O que é Mariologia?

MARIOLOGIA, ESTUDO ATUAL
No contexto atual, os cristãos, que buscam viver seu cristianismo de maneira consciente e responsável, sentem a necessidade de conhecer melhor a figura e a missão de Maria, a Mãe de Jesus Cristo. Por isso, procuram aprofundar seus conhecimentos pelo estudo das Sagradas Escrituras, da Tradição e da doutrina da Igreja, da teologia e de outras formas científicas de análise da fé.

mariologia
A veneração da Virgem Maria está presente na vida da Igreja, tanto na piedade popular como no culto oficial. É “um fato eclesial relevante e universal. Ela brota da fé e do amor do povo de Deus para com Cristo, Redentor do gênero humano, e da percepção da missão salvífica que Deus confiou a Maria de Nazaré, através da qual a Virgem não é somente Mãe do Senhor e do Salvador, mas também, no plano da graça, a Mãe de todos os homens” (Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, nº. 183).
Quando os cristãos, que estão imbuídos da veneração mariana, desejam compreender bem as verdades da fé, experimentam o dever e a urgência de considerar e refletir sobre a pessoa e o lugar de Maria no projeto de Deus e na vida da Igreja. Com razão buscam aprender a mariologia, disciplina valorosa e importante na caminhada da comunidade cristã.
Mariologia
O QUE É MARIOLOGIA?
A formulação da palavra “mariologia” foi feita pelo siciliano Plácido Nigido, que usando o nome de seu irmão Nicolau publicou, em Palermo, no ano de 1602, a sua obra mariana. “Mariologia” é um termo grego, que significa “discurso” ou “estudo” de Maria.
A mariologia é a parte da teologia que estuda a figura, o mistério, a missão e o significado de Maria na história da salvação. É “a ciência teológica que investiga, esclarece e aprofunda a presença atuante de Nossa Senhora no mistério de Cristo e da Igreja” (Ir. Aleixo Maria Autran, marista e escritor mariano).
Paulatinamente, os cristãos, que têm sede de compreender melhor os fundamentos de sua fé, vão descobrindo a importância e o valor da mariologia, realizando estudos em seus grupos, comunidades, centros culturais, academias, associações, institutos e faculdades.
ORIENTAÇÕES DO CONCÍLIO VATICANO II
O próprio Concílio Vaticano II (1962-1965) incentivou e orientou o estudo da mariologia, expondo bases sólidas e diretrizes seguras.
Na Constituição Dogmática “Lumen Gentium”, que trata da Igreja, o Concílio recomendou aos “os teólogos e pregadores da palavra divina a que na consideração da singular dignidade da Mãe de Deus se abstenham com diligência tanto de todo o falso exagero quanto da demasiada estreiteza de espírito. Sob a direção do Magistério cultivem o estudo da Sagrada Escritura, dos Santos Padres e Doutores e das liturgias da Igreja para retamente ilustrar os ofícios e privilégios da Bem-aventurada Virgem que sempre levam a Cristo, origem de toda verdade, santidade e piedade” (LG no. 67).

Academia Marial do Santuário Nacional, clique e conheça.
Ao mesmo tempo em que insiste, com diligência e abertura, na atitude de diálogo ecumênico, o Concílio faz saber aos cristãos que “a verdadeira devoção não consiste num estéril e transitório afeto, nem numa certa vã credulidade, mas procede da fé verdadeira pela qual somos levados a reconhecer a excelência da Mãe de Deus, excitados a um amor filial para com nossa Mãe e à imitação das suas virtudes” (LG no. 67).
Conscientes das orientações do Concílio, os cristãos assumem o estudo da mariologia com solicitude, seriedade, método, perseverança e ternura, esclarecendo e aprofundando seu conhecimento, sua reflexão e sua cultura. De maneira didática, o estudo, que se baseia nas Sagradas Escrituras e considera o contexto atual, abrange a tradição e vida da Igreja, a história da mariologia, a compreensão dos dogmas marianos, a reflexão teológica e cultural, o diálogo ecumênico e inter-religioso, o culto e piedade do povo, a aproximação com as ciências humanas e a missão dos cristãos na Igreja e na sociedade.
MARIOLOGIA NO CONJUNTO DA FÉ CRISTÃ
A mariologia há estar sempre integrada no conjunto da fé cristã. “O estudo da mariologia não é e jamais poderia ser uma reflexão isolada. É preciso evitar apresentações unilaterais da figura e da missão de Maria. Há necessidade de ligá-la aos estudos de cristologia, eclesiologia, pneumatologia, antropologia, escatologia etc.” (Dom Murilo S. R. Krieger, bispo e escritor mariano).
A mariologia ilumina e orienta a vida e missão dos cristãos. Não é uma ciência fechada em si mesma, presa em seus conceitos e formulações. Ao contrário, constitui um estudo teológico que ajuda os devotos em sua caminhada humana e espiritual. Iluminada pela mariologia e desenvolvida por uma dinâmica pastoral mariana, a piedade para com a Virgem Maria tem uma “grande força pastoral e constitui uma força inovadora dos costumes cristãos” (Paulo VI. Exortação Apostólica “Marialis Cultus”, nº. 31).
O estudo de mariologia ajuda os cristãos a renovarem e a aprofundarem o seu culto autêntico para com a Mãe do Salvador. O próprio Papa Paulo VI insiste na necessidade desta renovação mariana, dizendo que a “veneração dos fiéis pela Mãe de Deus tem revestido, de fato, formas diversas, de acordo com as circunstâncias de lugar e de tempo, com a distinta sensibilidade dos povos e com as suas diferentes tradições culturais. Disso resulta que, sujeitas ao desgaste do tempo, essas formas em que se expressa a piedade se apresentam necessitadas de uma renovação, que permita substituir nelas os elementos caducos, precisam valorizar os perenes e incorporar os novos dados doutrinais adquiridos pela reflexão teológica e propostos pelo magistério eclesiástico” (Exortação Apostólica “Marialis Cultus”, nº. 24).
ESTUDO E ESPIRITUALIDADE

“Mariologia” é um termo grego, que significa “discurso” ou “estudo” de Maria.
É de fundamental importância que o estudo de mariologia seja feito em clima de espiritualidade, inspirando e favorecendo a oração dos cristãos. Teólogo franciscano, São Boaventura (1221-1274) já recomendava: “Ninguém creia que basta a leitura sem a unção, a especulação sem o estupor, a pesquisa sem o exultamento, a atividade sem a piedade, a ciência sem a caridade, a inteligência sem a humilde, o estudo sem a graça divina, o perscrutar sem a sabedoria da inteligência divina” (Itinerarium Mentis in Deum, Prologus 4,53).
Por outro lado, o estudo da mariologia deve favorecer o cristão a adquirir uma sólida e ardorosa espiritualidade mariana. O estudioso não pode reduzir suas reflexões marianas a um conjunto de conceitos intelectuais bem expressos. Precisa unir o esforço mental com a prática espiritual, sem cair tanto no racionalismo como no sentimentalismo. Estudando a mariologia, procura também inspirar sua vida nas atitudes e virtudes de Nossa Senhora, querendo seguir, com a Igreja, “as pegadas do itinerário percorrido pela Virgem Maria, a qual avançou na peregrinação da fé, mantendo fiel a união com seu Filho até a cruz” (João Paulo II. Carta Encíclica “Redemptoris Mater”, nº. 2).
A formação do cristão na mariologia deve ser sempre completa, integrando bem e de forma harmoniosa o estudo, o culto e a vivência. Para isso, é imprescindível que ele adquira um conhecimento abrangente e exato da doutrina que a Igreja tem sobre a Mãe de Jesus. É preciso também que nutra um amor verdadeiro à Mãe de Deus, cultivando a devoção mariana com conteúdos e expressões profundas e autênticas. Além disso, o devoto deve desenvolver a habilidade de comunicar os seus conhecimentos marianos aos outros com competência, cordialidade e sabedoria.
ROTEIRO DE ESTUDO DA MARIOLOGIA
Para estudar a mariologia, o cristão precisa perceber e analisar, com critérios e a ajuda das ciências humanas, a situação atual da Igreja, da sociedade e da cultura em relação à presença e ao significado da Mãe de Jesus. Existem vários livros e revistas que mostram como os nossos contemporâneos se relacionam com a figura de Nossa Senhora.
Outro passo imprescindível do estudo de mariologia é a leitura e a meditação da Bíblia. A Sagrada Escritura é a alma e a base da formação mariana. Com ajuda de publicações de obras de exegese, o devoto pode conhecer e estudar a figura e a presença de Maria nos textos bíblicos. Nós encontramos a Mãe de Deus sempre “junto de Cristo, unida a Ele e à sua Igreja. A Palavra de Deus nas Escrituras (Antigo e Novo Testamento), lida e interpretada pela Igreja, é fonte do nosso culto de veneração, amor filial e imitação da Virgem Maria” (Ir. Aleixo Maria Autran).
Realizando sua formação mariana, o cristão deve levar em conta a tradição da Igreja, estudando os fatores, os desdobramentos e as contribuições referentes à doutrina e ao culto da Virgem Maria ao longo dos séculos. É importante aqui que estudar os documentos do magistério eclesiástico, os dogmas, as obras dos Padres da Igreja, os apócrifos, os escritores, os santos, a liturgia e piedade das comunidades.
Aprofundando e esclarecendo seus conhecimentos marianos, o cristão precisa do auxílio da teologia. Os leigos têm acesso ao estudo da teologia. “De uns tempos para cá, há algumas décadas já, o estudo da teologia, como ciência, deixou os ambientes restritos dos seminários e das casas de formação para se tornar um curso acessível a todos, não somente aos futuros padres e pastores, mas também aos leigos, religiosos, animadores de comunidade, e demais agentes de pastoral” (Antônio Mesquita Galvão, teólogo leigo e escritor). Existem vários cursos de mariologia, quer nos centros de teologia e nas comunidades, quer por correspondência. As editoras têm publicado muitos livros marianos, que trazem as reflexões dos teólogos.

 

Via: Portal A12

Anúncios

Conheça a história do jovem que se tornou católico após a JMJ

image

O rapaz se chama Eduardo da Silva Campos e tem 22 anos. Em 2013, se uniu aos milhões de jovens na praia de Copacabana, Rio de Janeiro, para participar da Jornada Mundial da Juventude, apesar de ser protestante. Ele nasceu no protestantismo e, por 19 anos, recebeu os ensinamentos referentes às duas denominações pelas quais passou.

“Nunca fui cristão ‘meia boca’, sempre ativo e atuante, desempenhava a função de segundo secretário da congregação, integrante do ministério de louvor e da mocidade (grupo de jovens). Foram anos maravilhosos, não tenho motivos para desmerecer minha experiência cristã ‘extra Ecclesiam’. Tenho somente uma tristeza por não ser católico há mais tempo”, disse Eduardo à equipe donoticias.cancaonova.com.

Na entrevista, o jovem fala ainda dos motivos que o levaram a participar da Jornada, sobre o cartaz que levantou na Missa de Envio e também como está sua vida após abraçar a fé católica.

Na Solenidade de Pentecostes de 2014, Eduardo recebeu o Sacramento do Batismo e da Eucaristia, na Arquidiocese do Rio de Janeiro. O jovem deve receber o Sacramento da Crisma neste ano.

Confira a íntegra:

Como soube da JMJ? Quando e por que decidiu participar do evento?

“Fiquei sabendo da JMJ por meio de propagandas televisivas e comentários de ex-alunos católicos.”

De quais atividades você participou na Jornada? O que mais chamou sua atenção?

“Por estar trabalhando durante o período da JMJ, só pude comparecer na vigília no sábado e no domingo. Participei de todos os momentos nesses dois dias, desde a adoração ao Santíssimo até a Santa Missa de envio. Não tinha noção de nada do que estava acontecendo, todavia a beleza da unidade e da liturgia me encantavam. Dormi na praia, rezei com as pessoas, chorei bastante. Foi um momento sublime!”

Você exibiu um cartaz onde se dizia “evangélico”, mas também reconhecia o Ministério Petrino de Francisco. O que motivou a iniciativa do cartaz e o que o levou a enxergar o Papa desta forma, apesar de ser protestante?

“Tudo isso começou com Bento XVI, o Magno. Por meio de sua renúncia, todo o alvoroço em volta da renúncia e eleição de um Sumo Pontífice, chamou-me a atenção. Comecei então a pesquisar sobre a Igreja, o papado, sua missão, desde quando existe e qual é o motivo. Quanto mais procurava, mais dúvidas surgiam e a Igreja com seus documentos saciavam minhas dúvidas e anseios, coisa que no protestantismo não acontecia. A passagem do Evangelho de São Mateus 16,18 fixou na minha cabeça: “Também eu e digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja, e as portas do Hades nunca prevalecerão contra ela”. Nesse momento, ao ler essa passagem, entendi quem era o Papa: Pedro.”

Durante a Jornada, pensou em mudar de Igreja?

“Não. Queria tão somente conhecer a Igreja Católica por meio dos meus olhos e não por meio dos outros.”

E sobre sua experiência com o Papa Francisco, durante o evento…

“Foi  uma experiência ímpar! O Santo Padre passou por mim numa distância de cinco metros e fiquei arrepiado. Tive a oportunidade de me unir àquele povo que, emocionado, escutava a voz do pastor.”

Quanto aos muitos jovens católicos com os quais pôde se encontrar, como foi a experiência?

“Foi fantástica! Como eu estava com a camisa da JMJ, passei despercebido em alguns momentos (rsrs), porém sempre perguntavam o que estava carregando; então, eu mostrava o cartaz e todos ficavam admirados. Fui muito bem acolhido, todos me trataram muito bem.”

O que ficou da Jornada no seu coração?

“A concretização da unidade da Igreja perante meus olhos. Vi e vivi a Igreja em comunhão, diversidade de culturas, raças, países. Todos professando uma só fé, um só batismo, um só Senhor em sua Igreja Una e Santa. É a unidade na diversidade! Impagável!”

Quando se deu o “start” para sua conversão ao catolicismo?

“Como disse anteriormente, comecei a gostar da Igreja quando comecei a estudar sobre ela. Isso foi na época da renúncia do Santo Padre Bento XVI, hoje emérito. Acompanhei o conclave, vibrei com a eleição do novo Papa, nosso amado Papa Francisco, defendia a Igreja em alguns debates mesmo sendo protestante. Daí defino essa fase como ‘pré-start’ da conversão. As aulas do Padre Paulo Ricardo e o grupo do Facebook Escolástica da Depressão (EDD) me ajudaram muito. Muitas dúvidas, muitas perguntas, todas sanadas, todas respondidas com misericórdia. O ‘start’ se deu após a JMJ, quando ficava relembrando todo aquele momento, as experiências, as coisas que foram ditas por aquele povo.”

Como se deu o processo de transição? 

“Deu-se após a JMJ, quando ficou aquele gostinho de ‘quero mais’. A ‘liturgia’ (se é que podemos dizer assim) do culto protestante não me atraía mais. Eu já tinha me apaixonado pela liturgia latina, pela Missa e sua sincronia, organização, pelo latim (eu assistia Missas no YouTube, mas sem saber que eram na forma extraordinária), pelos paramentos (que até então  chamava de ‘roupas de padre’, pelo erguer da hóstia e do cálice. Era belíssimo aos meus olhos, parecia que tinha descoberto um tesouro.

Com isso, questionava-me o tempo todo, perguntava-me por qual motivo o pastor não usava aquelas ‘roupas de padre’, não tinha um altar na igreja, não tinha uma Tradição (sim, uma Tradição com “T” maiúsculo. Minha igreja até então não tinha nada que se ligasse com os santos apóstolos). Perguntava-me também: ‘Se Pedro está lá, por que estou aqui?’. Foi uma fase, como sempre digo, de muitas perguntas. Todavia, foi uma fase boa, na qual fui vendo que a Igreja, que outrora era um monstro, era na verdade minha verdadeira casa.”

Sua família e amigos, como reagiram à sua conversão?

“Foi turbulento! É até complicado entrar em detalhes. Não aceitaram de início (e com certeza não aceitam até hoje), tivemos brigas feias, muitas vezes troca de ofensas, mas com o tempo tudo se acalmou. Hoje, temos uma relação muito boa de amizade e fraternidade. Claro que eles aguardam ansiosamente o dia que eu ‘volte’, mas minha fé está bem enraizada e bem sei em quem tenho crido.”

E como foi sua chegada na Igreja Católica?

“O povo católico é um povo diferente, pois todo mundo é irmão de todo mundo. Não há distinção; é só chegar que esse povo estará de braços abertos. De início fui acolhido pelo Pe. Jorge Bispo, da paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Santa Cruz no Rio de Janeiro, posteriormente comecei a frequentar a Antiga Sé, minha atual paróquia. Os padres sempre muito acolhedores, verdadeiros pastores. O povo de Cristo é extraordinário, sempre caridoso (e curioso), acolheu-me com todo zelo possível. Houve também pessoas que se incomodaram com minha presença, todavia, Deus sempre interveio nessas situações.”

Como você vive sua fé hoje em dia? Tem dificuldades quanto à doutrina, hierarquia ou a Tradição católica?

“Minha fé, hoje em dia, é tão natural quanto a luz do sol que ilumina a face da Terra. Não tenho nenhuma dificuldade com a doutrina, hierarquia ou a Tradição. Sem a fé católica sou incompleto!”

Como é sua relação com a Virgem Maria? Foi uma aproximação fácil?

“Hoje, é uma relação normal de Mãe e filho. Logo que me converti, senti a vontade de rezar o terço. Fui numa loja e uma senhora me presenteou com um terço e um livrinho ensinando a rezá-lo. Ao rezá-lo no ônibus, indo para casa, senti uma presença muito forte, um arrepio intenso e uma vontade de chorar. Mas confesso que, a cada Ave-Maria, eu, em pensamento, dizia a Deus: ‘Senhor, se porventura eu Vos ofender, perdoe-me. Não quero pecar contra Ti’. Depois, com o tempo, as coisas se assentaram”.

Quais são seus planos para o futuro?

“Meus planos para o futuro… Bem, estou participando do GVA (Grupo Vocacional Arquidiocesano) aqui no Seminário São José. Acho que meu futuro dependerá do resultado desse discernimento. Contudo, peço aos irmãos que se lembrem de mim em suas orações diárias, nos terços e nas Missas. Que coloquem a mim e a minha família nessas intenções, entregando o meu futuro e o da minha família nas mãos de Deus.”

Via: Canção Nova

Tudo por Jesus, nada sem Maria.

Jesus fez tudo através de Nossa Senhora. Ele veio ao mundo por ela; ela lhe deu a natureza humana que fez do Verbo encarnado o sumo Sacerdote. Ela foi o paraíso do novo Adão, como disse S. Luiz de Montfort; ela o embalou em seus braços; ensinou-o a andar, falar, rezar e o preparou para a grande missão de Salvador da humanidade.

Por Maria Ele foi levado ao Egito, para fugir da fúria diabólica de Herodes, e ali o protegeu.

Por Maria, Jesus começou os seus milagres, nas bodas de Canã da Galileia; a seu pedido, “quando ainda não havia chegado a sua hora.”

Maria o acompanhou em sua missão redentora e chegou até o Calvário com Ele.

Ninguém cooperou mais do que Maria com o Senhor na obra da salvação da humanidade. Por isso ela mereceu a glória da Assunção ao céu de corpo e alma. No céu ela continua a sua missão de Mãe dos viventes.

Jesus quis dá-la a nós aos pés da cruz, para ser a nossa Mãe espiritual. Na cruz, agonizando, com lábios de sangue, antes de “entregar o espírito ao Pai”, Ele nos fez filhos de Sua Mãe. Olhou para o discípulo (João) que tanto amava e disse: “Eis aí a tua Mãe.” E o apóstolo João a “levou para a sua casa.” (Jo 19,27)

Maria foi a última dádiva que Jesus nos deixou.

Rejeitá-la como Mãe seria, pois, terrível, seria o mesmo que dizer a Jesus: “Eu não quero receber a Tua Mãe para minha Mãe.” Sem dúvida esta recusa seria para Jesus pior do que aquela última estocada da ponta da lança no Seu divino coração; pior do que aquelas afrontas, daqueles tapas no rosto, pior do que os açoites e espinhos que Ele recebeu…

Seria uma insana ousadia recusar a Sua Mãe, para nossa Mãe. “Eis aí a tua Mãe.”

Por amor a Jesus, leve-a você também para a tua casa e Ela conquistará todas as graças de que você precisa para viver como Deus quer.

Se Jesus deixou-nos a Sua Mãe para nossa Mãe, é porque isto é necessário para a salvação de cada um de nós. Este gesto não foi apenas um carinho a mais para conosco; foi uma grande necessidade.

Grandes santos e doutores da Igreja, como S. Bernardo, Santo Afonso de Ligório, e outros, afirmam que: “Maria é necessária para a nossa salvação.”

S. Luiz de Montfort nos pergunta: Se Deus, que é onipotente, e portanto não precisava dela para salvar o mundo, e no entanto, quis precisar dela, será que você é tão orgulhoso que acha que pode se salvar sem o seu auxílio?

Só Jesus é o Salvador (At 4,12). Sabemos que só Jesus é “o único Mediador entre Deus e os homens” (1Tm 2,5), e nenhuma mediação é válida sem a de Jesus; mas Deus quis que Maria fosse uma mediadora “subordinada”. Ela é a grande Auxiliadora dos Cristãos; Aquela que nos leva à fonte da salvação, Jesus.

Ela é a mediadora de todas as graças, através de Jesus, não em paralelo, não de maneira substitutiva. A mediação de Maria, ensina o Concílio Vaticano II, valoriza ainda mais a mediação de Jesus.

Se Jesus quer precisar de nós para salvar o mundo, quanto mais Ele não quer precisar de Maria!

Se foi por Ela que Jesus veio a nós, então, dizem os santos, é também por Ela que devemos ir a Jesus.

A Igreja já cansou de ensinar que, em nada, a mediação de Maria substitui a única e indispensável Mediação de Jesus; é apenas uma mediação subordinada, auxiliar, materna.

Depois que o demônio consegue fazer alguém escravo do pecado, em seguida trabalha arduamente para afastá-lo de Maria, pois sabe que Ela é o Refúgio dos pecadores; isto é, aquela que poderá convencê-lo a deixar o pecado e voltar à fonte da graça.

Infelizmente, muitos trazem no coração uma certa rejeição a Maria, como se ela fosse uma “rival” de Jesus. É tentação! É uma forte tentação! Jesus continua a nos dizer hoje: “Eis aí a tua Mãe!” Leve-a para casa

 

Via Aleteia

Milagre da Virgem de Guadalupe contra o aborto

No fim de uma Missa oferecida as crianças abortadas na Basílica de Guadalupe, um fotografo registrou um milagre na venerada túnica do índio Juan Diego onde está estampada milagrosamente a imagem da Virgem. Formou-se uma luz brilhante que formava um embrião.

No La Porte Latine, da F.S.S.P.X, onde registrado o fato escreve que um perito estudou o brilho do negativo e confirmou que não podia ser alterado de forma alguma. Descobriu que não vem de reflexo de maquinas fotográficas, mas sai do interior da imagem literalmente de cor muito branca, intensa e bem pura. Vem do addômen da Virgem de uma forma de embrião humano.

No México, o aborto foi legalizado recentemente.

MILAGRE NA BASÍLICA DE NOSSA SENHORA DE GUADALUPE

 

(Resumo do comunicado, de 1º de maio de 2007, do Dr.Jean-Pierre Dickès, presidente da Associação Católica de Enfermeiros e Médicos)

Em 24 de abril, 2007, logo depois da decisão do México de legalizar o aborto:

Após a Missa celebrada na Basílica pelas criancinhas não nascidas, abortadas, quando muitos fiéis fotografavam o quadro da Virgem de Guadalupe, diante do qual uma multidão de peregrinos desfilam num tapete rolante, a imagem de Nossa Senhora començou a se apagar, enquanto uma luz intensa emanava do seu ventre, constituindo um halo brilhante tendo a forma de um embrião. Essa luz provinha realmente do ventre da imagem da Santíssima Virgem Maria e não era um reflexo, nem um artefato.

 

   

 

O engenheiro Luis Girault, que examinou a imagem, confirmou a autenticidade do negativo e especificou que não foi nem modificado nem alterado. Ele revelou que a luz não provinha de nenhum reflexo, mas saia literalmente do interior da imagem da Virgem. A luz era muito branca, pura e intensa, muito diferente dos clarões fotográficos habituais, produzidos pelos flashes. Esta luz era envolvida por um halo com a forma de um embrião. Examinando ainda mais precisamente esta imagem, distingue-se no interior do halo certas zonas de sombra que são características de um embrião humano no seio materno .

” Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem” esta é a nossa fé católica !

Já João Batista estremeceu no seio de sua mãe para saudar o Seu Senhor. Nossa Senhora de Guadalupe vem em socorro dos embriões não nascidos – ignorados dos legisladores – lembrando assim o Evangelho de Lucas (1, 1) : « Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus » (Somente a Igreja poderá se pronunciar formalmente sobre este acontecimento.)

As fotos foram enviadas do México pelo Pe.Luis Matos, superior da Comunidade des Béatitudes e este é um resumo de sua mensagem.

fonte: http://www.riodedeus.com/aconteceu.ht m

Carta de Irmã Lúcia sobre a terceira parte do segredo de Fátima exposta pela primeira vez.

Público – Já fez investigação em arquivos em várias partes do mundo, mas passar a porta do Arquivo Secreto da Congregação para a Doutrina da Fé, no Vaticano, foi diferente. “É imponente, aquelas paredes espessas que nos fazem desejar lá entrar, sabendo nós que há todo um conjunto de reservas muito rigorosas para ter acesso a este arquivo e às suas especialidades”, conta a docente da Universidade de Coimbra (UC), Maria José Azevedo Santos, que terá sido a primeira mulher leiga a ter acesso, com objectivos de investigação científica, ao documento escrito pela irmã Lúcia sobre a terceira parte do segredo de Fátima. É esse manuscrito que está agora exposto pela primeira vez ao público em Fátima, numa mostra intitulada Segredo e Revelação.

Com o aproximar do centenário, em 2017, das chamadas aparições de Fátima (1917), o Santuário decidiu promover uma reflexão em torno da terceira parte do segredo. Para isso, pediu autorização ao Vaticano para trazer até Portugal, e expor publicamente, o documento escrito em Tui a 3 de Janeiro de1944, quando Lúcia ainda era religiosa de Santa Doroteia.

A exposição Segredo e Revelação, que pode ser visitada na zona da Reconciliação da Basílica da Santíssima Trindade, põe em destaque as três partes do chamado segredo de Fátima – A visão do inferno, O imaculado Coração de Maria, A Igreja mártir – e mostra pela primeira vez o manuscrito relativo à terceira parte do segredo, aquele que esteve mais tempo guardado e que demorou mais tempo a ser revelado. O documento foi escrito em 1944, deu entrada no Arquivo Secreto da Congregação para a Doutrina da Fé a 14 de Abril de 1957 e o conteúdo só foi revelado ao microfone em Fátima a 13 de Maio de 2000, na cerimónia de beatificação de Francisco e Jacinta. O fio condutor da exposição é a interpretação teológica do segredo feita pelo cardeal Joseph Ratzinger, agora Papa emérito Bento XVI.

Guardado por muito tempo, o documento terá saído poucas vezes do Vaticano. Uma das vezes foi a pedido do então Papa João Paulo II, quando ainda estava na Policliníca Gemelli, depois do atentado de que foi vítima a 13 de Maio de 1981. Outra das vezes terá sido em 2000 quando o então secretário da Congregação da Doutrina da Fé se encontrou com Lúcia, em Coimbra, levando-lhe a carta e pedindo-lhe que também confirmasse que era autêntica.

Foi a pedido da diocese de Leiria-Fátima que Maria José Azevedo Santos esteve, entre 4 e 8 de Setembro, no Vaticano com a missão de analisar e atestar, do ponto de vista científico, a autenticidade do documento. O Papa Francisco autorizou a ida da docente ao arquivo, a investigadora pegou no manuscrito “com luvas”, analisou-o e emitiu para já um parecer oral favorável: é o documento escrito por Lúcia e muito provavelmente terá sido redigido com uma pena de aparo metálico, a tinta azul, numa folha de papel de carta, de quatro páginas, de cor bege, pautado (16 linhas). Mais tarde, a investigadora nas áreas da História Medieval, Ciências Documentais, História da escrita e Arquivos Históricos, irá fazer um estudo aprofundado sobre a carta.

“Já fiz investigação em muitos arquivos da América, da África, nacionais, e já vi muitos documentos e devo dizer que o que senti ao passar aquela porta do arquivo jamais será apagado da minha memória”, diz a especialista em Paleografia e Diplomática medievais, modernas, latinas e portuguesas. Apesar de garantir que tal não interfere com o trabalho científico que lá foi fazer, a professora admite que o facto de ser católica contribuiu para aumentar “o sentimento e a responsabilidade”.

Carta fez “correr rios de tinta”

“Foi uma emoção singular exactamente porque se trata de um autógrafo [documento escrito na íntegra pelo autor] muito especial. Fala-se tanto em Património da Humanidade, aqui temos um exemplo sem ser declarado. Não é preciso declarar, este documento é património da Humanidade, não é dos católicos, não é dos ortodoxos, é da Humanidade”, defende a docente que pertence também à Comissão Histórica do processo de beatificação e canonização da irmã Lúcia.

Apesar de poder ter havido vigilantes e restauradores com eventual acesso ao documento, Maria José Azevedo Santos terá sido a primeira mulher leiga com a missão de o analisar: “Para os objectivos que me foram atribuídos, com este encargo de carácter científico fui realmente a primeira mulher leiga a ter acesso directo ao documento, isso é verdade”, diz a catedrática da faculdade de letras que já foi directora do arquivo da UC e, até hoje, também a única mulher a ocupar o cargo.

A exposição que pode ser visitada em Fátima inclui fotografias e outros documentos, como aquele que foi escrito também por Lúcia sobre as duas primeiras partes do segredo. Faz ainda alusão aos interrogatórios a que foram sujeitos Francisco, Jacinta e Lúcia, depois das alegadas aparições. Existe ainda referência a relatos e artigos da época sobre o fenómeno solar que terá ocorrido em Fátima a 13 Outubro de 1917.

Apesar de admitir que também é católico e que acredita na mensagem de Fátima, o comissário da exposição, Marco Daniel Duarte, doutorado em História de Arte pela UC e director do Museu do Santuário de Fátima, defende que o documento relativo à terceira parte do segredo “extrapola a dimensão religiosa, porque tudo o que é religioso faz parte da cultura humana e torna-se elemento ligado à cultura”: “É um dos documentos mais ansiados ao longo do século XX, é importante não só para o mundo católico mas culturalmente. Alguns preconceitos ideológicos podem levar à tendência de não dimensionar o valor que esta peça tem. Esta folha de papel fez correr rios de tinta ao longo do século XX”, defende. E acrescenta: “Como cientista social também me interessa perceber o que motiva, o que gera movimentos de massas. O debate ideológico nunca cessará e isso é lícito. O que não me parece lícito é desvalorizar o fenómeno, não o interpretando com as ferramentas que cada tempo tem”.

Mesmo Ratzinger, diz o comissário, com “o coração alemão e o rigor teológico” que lhe são conhecidos, “diz que Fátima tem algo de especial”: “O teólogo mais racional, ao olhar para este tema, converte-se”, nota.

De uma forma geral, a primeira parte do segredo descreve uma visão do inferno e a segunda pede “devoção” ao imaculado coração de Maria e a conversão dos regimes ateus, referindo-se em particular o caso da Rússia. A terceira parte descreve um “bispo vestido de branco” que é morto. Se João Paulo II pediu para ver o documento depois do atentado de que foi vítima e considerou que foi “uma mão materna que guiou a trajectória da bala” – hoje incrustada na coroa da imagem de nossa senhora de Fátima, na Capelinha das Aparições -, Ratzinger não pessoaliza a visão profética, estendendo-a antes a todos os papas. Inaugurada a 30 de Novembro, a exposição tem entrada livre e pode ser visitada até 31 de Outubro, todos os dias, das 9h às 19h. Até agora, já contou com 10.156 visitantes.

O papa Francisco e o cardeal Pironio

Desde a eleição do cardeal Jorge Mario Bergoglio como sucessor de São Pedro, muitos se interessaram pela sua história como jesuíta e pelo porquê da escolha do nome Francisco.

 

Houve outras pessoas no contexto eclesial da Argentina, como o servo de Deus cardeal Eduardo Francisco Pironio (1920-1998), também argentino e filho de imigrantes italianos, que a tal ponto se entusiasmaram com o mundo franciscano que, muitas vezes, viajavam até a Porciúncula de Assis para rezar e se confessar. Isto nos dá uma boa pista sobre o santo padre Francisco.

Na oração a Maria que reproduzimos abaixo, composta por Pironio, encontram-se muitos elementos comuns com a espiritualidade do papa Francisco. Aliás, o texto poderia facilmente ser atribuído ao atual pontífice.

Oração a Nossa Nossa Senhora da América

Virgem da esperança, Mãe dos pobres, Senhora dos que peregrinam, ouve-nos.

Hoje te pedimos pela América, o continente que visitas de pés descalços, oferecendo-lhe a riqueza do Menino que trazes no colo.

Um Menino pobre, que nos torna ricos. Um Menino escravo, que nos torna livres.

Virgem da esperança: a América desperta. Sobre as suas colinas desponta a luz de uma nova manhã.

É o dia da salvação que se aproxima. Sobre os povos que andavam nas trevas, brilhou uma grande luz. Essa luz é o Senhor que tu nos deste, há tanto tempo, em Belém, à meia-noite.

Queremos caminhar na esperança. Mãe dos pobres, há muita miséria entre nós. Falta o pão material em muitas casas. Falta o pão da verdade em muitas mentes. Falta o pão do amor em muitos homens. Falta o Pão do Senhor em muitos povos. Tu conheces a pobreza e a viveste.

Dá-nos alma de pobres para ser felizes, mas alivia a miséria dos corpos e arranca do coração de tantos homens o egoísmo que empobrece.

Senhora dos que peregrinam, somos o Povo de Deus na América. Somos a Igreja que peregrina rumo à Páscoa.

Que os bispos tenham um coração de pai. Que os sacerdotes sejam os amigos de Deus para os homens. Que os religiosos mostrem a alegria antecipada do Reino dos Céus. Que os leigos sejam perante o mundo testemunhas do Senhor ressuscitado.

E que caminhemos juntos, com todos os homens e mulheres, compartilhando angústias e esperanças. Que os povos da América avancem para o progresso pelos caminhos da paz na justiça.

Nossa Senhora da América: ilumina a nossa esperança, alivia a nossa pobreza, peregrina conosco rumo ao Pai. Amém.