Minha mãe era freira, foi estuprada e eu nasci. Hoje quero contar minha história

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Este testemunho comovente chegou até nós pelas redes sociais, como resposta ao artigo “Deus quer a vida que vem de um estupro?”. Agradecemos pela coragem da sua autora, que prefere permanecer no anonimato, e esperamos que este relato toque o coração de quem o ler.

Decidi escrever este testemunho depois de ter lido o artigo que vocês publicaram há alguns dias sobre os bebês concebidos em um estupro. Já se passaram 3 anos desde que descobri que fui concebida dessa maneira, e é a primeira vez que falo tão extensamente sobre isso.

No começo, eu tentava negá-lo (ou não pensar muito nisso), pois para mim a primeira impressão foi de que eu não estava nos planos de ninguém da minha família, muito menos nos planos da minha mãe, de verdade! Ela havia planejado uma vida totalmente diferente da que tem agora comigo.

Ela era uma religiosa consagrada no momento do estupro (havia feito os votos perpétuos 5 anos antes do meu nascimento). Sei que ela era uma grande religiosa, e tinha (e ainda tem) a mesma mentalidade do Papa João Paulo II: dar protagonismo aos jovens dentro da Igreja.

Há muitas coisas que ainda desconheço sobre o que aconteceu, porque fiquei sabendo disso por meio de umas cartas velhas que escreveram para a minha mãe na época. Ela passou toda a gravidez longe do seu país, recebendo cartas da sua família, do seu melhor amigo (um sacerdote, que é meu padrinho de Batismo) e de algumas das suas irmãs de comunidade.

Sinto que Deus começou a agir desde o começo, por meio da madre superiora da congregação, cuja única preocupação desde o princípio foi proteger a minha mãe; ela, junto com a família da minha mãe, havia pensado que o melhor seria afastá-la do seu ambiente para que ela pudesse tomar uma decisão sem pressões, e também para proteger a comunidade de freiras. Ela decidiria se me daria em adoção e voltaria à comunidade, ou deixaria o hábito e se tornaria mãe.

Sei que Deus se manifestou por meio das pessoas que estavam com a minha mãe naquele então, e pude palpar como iam crescendo os sentimentos ao longo dos meses (eu não tinha as cartas escritas pela minha mãe, mas as respostas a elas).

Li todas as cartas mais de uma vez, e minhas favoritas sempre foram 3. Cada uma tem alguns meses de diferença; as emoções de cada momento são diferentes, e acho que me ajudarão a dar um testemunho melhor.

Pude notar como, no começo, tudo estava nublado para ela; havia sentimento de culpa (isso é muito comum, pelo que entendi, entre as vítimas de estupro, ao achar que ele poderia ser evitado) e nenhuma solução parecia ser a correta; na verdade, a única resposta clara era confiar em Deus.

Em uma das cartas, meu padrinho lhe escreveu o seguinte: “Minha querida R., até hoje me atormenta a ideia de por que eu não estava lá para defender você, e por que Deus permitiu que isso lhe acontecesse, mas encontrei um pouco de calma na Palavra de Deus, com a leitura de Jó. Deus nos coloca à prova para ver a nossa fidelidade. Sei que você sairá bem desta, como sempre o faz!”.

Ler sobre isso, em um primeiro momento, foi como um balde de água fria. Acho que todos nós gostamos de pensar que fomos planejados e amados (ou pelo menos amados) desde o primeiro momento, mas a realidade é que, mesmo que no começo não seja assim, ou que em muitos casos nunca seja assim, Deus sim nos ama desde o momento em que nos planeja neste mundo. Demorei muito para compreender isso, mas o segredo foi segurar na mão de Deus para compreender que tudo isso tinha um propósito.

Conforme o tempo ia passando, pude notar que as pessoas que nos cercavam tinham muito carinho por mim, e me levavam em consideração em cada situação possível. Já não era só o bem da minha mãe, mas também o meu, porque no começo foi difícil de entender, as decisões que ela tomaria também me afetariam. Todos começavam a nos ver como uma família.

Uma religiosa lhe enviou um cartão com o seguinte texto: “Querida R., espero que você se encontre bem. Rezo sempre por você e por esta criatura que está no seu ventre. Pobrezinha, ela não tem culpa de nada, é uma inocente que não tem por que pagar pelos erros de outros. Querida R., força!”.

Nesse momento, compreendi tudo, e tenho certeza de que minha mãe também começou a superar sua depressão na época em que esse cartão chegou. E eu pensei: “Bem, é isso, sou filha de um estupro. Posso ficar me lamentando por ser um acidente, ou posso agradecer a Deus cada dia por ter me permitido viver e crescer com uma grande mãe”.

Ler esse pequeno cartão foi como voltar a nascer. Conforme fui crescendo, descobri os planos que Deus havia preparado para mim, e agora que sei de onde venho, tenho muito mais vontade de realizar isso, porque sinto que Ele me deu uma oportunidade que é negada a milhões de bebês todos os dias.

Finalmente chegou o dia do meu nascimento, em dezembro de 1993. Cheguei totalmente saudável, graças a Deus e à minha mãe, que também esteve em perfeito estado de saúde. Meu padrinho escreveu este pequeno texto naquele dia: “Querida R., obrigado. Obrigado porque hoje você disse ‘sim’ à vida”.

Não posso dizer que aí tudo se tornou mais fácil, porque ainda restavam muitas coisas complicadas, entre elas pedir à Santa Sé a dispensa dos votos religiosos, explicando os motivos que a obrigavam a isso.

Mas Deus não permite um mal sem tirar um bem dele. Depois do meu nascimento, minha mãe conseguiu um emprego na Conferência Episcopal do meu país, chegando, depois de alguns anos, a ser a responsável nacional da área da juventude. Deus não permitiu que ela se afastasse da sua opção de trabalhar pelos outros, pelos jovens, mesmo não sendo do jeito que ela imaginou no começo.

Eu cresci nesse ambiente, com jovens próximos de Deus, que não tinham vergonha da sua fé, que seguiam Jesus e amavam Maria; por isso mesmo, hoje sou uma jovem apaixonada pela minha fé e pela minha Igreja.

Para concluir, só me resta agradecer a Deus pela oportunidade que Ele me deu, primeiramente de chegar a este mundo, e depois, de crescer ao lado de uma mãe que nunca considerou o aborto como uma opção. Não foi nada fácil, sobretudo para ela, mas todas as noites nós nos colocamos nas mãos de Deus e pedimos a intercessão de todos aqueles que já partiram, entre eles a superiora do convento.

Aprendemos tudo juntas. Acho que ser somente nós duas faz com que tenhamos um vínculo especial, e penso que a maneira como eu cheguei à sua vida faz que o amor que ela tem por mim seja especial, por todas as situações pelas quais ela teve de passar para chegar onde estamos agora.

Espero que este testemunho seja útil para aquelas mulheres que, como minha mãe, estão neste momento decidindo o futuro dos seus filhos. Por favor, nunca pensem no aborto! Deus tem um amor especial por vocês, e grandes planos para as crianças que vêm a este mundo sem ser desejadas; e para as mães, Ele tem uma grande recompensa por terem dito “sim” à vida, mesmo que esta vida tenha vindo de uma situação tão triste.

E às pessoas que foram concebidas em um estupro: por favor, honrem a Deus cada dia da sua vida!

Fonte: Aleteia

Tudo por Jesus, nada sem Maria.

Jesus fez tudo através de Nossa Senhora. Ele veio ao mundo por ela; ela lhe deu a natureza humana que fez do Verbo encarnado o sumo Sacerdote. Ela foi o paraíso do novo Adão, como disse S. Luiz de Montfort; ela o embalou em seus braços; ensinou-o a andar, falar, rezar e o preparou para a grande missão de Salvador da humanidade.

Por Maria Ele foi levado ao Egito, para fugir da fúria diabólica de Herodes, e ali o protegeu.

Por Maria, Jesus começou os seus milagres, nas bodas de Canã da Galileia; a seu pedido, “quando ainda não havia chegado a sua hora.”

Maria o acompanhou em sua missão redentora e chegou até o Calvário com Ele.

Ninguém cooperou mais do que Maria com o Senhor na obra da salvação da humanidade. Por isso ela mereceu a glória da Assunção ao céu de corpo e alma. No céu ela continua a sua missão de Mãe dos viventes.

Jesus quis dá-la a nós aos pés da cruz, para ser a nossa Mãe espiritual. Na cruz, agonizando, com lábios de sangue, antes de “entregar o espírito ao Pai”, Ele nos fez filhos de Sua Mãe. Olhou para o discípulo (João) que tanto amava e disse: “Eis aí a tua Mãe.” E o apóstolo João a “levou para a sua casa.” (Jo 19,27)

Maria foi a última dádiva que Jesus nos deixou.

Rejeitá-la como Mãe seria, pois, terrível, seria o mesmo que dizer a Jesus: “Eu não quero receber a Tua Mãe para minha Mãe.” Sem dúvida esta recusa seria para Jesus pior do que aquela última estocada da ponta da lança no Seu divino coração; pior do que aquelas afrontas, daqueles tapas no rosto, pior do que os açoites e espinhos que Ele recebeu…

Seria uma insana ousadia recusar a Sua Mãe, para nossa Mãe. “Eis aí a tua Mãe.”

Por amor a Jesus, leve-a você também para a tua casa e Ela conquistará todas as graças de que você precisa para viver como Deus quer.

Se Jesus deixou-nos a Sua Mãe para nossa Mãe, é porque isto é necessário para a salvação de cada um de nós. Este gesto não foi apenas um carinho a mais para conosco; foi uma grande necessidade.

Grandes santos e doutores da Igreja, como S. Bernardo, Santo Afonso de Ligório, e outros, afirmam que: “Maria é necessária para a nossa salvação.”

S. Luiz de Montfort nos pergunta: Se Deus, que é onipotente, e portanto não precisava dela para salvar o mundo, e no entanto, quis precisar dela, será que você é tão orgulhoso que acha que pode se salvar sem o seu auxílio?

Só Jesus é o Salvador (At 4,12). Sabemos que só Jesus é “o único Mediador entre Deus e os homens” (1Tm 2,5), e nenhuma mediação é válida sem a de Jesus; mas Deus quis que Maria fosse uma mediadora “subordinada”. Ela é a grande Auxiliadora dos Cristãos; Aquela que nos leva à fonte da salvação, Jesus.

Ela é a mediadora de todas as graças, através de Jesus, não em paralelo, não de maneira substitutiva. A mediação de Maria, ensina o Concílio Vaticano II, valoriza ainda mais a mediação de Jesus.

Se Jesus quer precisar de nós para salvar o mundo, quanto mais Ele não quer precisar de Maria!

Se foi por Ela que Jesus veio a nós, então, dizem os santos, é também por Ela que devemos ir a Jesus.

A Igreja já cansou de ensinar que, em nada, a mediação de Maria substitui a única e indispensável Mediação de Jesus; é apenas uma mediação subordinada, auxiliar, materna.

Depois que o demônio consegue fazer alguém escravo do pecado, em seguida trabalha arduamente para afastá-lo de Maria, pois sabe que Ela é o Refúgio dos pecadores; isto é, aquela que poderá convencê-lo a deixar o pecado e voltar à fonte da graça.

Infelizmente, muitos trazem no coração uma certa rejeição a Maria, como se ela fosse uma “rival” de Jesus. É tentação! É uma forte tentação! Jesus continua a nos dizer hoje: “Eis aí a tua Mãe!” Leve-a para casa

 

Via Aleteia

01 de Janeiro – Maria, Mãe de Deus

 

catsHoje, oito dias depois da Natividade, primeiro dia do ano novo, o calendário dos santos se abre com a festa de Maria Santíssima, no mistério de sua maternidade divina. Escolha acertada, porque de fato Ela é “a Virgem mãe, Filha de seu Filho, humilde e mais sublime que toda criatura, objeto fixado por um eterno desígnio de amor” (Dante). Ela tem o direito de chamá-lo “Filho”, e Ele, Deus onipotente, chama-a, com toda verdade, Mãe!

Foi a primeira festa mariana que apareceu na Igreja ocidental. Substituiu o costume pagão das dádivas (strenae) e começou a ser celebrada em Roma, no século IV. Desde 1931 era no dia 11 de outubro, mas com a última revisão do calendário religioso passou à data atual, a mesma onde antes se comemorava a circuncisão de Jesus, oito dias após ter nascido.

Num certo sentido, todo o ano litúrgico segue as pegadas desta maternidade,começando pela solenidade da Anunciação, a 25 de Março, nove meses antes da Natividade. Maria concebeu por obra do Espírito Santo. Como todas as mães, trouxe no próprio seio aquele que só ela sabia que se tratava do Filho unigênito de Deus, que nasceu na noite de Belém.

Ela assumiu para si a missão confiada por Deus. Sabendo, por conhecer as profecias, que teria também seu próprio calvário, enquanto mãe daquele que seria sacrificado em nome da salvação da Humanidade. Deus se fez carne por meio de Maria. Ela é o ponto de união entre o céu e a Terra. Contribuiu para a obtenção da plenitude dos tempos. Sem Maria, o Evangelho seria apenas ideologia, somente “racionalismo espiritualista”, como registram alguns autores.

O próprio Jesus através do apóstolo São Lucas (6,43) nos esclarece: “Uma árvore boa não dá frutos maus, uma árvore má não dá bom fruto”. Portanto, pelo fruto se conhece a árvore. Santa Isabel, quando recebeu a visita de Maria já coberta pelo Espírito Santo, exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre.” (Lc1,42). O Fruto do ventre de Maria é o Filho de Deus Altíssimo, Jesus Cristo, nosso Deus e Senhor. Quem aceita Jesus, fruto de Maria, aceita a árvore que é Maria. Maria é de Jesus e Jesus é de Maria. Ou se aceita Jesus e Maria ou se rejeita a ambos.

Por tomar esta verdade como dogma é que a Igreja reverencia, no primeiro dia do ano, a Mãe de Jesus. Que a contemplação deste mistério exerça em nós a confiança inabalável na Misericórdia de Deus, para nos levar ao caminho reto, com a certeza de seu auxílio, para abandonarmos os apegos e vaidades do mundo, e assimilarmos a vida de Jesus Cristo, que nos conduz à Vida Eterna. Assim, com esses objetivos entreguemos o novo ano à proteção de Maria Santíssima que, quando se tornou Mãe de Deus, fez-se também nossa Mãe, incumbiu-se de formar em nós a imagem de seu Divino Filho, desde que não oponhamos de nossa parte obstáculos à sua ação maternal.

A comemoração de Maria, neste dia, soma-se ao Dia Universal da Paz. Ninguém mais poderia encarnar os ideais de paz, amor e solidariedade do que ela, que foi o terreno onde Deus fecundou seu amor pelos filhos e de cujo ventre nasceu aquele que personificou a união ente os homens e o amor ao próximo, o Cristo. Celebrar Maria é celebrar O nosso Salvador. Dia da Paz, dia da Mãe Santíssima. Nos tempos sofridos e sangrentos em que vivemos, um dia de reflexão e esperança.

 

Via A Fé Católica

Papa Francisco: Igreja que quer tomar conta da consciência das pessoas é estéril

A Igreja deve ser mãe, não empresária. Foi o que afirmou o Papa na última missa do ano na Casa Santa Marta, na sexta-feira. O Papaacentuou a “nova Criação” representada pelo nascimento de Jesus, que refaz novas todas as coisas.

Duas mulheres estéreis que se tornam fecundas: este foi o ponto de partida da reflexão, extraída do episódio que narra os nascimentos milagrosos de Sansão e João Batista. Para o povo de Israel, não ter filhos era como uma maldição, explicou Francisco, lembrando que na Bíblia vemos tantas mulheres estéreis curadas milagrosamente pelo Senhor. “A Igreja nos mostra este símbolo de esterilidade justamente antes do nascimento de Jesus, inclusive em uma mulher incapaz de ter um filho por sua decisão de permanecer virgem”. “Este é um sinal da humanidade incapaz de dar um passo avante”. Portanto, disse o Pontífice, a Igreja quer nos fazer refletir sobre a humanidade estéril.

Esterilidade e Nova Criação 

“Da esterilidade, o Senhor é capaz de recomeçar uma nova descendência, uma nova vida. E é esta a mensagem de hoje. Quando a humanidade acaba, não pode prosseguir, chega a graça e chega o Filho, trazendo a Salvação. E aquela Criação ‘esgotada’ deixa lugar à nova criação…”

“Esta ‘segunda’ Criação, quando a Terra se esgota – é a mensagem de hoje. “Nós esperamos Aquele que é capaz de recriar todas as coisas, de fazer novas todas as coisas. Aguardamos a novidade de Deus”. Isto é Natal! “A novidade de Deus que refaz, de modo maravilhoso, todas as coisas”. Francisco ressaltou que seja a esposa de Manoá, mãe de Sansão, como Isabel, tiveram filhos graças à ação do Espírito do Senhor.

Qual seria então a mensagem destas leituras? – questionou o Papa.  “Abramo-nos ao Espírito de Deus – respondeu. Nós, sozinhos, não conseguimos; é ele que pode fazê-lo”:

Abertura às novidades de Deus

“Isso me faz pensar também na nossa mãe Igreja; nas muitas esterilidades que a nossa mãe Igreja tem: quando, pelo peso da esperança nos Mandamentos, aquele pelagianismo que todos nós trazemos nos ossos, se torna estéril. Acredita ser capaz de parir… não, não pode! A Igreja é mãe, e se torna mãe somente quando se abre à novidade de Deus, à força do Espírito. Quando diz a si mesma: ‘Eu faço tudo, mas acabei, não posso ir além‘, vem Espírito”.

Mãe, não empresária

Esta constatação levou o Papa a uma reflexão sobre as esterilidades na Igreja e a abertura à fecundidade na fé:

“E também hoje é um dia para rezar pela nossa mãe Igreja, por tantas esterilidades no povo de Deus. Esterilidade de egoísmos, de poder…. Quando a Igreja acredita que pode tudo, que pode tomar conta das consciências das pessoas, percorrer o caminho dos fariseus, dos saduceus, o caminho da hipocrisia, eh, a Igreja é estéril. Rezar. Que este Natal faça a nossa Igreja se abrir ao dom de Deus, que se deixe surpreender pelo Espírito Santo e seja uma Igreja que faça filhos, uma Igreja mãe. Mãe. Muitas vezes eu penso que a Igreja em alguns lugares é mais empresária do que mãe.”

“Olhando para esta história de esterilidade do povo de Deus e tantas histórias na História da Igreja que fazem a Igreja estéril – concluiu o Papa –, peçamos ao Senhor, hoje, olhando para o Presépio”, a graça “da fecundidade da Igreja. Que a Igreja antes de tudo seja mãe, como Maria”.

OBRIGADO MÃE!

É tão bom ter Mãe que até o Filho de Deus, o Verbo divino que nada precisa, quis ter uma Mãe. Ela o acompanhou da manjedoura até a Cruz. Foi o seu consolo, a sua ajuda humana mais importante. Tão boa que Ele no-la deu como nossa Mãe, na última hora. Lembro-me sempre nesta data do Dia das Mães, do Evangelho de São João (19,26-27) que nos diz: “Mulher, eis o teu filho! Depois, disse ao discípulo: “Eis a tua mãe!”. E a partir daquele momento, o discípulo levou-a para a sua casa.

Ninguém amou tanto e sofreu tanto como esta Mãe; por isso, é Modelo de todas as outras: humilde, prestativa, disponível, paciente, desapegada de tudo, pura, bela, santa, imaculada, bondosa, meiga, compassiva, corajosa… silenciosa. Amar é sofrer, amar é dar-se; amar é dizer Não a si mesmo para dizer Sim ao outro. Amar é ser mãe!

Alguém disse um dia que “ser mãe é sofrer no Paraíso”; e uma outra mulher disse que o filho depois que deixa o ventre da mãe, “passa para a sua cabeça”, e dai não sai mais. São palavras sábias do povo e que bem expressam a grandeza da mãe.

Não há figura mais doce e bela que a mãe; gestora e educadora da vida. Se é belo e nobre construir casas, carros, computadores… o que há de mais nobre que gerar e construir um ser humano, imagem de Deus?

Quando eu era criança, cantavam uma música que dizia: “Ela é dona de tudo; ela é rainha do lar. Ela vale mais para mim que o céu, que a terra, e que o mar. Ela é a razão dos meus dias… é o tesouro que o pobre das mãos do Senhor recebeu…”

Parabéns a todas as mães: as que geraram seus filhos no ventre, ou no coração.

Obrigado pelo teu ventre que nos acolheu, e não nos rejeitou, e gerou em nós a vida.

Obrigado pelas noites sem dormir; pelas lágrimas derramadas, pelas lutas de cada dia; pelo pão de cada dia, pela cama sempre arrumada, a mesa sempre pronta, o lar sempre aquecido com seu calor. És, de fato, o sol da família, tens o primado do coração.

Obrigado por suas mãos carinhosas e bondosas que aliviam as nossas dores.

Obrigado por teu abraço materno que acalma a nossa angústia e ansiedade.

Obrigado por nunca perder a esperança.

Obrigado por tantas vezes que você renunciou seus desejos, vontades e até mesmo as suas necessidades, para me socorrer.

Obrigado pelo teu gesto amoroso que me leva a Deus, e faz nascer a fé na minha alma.

Obrigado pela fé que você plantou na minha alma e que nenhuma força desse mundo pode arrancar.

Obrigado pela tua presença amiga que me faz acreditar no amor e jamais desistir de lutar.

Obrigado por este coração imenso onde sempre cabe mais um.
Obrigado por essa alma mansa que sempre perdoa, acaricia, acolhe e compreende.

Obrigado, porque eu sei que mesmo na eternidade você continuará cuidando de mim!

Oh, mãe, foste criada para ser o reflexo mais belo e sensível do coração de Deus! És a encarnação do belo, da virtude, do amor de Deus!

Que Ele te abençoe copiosamente neste seu Dia!

 

Via Prof. Felipe Aquino

EX-PROTESTANTE, HOJE CATÓLICO MAIS QUE CONVICTO!!!

Sou de uma família de protestantes batistas tradicionais. Dos lados paterno e materno de minha família, só existem batistas, por quatro gerações. Cresci em uma igreja batista tradicional. Aprendi desde cedo, que os católicos não eram filhos de Deus, mas sim criaturas de Deus, pois não conheciam a Jesus, além de serem idólatras. Aprendi também que o Papa era a besta, e que a Igreja Católica era a Grande Babilônia de Apocalipse. Cedo, ainda criança, aceitei seguir a Jesus em meu coração e o fiz sinceramente. Catolicismo para mim, era algo distante, frio e fora da realidade, algo com que não queria me envolver. Apesar de naquela época crer assim, sempre me dei bem com os católicos, meus amigos quase todos eram católicos. Desde de os oito anos, me interessei em ler sobre religião. Era divertido aprender com os livros as crenças das diferntes religiões, seitas e por aí vai.

 

Mas o que eu lia sobre catolicismo, não batia com o que eu ouvia na igreja batista. Aos 13 anos, resolvi, por conta própria visitar uma missa. De cara vi que ninguém “adorava Maria, nem os Santos, e a Liturgia me chamou a atenção para o foco TODO na SANTÍSSIMA TRINDADE!!! Passei a ir a missa, pois me sentia bem. Gostava do sermão, do Pai Nosso, do Sinal da Cruz. Continuei membro ativo da igreja batista, até os 24 anos, quando por gostar muito da teologia calvinista, passei para o presbiterianismo, era a primeira vez que eu estava em uma Igreja que escolhi está.

 

Bom, ja era desde os 19 anos, professor, comecei a ensinar no segundo semestre da faculdade; e também já era um heresiologista. Dei muitas palestras em muitas e muitas igrejas evangélicas e grupos católicos também, que sempre defendia da fúria xiíta de setores evangélicos, principalmente, batistas, pentencostais e neopentencostais. Eu me sentia bem em minha fé, e não sentia vontade de mudar, e apesar de gostar e respeitar os católicos a idéia de ser um, nunca havia passado por minha cabeça, mas Deus tem um plano em nossas vidas, e nós achamos que controlamos tudo, mas ELE é quem sabe tudo…

 
Depois de assistir pela bilhonésima vez A PAIXÃO DE CRISTO, do Mel Gibson, dessa vez foi diferente. Após acabar o filme, não entendia porque, só me pegava pensando em Maria. Parecia que Deus tinha enchido minha cabeça e o meu coração de Maria. Dormi, acordei, e a mesma coisa. Aquilo me dava uma sensação de paz e uma alegria diferente, era forte e impactante. Depois, fui a livraria comprar A BÍBLIA DOS APÓCRIFOS, que tem um monte de baboseira gnóstica, mas também tem alguns livros interessantes. TRATADO DA PASSAGEM DA SANTA MÃE DE DEUS, atribuido a São João, o apóstolo. Sei que não é a Bíblia, mas depois de lê-lo, passei, MILAGROSAMENTE, a crer em todos os DOGMAS MARIANOS! Deus fazia com que minha ligação com Maria só aumentasse. Cheguei a orar e perguntar, pedindo misericórdia a Deus, dizendo, O QUE O SENHOR QUER DE MIM? Sempre amei Maria, os reformados históricos, amam e respeitam a Maria.

 

Como eles, eu também, mas parava por aí. Agora, me pegava com a aceitação de todos os dogmas marianos… Depois eu fui a casa de um amigo, que me disse que me daria um cd, pois já que eu gostava de religião, provavelmente eu iria gostar. Nesse cd, o missionário Sidineh, contava como deixou de ser pastor da Assembléia de Deus, para se tornar católico, e o papel que Maria teve nisso tudo! Quando acabei de ouvir o cd, me encontrava sozinho e chorando. Com coragem, tomei a decisão: DE HOJE EM DIANTE, SEREI CATÓLICO APOSTÓLICO ROMANO, PARA SEMPRE… Em minha Primeira Eucaristia ninguém de minha família estava lá. Toda minha família adotou a postura da indiferença em relação a minha mudança. Muitos dos meus “antigos irmãos” que me davam tapinhas nas costas e me chamavam de benção, hoje dizem que eu estou com o demônio, que virei idólatra, que troquei Jesus por Maria, dizem até que nunca fui protestante, e que minto para desviar os evangélicos.

CONCLUINDO PARA QUE JESUS CRISTO SEJA EXALTADO!!!

Não adianta! Podem me caluniar! Continuarei na minha fé católica! Sou fraterno, mas também sou apologético e defendo minha fé cristã católica com vigor. Minha Doce Virgem Maria, Mãe de Deus e Nossa, Meu Tesouro no Céu, amo você! Obrigado por nunca ter desistido de mim, um protestante calvinista, que apesar de te amar, não te honrava corretamente, como só você merece! Apesar de nunca ter tido nenhuma visão Tua, sinto, desde o dia que assisti aquele filme, Tua presença de amor junto a mim! Por isso sou CONSAGRADO A TI, PARA SEMPRE… TE AMO, MÃE!!!
Meu Jesus Cristo, Rei e Senhor adorado, Supremo e Incomparável Mestre, Salvador e Deus Filho, meu amor por Ti é tão grande, que o Senhor mandou Tua Santa Mãe para me levar ao caminho de Tua Santa Igreja… Te amo Meu Jesus e adorando me prosto a vossos pés e digo: MUITO OBRIGADO, pois me sinto livre e feliz como nunca estive, pois AGORA tenho certeza de estar na Tua Igreja, de verdade…

Aos “evangélicos” que se ofendem, não sei porque, com meu testemunho, saibam que só posto em comunidades católicas, pois sempre respeitei as comunidades evangélicas. Se não quiserem proceder na mesma linha, saibam que não me intimido, nem com ameaças, nem com mentiras e calúnias!!!

MILTON, CAVALEIRO DA CRUZ DE CRISTO, FILHO E SERVO DO DEUS TRINO E UNO, DE MARIA SANTÍSSIMA E DA SANTA IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA, PARA SEMPRE…

Testemunho de Milton Júnior

“Eis aí a tua Mãe”: a maternidade espiritual

Muitos católicos ainda não entenderam o que significa a maternidade espiritual de Maria na vida de cada um dos batizados. Foi um desejo explícito de Jesus que Maria fosse a nossa Mãe; e nós, seus filhos. Ele o quis! Na cruz, agonizando, com lábios de sangue, antes de “entregar o espírito ao Pai ”, Ele nos fez filhos de Sua Mãe. Olhou para o discípulo que tanto amava e disse: “Eis aí a tua Mãe”. E João a “levou para a sua casa” (Jo 19,27).

Maria foi a última dádiva que Jesus nos deixou. Rejeitá-la como Mãe seria pois terrível, seria o mesmo que dizer a Jesus: “Eu não quero receber a Tua Mãe para minha Mãe”. Sem dúvida esta recusa seria para Jesus pior do que aquela última estocada da ponta da lança no Seu divino coração; pior do que aquelas afrontas, tapas no rosto, açoites e espinhos que Ele recebeu… Seria uma insana ousadia recusar a Sua Mãe, para nossa Mãe. “Eis aí a tua Mãe”.

Leve-a para a tua casa e Ela conquistará todas as graças. Se Jesus, meu irmão, deixou-nos a Sua Mãe para nossa Mãe, é porque isto é indispensável para a salvação de cada um de nós. Grandes santos e doutores da Igreja, como S. Bernardo, Santo Afonso de Ligório, e outros, afirmam que: “Maria é necessária para a nossa salvação”.

S.Luiz de Montfort, nos pergunta: Se Deus, que é onipotente, e portanto não precisava dela para salvar o mundo, e no entanto, quis precisar dela, será que você é tão orgulhoso que acha que pode se salvar sem o seu auxílio? Só Jesus é o Salvador (At 4,12). Sabemos que só Jesus é “o único Mediador entre Deus e os homens” (1 Tm2,5), mas Maria é a grande Auxiliadora dos Cristãos; Aquela que nos leva à fonte da salvação, a Jesus. Se foi por Ela que Jesus veio a nós, então, dizem os santos, é também por Ela que devemos ir a Jesus.

A Igreja já cansou de ensinar que, em nada, a mediação de Maria substitui a única e indispensável Mediação de Jesus; é apenas uma mediação subordinada, auxiliar, Materna. Depois que o demônio consegue fazer alguém escravo do pecado, em seguida trabalha arduamente para afastá-lo de Maria, pois sabe que Ela é o Refúgio dos pecadores; isto é, aquela que poderá convencê-lo a deixar o pecado e voltar à fonte da graça.

É por isso que, infelizmente, muitos trazem no coração uma certa rejeição a Maria, como se ela fosse uma “rival” de Jesus. É tentação! É uma forte tentação! Jesus continua a nos dizer hoje: “Eis aí a tua Mãe!” Leve-a para casa! Jesus é carne de Maria, Jesus é sangue de Maria, Jesus foi gerado em Maria. E se Ela, dizem os doutores santos, gerou a Cabeça da Igreja, haverá de gerar também os Seus membros.

A Igreja é o Corpo de Cristo; Ele é a Cabeça, e nós os membros. Ela gerou a Cabeça, e deve gerar também os membros. E aí está a grande missão de Maria na vida de cada um de nós: ser nossa Mãe espiritual. Assim como a nossa mãe terrena nos gerou e educou segundo a natureza, Jesus quiz e quer que a Sua Mãe nos gere e eduque segundo a graça. A missão da mãe é gerar e educar.

A maior glória que se pode dar a Deus Pai, dizem os santos, é que Jesus seja formado em nós. Deus “nos predestinou para sermos conformes a ”imagem de seu Filho” (Rom 8, 29). E quem faz essa obra em nós é o Espírito Santo e Maria, afirma S. Luiz de Montfort. Jesus fêz-se nosso Irmão pelo mistério da Encarnação – somos filhos no Filho – então Maria é também nossa Mãe, e a sua missão é formar-nos para Deus. Esta a missão da maternidade espiritual de Maria.

Santo Agostinho chamou Maria de a “forma Dei”; isto é, a fôrma de Deus, o molde que Deus usa para fazer santos em série, como se faz imagens em série. Sem Maria, diz S. Luiz de Montfort, é árduo, difícil, perigoso e demorado o caminho até a santidade; mas com Maria esse caminho se torna suave, seguro, rápido, e não desistiremos dele.

Enfim, Maria é o grande Auxílio que Jesus nos deixou para vencermos toda fraqueza e miséria que enfrentamos na luta contra nós mesmos, contra o mundo e contra o demônio. Seremos tão insensatos e orgulhosos, a ponto de dizer: “Jesus, eu não preciso de Tua Mãe”? Não sejamos insensatos! Não podemos dar essa alegria ao demônio.

Prof. Felipe Aquino