MOVIMENTO TRADICIONAL CATÓLICO E TRADICIONALISMO SECTÁRIO:

Alguns critérios para distinguir um adepto da Tradição de um membro de seitas sectárias

1- Quem não aceita e não se submete ao Magistério da Igreja não é mais Católico, seja tradicionalista ou progressista, mas membro de uma seita, cujos adeptos deixaram a condição de filhos da Igreja para se arvorarem em juízes da mesma… exatamente o que fez Lutero, Leonardo Boff e Cia;


2- Há movimentos tradicionais que são totalmente católicos, pois respeitam e aceitam a autoridade do Magistério
, razão pela qual embora prefiram a missa Tridentina, não renegam a validade, nem a sacralidade da Missa Nova; embora tenham críticas ao Concílio ou à falta de precisão em algumas partes de seu texto, não dizem que em si seja algo mal, mas o reconhecem como 21° Concílio Ecumênico promulgado de modo válido pela autoridade da Igreja;


3- Reconhecer a validade ou bondade do Concílio Vaticano II, não significa aprovar ou concordar com as falsas interpretações e a revolucionária aplicação do mesmo que se seguiu no período pós conciliar o que muito contribuiu para mergulhar a Igreja nessa profunda apostasia que hoje presenciamos, mas significa tão somente reconhecer que o Concílio e seu texto PODE e DEVE ser interpretado dentro da contínua Tradição da Igreja,
 de modo que, qualquer interpretação que fuja disso, deixa de ser Católica;

O Concílio Vaticano II não é dogmático.

Embora possua Constituições Dogmáticas, o mesmo se declarou Pastoral, sendo assim passível de equívocos e portanto de críticas construtivas, conforme a palavra de Bento XVI.
O fato de ser criticável, especialmente em alguns pontos ambíguos de seu texto e em algumas análises que eram circunstânciais e sobretudo em sua posterior aplicação prática, não tira sua sacralidade e sua catolicidade, pois existe uma interpretação correta para o texto dentro da Tradição contínua da Igreja.

Há um modo correto e Católico de se ler o texto conciliar. Isso se chama “Hermenêutica da Continuidade”.

É desonesto tomar uma falsa interpretação do Concílio dada pelos modernistas adeptos da hermenêutica da descontinuidade e atribuí-la a Igreja acusando-a de promover o erro através do Concílio, quando na verdade aquela NÃO é a interpretação da Igreja, nem foi a intenção dos padres conciliares em sua grande maioria.

Foi contra essa falsa interpretação e contra a injusta crítica que Bento XVI tantas vezes falou.

Portanto quando a Igreja afirma que a rejeição da autoridade da Igreja te faz deixar de ser católico é a isso que se refere.

O que todos nós devemos aceitar do Concílio é o que o Igreja ensinou e não a caricatura que progressistas e/ou tradicionalistas sectários apresentam.

-Não é verdade que o Concílio defenda o Ecumenismo relativista, essa é a errônea interpretação dos progressistas e também dos tradicionalistas sectários;

O Concílio NÃO relativiza a verdade de que a Igreja Católica é a única fundada por Nosso Senhor… O eterno “Extra Eclésia nula Salus”, ao contrário reafirmam os detratores, está afirmado com todas as letras na Constituição Dogmática Lumen Gentium que ensina que os que sabendo que essa é a verdadeira Igreja de Cristo, nela não entrarem ou nela não perseverarem não poderão se salvar;

Os padres conciliares ao falarem da “liberdade religiosa” tinham em mente a Igreja que estava privada de se manifestar e estava sendo perseguida em Estados totalitários comunistas, não a aprovação da ideia de que o Estado tem que reconhecer todo e qualquer culto;

E assim vai…

Portanto uma coisa foi o que os padres conciliares quiseram dizer e a Igreja aprovou e outra foi a interpretação que foi dada posteriormente e que, infelizmente acabou prevalecendo na maioria dos lugares…

O único remédio para que isso não acontecesse seria a Hermenêutica da Continuidade, a interpretação do Concílio dentro da doutrina católica de sempre. Mas como se sabe essa corrente não prevaleceu..

É falso dizer que a disciplina atual e também a Missa Nova se basearam em uma “areia movediça”. O que a Igreja sempre acreditou continuou sendo a mesmíssima coisa, com mudanças apenas no que é acidental.

Mas não seria o Concílio passivo de ser rejeitado devido os vários pontos dúbios de seu texto?

Evidentemente que NÃO, pois como já foi dito, a falsa interpretação nunca foi a doutrina da Igreja, mas a de seus traidores ou detratores.

Se queremos ajudar deveríamos fazer ver que, após o Concílio, a interpretação que a maior parte dos padres e bispos deram ao texto do Concílio foi falsa, não correspondendo a intenção da Igreja e da maior parte dos padres conciliares.

Não se pode negar essa fraqueza do texto que é ambíguo em muitos pontos e não claro em outros, se prestando a confusões e falsas interpretações, razão pela qual é tão criticável. Mas por outro lado não podemos absorver a falsa interpretação e rejeitar o Concílio como um todo por conta disso, pois nesse caso, o que entra em questão, mais do que o texto em si, é a autoridade da Igreja que o aprovou, de modo que rejeita-la é deixar de ser católico.


4- Reconhecer a validade e a sacralidade da Missa Nova, também não significa ignorar a infiltração maçônica ou a presença de protestantes na qualidade de observadores na Comissão de elaboração do Novus Ordo, mas significa não ignorar que também havia ali homens doutos e santos e que a Igreja ao aprovar e instituir o Novus Ordo não o fez convalidando qualquer intenção maligna ou herética de seus inimigos; significa enfim, o reconhecimento que a Igreja estabeleceu um rito, que é também, o oferecimento do verdadeiro Sacrifício do Calvário.
 O fato de se admitir, e mesmo lutar, para que este possa ser revisto afim de se modificar algumas partes para significar ou explicitar melhor a percepção do Sacrifício, em nada muda a verdade de que a Missa Nova é também o Santo Sacrifício do Altar;


5- Quem não aceita a autoridade da Igreja que promulgou o Concílio e estabeleceu o Novus Ordo, não é mais Católico.

Se negamos a sacralidade ou a validade de um rito instituído pela Igreja (seja o Antigo, o Novo ou qualquer outro), rejeitamos a autoridade que estabeleceu todos os ritos, caindo um exclusivismo sectário que não é Católico.

Evidente que aqui não nos referimos aos preferem ir a Missa Tridentina, ainda que apenas a essa, mas não desprezam o Novus Ordo, nem o têm em conta de inválido ou herético, mas o reconhece como um dos muitos ritos estabelecidos pela Santa Igreja.

O problema não são as críticas, das quais a Missa Nova (mas não apenas este Rito) é passível, mas na rejeição de sua validade ou sacralidade, assim como a não aceitação de que a Igreja tem autoridade para criar ou modificar ritos…

Se o Novus Ordo fosse ruim o Papa Bento XVI não o celebraria, assim como outros homens íntegros na fé como Cardeal Robert Sarah, Cardeal Burke, Cardeal Carlo Cafarra, Dom Atanasius Schneider e tantos outros… ou eles não celebram a Missa Nova?

Há cite a Bula “Quo Primum” de São Pio V para dizer que ali foi determinado que o Rito Tridentino era irretocável in eternum…

Ignoram esses que um Rito não é um dogma de fé e que o Papa tem poder não apenas de ligar, mas também de desligar, razão pela qual o próprio Concílio de Trento afirma que somente a Igreja tem autoridade para estabelecer um rito.

Antes de Paulo VI, o grande Papa São Pio X já havia modificado o Rito Tridentino, ainda que muito pouco, assim como João XXIII, pois a Igreja tem autoridade para tal… se isso foi o melhor ou não é outra discussão…


6- Os tradicionalistas sectários que só aceitam a missa Tridentina, não são católicos, pois caíram na “ritolatria”…
 adoram um rito e não a Jesus Cristo que em todos os ritos aprovados pela Igreja se faz presente;


7- A característica mais evidente das seitas, sejam elas quais forem, é o fechamento em si mesmas e o desprezo a todos os que são diferentes,
 ainda que legitimamente diferentes.
Desprezam a autoridade estabelecida e seguem determinados “gurus” que se tornam para os membros da dita seita mais infalíveis que o Sagrado Magistério…

Ora, a coisa mais absurda nas seitas tradicionalistas é o fato de desprezarem a autoridade da Igreja e mesmo a Lei de Deus, para seguirem seus próprios preceitos…

Esses indivíduos(as) têm convencido muitas pessoas, especialmente jovens mal formados na fé da Igreja, a deixarem de observar o preceito dominical a pretexto de que a Missa Nova não é válida ou é herética… Tenho visto muitas pessoas ficarem sem Confissão e sem a S.S. Eucaristia por causa da irresponsável orientação dos membros dessas seitas. Muitos desses têm vivido em pecado mortal porque não se confessam com “padres modernistas” (ou seja, qualquer um que celebre a missa Nova), permanecendo no perigo de assim morrerem e irem para o quinto dos infernos por conta dessa estupidez…

Outros têm se crismado de novo, alegando que a Crisma no Novus Ordo não é válida…

Quanta loucura!!!

Os líderes dessas seitas e todos quantos têm afastado as pessoas da graça de Deus e da unidade com a Santa Igreja, por conta dessas falsas ideias, terão que responder perante Deus pelos que arrastaram para a desgraça a pretexto de “guardar a pureza da ortodoxia”.


8- Os membros das seitas utilizam-se frequentemente de mentiras, falsificações, distorções e de muitas outras fraudes para arregimentar e convencer seus adeptos.

Nesse quesito são exatamente iguais ou piores do que muitos grupos protestantes: observam os muitos erros e abusos que acontecem e colocam tudo na conta da Igreja, como se a mesma concordasse ou promovesse os abusos e heresias vigentes…

Entre eles há sempre essa desonestidade intelectual.

Há também os idiotas úteis que repetem, como papagaios os mesmos erros, porém com boa vontade, uma vez que foram convencidos por algum membro da seita de que aquela falsa doutrina é a verdade;


9-
 Não é rejeitando a autoridade do Magistério da Igreja que iremos resolver a situação caótica na qual nos encontramos.

Somente os santos colaboram para uma verdadeira restauração da Igreja… basta ver a história para comprová-lo… porém, JAMAIS HOUVE UM GRANDE HOMEM OU MULHER QUE TENHA SE SANTIFICADO FORA DA IGREJA.

Aconteça o que acontecer devemos estar na Igreja, nela sofrer e por ela lutar.

Quem não aceita a autoridade da Igreja, se coloca fora da mesma… não é possível ajudar a salvar a Igreja estando fora dela.

 

10- Membros de seitas tradicionalistas estão entrando nas redes sociais em grupos católicos, especialmente de consagrados a Nossa Senhora, para disseminarem essa ideias errôneas e conquistar novos adeptos; *assim fazem pelo fato de que, normalmente os consagrados são pessoas que amam a Tradição: O latim, o véu, a modéstia, a missa corretamente celebrada (seja Tridentina ou Nova), que aliás, é algo da Igreja e não propriedade de seitas tradicionalistas. Entretanto a grande maioria destes consagrados não têm suficiente formação para compreender a problemática atual na qual se encontra a Igreja, de modo que são facilmente envolvidos e confundidos pelos membros das seitas.

Toda essa situação tem sido bem aproveitada pelo diabo para prejudicar a tão necessária difusão da Total Consagração, uma vez que algumas pessoas consagradas, assumindo as falsas ideias de seitas tradicionalistas começam a atacar a Igreja, a rejeitar a Missa Nova e o Concílio Vaticano II, a faltarem a missa por e rejeitarem os demais sacramentos celebrados no Novus Ordo considerando-os como heréticos ou inválidos, fornecendo assim muita munição para os padres e bispos progressistas rejeitarem e atacarem (ainda que seja imoral e desonesto) coisas tão santas e agradáveis a Deus a pretexto de combaterem os “abusos”…

Por essa razão os membros dessas seitas devem ser identificados e expurgados de todos os grupos verdadeiramente católicos, pois não estão ali para aprender ou compartilhar a fé da Igreja como a Igreja o entende, mas para promover suas teses, ganharem adeptos e causarem confusão e divisão diabólicas;

11- Os membros de seitas tradicionalistas são hoje um dos principais obstáculos para um retorno mais forte à Tradição, pois põe abaixo o princípio da unidade, bem como do respeito a autoridade estabelecida.

E quando falo aqui sobre respeito, unidade e obediência, me refiro a forma como a Igreja o entende, ou seja, devemos seguir e obedecer as autoridades desde que estas estejam mandando conforme a Igreja; pois não se deve seguir ou obedecer uma autoridade naquilo que esta não esteja de acordo com a doutrina de sempre ensinada pelo Magistério da Igreja ou quando manda algo que não seja de sua competência… Mas, se a autoridade manda conforme a Igreja, então devemos obedecer.

Os membros das seitas não reconhecem, nem obedecem ao Magistério da Igreja.

12- Quem são os membros das seitas a que me refiro? Onde estão ou quais os nomes de seus grupos?

São todos aqueles que se enquadram no que acima foi descrito, independentemente de grupos ou movimentos.

Autor: Pe. Rodrigo Maria

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Catolicismo e religiões não-católicas

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Em síntese: O Encontro de Oração de Assis (27/10/86) foi a aplicação concreta dos dizeres da Declaração Nostra Aetate do Concílio do Vaticano II  relativa às religiões não-cristãs. O Concílio reafirmou a obra redentora  de Jesus Cristo com única e definitiva a necessidade de que todos os homens se incorporem à Igreja fundada por Cristo como sacramento primordial da salvação. Além disto, porém, reconheceu o que haja de verdadeiro e santo fora do Catolicismo; são lampejos daquela Verdade que ilumina todo homem (cf. Jo 1,9). Na verdade, existe o senso religioso congênito em todo ser humano, segundo o qual os povos reconhecem a existência de Deus ou do Transcendental, a quem se dirigem espontaneamente em oração. Ora foi na base dessa religiosidade natural que o S. Padre João Paulo II quis convidar chefes religiosos não-cristãos a fim de jejuarem e orarem em Assis pela paz mundial. Não houve debate teológico nem tentativa de procurar  um mínimo denominador comum de todos os Credos; nem sequer foi redigido um formulário único de orações. Ficou assim afastada qualquer aparência de sincretismo; no momento culminante da Jornada, cada grupo proferiu a sua prece, enquanto os demais assistiam em silêncio. Assim foi dado um passo importante para a aproximação dos homens entre si, com respeito à identidade de cada Credo, não porque todos os Credos sejam equivalentes entre si, mas porque  todos têm sua base comum no senso religioso inato em todo homem.

O Encontro de Oração promovido pelo S. Padre João Paulo II em Assis (27/10/86) tem suscitado debates: o fato de se haverem reunido representantes de crenças religiosas monoteístas, panteístas e politeístas para rezar (cada grupo a seu modo) na mesma assembléia pareceu a alguns significar que o Catolicismo admite hoje o relativismo das proposições religiosas ou o indiferentismo religioso. Ora, deve-se dizer que a iniciativa-convite do S. Padre não é senão uma aplicação dos dizeres da Declaração Nostra Aetate do Concílio do Vaticano II sobre as religiões não-cristãs; para manter contato com os responsáveis destas diversas crenças, a Santa Sé fundou, após o Concílio, o Secretariado para o Diálogo  com as Religiões  Não-Cristãs.

A atitude aberta da Igreja frente a outras correntes religiosas tem levado teólogos a posições exageradas a respeito da validade das mesmas para a salvação  eterna. Vamos, a seguir, enunciar  o problema que as novas teorias suscitam e fixar as linhas-mestras do pensamento católico a propósito.

O problema

1. Há quem diga que “a presença salvífica de Deus é mais ampla do que os seres humanos e a Igreja”. Por  conseguinte, as religiões não-cristãs seriam “caminhos de salvação incluídos positivamente no plano salvífico de Deus”; nelas estaria atuando a graça de Cristo, de  modo que aqueles que aí se salvem, conseguiram a salvação pela graça de Cristo, “causa constitutiva” dos bens definitivos; todavia os adeptos de tais crenças religiosas ignoram, diz Karl Rahner, a ação  mediadora de Cristo, de modo que são “cristãos anônimos”, chamados, porém, a tornar-se cristãos explícitos, plenamente integrados na Igreja.

2. Outros teólogos vão mais longe. Consideram as religiões não cristãs como vias de salvação  independentes  umas das outras e de Cristo. O Senhor Jesus não seria a causa constitutiva da salvação nem a Igreja seria necessária. A finalidade desta seria apenas a de revelar e promover o Reino de Deus, que se vai formando na terra desde o primeiro instante da criação. Ora, Deus pode ter algo a dizer ou realizar além do que foi dito e efetuado por Cristo; em conseqüência, os cristãos entram em diálogo com outras correntes religiosas não só para ensinar, mas também para aprender o que eles nunca aprenderam. Contudo dizem tais teólogos – Cristo é a revelação final de Deus e, por isto, é normativo para todas as religiões: embora Cristo não seja a causa constitutiva da salvação, Ele é a norma segundo a qual as religiões devem aferir a sua validade, e o termo final em que elas encontram a sua consumação. Cristo não está no interior das religiões não-cristãs, mas está acima delas, como norma definitiva e
“catalisador crítico”. Por conseguinte, é possível salvar-se fora da Igreja, mas não fora de Cristo. Tal é a posição de Hans Küng.

3. Outros ainda se atiram mais longe. Afirmam que o Cristianismo se coloca simplesmente ao lado das outras crenças religiosas e que Jesus tem, para a salvação, a mesma importância que os fundadores de outras religiões. Assim descreve tal posição P. Knitter no artigo La teologia cattolica delle religioni a  un crocevia, na revista Concilium XXII (1/1986), pp. 138-140):

“Tais teólogos estão promovendo um modelo teológico que vê Cristo juntamente  com outras religiões e outras figuras religiosas. Insistem em dizer que é possível/provável que, com Cristo e o Cristianismo, outras tradições tenham a sua validade própria e independente e o seu lugar ao sol. Como sugere o mito da torre de Babel, o pluralismo pode ser vontade de Deus. A verdade pode não estar ligada à unidade (Pannikar). Mais concretamente: … pode acontecer que  o budismo e o hinduísmo sejam tão importantes para a história da salvação quanto o Cristianismo e que outros mestres e salvadores sejam tão importantes quanto Jesus de Nazaré.

Pode-se dizer  que esta nova perspectiva é a etapa mais recente de uma evolução natural no interior da Teologia católica das religiões; essa evolução passaria do  eclesiocentrismo (Cristo/Igreja contra as religiões) ao Cristocentrismo (Cristo dentro ou acima das religiões) e, finalmente, ao Teocentrismo. O centro da história da salvação e ponto de partida para o diálogo inter-religioso seria não mais a Igreja (como necessária à salvação), nem Cristo (como normativo para a salvação), mas Deus como Mistério Divino”.

Os fiéis católicos que adotam tais teorias recentes, perdem o seu zelo missionário ou o interesse pela conversão dos não-católicos à fé da Igreja; perguntam: “Se os homens se salvam também em outras correntes religiosas, qual a necessidade de crer em Cristo e de pertencer à Igreja? Qual o papel de Cristo e da Igreja na obra de salvação dos homens?” Com outras palavras: “Se a graça de Deus age nas outras correntes religiosas e salva os que lhes aderem com sinceridade e boa fé, por que deveria a Igreja interessar-se pela conversão  dos não-cristãos ao Cristianismo?” – Tais indagações deixam muitas pessoas inquietas e exigem esclarecimentos  seguros.

O plano divino de salvação

Podemos resumir em cinco proposições a doutrina católica referente à salvação:

“Deus quer que todos os homens sejam salvos” (1Tm 2,3s)

São palavras do Apóstolo:

“Deus nosso Salvador quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade” (1Tm 2,3s). Algo de semelhantese lê 2Pd 3,9: “O Senhor não tarda a cumprir a sua promessa, como pensam alguns, entendendo que há demora; ele está usando de paciência para convosco, porque não quer que alguém se perca, mas que todos venham a converter-se”.

No Evangelho o Senhor manifesta sua vontade salvífica universal quando se despede dos Apóstolos:

“Ide e fazei que todas as nações se  tornem discípulos, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-as a observar tudo quanto vos ordenei. E eis que estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos” (Mt 28,19s; cf. Mc 16,15s).

Já os profetas do Antigo Testamento apregoavam esse mesmo desígnio salvífico válido para todos os povos:

“Dias virão em que o monte da casa do Senhor será estabelecido no mais alto das montanhas e se alçará acima de todos os outeiros. A ele acorrerão todas as nações; muitos povos virão dizendo: “Vinde, subamos ao monte do Senhor, à casa do Deus de Jacó, para que ele nos instrua a respeito dos seus caminhos e assim andemos nas suas veredas”. Com efeito, de Sion sairá a Lei, e de Jerusalém a palavra do Senhor. Ele julgará as nações, corrigirá muitos povos. Estes quebrarão as suas espadas, transformando-as em relhas, e as suas lanças, a fim de fazerem podadeiras. Uma nação não  levantará a espada contra outra, nem aprenderão mais a fazer guerra. Ó casa de Jacó, vinde, andemos na luz do Senhor!” (Is 2,2-5).

No livro do profeta Isaías, o Servidor de Javé é chamado a levar a salvação de Deus até as extremidades da terra (cf. Is 49,6). Jonas foi enviado a pregar aos habitantes de Nínive pagã, a  fim de que se convertessem e salvassem  (cf. Jn 3, 1-10).

Essa vontade salvífica de Deus não é meramente teórica; ao contrário, implica que o Senhor dê a todos os homens os meios ou a graça para libertar-se do pecado e das suas conseqüências, chegando assim a receber uma vida nova, que os põe em comunhão com o próprio Deus. Ninguém se salva  por suas próprias forças, mas tão-somente por graça de Deus.

2.2. O desígnio salvífico de Deus se exerce por Jesus Cristo e somente por Jesus Cristo

Jesus é o Salvador (…), e o único Salvador. Eis duas proposições muito claras nas fontes da fé.

a) “Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores”, afirma São Paulo (1Tm 1,15). Ele “veio para procurar e salvar o que se perdera” (Lc 19,10). “Como pela desobediência de um só homem todos foram feitos pecadores, assim também pela obediência de um só todos são justificados” (Rm 5, 19). Ainda afirma o Apóstolo: “Todos pecaram e estão privados da glória de Deus, mas são justificados gratuitamente pela sua graça, em virtude da redenção realizada por Jesus Cristo” (Rm 3,23s).

b) Jesus não é um Salvador, ao lado de Buda, Moisés, Zaratustra, Lao-Tse, Confúcio, Maomé (…). Como os demais homens, também estes chefes religiosos precisam da salvação que vem de Jesus vCristo. Este é a Porta, que dá acesso ao rebanho de Deus: “Eu sou a Porta; se alguém entra por mim, será salvo” (Jo 10,9).

Por isto São Pedro pôde professar diante do Sinédrio: “Em nenhum outro (se não em Jesus) há salvação; com efeito, não foi dado outro nome aos homens debaixo do céu, pelo qual possamos ser salvos” (At 4, 12).

c) Jesus, único Salvador, é também o Salvador definitivo: a salvação trazida por Ele não será substituída por nenhuma outra dispensação da graça: “Ninguém vai ao Pai senão por mim”, pois Jesus “é o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6). É São Paulo quem escreve: “Há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, o homem Jesus Cristo, que se deu em resgate por todos” (1Tm 2,5s).

A posição de Jesus como Salvador não se deriva da grandeza da sua personalidade humana nem da profundidade da sua mensagem, mas do fato de que Ele é o Filho de Deus feito homem. Jesus não é  simplesmente um grande profeta ou um chefe dinâmico nem um místico ardoroso, penetrado do senso de Deus mais do que os outros mestres; Ele ultrapassa todas estas categorias, visto que é o próprio Deus manifestado na carne humana.

2.3. A salvação obtida por Cristo pressupõe o Batismo e certa forma de pertença à Igreja instituída por Jesus e confiada a Pedro

Na verdade, ninguém pode entrar no Reino de Deus se não nasce da água e do Espírito Santo (cf. Jo 3,5), isto é, se não recebe o Batismo, que incorpora o fiel ao novo povo de Deus, que é a Igreja: “Ide por todo o mundo, e pregai o Evangelho a toda criatura. Quem e for batizado, será salvo, mas quem não crer será condenado” (Mc 16, 15s). Por isto o Concílio do Vaticano II “ensina, apoiando-se sobre a S. Escritura e a Tradição, que esta Igreja peregrina é necessária à salvação” (Constituição Lumen Gentium nº 14). Mais explicitamente diz o Concílio:

“Somente Cristo presente para nós em seu Corpo, que é a Igreja, é o Mediador e a via da salvação; ora, Ele, inculcando expressamente a necessidade da fé e do Batismo, confirmou também a necessidade da Igreja, na qual os homens entram mediante o Batismo como por uma porta” (Constituição Lumen Gentium nº 14).

Eis, porém, que a obrigação de pertencer à Igreja só se impõe àqueles que conhecem a Igreja e sabem que é, por disposição divina, necessária à salvação. Diz o Concílio:

“Não podem salvar-se aqueles que, sabendo que a Igreja  Católica foi fundada por Deus mediante Jesus Cristo como instituição necessária, apesar disto não querem entrar nela ou nela  perseverar” (Const. Lumen Gentium nº 14).

Tal caso parece raro; identifica-se com o pecado contra o Espírito Santo, que é a recusa explícita e consciente da graça de Deus. Muito mais freqüente é o caso daqueles que, sem culpa (por falta de adequada instrução religiosa), ignoram sentido do Evangelho e da Igreja. Estes não têm em consciência a obrigação de aderir à Igreja para salvar-se; o Senhor Deus não lhes pede o que eles não podem dar; salvar-se-ão se procurarem sinceramente fazer a vontade de Deus como a conhecem, mesmo permanecendo fora da Igreja visível. São palavras do Concílio:

“Aqueles que, sem culpa, ignoram o Evangelho de Cristo e sua Igreja mas buscam a Deus de coração sincero e tentam, sob o influxo da graça, cumprir por obras a Sua vontade conhecida através do diante da consciência, podem conseguir a salvação eterna. E a Divina Providência não nega os auxílios necessários à salvação àqueles que sem culpa ainda não chegaram ao conhecimento expresso de Deus e se esforçam, não sem a divina graça, por levar uma vida reta. Tudo o que de bom e verdadeiro se encontra entre eles, a Igreja julga-o como preparação evangélica, dada por Aquele que ilumina todo  homem, para que tenha a vida” (Const. Lumen Gentium nº 16).

Estas palavras se aplicam até aos ateus que de boa fé estejam no ateísmo. Educados em ambiente hostil à religião, só conhecendo caricaturas de Deus e do Evangelho, muitos cidadãos dos países comunistas podem dizer-se ateus simplesmente por não conhecerem a verdadeira face de Deus; não obstante, pode-se admitir que em alguns casos haja uma consciência sincera, capaz de se sacrificar em prol da verdade que conhecem, em prol do bem, da honra, da fidelidade, da responsabilidade, etc. Só não são crentes, porque nunca lhes foi proposta a autêntica imagem de Deus. Esses podem salvar-se com a graça de Deus, mediante o sangue de Cristo e pelo sacramento da Igreja.

Essa mediação da Igreja, “corpo prolongado de Cristo” (cf. Cl 1,24), pode ser visível ou invisível. Visível… no caso dos fiéis que explicitamente pertencem à Igreja. Invisível (…), no caso dos que não professam a mesma fé ou não obedecem aos mesmos pastores; estes, desde que estejam sinceramente de boa fé em sua posição filosófico-religiosa, pertencem invisivelmente à Igreja, pois são atingidos, sem o saber, pela salvação  que passa pela Igreja; a fé ensina que Cristo Redentor e sua Igreja, confiada a Pedro e seus sucessores, são inseparáveis um do outro.

Com outras palavras pode-se ainda dizer: todos os homens que se salvam, salvam-se mediante o Batismo ministrado  por Cristo e pela Igreja. Todavia distinga-se:

1) O Batismo de água, recebido por quem pertence visivelmente à Igreja;

{explícito: no caso dos catecúmenos que morram antes do Batismo de  água;

2) Batismo de desejo:

implícito: tal é o caso das pessoas que, embora ignorem a necessidade do sacramento do Batismo, vivem tão reta e sinceramente que, se conhecessem a instituição do Batismo por parte do Senhor Deus, logo o pediriam. Tais pessoas esforçam-se por corresponder em tudo às inspirações de Deus, tais como as podem captar.

Mais de uma vez, o Concílio do Vaticano II incutiu a posição singular da Igreja Católica entre todas as demais comunidades religiosas. Assim a própria Declaração sobre a Liberdade Religiosa enfatiza:

“Professa em primeiro lugar o Sacro Sínodo que o próprio Deus manifestou ao gênero humano o caminho pelo qual os homens, servindo a Ele, pudessem salvar-se e tornar-se felizes em Cristo. Cremos que essa única e verdadeira Religião subsiste na Igreja Católica e Apostólica, a quem o Senhor Jesus confiou a tarefa de difundi-la aos homens todos, quando disse aos apóstolos: “Ide, pois, e ensinai os povos todos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-lhes a guardar tudo quanto vos mandei” (Mt 28, 19s). Por sua vez, estão os homens todos obrigados a procurar a verdade, sobretudo aquela que diz respeito a Deus e à sua Igreja e, depois de conhecê-la, a abraçá-la e a praticá-la” (Declaração Dignitatis Humanae nº 1).

O mesmo se lê na Constituição Lumen Gentium:

“Esta é a única Igreja de  Cristo, que no Símbolo confessamos una, santa, católica e apostólica; que nosso Salvador, depois da sua ressurreição, entregou a Pedro para apascentar (Jo 21,17) e confiou a ele e aos demais apóstolos para a propagar e reger (cf. Mt 28, 18-20), erguendo-a para sempre como coluna e fundamento da verdade (cf. 1Tm 3,15). Esta Igreja, constituída e organizada neste mundo como uma sociedade, subsiste na Igreja  Católica governada pelo sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele, embora fora de sua visível  estrutura se encontrem vários elementos de santificação e verdade. Estes elementos, como dons próprios à Igreja de Cristo, impelem à unidade católica”  (nº 8).

O verbo subsiste ocorrente nos dois textos acima quer dizer que a Igreja de Cristo se encontra, com todos os seus elementos essenciais e santificadores, na Igreja Católica confiada a Pedro e seus sucessores; ao lado desta, existem comunidades eclesiais que possuem elementos da Igreja (a Bíblia, o Batismo, a oração, o espírito de mortificação…), mas não os possuem todos; nelas a Igreja de Cristo só pode existir imperfeita ou incompleta.

2.4. Em consequência toca à Igreja Católica o dever missionário de anunciar o Evangelho

É o que declara o Decreto Ad Gentes sobre a ação missionária da Igreja:

“O motivo dessa atividade missionária está na vontade de Deus, que “quer que todos os homens sejam salvos e venham ao conhecimento da verdade. Porque um é Deus, um é também o mediador entre Deus e os homens, o homem Cristo Jesus, que se entregou  para a redenção  de todos” (1Tm 2,4s). “E em nenhum outro há salvação”  (At 4,12). É necessário que pela pregação da Igreja todos O reconheçam e a Ele se convertam e pelo Batismo sejam incorporados nele e na Igreja seu Corpo. Cristo mesmo por sua vez, inculcando com palavras expressas a necessidade da fé e do Batismo, ao mesmo tempo confirmou a necessidade da Igreja, na qual os homens entram pelo Batismo como por uma porta… Por isto a atividade missionária hoje como sempre conserva íntegra a sua força e necessidade” (nº 7).

Pregar o Evangelho a quem não o conhece, é dever de caridade fraterna que incumbe a todo fiel católico, pois o Pão da Palavra que leva à vida eterna, ainda é mais necessário do que o pão de mesa. Não se confunda essa ação missionária com proselitismo. Este consiste em violentar a consciência dos ouvintes, constrangendo-os a abraçar a fé cristã mediante promessas de emprego, assistência médica, escola, etc. É indigno do pregador aumentar o número de seus seguidores mediante tais recursos, que exploram a indigência dos irmãos e os violenta; as verdades da fé hão de ser apregoadas com clareza e amor, de modo que os ouvintes as possam perceber e, se quiserem, livremente abraçar. Também não se deve confundir a pregação missionária com dominação cultural; o fato de que alguém transmite a verdade a seu semelhante, não lhe dá o direito de o dominar, como também não se torna dominador aquele que alfabetiza ou comunica traços de civilização universal.

2.5. A Igreja Católica reconhece a existência de autênticos valores religiosos fora do Catolicismo.

Esta afirmação fundamenta-se sobre duas observações:

1) Existe uma religiosidade natural congênita em todo e qualquer ser humano: assim todos reconhecem com certa facilidade a existência de Deus ou do Mistério e do Transcendental; todos são propensos a invocar a Divindade, especialmente nos momentos de tributação; todos têm uma consciência moral (ainda que rudimentar), a qual é a voz de Deus, pronta a denunciar o pecado e a exaltar a virtude; em geral, os povos professam também o amor ao próximo, principalmente aos mais necessitados (existe uma compaixão natural)… Daí surgem diversas formas de culto religioso natural (sem dúvida, mescladas de aberrações em muitos casos).

2) Alguns grupos religiosos ultrapassam a religiosidade meramente natural e professam elementos da religião revelada. Assim os judeus, que têm os livros do Antigo Testamento e a expectativa do Reino de Deus em sua plenitude. Assim também os muçulmanos, que reconhecem traços e figuras do Antigo e do Novo Testamento: o patriarca Abraão, Moisés, Jesus Cristo (embora só o considerem como Profeta), Maria Santíssima, a total submissão a Deus (Islã significa submissão).

Declara o Concílio:

“A Igreja Católica nada rejeita do que há de verdadeiro e santo nessas religiões (não católicas). Considera ela com sincera atenção aqueles modos de agir e viver, aqueles preceitos e doutrinas. Se bem que em muitos pontos estejam em desacordo com os que Ela mesma tem e anuncia, não raro, contudo, refletem lampejos daquela Verdade que ilumina todos os homens (cf. Jo 1,9)…

Exorta por isto seus filhos a que, com prudência e amor, através do diálogo e da colaboração com os seguidores de outras religiões, testemunhando sempre a fé e a vida cristãs, reconheçam, mantenham e desenvolvam os bens espirituais e morais, como também os valores sócio-culturais que entre eles se encontram” (Declaração Nostra Aetate nº 2).

É à luz destas proposição que repassamos

O Encontro de Assis

Tal assembléia reuniu, pela primeira vez na história, representantes da Igreja Católica, de outras comunidades cristãs e das principais religiões do mundo inteiro, a fim de se dedicarem ao jejum e à oração em prol da paz mundial.

É de notar que o Encontro de Assis não discutiu doutrinas. Não tentou encontrar um mínimo denominador comum de todos os Credos. Mas baseou-se no fato – eloqüentemente comprovado pela história das religiões – de que todo e qualquer homem, além de ser homo faber, homo ludens, homo sapiens, é também homo religious…, homem que acredita numa Realidade absoluta e que tem por experiência fundamental a experiência do Sagrado. Foi em função esta dimensão comum e fundamental que os homens se reuniram em Assis; a oração é a expressão mais espontânea e universal dos anseios religiosos do ser humano, anseios que a Declaração Nostra Aetate assim descreve:

“Por meio de religiões diversas procuram os homens uma resposta aos profundos enigmas para a condição humana, que tanto ontem como hoje afligem intimamente os espíritos dos homens, quais sejam: que é o homem, qual o sentido e o fim de nossa vida, que é bem e que é pecado, qual a origem dos sofrimentos e qual sua finalidade, qual o caminho para obter a verdadeira felicidade, que é a morte, o julgamento e a retribuição após a morte e, finalmente, que é aquele supremo e inefável mistério que envolve nossa existência, donde nos originamos e para o qual caminhamos” (nº 1).

Para evitar toda aparência de ecleticismo e por respeito aos diversos Credos, não houve uma fórmula única de oração, mas cada grupo rezou a seu modo em presença dos demais. No ponto culminante do Encontro de Assis, ou seja, na tarde de 27/10/86, houve especial empenho por evitar todo sincretismo: na praça adjacente à Basílica inferior de São  Francisco, foi colocado um estrado, ao qual tiveram acesso sucessivamente os diversos grupos religiosos, a fim de proferir a sua oração; os demais representantes religiosos, dispostos em semicírculo, assistiam em silêncio. Assim foram mantidas as diferenças num clima de aspirações convergentes e expressões similares. Deu-se um passo inédito no sentido de aproximar os homens entre si, salvaguardada a identidade religiosa de cada qual – o que está bem na linha do diálogo religioso preconizado pelo Concílio do Vaticano II.

Em vez de recear, possam os fiéis católicos regozijar-se por quanto se deu na memorável Jornada de 27/10/86!

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Neste artigo muito nos servimos do Editorial Salvezza in Cristo e le religioni non cristiane, de La Civiltà Cattolica, 07/02/1987, nº 3279, pp. 209-221.

Via site Cléofas