VIVA AS MULHERES! A ideologia de gênero e a desconstrução do feminino

Uma das estratégias do marxismo para destruir a família e, com ela, a sociedade foi interceptar os coletivos feministas para criar conflitos em nome da libertação: em primeiro lugar, libertar a mulher do homem; depois, libertar a mulher da família; e, por último, libertar a mulher da mulher, que é o escopo da ideologia de gênero.

A ideologia de gênero, portanto, alegando descoisificar o feminino que, segundo diz, está machistamente definido, para torná-lo incoisificável, inindentificável, acaba por pulverizar a noção mesma da identidade, tornando-a tão vazia que, por fim, produzirá um silenciamento tão universal e invencível que todas as reivindicações em nome das quais milita serão liquidadas, impossibilitadas, não farão mais o mínimo sentido.

Não há modo mais eficaz de tornar a sociedade passiva e manipulável. De fato, sem identidade, eu me torno o que? Nada mais senão uma… COISA!!! E, nessa posição, acontecerá exatamente o contrário do que afirma, por exemplo, Jules Falquet: a abordagem de gênero não libertará a sociedade do capitalismo, como ela espera, mas o fortalecerá e o tornará inexpugnável, pois todos serão coisificados a ponto de serem reduzidos apenas a mão-de-obra, sem família, sem filhos, sem ninguém, mas com muita escravidão tecnocrática.

É por isso que os maiores propagadores da ideologia de gênero são os marxistas e os capitalistas: aqueles financiados por estes.

Caso queiramos libertar as mulheres, a primeira coisa que precisamos fazer é mostrar que são mulheres, que podem ser amadas pelos homens, que podem ser felizes tendo filhos, que podem ser rainhas em casa ao invés de empregadas na empresa, e que podem ser santas, chegando à contemplação, pois o fim do homem não está nessa ideologia chamada dinheiro, mas na aquisição e prática da sabedoria, que se alcança pelo estudo e pela vida espiritual, únicos bens inalienáveis.

Em certo sentido Foucault tem razão, mas contra ele mesmo: o que precisamos fazer é parar de recitar essa dialética, como se ela existisse; parar de viver em função da técnica e da economia; sair desse recital! Precisamos desvestir a camisa-de-força confeccionada para nós por Foucault, Butler, Scott et caterva. É simples como isso. Basta começar a viver o Evangelho, a doutrina católica, e entregar-se à contemplação.

Como essas ideias desconstrucionistas se estruturaram num sistema educacional, o nosso desafio é construir um novo sistema educacional que penetre o existente, desconstruindo a desconstrução. Isso requer estudo, mais que militância. E é aqui que começa nossa tarefa, se quisermos realmente trazer à realidade a verdadeira e necessária libertação.

Quando Simone de Beauvoir disse que o feminino é um “não masculino”, e que isso precisaria ser revolucionado, estava apenas invertendo uma ideia bíblica. Segundo as Escrituras, a mulher proveio do homem, que, quando a viu, disse “carne de minha carne e osso dos meus ossos; tu serás chamada de mulher porque foste tirada do homem” (cf. Gn 2,23). A missão do homem é, sim, reforçar a identidade feminina, amá-la, festejar com a mulher, carregá-la nos braços, elevá-la mais alto que antes…, “assim como Cristo amou a Igreja, e entregou-se a si mesmo, por ela” (Ef 5,25).

Criando uma dialética aí, Beauvoir não conseguiu elevar a mulher, mas apenas a indefiniu, abrindo espaço que que Butler depois a aniquilasse, vendendo sua “teoria” sob a impostura da afirmação.

Esqueçamos a ideologia de gênero e celebremos as mulheres, sem dialética nem contradição. O mundo, sem elas, seria um quartel. Precisamos da sua ternura, precisamos que continuem sendo quem sempre foram: mulheres! — Abaixo a ideologia de gênero! Viva as mulheres!!!

 

Pe. José Eduardo

Principais objeções à interpretação mariana da mulher do Apocalipse refutadas

A) A “Mulher” não é Maria

O texto de Apocalipse 12 é a conclusão da profecia de Gênesis 3,15. Gênesis 3,15 fala de uma mulher física, que seria ancestral biológica do Messias. Como está claro que o texto não aborda Eva, só pode-se supor que aborda sua antítese: a Virgem Maria. É por isso que o texto fala que ela deu a luz ao Messias de Israel (cf. Ap 12,5), refugiou-se (cf. Ap 12,6) e no fim de sua vida recebeu “asas de águia para voar” (cf. Ap 12,14). Ora, isso é uma síntese da história de Maria que com grande angústia espiritual, deu a luz ao Messias numa estrebaria, refugiou-se no Egito, foi perseguida por Herodes e foi assunta aos Céus. Além disso, é visto que o “sinal de Acaz” que indicava a maternidade messiânica em Isaías (Isaías 7:11,14), é novamente mostrado como um “grande sinal” por João (Ap 12:1,5).

Por fim, é interessante ver o paralelo do versículo 1 com o seguinte texto de Cântico dos Cânticos: “Há sessenta rainhas, oitenta concubinas, e inumeráveis jovens mulheres; uma, porém, é a minha pomba, uma só a minha perfeita; ela é a única de sua mãe, a predileta daquela que a deu à luz. Ao vê-la, as donzelas proclamam-na bem-aventurada, rainhas e concubinas a louvam. Quem é esta que surge como a aurora, bela como a lua, brilhante como o sol, temível como um exército em ordem de batalha?” (Cântico dos Cânticos 6:8-10). Ser proclamada bem-aventurada é outro símbolo de Maria no Novo Testamento (cf. Lc 1,48), o que novamente suporta a interpretação mariana de Apocalipse 12.

b) Ela sofre em dores de Parto (vs. 2):

No Novo Testamento, Paulo utiliza o termo “dores de parto” ( do grego ὠδίνουσα-ōdinousa) como uma metáfora para o sofrimento espiritual, para o sofrimento em geral, ou para o desejo do mundo como ele aguarda para o cumprimento final (cf. Gl 4:19; Rm 8:22). Todos sabemos que para Maria dar a luz a Jesus, foi uma verdadeira agonia, um verdadeiro sacrifício espiritual (tendo que enfrentar a perseguição de Herodes, a dúvida de José, o recenseamento, a falta de lugar para ficar…). João, portanto, resumidamente, anuncia as angústias de Maria de uma forma alegórica, através da imagem das angustiantes “dores de parto”. No século VI, Ecumênio explica:

“E assim, de acordo com as regras da linguagem figurativa, ele chama esse desânimo e tristeza de “gritar” e “angústia”. E isso não é incomum. Ainda para o bem-aventurado Moisés, quando ele estava conversando espiritualmente com Deus e perdeu o coração – pois viu Israel no deserto cercado pelo mar e pelo inimigo – Deus disse: “Por que você está chorando para mim? (Êxodo 14:15)”. Assim também aqui, a visão chama a disposição conturbada da Virgem em sua mente e coração à “gritar”.” (Ecumênio, Comentário no Apocalipse, capítulo 6,19,8)

c) Ela representa Israel, a Igreja ou Maria?

Alguns dizem que a “Mulher” do texto se refere ao povo eleito de Deus (seja ele a Igreja, seja ele Israel). Embora a Igreja admita as três interpretações (Maria, Igreja e Israel), a lógica de Apocalipse, evidencia que ele se refere primariamente à Virgem Maria, sendo as demais interpretações uma mera consequência desta primeira. Isso ocorre pois o povo de Deus não é a Mulher em si, mas seus descendentes (cf. Ap 12,17).

É por isso que a Igreja por exemplo, nunca é chamada por João de “Mulher” (Ap 12,1) ou mãe (Ap 12,5), mas sim de “Noiva” e “Esposa” de Jesus (Ap 21,9), pois esta não era a intenção primária do autor no texto. De Israel, podemos concluir o mesmo já que João considera Israel não como a grande protetora de Cristo e inimiga de Satanás, mas sim como as espirituais “Sodoma e Egito”: “Seus cadáveres {jazerão} na rua da grande cidade que se chama espiritualmente Sodoma e Egito {onde o seu Senhor foi crucificado}.” (Apocalipse 11:8) devido à sua infidelidade.

Por fim, destaca-se o fato de a Mulher do Apocalipse 12 representar o cumprimento da Mulher de Gênesis 3,15. E essa Mulher não significava o povo eleito, mas sim, uma mulher física.
Por Maria ser a “Imagem da Igreja” e a “Filha de Sião”, entretanto, todos os símbolos podem secundariamente ser atribuídos à Igreja ou à Israel.

E sim, as três interpretações podem muito bem coexistir juntas no texto, por exemplo: João vê sete cabeças na ‘grande prostituta’ que representavam sete montes (Ap 17,9), mas um versículo depois, mostra que também representavam SETE REIS! (Ap 17,10). Ambas as interpretações cabem no contexto mas a mariana é a que melhor se adapta.

d) Preferencialmente é Israel por causa do sonho de José em Gn 37?

Não. Preferencialmente o texto trata de Maria, pois Apocalipse 12 fala da Mulher profética de Gênesis 3,15, a Nova Eva, que era uma mulher física. O povo de Deus (seja ele Israel, seja ele a Igreja) não é a Mulher em si, mas seus descendentes (cf. Ap 12,17). Os símbolos (sol, lua e doze estrelas) estão vinculados no texto apenas para representar que Maria é a Filha de Sião, representante perfeita do povo eleito de Deus, como nos mostrou também os paralelos entre Lucas 1 e Sofonias 3. Como dito anteriormente, João considera Israel não como a grande protetora de Cristo e inimiga de Satanás, mas sim como as espirituais “Sodoma e Egito”: “Seus cadáveres {jazerão} na rua da grande cidade que se chama espiritualmente Sodoma e Egito {onde o seu Senhor foi crucificado}.” (Apocalipse 11:8) devido à sua extrema infidelidade com o Messias.

e) Como assim há dois desertos? Maria fugiu para um deserto?

O texto de Apocalipse, apresenta dois desertos que a mulher foge: O primeiro deserto(Ap 12,6), é provavelmente o Egito, o lugar onde Maria foi com São José (Mt 2,13-14); e o segundo deserto (Ap 12,14) é o lugar “fora do alcance da cebeça da Serpente”, isto é, provavelmente o Paraíso, onde ela aguarda para a volta de Cristo orando pela Terra.

f) Quais são os tempos que aparecem em Apocalipse:

O primeiro (1260 dias) é o tempo em que a Sagrada Família fugiu para o Egito (cerca de 4 anos, segundo nos diz Santo Epifânio). Já este período simbólico destes “tempos” no versículo 14 diz respeito ao tempo que deverá se cumprir até que a Serpente seja finalmente derrotada (cf. Dn 7,25), não é portanto uma data específica, mas está ligada com o Juízo Final. Implicitamente, o versículo 14 faz referência a assunção de Maria, onde ela foi levada aos Céus de onde espera a volta de Cristo (Filipenses 3:20-21).

g) A Mulher do Apocalipse é apenas um sinal?

É o mesmo sinal de Isaías 7,14. Em Isaías é dito: “Pede ao Senhor teu Deus um sinal, seja do fundo da habitação dos mortos, seja lá do alto.” (Isaías 7:11). E Deus dá o sinal através da profecia: “Por isso, o próprio Senhor vos dará um sinal: uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará Deus Conosco.” (Isaías 7:14). Portanto, enquanto Isaías usa o futuro, Apocalipse narra o mesmo só que no presente. Portanto esse argumento não é válido para tentar descartar o fato de ser Maria a Mulher do Apocalipse.

h) Os Pais da Igreja interpretaram como?

Alguns a Igreja e outros Maria. Santo Epifânio foi o primeiro:
“Mas em outros lugares, no Apocalipse de João, lemos que o dragão se atirou para a mulher que tinha dado à luz uma criança do sexo masculino; mas a asa de uma águia foram dadas à mulher, e ela voou para o deserto, onde o dragão não poderia alcançá-la “(Apocalipse 12: 13-14). Isso poderia ter acontecido com Maria no caso.” (Santo Epifânio de Salamia, Panarion 78, 11, PG 42, 716 B-C)

Em 430 AD, Quodvultdeus, discípulo e amigo de Santo Agostinho de Hipona, fez a primeira identificação abertamente Mariana da mulher de Apocalipse 12:

“Nenhum de vocês ignora o fato de que o dragão era o diabo. A mulher significava a Virgem Maria” (São Quodvultdeus, De symbolo 3, PL 40, 661)

De acordo com Quodvultdeus, do século V Padre da Igreja e bispo de Cartago:

“A mulher que significa Maria, que, sendo Imaculada, trouxe nossa Cabeça Imaculada. Quem mostrou-se também adiante de si mesma a figura da Santa Igreja, já que, como ela permaneceu Virgem trazendo à luz um filho” (São Quodvultdeus, De Symbolo 3, PL 40, 661).

Theodoto, bispo de Ancira, parece identificar da mesma forma Maria à Mulher “revestida de Sol”, associando-a a Jesus: “Alegra-te morada Santíssima! Alegra-te, salutar velo espiritual! Alegra-te, Mãe revestida de luz e que dá à luz o Sol que não conhece poente!” (São Theodoto de Ancira, Homilia IV in S. Deiparam et Simeonem III, PG 77,1393).

Também, Ecumênio, no século VI, propôs a mesma interpretação mariológica de Apocalipse 12. Para ele, não se tratava de uma visão futurista, e sim retrospectiva. A mulher é Maria, e ela está grávida do Sol, que é Cristo. Em referência ao versículo 2 de Apocalipse 12, cita Isaías 66,7; e afirma que Maria se viu livre das dores de parto. Os gritos, seriam devido a suspeita de adultério, por parte de José. Sobre o versículo 4, Ecumênio diz que refere-se a perseguição de Herodes, e o versículo 6 à fuga para o Egito.

Via: Salve Roma

Mulher, um ícone da graça

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Uma das acusações preferidas dos detratores da Igreja reside na velha questão sobre a não admissão de mulheres ao sacerdócio. Não basta à mulher ser a escolhida para Mãe de Deus, não basta à mulher ser a primeira a anunciar a ressurreição de Cristo. Para eles, a humildade da Igreja de reconhecer a impossibilidade do sacerdócio feminino é autoritarismo e misoginia, enquanto que a arrogância da ideologia de gênero em modificar a própria natureza humana por claros fins ideológicos é vista como progresso e justiça. Não é preciso muito esforço para se perceber a falsidade ideológica desses discursos, mas, por outro lado, há ainda quem lhes dê atenção.

A lista dos postulantes da ordenação feminina é imensa. Versa desde os simples leigos aos teólogos, e, às vezes, até mesmo clérigos mais respeitados, sobretudo pela mídia liberal. Após a renúncia do papa, então, a balbúrdia em torno do assunto ganhou contornos há tempos não vistos. Tudo alavancado pela imprensa na ânsia de, possivelmente, arrancar do novo pontífice o indulto para suas pretensões. A coisa ficou ainda mais estapafúrdia depois de a polícia italiana – corretamente, vale frisar – ter detido uma “sacerdotisa” excomungada que protestava na Praça de São Pedro, nesta quinta-feira, 07/03, pelo “direito” das mulheres serem ordenadas.

Não é preciso dizer que a discussão sobre a ordenação de mulheres é um caso encerrado para a Igreja Católica. O Beato João Paulo II, durante uma das cerimônias mais solenes de seu pontificado, foi muito incisivo quando afirmou “que a Igreja não tem absolutamente a faculdade de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres, e que esta sentença deve ser considerada como definitiva por todos os fiéis da Igreja”. As pessoas que ainda insistem em discutir essa questão não devem ser levadas a sério. Ainda mais quando se observa que esses clamores vêm precisamente de grupos que estão mais ligados a ideologias e partidarismos políticos que a própria fé cristã.

Mas, se ainda resta alguma dúvida quanto ao assunto, nada mais oportuno que recordar a Carta Apostólica Mulieris Dignitatem de João Paulo II sobre a dignidade e a posição da mulher dentro da Igreja. O beato lembra que um dos grandes escândalos de Jesus para os fariseus era, justamente, a sua forma de relacionar-se com as mulheres. “Ficaram admirados por estar ele a conversar com uma mulher” (Jo 4, 27). Isso é o suficiente para fazer cair por terra a hipótese surreal de que Cristo não teria conferido a ordenação para as mulheres por ter se adaptado aos costumes da época. Não se adaptar aos costumes farisaicos foi justamente o que rendeu a Cristo a sua crucificação. Ora, se fosse do Seu intuito criar o sacerdócio feminino Ele o teria feito.

Um outro aspecto importante a ser ressaltado é a maneira como alguns grupos feministas, os quais, se dizendo defensores dos direitos das mulheres pretendem ser os porta-vozes de todas.Será que as mulheres se vêem representadas por esses grupos? A resposta é não. Eles, de maneira alguma representam os anseios, a moralidade e os costumes da maioria das mulheres espalhadas pelo Brasil e pelo mundo. Seu modo de agir, sua forma de protestar também não. Ou alguém ousará dizer que uma mulher que sai à rua seminua com faixas escandalosas nas quais ela mesma se define como “vadia” está defendendo a dignidade feminina?

O feminismo extremista, radicado nos últimos anos nas despudoradas “Marchas das Vadias”, não só deturpou a imagem da mulher, como também a do homem. O resultado disso pode ser visto em cenas degradantes como as ocorridas na Universidade de São Paulo recentemente, em que mulheres e rapazes nus se enfrentavam por causa de uma festa para calouros. Através da ideologia de gênero, a dignidade de ambos os sexos é posta abaixo de qualquer padrão de decência, ao mesmo tempo em que relações sem vínculos definitivos, promiscuidade e orgias são elevadas ao grau das grandes virtudes, as quais todos devem almejar. Sem mencionar ainda as indefensáveis bandeiras pelas quais esses grupos lutam, como por exemplo, a legalização do aborto e o controle da natalidade.

A teologia católica, por outro lado, sempre viu na mulher o tesouro da pureza e da santidade, da qual podia-se haurir o genuíno significado da dignidade humana. Não é por menos que a Igreja durante séculos incentivou o uso do véu, pois os cristãos cobrem aquilo que é santo. Santa Joana D´Arc, Santa Gianna Beretta, Santa Catarina de Sena e Santa Terezinha do Menino Jesus são alguns modelos da coragem, piedade e docilidade feminina, virtudes tão belas e ao mesmo tempo, tão difíceis de se encontrar, sobretudo nos últimos decênios.

Soma-se a tudo isso, a figura da Virgem Santíssima, a reunião de todas as graças em uma só criatura. Ela que é o espelho da justiça e o refúgio dos pecadores. A mãe de misericórdia que tem os olhos voltados para todos, sem distinção. A ave estrela do mar, a porta do céu. Aquela que avança como aurora e que traz aos cegos a luz. Mãe e Virgem destemida. Bem-aventurada por todas as gerações. Quem ousará dizer que nela não habita a verdeira liberdade e dignidade da mulher? Quem poderá lhe imputar a chaga da opressão? Quem se atreverá a levantar contra ela os horrores de uma vida infeliz por sua dócil e, não menos corajosa, submissão à vontade do Pai? Quem dirá que ela é menor perante Deus por não trazer no corpo o manto negro de uma veste sacerdotal? Quem?

Que a exemplo de Maria, as mulheres e os homens se recordem da figura feminina como um ícone da graça e da beleza divina.

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Método de Ovulação Billings 

O Método da Ovulação Billings é uma presente de Deus para a vida da Mulher! E este presente foi dado pelas mãos do casal Billings, médicos cientistas que juntamente com a sua equipe de colegas organizaram uma metodologia que pudesse contribuir com as mulheres no sentido de que as mesmas pudessem identificar os seus sinais e sintomas de fertilidade.

Eles sabiamente se utilizaram da natureza para explicarem o Método. Consideramos o corpo de uma mulher como a terra, na qual gostaríamos de plantar uma semente. A terra deverá ser quente e úmida para que a semente germine. Algo semelhante ocorre no corpo da mulher que vai conceber uma criança. Quando a mulher está na fase fértil de seu ciclo, isto é, quando pode conceber uma criança, seu corpo produz uma secreção mucosa especial. Este fluxo mucoso é produzido no colo do úterino e tem como função de nutrir, proteger, selecionar e conduzir espermatozóides até as tubas uterinas  da mulher.

O ser humano, como a semente, não pode crescer sem umidade. Enquanto a mulher realiza suas tarefas cotidianas, pode saber que sua fase fértil iniciou quando sente uma sensação de umidade ou molhada ou escorregadia e observa o fluxo mucoso que no início  é opaco e pegajoso e depois, pouco a pouco, se torna mais claro e elástico, e depois tanto a sensação , como a observação da presença do fluxo mucoso começa a regredir e a mulher volta novamente ao seu tempo infértil.

Este período de fertilidade, é também denominado como período ovulatório, pois num destes dias acontecerá a ovulação,que é a saída do ovo maduro da mulher e este ficará disponível para a fertilização menos que 24 horas. A mulher saberá reconhecer através do Método qual destes dias férteis é o sinal da ovulação.

Quando o casal quer evitar uma gravidez, deve abster-se de qualquer contato genital (e não corporal) nos dias reconhecidos como dias férteis (presença de sensação e observação do muco) e se desejar a gravidez devem manter o contato genital nestes dias férteis onde num destes dias ocorrerá a ovulação.

O Método da Ovulação é aplicável em todas as variações da fisiologia reprodutiva da mulher, tanto normal como patológica:1-Ciclos regulares; 2- Ciclos irregulares;  3-Ciclos não ovulatórios 4Amamentação; 5- A pré-menopausa;  6- Estresse ou tensão emocional; 7- Baixa fertilidade;

A mulher que deseja utilizar o Método de Ovulação Billings é instruída para não fazer qualquer investigação interna na vulva. Ela é instruída a ficar atenta, durante todo o dia, às mudanças de sensação na vulva. Esta observação valiosíssima pode ser feita a qualquer hora e em qualquer lugar. Quando for conveniente, a mulher faz sua observação visual, caso haja quantidade de muco para ser vista.

A mulher é instruída a partir de suas observações  para anotar num gráfico, usando as suas próprias palavras para descrever as observações, as sensações e o que acha necessário para o seu bom entendimento dos seus períodos férteis. A mulher sem instrução poderá utilizar as cores para identificar os períodos do seu ciclo menstrual.

É evidente que o Método da Ovulação Billings é uma filosofia tanto quanto uma técnica e que as instrutoras têm uma motivação básica para ajudar casais a viverem juntos em harmonia e a obterem grande felicidade em razão de sua relação sexual física.

Via ser Mulher (canção nova)

Maria, modelo de fé e de unidade

Confira trecho da pregação da cofundadora da Comunidade Shalom, Emmir Nogueira, sobre “Maria, modelo de fé”. Aqui, Emmir propõe uma reflexão sobre Nossa Senhora presente na Igreja que nasce e dá seus primeiros passos, após a Páscoa de Jesus e o Pentecostes.

Nossa Senhora continua o seu itinerário de fé. Ela, que viveu como Esposa do Espírito e, evidentemente, nunca deixa de ser, que viveu como Porta do Céu e, evidentemente, nunca vai deixar de ser, passa agora a ter um papel único de unificadora.

A Esposa do Espírito agora é chamada como mãe a unificar uma igreja medrosa, que corre um para cada lado, que se tranca no Cenáculo, que um vai, o outro fica, os outros se escondem. Ela é chamada a ser agora essa figura de unidade. Ela recebeu a humanidade aos pés da Cruz. Isso serve para todos nós que estamos aqui, se foi aos pés da Cruz que recebemos nossa missão e vocação. Quem recebe essa missão e essa vocação aos pés da Cruz, recebe junto com ela a graça de vivê-la, de levar os outros a viverem.

Aos pés da Cruz, a humanidade e os discípulos de Jesus foram entregues a Nossa Senhora e ela os recebeu pela fé, por um ato de fé e de amor, e de coerência com tudo aquilo que ela havia entendido ali, aos pés da Cruz da sua vida, sua vida que toma sentido, que se unifica, que tem agora um sentido novo, um poder novo de carregá-la, vamos dizer assim. Ela recebe aos pés da Cruz um mandato de ser mãe da Igreja e mãe da humanidade, ela recebe, com isso, a graça de promover a unidade. Ela, como que arregimenta aquele bando de medrosos, fujões, e os unifica na fé e na esperança. “Ele nos mandou vir para Jerusalém, vamos ficar em oração. Foi isso o que Ele mandou fazer. Vamos rezar. A promessa do Pai vai ser cumprida”.

Nossa Senhora, então, está pronta para promover a unidade, para fazer viver a unidade. É Pentecostes e é novamente Nossa Senhora que vai estar junto com eles quando for iniciada a evangelização. E essa mulher, Mãe de Deus, Mãe da Igreja, em Pentecostes, essa mulher que promove a unidade e envia à evangelização, é a Rainha da Paz, que na sua vida viveu o itinerário de preparação para nos assumir como filhos e que na sua vida e que no ponto de vista da nossa vocação*, viveu a contemplação, a unidade e a evangelização.

*A vocação Shalom

Emmir Nogueira

Transcrição: Irlanda Aguiar

Retiro da Grande Comunidade, outubro/2013

Via Com. Shalom

Mulher, um ícone da graça

“Que a exemplo de Maria, as mulheres e os homens se recordem da figura feminina como um ícone da graça e da beleza divina”

Uma das acusações preferidas dos detratores da Igreja reside na velha questão sobre a não admissão de mulheres ao sacerdócio. Não basta à mulher ser a escolhida para Mãe de Deus, não basta à mulher ser a primeira a anunciar a ressurreição de Cristo. Para eles, a humildade da Igreja de reconhecer a impossibilidade do sacerdócio feminino é autoritarismo e misoginia, enquanto que a arrogância da ideologia de gênero em modificar a própria natureza humana por claros fins ideológicos é vista como progresso e justiça. Não é preciso muito esforço para se perceber a falsidade ideológica desses discursos, mas, por outro lado, há ainda quem lhes dê atenção.

A lista dos postulantes da ordenação feminina é imensa. Versa desde os simples leigos aos teólogos, e, às vezes, até mesmo clérigos mais respeitados, sobretudo pela mídia liberal. Após a renúncia do papa, então, a balbúrdia em torno do assunto ganhou contornos há tempos não vistos. Tudo alavancado pela imprensa na ânsia de, possivelmente, arrancar do novo pontífice o indulto para suas pretensões. A coisa ficou ainda mais estapafúrdia depois de a polícia italiana – corretamente, vale frisar – ter detido uma “sacerdotisa” excomungada que protestava na Praça de São Pedro, nesta quinta-feira, 07/03, pelo “direito” das mulheres serem ordenadas.

Não é preciso dizer que a discussão sobre a ordenação de mulheres é um caso encerrado para a Igreja Católica. O Beato João Paulo II, durante uma das cerimônias mais solenes de seu pontificado, foi muito incisivo quando afirmou “que a Igreja não tem absolutamente a faculdade de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres, e que esta sentença deve ser considerada como definitiva por todos os fiéis da Igreja”. As pessoas que ainda insistem em discutir essa questão não devem ser levadas a sério. Ainda mais quando se observa que esses clamores vêm precisamente de grupos que estão mais ligados a ideologias e partidarismos políticos que a própria fé cristã.

Mas, se ainda resta alguma dúvida quanto ao assunto, nada mais oportuno que recordar a Carta Apostólica Mulieris Dignitatem de João Paulo II sobre a dignidade e a posição da mulher dentro da Igreja. O beato lembra que um dos grandes escândalos de Jesus para os fariseus era, justamente, a sua forma de relacionar-se com as mulheres. “Ficaram admirados por estar ele a conversar com uma mulher” (Jo 4, 27). Isso é o suficiente para fazer cair por terra a hipótese surreal de que Cristo não teria conferido a ordenação para as mulheres por ter se adaptado aos costumes da época. Não se adaptar aos costumes farisaicos foi justamente o que rendeu a Cristo a sua crucificação. Ora, se fosse do Seu intuito criar o sacerdócio feminino Ele o teria feito.

Um outro aspecto importante a ser ressaltado é a maneira como alguns grupos feministas, os quais, se dizendo defensores dos direitos das mulheres pretendem ser os porta-vozes de todas.Será que as mulheres se vêem representadas por esses grupos? A resposta é não. Eles, de maneira alguma representam os anseios, a moralidade e os costumes da maioria das mulheres espalhadas pelo Brasil e pelo mundo. Seu modo de agir, sua forma de protestar também não. Ou alguém ousará dizer que uma mulher que sai à rua seminua com faixas escandalosas nas quais ela mesma se define como “vadia” está defendendo a dignidade feminina?

O feminismo extremista, radicado nos últimos anos nas despudoradas “Marchas das Vadias”, não só deturpou a imagem da mulher, como também a do homem. O resultado disso pode ser visto em cenas degradantes como as ocorridas na Universidade de São Paulo recentemente, em que mulheres e rapazes nus se enfrentavam por causa de uma festa para calouros. Através da ideologia de gênero, a dignidade de ambos os sexos é posta abaixo de qualquer padrão de decência, ao mesmo tempo em que relações sem vínculos definitivos, promiscuidade e orgias são elevadas ao grau das grandes virtudes, as quais todos devem almejar. Sem mencionar ainda as indefensáveis bandeiras pelas quais esses grupos lutam, como por exemplo, a legalização do aborto e o controle da natalidade.

A teologia católica, por outro lado, sempre viu na mulher o tesouro da pureza e da santidade, da qual podia-se haurir o genuíno significado da dignidade humana. Não é por menos que a Igreja durante séculos incentivou o uso do véu, pois os cristãos cobrem aquilo que é santo. Santa Joana D´Arc, Santa Gianna Beretta, Santa Catarina de Sena e Santa Terezinha do Menino Jesus são alguns modelos da coragem, piedade e docilidade feminina, virtudes tão belas e ao mesmo tempo, tão difíceis de se encontrar, sobretudo nos últimos decênios.

Soma-se a tudo isso, a figura da Virgem Santíssima, a reunião de todas as graças em uma só criatura. Ela que é o espelho da justiça e o refúgio dos pecadores. A mãe de misericórdia que tem os olhos voltados para todos, sem distinção. A ave estrela do mar, a porta do céu. Aquela que avança como aurora e que traz aos cegos a luz. Mãe e Virgem destemida. Bem-aventurada por todas as gerações. Quem ousará dizer que nela não habita a verdeira liberdade e dignidade da mulher? Quem poderá lhe imputar a chaga da opressão? Quem se atreverá a levantar contra ela os horrores de uma vida infeliz por sua dócil e, não menos corajosa, submissão à vontade do Pai? Quem dirá que ela é menor perante Deus por não trazer no corpo o manto negro de uma veste sacerdotal? Quem?

Que a exemplo de Maria, as mulheres e os homens se recordem da figura feminina como um ícone da graça e da beleza divina.

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

A Importância da mulher na família

A mulher foi a última criação de Deus. Não para ser a última, mas para dar sentido e vida a tudo o que Ele fez.

A Bíblia tem belas palavras sobre a grandeza da mulher para o esposo e para os filhos:

“Feliz o homem que tem uma boa mulher, pois, se duplicará o número de seus anos. A mulher forte faz a alegria de seu marido, e derramará paz nos anos de sua vida. É um bom quinhão uma mulher bondosa; no quinhão daqueles que temem a Deus, ela será dada a um homem pelas suas boas ações. Rico ou pobre, (o seu marido) tem o coração satisfeito, e seu rosto reflete alegria em todo o tempo” (Eclo 26, 1-7).

“A graça de uma mulher cuidadosa rejubila seu marido, e seu bom comportamento revigora os ossos. É um dom de Deus uma mulher sensata e silenciosa, e nada se compara a uma mulher bem-educada. A mulher santa e honesta é uma graça inestimável; não há peso para pesar o valor de uma alma casta. Assim como o sol que se levanta nas alturas de Deus, assim é a beleza de uma mulher honrada, ornamento de sua casa. Como fundamentos eternos sobre pedra firme, assim são os preceitos divinos no coração de uma mulher santa”. (Eclo 26, 16-24).

Por outro lado, uma mulher má é a tristeza de seu esposo:  “Uma mulher ciumenta é uma dor de coração e um luto. A língua de uma mulher ciumenta é um chicote que atinge todos os homens. Uma mulher maldosa é como jugo de bois desajustado; quem a possui é como aquele que pega um escorpião”.(idem)

A mulher foi a última criação de Deus. Não para ser a última, mas para dar sentido e vida a tudo o que Ele fez; é o coroamento da Criação, o ápice.  Ela foi criada sobretudo para gerar, proteger  e preservar a vida, sempre, de qualquer ameaça.

O Mahatma Ghandi, falando da mulher, disse que: “As mulheres são as guardiãs por excelência de tudo o que é puro e religioso na vida. Se a não violência é a lei da nossa existência, o futuro do mundo está nas mãos da mulher. O sexo feminino é mais nobre, pois ainda hoje significa a encarnação do sacrifício, do sofrimento silencioso, da humildade, da fé e da responsabilidade. O homem ganha o pão. A mulher o guarda e distribui. É preciso tanta coragem para cuidar da casa e mantê-la em ordem quanta para defendê-la dos ataques do exterior”.

O Papa Pio XII, em 11/3/1942, fez um belo discurso intitulado “A esposa, o sol da família”, falando da grandeza da mãe e da esposa no lar e na sociedade, disse que: “A família tem o brilho de um sol que lhe é próprio: a esposa… Realmente a esposa e mãe é o sol da família. É o sol por sua generosidade e dedicação, pela disponibilidade constante e pela delicadeza e atenção em relação a tudo quanto possa tornar agradável a vida do marido e dos filhos. Irradia luz e calor do espírito.

A esposa é o sol da família pela limpidez do seu olhar e o calor de sua palavra. Com o seu olhar e sua palavra penetra suavemente nas almas, acalmando-as e conseguindo afastá-las do tumulto das paixões. Traz o marido de volta à alegria do convívio familiar e lhe restitui a boa disposição, depois de um dia de trabalho ininterrupto e muitas vezes esgotante, seja nos escritórios ou no campo, ou ainda nas absorventes atividades do comércio ou da indústria.

A esposa é o sol da família por sua natural e serena sinceridade, sua digna simplicidade, seu distinto porte cristão; e ainda pela retidão do espírito, sem dissipação, e pela fina compostura com que se apresenta, veste e adorna, mostrando ao mesmo tempo reservada e amável. Sentimentos delicados, agradáveis expressões do rosto, silêncio e sorriso sem malícia e um condescendente sinal de cabeça: tudo isto lhe dá a beleza de uma flor rara mas simples que, ao desabrochar, se abre para receber e refletir as cores do sol. Ah, se pudéssemos compreender como são profundos os sentimentos de amor e de gratidão que desperta e grava no coração do pai e dos filhos semelhante perfil de esposa  e de mãe!

Prof. Felipe Aquino