Líderes religiosos frisam importância do combate à intolerância

O Brasil celebra nesta quinta-feira, 21, o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. A data foi instituída com a Lei 11.635, de 27 de dezembro de 2007, para combater atitudes descriminatórias no que diz respeito à religião.

Embora não pareça, em pleno século 21 ainda há pessoas que são discriminadas, ofendidas, feridas e até mesmo mortas por causa de sua religião. Em 2014, o Disque 100, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, registrou 149 denúncias de discriminação religiosa no País. Em 2015, a média foi de uma denúncia a cada três dias sendo reportadas ao órgão. Em âmbito internacional, às vésperas da celebração da data, um relatório sobre a violência anticristã na Índia revelou que mais de 200 casos desse tipo foram registrados no país.

Segundo o rabino Michel Schlesinger, da Confederação Israelita do Brasil (CONIB), a humanidade aprendeu muita coisa nos últimos milênios, mas a intolerância religiosa continua sendo uma realidade, com atos de fanatismo que colocam em risco a vida das pessoas. Diante disso, ele acredita que, mais do que nunca, celebrar uma data como essa é uma obrigação. “Nós não precisamos convencer uns aos outros de que temos a razão e estamos certos, precisamos permitir que cada um tenha a sua fé, a sua crença e a pratique com toda a liberdade possível”.

Tolerância

Para a Igreja católica, tolerância é muito mais que “suportar” o outr. “É ser capaz de acolher o diferente, conviver, respeitar e naquilo que temos em comum, caminhar juntos! A intolerância e violência religiosa está em absoluta contradição com qualquer religião, digna desse nome!”, declara o assessor da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso da CNBB, padre Marcus Barbosa Guimarães.

Um exemplo dessa acolhida ao diferente e convivência fraterna foi dado por São João Paulo II, conforme recorda o padre João Firmino, da arquidiocese de Brasília (DF). Enquanto era Papa, o santo convidava pessoas de outras denominações religiosas para um encontro em Assis, na Itália, a fim de celebrar a paz e vivenciar um momento de oração comum, cada um do seu modo.

“Em Assis porque lembrava o exemplo de São Francisco de Assis que é tão querido, visto, amado e conhecido pelas diversas religiões e pessoas. Então a gente vê a figura do Santo Padre que nos convida a isso, a vivenciar, já nos convidava”, comenta padre Firmino.

E o próprio sacerdote dá testemunho pessoal desse conceito de tolerância e fraternidade. Um de seus melhores é um pastor evangélico, com quem ele já chegou a dividir a mesma casa. “Nós nos conhecemos há muito tempo, às vezes quando estou com dúvida de alguma coisa eu dou uma ligadinha para ele e falo ‘como é que você vê isso?’, às vezes ele também me liga, a gente convive muito”.

Exemplo no judaísmo

No judaísmo, rabino Michel explica que a própria religião foi construída na base do debate. O principal livro do judaísmo depois da Torah é o Talmud, que é um livro de discussões e a maior parte delas fica em aberto. Assim o judaísmo contribuiu e pode continuar contribuindo para um mundo com mais diálogo, diz.

“O judaísmo, da maneira como eu entendo é uma religião, na sua origem, bastante polifônica (…) Temos que ter a humildade de que ninguém é detentor de toda a sabedoria, de toda a verdade, de todo conhecimento, só Deus. Tudo o que nós sabemos é um pedacinho, uma parcela e a parcela de um deve complementar a parcela do outro”.

O vídeo do Papa

Nesse mês de janeiro, o Papa gravou um vídeo em que aparece junto a líderes do catolicismo, judaísmo, budismo e islamismo para pedir orações pelo diálogo inter-religioso. Todos eles repetem a frase “Creio no amor”.

Rabino Michel contou que ficou muito feliz com a iniciativa do Papa, mas não surpreso, pois conhece o Papa e sabe que essa é a sua linha. Desde que Bergoglio foi eleito Papa, o rabino já se encontrou com ele em quatro ocasiões. “O Papa Francisco realmente é um homem de diálogo (…) esse vídeo é coerente com a biografia de diálogo do Papa Francisco”.

“O tema do diálogo inter-religioso é uma constante nos discursos, homilias, ações, orações e gestos do Papa Francisco. Com suas palavras, o Papa Francisco recorda-nos que orar e empenhar-se pelo diálogo ecumênico e inter-religioso faz parte integrante da missão evangelizadora da Igreja”., acrescenta padre Marcus.

Passos para a tolerância na sociedade

Olhando para o futuro, rabino Michel acredita que a solução para os casos de intolerância religiosa está na educação. “Se a gente puder, nas escolas, muçulmanas, cristãs, judaicas, e também naquelas que não são religiosas, preparar as nossas crianças e os nossos jovens para um mundo complexo, em que diversas verdades coexistem, então a gente está dando um passo mais significativo para construir um amanhã de diálogo”.

Padre Marcus indica três passos: buscar o conhecimento verdadeiro do outro, voltar-se para Deus e nunca abandonar o caminho do diálogo. “A estrada do diálogo foi e será sempre o caminho da Paz verdadeira, da Vida plena e da experiência concreta da Misericórdia”.

Além de conhecer o outro, padre João Firmino também acredita na necessidade de respeito, para consigo e para com o próximo, para que a tolerância possa brotar. “Se eu consigo respeitar essa figura dentro da minha família, no ambiente em que eu convivo, eu vou fazer com que o mundo se torne cada vez melhor. Então que possamos ter no coração esse desejo, de vivenciar a paz e respeitar a si mesmo, respeitando também o outro”

Via Canção Nova

Reféns do Estado Islâmico são vendidas, estupradas e forçadas a abortar no Iraque

Sobreviventes do ISIS revelam atrocidades cometidas contra as mulheres nos acampamentos terroristas. Uma das jovens chega a relatar que era estuprada cinco vezes por dia.

“Um guarda estava forçando uma menina de 9 anos a ir com ele para o banheiro. Eu não podia suportar aquilo e briguei com ele. Ele disse que iria me matar. Eu disse: ‘Eu não me importo em morrer por ela, só não a leve’. – Eles também estupraram a menina de 9 anos? – Sim. Ele disse: ‘Em nossa religião, é permitido tomar uma menina de 9 anos’.”

Sequestros violentos, abortos forçados e estupros coletivos. É o roteiro maligno que os combatentes do Estado Islâmico vêm seguindo e praticando com jovens meninas iazidis, uma minoria étnico-religiosa curda, no Iraque. Essas atrocidades foram narradas pelas próprias vítimas do ISIS, sobreviventes que conseguiram escapar das mãos de seus agressores e que, agora, querem contar ao mundo inteiro o que está acontecendo com o seu povo e com as suas famílias.

Primeiro, elas viram seus maridos, pais e irmãos serem cruelmente assassinados, bem à sua frente. Depois, foram vendidas a membros do Estado Islâmico, como se fossem animais. As que estavam grávidas eram obrigadas a abortar os próprios filhos para, depois, servirem como escrava sexual para os combatentes do ISIS. Uma das jovens chega a relatar que foi estuprada cinco vezes por dia.

As suas histórias estão documentadas em vídeo-entrevistas gravadas recentemente pela AMAR International Charitable Foundation, de Londres.

Munira, de 16 anos, conta que seus sequestradores “estupravam garotas da idade dos 6 anos até a idade adulta”. Depois de ser violentada por vários deles, ela se sentia “devastada”, sem falar das consequências físicas. “Por causa dos constantes estupros, eu sangrava e meu corpo agonizava. Eu chorava todos os dias. Eles diziam que a religião deles os instruía a fazer aquilo, a estuprar meninas iazidis”.

Depois de ser vendida e estuprada repetidas vezes, Bushra, de 21, viu uma amiga cometer suicídio e decidiu fazer o mesmo. Ela foi impedida por seu “proprietário”, que a levou para o hospital e disse que ele a estupraria naquele mesmo dia, não importasse o quanto ela se fizesse de doente. Efetivamente, quando voltaram do hospital, ele amarrou as suas mãos e os seus pés e estuprou-a mais uma vez. Bushra era abusada de cinco a seis vezes por dia, até o dia em que conseguiu escapar.

Noor, de 22 anos, tendo falhado em sua primeira tentativa de fuga, foi trancada por seu “proprietário” em um quarto de hotel com seis homens do ISIS. O seu castigo? Um “estupro coletivo”.

A violação sexual é algo tão comum entre os membros do ISIS, que eles chegam a trazer os seus próprios médicos para examinar as reféns e realizar abortos nas que estão grávidas, a fim de que também elas sejam violentadas.

“Uma das minhas amigas estava grávida”, conta Bushra. “Seu bebê tinha cerca de três meses na barriga. Eles a levaram para outro quarto. Havia dois médicos e eles fizeram o aborto”. Os carniceiros deixaram a moça sangrando e com uma dor tão intensa que “ela não podia sequer falar ou andar”.

AMAR Foundation encerrou cada vídeo produzido com uma citação do profeta Maomé, fundador do Islã, pedindo um tratamento de respeito para com os não-muçulmanos.

Apesar disso, o especialista Robert Spencer, autor de 14 livros sobre a religião islâmica e criador do site Jihad Watch, diz que estupro e aborto forçado não estão muito longe da prática islâmica ao longo dos séculos. “Tomar mulheres não-muçulmanas como escravas sexuais está em total acordo com o Islã”, ele diz. Os muçulmanos não só se permitem à poligamia, como podem ainda manter “mulheres cativas” para a própria satisfação sexual. Spencer faz notar que o primeiro exemplo vem do próprio Maomé, quando ele tomou a mulher de um dos seus inimigos mortos depois da batalha de Khaybar “e teve sexo com ela no campo de batalha mesmo”.

O grupo terrorista da Nigéria, Boko Haramtem seguido a mesma estratégia do Estado Islâmico nessa matéria: a regra para lidar com as mulheres é capturar, estuprar e vender.

AMAR Foundation estima que ainda haja cerca de 5 mil mulheres nas mãos do Estado Islâmico.

Chega a ser torturante apenas imaginar o que estão sofrendo essas mulheres neste exato momento, vendo as suas famílias, a sua dignidade e as suas próprias vidas serem destruídas pelas mãos desses homens cruéis e impiedosos. É essa a “paz” que substituirá a religião cristã no Ocidente? Onde está a voz da mídia para denunciar essas atrocidades?

“Eu espero que vocês ouçam a minha história”, termina Noor, uma das jovens sobreviventes do ISIS. “Imaginem se isso acontecesse com as mulheres e as filhas de vocês… O que vocês fariam?”

Por Equipe CNP | Com informações de LifeSiteNews.com

Estado Islâmico ameaça acabar com cristãos e judeus de todo o mundo

Embora muitos líderes mundiais, como a presidente Dilma Rousseff, defenda que poderia haver alguma chance de diálogo com o grupo terrorista Estado Islâmico (EI), essa premissa se mostra impossível.

Em outubro de 2014, o EI declarou que os cristãos eram seus maiores inimigos, embora nenhum grupo cristão tenha atacado os muçulmanos extremistas. Porém, o porta-voz do grupo, Abu Muhammad al-Adnani, enfatizou que eles preparam uma “limpeza religiosa” de escala mundial para os próximos anos.

“O Estado Islâmico é apenas 1% do movimento islâmico no mundo. Mas este 1% tem o poder de um tsunami nuclear. É incrível”, disse o jornalista alemão Juergen Todenhoefer, que conseguiu viver entre os jihadistas por algum tempo.

Os líderes do EI vêm amaçando constantemente os países que fazem parte da coalização que luta contra eles na Síria e no Iraque. Pediram inclusive que os muçulmanos que vivem nesses países lutem contra as autoridades em nome de Alá. “Quebre a cabeça deles com uma pedra, ou mate-os com uma faca, ou atropele-os com seu carro, ou derrube-os de um lugar alto, ou sufoque-os, ou envenene-os… você pode destruir tanto seu sangue quanto sua riqueza”, ensinaram em um vídeo divulgado na internet.

Convictos que estão lutando (e vencendo) a batalha do final dos tempos, o EI agora emitiu uma nova mensagem que ameaça tanto judeus como cristãos de todo mundo. “Assim que essa campanha de cruzadas acabar aqui, depois, se Deus quiser, nos encontraremos em Jerusalém e depois atacaremos Roma. Mas, antes, os exércitos da cruz serão derrotados em Dabiq”, insta o novo comunicado do EI divulgado esta semana.

Profecias dos escritos sagrados muçulmanos chamados de Hadith apontam para a batalha de Dabiq como o marco do “fim do mundo”. Também ensina que o Apocalipse será anunciado pela guerra em Damasco, capital da Síria, por um “anticristo”, chamado pelo Islã de ad-Dajjal.

Esse ad-Dajjal declarará uma grande guerra até ser derrotado após o surgimento de uma figura messiânica chamada de “Madhi”. Esse poderoso guerreiro se levantará na Arábia Saudita, na cidade sagrada de Meca, onde reunirá seu exército. Receberá então o apoio de Jesus Cristo que, segundo o Hadith, aparecerá “em algum momento durante o final dos dias”.

Com o nome de “Morra na sua raiva”, a mensagem desta semana mostra que os jihadistas apostam que mais voluntários farão ataques em nome do EI fora do Oriente Médio. “Prometemos aos cristãos que vão continuar a viver em estado de terror, medo e insegurança”, afirma al-Adnani, no áudio difundido na internet. Lembrando de ataques de terroristas que agiram de forma independente no Canadá, Austrália e Bélgica. “Vocês ainda não viram nada”, finalizou.

Esse tipo de apelo já deu resultado na África, através dos ataques de grupos como Boko Haram e Al-shabab, além de outros menos conhecidos que atuam nessa rede internacional de terrorismo islâmico especialmente na Ásia e África. Reforça ainda que o ataque a uma cafeteria na Austrália realmente tinha ligação com o EI, embora as autoridades do país tenham negado.

Porém, com os ataques em Paris à redação do semanário Charlie Hebdo, ficou claro que nenhum país ocidental está a salvo. Ao exigir que os muçulmanos se unem e derrotem todos os “inimigos” em seu próprio território, virtualmente nenhuma nação está segura. No Brasil já foram identificados ativistas nas redes sociais e um homem andou pregando em favor do EI numa mesquita no Rio de Janeiro.

Via CPAD News

Bilionário judeu resgata cristãos perseguidos pelo Estado Islâmico: “Tenho uma dívida de gratidão”

biliO britânico lord George Weidenfeld está financiando uma missão de resgate de até 2.000 famílias cristãs no Iraque e na Síria. Segundo o Catholic Herald, do Reino Unido, ele quer seguir o exemplo do falecido sir Nicholas Winton, cristão que salvou 669 crianças judias destinadas à morte em campos de concentração nazistas durante o Holocausto.

O bilionário de 95 anos diz que tem “uma dívida a pagar“.

Em 1938, os quakers e os Irmãos de Plymouth, cristãos, organizaram a transferência segura de judeus de Viena para a Inglaterra através do “Kindertransport”, ajudando-os a escapar dos nazistas. Os judeus receberam comida, roupas, hospedagem e transporte. Weidenfeld estava entre eles.

“Eu tenho uma dívida a pagar”, disse lordWeidenfeld em entrevista ao Times. “Ela vale para os muitos jovens que estavam nos ‘Kinderstransport’. Foi uma operação muito nobre, e nós, judeus, devemos ser gratos e fazer algo pelos cristãos que estão em perigo“.

A primeira fase do esforço de resgate organizado pela Weidenfeld Safe Havens Fund conseguiu levar 150 pessoas da Síria para a Polônia neste último 10 de julho, com a permissão do governo polonês e do regime de Assad na Síria.

O jornal Express, do Reino Unido, informa que o fundo de Weidenfeld pretende dar suporte econômico de 12 a 18 meses para os refugiados. Alguns países, como os Estados Unidos, se recusaram a participar do projeto porque ele não inclui os muçulmanos, também eles alvo do Estado Islâmico.

Os cristãos, os yazidis, os drusos e os muçulmanos xiitas são perseguidos pelo grupo terrorista na Síria e no Iraque. Lord Weidenfeld, no entanto, defendeu o objetivo específico do seu projeto:

“Eu não posso salvar o mundo todo, mas tenho uma possibilidade muito específica no caso dos cristãos. Outros podem fazer o que eles querem que seja feito pelos muçulmanos”.

Nascido na Áustria em 1919, Weidenfeld recebeu o título de “lord” em 1976. Chegado à Grã-Bretanha sem um tostão, ele fez fortuna criando a editora Weidenfeld & Nicholson.

Via Aleteia

O MARTÍRIO DA RIDICULARIZAÇÃO

Os cristãos precisam estar preparados, nos dias de hoje, para o martírio da ridicularização, no qual se declarar cristão, carregar um crucifixo no peito ou até uma bíblia na mão, vai lhe custar zombarias e indiferença

A perseguição ao Cristianismo não acontece somente pela prisão, tortura e morte de cristãos por todo o mundo. Existe um segundo tipo de perseguição que é incruento (sem derramamento de sangue), no qual os que creem sofrem um “ataque” ideológico por parte do secularismo, da mídia anticristã e do ateísmo militante. É uma perseguição contra os valores e a moral cristã

“Temos aqui dois ‘campos de batalha’. Por um lado, todas as questões envolvendo o tema da bioética como o aborto, a eutanásia, pesquisas com células-tronco embrionárias etc. Por outro, temos a questão da ética sexual e dos valores da família como divórcio, barriga de aluguel, casamento homossexual etc; e a Igreja aparece como ‘inimiga’ (para os que defendem essas posições). Por que? Porque ela se levanta como uma das únicas resistências que defendem os valores tradicionais. E não importa que argumentos usaremos para tratar desses assuntos, há um preconceito muito forte para denegrir a imagem da Igreja atualmente”, disse padre Demétrio Gomes da arquidiocese de Niterói (RJ).

Segundo o professor Felipe Aquino, apresentador da TV Canção Nova e professor de teologia, os cristãos precisam se preparar para um novo tipo de martírio.

“O Papa Bento XVI falou, esses dias, algo muito marcante: os cristãos precisam se preparar para o martírio da ridicularização, ou seja, se você carregar um crucifixo no peito e for para uma universidade você é ridicularizado. Se você anda com a sua Bíblia, vão falar que você é alienado, que acredita em crendices. Então, o Papa tem alertado os cristãos sobre o fato de viverem também este tipo de martírio”, disse professor Felipe Aquino.

Esta perseguição tem mostrado, sobretudo pelos veículos de imprensas internacionais, que não poupam mentiras e críticas à Igreja Católica, difamações e zombarias a sacerdotes, bispos e, principalmente, à figura do Papa.

Confira abaixo a reportagem com padre Demétrio e do professor Felipe Aquino

Um exemplo clássico deste “martírio da ridicularização” aconteceu, este ano, quando os jornais BBC e The New York Times publicaram charges zombando da figura do Papa, mas se negaram a fazer o mesmo contra o profeta Maomé, por exemplo, alegando “ser um perigo”. O veterano jornalista da BBC Roger Bolton disse que a redação do jornal está tomada por “liberais céticos humanistas” que “riem e zombam do Cristianismo”. E ainda acrescentou: “Qualquer um que se oponha ao casamento gay ou à fertilização in vitro, por exemplo, é tratado como um ‘louco’ por causa de suas crenças religiosas”.

Essa perseguição da moral cristã tem se espalhado pelo mundo; e segundo padre Demétrio, só os que possuem uma fé firme e pura sobreviverão a ela. “É muito importante não se assustar com essa apostasia, pois o Senhor mesmo já tinha dito que seríamos um pequeno rebanho. Quando o mundo se cansar dessas propostas contemporâneas, ele vai encontrar, na Igreja, a luz no fim do túnel.”

Estado islâmico atira jovem gay de prédio, enquanto multidão assiste na Síria

O Estado Islâmico continua com suas ações para dominar a Síria. As imagens publicadas no Twitter do “Raqqa”, um grupo que deseja provar ao mundo que a população da Síria está sendo massacrada, mostra um jovem sendo atirado de um edifício sob a acusação de ser homossexual. Esse mesmo grupo também publicou as fotos de um ladrão tendo a mão decepada por militantes.Um jovem foi atirado do alto de um prédio na Síria por ser gay

Segundo o “Daily Mail”, a multidão estava aos gritos, disputando uma visão melhor da execução. O jovem foi atirado do prédio, bem alto, com os olhos vendados. Essa é uma prática comum do ISIS, sigla em inglês para o Estado Islâmico, nos lugares onde deseja impor suas leis. Em janeiro, dois homens também acusados de serem gays foram atirados do alto de um prédio no Iraque. No mês passado, outras imagens de execuções de gays também foram divulgadas.

Ainda segundo o Daily Mail, em dezembro passado, o Isis também divulgou imagens chocantes de homens acusados ​​de estupro sendo crucificados. Os apontados como homossexuais têm sido arremessados dos prédios mais altos das cidades. Eles são acusados de cometer atos de sodomia. Um dos homens atirados em fevereiro sobreviveu à queda, mas acabou sendo apedrejado pela multidão.

 

Via Extra (04/03/15)

Como nasceu o símbolo cristão da cruz?

“Quem quiser ser meu discípulo, tome sua cruzde cada dia e me siga” (Mt 16,24; Lc 9,23; Mc 8,34; 10,21). A cruz é o melhor símbolo do estilo de vida que Cristo nos ensinou.
 
São Paulo resumia o Evangelho como a pregação da cruz (1 Cor 1, 17-18). Por isso, o Santo Padre e os grandes missionários pregam o Evangelho com o crucifixo na mão: “Os judeus pedem milagres, os gregos reclamam a sabedoria; mas nós pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos; mas, para os eleitos – quer judeus, quer gregos –, força de Deus e sabedoria de Deus” (1 Cor 1, 22-24).
 
Uso pré-cristão da cruz como símbolo
 
Em quase todos os lugares do mundo antigo, foram encontramos vários objetos, que datam de períodos muito anteriores à era cristã, marcados com cruzes de diferentes estilos.
 
O uso da cruz como símbolo religioso em tempos anteriores ao cristianismo e entre povos não cristãos pode ser considerado quase universal e, em inúmeros casos, estava relacionado a alguma forma de adoração da natureza.
 
É um fato inquestionável que, em épocas muito anteriores ao nascimento de Cristo, e desde então em terras não tocadas pelos ensinamentos da Igreja, a cruz foi usada como símbolo sagrado.
 
Uma das representações mais antigas é a suástica ou cruz gamada, que, em diversas religiões, em especial no hinduísmo, simboliza o fogo ou o sol (por sua rotação diária), bem como o relâmpago.
 
Outro símbolo relacionado à cruz é o anjkhegípcio, símbolo da vida, que posteriormente foi adotado pelos cristãos coptas no Egito, talvez fundindo seus significados.
 
Na Idade do Bronze, surgiu na Europa, em diversos objetos, uma cruz parecida à latina, talvez com fins não somente ornamentais, mas também religiosos, dado que era frequente nos cemitérios e lugares sagrados.
 
Tempos modernos
 
Na cristandade, a cruz representa a vitória deCristo sobre a morte e sobre o pecado, já que, segundo suas crenças, graças à cruz Ele venceu a morte em si mesma e resgatou a humanidade da condenação.
 
Os católicos, ortodoxos e coptas fazem o sinal dacruz, movimentando sua mão direita e desenhando uma cruz sobre eles mesmos, para iniciar suas orações e ritos cotidianos. O sinal dacruz já era uma prática comum dos cristãos na época de Santo Agostinho (século V).
 
Os bispos católicos, ortodoxos e anglicanos assinam seus documentos antepondo uma cruz(+) aos seus nomes.
 
cruz é o símbolo radical, primordial para os cristãos: um dos poucos símbolos universais, comuns a todas as confissões.
 
Durante os três primeiros séculos, parece que não se representou plasticamente a cruz: preferiam as figuras do pastor, do peixe, da âncora e da pomba.
 
Foi no século IV quando a cruz se tornou, pouco a pouco, o símbolo predileto para representarCristo e seu mistério de salvação.
 
Desde o sonho do imperador Constantino, em 312 (In hoc signo vinces, “com este sinal vencerás”), que precedeu sua vitória na Ponte Mílvia, e a descoberta da verdadeira cruz deCristo, em Jerusalém, no ano 326, pela mãe do mesmo imperador (Helena), a atenção dos cristãos com relação à cruz foi crescendo.
 
A festa da Exaltação da Santa Cruz, que celebramos no dia 14 de setembro, já era conhecida no Oriente desde o século V, e em Roma pelo menos desde o século VII.
 
As primeiras representações pictóricas ou esculturais da cruz mostram um Cristo glorioso, com uma longa túnica e uma coroa real: está nacruz, mas é o vencedor, o Ressuscitado.
 
Só mais tarde, com a espiritualidade da Idade Média, Cristo começou a ser representado em seu estado de sofrimento e dor.
 
Atualmente, a cruz é um símbolo muito repetido em suas variadas formas:
 
– A cruz que preside a celebração, sobre o altar ou perto dele.
 
– A cruz da procissão que encabeça o rito de entrada nas ocasiões mais solenes.
 
– As cruzes que colocamos em nossas casas.
 
– A cruz peitoral dos bispos e o báculo pastoral do papa. Basta recordar o magnífico báculo de João Paulo II, em forma de cruz, herdado de Paulo VI.
 
– As cruzes penitenciais que os “nazarenos” usam sobre as costas nas procissões da Semana Santa.
 
– A cruz como enfeite e até como joia, que muitas pessoas usam como pingente.
 
– As variadas formas de “sinal da cruz” que traçamos sobre as pessoas e as coisas (em forma de bênção) ou sobre nós mesmos, em momentos tão significativos, como o início da Missa ou o rito do Batismo.

Via Aleteia

Fugir ou perder a vida. O Dilema dos cristãos do Iraque.

Eram perto de mil as pessoas que participaram da vigília de Páscoa em Erbil, a capital do Curdistão iraquiano, em uma tenda levantada pelos fiéis onde todo domingo celebram a Missa. Essa noite o celebrante foi o Cardeal Fernando Filoni, que em agosto já esteve no Iraque como enviado especial do Papa Francisco. Depois do dia de Páscoa, o Cardeal celebrou em Sulemainja junto a quase 400 famílias cristãs. A história de cada uma delas mostra o triste dilema dos cristãos iraquianos: enfrentar o refúgio ou a morte pelos radicais islâmicos.

ACI Digital conheceu histórias de refugiados no Iraque ao participar de uma viagem organizada pelo Pontifício Conselho Cor Unum, entre Erbil e Duhok, de 26 a 29 de março.

A precariedade dos dois milhões e meio de deslocados, assistidos por várias instituições de caridade, é realmente indescritível. A Missa é para eles o único momento para afirmar sua própria identidade. Sobre tudo, o único momento no qual se aferram à esperança de que as coisas mudarão. É o momento no qual cada um confia sua história pessoal, seus dramas e temores, diretamente a Deus.

Os idosos

Entre estas histórias está a de um casal de idosos que vive no campo de Nishtiman Bazaar, Erbil. Vieram de Karmles. Entretanto, tiveram que passar previamente o drama de ter sido capturados pelo Estado Islâmico quando tentavam escapar de suas casas.

Permaneceram cinco dias como prisioneiros do ISIS, em uma das casas onde tinham sido confinados junto a outros idosos e mulheres. Durante seu cativeiro os jihadistas lhes deram a possibilidade de converter-se ao islã, do contrário deveriam deixar o lugar ou ser assassinados. Eles decidiram partir.

Deixaram Karmles a pé junto a outras pessoas. Entretanto, no meio do calor da região foram ficando atrás, pois não podiam seguir o passo dos mais jovens. No meio da marcha o idoso feriu-se e não podiam mais caminhar devido à lesão em uma das suas pernas.

Felizmente, uma freira do grupo com quem tinham partido se deu conta que ambos se ficaram atrás e decidiu voltar para buscá-los. O homem foi posto em uma espécie de carroça até que chegaram a Erbil. Chegaram a salvo, mas o homem teve sua perna amputada.

As famílias

Além disso, está o drama das famílias, como o casal yazidí Nora de 37 anos e seu marido de 55 anos, que foram evacuados em 3 de agosto de Sinjar, onde viviam junto dos seus filhos. Agora estão refugiados em Ozal City, em um dos tantos edifícios que inacabados. Ambos tiveram que fugir a pé às 10 da manhã para alcançar as montanhas. Não levaram consigo mais que suas roupas.

Entretanto, os jihadistas do Estado Islâmico estavam no meio do caminho. As crianças estavam assustadas. Sua casa estava destruída e tudo tinha sido roubado. Permaneceram nas montanhas por nove dias, depois planejaram fugir para a Síria, também a pé. De lá foram para Zakho.

Sem comida nem água tiveram que suportar as altas temperaturas, que no Iraque podem chegar até os 50 graus. A fome, o calor e a sede os obrigaram a uma parada em Zakho, onde procuraram ajuda e puderam recuperar-se. Logo partiram para Erbil, onde a vida não é fácil. O mais velho dos filhos, de 17 anos, teve que deixar a escola para encontrar trabalho e ajudar ao sustento da família.

A vida dos refugiados não é simples. A ajuda financeira chega, mas os gastos são altíssimos. A Diocese cosntruiu três novas clínicas para ajudar estas pessoas e se projeta construir uma universidade católica, mas tudo tem um preço, como o aluguel das casas ou espaços onde vivem provisoriamente.

Por último está o caso de Gerges Fares, de 49 anos e sua família de cinco pessoas. São cristãos provenientes de Karmles, lugar que abandonaram no dia 8 de agosto e agora vivem em Ankawa em uma casa alugada.

Dois dias antes ele disse à população de Karmles que não deixassem suas casas e resistissem. Entretanto, no 8 agosto às 7 da manhã, Fares viu por sua janela que os terroristas do ISIS estavam ingressando na cidade. Reuniu a sua família, tomou alguns pertences e abandonou sua moradia.

Porém os terroristas o detiveram. Entre ameaças perguntaram-lhes por que estavam partindo. Fares respondeu que não havia água nem comida e por isso deixavam a cidade. Mas no seguinte posto de controle, jihadistas armados os ameaçaram por ser cristãos. Mesmo assim conseguiram chegar a Kazhir, controlado pelos peshmerge, um grupo de Curdos armados que resiste a invasão do ISSI, que os ajudou.

Na Missa presidida pelo Cardeal Filoni a noite de Páscoa houve este incrível cruzamento de histórias. Histórias infelizmente cotidianas em um Iraque sempre em conflito, mas além em Síria, país também atacado pelo Estado Islâmico.

Via ACI Digital

Morreu o adolescente queimado vivo no Paquistão por ter dito: “sou cristão”

Nauman Masih, o adolescente que foi queimado vivo por declarar-se cristão, faleceu nesta quarta-feira em um hospital de Lahore (Paquistão) após ter perdoado os extremistas muçulmanos que o atacaram.

O fato ocorreu no dia 10 de abril quando Nauman atravessou a rua com uns jovens muçulmanos desconhecidos que iam em direção à mesquita. Eles detiveram Nauman e ao perceber que era cristão o atacaram a golpes e jogando gasolina sobre o seu corpo atearam fogo e fugiram

“Os jovens que me agrediram eram uns perfeitos desconhecidos. Começaram a me agredir quando souberam que eu era cristão. Tentei escapar, mas me perseguiram e jogaram gasolina em mim”, declarou o adolescente à polícia. O adolescente teve 55 por cento do corpo queimado.

Os médicos esperavam a recuperação de Nauman, pois na terça-feira ele foi operado. Mas, lamentavelmente, ele faleceu nesta quarta-feira de manhã.

“Estou muito impactado de ter que anunciar uma notícia tão triste. Nauman Masih, o menino de 15 anos atacado por muçulmanos no Paquistão, que se ofenderam pela sua aderência à fé cristã, morreu esta manhã”, informou site da associação cristã anglo-paquistanesa (BPCA) em sua página Web.

O BPCA indicou que o hospital onde internaram a Nauman “não tinha uma unidade especial para queimados e não houve a possibilidade de transladá-lo a outro hospital”. Nauman “sofreu com valentia e falou do perdão aos seus agressores. Morreu como um mártir e sem dúvida está hoje com o Senhor”.

“Por favor, rezem pelos seus familiares, que tiveram cinco dias de extrema angústia e para que as autoridades procurem a justiça”, expressou.

Após o seu acidente, Nauman teve a oportunidade de contar seu caso à advogada Gulnar Gill, do Tribunal Superior do Lahore, uma região onde os cristãos são vítimas de extremistas muçulmanos.

Em março desde ano, o grupo talibã paquistanês Jamaat-ul-Ahrar atacou duas igrejas cristãs em Lahore, deixando 80 pessoas feridas e 14 mortas, entre eles Akash Bashir, um jovem salesiano de 19 anos que se lançou contra o atacante para evitar a morte dos fiéis da sua paróquia.

Do mesmo modo, em novembro de 2014 um grupo de cem muçulmanos queimaram vivos em Lahore um casal de jovens cristãos, acusando-os de ter, supostamente, queimado algumas páginas do Alcorão. O nome dele era Shahzad, tinha 26 anos de idade. Sua esposa, Shama, tinha 24 anos e estava grávida.

Entre o Quênia e a Somália: terroristas impõem aos cristãos o seu reinado de terror

No dia 2 de abril, os terroristas do grupo extremista islâmico Al Shabaab, da Somália, invadiram o campus universitário de Garissa, nordeste do Quênia, mataram 148 estudantes e feriram 79: uma violência “brutal e sem sentido”, como a definiu o papa Francisco.

A ação foi ditada pela perseguição religiosa: a falange islamita dividiu os estudantes por crença e matou os que eram cristãos. “A razão, antes mesmo que a fé”, comentou o cardeal italiano Angelo Bagnasco, “não pode deixar de condenar uma crueldade tão bárbara, premeditada, contra as minorias, especialmente contra os cristãos e só por serem cristãos. Por que tanta barbárie comprazida e exibida? Por que não parar nem mesmo diante de crianças e de gente indefesa?”.

No Quênia, a maioria da população é cristã (84,4%). Vêm em seguida os muçulmanos (9,7%) e outras religiões minoritárias. O país tem sofrido nos últimos anos os terríveis ataques terroristas do Al-Shabaab, que se tornou mundialmente conhecido após atacar o Shopping Westgate, na capital, Nairobi, e matar 68 pessoas, algumas delas por não saberem recitar passagens do alcorão ou por desconhecerem o nome da mãe do profeta Maomé.

Já na vizinha Somália, 99,8% da população (10,2 milhões de pessoas) é muçulmana. A liberdade religiosa é inexistente para a pequena minoria cristã, brutalmente perseguida pelos extremistas. Nas áreas controladas pelo Al-Shabaab, não está em vigor nenhuma constituição formal: o que é aplicado é uma versão radical da sharia, que não deixa espaço algum para outras religiões. Quem é acusado de trocar o islã pelo cristianismo é preso sem qualquer garantia legal ou executado sem julgamento. O apedrejamento é o castigo para o adultério. As mãos são decepadas em casos de roubo. Nos territórios sob o domínio do Al-Shabaab, antigos santuários e cemitérios sufistas foram destruídos, assim como cinemas públicos, restaurantes e locais de lazer. A versão radical da sharia não permite que os residentes se vistam como ocidentais, assistam a jogos de futebol, cantem ou dancem em casamentos e organizem eventos esportivos. O obscurantismo afeta seriamente a vida de todos nessa parte da África.

No Quênia, a organização católica internacional Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) mantém programas humanitários e educacionais para quem vive sob constante ameaça. Em 2012, foi lançada com seu apoio a Rádio Akicha, que transmite da diocese queniana de Lodwar e é voltada aos Turkana, etnia de fé cristã. A programação educativa e pastoral inclui notícias, música e reflexões religiosas. “Até os muçulmanos ouvem as transmissões com interesse”, conta o pe. Avelino Bassols, da comunidade missionária local de São Paulo Apóstolo, “a ponto de alguns deles terem comprado a Bíblia para aprofundar nos textos sagrados que escutam na rádio”.

Educação, comunicação, diálogo: estas são as palavras-chave com que a AIS vem trabalhando no Quênia e na Somália para conciliaros dois países vizinhos. O papel da Rádio Akicha tem sido crucial: “É um meio de comunicação que realiza muita coisa”, diz dom Dominic Kimengich, bispo de Lodwar, “desde a luta contra a propagação do HIV até o apoio pastoral aos fiéis. Contribuímos para a formação e para a educação dos jovens”.

Este exemplo de educação e diálogo pode ser a base para evitar tantas mortes, como fez votos o papa Francisco na Via Sacra desta Sexta-Feira Santa.

 

Via Aleteia