRIcbjQlD5BzTsnVuvK/pagina.html

Via Site FidePress