Como se comportar na missa

1. Após o comentário inicial (tomara que não seja uma palestra), fique de pé, atento ao Mistério que será celebrado.

2. No Ato Penitencial, de pé, incline a cabeça e peça perdão pelos pecados veniais (porque os mortais só na confissão auricular).

3. Após o Glória (se houver), sente-se para ouvir as leituras. Faça um profundo silêncio e deixe o folheto em paz, porque o mandamento de Deus é “Ouve Israel” e não “Leia Israel”. Sem contar que o abre e fecha do folheto faz um ruído terrível. (Não precisa aplaudir as leituras).

4. No canto de aclamação ao Evangelho, fique de pé, na direção do ambão. Após a proclamação, torne a se sentar e ouça com atenção a homilia. Se o seu bebê chorar, saia com ele para dar uma volta ao redor da Igreja. Bebês são lindos, mas na hora da homilia o choro não convém. O padre pode não se incomodar, mas o irmão do banco de trás não vai ouvir a reflexão.

5. No credo, fique de pé e diga, em voz audível, o Credo. Depois das preces, volte a sentar e só levante quando o padre dizer: orai irmãos… (se tiver ofertas, coloque a sua discretamente no cestinho. Não precisa mostrar a todos que é 2,00 reais porque não é muita coisa).

6. Na hora do Santo, não é bom fazer coreografias. Neste momento os anjos descem do Céu para adorar Jesus na Hóstia Consagrada e você pode bater o braço na face de um deles.

7. Quando o padre disser: “Enviai sobre estas oferendas…”, fique de joelhos. É o momento sublime da consagração. Diante de Jesus todo joelho se dobra (Fl 2), a não ser que você tenha artrose. Nesse caso, incline a cabeça em gesto de profunda adoração. Faça silêncio, mesmo que um fiel ao lado grite “meu Senhor e meu Deus, eu creio…” Deixe ele gritar sozinho.

8. Levante-se quando o padre disser: “Eis o Mistério da Fé”.

9. Na Oração Eucarística, pense nos ministros ordenados, nas almas do Purgatório, em toda a Igreja e reze. Você está oferecendo todas estas pessoas ao Pai, por meio do Filho que se imola no altar.

10. No Pai Nosso, não faz parte do rito dar as mãos. Mas se o padre pedir ou se alguém segurar, não seja soberbo ao ponto de colocar as mãos no bolso. O gesto de segurar a mão do irmão não diminuirá tua catolicidade. Lembre que você está numa assembléia e não num curso de liturgia. Evite qualquer desconforto durante a celebração.

11. Se houver abraço da paz, não precisa correr a Igreja inteira para abraçar os fiéis. Basta saudar de forma discreta os que estão mais próximos. Lembre-se também que, ao andar pela rua, você precisa fazer o mesmo e não virar o rosto quando um irmão passar.

12. Quando você ouvir a frase “Cordeiro de Deus que tirais…”, pare imediatamente a saudação e volte seu olhar para o altar. O sacerdote irá erguer o Santíssimo Corpo do Senhor.

13. Na hora da comunhão, muita atenção. Faça um exame de consciência e veja se sua alma está limpa para receber tão grande hóspede. Se você não perdoou seu inimigo, fique sentado. Se cometeu pecado contra a castidade, fique sentado. Se é desonesto e gosta do dinheiro dos outros, fique sentado também. Se tua confissão foi a pouco tempo e ela foi sincera, Levante-se piedosamente e vá ao encontro de Jesus.

14. Não converse na fila, não procure saber qual é a fila do padre porque o ministro extraordinário também está com Jesus. Não mastigue chiclete ou bala (em nenhum momento da Missa). Vá rezando em silêncio, sem olhar a roupa dos outros. Ao chegar diante do sacerdote, você escolhe: ou estender as duas mãos em forma de concha e receber Jesus, ou ficar de joelhos discretamente e recebê-lo diretamente na boca. Eu indico a segunda opção, mas a Igreja deixa à sua escolha.

15. Comungou? Volte para o seu lugar em silêncio, com as duas mãos no coração, e faça a sua ação de graças. Adore o Senhor como o Anjo ensinou aos pastores de Fátima, ou diga outras orações de sua devoção (Alma de Cristo, Adoro-te devote, Ave Maria, etc). Evite fazer muitos pedidos. É hora de louvar e agradecer.

16. Quando o padre disser: Oreeeeemos… Fique de pé e aguarde a bênção final. Se tiver parabéns e avisos (algo que tira um pouco a nossa paciência), aguarde. Não saia da Igreja como quem vai pegar o trem. Você está em casa, na casa do seu Pai. Pra que pressa?

Por fim, gostaria de dar breves conselhos:

– Pense na roupa que você vai usar. Isso não é moralismo. É questão de caridade para com os olhos do próximo. Nossa Senhora pede a modéstia no vestir. Obedeça a Mãe de Jesus e você será feliz. Isso vale para nós homens, também.

– Se for com o namorado (a), deixe as carícias para o lado de fora da Igreja, em respeito ao templo santo. Se for solteiro (a), vale fazer um discreto aceno para a candidata (o). O melhor lugar para buscar pretendentes é na Igreja, porque tudo está começando aos pés de Jesus. (Mas não vá a Missa com esse interesse).

Se estas orientações te servirem para rezar melhor, glória a Deus. Se não, eu mesmo peço que não as pratique. Deus te abençoe e Maria te guarde!

(Seminarista Gabriel Vila Verde)

Papa: “Padre Pio é um carinho de Deus Pai”

 Na manhã deste sábado (06/02), os grupos de oração de São Padre Pio, os peregrinos da Arquidiocese de Manfredonia-Vieste-San Giovanni Rotondo, e devotos do santo de Pietrelcina provenientes de todo o mundo se reuniram com o Papa Francisco na Praça São Pedro em um “encontro de oração”. 

Cerca de 80 mil fiéis participaram da audiência. Desde cedo, antes da chegada do Papa, o público foi animado com cantos e orações. Também o Pregador Oficial do Vaticano, o capuchinho Raniero Cantalamessa, fez uma reflexão e entreteve os fiéis com alguns relatos sobre a vida de São Padre Pio e São Leopoldo Mandic. 

Ao ingressar na Praça, sob os aplausos da multidão, o Pontífice deu uma volta com o Papamóvel, abençoando e trocando seu carinho com os fiéis. A fria, mas ensolarada manhã de inverno, foi o cenário ideal para este evento.

Confessar até a exaustão

Em seu discurso aos devotos, definiu “Padre Pio como um servidor da misericórdia, praticando o apostolado da escuta muitas vezes até o esgotamento”. Através do ministério da Confissão, ele se tornou uma carícia viva do Pai, que cura as feridas do pecado e fortalece o coração com a paz. São Pio não se cansou de acolher as pessoas e ouvi-las, de dedicar tempo e forças para difundir o perfume do perdão do Senhor. Podia fazê-lo porque estava sempre ligado à fonte: saciava a sede continuamente em Jesus Crucificado, e assim se tornava um canal de misericórdia. Carregou no coração muitas pessoas e muitos sofrimentos, unindo tudo ao amor de Cristo que se doou até o fim. Viveu o grande mistério da dor oferecido por amor. Assim, a sua pequena gota se tornou um grande rio de misericórdia que irrigou muitos corações áridos e criou oásis de vida em muitas parte do mundo”.

Oração é a força da Igreja

Na sequência, o Papa recordou que São Pio definia estes grupos de oração “viveiros de fé, fontes de amor”; porque não eram apenas centros de encontro para estar bem com os amigos e se consolar um pouco, mas verdadeiras fontes de amor divino. A oração, dizia ele “é uma força que move o mundo, expande o sorriso e a bênção de Deus sobre todo vazio e fraqueza”.

Segundo o Pontífice, “a oração é uma obra de misericórdia espiritual, um dom de fé e amor, uma intercessão necessária como o pão. Numa palavra, significa confiar: confiar a Igreja, as pessoas, as situações ao Pai, para que Ele cuide de tudo”. Para Padre Pio, “a oração é a melhor arma que temos, uma chave que abre o coração de Deus”.  

Misericórdia corporal

No final de seu discurso, o Papa quis recordar a obra de “misericórdia corporal” criada pelo Santo de Pietrelcina: a Casa Alívio do Sofrimento, inaugurada sessenta anos atrás, que ele queria que fosse um “templo de ciência e oração”, pois “os seres humanos precisam sempre de algo que vai além de uma cura tecnicamente correta. Precisam de humanidade. Precisam da atenção do coração”.

Antes de se despedir, Francisco convidou os fiéis a rezarem junto com ele o Pai Nosso e a Ave Maria. 

Exposição das relíquias

As relíquias dos dois santos se encontram no altar maior da Basílica do Vaticano e estarão expostas para a veneração dos fiéis até o dia 11. 

Padre Pio morreu em 1968 e foi canonizado por João Paulo II em 2002.

Via Rádio Viticana

Conselhos do Padre Pio para viver a santa missa

Leia a famosa carta na qual o santo dá dicas práticas para viver a Missa com devoção

 

Uma carta do Padre Pio para Annita Rodote 

Pietrelcina, 25 de julho de 1915.

Amada filha de Jesus,

Que Jesus e nossa Mãe sempre sorriam em sua alma, obtendo disso, a partir de seu mais Santo Filho, todos os carismas celestiais!

Estou escrevendo para você por dois motivos: para responder mais algumas perguntas de sua última carta e para lhe desejar um feliz dia no mais doce Jesus, cheio de todas as mais especiais graças celestiais. Oh! Se Jesus atender minhas orações por você ou, melhor ainda, se ao menos as minhas orações forem dignas de serem atendidas por Jesus! No entanto, aumentá-las-ei cem vezes para vossa consolação e salvação, suplicando a Jesus atendê-las, não para mim, mas através do coração de sua bondade paternal e infinita misericórdia.

A fim de evitar irreverências e imperfeições na casa de Deus, na igreja – que o divino Mestre chama de casa de oração -, exorto-vos no Senhor a praticar o seguinte.

Entre na igreja em silêncio e com grande respeito, considerando-se indigno de aparecer diante da Majestade do Senhor. Entre outras considerações piedosas, lembre-se que nossa alma é o templo de Deus e, como tal, devemos mantê-la pura e sem mácula diante de Deus e seus anjos. Fiquemos envergonhados por termos dado acesso ao diabo e suas armadilhas muitas vezes (com a sua sedução para o mundo, a sua pompa, seu chamado para a carne) por não sermos capazes de manter nossos corações puros e os nossos corpos castos; por termos permitido aos nossos inimigos insinuarem-se em nossos corações, profanando o templo de Deus que nos tornamos através do santo batismo.

Em seguida, pegue água benta e faça o sinal da cruz com cuidado e lentamente.

Assim que você estiver diante de Deus no Santíssimo Sacramento, faça uma genuflexão devotamente. Depois de ter encontrado o seu lugar, ajoelhe-se e renda o tributo de sua presença e devoção a Jesus no Santíssimo Sacramento. Confie todas as suas necessidades a Ele junto com as dos outros. Fale com Ele com abandono filial, dê livre curso ao seu coração e dê-lhe total liberdade para trabalhar em você como ele achar melhor.

Ao assistir à Santa Missa e as funções sagradas, fique muito composta, quando em pé, ajoelhada e sentada, e realize todos os atos religiosos, com a maior devoção. Seja modesta no seu olhar, não vire a cabeça aqui e ali para ver quem entra e sai. Não ria, por respeito para com este santo lugar e também por respeito para aqueles que estão perto de você. Tente não falar com ninguém, exceto quando a caridade ou a estrita necessidade pedirem isso.

Se você rezar com os outros, diga as palavras da oração nitidamente, observe as pausas e nunca se apresse.

Em suma, comporte-se de tal maneira que todos os presentes sejam edificados, bem como, através de você, sejam instados a glorificar e amar o Pai celestial.

Ao sair da igreja, você deve estar recolhida e calma. Em primeiro lugar peça a permissão de Jesus no Santíssimo Sacramento; peça perdão pelas falhas cometidas em sua presença divina e não O deixe sem pedir e ter recebido a Sua bênção paterna.

Assim que estiver fora da igreja, seja como todo ser seguidor do Nazareno deveria ser. Acima de tudo, seja extremamente modesta em tudo, pois esta é a virtude que, mais do que qualquer outra, revela os sentimentos do coração. Nada representa um objeto mais fielmente ou claramente do que um espelho. Da mesma forma, nada mais amplamente representa as más ou as boas qualidades de uma alma do que a maior ou menor regulação do exterior, como quando alguém parece mais ou menos modesta. Você deve ser modesta em discurso, modesta no riso, modesta no seu porte, modesta ao caminhar. Tudo isso deve ser praticado, não por vaidade, a fim de mostrar a si mesma, nem com hipocrisia a fim de aparecer boa aos olhos dos outros, mas sim, pela força interna da modéstia, que regulamenta o funcionamento exterior do corpo.

Católicos são detidos e impedidos de ir à Missa em Cuba

A União Patriótica de Cuba (UNPACU), denunciou que durante este fim de semana foram presos 200 opositores em diversas partes do país, 90 dos quais foram detidos em Santiago de Cuba e Cienfuegos para que não possam participar da Missa.

Em uma nota a UNPACU informou que cem prisões ocorreram em Havana, 90 em Santiago de Cuba, 17 em Santa Clara, cinco em Cienfuegos e quatro em Holguín.

“No Oriente e Cienfuegos as pessoas foram presas a caminho da igreja para participar da Missa. Na capital, a maioria dos ativistas foram presos quando saiam da igreja de Santa Rita, em Miramar, município Playa, em direção a Vedado”, indicou.

Nesse sentido, Yriade Hernández Aguilera, coordenador da UNPACU em Santiago de Cuba, disse nesta segunda-feira ao Grupo ACI que a polícia cubana prendeu os 90 ativistas para impedir que assistam à Missa no Santuário da Virgem de Cobre. Estes ficaram presos até cerca de 9am que foi quando a Missa terminou. “Depois foram libertados em diferentes partes dos subúrbios da cidade”, indicou.

Hernández assinalou que “em geral todos os domingos muitos ativistas da UNPACU são presos por tentarem assistir à Igreja Católica”, ou são impedidos de sair para que não cheguem à igreja.

“Essa é mais uma das formas que o regime castrista utiliza para impedir que nós assistamos à Missa simplesmente para escutar a Palavra de Deus. Nós não vamos fazer nada de política, simplesmente queremos assistir à Missa”, expressou.

A UNPACU indicou que as prisões dos opositores –pertencentes a vários grupos dissidentes-, começaram na noite do sábado em Santiago de Cuba. Na madrugada e na manhã de domingo continuaram as prisões. “Só 26 ativistas de ambos os sexos chegaram ao templo”, assinalou.

Entre os detidos em toda a ilha se encontravam líderes dissidentes como Berta Soler e Guillermo Fariñas, María Cristina Labrada, Antonio Rodiles, José Díaz Silva, entre outros.

A UNPACU denunciou que “com este forte aumento nas últimas semanas das detenções arbitrárias, das agressões físicas e da perseguição contra dissidentes pacíficos, o regime castrista deixa claro que não tem a mais mínima intenção de melhorar seu histórico em matéria de direitos humanos”.

Por ACI

Papa reúne público recorde em missa nas Filipinas

A missa conclusiva da visita do Papa Francisco às Filipinas, neste domingo, 18, em Manila, reuniu uma multidão de 6 milhões de fiéis, segundo organizadores. Ao falar para os filipinos, o Santo Padre desafiou os católicos a lutar contra a pobreza e defender a família.

“Pelo pecado, o homem destruiu a unidade e a beleza da nossa família humana, criando estruturas sociais que perpetuam a pobreza, a ignorância e a corrupção”, disse Francisco, durante a maior celebração do atual pontificado, junto ao estádio ‘Quirino Grandstand’, na área do Parque Rizal.

O Papa alertou também para a necessidade de promover a família e a vida. “Hoje, infelizmente, a família tem necessidade de ser protegida de ataques insidiosos e programas contrários a tudo o que nós consideramos de mais verdadeiro e sagrado, tudo o que há de mais nobre e belo na nossa cultura”, advertiu.

Missa de encerramento da visita do Papa às FilipinasFrancisco convidou a ver em cada criança “um dom que deve ser acolhido, amado e protegido”. “Devemos cuidar dos jovens, não permitindo que lhes seja roubada a esperança e sejam condenados a viver pelas ruas”, acrescentou, aludindo a um problema particularmente sentido nas Filipinas.

A homilia foi centrada no ‘Santo Niño’ (Menino Jesus) de Cebu, a imagem cristã mais antiga das Filipinas, ligada à evangelização inicial do arquipélago.

Francisco refletiu sobre a importância da “infância espiritual”, no interior de cada pessoa, e da representação de Jesus como uma “criança frágil” que “trouxe ao mundo a bondade de Deus, a misericórdia e a justiça” e convidou os fiéis a serem como as crianças, com a sua “sabedoria própria, que não é a sabedoria do mundo”.

“O ‘Santo Niño’ continue a abençoar as Filipinas e a sustentar os cristãos desta grande nação na sua vocação de ser testemunhas e missionários da alegria do Evangelho, na Ásia e no mundo inteiro”, concluiu.

Missa de encerramento da visita do Papa às FilipinasA Autoridade Metropolitana para o Desenvolvimento de Manila registrou oficialmente o número de seis milhões de participantes, o que representa um recorde na história dos pontificados. A multidão acompanhou a celebração debaixo de chuva.

O país asiático tem cerca de 100 milhões de habitantes, 80% dos quais são católicos; o recorde de participantes numa celebração pontifícia até hoje também tinha acontecido em Manila, durante a Jornada Mundial da Juventude de 1995, presidida por São João Paulo II.

O arcebispo de Manila, cardeal Luis Antonio Tagle, despediu-se do Papa em nome da multidão de hoje e dos últimos dias: “Todos os filipinos querem ir consigo! (risos) Não tenha medo: todos os filipinos quer ir consigo, não para Roma, mas para as periferias”.

A cerimônia de despedida do Papa Francisco está marcada para a manhã de segunda-feira, 19.

 

 

Via Portal A12

 

A recomendação do Papa: cuidar das crianças e dos jovens

Manila (RV) – A chuva intensa que cai na capital filipina há dias não conseguiu apagar a paixão católica de milhões de fiéis se concentraram no parque Rizal de Manila para a missa presidida pelo Papa Francisco, que teve início às 15h30, hora local, de domingo, 18. Foi o último compromisso público do Pontífice em sua 7ª viagem internacional.

A região próxima ao grande altar da gigantesca esplanada do parque Rizal, que se estende por cerca de 60 hectares, estava já praticamente ocupada de manhã, pois muitos dos fiéis aguardavam desde a noite de sábado, 17, e passaram a noite ali para assegurar um lugar. O trânsito foi fechado em todas as estradas que levam ao local.

Em um dos palcos instalados, canções ao vivo, dança e música amenizaram a espera dos fiéis filipinos, vindos de todos os pontos do país. Conhecida popularmente como ‘Luneta’, a área contou com o policiamento de 25 mil agentes.

Chegando ao local com o papamóvel, o Pontífice foi recebido por uma multidão de fiéis que agitavam bandeirinhas filipinas e do Vaticano e seguravam fotos e imagens para serem abençoadas. A música difundida em alto-falantes deu um tom festivo ao evento. Um coro de mil membros e uma orquestra de 120 músicos animaram as duas horas da cerimônia, em que foram utilizados vários idiomas regionais, refletindo a diversidade cultural do país.

Senhor Deus-Menino

A homilia desta missa começou com a referência ao domingo ‘do Senhor Deus-Menino’, mais antiga e popular devoção das Filipinas, ele que recorda a todos nós que somos filhos de Deus, membros da família de Deus, irmãos e irmãs em Cristo. “Vimos uma belíssima expressão disto quando os filipinos se uniram em torno dos nossos irmãos e irmãs atingidos pelo tufão”, disse.

Francisco se dirigiu aos fiéis do maior país católico na Ásia lembrando-lhes que têm uma vocação especial: são chamados a ser exímios missionários da fé na Ásia. E chamou todos a uma responsabilidade, a de sermos testemunhas de Deus da sua verdade e da sua justiça:

A atenção ao meio ambiente

“Deus Criou o mundo como um jardim esplêndido e pediu-nos para cuidar dele. Todavia, com o pecado, o homem desfigurou aquela beleza natural; pelo pecado, o homem destruiu também a unidade e a beleza da nossa família humana, criando estruturas sociais que perpetuam a pobreza, a ignorância e a corrupção”.

O Papa apontou ainda outro perigo: a mentira, cujo pai é o diabo.

“Muitas vezes, ele esconde as suas insídias por detrás da aparência da sofisticação, do fascínio de ser «moderno», de ser «como todos os outros». Ele nos distrai com a vista de prazeres efémeros e passatempos superficiais. Desta forma, desperdiçamos os dons recebidos de Deus, entretendo-nos com apetrechos fúteis; gastamos o nosso dinheiro em jogos de azar e na bebida; fechamo-nos em nós mesmos. Esquecemos de nos centrar nas coisas que realmente contam. Esquecemo-nos de permanecer interiormente como crianças”.

Família

Voltando ao «Santo Niño» (Deus menino), Francisco recordou que nossa identidade deve ser protegida. “É importante proteger as nossas famílias e a família mais ampla que é a Igreja, a família de Deus, e o mundo, a nossa família humana”.

“Assim como no Evangelho, Jesus acolhe as crianças, abraça-as e abençoa-as, também nós temos o dever de proteger, guiar e encorajar os nossos jovens, e a necessidade de ver cada criança como um dom que deve ser acolhido, amado e protegido. E devemos cuidar dos jovens, não permitindo que lhes seja roubada a esperança e sejam condenados a viver pela estrada”, completou.

Enfim, o Pontífice se despediu dizendo que no final da sua visita às Filipinas, entrega seu povo a Jesus, que veio estar entre nós como criança: “Que Ele torne todo o amado povo deste país capaz de trabalhar unido, de se proteger mutuamente a começar pelas vossas famílias e comunidades, na construção de um mundo de justiça, integridade e paz”.

(CM)

 

Via Ide e Anunciai Blog Católico

Papa Francisco: não deixar celebrar casamento com missa é “pecado de escândalo”

A Igreja nunca seja um comércio, pois a redenção de Cristo é gratuita. Esta foi a mensagem de hoje do Papa Francisco na missa em Santa Marta, na Festa Litúrgica da Apresentação da Virgem Santa Maria no Templo.

Na sua breve reflexão, o Papa sublinhou a Liturgia de hoje que propõe a passagem evangélica na qual Jesus expulsa os vendilhões do Templo, que transformam a casa de oração em covil de ladrões. Este gesto de Jesus é um verdadeiro ato de purificação: o Templo tinha sido profanado e, como tal, também o Povo de Deus, profanado com o grande pecado do escândalo. E o Papa acrescentou que este tipo de comportamento pode escandalizar o povo, mesmo hoje em dia. Quantas vezes, ao entrarmos na igreja, deparamos com uma lista de preços: batizados, bênçãos, intenções de Missa afirmou o Santo Padre que contou uma pequena história.

“Uma vez, recentemente ordenado, eu estava com um grupo de universitários, e um casal queria se casar. Tinham ido a uma paróquia: mas queria casar-se com Missa. E lá, o secretário paroquial disse: – ‘Não é possível’. Mas porque não se pode casar com Missa? Se o Concílio recomenda fazer sempre com a Missa…’. ‘Não é possível porque não podemos passar de 20 minutos’. – ‘Mas por quê’? – ‘Porque tem outros horários marcados’. – ‘Mas nós queremos a Missa’. – ‘Então vocês devem pagar dois horários’. E para casar com Missa tiveram que pagar dois horários. Este é umpecado de escândalo”.

O Papa Francisco recordou ainda: “Sabemos o que Jesus diz àqueles que são motivo de escândalo: “É melhor que sejam atirados ao mar”.

“Quando aqueles que estão no Templo – sejam sacerdotes, leigos, secretário, mas que precisam administrar a Pastoral do Templo – transformam-se em homens de negócio, o povo se escandaliza. E nós somos responsáveis por isto. Os leigos, inclusive! Todos. Porque se vejo que isso acontece na minha paróquia, devo ter a coragem de dizer isso cara a cara ao pároco. E as pessoas sofrem aquele escândalo. É curioso: o povo de Deus sabe perdoar os seus sacerdotes que apresentam alguma fraqueza, que escorregam num pecado… sabe perdoar. Mas são duas as coisas que o povo de Deus não pode perdoar: um padre apegado ao dinheiro e um padre que maltrata as pessoas.”

“Porque a redenção é gratuita; Ele vem trazer a gratuidade de Deus, a gratuidade total do amor de Deus. E quando a Igreja ou as Igrejas se tornam comércio, diz-se que …, não é tão gratuita, a salvação… É por isso que Jesus pega o chicote na mão para fazer este rito de purificação no Templo. Hoje a liturgia celebra a Apresentação de Nossa Senhora no Templo: da menina… Uma mulher simples, como Ana que está naquele momento, e entra Nossa Senhora. Que ela ensine a todos nós, a todos os pastores, a todos aqueles que têm responsabilidades pastorais, a manter limpo o Templo, para receber com amor os que vêm, como se cada um deles fosse Nossa Senhora”.

(Com Rádio Vaticano)

 

Via aleteia