Polêmica: os homossexuais não podem ter direito a ser sacerdotes?

A resposta é taxativa: não. Aliás, nem os heterossexuais. Ser sacerdote não é um direito. E tem mais coisa que você precisa saber

De vez em quando, surge na mídia algum caso de sacerdote homossexual que levanta a bandeira dos chamados “direitos gays”, incluindo entre eles o “direito ao sacerdócio”.

Para começar, o sacerdócio católico não é um “direito” para ninguém: nem para homossexuais, nem para heterossexuais. O sacerdócio católico é uma vocação, um chamado pessoal e intransferível, feito por Cristo a quem Ele quer.

O próprio Cristo confiou ao primeiro papa, São Pedro, a missão de cuidar do seu rebanho na terra, afirmando que “o que ele atasse na terra, ficaria atado no céu”. Desde as origens, os primeiros cristãos formaram em torno a Pedro uma assembleia (em grego, ekklesía, termo que passou para o latim como ecclesiae para o português como igreja), um rebanho cujo pastoreio cabia aos apóstolos, com Pedro à cabeça, presidindo a assembleia dos cristãos. Nessa missão confiada por Cristo a Pedro e transmitida aos seus sucessores, uma série de medidas práticas foram sendo adotadas pela Igreja presidida pelo papa, sempre com base na reflexão conscienciosa da mensagem de Cristo contida nos Evangelhos. Entre essas medidas, originadas do Evangelho e preservadas pela Igreja, está a de confirmar o chamado ao sacerdócio mediante exigências concretas: que o sacerdote seja homem, batizado e heterossexual. Homem porque o próprio Cristo se fez homem, no pleno sentido antropológico de “fazer-se homem”, e porque, ao eleger seus ministros, Cristo ordenou somente homens. Batizado porque o sacerdote deve ser um membro vivo da Igreja. E heterossexual porque o sacerdote é chamado a ser “pai”, sublimando a paternidade biológica e transformando-a numa paternidade espiritual, que inclui a consciente e livre renúncia à paternidade biológica através da opção pelo celibato, a exemplo do próprio Cristo Sacerdote.

A Congregação para a Educação Católica esclareceu a relação entre sacerdócio e homossexualidade no documento “Sobre os critérios de discernimento vocacional em relação às pessoas com tendências homossexuais antes da sua admissão ao seminário e às ordens sagradas” (4 de novembro de 2005). Esse documento diferencia os “atos homossexuais” das “tendências homossexuais”. Os atos implicam o exercício ativo da homossexualidade, enquanto as tendências implicam somente o impulso homossexual.

Em seguida, o documento faz outra diferenciação a respeito das “tendências homossexuais”: as “profundamente arraigadas” e as que são “expressão de um problema transitório”. E declara: “Respeitando profundamente as pessoas em questão, a Igreja não pode admitir ao seminário e às ordens sagradas aqueles que praticam a homossexualidade, apresentam tendências homossexuais profundamente arraigadas ou apoiam a assim chamada ‘cultura gay’”. Já os homens com tendência homossexual transitória poderiam ser admitidos nos seminários se essas tendências ficassem “claramente superadas ao menos três anos antes da ordenação diaconal”.

Quanto aos padres já ordenados que se revelam homossexuais, o papa Bento XVI esclarece no livro-entrevista “Luz do Mundo”, publicado em 2010:

“A homossexualidade não é compatível com a vocação sacerdotal. Do contrário, o celibato não teria nenhum sentido como renúncia. Seria um grande perigo se o celibato se tornasse, por assim dizer, uma ocasião para introduzir no sacerdócio pessoas que, de qualquer modo, não gostariam de se casar, porque, em última instância, também a sua postura perante o homem e a mulher está de alguma forma modificada, desconcertada, e, em todo caso, não se encontra na direção da criação de que falamos. A Congregação para a Educação Católica emitiu faz alguns anos uma disposição no sentido de que os candidatos homossexuais não podem ser sacerdotes porque a sua orientação sexual os distancia da reta paternidade, da realidade interior da condição de sacerdote. Por isso, a seleção dos candidatos ao sacerdócio deve ser muito cuidadosa. Tem-se que aplicar a máxima atenção para que não se confunda o celibato dos sacerdotes com a tendência à homossexualidade (…) [A existência de sacerdotes com tendências homossexuais] faz parte das dificuldades da Igreja e os afetados têm que procurar, pelo menos, não praticar ativamente essa inclinação, a fim de permanecerem fiéis ao compromisso interior do seu ministério”.

Ser sacerdote, portanto, não é um “direito” de ninguém; e exercer a eventual tendência homossexual não é direito de nenhum sacerdote, assim como tampouco a tendência heterossexual, dado que todos os sacerdotes católicos são chamados, por vocação, também ao celibato.

Esta é a resposta que os católicos devem saber dar quando a mídia resolve fazer campanha para reinventar o que Cristo estabeleceu, aproveitando-se das fraquezas de sacerdotes que não foram coerentes com a vocação que livremente se comprometeram a abraçar. Ninguém pode alegar que não sabia das renúncias e sacrifícios exigidos pelo sacerdócio.

Via Aleteia

O sacerdote surdo e cego que evangeliza pela internet aos 73 anos

Cyril Axelrod nasceu em 1942, em uma família de judeus ortodoxos. Nasceu surdo e foi educado na Escola para Surdos de São Vicente, das irmãs dominicanas. Aos 23 anos, converteu-se ao catolicismo e descobriu sua vocação ao sacerdócio.

O Pe. Cyril, ao invés de ver sua surdez como uma limitação, concebe-a como um dom de Deus e um meio de evangelização. E sua fé é tão grande, que Deus permitiu mais uma cruz em sua vida: em 1980, foi diagnosticado com a síndrome de Usher, que é uma cegueira progressiva. Ele ficou completamente cego em 2000.

Mas nada disso é um impedimento para ele: aos 73 anos, por meio do seu blog (cyrilaxelrod.wordpress.com) e de vídeos no YouTube, esse padre espalha a Palavra de Deus. Residente em Londres, junto aos padres redentoristas, ele desenvolve seu ministério pastoral entre as pessoas que, como ele, não ouvem e não enxergam.

“Muitas pessoas consideram ser surdo e cego como algo indescritível, impensável e inimaginável – explica o Pe. Cyril em seu blog. Para mim, isso se tornou um novo estilo de vida e me deu uma nova direção.”

“Há frustrações que certamente precisam ser superadas, mas vivo também muitas alegrias e novos desafios – acrescenta. De certa forma, minha condição de cego e surdo se tornou a lição mais importante da minha vida.”

O Pe. Cyril teve a oportunidade de se encontrar com 3 papas: Paulo VI, Bento XVI e Francisco.

Demos graças a Deus por esta vocação abençoada e sigamos seu exemplo de fé, vendo todas as circunstâncias da nossa vida como oportunidades para amar!

Um santo no Titanic?

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Titanic não tinha apenas pessoas ricas e famosas, mas também um futuro santo. Isso se concretizará com a beatificação do Pe. Byles, o sacerdote inglês que viajava no navio e que, quando este começou a afundar, se negou duas vezes a ser resgatado, para poder continuar dando conforto às pessoas. Ele rezou e esteve com as vítimas até o final.

No dia 14 de abril deste ano, o naufrágio do Titanic cumpriu 103 anos. Nele, faleceram 1.500 pessoas. O padre estava lá porque ia a Nova York para o casamento do seu irmão William.

No navio, havia majoritariamente cristãos (protestantes e católicos) e judeus, e o padre Byles preferiu assisti-los espiritualmente ao invés de ser salvo.

É outro sacerdote inglês, o Pe. Graham Smith, de Saint Helen, em Chipping Ongar, condado inglês de Essex, quem está por trás da petição para que Byles suba aos altares. Por enquanto, o Pe. Smith pede aos fiéis que invoquem o padre para que, quando houver ummilagre por sua intercessão, seja possível dar entrada na causa de beatificação.

O site www.fatherbyles.com conta a vida do Pe. Byles, bem como seus escritos e os textos da sua última missa, celebrada no dia do naufrágio, no segundo domingo da Páscoa de 1912.

A homilia é particularmente impactante: disserta sobre a necessidade de um resgate espiritual mediante a oração e os sacramentos no caso de um naufrágio – físico ou espiritual. Depois de poucas horas, o Titanic afundou.

O Pe. Byles era filho de um pastor congregacionista e se converteu ao catolicismo em Oxford. Foi estudar em Roma e, ao voltar, foi destinado a Saint Helen.

Via Aleteia

Pároco de aldeias no Iraque: Francisco ajuda-nos a encontrar solidariedade

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“Quando Francisco fala da tragédia dos refugiados, a mídia lhe dá amplo espaço e isto nos ajuda a encontrar finalmente solidariedade, a não cair no esquecimento”, afirma padre Samir.

O drama dos refugiados no Curdistão iraquiano esteve presente na Audiência Geral desta quarta-feira (26) através do testemunho do Padre Samir Yousif, sacerdote caldeu e pároco de cinco vilarejos em Amadiyak, nas montanhas na fronteira com a Turquia. O Papa Francisco – informou o L’Osservatore Romano – fez questão de encontrar o sacerdote pessoalmente, assinalando a ele um lugar na primeira fila, ao lado dos bispos, justamente para confirmar e relançar a sua atenção para o drama vivido pelos cristãos, e não somente, naquela região.

Uma catástrofe apocalíptica

O sacerdote caldeu mostrou ao Pontífice dois álbuns de fotografias para documentar “a catástrofe apocalíptica: vi cenas de dor e desespero inimagináveis, pessoas mortas de fome no meio da rua, relatou ele”. Continuamente “chegavam até nós milhares e milhares de pessoas em fuga, sem nada, escapadas sem ter podido pegar nem mesmo uma roupa ou um documento, para fugir da morte certa”. E assim – explica – “em um momento são apagadas raízes que remontam ao primeiro século cristão, porque nós, cristãos, não somos naquela terra nem hóspedes nem estrangeiros”.

“Na minha paróquia – continuou – fazemos o impossível para acolher os refugiados fugidos da fúria do Estado Islâmico, dando a eles de comer, um teto e garantindo também remédios, ao menos para as primeiras necessidades”. Para fazer isto contamos com a caridade do Papa que por duas vezes o Cardeal Fernando Filoni, Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, nos entregou pessoalmente” e também “com a ajuda da Conferência Episcopal Italiana, da Caritas e de outros organismos” que responderam prontamente aos apelos do Pontífice, a quem “eu disse obrigado pela sua intervenção dirigida à comunidade internacional: a sua voz, podes estar certo, é muito ouvida em todo o mundo árabe”. “Quando Francisco fala da tragédia dos refugiados, a mídia lhe dá amplo espaço e isto nos ajuda a encontrar finalmente solidariedade, a não cair no esquecimento”, assegurou.

Padre Samir, que precedentemente também foi Pároco em Mossul, não perdeu “a esperança de um futuro de paz, reconciliação e justiça, não obstante tudo”. Ademais – precisou – “entre as cinquenta mil pessoas que estamos acolhendo neste momento, não existem somente cristãos de diversas denominações, mas também muçulmanos: a loucura do Isis é somente uma violência cega e não pode ser vencedora”.

Mesmo atingida duramente – avaliou – “a Igreja Caldeia hoje está viva, tendo ficado até mesmo mais forte e unida justamente pela dura prova a que está sendo submetida”; e assim – completou – “não nos falta a esperança de imaginar que um dia, não muito distante, o Papa possa ir nos encontrar na Diocese de Amadiyak e Zaku dos caldeus para nos confirmar na fé e nos encorajar a não termos medo”.

 

Fonte: Rádio Vaticano

Estado Islâmico executa mais um sacerdote cristão

Através de uma proclamação pública , em 2 de fevereiro , o Estado Islâmico anunciou que tinha executado mais um padre cristão em Mosul – Paul Jacob , o pároco de uma igreja na cidade iraquiana de Leste que foi sequestrado há oito meses . Sua paróquia também foi explodida . A execução teria ocorrido em Ghazlani no sul de Mosul , onde um acampamento miliciano está localizado .

Vários meios de comunicação árabes continuam relatando esta história  e retalhando a mídia ocidental e religiosos por não informar sobre ele. Houve uma confusão com relação as fotografias da execução que deram margem para a dúvida da veracidade da informação, todavia, os próprios meios de comunicação dos terroristas atestaram a execução do sacerdote por não ter se convertido a fé muçulmana.

 

Via Liga Cristã Mundiall

O que é Cardeal, Bispo, Arcebispo, Cônego, Monsenhor?

PAPA – Bispo de Roma e sucessor de Pedro (Mt 16, 18-19). É o chefe de toda a Igreja. Está acima de todos os bispos (Apóstolos). Ele legisla para toda a Igreja através de Bulas, Encíclicas e Decretais. Jesus fez de Pedro o fundamento visível da Igreja, entregou as chaves. O bispo de Roma, sucessor de Pedro é a cabeça do colégio dos bispos, Vigário de Cristo na Terra, é o Pastor da Igreja Universal. Assim, ele possui três funções: é chefe de Estado (Vaticano), é bispo de Roma e Chefe da Igreja.
Cardeais, Bispos e Arcebispos…
Todos são ordenados, no grau máximo do sacramento da Ordem. Todos são bispos, palavra que deriva do grego epíscopos, que significa supervisor. Para chamá-los usa-se o título de Dom, abreviatura do latim dominus, senhor. Com o Papa à frente, os bispos do mundo inteiro formam o Colégio Apostólico, que sucede ao grupo dos apóstolos, os quais tinham a Pedro como seu líder. Assim, a Igreja é guiada pela história afora pelos mesmos pastores escolhidos por Jesus Cristo.
Cardeais – São geralmente bispos de importantes dioceses do mundo. Mas também padres ou diáconos podem ser cardeais. São escolhidos pessoalmente pelo Papa, como representantes da Igreja em todo o mundo, para formarem o Colégio dos Cardeais. São responsáveis pela assessoria direta ao Papa na solução das questões organizativas e econômicas da Santa Sé, na coordenação dos diversos Dicastérios (uma espécie de ministério do Vaticano) que compõem o serviço da Santa Sé em favor da comunhão em toda a Igreja e da justiça para com os pobres do mundo todo. São também os responsáveis pela eleição do novo Papa enquanto não completarem 80 anos. A reunião dos Cardeais se chama Consistório e acontece quando o Papa a convoca.
Arcebispo – É o bispo de uma Arquidiocese, o titular da sede metropolitana, que é a diocese mais antiga de uma Província Eclesiástica, que é formada pelo conjunto de diversas dioceses. Ele é responsável pelo zelo da fé e da disciplina eclesiástica e pela presidência das reuniões dos bispos da Província. Mas não intervém diretamente na organização e na ação pastoral das demais dioceses (sufragâneas) da arquidiocese. O arcebispo usa, nos limites de sua Província, durante as funções litúrgicas, como sinal de unidade de sua Província com a Igreja em todo o mundo, o pálio, que lhe é entregue pelo Papa, no dia da festa de S. Pedro e S. Paulo, 29 de junho: uma faixa branca decorada de cruzes pretas que cobre os ombros, confeccionada com a lã de um cordeiro.
Bispo – É o pastor da Igreja particular, responsável pelo ensinamento da Palavra de Deus, pela celebração da Eucaristia e demais sacramentos e pela animação e organização dos carismas e ministérios do Povo de Deus. Ele é obrigado a fazer a visita “ad limina apostolorum” a Roma, e ao Papa, de quatro em quatro anos, quando então apresenta à Santa Sé um relatório de sua diocese e é recebido pelo Papa. Os bispos são, em suas dioceses, o princípio visível e o fundamento da unidade com as outras dioceses e com a Igreja universal. É obrigado pelo Código de Direito Canônico da Igreja a pedir renúncia ao completar 75 anos.
Abade – Superior de um Mosteiro, que é visto como o pai da comunidade. Se o mosteiro for feminino, a responsável se chama Abadesa.
Frade – É a designação dada a um católico consagrado que pertence a uma ordem religiosa mendicante e que vive normalmente num convento. Ele tanto pode ser um clérigo como um leigo.
O termo frade é proveniente da palavra latina frater, irmão, pelo qual se dirigiam uns aos outros. O título dado aos frades é frei, que deve ser usado somente anteposto ao prenome do frade e nunca como um substantivo independente (o correto é “o frade foi ordenado” e não “o frei foi ordenado”).
Padre – (do latim páter ou pátris, que significa “pai” ou “chefe da família”) refere-se a um presbítero, clérigo católico do sexo masculino que recebeu o sacramento da Ordem.Hierarquicamente, está acima dos diáconos e abaixo dos bispos. O padre na Igreja Católica é responsável por uma paróquia, onde preside a Sagrada Eucaristia, bem como atende à confissão, aconselhamentos e outros. É um homem que doou sua vida à serviço do Evangelho e vive para servir a Deus e aos leigos por meio da evangelização.
Na  Igreja latina atual os requisitos mínimos para que um fiel se torne padre são os seguintes: 1) que tenha a idade de pelo menos 25 anos; 2) que seja do sexo masculino; 3) que tenha cursado teologia em alguma faculdade autorizada pelo bispo e, na maioria dos casos, também filosofia; 4) que tenha sido ordenado diácono; 5) que seja solteiro e assim deseje permanecer por toda a vida.
Todo padre pode ser, a partir da idade de 35 anos e pelo menos cinco anos de ordenação presbiteral, nomeado bispo. Isso, porém, ocorre com uma minoria, escolhida, na atual disciplina da Igreja, pelo bispo de Roma, o papa.
Presbítero – Padre.
Diácono (permanente) – O diaconato é ordem sagrada, conferida pela imposição das mãos e pela oração consecratória prescrita (c. 1009 § 1 e § 2). Pela ordenação, o diácono se torna clérigo, ministro sagrado , e é incardinado numa Igreja particular, para cujo serviço (diaconia) foi ordenado.
Exige-se um período mínimo de três anos para a formação inicial (c. 236), com a participação nas seis etapas da Escola Diaconal, durante a qual o candidato estará assumindo encargos pastorais. Terminada esta fase preparatória, o candidato aprovado para seguir sua preparação para a ordem sagrada, será mantido em estágio pastoral, num período de seis meses (três meses no mínimo), em preparação à recepção do ministério de leitor e, outros seis meses (três meses no mínimo), preparatórios ao ministério de acólito (LC-CNBB de 27/2/1986). Nesta fase, tendo sido julgado apto, dar-se-á o início da preparação próxima à ordenação diaconal. Para o diaconato permanente, são idades mínimas exigidas: 30 anos completos, para aqueles que pretendem assumir o estado celibatário (91c-CNBB n. 60) e 35 anos completos, para os casados. Para estes últimos, requer-se, ainda, o indispensável consentimento da esposa (c. 1031), com um termo assinado por ela e pelos filhos respectivos.
Consistório – Reunião de Cardeais.

Sínodo – Assembléia de Bispos de uma Província.

Província Eclesiástica – Conjunto de Dioceses. Quem a governa, a preside é o bispo mais importante: o Metropolita, que, a partir de 1301, passa a se chamar Arcebispo. Arquidiocese à Diocese à Vicariatos à Regiões ou Foranias à Paróquias à Capelas.

Freira –  É a designação dada a uma mulher que renunciou a vida comum em sociedade e optou recolher-se em um convento ou mosteiro, passando a ter uma vida inteiramente dedicada aos serviços religiosos.
As freiras são mulheres consagradas a Deus, que assumem os compromissos da castidade, da obediência e da pobreza por meio de votos. Geralmente as freiras desenvolvem obras de caridade, de educação a crianças e jovens, entre outros tipos de apostolado. As freiras, por norma, fazem parte de ordens ou congregações religiosas de características mendicantes.
Madre Superiora – Superior de um Convento.
Padres Foâneos – Título dado pelo bispo a um grupo de padres dentro de um Vicariato. As foranias são regiões dentro dos Vicariatos.

Vigário Episcopal – É um presbítero colaborador do Bispo.

Cônego – São Presbíteros que fazem parte de um “colegiado”, os quais tinham a função de eleger o novo bispo e assessorá-lo e caso acontecesse um impasse, quem escolhia era o Papa. Essa função perdura do século XII ao XVI. Atualmente eles são um conselho do Bispo na Catedral.

Cabildo – Conjunto de Cônegos em uma Catedral.

Monsenhor – É um título eclesiástico honorifico conferido aos sacerdotes pelo Papa. Apesar de somente o Papa conferir o título de Monsenhor, ele o faz a pedido do bispodiocesano por meio da Nunciatura Apostólica. O número máximo de monsenhores de umadiocese não pode, normalmente, ultrapassar 10% do total de sacerdotes. O Monsenhor não tem uma autoridade canônica maior que a de qualquer padre, uma vez que a nomeação não implica num sacramento da ordem. Assim o monsenhor só se distingue de um padre comum pelo título. Os padres que serão sagrados bispos recebem automaticamente o título de monsenhor.

 Católico – Adjetivo grego que significa “Universal”. Esse termo é usado a partir do Concílio de Trento (1545 – 1563) para designar a Igreja Romana em oposição às Igrejas da Reforma. Antes, o termo utilizado era Cristandade.

Leigos – São todos os cristãos, exceto os membros da Sagrada Ordem ou estado religioso reconhecido pela Igreja Católica, isto é, os fiéis que, incorporados a Cristo pelo Batismo, constituídos no povo de Deus e a seu modo feitos participantes da função sacerdotal, profética e régia de Cristo, exercem, no seu âmbito a missão de todo o povo cristão na Igreja e no mundo. O papa, os bispos, padres e leigos… São todos Igreja.

 Padres, Cônegos e Monsenhores 

Pelo sacramento da Ordem, não há nenhuma diferença entre padre, cônego ou monsenhor. Todos são ordenados, no segundo grau desse sacramento. Todos são presbíteros do Povo de Deus.

Hoje, os títulos de cônego e monsenhor são honorários e não indicam a posse de nenhum cargo ou posição na Igreja. Antes das reformas conciliares, eles formavam o cabido diocesano, para a função de conselheiros do bispo, o governo da diocese durante a vacância e o esplendor das funções litúrgicas na catedral. Hoje, o bispo conta com diversos Conselhos, que são formados por representantes de todo o clero e do laicato. Não contam os títulos, mas a disposição para o serviço comum e comunitário da evangelização. Hoje, cônego e monsenhor são títulos de homenagem e reconhecimento por serviços prestados à Igreja. Além disso, o título de monsenhor é também usado para o padre que foi eleito bispo. Enquanto ele não é ordenado bispo, é chamado de monsenhor
Fonte: Felipe Aquino

Papa Francisco: O sacerdote é um ministro não um showman

Recuperar a fascinação pela beleza é o central do ars celebrandi, da arte de celebrar, afirmou o Papa Francisco na manhã desta quinta-feira no tradicional encontro com o clero romano na Sala Paulo VI que durou cerca de duas horas.
Embora o Vaticano ainda não tenha divulgado a íntegra do diálogo do Santo Padre com os sacerdotes, o jornal Avvenire da Conferência Episcopal Italiana adiantou alguns extratos deste importante encontro.
Diante de centenas de presbíteros, o Santo Padre pediu “recuperar o assombro” tanto de quem celebra como do povo. “Precisa-se entrar em uma atmosfera espontânea, normal, religiosa, mas não artificial, e assim se recupera um pouco o assombro, aquilo que se sente durante o encontro com Deus”, informou Avvenire.
Assim, “quando encontramos o Senhor na oração sentimos este estupor, quando não rezamos formalmente temos o sentimento do encontro, o assombro, aquilo que escutaram os apóstolos quando foram convidados, o estupor atrai e te deixa em contemplação, isso é importante, e contra o estupor vai tudo aquilo que é artificial”.
O Pontífice explicou que “se deve rezar diante de Deus com a comunidade”. Assim, “quando encontramos padres que celebram de maneira sofisticada, artificial, ou com gestos um pouco… ou que abusam um pouco dos gestos, não é fácil que se dê este estupor ou esta capacidade de fazer entrar no mistério”.
“Celebrar é entrar e fazer entrar no mistério, é simples mas é assim, se eu for excessivamente rígido, não faço entrar no mistério… e se for um ‘showman’, o protagonista da celebração, não faço entrar no mistério, temos assim os dois extremos”.
Também sobre a maneira de celebrar, o Papa indicou que o sacerdote, “com a sua atitude faz com que o Senhor provoque”.
Ao começo, o Cardeal Vigário de Roma, Agostino Valini, realizou uma introdução na qual alertava sobre o “perigo de sentir náuseas da palavra na liturgia” ao serem palavras que se repetem muito.
Sacerdotes casados?
Ao final, houve um tempo para que os sacerdotes fizessem perguntas ao Pontífice. Um deles perguntou sobre a questão dos sacerdotes casados, recordando que as Igrejas Orientais permitem que os homens casados sejam ordenados sacerdotes, diferente das Igrejas de rito latino que não permitem o sacerdócio para aqueles que não são celibatários.
“O problema não ficará no arquivo”, assegurou Francisco referindo-se a que não o deixará de lado nem o esquecerá. Adicionou, além disso, que conhece esta situação e que não existe uma solução fácil.
Por sua parte, o porta-voz da diocese de Roma, Walter Insero, assegurou em declarações ao Grupo ACI que o Santo Padre “falou também sobre a importância que tem para o sacerdote pedir o dom das lágrimas, também se o sacerdote não chora mais, se não tem esta capacidade de estar junto às pessoas, de sofrer, de acompanha-las em seu sofrimento”.
“Sua reflexão partiu daquele documento lido na Plenária da Congregação do Culto em 2006. Nele se fala da importância da pregação, de que o falso profeta na escritura é aquele que diz as suas palavras, enquanto que o verdadeiro profeta fala em nome de Deus”. O Pontífice falou “da importância deste caminho, de dar espaço nas minhas palavras à Palavra de Deus”.
Por outro lado, o Pontífice falou de como “preparar a homilia desde o fato que é um caminho que não se prepara em uma hora no mesmo dia da celebração da Missa, porque tudo isso se deve levar na oração, fazê-lo amadurecer, para que assim não seja somente desde o ponto de vista pessoal, mas desde o que o Espírito Santo diz à pessoa”.
Também falou sobre a importância que teve a permissão que o Papa Bento XVI deu ao rito extraordinário. “Francisco disse que o fez porque é um homem de comunhão, para abrir a porta e fazer-se próximo aos tradicionalistas, mas que a Igreja permanece no rito ordinário, que prevê a participação do povo”, indicou o porta-voz do vicariato de Roma
Via: ACI Digital