“Deus nos salvou dos monstros do Estado Islâmico”, narra refugiada no Iraque

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“Deus nos salvou dos monstros do Estado Islâmico”, narra refugiada no Iraque

Por Blanca Ruiz

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MADRI, 09 Set. 15 / 08:00 am (ACI).- A plataforma MásLibres.org, entidade que defende a liberdade religiosa dos cristãos onde eles são perseguidos, esteve durante os últimos quinze dias no Curdistão iraquiano. Além de trabalhar ajudando os refugiados, também produziram diversos vídeos através dos quais mostram a realidade destas pessoas obrigadas a deixar tudo para evitar a morte nas mãos do Estado Islâmico.

Este foi o caso de Waffa, uma jovem que, apesar de ter perdido tudo, agradece a Deus porque ela e sua família saíram vivos depois da fuga. “Dou graças a Deus porque o ISIS não assassinou as nossas crianças, nenhum dos nossos filhos ou os homens”. “Deus nos salvou daqueles monstros”.

Os doze voluntários espanhóis da plataforma MásLibres.org, voltam a Madri depois de conviver no Curdistão iraquiano com refugiados perseguidos pelo Estado Islâmico. Segundo afirmaram a situação “é devastadora e clama por uma solução que permita retornar aos seus lugares de origem”.

Em um dos vídeos feitos por maislibres.org, Waffa nos dá seu testemunho, a jovem é uma das muitas refugiadas cujos voluntários do projeto #CampamentoIrak estiveram durante estes dias.

“Não quero ir embora do meu Iraque, porque amo o meu país. Inclusive passando por estes momentos tão ruins, muito difíceis para todos, quero voltar para minha cidade. Mas sei que se retornamos será muito difícil, porque nossos povos e provavelmente muitas casas foram destruídas; terão saqueado nossos pertences, mas começaremos uma nova vida e trabalharemos para levantar nossos povoados”, afirmou a jovem que foi obrigada a fugir da cidade de Qaraqosh.

Posteriormente passou por Kirkuk e por Erbil, e finalmente reencontrou-se com sua família.

Via ACI Digital

Membro do Estado Islâmico: “Chegaremos a Roma e faremos execuções massivas na Praça de São Pedro”

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A organização pela liberdade religiosa MasLibres.org publicou uma entrevista com um membro do Estado Islâmico, que assegurou que morrer por Alá é “o melhor destino que uma pessoa pode escolher”. “Convertam-se enquanto é tempo”, diz o terrorista.

O jovem muçulmano disse que caso não se convertam, “morrerão como infiéis. Essa é a lei de Alá. Nós sairemos vitoriosos. Chegaremos à Roma, à Praça de São Pedro e faremos execuções massivas de infiéis”.

A fim de proteger a segurança do repórter que realizou a entrevista, não puderam entrar em detalhes sobre sua realização, explicou Maslibres.org ao Grupo ACI. Mas, garantem que a entrevista foi feita há mais de um mês, quando os muçulmanos celebravam o Ramadã, e foi conduzida por uma equipe que está no Oriente Médio.

 Além desta entrevista, oferecem também imagens das atividades deste membro do grupo terrorista que são fotogramas do documentário.

O terrorista nasceu na Alemanha e tem nacionalidade polonesa, é conhecido como Adam A1 N e se considera como um “servidor de Deus, um crente fiel ao único deus”. Sua mãe é polonesa e católica e ela a considera “infiel”, enquanto seu pai é palestino procedente de Jordânia.

“Farei qualquer coisa por Alá e, se tiver que me converter em mártir, será o melhor destino que ele escolherá para mim. Ser crente é uma aventura maravilhosa na minha vida. Tinha quinze anos quando meus olhos se abriram para ver o único Deus. Então entendi a palavra de Alá dizendo que os infiéis são piores que animais”, afirmou.

Segundo expressou, uniu-se à organização terrorista de Ahrar Al Sham Abu Omer Al Shami durante uma viagem em 2012 na Síria. Posteriormente se uniu ao exército do califa Al Baghdadi, do Estado Islâmico. Ali, foi treinado e participou dos assaltos das cidades de Aleppo, Azas e Raqqa.

 Depois de estar oito meses no Estado Islâmico, voltou para a Alemanha para visitar sua mãe, pois estava doente. Foi deportado à Polônia pelo Serviço Federal de Inteligência, acusado de terrorismo.

O jovem assegurou ainda que permanecerá no Estado Islâmico “servindo com seus irmãos”.

Durante suas declarações, afirmou que nos ataques nos quais participou viu “a mão de Alá e seus milagres”.

“Quando estive lutando na Síria pude presenciar muitos milagres feitos por Alá. O sangue do meu companheiro de combate que morreu nos meus braços exalava um aroma do paraíso. Senti uma enorme alegria por estar com ele enquanto morria”, recordou.

Em seguida, Adam A1 N comentou que não quer viver na Polônia, “porque lá as pessoas são escravas”. “Quero ser livre dentro do Estado Islâmico”, ressaltou.

“Convertam-se enquanto é tempo”, adverte o jovem terrorista. Caso contrário, ameaça: “morrerão como infiéis. É a lei de Alá. Nós sairemos vitoriosos. Chegaremos à Roma, à Praça de São Pedro e faremos execuções massivas de infiéis”.

O jovem assinala que faz parte da fé islâmica porque é “a religião da verdade” e que “hoje em dia Jesus seria muçulmano”.

Via ACI Digital

No aniversário do êxodo de cristãos do Iraque, Papa pede que o mundo não “olhe para o outro lado”

 Papa Francisco recordou o primeiro aniversário do êxodo de mais de 120 mil cristãos obrigados a fugir da Planície de Nínive (Iraque) com motivo da invasão terrorista do Estado Islâmico e pediu ao mundo não ficar mudo nem “olhar para o outro lado, ante o fanatismo, a intolerância e a perseguição que sofrem os fiéis.

O Santo Padre manifestou sua preocupação pelos milhares de refugiados obrigados a fugir da perseguição no Oriente Médio através de uma mensagem enviada ao Bispo Auxiliar de Jerusalém dos Latinos e Vigário Patriarcal para o Jordânia, Dom Maroun Lahham.

No texto, o Pontífice reconhece de novo que “são os mártires de hoje, humilhados e discriminados por sua fidelidade ao Evangelho”.

O texto foi enviado com motivo do primeiro aniversário da chegada dos refugiados iraquianos à Jordânia, no dia 8 de agosto de 2014. Ali serão celebradas várias atividades nas quais participará o Secretário Geral da Conferência Episcopal Italiana, Dom Nunzio Galantino.

“Em outras ocasiões já chamei a atenção para as perseguições desumanas e inexplicáveis que acontece em diversas partes do mundo, – sobretudo aos cristãos, sendo vítimas do fanatismo e da intolerância -, normalmente mudo e inerte ao cenário de perseguição”, reconheceu o Santo Padre.

O Papa Francisco quer que suas palavras se recordem como “sinal de uma Igreja que não esquece e não abandona os seus filhos exilados por causa de sua fé: saibam que uma oração cotidiana se levanta por eles, junto ao reconhecimento pelo testemunho que nos oferecem”.

O Bispo de Roma também menciona “as comunidades que souberam cuidar desses irmãos, evitando olhar para o outro lado”.

“Vocês anunciam a ressurreição de Cristo compartilhando a dor e a ajuda solidária que prestam a milhares de refugiados; com seu caminho de sofrimento, que muitas vezes escurece a esperança; com seu serviço fraterno que também corre o risco de momentos de escuridão na existência”, disse o Santo Padre dirigindo-se a eles. 

Diante desta realidade o Papa deseja que o Senhor os recompense, como só Ele pode fazer: “com a abundância dos seus dons”.

Na mensagem, o Pontífice chama a atenção da comunidade internacional e solicita que “a opinião pública mundial esteja mais atenta às perseguições contra os cristãos e, de maneira geral, das minorias religiosas”.

“Renovo o desejo de que a Comunidade Internacional não assista muda e inerte a tal inaceitável crime, que constitui uma preocupante deriva dos direitos humanos mais essenciais e impede a riqueza da convivência entre os povos, as culturas e os fiéis”.

Atualmente, milhares de refugiados foram privados de suas casas pela perseguição que sofrem por causa da sua fé. Principalmente, pelo autodenominado Estado Islâmico que opera no Iraque e na Síria.

Na madrugada do dia 6 e 7 de agosto de 2014, cerca de 120.000 cristãos fugiram da Planície de Nínive, por medo de serem assassinados pelos terroristas. Atualmente, vivem refugiados no Curdistão iraquiano e são atendidos nos campos pela Igreja local.

Em memória deste êxodo, a Igreja no Iraque celebrou no dia 6 de agosto uma jornada de oração pela paz. Também existe uma campanha internacional nas redes sociais através dos hashtags #PrayForIraq #WeAreChristians e #6deAgosto. 

Via ACI Digital

A missão do ISIS? Converter o mundo ao Islã, adverte religiosa ortodoxa

A irmã Hatune Dogan, religiosa síria-ortodoxa, lidera uma fundação dedicada a atender os cristãos perseguidos no Oriente Médio advertiu recentemente que “o objetivo do Estado Islâmico (ISIS) é converter o mundo ao Islã e aqueles que negam a vinculação do ISIS com esta religião, estão equivocados”.

Em declarações a CBN News, a religiosa ortodoxa nascida na Turquia ressaltou: “A missão de (Abu Bakr) Baghdadi, líder do ISIS, é converter o mundo inteiro à religião islâmica e trazê-lo para Dar Al Salaam, como eles o chamam. E o Islã não busca a paz, por favor. Quem diz que o ISIS não tem vínculo com o Islã está mentindo. O ISIS é Islã e o Islã é ISIS”.

A irmã Dogan recordou: “No Oriente Médio, especialmente no Iraque e na Síria, centenas de milhares de cristãos foram expulsos de suas casas, assassinados –fuzilados, decapitados ou crucificados-, ou escravizados. As mulheres cristãs ou yazidís capturadas são convertidas em escravas sexuais.

“Eles escolhem as mulheres mais bonitas, inclusive se tiverem uma criança pequena, são vendidas entre eles. Eles (os jihadistas), não as vendem a outra religião, somente aos muçulmanos sunitas. Há 12.000 sequestrados nas mãos do ISIS – contando somente os yazidís. O que acontece lá, o que tenho ouvido, é a maior barbaridade na história da Terra até hoje”, relatou a religiosa ortodoxa.

A Fundação Hatune Dogan –com sede na Alemanha-, ajuda as pessoas pobres e perseguidas em 35 países, providenciando comida, remédios e roupa. Além disso, a Irmã Dogan viaja constantemente ao Oriente Médio, onde a maioria da população é muçulmana.

A Irmã Dogan comentou: “A perseguição islâmica não é algo estranho para mim, pois quando era jovem vivi as ameaças dos muçulmanos turcos contra a minha família e estas ameaças nos obrigaram abandonar o país”.

“Os Estados Unidos e as outras nações ocidentais devem reagir e acabar com o ISIS, para impedir este desastre sobre a terra”, concluiu a religiosa síria ortodoxa.

Papa Francisco reitera: “Quero ir ao Iraque”

O Papa Francisco novamente revelou à imprensa sua preocupação pela grave situação que vivem os cristãos no Oriente Médio e afirmou: “quero ir ao Iraque”.

Durante o vôo de volta a Roma logo depois de passar três dias de visita apostólica na Turquia, o Santo Padre dialogou durante 46 minutos respondendo a dez perguntas feitas por jornalistas que viajavam com ele no avião papal.

No diálogo o Papa Francisco reiterou sua vontade de ir a este país onde os cristãos são perseguidos pela fé e sofrem em meio ao terror e o ódio.

“Sabem o que significa pensar na saúde, na alimentação, em uma cama, uma casa para um milhão de refugiados? Eu quero ir ao Iraque. Falei com o patriarca Sako. No momento não é possível. Se eu fosse neste momento, criaria um problema para as autoridades, para a segurança”, afirmou.

A primeira vez que o Pontífice expressou seu desejo de visitar o Iraque, foi em agosto, em sua viagem de volta a Roma logo depois de estar na Coréia do Sul: “estou disposto a ir ao Iraque e acredito poder dizê-lo”, inclusive explicou que “se fosse necessário depois da viagem a Coréia, poderia ir até lá; era uma das possibilidades. Estou disposto! Neste momento não é o melhor, mas estou disposto a isso”, recalcou.

O Papa Francisco está constantemente enviando mensagens de oração e proximidade ao povo da Síria e do Iraque. Na audiência geral de 26 de novembro, dois dias antes de iniciar sua viagem à Turquia ele disse aos peregrinos do meio oriente: “Sejam fortes e aferrem-se à Igreja e à sua esperança, e cuidem com seu perdão, com o amor e com a paciência do seu testemunho! Que o Senhor os proteja e os sustente”.

No 5 de setembro passado, o Papa Francisco postou em sua conta no Twitter @Pontifex_pt, sua primeira foto e ele foi dedicada aos cristãos perseguidos no Iraque e pedindo aos católicos do mundo que rezem junto a ele por estes irmãos que fogem da violência do Estado Islâmico (ISIS).

Iraque: ن , Somos todos nazarenos!

Somos todos cristãos iraquianos! Pela primeira vez em dois mil anos não tem nenhum cristão em Mossul. Os cristãos iraquianos tiveram de escolher entre a morte e o exílio após o ultimato dos fanáticos do Estado Islâmico (EI).

Antes de obrigar a escolhar entre a conversão imposta, a fuga ou a morte, os extremistas islâmicos marcaram todas as casas doscristãos com o símbolo ن , muitas vezes escrito com um círculo.

Este símbolo é, de fato, uma letra do alfabeto árabe, o “nome”, que corresponde à letra “N” do alfabeto latino, um N de “Nazarat”, ou nazareno. Este é o termo pejorativo com o qual são chamados os cristãos no Alcorão.

Uma vez exilados, todos os bens deles ficam à mercê dos “bons crentes” que são os jihadistas do EI. Por trás das motivações religiosas, o desejo de dinheiro e poder nunca está distante.

Estes sinais nas casas, antes de desapropriá-las ou depois de ter matado os proprietários, lembra a ação dos nazistas nos 30 trinta, nas iniciativas contra a comunidade judaica. Aqueles loucos extremistas pintavam a estrela de Davi sobre as vítimas.

Os cristãos, mas também os muçulmanos de Bagdá, uniram-se exibindo cartazes escritos “sou iraquiano, sou cristão”, para exigir a reação de quem governa.

Para apoiar os cristãos iraquianos perseguidos perante a total indiferença do mundo, diante também do drama ucraniano e do conflito palestino-israelense, os cristãos são convidados a mostrar este símbolo – ن – nas redes sociais.

Está marcado para sexta-feira, 25 de julho, um dia de oração e jejeum pelos nossos irmãos cristãos perseguidos por causa da em Cristo, sobretudo no Iraque.

“Faz tempo que tomamos consciência, dia após dia, das perseguições extremamente duras que vivem os cristãos iraquianos – explicam os organizadores -. Isso deve nos fazer perceber o fato de que ser cristão significa, cedo ou tarde, participar da cruz de Cristo”.

Os cristãos perseguidos vivem isso na própria carne. É preciso que nos unamos a eles na oração e no jejum nesta sexta-feira.

sources: Aleteia