MOVIMENTO TRADICIONAL CATÓLICO E TRADICIONALISMO SECTÁRIO:

Alguns critérios para distinguir um adepto da Tradição de um membro de seitas sectárias

1- Quem não aceita e não se submete ao Magistério da Igreja não é mais Católico, seja tradicionalista ou progressista, mas membro de uma seita, cujos adeptos deixaram a condição de filhos da Igreja para se arvorarem em juízes da mesma… exatamente o que fez Lutero, Leonardo Boff e Cia;


2- Há movimentos tradicionais que são totalmente católicos, pois respeitam e aceitam a autoridade do Magistério
, razão pela qual embora prefiram a missa Tridentina, não renegam a validade, nem a sacralidade da Missa Nova; embora tenham críticas ao Concílio ou à falta de precisão em algumas partes de seu texto, não dizem que em si seja algo mal, mas o reconhecem como 21° Concílio Ecumênico promulgado de modo válido pela autoridade da Igreja;


3- Reconhecer a validade ou bondade do Concílio Vaticano II, não significa aprovar ou concordar com as falsas interpretações e a revolucionária aplicação do mesmo que se seguiu no período pós conciliar o que muito contribuiu para mergulhar a Igreja nessa profunda apostasia que hoje presenciamos, mas significa tão somente reconhecer que o Concílio e seu texto PODE e DEVE ser interpretado dentro da contínua Tradição da Igreja,
 de modo que, qualquer interpretação que fuja disso, deixa de ser Católica;

O Concílio Vaticano II não é dogmático.

Embora possua Constituições Dogmáticas, o mesmo se declarou Pastoral, sendo assim passível de equívocos e portanto de críticas construtivas, conforme a palavra de Bento XVI.
O fato de ser criticável, especialmente em alguns pontos ambíguos de seu texto e em algumas análises que eram circunstânciais e sobretudo em sua posterior aplicação prática, não tira sua sacralidade e sua catolicidade, pois existe uma interpretação correta para o texto dentro da Tradição contínua da Igreja.

Há um modo correto e Católico de se ler o texto conciliar. Isso se chama “Hermenêutica da Continuidade”.

É desonesto tomar uma falsa interpretação do Concílio dada pelos modernistas adeptos da hermenêutica da descontinuidade e atribuí-la a Igreja acusando-a de promover o erro através do Concílio, quando na verdade aquela NÃO é a interpretação da Igreja, nem foi a intenção dos padres conciliares em sua grande maioria.

Foi contra essa falsa interpretação e contra a injusta crítica que Bento XVI tantas vezes falou.

Portanto quando a Igreja afirma que a rejeição da autoridade da Igreja te faz deixar de ser católico é a isso que se refere.

O que todos nós devemos aceitar do Concílio é o que o Igreja ensinou e não a caricatura que progressistas e/ou tradicionalistas sectários apresentam.

-Não é verdade que o Concílio defenda o Ecumenismo relativista, essa é a errônea interpretação dos progressistas e também dos tradicionalistas sectários;

O Concílio NÃO relativiza a verdade de que a Igreja Católica é a única fundada por Nosso Senhor… O eterno “Extra Eclésia nula Salus”, ao contrário reafirmam os detratores, está afirmado com todas as letras na Constituição Dogmática Lumen Gentium que ensina que os que sabendo que essa é a verdadeira Igreja de Cristo, nela não entrarem ou nela não perseverarem não poderão se salvar;

Os padres conciliares ao falarem da “liberdade religiosa” tinham em mente a Igreja que estava privada de se manifestar e estava sendo perseguida em Estados totalitários comunistas, não a aprovação da ideia de que o Estado tem que reconhecer todo e qualquer culto;

E assim vai…

Portanto uma coisa foi o que os padres conciliares quiseram dizer e a Igreja aprovou e outra foi a interpretação que foi dada posteriormente e que, infelizmente acabou prevalecendo na maioria dos lugares…

O único remédio para que isso não acontecesse seria a Hermenêutica da Continuidade, a interpretação do Concílio dentro da doutrina católica de sempre. Mas como se sabe essa corrente não prevaleceu..

É falso dizer que a disciplina atual e também a Missa Nova se basearam em uma “areia movediça”. O que a Igreja sempre acreditou continuou sendo a mesmíssima coisa, com mudanças apenas no que é acidental.

Mas não seria o Concílio passivo de ser rejeitado devido os vários pontos dúbios de seu texto?

Evidentemente que NÃO, pois como já foi dito, a falsa interpretação nunca foi a doutrina da Igreja, mas a de seus traidores ou detratores.

Se queremos ajudar deveríamos fazer ver que, após o Concílio, a interpretação que a maior parte dos padres e bispos deram ao texto do Concílio foi falsa, não correspondendo a intenção da Igreja e da maior parte dos padres conciliares.

Não se pode negar essa fraqueza do texto que é ambíguo em muitos pontos e não claro em outros, se prestando a confusões e falsas interpretações, razão pela qual é tão criticável. Mas por outro lado não podemos absorver a falsa interpretação e rejeitar o Concílio como um todo por conta disso, pois nesse caso, o que entra em questão, mais do que o texto em si, é a autoridade da Igreja que o aprovou, de modo que rejeita-la é deixar de ser católico.


4- Reconhecer a validade e a sacralidade da Missa Nova, também não significa ignorar a infiltração maçônica ou a presença de protestantes na qualidade de observadores na Comissão de elaboração do Novus Ordo, mas significa não ignorar que também havia ali homens doutos e santos e que a Igreja ao aprovar e instituir o Novus Ordo não o fez convalidando qualquer intenção maligna ou herética de seus inimigos; significa enfim, o reconhecimento que a Igreja estabeleceu um rito, que é também, o oferecimento do verdadeiro Sacrifício do Calvário.
 O fato de se admitir, e mesmo lutar, para que este possa ser revisto afim de se modificar algumas partes para significar ou explicitar melhor a percepção do Sacrifício, em nada muda a verdade de que a Missa Nova é também o Santo Sacrifício do Altar;


5- Quem não aceita a autoridade da Igreja que promulgou o Concílio e estabeleceu o Novus Ordo, não é mais Católico.

Se negamos a sacralidade ou a validade de um rito instituído pela Igreja (seja o Antigo, o Novo ou qualquer outro), rejeitamos a autoridade que estabeleceu todos os ritos, caindo um exclusivismo sectário que não é Católico.

Evidente que aqui não nos referimos aos preferem ir a Missa Tridentina, ainda que apenas a essa, mas não desprezam o Novus Ordo, nem o têm em conta de inválido ou herético, mas o reconhece como um dos muitos ritos estabelecidos pela Santa Igreja.

O problema não são as críticas, das quais a Missa Nova (mas não apenas este Rito) é passível, mas na rejeição de sua validade ou sacralidade, assim como a não aceitação de que a Igreja tem autoridade para criar ou modificar ritos…

Se o Novus Ordo fosse ruim o Papa Bento XVI não o celebraria, assim como outros homens íntegros na fé como Cardeal Robert Sarah, Cardeal Burke, Cardeal Carlo Cafarra, Dom Atanasius Schneider e tantos outros… ou eles não celebram a Missa Nova?

Há cite a Bula “Quo Primum” de São Pio V para dizer que ali foi determinado que o Rito Tridentino era irretocável in eternum…

Ignoram esses que um Rito não é um dogma de fé e que o Papa tem poder não apenas de ligar, mas também de desligar, razão pela qual o próprio Concílio de Trento afirma que somente a Igreja tem autoridade para estabelecer um rito.

Antes de Paulo VI, o grande Papa São Pio X já havia modificado o Rito Tridentino, ainda que muito pouco, assim como João XXIII, pois a Igreja tem autoridade para tal… se isso foi o melhor ou não é outra discussão…


6- Os tradicionalistas sectários que só aceitam a missa Tridentina, não são católicos, pois caíram na “ritolatria”…
 adoram um rito e não a Jesus Cristo que em todos os ritos aprovados pela Igreja se faz presente;


7- A característica mais evidente das seitas, sejam elas quais forem, é o fechamento em si mesmas e o desprezo a todos os que são diferentes,
 ainda que legitimamente diferentes.
Desprezam a autoridade estabelecida e seguem determinados “gurus” que se tornam para os membros da dita seita mais infalíveis que o Sagrado Magistério…

Ora, a coisa mais absurda nas seitas tradicionalistas é o fato de desprezarem a autoridade da Igreja e mesmo a Lei de Deus, para seguirem seus próprios preceitos…

Esses indivíduos(as) têm convencido muitas pessoas, especialmente jovens mal formados na fé da Igreja, a deixarem de observar o preceito dominical a pretexto de que a Missa Nova não é válida ou é herética… Tenho visto muitas pessoas ficarem sem Confissão e sem a S.S. Eucaristia por causa da irresponsável orientação dos membros dessas seitas. Muitos desses têm vivido em pecado mortal porque não se confessam com “padres modernistas” (ou seja, qualquer um que celebre a missa Nova), permanecendo no perigo de assim morrerem e irem para o quinto dos infernos por conta dessa estupidez…

Outros têm se crismado de novo, alegando que a Crisma no Novus Ordo não é válida…

Quanta loucura!!!

Os líderes dessas seitas e todos quantos têm afastado as pessoas da graça de Deus e da unidade com a Santa Igreja, por conta dessas falsas ideias, terão que responder perante Deus pelos que arrastaram para a desgraça a pretexto de “guardar a pureza da ortodoxia”.


8- Os membros das seitas utilizam-se frequentemente de mentiras, falsificações, distorções e de muitas outras fraudes para arregimentar e convencer seus adeptos.

Nesse quesito são exatamente iguais ou piores do que muitos grupos protestantes: observam os muitos erros e abusos que acontecem e colocam tudo na conta da Igreja, como se a mesma concordasse ou promovesse os abusos e heresias vigentes…

Entre eles há sempre essa desonestidade intelectual.

Há também os idiotas úteis que repetem, como papagaios os mesmos erros, porém com boa vontade, uma vez que foram convencidos por algum membro da seita de que aquela falsa doutrina é a verdade;


9-
 Não é rejeitando a autoridade do Magistério da Igreja que iremos resolver a situação caótica na qual nos encontramos.

Somente os santos colaboram para uma verdadeira restauração da Igreja… basta ver a história para comprová-lo… porém, JAMAIS HOUVE UM GRANDE HOMEM OU MULHER QUE TENHA SE SANTIFICADO FORA DA IGREJA.

Aconteça o que acontecer devemos estar na Igreja, nela sofrer e por ela lutar.

Quem não aceita a autoridade da Igreja, se coloca fora da mesma… não é possível ajudar a salvar a Igreja estando fora dela.

 

10- Membros de seitas tradicionalistas estão entrando nas redes sociais em grupos católicos, especialmente de consagrados a Nossa Senhora, para disseminarem essa ideias errôneas e conquistar novos adeptos; *assim fazem pelo fato de que, normalmente os consagrados são pessoas que amam a Tradição: O latim, o véu, a modéstia, a missa corretamente celebrada (seja Tridentina ou Nova), que aliás, é algo da Igreja e não propriedade de seitas tradicionalistas. Entretanto a grande maioria destes consagrados não têm suficiente formação para compreender a problemática atual na qual se encontra a Igreja, de modo que são facilmente envolvidos e confundidos pelos membros das seitas.

Toda essa situação tem sido bem aproveitada pelo diabo para prejudicar a tão necessária difusão da Total Consagração, uma vez que algumas pessoas consagradas, assumindo as falsas ideias de seitas tradicionalistas começam a atacar a Igreja, a rejeitar a Missa Nova e o Concílio Vaticano II, a faltarem a missa por e rejeitarem os demais sacramentos celebrados no Novus Ordo considerando-os como heréticos ou inválidos, fornecendo assim muita munição para os padres e bispos progressistas rejeitarem e atacarem (ainda que seja imoral e desonesto) coisas tão santas e agradáveis a Deus a pretexto de combaterem os “abusos”…

Por essa razão os membros dessas seitas devem ser identificados e expurgados de todos os grupos verdadeiramente católicos, pois não estão ali para aprender ou compartilhar a fé da Igreja como a Igreja o entende, mas para promover suas teses, ganharem adeptos e causarem confusão e divisão diabólicas;

11- Os membros de seitas tradicionalistas são hoje um dos principais obstáculos para um retorno mais forte à Tradição, pois põe abaixo o princípio da unidade, bem como do respeito a autoridade estabelecida.

E quando falo aqui sobre respeito, unidade e obediência, me refiro a forma como a Igreja o entende, ou seja, devemos seguir e obedecer as autoridades desde que estas estejam mandando conforme a Igreja; pois não se deve seguir ou obedecer uma autoridade naquilo que esta não esteja de acordo com a doutrina de sempre ensinada pelo Magistério da Igreja ou quando manda algo que não seja de sua competência… Mas, se a autoridade manda conforme a Igreja, então devemos obedecer.

Os membros das seitas não reconhecem, nem obedecem ao Magistério da Igreja.

12- Quem são os membros das seitas a que me refiro? Onde estão ou quais os nomes de seus grupos?

São todos aqueles que se enquadram no que acima foi descrito, independentemente de grupos ou movimentos.

Autor: Pe. Rodrigo Maria

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O que é a tradição da Igreja?

Falar da Tradição da Igreja não é falar de simples costumes que se perpetuam na vida da Igreja. Não estamos falando de tradições culturais, mas da Sagrada Tradição. A Sagrada Tradição guarda o depósito de fé da Igreja, que conserva o que Jesus ensinou. Esse depósito de fé é também chamado de Revelação, ou seja, aquilo que Deus ensinou de Si e Seus mistérios aos homens através dos ungidos do povo de Deus na Antiga Aliança (patriarcas, juízes, profetas, autores bíblicos etc) mas, sobretudo através de Cristo, que depois foi ensinado pelos apóstolos, guardado e vivido na Igreja primitiva. Essa verdade revelada está contida na Tradição da Igreja e na Sagrada Escritura, a Bíblia.

O que é a tradição da igreja - 1600x1200A Sagrada Escritura e a Tradição contêm, pois, toda a doutrina revelada; a Tradição chega para nós hoje, sobretudo, através dos símbolos da fé (os credos, como o dos apóstolos e o Niceno-Constantinopolitano), na liturgia e na vida (pregação e santos) da Igreja, nos escritos dos padres e doutores da Igreja que nos primeiros séculos transmitiram a fé. O Magistério da Igreja, sob a assistência do Espírito Santo, conserva e interpreta essa Revelação (cf Jo16, 12-13; Lc 22,32; Jo 21,15).

Tanto a Escritura como a Tradição são Palavra de Deus, isto é, o ensinamento divino, comprovado por milagres e profecias; com a diferença de que a Tradição não foi escrita por aqueles a quem Deus revelou; embora, com o tempo, outras pessoas tenham podido escrevê-la, a fim de a conservarem e transmitirem com maior fidelidade. “Daí resulta que a Igreja, à qual estão confiadas a transmissão e a interpretação da Revelação, ‘não deriva sua certeza a respeito de tudo o que foi revelado somente da Sagrada Escritura. Por isso, ambas devem ser aceitas e veneradas com igual sentimento de piedade e reverência” (CIgC 82).

Palavra de Deus não é só a Bíblia

É importante que o leitor entenda que a Palavra de Deus não é a Bíblia, mas a Bíblia é a Palavra de Deus, porque ela é infalivelmente inspirada. Talvez assuste ouvir isso, mas essa é uma premissa fundamental para entender a fé da Igreja. A Palavra de Deus é o Verbo eterno do Pai que Se encarnou no ventre da Virgem Maria. Portanto, a Palavra eterna é Pessoa Divina e por mais sagrado e inspirado que seja um livro, ele não pode conter toda a Palavra. Por isso mesmo que no final do seu evangelho São João afirma: “Jesus fez muitas outras coisas. Se fossem escritas uma por uma, penso que nem o mundo inteiro poderia conter os livros que se deveriam escrever” (Jo 21, 25).
Então, muitas coisas que Jesus ensinou não foram escritas, mas foram ensinadas e vividas; e essas coisas constituem a Tradição da Igreja. Por isso diz o Catecismo da Igreja Católica: “Todavia, a fé cristã não é uma ‘religião do Livro’. O cristianismo é a religião da Palavra de Deus, ‘não de um verbo escrito e mudo, mas do Verbo encarnado e vivo’. Para que as Escrituras não permaneçam letra morta, é preciso que Cristo, Palavra eterna de Deus vivo, pelo Espírito Santo nos ‘abra o espírito à compreensão das Escrituras’ Lc 24, 45” (CIgC 108).

Sagrada Tradição

Aliás, a própria Bíblia, ou Sagradas Escrituras, tem o seu berço na Sagrada Tradição. A Tradição inicial, ou seja, a pregação dos apóstolos, é anterior à Sagradas Escrituras e durante muitos anos foi a única regra de fé. Afinal, Jesus mandou: “Ide e pregai o Evangelho a toda criatura” (Mc 16, 15), e não “Ide e escrevei livros” (é bom lembrar que na época não existia gráfica, nem caneta, tampouco máquina de datilografar… Computador, menos ainda). Com efeito, a pregação dos apóstolos começou no próprio ano da morte de Cristo (ano 33).

Diversamente, os livros da Sagrada Escritura só começaram a ser escritos a partir do ano 50 até o ano 100; e sobretudo, não foram conhecidos pela Igreja universal, senão no decurso dos primeiros séculos, pois ao princípio, só eram conhecidos pelas Igrejas particulares a que se destinavam. Notável é o testemunho da própria Bíblia em favor da tradição: “Embora tivesse muitas coisas a escrever-vos, não o quis fazer por meio de tinta e papel, pois espero ver-vos e falar-vos de viva voz” (2Jo 12); “Conservai-vos firmes na fé e guardai as tradições que aprendestes, quer pela nossa pregação, quer pela nossa carta” (2Ts 2, 14); ‘O que ouviste da minha boca e de muitas testemunhas, confia-o a outros homens fiéis, capazes de instruir os outros” (2Tm 2,2).

Se entendermos que a Escritura é a única fonte da nossa fé, como fazem os protestantes, somos forçados a achar que nos primeiros anos e séculos, não havia na Igreja fonte alguma de fé, o que é inadmissível, porque equivaleria a dizer que então não havia fé; mais admissível é aceitar uma fonte de fé distinta da Escritura, a saber, a Tradição ou ensino dos apóstolos e seus sucessores.

A Igreja nasceu da Bíblia?

A Bíblia nasceu da Igreja e não a Igreja nasceu da Bíblia. Não se pode saber com certeza que livros contêm na realidade a doutrina de Cristo, nem qual o seu verdadeiro sentido, a não ser pelo ensino da Igreja. Portanto, se não se acredita na assistência de Deus de infalibilidade à Igreja, tampouco se pode acreditar no valor infalível da Bíblia como Palavra de Deus. Não se pode celebrar o fruto negando a existência e o valor da árvore que o gerou. Por isso diz Santo Agostinho: “Eu não creria no Evangelho, se a isto não me levasse a autoridade da Igreja Católica”.

A Igreja é essa mãe que nos alimenta da graça de Cristo, que nos ensina a fé e por isso diz São Cipriano (séc. III): “Nascemos todos do seu ventre, somos nutridos com seu leite e animados por seu Espírito”.

 

 

 

Via Canção Nova

Crescimento do catolicismo tradicional surpreende até revista econômica inglesa

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No período posterior ao Concílio Vaticano II, inaugurado em 11 de outubro de 1962, a Igreja Católica na Grã-Bretanha procurou se modernizar até na liturgia.

Mas o resultado, segundo a conceituada revista econômica “The Economist”, é que os fiéis desertaram das igrejas.

A assistência à Missa na Inglaterra e em Gales caiu pela metade do 1,8 milhão que compareciam aos domingos em 1960. Também a média de idade dos frequentadores aumentou de modo preocupante: de uma média de 37 anos no ano 1980, subiu para 52 anos hoje.

Nos Estados Unidos, a assistência à Missa caiu mais de um terço desde 1960. Menos de 5% dos católicos franceses assistem regularmente à Missa, e só 15% fazem o mesmo na Itália.

Em sentido contrário, as Missas não modernizadas, em latim e de costas ao povo, conhecem um boom de participação.

A Sociedade pela Missa em Latim de Inglaterra e Gales (Latin Mass Society of England and Wales), que nasceu em 1965, tem agora mais de 5.000 membros. O número de Missas semanais em latim passou de 26 em 2007 a 157 em 2012: um crescimento de mais de 600%.

Nos EUA, passou de 60 em 1991 a 420 em 2012: um aumento de 700%.

No Oratório de Brompton, fundado pelo Cardeal John H. Newman e ponto de referência do tradicionalismo de Londres, 440 pessoas assistem à Missa em latim aos domingos.

Isto é o dobro do normal da assistência nas principais igrejas modernizadas. Em Brompton, as mulheres usam véu e os homens, o tradicional paletó ou terno de tweed.

Mas os números é o menos importante, observa “The Economist”. As comunidades tradicionalistas se destacam pela juventude e por sua expansão internacional. O Catolicismo tradicional está atraindo pessoas que não tinham nascido quando o Vaticano II pretendia “rejuvenescer” a Igreja.

Além de se expandirem por países da Commonwealth até à África e à China, os jovens grupos tradicionalistas britânicos publicam blogs, administram websites e são muito ativos nas redes sociais.

Eles difundem suas posições até nas dioceses mais progressistas. E não deixam de ser invectivados pelos velhos progressistas que, na falta de argumentos mais religiosos, os qualificam de anacrônicos ou afetados.

Um grande desequilíbrio de crescimento vem acontecendo desde 2007, quando S.S. Bento XVI aprovou formalmente o antigo rito da Missa em Latim. Até aquele momento, o padre que celebrasse a Missa antiga podia ver cortada sua carreira eclesiástica.

Oratório de Brompton, Londres

Na Inglaterra, o rápido aumento dos adeptos da Missa tradicional viu-se ainda reforçado com a criação, pelo Vaticano, do Ordinariato para acolher grupos de ex-anglicanos que abandonaram a dita ‘Igreja de Inglaterra’, a qual está levando sua modernização a ponto de “ordenar” e “sagrar” lésbicas e homossexuais.

Sacerdotes ex-anglicanos “atravessaram o Tibre” às dúzias para se somarem aos católicos romanos tradicionalistas, conta “The Economist”.

Este retorno ao antigo rito com força está deixando consternados os católicos “modernistas”, que o baniram no passado.

Para o Pe. Timothy Radcliffe OP, ex-prior dos dominicanos da Grã-Bretanha, o renascimento tradicionalista é uma reação contra o “liberalismo de moda” em sua geração.

Para ele, não é mais do que um movimento do pêndulo, que ora vai num sentido, ora no oposto, de modo inevitável.

Mas esse argumento não convenceu o jornalista de “The Economist”. Este concluiu a reportagem perguntando se todos os escândalos morais no seio da “Igreja progressista”, a decadência desta, e, em sentido contrário, o crescimento dos tradicionalistas, não são outros tantos sinais de que há 50 anos o Concilio Vaticano II virou para o lado errado.
 

Fonte: http://ipco.org.br/ipco/noticias/crescimento-do-catolicismo-tradicional-surpreende-ate-revista-economica-inglesa

Via Fide Press

Os evangélicos são mais católicos do que eles imaginam

A tradição é importante.

Como declaração sobre as bases da doutrina da Igreja, este comentário pode não soar muito surpreendente. Aliás, ele é bastante óbvio para os fiéis católicos e ortodoxos. Mas ele também evoca um grande paradoxo que existe no pensamento de uma numerosa e influente parcela dos cristãos do mundo inteiro: os evangélicos. Por mais surpresos e até chocados que eles possam ficar ao ouvir ou ler isto, o fato é que os evangélicos são muito mais católicos do que eles imaginam.

Os evangélicos se orgulham do alicerçar a sua fé somente na Bíblia. Este, afinal, é o núcleo da doutrina da “sola scriptura”, proposta pela reforma protestante. Se você acompanhar um debate evangélico, verá que esta questão não demora quase nada para surgir: “Onde é que esta afirmação consta na Bíblia? Indique o capítulo e o versículo”.

E aí é que está o problema. Os evangélicos acreditam de modo irrenunciável em doutrinas centrais da fé que não podem se basear simplesmente na escritura, pois se desenvolveram na tradição da Igreja. Depois de formulada uma crença, caso se queira, é possível pinçar versículos bíblicos para ampará-la, mas nunca se chegaria a essas posições doutrinárias por meio das escrituras sozinhas.

O exemplo mais óbvio é a própria Trindade, que os evangélicos consideram uma crença fundamental para qualquer cristão. No entanto, ela não aparece explicitamente na Bíblia. A sua única base bíblica é aquilo que ficou conhecido como “os parênteses joaninos”, uma menção abertamente trinitária feita em 1 Jo 5, 7-8, passagem consagrada no texto da Bíblia do rei James, de 1611. Mas os estudiosos sabem há séculos que aquelas palavras foram inseridas muito tardiamente no texto original. Nenhum escritor sério as cita hoje como autênticas.

Deixar esses parênteses de lado não gera dificuldade alguma para quem acredita na Trindade, que é uma doutrina muito arraigada na tradição da Igreja. A doutrina foi abraçada pelos cristãos no segundo século, em especial por padres apostólicos como Inácio e Justino Mártir. Falar de tradição da Igreja não significa, é claro, que tais figuras inventaram doutrinas para satisfazer os seus próprios propósitos obscuros. Ao contrário, como os teólogos católicos e ortodoxos sempre destacaram, a Igreja foi e é guiada pelo Espírito Santo. Sem essa crença no poder da tradição contínua, porém, como é que se poderia justificar a própria doutrina da Trindade?

Sem tradição da Igreja, sem Trindade.

Também é fundamental para os evangélicos a crença na encarnação de Cristo. O Novo Testamento nos permite formar ideias, é claro, sobre a divindade de Cristo e sobre o fato de Ele ter se tornado homem. No entanto, basear-se nesses textos bíblicos deu aos primeiros crentes uma enorme margem de manobra no tocante ao entendimento de qual seria a relação entre o humano e o divino. Cristo era literalmente Deus caminhando sobre a terra em forma humana? Ou será que a divindade “desceu” sobre Jesus em algum momento da sua vida terrena, presumivelmente no batismo, para depois abandoná-lo na hora da crucificação? Os cristãos discutiram sobre essas doutrinas complexas ao longo de séculos e só as estabeleceram no Concílio de Calcedônia, no ano de 451. Em outras palavras, trata-se uma doutrina definida por meio do debate no seio da Igreja, com base na escritura e na tradição, sob a orientação do Espírito Santo.

Sem tradição da Igreja, sem doutrina da Encarnação.

Os protestantes sempre tiveram a Igreja primitiva em alta estima. Ilustres estudiosos evangélicos publicaram obras sobre os primeiros padres. Em língua inglesa, por exemplo, a editora evangélica IVP apresentou uma série maravilhosa de volumes sob o título “Ancient Christian Commentary on Scripture” [“Comentários do cristianismo primitivo sobre as escrituras”]. Dito isso, os evangélicos ainda rejeitam o uso da sabedoria da Igreja dos primeiros séculos para estabelecer a doutrina.

– ‘A FUMAÇA DE SATANÁS’-

“Santa Brígida referindo-se aos Últimos Tempos, disse: “40 anos antes do ano 2000, o demônio será deixado solto, por um tempo”. Quando tudo parecer perdido, Deus, mesmo de improviso, porá fim à maldade”. O sinal desses eventos continua Santa Brígida, será: “Os sacerdotes deixarão de usar hábito santo e se vestirão como pessoas comuns; as mulheres se vestirão como os homens e os homens como as mulheres.”.
A Igreja passa por uma GRANDE crise de ‘identidade’ só não vê quem não quer ou quem não tem noção NENHUMA do que é de fato a Igreja. Poderia eu escrever folhas e folhas sobre essa DURA e CRUEL realidade, mas é viável condensar em pequenos pensamentos.

Após o POLÊMICO e discutido Concílio Ecumênico Vaticano II a situação piora a cada dia, como já tinha sido previsto por muitos na década de 60 e assim por diante. Neste pequeno texto pretendo analisar alguns pontos para uma reflexão diante dos atuais fatos neste escuro período em que a dita ‘FUMAÇA DE SATANÁS’ não sai da Igreja.

-A Catequese e a formação seminarística.

Diante da atual formação a Batina é criticada pela maioria do clero como algo que supostamente ‘afasta’ o povo. MENTIRA! O povo simples ama ver o seu sacerdote de batina pela mensagem que ela passa, ELA MOSTRA DEUS e que o sacerdote é DE DEUS!

‘Os modernistas clamam contra o suposto triunfalismo, tiram os hábitos, rechaçam a coroa pontifícia, as tradições de sempre e depois se queixam de seminários vazios; de falta de vocações. Apagam o fogo e se queixam de frio. Não há dúvidas: o “desbatinamento” ou “desembatinação” leva à dessacralização.”

A Igreja pós conciliar que na prática deveria ser MESTRA e GUIA ,está fazendo o papel inverso DEFORMANDO seus filhos tanto na catequese como nos seminários. Nossos filhos não têm se quer o ensino básico do catecismo e dos tesouros da Fé. Os chamados ‘cursos’ de catequese são na verdade ‘passa tempo’ onde quase NADA é verdadeiramente ensinado pelos catequistas que quase sempre não são culpados, mas sim nossos maus pastores que não se preocupam em estudar a Sagrada Escritura, o Magistério e a Santa Tradição bases de nossa Fé para que seja passado, transmitido ás suas ovelhas. Nossos padres carecem de uma formação católica nos seminários, muitas vezes tomados por ideologias mundanas como a ideologia da libertação. Vale lembrar o ensinamento de São Pio X sobre a formação dos católicos quanto ás leituras: 

“Providenciem os bispos para que não sejam lidas as obras de modernistas já publicadas. Proíbam novas publicações. Não permitam nos Seminários e Universidades Católicas livros e jornais dessa espécie. Não decorre deles menor mal que o das outras más leituras. Isso é pior porque contamina a raiz da vida cristã.” 
(São Pio X – Pascendi Dominice Gregis, 8 de Setembro de 1907)

-Os “partidos” e ideologias na Igreja.

“os católicos se dividiram em facções, seitas grupelhos, lançando-se uns contra os outros. E é o que se vê hoje, no mundo católico: por toda a parte reina a divisão. É o que afirma o mesmo Cardeal Ratzinger: “

-“é inevitável, naquela suposição, que a Igreja se divida em partidos de todo tipo, e os grupos se oponham uns aos outros dentro de uma Igreja que se dilacera a si mesma”.

Há de se concordar que com a abertura dada pelo Concílio ao laicato a situação se agravou ainda mais, Jesus QUIS a hierarquia já a TL…. 
O Concílio Vat II é extremamente ambíguo!
Não há condenações como, por exemplo, no Concilio Dogmático de Trento . Cada movimento ou grupo interpreta o CV II como quer COMO BEM ENTENDE! “É bem verdade que o CVII foi APENAS pastoral E que está sendo aplicado ‘de forma dogmática”, digo isso, pois muita coisa ‘mudou’ ou deu-se uma abertura para que fosse mudada por conta da LIVRE INTERPRETAÇÃO.Temos a impressão que estamos em uma nova igreja Ironia? Há 50 anos esse concílio vem sendo ‘mal interpretado’ bobo de quem cai nesse papo! RELATIVISMO seja bem vindo, és apenas uma parcela da fumaça de satanás que só entrou(como afirmou Paulo VI) mas que ninguém viu sair!

Na prática….

Você vai à paróquia (A) o sacerdote ensina uma coisa, vai à paróquia (B) o sacerdote tem um ensinamento diferente sobre o mesmo assunto. Movimentos neopentecostais, ideologias marxistas, judaísmo-protestantizado ganharam lugar na ‘igreja’ pós conciliar, coisa que jamais se aceitaria a algumas décadas atrás. Há uma GUERRA visível entre os membros da Igreja: RCCxTL , CatecumentaoxRCC e assim por diante. Diariamente vemos católicos confusos, sem saber qual padre escutar , qual orientação seguir, qual paróquia frequentar. Muitos em meio essa CONFUSÃO preferem cair na HERESIA sedevacantista, outros cismam juntamente com os ortodoxos , outros ainda ‘perdem’ a fé.

-A principal meta do diabo- DESTRUIR a Santa Missa- Centro da Vida da Igreja, Ápice da vida Cristã.

Em um recente desabafo de um sacerdote ele afirma:

A Missa………
“virou palco
virou show
virou passeata
virou passarela
virou camarim de estrela
virou sambódromo
virou terreiro
virou tudo e suportou tudo
MENOS ser de fato, missa.”

E quem há de discordar das afirmações acimas? Um cego? “Um católico ‘paz e amor” (católicos mimimi) ? Ora ‘contra FATOS não há ARGUMENTOS’.

Poderíamos fazer uma lista GIGANTESCA com os abusos, profanações, sacrilégios e inúmeras aberrações que fazem com o sacrifício de Nosso Senhor, mas não vejo necessidade quem tem olhos veja as profanações aí mesmo, em sua Paróquia!
Sobre a Santa Missa:
A missa explicada por padre Pio:
Padre, como devemos assistir à Santa Missa?
‘Como assistiram a Santíssima Virgem e as piedosas mulheres. Como assistiu S. João Evangelista ao Sacrifício Eucarístico e ao Sacrifício cruento da Cruz.’
Será que aqueles que escarnecem e zombam do sacrifício de Nosso Senhor sabem disso? Se sim, estão em uma GRANDE crise de FÉ!

A Missa Católica (do Catecismo de São Pio X).

A santa Missa é o sacrifício do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo que, sob as espécies do pão e do vinho, se oferece por mãos do sacerdote a Deus sobre o altar, memória e renovação do sacrifício da Cruz.

– Se trata de um verdadeiro sacrifício ou imolação do Corpo e do Sangue do Senhor Jesus.

– O sacerdote é o sacrificador da vítima oferecida pelos pecados do mundo. É Cristo que na pessoa do sacerdote, se oferece a Deus Pai para expiar pelos nossos pecados e livrar-nos do mal.

– A presença do Senhor é real, substancial e física sob as espécies eucarísticas, prescindindo da presença do povo.

O que vemos hoje NÃO é isso, RCC protestantiza ainda mais a Missa nova, Catecumenato faz da celebração uma ceia judaica-protestante, TL faz da Missa um terreiro, e assim por diante! O problema com a Missa nova não é tanto a Missa, mas a atitude daqueles que a usam para promover seu próprio estilo pessoal de catolicismo.

Observem a frase do então cardeal Joseph Ratzinger :

-”Estou convencido de que a crise na Igreja, pela qual passamos hoje, é causada em grande parte pela decadência da liturgia, que às vezes é concebida de uma maneira etsi Deus non daretur [Como se Deus não existisse], isto é, que nela não importa mais se Deus existe e se Ele nos fala e nos escuta”. Ou seja, quem está no CENTRO muitas vezes NÃO é Jesus e sim o HOMEM. A Igreja torna-se cada vez mais antropocêntrica e não Teocêntrica. 

Com a mudança da Missa a Fé está num processo de decadência, você REZA da forma como CRÊ:
“Lex Orandi, Lex Credendi:
a forma como você reza é a forma como você crê.
Infelizmente, os últimos quarenta anos provaram a verdade desta frase.”

“O Papa Paulo VI testemunhou a aceleração da perda da fé ou apostasia durante o século XX, no qual o que se a havia desenvolvido em segredo acabou por se revelar abertamente, o Papa Paulo VI, não escondeu a plena consciência que tinha da situação nem a sua profunda tristeza. Falando aos bispos franceses, daquilo que o estava preocupando, neste país, notou que não faltava quem pensasse que ele ignorava tal situação. Sua expressão mostrava sobre a situação católica mundial, a auto-destruição ou auto-demolição da igreja (auto significa que é feito por pessoas de dentro da Igreja) afirmando que o “FUMAÇA DE SATANÁS” tinha invadido a Igreja.”

Ele mesmo reconheceu…. e nós quando vamos acordar e sair do nosso comodismo? Quando vamos cobrar uma postura ‘católica’ de nós mesmos e de nossos pastores?

Católicos vamos viver o mandamento do AMOR na PRÁTICA?

Amar a Deus sobre todas as coisas é servi-lo NA e COM a Igreja e com os irmãos e pelo irmãos !

Mulheres vistam-se bem! Usem o véu, usem roupa de mulher! Vistam-se bem! Sejam modestas!

Homens e mulheres devem viver a modéstia! Rezar o terço! 
Deus está na Eucaristia! Que tal comunga SOMENTE de joelhos na boca?…Como afirma o doutor da Igreja Santo Agostinho: « Ninguém come esta carne, sem antes a adorar; (…) pecaríamos se não a adorássemos .
Lembremos-NOS que a Santa Missa não é de um determinado grupinho ou movimento a Santa Missa é de JESUS e como tal não se devem fazer alterações ou inovações! O modo como nos comportamos na Santa Missa mostra o ‘tipo’ e até mesmo a veracidade de nossa Fé ! Na missa Tridentina NÃO há espaço para abusos ! 

-O perigo do ‘tradicionalista’

Parece que o ‘movimento’ tradicionalista está em ‘alta’. O problema é o tipo de ‘tradicionalistas’. Muitos se denominam tradicionalistas por conta da ‘lei’ do pano e da fumaça, não que os paramentos e o incenso não sejam importantes, mas isso não deve ser o principal motivo de alguém aderir a Sagrada Tradição. Por outro lado vemos uma grande prepotência e arrogância por parte de certos ‘tradicionalistas’. Muitos ao invés de instruir os irmãos na fé acabam por destruir a fé. CUIDADO! Deus nos prestará conta! “A QUEM MUITO FOI DADO, MUITO SERÁ COBRADO”. (LC 12, 48)

Vamos ajudar na mansidão e humildade. Católico ‘ Tradicionalista’mo ‘ não é sinônimo de arrogância! O então Padre Rifan nos ajuda a entender o que é o chamado TRADICIONALISTA :

““Tradicionalista” é o católico apostólico romano, fiel à Tradição católica, isto é, à doutrina, à moral, à liturgia tradicional da Igreja de sempre.

Este termo “tradicionalista” não significa retrógrado, antiquado, oposto ao progresso, radical, fundamentalista, avesso às sadias novidades, ou qualquer coisa parecida. Aliás, “Tradição” significa progresso, só que na mesma linha do passado. É um processo contínuo, ligado ao que o antecedeu, um enriquecimento, uma soma do passado com o presente que lhe é similar, enfim, um crescimento, como o de uma árvore ou de uma pessoa.
Esta palavra foi consagrada pelo Papa São Pio X, na sua carta encíclica “Notre charge apostolique”, quando disse: “Os verdadeiros amigos do povo não são os inovadores, mas os tradicionalistas”.
Como a Igreja Católica não é só de hoje, ou de 30 anos para cá, mas é de ontem, de hoje e de sempre, a conclusão lógica é que a Tradição é algo essencial à Igreja Católica. Tradicionalismo não é um partido ou um movimento dentro da Igreja: é o catolicismo como tal. E único. Ser católico fiel a Tradição, ou tradicionalista, não é um dos modos de ser católico; é o único modo de ser católico. Aliás, dizer católico tradicionalista vem a ser até um pleonasmo, uma repetição que nem se precisa dizer, mas que hoje se faz necessária já que muitos hoje se dizem católicos, mas rejeitam a Tradição multissecular e perene da Santa Igreja, e por isso já não são mais verdadeiros católicos de fato.
Mas há vários modos de ser ou se tornar católico tradicionalista:
Tradicionalista por saudosismo: saudade do passado.
Tradicionalista por sentimento: “eu me sinto melhor assim!” 
Tradicionalista por tradição: avós, pais, família…
Tradicionalista por simpatia: “eu me simpatizo com a Tradição 
e tenho amigos lá…”
Tradicionalista por imposição: pais, família, namorada, emprego…
Tradicionalista por obediência: pais, patrões, superiores…
Tradicionalista por companheirismo: amigos…
Tradicionalista por proximidade: “a igreja fica perto de minha casa…”
Tradicionalista por política: para angariar votos…
Tradicionalista por escândalo: escandalizado pelas loucuras que viu no progressismo…
Tradicionalista por interesse: conseguir emprego, namorada, etc.
TRADICIONALISTA POR CONVICÇÃO: por causa da doutrina e, em consequência, da liturgia tradicional, do respeito e da seriedade que a acompanham.
É claro que, mesmo que se tenha vindo para Tradição por qualquer um dos modos acima, o único modo verdadeiro e digno deste nome é o último. Só por convicção pela doutrina é que você será um verdadeiro tradicionalista, isto é, um verdadeiro católico apostólico romano, da Igreja de sempre de Nosso Senhor.
(“Ontem Hoje Sempre, Campos, abril-maio de 1999, nº 52)”.

Seguindo o exemplo e ensinamentos de Dom Lefebvre, assim como de Dom Antônio de Castro Mayer:

“Nós aderimos de todo o coração e com toda a nossa alma à Roma católica, guardiã da fé católica e das tradições necessárias à manutenção dessa fé, à Roma eterna, mestra de sabedoria e de verdade. Pelo contrário, negamo-nos e sempre temos nos negado a seguir a Roma de tendência neo-modernista e neo-protestante, que se manifestou claramente no Concílio Vaticano II e, depois do Concílio, em todas as reformas que dele surgiram.” (declaração de 21 de novembro de 1974)

Nesse contexto de CRISE tenhamos confiança nas palavras de Nosso Rei e Senhor:

Mateus 16,18: 
“Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno NÃO prevalecerão contra ela.”

Jesus não abandonará suas ovelhas! Católicos rezem, estudem, vigiem…… vivam sua FÉ verdadeiramente! Chega de católico ‘água com açúcar’. Oremos pelo Sumo Pontífice para que Deus o dê sabedoria para governar a barca que é a Santa Igreja!

Viva Cristo Rei! 

Salve Maria Santíssima!