Religiosa que doou seu sangue para salvar doentes de ebola: a vida é para dá-la

 
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A irmã Paciência Melgar, a religiosa que doou seu sangue para salvar uma enfermeira espanhola infectada pelo ebola há quase um ano, assegurou que “a vida não é para ser guardada, mas para ser doada” e reconheceu: “fiz o que deveria ter feito”.

Em declarações à Agência Efe, a religiosa da Imaculada Conceição, agora missionária na Guiné Equatorial e antes na Libéria, um dos locais afetados pela terrível doença, fez um balanço do ocorrido há alguns meses quando conseguiu salvar sua vida e a de outras pessoas do vírus do ebola.

A religiosa é uma das poucas pessoas que conseguiu sobreviver à doença, que causou a morte de aproximadamente 11 mil pessoas em toda a África.

Graças aos anticorpos que estão no seu sangue, o governo da Espanha a encaminhou até Madri para utilizar seu sangue na cura da enfermeira auxiliar Teresa Romero, infectada ao atender outro missionário, o Irmão Miguel Pajares, o qual morreu logo depois de permanecer durante vários dias em um hospital da capital espanhola.

“Antes de completar um ano da infecção, todo este tempo foi como um sonho, como se não tivesse acontecido nada; pensei que todas as pessoas com as quais compartilhamos a luta durante muitos anos, ajudando a outros, já não estavam, estavam de férias”, explicou a religiosa fazendo menção a todos aqueles que conheceu e infelizmente morreram por causa deste vírus.

Entretanto, agora reconhece que ”já despertou deste ‘sonho’ e sente uma enorme tristeza”.

“Eu fiz o que deveria fazer, ajudei a outros e se este gesto ajudou, eu fico muito contente, sobretudo se criam rapidamente uma vacina para vencer essa doença mortal”, expressou a religiosa.

A irmã Paciência não foi repatriada em um primeiro momento da Libéria junto a seus companheiros Miguel Pajares e Juliana Bonoha. Os peritos consideraram que já era tarde para que superasse a doença. Superou o ebola na Monrovia e viajou à Espanha para doar seu soro, que foi usado para o tratamento da enfermeira Teresa Romero, primeira pessoa contagiada pelo vírus fora da África.

Recordando a razão pela qual doou o seu sangue, a religiosa assegurou que “a vida não é para ser guardada, mas para ser doada; devemos estar sempre disponíveis a ajudar os nossos irmãos, estarmos atentos para descobrir as necessidades de outros e atendê-los. Se cada um faz isso, estaremos mudando o mundo”.

Atualmente, ela continua seu trabalho entre os mais pobres da Guiné, nas áreas da educação e da saúde, e chama a atenção para que não esqueçam que existem outras doenças. “São mortes que poderiam ser evitadas, como as que causam a fome e a desnutrição, inclusive as das mães que morrem durante os partos”, declarou a Irmã Paciência.

Sua vocação precisamente está muito unida a este ideal de dar a vida pelos outros e confessa que desde a sua juventude “sempre tive este desejo dentro de mim” o qual me impulsiona hoje a fazê-lo.

A situação atual do ebola

A atual epidemia do ebola, que nasceu na Guiné em dezembro de 2013, é considerada a doença mais grave na África Ocidental, desde que identificaram este vírus em 1976 na África Central. Deixou 11.279 mortos dos 27.748 casos detectados. Mais de 99% dos casos se concentram na Guiné, Serra Leoa e Libéria.

Desde que epidemia foi divulgada, o trabalho daIgreja foi elogiado no mundo todo. Os missionários destes países não duvidaram em permanecer nestes lugares a fim de assistir os doentes, até pôr em risco a própria vida e morrer.

No dia 7 de janeiro deste ano, a Santa Sé publicou o documento intitulado “A resposta da Igreja Católica à emergência Ebola”, redigido pelo Pontifício Conselho da Justiça e da Paz.

O texto afirma que “a Santa Sé expressa seu mais sincero apreço às Igrejas Católicas locais de Guiné, Libéria e Serra Leoa por sua resposta rápida à crise causada pelo ebola” e assegura que “para potencializar ainda mais seus esforços e como resposta concreta à epidemia, a Santa Sé oferece uma contribuição econômica”.

A mensagem destaca que a Igreja não quis afastar-se desses lugares e permaneceria ajudando. “As pessoas procuram o Senhor nos momentos de medo e de necessidade”, afirma.

“A Igreja sempre está no meio deles, sendo testemunho visível da presença de Jesus Cristo. Está presente especialmente nos momentos de adversidade”.

O documento aborda também os recursos com os que a Igreja contribuiu para conter esta terrível doença.

Via ACI Digital

‘Eu não acreditava mais em Deus’: jovem evangelizado no Acamp’s hoje é sacerdote

padre denys felizVeja o que o amor Deus pode fazer na vida de uma pessoa. Há 20 anos, Denys Lima era um adolescente que se sentia distante de Deus e que buscava a felicidade em vários lugares e pessoas, menos em quem podia oferecê-la de verdade. Foi no Acampamento de Jovens Shalom (Acamp’s) que ele teve seu primeiro encontro pessoal com Jesus Cristo. Hoje, ele é padre e muito feliz! É responsável  pelo Setor de Sacerdotes e Seminaristas da Comunidade Católica Shalom. Confira o testemunho:

“Há 20 anos, eu fiz o meu primeiro Acamp’s, o Acampamento de Jovens Shalom, realizado pelo Projeto Juventude para Jesus, em Pacajus. Eu estava distante de Deus, era um jovem que buscava a felicidade em muitas realidades, como é próprio do jovem querer ser feliz.

Mas, já tendo experimentado muitas coisas, não sentia o meu coração saciado, sentia que algo estava faltando. Eu não acreditava mais em Deus, não aceitava mais ir a missa de Domingo ou qualquer outra realidade de contato com Deus. Foi aí que chegou para mim a oportunidade de ir ao Acamp’s, eu só fui porque estava sem opção nas férias.

Chegando lá, fui surpreendido com uma experiência muito forte e pessoal com Jesus Cristo. De fato, hoje eu olho e entendo que toda aquela incredulidade era a busca de uma experiência autêntica, como Tomé, que só aceitava acreditar em Jesus se experimentasse. Assim também era a minha postura.

Ao chegar ao acampamento, na primeira oração que houve, eu tive uma visualização de Jesus que pulava de alegria porque eu estava ressuscitando. Isso pra mim foi uma experiência pessoal do filho pródigo. Eu não sabia que isso estava nas Escrituras, que Jesus celebra e festeja aqueles que voltam. Eu voltei e Ele fez uma grande festa! Já são 20 anos e, de verdade, posso dizer que encontrei essa vida feliz. Hoje sou muito feliz como sacerdote, servindo o povo de Deus. Foi uma caminhada muito longa e muito bela onde Deus não me abandonou em nenhum momento. Na hora da provação, Ele sempre esteve comigo, foi o meu consolo. Na hora da alegria, Ele me trouxe aquela plenitude que eu estava buscando.

Deus abençoe vocês. Rezo por todos neste tempo em que faço 20 anos de Acamp’s. Sou feliz, sou Shalom! Fiquem com Deus”

 

Via Comunidade Shalom

 

Jamaal, o muçulmano que escolheu morrer com os cristãos

Jamal Rahman_

Um “justo do Islã” que não quis se aproveitar da própria fé para salvar-se do ISIS

Lentamente, vão chegando as histórias dos cristãos etíopes assassinados no último vídeo divulgado pelo ISIS. Entre eles, uma história inesperada é contada por Giorgio Bernadelli emMissionLine, a revista do Pontificio Istituto Missioni Estere (PIME).

Entre os 28 homens que são apresentados no vídeo como “cristãos etíopes”, na verdade havia um muçulmano. Ele se chamava Jamaal Rahman e também era um migrante procedente da Etiópia. Mas sua família é islâmica. Como é possível? Ao que parece, porque ele mesmo decidiu ficar ao lado de um amigo seu cristão que, como ele, realizava essa viagem da esperança.

A notícia foi confirmada por “uma fonte insuspeita: um miliciano de Al Shabab, os fundamentalistas islâmicos da Somália”.

Atualmente, circulam duas versões da história. A primeira: como conta um jornal online da Somália, Jamaal teria se convertido ao cristianismo durante a viagem.

Mas há outra versão, muito mais verossímil, que procede igualmente de ambientes jihadistas: o muçulmano Jamaal teria se oferecido como refém voluntário ao jihadistas, em solidariedade com o amigo cristão com quem estava fazendo a viagem. Talvez tenha pensado que a presença de um muçulmano no grupo poderia salvar a vida dos outros.

Mas não foi assim: ele também foi assassinado, tratado como um apóstata. Parece uma nova história do “Justo do Islã”, quem decidiu opor-se abertamente ao ISIS, mesmo conhecendo o risco que corria.

A história e a decisão de Jamaal Rahman lembram a de Mahmoud Al ‘Asali, o professor universitário muçulmano que, no verão passado em Mossul, “declarou-se publicamente contra a perseguição dos cristãos da cidade”. Também ele pagou com a própria vida por este comportamento.

 

Via Aleteia

Feliz Aniversário Papa Emérito Bento XVI

Hoje é dia em o nosso querido Papa Bento XVI completa 88 anos de e então resolvemos selecionar algumas das frases mais marcantes de sua vida como sacerdote e como Papa.

benedict-16-cns“Nenhuma religião e nenhuma cultura pode justificar o recurso à intolerância e a violência. Usar uma palavra revelada, as escrituras sagradas, o nome de Deus para justificar nossos interesses, nossas políticas fáceis e convenientes ou nossa violência, é um grave erro.” Papa Emérito Bento XVI

“…A Igreja precisa se opor às ‘marés’ de modismos e das últimas novidades…”.

Papa Emérito Bento XVI

“queridos jovens, a Igreja necessita autênticos testemunhos para a nova evangelização: homens e mulheres cuja vida tenha sido transformada pelo encontro com Jesus; homens e mulheres capazes de comunicar esta experiência aos outros.”Papa Bento XVI

“ueridos jovens, exorto-vos a adquirir intimidade com a Bíblia, a tê-la à mão, para que seja para vós como uma bússola que indica o caminho a seguir. Lendo-a, aprendereis a conhecer Cristo”Papa Bento XVI

“OMundo necessita do testemunho da vossa fé.”

Papa Bento XVI

“A fé é mais do que uma palavra, mais do que uma idéia; significa entrar na comunhão com Jesus Cristo e, por meio d’Ele, com o Pai. É o verdadeiro fundamento da comunidade dos discípulos, a base para a unidade da Igreja.”
Papa Emérito Bento XVI

“O compromisso missionário é uma dimensão essencial da fé: não se crê verdadeiramente se não se evangeliza.”
Papa Emérito Bento XVI

“Procurando tornar o Evangelho presente no ambiente digital, podemos convidar as pessoas a viverem encontros de oração ou celebrações litúrgicas em lugares concretos como igrejas ou capelas. Não deveria haver falta de coerência ou unidade entre a expressão da nossa fé e o nosso testemunho do Evangelho na realidade onde somos chamados a viver, seja ela física ou digital… Somos chamados a dar a conhecer o amor de Deus até aos confins da terra.”
Papa Emérito Bento XVI

“O nosso testemunho será cada vez mais incisivo quanto menos procurarmos a nossa glória e sermos conscientes de que a recompensa do certo é Deus.”
Papa Emérito Bento XVI

“Assim, a nossa procissão de hoje quer ser imagem de algo mais profundo, imagem do fato que nos encaminhamos em peregrinação, juntamente com Jesus, pelo caminho alto que leva ao Deus vivo. É desta subida que se trata: tal é o caminho, a que Jesus nos convida. Mas, nesta subida, como podemos andar no mesmo passo que Ele? Porventura não ultrapassa as nossas forças? Sim, está acima das nossas próprias possibilidades. Desde sempre – e hoje ainda mais – os homens nutriram o desejo de “ser como Deus”; de alcançar, eles mesmos, a altura de Deus. Em todas as invenções do espírito humano, em última análise, procura-se conseguir asas para poder elevar-se à altura do Ser divino, para se tornar independentes, totalmente livres, como o é Deus. A humanidade pôde realizar tantas coisas: somos capazes de voar; podemos ver-nos uns aos outros, ouvir e falar entre nós dum extremo do mundo para o outro. E todavia a força de gravidade que nos puxa para baixo é poderosa. A par das nossas capacidades, não cresceu apenas o bem; cresceram também as possibilidades do mal, que se levantam como tempestades ameaçadoras sobre a história. E perduram também os nossos limites: basta pensar nas catástrofes que, nestes meses, afligiram e continuam a afligir a humanidade.”

Papa Emérito Bento XVI

“Às vezes o ar que respiramos em nossas sociedades não é saudável, está contaminado por uma mentalidade que não é cristã, e que também não é humana, porque está dominada por interesses econômicos, preocupada apenas com as coisas terrenas e privada de uma dimensão espiritual.”
Papa Emérito Bento XVI

“Não se deixem intimidar por um ambiente no qual se pretende excluir Deus e no qual o poder e o prazer são os principais critérios que regem a existência.”
Bento XVI

“O pecado é sempre uma ‘droga’, mentira de falsa felicidade.”
Papa Emérito Bento XVI

“Estamos nos dirigindo a uma ditadura do relativismo, que não reconhece nada como definitivo e tem seu mais alto valor no próprio ego e nos próprios desejos.”
Papa Emérito Bento XVI

“A tolerância que só admite Deus como opinião privada, mas que lhe nega o domínio público (…) não é tolerância, senão hipocrisia.”
Papa Emérito Bento XVI

“Sem verdade, a fé não salva, não torna seguros os nossos passos.” Papa Emérito  Bento XVI

“A eficácia do nosso serviço à Igreja, depende essencialmente da nossa fidelidade à realeza divina do Amor crucificado.”
Papa Emérito Bento XVI

“Não procuro aplausos, procuro obedecer à Verdade.”
Papa Emérito Bento XVI

“O nosso testemunho será cada vez mais incisivo quanto menos procurarmos a nossa glória e sermos conscientes de que a recompensa do certo é Deus.”
Papa Emérito Bento XVI

“Cada um, mesmo quem se encontra afastado, traz consigo a marca de Deus e, portanto, evidentemente, tem sempre uma sede de infinito, do belo e do bom.”
Papa Emérito Bento XVI

“Quem bate palmas na Missa está aplaudindo os algozes (de Cristo na cruz).”
Papa Emérito Bento XVI

“A falta de unidade (entre as igrejas cristãs) mina a credibilidade da mensagem cristã divulgada à sociedade.”
Papa Emérito Bento XVI

“Não tenhais medo de viver e testemunhar a fé nos vários setores da sociedade, nas múltiplas situações da existência humana!”
Papa Emérito Bento XVI

“Não se pode seguir Jesus de forma solitária. Quem cede à tentação de ir ‘por sua própria conta’ ou de viver a fé segundo a mentalidade individualista, que predomina na sociedade, corre o risco de nunca encontrar Jesus Cristo, ou de acabar seguindo uma imagem falsa d’Ele.”
Papa Emérito Bento XVI

“Uma liturgia participativa é importante, mas uma que não seja sentimental. A liturgia não deve ser simplesmente uma expressão de sentimentos, mas deve emergir a presença e o mistério de Deus no qual ele entra e pelo qual nós nos permitimos ser formados.”
Papa Emérito Bento XVI

“Não existe santidade sem amor. E não pode existir amor sem a verdade. Ora, assim como só se pode dar a saúde combatendo a doença, também só se pode defender e ensinar a verdade, condenando o erro oposto a ela.”
Papa Emérito Bento XVI

A Igreja Católica não era aquilo que eu imaginava ser

f_188732A Jornada Mundial da Juventude de 2013 foi um evento decisivo para o jovem Joathan, de Mossoró, Rio Grande do Norte. Depois de cinco anos no protestantismo, o seu coração inquieto conheceu o sucessor de São Pedro e voltou para casa. Conheça o seu belo testemunho e descubra como a formação do site fê-lo deixar o mundo e as suas ilusões para abraçar a fé católica.

Olá, meus caros da Equipe Christo Nihil Praeponere!

Sei que o Reverendíssimo Padre Paulo Ricardo é um homem muito atarefado, mas gostaria que, se possível, pelo menos uma parte desta mensagem chegasse até ele. Na verdade, gostaria de ter falado sobre minha história a vocês há muito tempo, mas após ver a postagem “Católico e protestante debatem em avião”, senti que já era hora de contar como o Pe. Paulo Ricardo ajudou a me levar a Roma. Aí vai:

“Eu peço que vocês sejam revolucionários, que vão contra a corrente; sim, nisto peço que se rebelem: que se rebelem contra esta cultura do provisório que, no fundo, crê que vocês não são capazes de assumir responsabilidades, que não são capazes de amar de verdade. Eu tenho confiança em vocês, jovens, e rezo por vocês. Tenham a coragem de ‘ir contra a corrente’. Tenham a coragem de ser felizes!” (Papa Francisco, Encontro com os Voluntários da JMJ, 28 de julho de 2013)

Amado padre,

Parecia que seria uma semana normal, mas, na realidade, a partir dali minha vida mudaria por completo. Começava a Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro. Um evento que parecia sem importância para mim, afinal, há cinco anos eu tinha ingressado em uma igreja protestante.

Aos 12 anos, batizado e nascido em uma família católica, aceitei o convite de um amigo para assistir a um culto na Assembleia de Deus. No início do culto, o pastor informava à comunidade que ali se encontrava um jovem que queria aceitar a Jesus como seu Salvador. Naquele ambiente totalmente novo, aquilo parecia irresistível.

Eu, inocente, era esse jovem. Fascinado com a alegria daquelas pessoas, pela forma calorosa com a qual fui recepcionado, levantei a mão e fui conduzido até o púlpito para que a assembleia fizesse uma oração. No dia seguinte, fui à primeira aula de um curso de novos convertidos.

Naquelas aulas aprendi que adorar imagens era errado, que o sacerdote pode casar, que somos salvos apenas pela fé no Senhor Jesus, que a Bíblia é a única fonte infalível de fé e que nos seus 2.000 anos a Igreja Católica havia se perdido e se tornado um antro de perdição. Poucos anos depois, me tornei professor convidado do curso e lecionava a aula sobre Bíblia, quando aproveitava para reverenciar os reformadores protestantes, que teriam tornado as Sagradas Escrituras acessíveis a todos, firmados nos postulados da sola Scriptura e na livre interpretação pessoal.

Cinco anos depois, algo me incomodava. Meu coração sofria um turbilhão de emoções, de pensamentos desordenados. As palavras daquele Papa sorridente, de alguma forma, preenchiam um vazio dentro de mim. As imagens que eu via, na televisão, daquela miríade de jovens exultando alegria com sua fé católica me perturbavam.

Após a Jornada, notei que, no Instituto Federal do Rio Grande do Norte, onde eu estudava, havia um grupo universitário de oração tímido, mas bastante ativo, e que aquelas quatro pessoas davam um testemunho genuíno da sua fé (enquanto isso, o grupo de oração protestante estava desativado porque os irmãos evangélicos não se interessavam mais em manter os encontros).

“Como é possível?” – eu me perguntava. Meus pastores haviam ensinado que a Igreja Católica era a grande babilônia, a prostituta do Apocalipse! Qual a explicação para a alegria daqueles jovens com sua fé? Eu ouvira suposições de que o Papa era o Anticristo. Mas como Francisco confortava tanto meu coração?

Apesar de pertencer a uma igreja pentecostalista, eu não era como os outros. Preferia me recolher aos estudos de teologia, à oração individual e silenciosa, à evangelização nos hospitais e favelas. Buscava, dia e noite, a santificação. Mas como não me identificava com minha própria igreja, minha fé enfraquecia, minha busca sempre falhava. Meu pastor passou a proibir os jovens de irem ao shopping, ao cinema, as meninas de fazer um penteado curto. Segundo ele, não era coisa de cristão. E eu não podia concordar com aquilo.

Havia um vazio dentro de mim. Faltava algo. Finalmente, percebi que não era compatível com a Assembleia de Deus. Não podia encontrar ali o cristianismo de que gostaria. Por isso, no começo do ano, havia me afastado de uma vez por todas da igreja. O remédio para minha angústia foi o mundo e as ilusões que ele tem para oferecer.

Na verdade, meu choque ao ver aqueles jovens na JMJ ou aqueles do grupo de oração católico é que eles pareciam ser o que eu sempre quis ser também. Eles amavam ardentemente sua fé, sua Igreja, seu Papa. Aquilo que eu passei a observar ia de encontro com o que eu sempre havia pensado sobre religião. Se igreja protestante tinha erros, a católica muito mais!

Essa inquietação me fez ir atrás de respostas. Lembrei que tinha um site de um padre que eu odiava, em virtude dos seus vídeos criticando a fé protestante. O padre Paulo Ricardo! Acabei me tornando assinante do site e as aulas sobre o culto aos santos e às imagens e a sua intercessão foram o estopim para eu descobrir que não conhecia nada sobre catolicismo e deveria me aprofundar mais no assunto.

Foi então que eu descobri que os católicos não adoram os santos. Que, ao contrário do que eu ensinava nas aulas sobre a Bíblia, as indulgências e o purgatório faziam sentido, sim! Que, mesmo após a morte, continuamos pertencentes ao Corpo Místico de Cristo e nem a própria morte pode nos separar de Seu amor e da comunhão dos santos! Logo percebi que as doutrinas católicas nunca se chocavam com as Sagradas Escrituras e que estas só podiam existir graças à Sagrada Tradição (única fonte de fé dos primeiros cristãos) zelada pelo Magistério da Igreja, o fidei depositum.

Definitivamente, a Igreja Católica não era aquilo que eu imaginava ser.

Logo, comecei a frequentar as missas na Paróquia de São José. Ia aos sábados, visto que tinha menos gente e seria mais difícil alguém me reconhecer. Eu reparava em cada detalhe. Observava as imagens no Altar, me perdia a cada gesto feito pela assembleia na liturgia. Por que aquilo tudo? Eu não sabia. Só sabia que, de alguma forma, me sentia bem em estar ali.

Foi aí que eu percebi que estava diante de uma numerosa família de santos e anjos.Mais que uma comunidade eclesial, a Igreja é uma família na qual Cristo se faz real e substancialmente presente na Eucaristia, que alimenta e mantém firme aqueles que vão ao Seu encontro. Só então pude entender o verdadeiro significado da parusia tão falada no Novo Testamento. Não se trata apenas da vinda do Senhor no final dos tempos, mas também de sua presença real e gloriosa na Eucaristia. Eu tinha de fazer parte dessa família!

Padre, a Igreja é tão bela e minhas descobertas foram tão extraordinárias que é difícil resumir em um e-mail – dá para escrever um livro! Ah, eu poderia ainda falar sobre como me tornei escravo de amor de Nossa Senhora. Ainda relutei durante vários meses para ter meu encontro com Ela e ele só foi possível depois que descobri, através do senhor, o Tratado da Verdadeira Devoção. Mas fica para a próxima!

O fato é que aquele vazio já é passado. Conheci uma pequena comunidade nova chamada Missão Fides in Deum, onde me tornei vocacionado e hoje sou missionário. Aqui não me canso de retransmitir tudo o que aprendo com o senhor e numerosos outros santos, como Santa Teresa de Ávila e os santos doutores João da Cruz, Teresa de Lisieux, Tomás de Aquino, Agostinho e todo o vasto Magistério da Igreja, além – é claro – da minha querida e amada Beata Chiara Luce, um exemplo extraordinário para jovens católicos que, assim como eu, travam uma batalha espiritual diariamente nas universidades a fim de rejeitar o que é efêmero e dizer sim ao que é eterno e à vida em plenitude. O senhor – com seu site – me ajudou a chegar aqui! Não sei como agradecê-lo!

Hoje, menos de dois anos depois do que relatei aqui, minha vida é totalmente diferente. Amar Jesus Cristo e dedicar a vida à Igreja é o verdadeiro caminho da felicidade, não obstante a pesada cruz que isso requer que suportemos. Sim, padre, vale a pena!

Que o Senhor Jesus abençoe cada vez mais seu trabalho para que mais e mais católicos voltem à Mãe Igreja para beber da água de vida eterna, dos sacramentos e do rico magistério católico, a fim de que seja possível que mais homens como eu, afastados e sedentos de Deus, encontrem a verdade, “algo completamente novo. Como uma esperança que lhes cabe, como uma resposta que sempre procuraram secretamente”, como diz o Papa Bento XVI.

Inobstante toda a distância de Mossoró a Cuiabá, peço que meu anjo da guarda vá a seu encontro e transmita meu mais sincero e agradecido abraço!

Que Santa Luzia, padroeira de nossa Diocese, seja luz no múnus que o Senhor te confiou e Maria Santíssima, Senhora de Todos os Santos, interceda e ampare sempre todos vocês da Equipe Christo Nihil Praeponere.

Contem com minhas orações!

Mossoró/RN, 21 de março de 2015

Em Cristo,

Joathan.

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

J.R.R. Tolkien – De anglicano a católico fervoroso

J.R.R. Tolkien (1892-1973)

“Eu sou cristão (isso pode ser deduzido a partir de minhas histórias ), e, de fato, católico romano”

 

Nascido 03 de janeiro de 1892 , na África do Sul , John Ronald Reuel Tolkien é mais conhecido como o autor dos romances de fantasia “O Senhor dos Anéis” ( 1954-1955 ) e “Hobbit” (1937), no qual ele criou um mundo com uma nova linguagem, personagens estranhos e uma cultura imaginada. Ele se converteu ao catolicismo em 1900. Educado em Oxford , Tolkien finalmente retornou à universidade como professor de Inglês especializado em Antigo e Médio Inglês. Casou-se com Edith Bratt , depois que ela se converteu ao catolicismo. Eles tiveram quatro filhos. Tolkien morreu em 2 de setembro de 1973.

J.R.R. Tolkien tinha apenas três anos de idade e seu irmão, Hilary, um ano quando eles deixaram a África do Sul e voltaram para a Inglaterra com sua mãe, Mabel. Seu pai, Arthur, um banqueiro de Inglês, planejou sua saída, mas morreu inesperadamente de febre reumática em fevereiro de 1896. Mergulhado na tristeza, a mãe de Tolkien levou os dois meninos para a igreja anglicana “alta” , todos os domingos.

Sua rotina mudou drasticamente sem aviso num domingo, quando eles foram para a Igreja Católica de Santa Ana nas favelas de Birmingham. A mãe decidiu se converter ao catolicismo por razões que nunca explicadas. Na primavera de 1900, quando Tolkien tinha oito anos de idade, a jovem família foi recebida na fé católica.

Sua conversão desencadeou a ira dos membros da família que se opuseram fortemente ao catolicismo. Os parentes do lado de sua mãe eram unitários. Os Tolkiens eram batistas. Ambos os lados imediatamente cortaram o apoio financeiro. No entanto, a mãe de Tolkien permaneceu firme em sua fé e tomou para si a responsabilidade para si de incutir em seus jovens filhos seu amor ao catolicismo.

Padre Francis Xavier Morgan foi o pastor de sua paróquia. Um homem de bondade e humor, que interessou na luta da família. Ele visitou-os muitas vezes e serviu como uma figura paterna para os meninos.

Não demorou muito, no entanto, para que a tensão financeira familiar influenciasse Mabel Tolkien . Em abril de 1904, quando Tolkien tinha doze anos, sua mãe foi internada com diabetes e os meninos foram enviados para viver com parentes. Em junho, sua condição se estabilizou . Determinado a manter sua família unida , a mãe de Tolkien perguntou ao padre Morgan se poderia encontrar uma família com quem pudesse viver e compartilhar as refeições. Ele fez arranjos com o carteiro local e sua esposa.

Naquele outono sua condição piorou. No início de novembro, a mãe de Tolkien entra colapso e em um coma diabético, morrendo em 14 de novembro. A sua morte fortaleceu a fé de Tolkien na Igreja Católica. “Minha querida mãe era uma mártir de fato”, escreveu, “e não é para todos que Deus concede tão fácil seus grandes dons como fez a Hilary e eu, dando-nos uma mãe que se matou com mão de obra e problemas para assegurar -nos manter a fé”.

Seus parentes queriam mandar os meninos para uma escola protestante onde os seus laços com o catolicismo seriam cortados, mas a mãe de Tolkien tinha nomeado Padre Morgan em seu testamento como guardião de seus filhos e protetor de sua fé católica.

Nos anos que se seguiram, o padre Morgan usou sua renda familiar privada para ajudar os dois meninos. Ele encontrou um lugar para eles viverem e pagou seus estudos. Todo verão, levava-os de férias. “Eu aprendi a caridade e o perdão com ele”, lembrou Tolkien.

Quando Tolkien tinha dezesseis anos, ele se apaixonou por Edith Bratt que então tinha 19 anos e também era órfã. Seu guardião tinha providenciado sua convivência na mesma casa em que Tolkien e seu irmão embarcaram porque a dona da casa amava a música e permitiria que a jovem praticasse piano. Quando o Padre Morgan percebeu o inicio do romance, tentou fazê-lo mudar de idéia, e então mudou os meninos para uma nova casa proibindo Tolkien de falar ou escrever para Edith até que ele tinha vinte e um anos.

Em 1911, Tolkien se mudou para Oxford, onde se concentrou em seus estudos. À meia-noite do dia em que completou vinte e um anos , escreveu a Edith . Em poucos dias, eles estavam prestes a se casar.

Edith Tolkien tinha certeza de que queria se tornar um católica, mas ela sabia que seu responsável ficaria indignado. Tolkien descreveu como sua própria mãe tinha sido perseguida por sua família por causa de sua conversão. “Eu acredito ternamente”, disse Edith , “que nenhuma tibieza e medo mundano deve impedir-nos de seguir a luz com firmeza”.
Quando Edith disse a seu tio que ela planejava se converter, ele a deserdou. Em 8 de janeiro de 1914 ela foi recebida na Igreja Católica.

Tolkien se formou em Oxford no ano seguinte e se alistou como segundo tenente na Primeira Guerra Mundial. Em 22 de março de 1916, antes de partir para a França, ele se casou com Edith em uma cerimônia católica oficializada pelo Padre Morgan.

Tolkien permaneceu devotamente católico ao longo de sua vida e assumiu a responsabilidade de criar seus filhos como católicos durante os períodos em que Edith diminuiu o interesse no catolicismo. Seu filho mais velho tornou-se padre.

A obra de Tolkien tem fortes conotações religiosas. Ele usou suas histórias como uma forma de transmitir aos seus filhos sua fé em Deus e sua compreensão do bem e do mal.

“O Senhor dos Anéis é, naturalmente, uma obra fundamentalmente religiosa e católica”, admitiu Tolkien a um amigo jesuíta, ” inconsciente no início, mas consciente na revisão”.


Para outras leituras:

Humphrey Carpenter, J.R.R. Tolkien: The Authorized Biography (Boston: Houghton Mifflin Co., 1977).
Katheryn F. Crabbe, J.R.R. Tolkien (New York: Frederick Ungar Publishing Co., 1981).

Fonte: “A Century of Catholic Converts”, de Lourene Hanley Duquin

Tradução: Jonadabe Rios

 

Via Apologistas Catolicos

Ele disse “sim” à vida do filho e o transformou em um triatleta

José não deixou sua esposa abortar. Amou seu filho com deficiência mesmo antes dele nascer.


José Rosa das Neves

Quando Elkier estava dentro da barriga de sua mãe, aos sete meses de gestação, um exame revelou que ele tinha hidrocefalia e a má formação óssea da coluna. José Rosa das Neves, então, ouviu a esposa lhe dizer: “O médico quer falar com você. Vou ter que passar por um aborto”. Mas o pai achou aquilo um absurdo, e não foi ao consultório: “Independentemente de como ele vier, eu vou cuidar dele”.

Anos depois, a esposa de José Rosa pediu o divórcio, saiu de casa e o deixou com a guarda dos três filhos: Elkier, Ildyne e Iran, de apenas nove meses.

“Quando fiquei sozinho com as crianças, sofri, chorei, não sabia o que fazer. Foi o pior momento da minha vida. Pensei no pior. Na última hora você sempre pensa o pior”, relembrou José Rosa.

Mesmo com muitas dificuldades, José Rosa se empenhou para criar seus filhos da melhor maneira possível. Quando cresceu um pouco mais, a filha Ildyne o ajudou a cuidar de Elkier, e assim foi possível que José conseguisse um emprego.

José Rosa sempre praticava esportes, em especial, corridas de rua. Em 2013, ele resolveu correr pela primeira vez com Elkier, empurrando sua cadeira de rodas.

“Resolvi empurrar a cadeira numa corrida em 2013. Toda vez que passávamos pelo público, ele ficava feliz com os aplausos. Aquilo era demais. Eu achava que trocar fralda era o bastante, mas aprendi que o esporte também é muito grande. Não estou aqui apenas para dar comida, dar banho. Quero andar, sair, viajar, ir para vários lugares com ele.”

No final de 2014, apesar de não terem os equipamentos necessários para realizar a prova de ciclismo, José Rosa (46 anos) e Elkier (21 anos) participaram de um duatlo e de um triatlo.

Neste ano de 2015, José Rosa conseguiu um carrinho adaptado para bicicleta, e uma amiga lhe doou um bote, para ele puxar Elkier durante a natação. No último domingo, a dupla completou o Sesc Triathlon Caiobá, no Paraná. Elkier nunca quer ficar pra trás: é competitivo e gosta de ver os adversários comendo poeira!

“Quando passamos alguém durante a prova, ele mexe os braços e vibra, colocando a mão no rosto e dando risada. Quem não gosta de uma festa, de um barulho, de estar em evidência? Ele consegue expressar seus sentimentos. Nas provas que fiz com ele, essaalegria era notória.”

(Via O Catequista)